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Cineastas divulgam 'Carta Anticensura' e cobram compromisso de candidatos em 2026

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CFPor Camila Ferreira•26 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

O cineasta Newton Cannito lançou a "Carta Anticensura", documento que convoca os candidatos nas eleições deste ano a assumirem um compromisso formal com a liberdade de expressão e com o incentivo à cultura. A iniciativa foi elaborada em parceria com a organização Free Speech Union Brasil (FSU-BR), segundo informou nesta terça-feira (25) a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

De acordo com a coluna, a carta é dirigida aos postulantes a cargos públicos na disputa de outubro e busca que eles assumam publicamente o compromisso de defender a livre manifestação artística durante a campanha.

Ex-secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura em 2010, no segundo governo Lula, Cannito afirma que há hoje uma "ditadura woke" e uma patrulha ideológica no país, segundo a Folha. Em julho, em entrevista ao podcast da FSU-BR, o cineasta já havia dito que "a censura hoje é muito pior que na ditadura", ao criticar o que classificou de clima repressivo criado pelo identitarismo nas artes brasileiras.

A Free Speech Union Brasil se apresenta como uma associação dedicada a defender a liberdade de expressão, combater a censura e oferecer ajuda a pessoas que se dizem censuradas. Entre seus projetos está o "Semáforo da Censura", que monitora leis e projetos de lei que a entidade considera ameaças à liberdade de expressão no Brasil.

A carta é divulgada na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro. Até o momento, a iniciativa foi noticiada apenas pela coluna de Mônica Bergamo, e não há informação pública sobre o número de signatários do documento nem sobre a adesão de candidatos.

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