arrow_backVoltar
Economybusinessinternationalbanking

Nubank inicia operação nos EUA e anuncia conta global multimoeda

bookmark_borderSalvar
ANPor André Nakamura•11 de setembro de 2026•Fontes: InfoMoney, Folha de S.Paulo

O Nubank começou a operar nos Estados Unidos nesta quinta-feira (10). O lançamento foi anunciado pelos fundadores Cristina Junqueira, que preside a operação americana, e David Vélez, CEO global, em evento no Nu Stadium, casa do Inter Miami, em Miami. Junto com a conta local, o banco apresentou o Nu Global, uma conta digital multimoeda sem taxas para mais de 35 países, que disputa terreno com a britânica Revolut, segundo a Folha de S.Paulo.

O que entra no mercado americano

A conta oferecida nos EUA repete o modelo que fez o banco crescer no Brasil: rendimento automático do saldo e cashback no cartão de crédito. A Nu Account paga rendimento diário de 3,5% ao ano sobre cada dólar depositado. Segundo Vélez, cerca de 60% dos depósitos nos EUA não são remunerados e os que são pagam, em média, 0,4% ao ano.

Os depósitos ficam no Lead Bank, instituição coberta pelo FDIC, o seguro federal de depósitos dos EUA, equivalente ao FGC brasileiro, conforme o InfoMoney. A conta começa com transferências instantâneas e sem taxas para Brasil, México e Colômbia. O spread cambial dessas operações ainda não foi divulgado; os executivos disseram que será competitivo com o mercado e não gerará lucro ao banco, apenas o equilíbrio.

O Nu Global chega em breve aos aplicativos do Nubank em Brasil, Colômbia, México e EUA. Até lá, clientes brasileiros seguem acessando a conta internacional pela parceria do banco com a Wise.

Custo por cliente e regulação

A aposta econômica é o custo de servir. De acordo com Cristina, o Nubank gasta, em média, US$ 1 por cliente, contra mais de US$ 20 dos grandes bancos americanos. Para Vélez, o rival real é o banco incumbente, que em seu cálculo representa 95% do mercado bancário global.

"Após provar essa hipótese com mais de 140 milhões de clientes fanáticos na América Latina, estamos entusiasmados para começar a executar nossa tese além da nossa região de origem", afirmou Vélez, segundo a Folha.

A operação ainda precisa de aprovações para virar banco nacional nos EUA. O Office of the Comptroller of the Currency concedeu no início do ano autorização condicional para o Nubank constituir um banco no país, e o aval final depende do Federal Reserve e de outras agências, com conclusão esperada até o ano que vem, segundo o InfoMoney. Na Bolsa de Nova York, onde o banco é listado, o papel subia 0,67%, a US$ 15,10, na sessão desta quinta, conforme a Folha.

Para os acionistas, a expansão abre o maior mercado de depósitos do mundo com um custo por cliente que os executivos estimam em cerca de 20 vezes menor que o dos rivais locais, ainda que o banco prometa apenas empatar no câmbio. Para o consumidor, o efeito mais imediato é a disputa por dinheiro parado: quem mantém dólares sem remuneração nos grandes bancos americanos passa a ter uma opção que rende desde o primeiro dia, e quem remete recursos dos EUA para o Brasil, o México ou a Colômbia ganhou um canal instantâneo sem tarifa.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar!

Faça login para comentar. Entrar