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Correios esperam fechar até o dia 15 novo empréstimo de R$ 7 bilhões

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ANPor André Nakamura•11 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, G1, TeleSíntese

Os Correios esperam concluir até a próxima terça-feira, dia 15, a contratação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões para aliviar a crise financeira da estatal. A operação está em negociação com um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank, três instituições estrangeiras, além do Banrisul, banco estatal do Rio Grande do Sul, segundo apurou o g1. O valor já havia sido confirmado pela empresa nas demonstrações financeiras do primeiro semestre de 2026, divulgadas no fim de agosto.

Garantia da União ainda está em análise

A contratação depende de garantia da União, pedida formalmente pelos Correios ao governo federal em 3 de setembro e ainda sob análise, segundo o Tele.Síntese. Com o aval, o Tesouro Nacional assume o pagamento da dívida caso a estatal não consiga honrar o contrato. Procurada, a empresa disse que as condições financeiras da operação ainda estão em tratativas com as instituições envolvidas e que serão divulgadas após a conclusão das negociações.

"Encontra-se em estágio avançado de estruturação uma nova operação de crédito no montante aproximado de R$ 7 bilhões. A operação vem sendo discutida com potenciais instituições financeiras participantes, estando seus principais elementos econômico-financeiros e contratuais em fase avançada de alinhamento", afirmou a empresa nas demonstrações do primeiro semestre.

No mesmo documento, a estatal confirmou o compromisso do governo federal de aportar R$ 6 bilhões em capital até o fim de 2027, destinados ao fortalecimento da situação econômico-financeira da empresa. É o segundo empréstimo em menos de um ano: no fim de 2025, os Correios contrataram R$ 12 bilhões, também com garantia da União.

Folha encolhe mais devagar que a meta

Os Correios acumulam 15 trimestres seguidos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, a perda somou R$ 5,6 bilhões, segundo o g1, com o segundo trimestre melhor que os dois anteriores, depois de um prejuízo recorde de R$ 3 bilhões no primeiro trimestre. Em paralelo, a empresa abriu em 20 de agosto um novo plano de desligamento voluntário, o PDV-E, com adesões até 30 de setembro. A meta é desligar 10 mil empregados em 2026 e outros 5 mil em 2027, segundo a CNN Brasil. O plano anterior, aberto no fim de 2025, teve adesão de apenas 3.181 empregados, 31% do público-alvo, e deve gerar economia de cerca de 40% do estimado inicialmente.

No fluxo do dinheiro, o desenho é claro: os bancos adiantam o reforço de caixa, o Tesouro Nacional entra como fiador e o contribuinte fica no fim da linha, caso a estatal não honre o contrato. Para remetentes e vendedores que usam a rede postal, a operação sustenta o funcionamento do serviço enquanto o corte de folha avança abaixo da meta. Para o consumidor e o contribuinte, o custo potencial aparece apenas se o pagamento falhar: nesse cenário, a conta de R$ 7 bilhões vai para o Tesouro.

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