arrow_backVoltar
Techbusinessunited-statesartificial-intelligence

Lucro da Nvidia dispara 126%, para US$ 59,7 bilhões, no 2º trimestre

bookmark_borderSalvar
ANPor André Nakamura•27 de agosto de 2026•Fontes: InfoMoney, G1

A Nvidia, empresa de maior valor de mercado do mundo, lucrou US$ 59,7 bilhões (R$ 307,5 bilhões) no segundo trimestre de seu exercício fiscal, alta de 126% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (26), veio com receita de US$ 96,2 bilhões, 106% maior em um ano, segundo o G1.

O lucro por ação, referência para os investidores, ficou em US$ 2,22, acima dos US$ 2,09 projetados por analistas consultados pela FactSet, segundo o G1. O InfoMoney, que trabalha com estimativas da LSEG, apurou lucro por ação de US$ 2,20, contra projeção de US$ 2,10. Nas duas comparações, o resultado superou o consenso.

O CEO da companhia, Jensen Huang, usou o balanço para rebater as dúvidas sobre o retorno econômico da inteligência artificial:

"A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis. A demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor."

Projeção para o trimestre atual

Para o período em curso, a Nvidia projeta receita de US$ 108 bilhões, com variação de 2% para mais ou para menos, e margem bruta em torno de 74%, segundo o InfoMoney. A previsão não inclui nenhuma receita de vendas de data centers para a China. As estimativas de analistas ficavam entre US$ 104 bilhões e US$ 105 bilhões, com algumas projeções acima de US$ 110 bilhões, conforme dados de LSEG e Bloomberg citados pelo site.

A reação do mercado foi fria. Os papéis chegaram a recuar cerca de 2% nas negociações após o fechamento, depois de terminarem o pregão regular em queda de 1,59%, e só depois reduziram as perdas, segundo o InfoMoney. No pós-mercado acompanhado pelo G1, a ação caía 0,27%. "Isso mostra o quão alto está o sarrafo" para a companhia, disse ao G1 o analista Jacob Bourne, da eMarketer. Para ele, a falta de entusiasmo reflete a dúvida sobre a capacidade de a empresa manter o ritmo de crescimento.

Há também desconforto com a forma como o dinheiro circula no setor. Parte dos analistas acompanha com atenção os valores que a Nvidia destina a estruturas que permitem a seus clientes investir em IA; para alguns, esses aportes podem estar inflando artificialmente a demanda, segundo o G1. O InfoMoney relata que os acordos de investimento firmados pela companhia com empresas do ecossistema de IA alimentaram temores de negociações circulares, em meio ao ceticismo crescente sobre uma possível bolha no setor.

O balanço virou termômetro porque a Nvidia ocupa o centro da cadeia: de um lado, desenha os aceleradores usados para treinar e operar modelos de IA; do outro, um grupo concentrado de gigantes de tecnologia banca os data centers que compram esses chips. Enquanto esses compradores mantiverem os gastos, a receita da fabricante se sustenta. Para os fornecedores de componentes, a projeção de US$ 108 bilhões sinaliza encomendas firmes no curto prazo. Para empresas e consumidores que usam serviços de IA, a continuidade desse investimento é o que tende a ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!

Faça login para comentar. Entrar