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Tim Cook encerra 15 anos como CEO da Apple; John Ternus assume nesta terça (1º)

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Tim Cook deixou nesta segunda-feira (31) o cargo de CEO da Apple após 15 anos à frente da companhia. John Ternus, vice-presidente sênior de engenharia de hardware, assume o comando nesta terça (1º), dias antes do evento de 9 de setembro, no qual a empresa deve apresentar a nova geração do iPhone 18, segundo o g1. O UOL data de 27 de julho o anúncio da sucessão. Cook permanece na companhia como presidente do conselho de administração.

A despedida veio em carta aos funcionários, obtida pela Bloomberg segundo o g1 e publicada também pelo site 9to5Mac, conforme a Forbes Argentina. "Hoje é meu último dia como CEO da Apple. É um momento que sempre soube que chegaria um dia, e ainda assim é difícil acreditar que chegou", escreveu Cook, que afirmou deixar a função "completamente em paz" e lembrou o objetivo, associado a Steve Jobs, de deixar "uma marca no universo". Na rede social X, resumiu: "Meu cargo muda amanhã, mas o carinho que sinto pela comunidade da Apple nunca vai mudar."

"Não estou deixando a Apple. Mas estou me afastando de uma função que amei profundamente. Não poderia estar mais entusiasmado com a liderança do John."

Cook assumiu em agosto de 2011, na sucessão de Steve Jobs, morto em outubro daquele ano, aos 56 anos. Chegou à Apple em 1998, após 12 anos na IBM e uma passagem pela Compaq, e virou diretor de operações em 2005. Sob seu comando, a receita anual passou de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões em 2025, e o valor de mercado saltou de cerca de US$ 350 bilhões para aproximadamente US$ 4 trilhões, números citados pelo g1. O UOL registra que a companhia cruzou US$ 1 trilhão em 2018 e chegou brevemente a US$ 4 trilhões neste ano, primeira empresa de capital aberto a atingir esse patamar; o TecMundo afirma que a marca alcançou US$ 5 trilhões pela primeira vez.

"Jobs foi um gênio da inovação, enquanto Cook um gênio da execução", resume Francisco Jeronimo, vice-presidente da consultoria IDC, em reportagem do UOL. A execução está na cadeia de suprimentos: Cook orquestrou parceiros na Ásia para uma empresa que vende 250 milhões de iPhones por ano, na conta do analista. Também se credita a ele o giro para serviços de receita recorrente, como Apple Music e Apple TV+, e o lançamento de novas categorias de produto, o Apple Watch e os AirPods. As apostas malsucedidas incluem o HomePod e o Vision Pro, de vendas fracas, aponta o UOL, e o atraso em inteligência artificial, herança que passa ao sucessor.

Quem é John Ternus

Ternus está na Apple desde 2001, quando entrou na equipe de design de produtos, após passagem pela Virtual Research Systems. Formado em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia, liderou as áreas de hardware dos Macs, iPhones e iPads e, em 2021, passou a integrar o time executivo como vice-presidente sênior, segundo o g1. O TecMundo o descreve como discreto e o aponta como figura central na troca dos processadores Intel pelos chips próprios Apple Silicon. Ao anunciar o sucessor, Cook disse que Ternus "tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra".

A conta que Ternus recebe

O calendário aperta: no dia 9 de setembro, Ternus comanda o evento que, segundo rumores citados pelo UOL e pelo TecMundo, deve apresentar um iPhone dobrável, possivelmente chamado iPhone Ultra. A agenda dura continua com o atraso em inteligência artificial; a nova Siri só saiu do papel com uma parceria com o Google, segundo o TecMundo. No hardware, a crise de chips de memória ameaça encarecer e escassear produtos, e a produção, antes concentrada na China, migrou em parte para a Índia, hoje base importante para abastecer os Estados Unidos, relata o UOL, que também cita pressão regulatória da União Europeia e do Brasil por regras mais flexíveis na App Store. "A Apple não tem mais o mesmo poder de barganha que costumava ter antes, e Ternus terá que navegar por essa fase enquanto garante suprimento suficiente para seus produtos, mantendo-os acessíveis e, ao mesmo tempo, protegendo as margens", disse Tarun Pathak, da Counterpoint Research, ao UOL. Para fornecedores e montadoras, a ordem é segurar custos justamente quando a memória está cara; para o consumidor, o risco é pagar mais pelos próximos aparelhos. O primeiro termômetro chega já no evento de estreia da nova gestão.

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