R$ 1,885 a cada 100 kWh. É esse o adicional que vai continuar pesando na conta de luz em setembro, depois que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) confirmou nesta sexta-feira (28) a manutenção da bandeira tarifária amarela. Para uma família que consome 200 kWh por mês, o custo extra fica em R$ 3,77, o preço de um cafezinho com pão de queijo na padaria.
O adicional já virou rotina. A bandeira amarela está em vigor desde maio, segundo o G1, depois de quatro meses seguidos de bandeira verde, quando a conta não tem cobrança extra.
Entenda: o que são as bandeiras tarifárias
As bandeiras funcionam como um sinal de trânsito na conta de luz: indicam quanto custa gerar energia no país naquele mês. Quando chove pouco e os reservatórios das hidrelétricas baixam, é preciso ligar usinas termelétricas, que produzem energia mais cara. O sistema foi adotado pela Aneel em 2015 para dar transparência a esse custo.
Os valores de cada cor são os seguintes:
- Verde (condições favoráveis): sem adicional;
- Amarela (condições menos favoráveis): R$ 1,885 a cada 100 kWh;
- Vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis): R$ 4,463 a cada 100 kWh;
- Vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis): R$ 7,877 a cada 100 kWh.
Segundo a Aneel, a manutenção da amarela reflete o período seco, com níveis mais baixos nos reservatórios e necessidade de acionar as térmicas, de geração mais custosa. Em nota, a agência afirmou que "pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz".
A cobrança vale para todos os consumidores atendidos pelas distribuidoras, com exceção dos localizados em sistemas isolados, informa o InfoMoney. O valor do adicional aparece discriminado na fatura de cada mês.