A Forbes Brasil divulgou nesta semana a edição 2026 de sua lista anual de bilionários, e o grupo dos dez maiores patrimônios do país ganhou um integrante novo: Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, produtora de ovos, conhecido no mercado como "Rei do Ovo", estreia na 10ª posição, com fortuna estimada em R$ 35,1 bilhões, segundo o G1. Na ponta, nada mudou: Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, segue como o brasileiro mais rico, com R$ 162,9 bilhões.
Há divergência sobre o tempo de liderança de Saverin: o G1 aponta o quarto ano consecutivo no topo, enquanto a Folha de S.Paulo fala em três. Aos 44 anos e residente em Singapura, ele é acionista minoritário da Meta, dona do Facebook, e tem R$ 32,3 bilhões de vantagem sobre a segunda colocada, Vicky Safra e família, herdeira do Banco Safra, com R$ 130,6 bilhões. Ela é a única mulher entre os dez primeiros, segundo a Folha. Em terceiro vêm Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital e AB InBev), com R$ 103,5 bilhões.
Os dez maiores bilionários do Brasil em 2026
- 1. Eduardo Saverin (Meta/Facebook): R$ 162,9 bilhões;
- 2. Vicky Safra e família (Banco Safra): R$ 130,6 bilhões;
- 3. Jorge Paulo Lemann e família (3G Capital/AB InBev): R$ 103,5 bilhões;
- 4. André Esteves (BTG Pactual): R$ 66,1 bilhões;
- 5. Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 50,3 bilhões;
- 6. Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 46,6 bilhões;
- 7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles (3G Capital/AB InBev): R$ 38,8 bilhões;
- 8. Miguel Krigsner (O Boticário): R$ 35,7 bilhões;
- 9. Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família (AB InBev/3G Capital): R$ 35,4 bilhões;
- 10. Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria): R$ 35,1 bilhões.
As mudanças aparecem no miolo da lista. Segundo o Seu Dinheiro, um dos sócios de Lemann perdeu posições em relação a 2025, enquanto a família Moreira Salles ganhou espaço, com dois irmãos no 5º e no 6º lugares. Carlos Alberto da Veiga Sicupira, sócio de Lemann na 3G, aparece agora em 9º, atrás de Miguel Krigsner (O Boticário), que ocupa a 8ª posição.
O levantamento completo reúne 255 bilionários, que somam R$ 1,86 trilhão, segundo o G1. Do total, 57,25% ampliaram a fortuna no último ano e 30,2% registraram queda. A Folha informa que são 55 nomes a menos que os 300 da edição de 2025 e que cinco pessoas estreiam na lista: Luana Lara, fundadora da Kalshi, empresa de mercados de previsão, com R$ 13,4 bilhões e já segunda mulher mais rica do país; Rosangela Maggi Schmidt, da AMaggi, do agronegócio; Ari de Sá Cavalcante Neto, da Arco Educação; e os irmãos Carlos Moche Dayan e Salim Dayan, herdeiros do banco Daycoval.
A Forbes calcula os patrimônios com base em informações públicas, tendo como principal indicador o valor das ações em bolsa em 30 de junho deste ano, segundo a Folha. Imóveis, obras de arte, aviões e embarcações ficam fora da conta da maioria das fortunas, que a publicação admite que podem estar subestimadas.
O desenho do top 10 mostra por onde o dinheiro passa até chegar ao topo: quatro fortunas vêm do sistema financeiro (Safra, BTG Pactual e os irmãos Moreira Salles, do Itaú), três da máquina de bebidas e investimentos da 3G (Lemann, Telles e Sicupira), uma da tecnologia (Saverin), uma dos cosméticos (Krigsner) e, pela primeira vez, uma da produção de alimentos. Para o produtor rural, a estreia de Faria coloca a proteína animal no mesmo andar dos bancos; para o consumidor, confirma que o ovo da gôndola, a cerveja, o cosmético e o crédito bancário seguem como portas de entrada das maiores fortunas do país.