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Brasil repete desde 2015 a mesma nota no Pisa e fica atrás de seis vizinhos

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GPPor Gustavo Prado•8 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, G1

A OCDE divulgou nesta terça-feira (8) os resultados do Pisa 2025, o exame que a cada três anos mede o que estudantes de 15 anos de 91 países e economias aprenderam. A sinopse do episódio brasileiro é a mesma há dez anos: 377 pontos em matemática, o mesmo placar de 2015, o 71º lugar entre os 89 países com nota na área e seis vizinhos latino-americanos na frente.

No duelo regional, o Brasil perdeu para Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia em matemática, e empatou com o Líbano. Segundo o G1, Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala ficaram abaixo. Em leitura foram 408 pontos (52º lugar, ao lado de México e Albânia) e em ciências, a área de destaque desta edição, 409 pontos (67º, empatado com o Azerbaijão).

O placar maior

Mais de 760 mil adolescentes fizeram a prova no mundo, cerca de 30 mil deles no Brasil, segundo a Folha de S.Paulo. Pela primeira vez houve uma quarta avaliação, de resolução de problemas com ferramentas computacionais. Nela o país marcou 406 pontos, contra 500 na média da OCDE, o grupo de países ricos que organiza a prova.

O número mais pesado está fora da tabela do ranking: 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas três disciplinas ao mesmo tempo, mais que o dobro dos 19,7% da média da OCDE. No outro extremo, só 1,8% alcançaram alto desempenho em pelo menos uma área, contra 11,9% entre os países ricos. A Folha também destaca um buraco de 96 pontos em ciências entre os 25% mais ricos e os 25% mais pobres dos alunos brasileiros.

Estável, mas em um nível baixo

A edição de 2025 teve dez participantes a mais que a de 2022 (91 contra 81), o que por si só derruba posições no ranking. Segundo o G1, as notas brasileiras ficaram estatisticamente estáveis nas três áreas, uma estabilidade que dura desde 2015 e que, como resume a reportagem, ocorre em um nível baixo. No caminho contrário, os países membros da OCDE registraram o pior desempenho médio da história do exame; em matemática, a média do grupo caiu 22 pontos entre 2015 e 2025, o equivalente a pouco mais de um ano de aprendizagem.

Spoiler para quem curte rankings: Singapura liderou em leitura, com 535 pontos. O relatório completo do Pisa 2025, com todas as tabelas, está disponível no site da OCDE, em oecd.org, para conferir país por país.

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