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Alckmin promete superávit de 0,5% e defende corte de privilégios no Judiciário

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Superávit primário de pelo menos 0,5% do PIB em 2027: essa é a promessa que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fez a empresários para um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tamanho de família, é como quem recebe R$ 5 mil por mês passar a guardar R$ 25 em vez de gastar tudo. Na leitura de Alckmin, o esforço abre caminho para juros menores e crédito mais barato.

Promessa em jantar com empresários

Alckmin falou na noite de quarta-feira (9), em um jantar com empresários em Brasília, segundo a Folha de S.Paulo. O encontro busca reeditar o pacto costurado com setores empresariais em 2022, quando Lula reuniu apoio para vencer Jair Bolsonaro (PL). Hoje, o principal adversário do petista na eleição de outubro é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

No jantar, o vice defendeu o corte de privilégios de integrantes do Judiciário e do Legislativo como forma de conter o desperdício de recursos públicos. Segundo relatos ouvidos pela Folha, ele afirmou que o brasileiro está revoltado com os altos salários e benefícios dessas carreiras. Para Alckmin, é preciso deixar claro que Lula é quem pode combatê-los.

Entenda: o superávit primário compara o que o governo arrecada com o que gasta em um ano, sem contar os juros da dívida. É como o saldo da família antes de pagar as faturas com juros do cartão. Quando o resultado fica positivo, o país sinaliza que vive dentro do orçamento, o que costuma ajudar a derrubar os juros.

Juros no centro da conversa

Depois de ouvir críticas aos juros, Alckmin comparou o momento atual com 2020. Segundo ele, o governo Jair Bolsonaro gastou naquele ano 10% do PIB a mais do que arrecadou e não pagou um centavo da dívida. Na régua doméstica, seria como a família de R$ 5 mil mensais gastar R$ 500 a mais todos os meses, sem quitar nenhuma fatura.

Em defesa do governo Lula, o vice destacou que o déficit primário foi zerado no mandato atual. A meta de superávit de ao menos 0,5% do PIB para o ano que vem foi registrada também pelo Brasil 247. Alckmin defendeu avançar ainda mais no ajuste fiscal, com o argumento de que contas equilibradas pressionam os juros para baixo.

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