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Gustavo Prado

entertainment · entretenimento · tv · televisão

Acompanha entretenimento e mídia: TV, streaming e a cultura pop que o Brasil comenta.

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TSE dá 24h para Instagram retirar vídeo que liga Flávio Bolsonaro ao Master

Senta que lá vem história digna de série: o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, deu ao Instagram 24 horas para tirar do ar um vídeo que associa o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao caso do Banco Master. A ordem, divulgada na terça-feira (22), atende a um pedido do próprio PL contra o perfil @lulapelaverdade, segundo a Folha de S.Paulo e a CNN Brasil.E tem filme no meio do episódio. O vídeo relacionava investimentos do Rioprevidência, o fundo de previdência do estado do Rio, ao patrocínio de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. A publicação também acusava Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de envolvimento em um suposto esquema de lavagem de dinheiro.Para Nunes Marques, associar o nome do candidato a pessoas investigadas ou a fatos criminosos, sem comprovação concreta, pode "atingir sua honra e imagem perante o eleitorado". Na decisão, ele escreveu que a liberdade de expressão não tem caráter absoluto e que a divulgação de fato sabidamente inverídico, com imputação de conduta criminosa, extrapola os limites da crítica política legítima.A liminar vai além do botão de excluir. O ministro proibiu republicações do conteúdo, inclusive versões editadas para driblar a detecção das plataformas, e previu multa em caso de descumprimento. Segundo a CNN Brasil, o Instagram também foi obrigado a entregar, no mesmo prazo, os dados cadastrais e os registros de acesso que identifiquem quem comanda o perfil. A medida é provisória: será referendada pelo plenário do TSE, e os responsáveis serão citados para apresentar defesa.Flávio nega irregularidades. "Não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado", disse o presidenciável em uma live neste mês, segundo a Folha. O caso vem de longe: em maio, o The Intercept Brasil revelou que o senador pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para financiar o filme; em setembro, Flávio passou a ser formalmente investigado no inquérito que apura a produção.Onde acompanhar os próximos capítulos: as sessões do plenário do TSE, em Brasília, são transmitidas ao vivo no canal oficial do tribunal no YouTube e na TV Justiça. E a trama corre contra o relógio, com o primeiro turno da eleição presidencial em outubro.

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Perfis ligados a Trump publicam anúncios pagos de Flávio Bolsonaro e da Polymarket

Vem sentar, que essa história pede um café. Segundo a Folha de S.Paulo, uma leva de contas estrangeiras ligadas ao ecossistema do presidente americano Donald Trump publicou conteúdo pago para divulgar a disparada de Flávio Bolsonaro (PL) nas apostas da Polymarket, empresa americana bloqueada no Brasil desde abril. Entre sexta-feira (18) e segunda (21), o jornal contou ao menos 11 usuários do X, antigo Twitter, espalhando a propaganda, às vezes com elogios explícitos ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.Para quem chegou agora: a Polymarket é um mercado de previsão, em que usuários apostam dinheiro no desfecho de eventos futuros, como a eleição brasileira. Os posts aparecem com o rótulo de "parceria paga", sem identificar quem paga a conta, e a imprensa americana já noticiou que a empresa tem o hábito de contratar influenciadores para propaganda. A Folha dividiu as contas em dois blocos: influenciadores alinhados a Trump e ao movimento MAGA, e perfis com estética jornalística que cobrem geopolítica, como as guerras em Gaza e na Ucrânia.Quem está postandoOs nomes dão o tom. Um deles é o ex-deputado republicano Matt Gaetz, aliado de Trump com 3,4 milhões de seguidores, que chegou a ser indicado para a procuradoria-geral dos EUA e desistiu em meio a investigações de crimes sexuais, que ele negou ter cometido. "Flávio pode salvar o Brasil. Este é o grande prêmio nas Américas", escreveu Gaetz na segunda. Também publicou o anúncio a UHN Plus, com 1,2 milhão de seguidores, que opera da Flórida e produz conteúdo de direita.O outro bloco aparece no Diário do Centro do Mundo: no domingo (20), perfis de "OSINT" que monitoram guerras, como Iran Observer e OSINTdefender, postaram quase ao mesmo tempo o mesmo gráfico da Polymarket, com Flávio em torno de 58% e o presidente Lula (PT) com 42%. O Iran Observer escreveu que Lula estaria "perdendo a eleição presidencial no Brasil" e que Flávio seria "muito pró-EUA", a ponto de retirar o país dos BRICS.Aposta não é pesquisaAqui vai o aviso útil: os números da Polymarket mostram o preço de contratos negociados na plataforma, coisa bem diferente de uma pesquisa de intenção de voto, como explica o DCM. Para comparação, o Datafolha de quinta (17) deu 39% a Lula e 36% a Flávio no primeiro turno, com Lula à frente por 46% a 44% em um eventual segundo turno. Um levantamento do Aos Fatos, de 4 de setembro, já havia encontrado mais de 100 publicações ligadas à eleição brasileira divulgando a Polymarket no Instagram, com páginas de influenciadores e sites parceiros.No campo eleitoral, a situação é delicada. A lei veda o impulsionamento de propaganda de candidatos por terceiros e proíbe doações estrangeiras, em dinheiro ou estimáveis em dinheiro. Procurada pela Folha, a campanha de Flávio respondeu que não tem conhecimento sobre os anúncios. A própria Polymarket lista o Brasil entre os países em que seus serviços são bloqueados e afirma proibir o uso de VPN para contornar a restrição.Onde acompanhar: os posts seguem no ar no X, com a etiqueta "parceria paga" à mostra. Já o mercado da eleição brasileira na Polymarket não abre para quem navega do Brasil, já que a plataforma está bloqueada no país desde abril.

GPGustavo Prado
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Escritório de mulher de Moraes confirma voos em jatinho e nega vínculo com Vorcaro

Parece roteiro de série de tribunal, mas aconteceu numa noite de domingo no noticiário real: horas depois de o O Globo publicar um vídeo com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jatinho no Rio, o escritório de advocacia dela divulgou nota que nega qualquer vínculo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e, ao mesmo tempo, confirma voos do casal em aeronaves operadas por uma empresa ligada a ele, a Prime Aviation.O vídeo, publicado neste domingo (20.set.2026) pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo, foi gravado em 22 de agosto de 2025 no Aeroporto Santos Dumont. O jato é um Legacy 650 de matrícula PP-NLR, de propriedade da empresa Fraction 024 e operado pela Prime Aviation. Segundo o Poder360, o fundo de Vorcaro, fundador do Banco Master, tinha participação minoritária em ambas as empresas.A nota do escritórioNo texto, o escritório Barci de Moraes afirma que contrata táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime, e garante que Vorcaro nunca esteve a bordo. Sobre o ministro, a nota vai direto ao ponto:"Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório. Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)."O escritório reitera que a escolha das aeronaves cabe às operadoras contratadas, que não tem contrato de serviços com a Prime e que não comprou cotas da empresa. Segundo a CNN, o escritório também nega a existência de um segundo contrato com empresas de Vorcaro, avaliado em R$ 50 milhões. O próprio ministro já havia negado o acordo em defesa apresentada ao STF na terça-feira (15): "inexistiu segundo contrato ou qualquer outro vínculo do escritório Barci de Moraes com o Banco Master, Daniel Vorcaro ou qualquer das empresas ligadas a eles".Há ainda um capítulo anterior que ajuda a entender o alvoroço: em março, o gabinete de Moraes chamou de "absolutamente falsas" as ilações de reportagem da Folha de S.Paulo que apontava ao menos oito voos em aviões ligados a Vorcaro, e afirmou que o ministro "jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro". Neste domingo, o escritório reconheceu os voos, mas manteve a versão de que se trata de contratação operacional de táxi aéreo, sem vínculo pessoal com os donos das aeronaves.O que aponta a Polícia FederalA possível ligação entre o escritório e Vorcaro é investigada pela Polícia Federal. Em janeiro de 2024, o Banco Master fechou com o escritório um contrato de R$ 131 milhões, em 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. Relatórios da PF apontam a negociação de um segundo acordo, de R$ 50 milhões, com a Viking Participações, de Vorcaro, que teria sido assinado em 12 de maio de 2025: R$ 40 milhões seriam quitados em participações de duas empresas ligadas à operação de aeronaves e R$ 10 milhões como reembolso do uso dos jatos, embora a versão final do documento não mencione expressamente os aviões. Em mensagens de julho de 2025, o banqueiro perguntou a Marcos Matta, dono da Prime Aviation, "eles não estão usando?", em referência ao casal, e pediu o envio das brochures do Legacy 650 ao escritório.Quem quiser conferir com os próprios olhos encontra o vídeo na coluna de Lauro Jardim, no O Globo. E, para acompanhar os próximos capítulos institucionais, as sessões do STF são transmitidas ao vivo pela TV Justiça e pelo canal do tribunal no YouTube.

GPGustavo Prado
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Meta aprova 13 de 15 anúncios políticos falsos com IA pagos dos EUA, diz estudo

Parece roteiro de episódio de Black Mirror, mas foi um teste de auditoria real. A Meta aprovou 13 dos 15 anúncios políticos falsos, gerados com inteligência artificial e direcionados ao público brasileiro, que a organização britânica Ekō submeteu à plataforma a partir de uma conta sediada nos Estados Unidos. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (17), com reportagem da Folha de S.Paulo assinada por Patrícia Campos Mello.Um detalhe precisa ficar claro: nenhum brasileiro chegou a ver essas peças. Segundo a Folha, os anúncios passaram pelo processo padrão de aprovação de publicidade do Instagram e do Facebook, sem serem publicados nem exibidos a usuário algum. Ou seja, foi um teste de estresse, e a moderação automática da Meta deixou passar 87% das peças que violavam regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).A pesquisa foi conduzida em agosto. Cada anúncio vinha acompanhado de uma imagem sintética, criada com chatbots como ChatGPT, Grok e Gemini, e modelada, segundo a Ekō, em teorias conspiratórias já em circulação na extrema direita brasileira. Nenhum dos anúncios aprovados carregava o aviso de imagem gerada por IA, exigido por resolução do TSE, e nenhum foi classificado na plataforma como "temas sociais, eleições ou política", como manda a Justiça Eleitoral.O que diziam os anúncios falsosAs peças aprovadas incluíam um retrato falso do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, anunciando que a data da eleição havia mudado; uma imagem sintética de Donald Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a legenda "vote em Flávio", celebrando um apoio oficial que, segundo a Ekō, não existiu; um anúncio dizendo que as seções eleitorais estariam fechadas e a votação adiada para novembro; outro convocando o público a "retomar Brasília, como fizemos em 8 de janeiro"; e uma imagem com a frase "os bandidos do PCC estão quebrando as urnas eletrônicas". Todas as peças eram criações da própria Ekō, sem relação com campanhas oficiais.Por que isso importa? O TSE proíbe propaganda eleitoral feita do exterior ou contratada por contas de terceiros: no Brasil, só candidatos e partidos podem comprar anúncios diretamente das plataformas, o que garante a prestação de contas do gasto. Para a Ekō, a conta sediada nos EUA levanta temores de interferência estrangeira na eleição. E dos dois anúncios reprovados, nenhum foi barrado por incitação ou desinformação: os dois receberam flag apenas por "práticas comerciais enganosas"."A Meta não aprendeu nada com seu papel na tentativa de golpe de Bolsonaro. Quatro anos depois, seus sistemas continuam aprovando anúncios que incitam violência, discurso de ódio e desinformação, semanas antes de os brasileiros voltarem às urnas."A frase é de Vicky Wyatt, diretora de campanhas da Ekō, em comunicado do grupo. É o segundo estudo da organização sobre IA e a eleição presidencial de 2026: em agosto, a Ekō testou ChatGPT, Grok, Gemini e Meta AI e concluiu que quase um quarto das respostas do Meta AI sobre a eleição continha erros, parciais ou totais. O TSE já considera ilegal que chatbots recomendem candidatos, direta ou indiretamente.Onde conferir: o relatório completo está no site da Ekō (eko.org), em inglês. Para vigiar os anúncios de verdade, a Meta mantém a Biblioteca de Anúncios, aberta e gratuita, onde dá para pesquisar por palavra-chave ou anunciante as peças classificadas como "temas sociais, eleições ou política".

GPGustavo Prado
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Temporais no Sul deixam 2.915 pessoas fora de casa; Paraná concentra 2.419

Se suas redes sociais viraram um festival de fotos de rua alagada esta semana, provavelmente alguém do Sul está na sua lista de contatos. O resumo oficial chegou neste domingo (13): os temporais dos últimos dias deixaram 2.915 pessoas fora de casa na região, segundo balanço reportado pela Folha de S.Paulo. O Paraná é o estado mais atingido, com 2.057 desalojados e 362 desabrigados, números da Defesa Civil estadual. Somados os dois grupos, 2.419 pessoas no estado.O tamanho do estrago no ParanáA Defesa Civil paranaense lista 58 municípios atingidos e 64 ocorrências registradas. As cidades mais afetadas são Cerro Azul e Adrianópolis, no Vale do Ribeira, e União da Vitória, na divisa com Santa Catarina. Em Adrianópolis, um trecho da BR-476 afundou no quilômetro 6, a Polícia Rodoviária Federal interditou a via e a cidade ficou isolada por terra. Em União da Vitória, as aulas foram suspensas em escolas alagadas ou transformadas em abrigos, segundo o G1.A semana também teve tragédia: três pessoas morreram na manhã de quinta-feira (10), em Ponta Grossa, a mais de 100 quilômetros de Curitiba, depois que um barranco soterrou parcialmente uma casa.Como se a chuva não bastasse, três cidades registraram tornados entre quarta (9) e sexta (11), segundo o Simepar, o sistema de monitoramento ambiental do Paraná. O primeiro, de curta duração, passou por Francisco Alves, no noroeste, na tarde de quarta. O segundo atingiu Espigão Alto do Iguaçu, na região centro-sul, na madrugada de quinta, danificou telhados de duas escolas e derrubou parte de uma plantação de eucaliptos. O terceiro ocorreu por volta das 16h de sexta, na área rural de Goioerê, sem feridos. O Simepar ainda analisa os fenômenos para classificar a intensidade pela escala Fujita. A MetSul, do Rio Grande do Sul, já noticiava o terceiro tornado no estado "em apenas três dias".Onde a chuva ainda apertaEm Santa Catarina, o número de cidades em emergência subiu: 17 municípios já decretaram situação de emergência, conforme a Defesa Civil estadual, em apuração do G1. O Rio Grande do Sul segue com instabilidade, segundo a MetSul. E há detalhes que mostram a dimensão: no oeste do Paraná, a Itaipu abriu o vertedouro pela terceira vez no ano para controlar o reservatório, e a Passarela das Cataratas do Iguaçu, um dos passeios turísticos mais famosos do país, fechou após o alto volume de chuvas, segundo o G1.Onde acompanhar: os boletins do Simepar e os alertas da Defesa Civil do Paraná são as fontes oficiais para quem está na região. A cobertura gratuita pode ser seguida no G1 (g1.globo.com), que mantém páginas dedicadas ao Paraná e a Santa Catarina, e no site da MetSul (metsul.com), especializado em meteorologia.

GPGustavo Prado
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Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado

Senta aí que a conversa de hoje envolve carta, encomenda e um pouco de paciência: os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado em todo o país nesta sexta-feira (11). A decisão saiu das assembleias realizadas na noite de quinta (10), com adesão de sindicatos de todos os estados. Segundo a Findect (Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), a paralisação começou às 22h de quinta.O ponto que travou a negociação é o plano de saúde. Segundo a Findect, mais uma reunião na quinta, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), terminou sem acordo porque a direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do benefício. As entidades sindicais dizem que a mudança pode afetar o custeio e a assistência a trabalhadores, aposentados e familiares.A parte salarial, aliás, havia avançado: em informe publicado no dia 8 de setembro, a federação relata que a proposta da empresa passou a prever reajuste de 100% do INPC por dois anos. O plano de saúde terminou congelando a conversa inteira.Não aceitaremos que direitos conquistados ao longo de décadas sejam colocados em risco. O plano de saúde é patrimônio da categoria e precisa ser preservado.A frase é da nota oficial da Findect e dos sindicatos filiados, que resume o clima do seguinte jeito: "os trabalhadores buscaram o acordo. A direção dos Correios escolheu a intransigência. Se a empresa não recua, a categoria também não". Em nota citada pelo g1, a federação acrescentou que a decisão das assembleias chega "depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no TST".E o que muda para quem usa os Correios? Segundo Tony Sérgio, presidente do Sintect-PB, durante a paralisação apenas os serviços administrativos internos seguem funcionando, pelo menos na Paraíba. O g1 informa que ainda não há detalhes sobre o funcionamento em outras regiões, e que procurou a empresa para comentar, sem retorno até a publicação.Greve em meio à crise financeiraA parada acontece com a empresa em má fase: são 15 trimestres consecutivos de prejuízo, e o primeiro semestre deste ano fechou no vermelho em R$ 5,6 bilhões, segundo o g1. O resultado do segundo trimestre foi menor que o dos dois trimestres anteriores, sinal de uma recuperação modesta. Para segurar as contas, os Correios esperam fechar até 15 de setembro um novo empréstimo, de R$ 7 bilhões, com um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul, no rastro dos R$ 12 bilhões recebidos no fim do ano passado.Onde acompanhar: a Findect publica boletins da greve em seu site e nas redes sociais, e o g1 segue atualizando a cobertura. Quem espera encomenda pode seguir o rastreamento pelo site e aplicativo dos Correios; com a greve em curso, prepare o emocional, porque aquele "objeto em trânsito" deve demorar um pouco mais.

GPGustavo Prado
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Sem Lula, Flávio e Tarcísio, TVs cancelam debates para Presidência e governo de SP

Pode guardar a pipoca. O pool "O Momento da Decisão" cancelou nesta terça-feira (8) os dois debates marcados para a próxima semana: o presidencial, de 14 de setembro, e o do governo de São Paulo, de 18 de setembro. O motivo é simples: passado o prazo de 7 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram presença no encontro pela Presidência, e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não confirmou no estadual, segundo a Folha de S.Paulo e o comunicado do próprio grupo.Formado por 11 veículos, o O Momento da Decisão reúne CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV. Segundo o grupo, é a maior parceria já formada entre meios de comunicação brasileiros para promover debates eleitorais. O dia 7, feriado da Independência, era a data limite para os convidados dizerem sim ou não.E não foi por falta de confirmados. No debate presidencial, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) haviam dito sim. No paulista, a campanha de Fernando Haddad (PT) tinha anunciado presença. O pool agradeceu às cinco campanhas e às equipes de produção.Na nota oficial, divulgada pela CNN Brasil, integrante do grupo, os veículos mantiveram a pose:"A decisão não altera a convicção de que os debates eleitorais são instrumentos fundamentais do processo democrático, ao permitir que os eleitores conheçam e comparem diretamente propostas, posições e visões dos candidatos, em um ambiente comum, submetido às mesmas regras e ao contraditório."Não é a primeira queda da temporadaQuem acompanha a novela já viu esse capítulo. O primeiro debate presidencial da eleição de 2026, exibido pela Band em 23 de agosto, teve só três participantes: Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. Lula e Flávio, apontados pela Folha como líderes das pesquisas, não apareceram, e Zema também ficou de fora naquela noite. O país vota em outubro.Onde assistirPor ora, em lugar nenhum: os dois encontros estão cancelados. Se tivessem acontecido, o público assistiria pela TV aberta no SBT, na RedeTV! e na Rede Vida, pela TV paga na CNN Brasil e no SBT News, no rádio na Nova Brasil FM e na Rádio Itatiaia, e na internet no Terra e no Metrópoles. O pool garante que a cobertura eleitoral segue "ampla, plural e independente" nos 11 veículos. A pipoca fica guardada por enquanto.

GPGustavo Prado
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Brasil repete desde 2015 a mesma nota no Pisa e fica atrás de seis vizinhos

A OCDE divulgou nesta terça-feira (8) os resultados do Pisa 2025, o exame que a cada três anos mede o que estudantes de 15 anos de 91 países e economias aprenderam. A sinopse do episódio brasileiro é a mesma há dez anos: 377 pontos em matemática, o mesmo placar de 2015, o 71º lugar entre os 89 países com nota na área e seis vizinhos latino-americanos na frente.No duelo regional, o Brasil perdeu para Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia em matemática, e empatou com o Líbano. Segundo o G1, Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala ficaram abaixo. Em leitura foram 408 pontos (52º lugar, ao lado de México e Albânia) e em ciências, a área de destaque desta edição, 409 pontos (67º, empatado com o Azerbaijão).O placar maiorMais de 760 mil adolescentes fizeram a prova no mundo, cerca de 30 mil deles no Brasil, segundo a Folha de S.Paulo. Pela primeira vez houve uma quarta avaliação, de resolução de problemas com ferramentas computacionais. Nela o país marcou 406 pontos, contra 500 na média da OCDE, o grupo de países ricos que organiza a prova.O número mais pesado está fora da tabela do ranking: 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas três disciplinas ao mesmo tempo, mais que o dobro dos 19,7% da média da OCDE. No outro extremo, só 1,8% alcançaram alto desempenho em pelo menos uma área, contra 11,9% entre os países ricos. A Folha também destaca um buraco de 96 pontos em ciências entre os 25% mais ricos e os 25% mais pobres dos alunos brasileiros.Estável, mas em um nível baixoA edição de 2025 teve dez participantes a mais que a de 2022 (91 contra 81), o que por si só derruba posições no ranking. Segundo o G1, as notas brasileiras ficaram estatisticamente estáveis nas três áreas, uma estabilidade que dura desde 2015 e que, como resume a reportagem, ocorre em um nível baixo. No caminho contrário, os países membros da OCDE registraram o pior desempenho médio da história do exame; em matemática, a média do grupo caiu 22 pontos entre 2015 e 2025, o equivalente a pouco mais de um ano de aprendizagem.Spoiler para quem curte rankings: Singapura liderou em leitura, com 535 pontos. O relatório completo do Pisa 2025, com todas as tabelas, está disponível no site da OCDE, em oecd.org, para conferir país por país.

GPGustavo Prado
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TSE dá 24 horas para Eduardo Bolsonaro apagar posts que contestam as urnas

Puxa a cadeira que a história de hoje se conta na mesa de café: o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kássio Nunes Marques, determinou na segunda-feira (31) a remoção das publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro em que ele contesta a segurança das urnas eletrônicas. O prazo é apertado, 24 horas, sob pena de multa. E atenção: a decisão é liminar, provisória, e ainda precisa ser referendada pelo plenário da corte.O estopim veio de fora. Depois que um relatório da CIA foi desclassificado e apontou supostas capacidades de manipulação do sistema eletrônico de votação da Venezuela, Eduardo publicou mensagens sustentando que os arquivos da inteligência americana evidenciariam fraude nas eleições venezuelanas entre 2004 e 2020. Depois levou o assunto para cá: "Só numa ditadura há assuntos proibidos. Assim, pergunto: será que no Brasil as urnas eletrônicas são realmente invioláveis?", escreveu. Segundo a InfoMoney, o documento da CIA não faz qualquer menção ao Brasil.O que diz a decisãoA ordem atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Para o ministro, a publicação "se reveste de caráter enganoso", porque transporta para o Brasil um fato documentado que diz respeito só à Venezuela. Nas palavras da própria decisão:"[A publicação] transplanta para o contexto nacional fato documentado relativo exclusivamente à Venezuela, promovendo grave descontextualização apta a instigar, no eleitorado, desconfiança quanto à integridade do processo eleitoral."Sobre a pergunta de Eduardo, Nunes Marques anotou que ela "não busca resposta, mas sugere-a, cumprindo a mesma função persuasiva da afirmação", como registrou a InfoMoney. Além da retirada em 24 horas, o ex-deputado ficou proibido de reiterar, republicar ou propagar a associação entre a empresa Smartmatic e as urnas brasileiras, e também de veicular qualquer outro fato falso que ponha em dúvida a segurança do sistema eletrônico de votação ou da Justiça Eleitoral. O ministro agiu, segundo o G1, porque manter o conteúdo no ar "às vésperas do início da propaganda eleitoral" poderia consolidar no eleitorado a percepção de insegurança.A novela ganha capítulo novoA decisão foi enviada às principais plataformas em atuação no país, como Meta (Facebook e Instagram), X, Google (YouTube), TikTok e Rumble, para que impeçam a veiculação e a propagação de conteúdos que repitam a associação entre a Smartmatic e o sistema eletrônico brasileiro. Segundo a InfoMoney, a ordem específica de retirada dos posts foi dirigida à plataforma X. A ação dos partidos alega que Eduardo, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC) promoveram, entre 17 e 21 de julho, um movimento orquestrado de desinformação contra as urnas.Para o TSE, o enredo é reprise: o tribunal já rejeitou a associação entre o sistema venezuelano e as urnas brasileiras em 2017, 2020, 2022 e, agora, em 2026. A corte reitera que a Smartmatic não fornece urnas nem softwares usados nas eleições brasileiras, e que todo o sistema é desenvolvido e administrado pela própria Justiça Eleitoral. Flávio, que citou o relatório da CIA em encontro com diplomatas em julho, admitiu o erro em entrevista à TV Globo no dia 28 de agosto: "Falei errado, ela não fabricou as urnas. Falei equivocadamente."Onde acompanhar: os posts citados estão no perfil de Eduardo no X, e a decisão foi comunicada a Meta, X, Google, TikTok e Rumble, que devem bloquear conteúdo semelhante. A íntegra do julgado está no site do TSE. O desfecho, esse, só em outubro, quando o país elege o próximo presidente.

GPGustavo Prado
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TSE julga vídeo de Bolsonaro feito com IA e pode definir regras do deepfake

Parece roteiro de série de ficção científica, mas foi pauta da noite desta terça-feira (1º) em Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a julgar a ação que deve definir como a proibição de deepfakes vai funcionar na eleição deste ano, um dos temas centrais da campanha. O caso que puxou o debate é um vídeo feito com inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibido na convenção do PL que confirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do partido à Presidência.Na gravação, o avatar do ex-presidente diz estar "preso e calado por uma decisão arbitrária", afirma que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança" e pede que os apoiadores recebam Flávio Bolsonaro "de braços abertos" como candidato. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e, desde 24 de março, está em prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com prazo inicial de 90 dias, para se recuperar de uma broncopneumonia. A ação no TSE foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que considera o vídeo propaganda eleitoral antecipada e uma burla às restrições judiciais impostas ao ex-presidente.O que o tribunal deve decidirNo papel, a regra já existe. Uma resolução eleitoral aprovada neste ano proíbe o uso, para favorecer ou prejudicar candidaturas, de conteúdo sintético em áudio ou vídeo que crie, substitua ou altere a imagem ou a voz de pessoas vivas, falecidas ou fictícias, mesmo com autorização. O que falta é saber como ela será aplicada, e é isso que o plenário deve fixar. Segundo o G1, ministros indicam, sob reserva, que a tendência é manter o veto quando o conteúdo tiver alto grau de realismo. E tem um detalhe que muda tudo na prática: o rótulo avisando que a peça usou IA não libera o conteúdo.Na escala de punições, a expectativa é de multa, além da remoção do vídeo. Sanções mais graves, como a cassação do registro, ficariam para casos com gravidade, reincidência e impacto comprovados na disputa. Memes, caricaturas e montagens satíricas que não buscam reproduzir a realidade de forma convincente tendem a receber tratamento distinto. Também deve fechar a porta o chamado "deepfake do bem", aquele produzido a favor do próprio candidato, que algumas campanhas defendiam liberar.A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou ao TSE que o vídeo não violou a legislação eleitoral, porque o uso da tecnologia não foi ocultado e o público foi informado de que não se tratava de uma gravação autêntica. Os advogados falaram em "boneco tecnológico" e compararam o recurso a máscaras e bonecos usados historicamente em campanhas. Quem lembra do holograma de Tupac no Coachella, em 2012, conhece o efeito de uma presença virtual que parece real. Sobre o caso específico, o blog do Valdo Cruz, do G1, aponta que o plenário tende a se dividir: uma ala defende multa, porque parte do público poderia acreditar que a fala era autêntica; outra avalia que não caberia punição, já que o vídeo foi exibido em evento partidário fechado.A história vem rendendo capítulos. Em 18 de agosto, segundo a Agência Brasil, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, convocou uma reunião reservada dos ministros para alinhar a atuação do tribunal contra deepfakes, e o ministro André Mendonça já sinalizou, em decisões individuais, que o uso de montagem artificial não conduz automaticamente à ilicitude eleitoral. Para acompanhar: as sessões do plenário do TSE são transmitidas ao vivo na TV Justiça e no canal oficial do tribunal no YouTube. O primeiro turno da eleição é em 4 de outubro e, se necessário, o segundo em 25 de outubro.

GPGustavo Prado
Lula

Redes argentinas ligadas a Cerimedo miram Lula com fake news sobre marroquinos em SC

Parece enredo de novela mexicana, com vilão internacional e tudo, mas a história é real. Contas de redes sociais da Argentina ligadas ao consultor Fernando Cerimedo e a influenciadores próximos ao presidente Javier Milei promovem uma campanha de desinformação sobre uma suposta "invasão" de imigrantes marroquinos em Santa Catarina, que seria "impulsionada" pelas políticas migratórias do governo Lula. O caso foi mapeado pelo Observatório Lupa e revelado pela Folha de S.Paulo.Segundo a apuração, a viralização começou com o veículo argentino La Derecha Diario, que publicou no site e nas redes sociais o texto "Gravíssimo: Lula impulsiona a imigração de marroquinos para o Brasil". A publicação afirmava que a imigração de marroquinos havia "disparado" com o "impulso" das políticas do "governo do socialista Luiz Inácio Lula da Silva", com supostas consequências econômicas para os municípios catarinenses. De quebra, as postagens usam fotos de outro continente: imagens da crise de refugiados na Espanha, em maio deste ano, quando milhares de marroquinos chegaram a nado ou de barco ao enclave espanhol de Ceuta, na África.Os números reaisA base de toda a campanha é a notícia de que 50 marroquinos pediram refúgio em Santa Catarina nos últimos três meses. Os dados oficiais, porém, desenham um quadro bem distante do clima de invasão. Segundo o ObMigra e o Conare, houve 57 solicitações de refúgio de marroquinos no estado em 2026 até julho, o que representa 1,86% do total de 3.059 pedidos. À frente do Marrocos na lista aparecem cubanos (1.707), haitianos (543), venezuelanos (227) e até argentinos (61). No Brasil inteiro, o ano soma 40.961 solicitações, com 24.008 vindas de Cuba, 6.880 da Venezuela e 835 do Marrocos.Quem está por trásCerimedo, o nome central da história, era dono de 50% do La Derecha Diario até a semana passada. Ele saiu da empresa pouco depois de ser preso na Bolívia, acusado de ter ordenado o assassinato da ex-companheira, Nadia Beller, que está grávida. O consultor nega envolvimento no crime, e a Folha não conseguiu localizar sua defesa.A proximidade com a política brasileira não é novidade. Cerimedo é ligado à família Bolsonaro e, após a vitória de Lula no segundo turno de 2022, fez lives e publicações afirmando que as eleições brasileiras haviam sido fraudadas. No fim de julho, participou de uma transmissão ao vivo com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.Até o momento, a reportagem da Folha é a principal fonte sobre o caso, construída a partir do mapeamento da Lupa e dos dados oficiais de migração. Para quem quiser acompanhar a trama de perto, o Observatório Lupa publica suas verificações no site lupa.uol.com.br, e a live de Eduardo Bolsonaro com Cerimedo segue disponível no YouTube.

GPGustavo Prado
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TSE dá 24 horas para o X explicar filtro de algoritmo após queixa da campanha de Lula

Parece enredo de série política, mas aconteceu de verdade nesta sexta-feira (28): o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) chamou o X, o antigo Twitter, para explicar falhas no filtro do algoritmo da rede social. O pedido partiu da campanha à reeleição do presidente Lula (PT) e foi acolhido pelo ministro André Mendonça, como revelou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.Pela decisão, a plataforma tem apenas 24 horas para apresentar explicações formais sobre o possível favorecimento de candidatos na disputa de 2026. Os detalhes foram antecipados pelo blog de Bela Megale, em O Globo.A representação da campanha petista aponta que o sistema de recomendação do X aplicou o filtro em 665 contas de candidatos, enquanto mais de 1.500 contas ficaram fora do alcance do mecanismo. Na leitura da campanha, isso criou um desequilíbrio ilegal na visibilidade das candidaturas logo no começo da propaganda eleitoral.Mendonça também determinou que o X detalhe o funcionamento do algoritmo, preserve todos os dados técnicos, listas e códigos relacionados e permita uma auditoria judicial. Segundo o Brasil 247, a medida busca garantir transparência e igualdade de condições na briga digital pelos votos.O episódio caiu justo no dia em que começa o horário eleitoral gratuito, com Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente da corrida presidencial. Ou seja: a disputa pelo seu voto agora rola em duas telas, a do celular e a da sala de estar.Para acompanhar os próximos capítulos: a resposta do X ao TSE deve sair nas próximas 24 horas, e a propaganda eleitoral segue no ar diariamente na TV aberta e no rádio até outubro, quando acontece a votação.

GPGustavo Prado
Lula

Lula na Globo: checagem aponta erros sobre PIB e fome; pai de Anitta reage

A sabatina de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na TV Globo, exibida na noite de quinta-feira (27) logo depois do Jornal Nacional, passou a sexta-feira no liquidificador das agências de checagem. A Lupa concluiu que o presidente errou ao falar do PIB e de sua relação com a lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho mais velho, conhecido como Lulinha, e exagerou ao tratar do combate à fome e da ampliação da rede pública de ensino superior. O Aos Fatos acompanhou a entrevista com uma checagem em tempo real, e o Fato ou Fake, da própria Globo, publicou sua rodada de #FATO e #FAKE sobre as declarações do petista.A entrevista, conduzida ao vivo por Renata Vasconcellos e César Tralli nos Estúdios Globo, no Rio, começou pelo assunto mais espinhoso da campanha: os três inquéritos da Polícia Federal que miram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a BBC News Brasil, Lula chamou as acusações de "ilações" e prometeu que o filho não terá proteção: "Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro." O petista disse ainda ter "certeza" de que o filho provará a inocência e garantiu não interferir na PF.Sobre Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete que teria tido R$ 249 mil em despesas pagas por Luchsinger, segundo relatórios da PF divulgados pela imprensa, Lula foi direto: "Não é adequado. É totalmente errado." Ainda assim, afirmou acreditar na versão do ex-auxiliar, de que o dinheiro seria fruto de um empréstimo pessoal, e confessou estar "muito deprimido e muito chateado" com o episódio. Na parte econômica, descartou privatizar os Correios, que acumulam prejuízo de R$ 15 bilhões em quatro anos, e atribuiu a crise da estatal à concorrência das transportadoras privadas.Repercussão do lado de fora do estúdioFora da telinha, a sabatina virou assunto nos dois lados da polarização. A revista Veja noticiou que até o pai de Anitta se revoltou com o tratamento dado a Lula pela emissora. Na outra ponta, a colunista Fabíola Cidral, do UOL, relatou que um aliado de Flávio Bolsonaro (PL) descreveu a série de entrevistas da Globo como "tiro, porrada e bomba", dizendo "não entender a mídia". Em ano de eleição, o formato desagradou a apoiadores dos dois campos.Quem perdeu ou quer rever ainda tem tempo. As entrevistas dos presidenciáveis vão ao ar depois do Jornal Nacional, com transmissão ao vivo também no g1 e na GloboNews, e as íntegras ficam disponíveis no site do g1. A série segue até este sábado (29): Flávio Bolsonaro foi o entrevistado desta sexta-feira (28) e Augusto Cury (Avante) fecha a rodada.

GPGustavo Prado
Politics

Flávio Bolsonaro estuda canal de TV 24 horas no YouTube para a campanha

Imagine sintonizar um canal de televisão que nunca desliga a grade, só que inteiramente focado em uma corrida eleitoral. A equipe de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, estuda colocar no ar uma transmissão contínua de 24 horas por dia no YouTube durante todo o período eleitoral, segundo apuração da Folha de S.Paulo.A proposta funciona quase como um canal de notícias ininterrupto na web. A grade planejada para sustentar a live sem pausas deve reunir discursos de campanha, comícios, entrevistas exclusivas, videocasts e análises de comentaristas convidados alinhados à direita. O acervo também servirá como repositório diário para abastecer cortes e publicações de outros candidatos do partido nas redes sociais.Nos bastidores, os assessores ainda avaliam se a transmissão ocupará o canal oficial já consolidado do senador na plataforma ou se ganhará um endereço digital exclusivo. A estratégia aposta no alcance do formato longo, que ajuda no ranqueamento de mecanismos de busca e sistemas de inteligência artificial, além de manter o público conectado em qualquer horário do dia.O plano dá continuidade ao formato de lives semanais às quintas-feiras, tradição iniciada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para fidelizar a audiência. Embora a data exata de estreia ainda não esteja fechada, a coordenação da campanha pretende estrear o projeto nos próximos dias, integrando a cobertura digital ao início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão tradicional.Para quem quiser acompanhar a programação, as transmissões e sabatinas semanais acontecem no canal oficial de Flávio Bolsonaro no YouTube (@flaviobolsonaro), com os novos programas e transmissões ao vivo previstos para entrar no ar nas próximas semanas na mesma plataforma.

GPGustavo Prado
Elections

Instagram domina redes declaradas por candidatos ao TSE; 13% não informam nenhuma

Se a eleição de 2026 fosse um reality show, o Instagram já seria o favorito do público: três em cada quatro candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informaram pelo menos uma conta na rede. É o que mostra um levantamento do g1 na base de candidaturas do tribunal. No extremo oposto, cerca de 13% das candidaturas não declararam rede social alguma, nem mesmo um site de campanha.Os números, atualizados até quarta-feira (26), dão ao Instagram uma liderança tranquila: 15.458 candidatos (74%) informaram ao menos um perfil na plataforma. O Facebook aparece em seguida, com 10.117 registros (49%), e o TikTok fecha o pódio, com 5.035 (24%). WhatsApp, YouTube, Telegram, Kwai, X (antigo Twitter), LinkedIn, Pinterest e Threads também aparecem na lista, que ainda pode mudar com novos registros e decisões da Justiça Eleitoral.A comparação com 2022 mostra a velocidade da mudança. Naquela eleição, 46% dos candidatos tinham informado uma conta no Instagram, 42% no Facebook e 12% no X. Entre os partidos, o Novo é o que tem o maior percentual de candidaturas com alguma rede declarada, seguido por MDB e Podemos. Na ponta de baixo, nenhum candidato do PCO informou perfil em rede social (todos listam apenas o site oficial da legenda), e PSTU, Democracia Cristã e Missão têm menos da metade das candidaturas com links para as plataformas.Tem de tudo: de Spotify a TinderNem todo endereço declarado é rede social, e é aí que a lista vira diversão de mesa de bar. O Spotify foi informado por 68 candidatos, a plataforma de jogos Twitch por cinco e o Deezer por outros cinco. Um candidato declarou perfil no Tinder, aplicativo de relacionamentos (em 2022, foram três). Até o currículo acadêmico Lattes e a base científica ORCID entraram no registro, com um e dois candidatos, respectivamente.Nas redes alternativas, o GETTR, voltado ao público conservador, e a Bluesky somam nove registros cada, e a Truth Social, rede criada por Donald Trump, aparece uma única vez.O que diz a leiPela legislação, o candidato deve informar no Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) os "endereços eletrônicos de seus sites, blogs, redes sociais, serviços de mensagens instantâneas e aplicações semelhantes já existentes". Segundo o jurista Renato Ribeiro, especialista em Direito Eleitoral, a lei evita uma lista fechada de plataformas para não ficar obsoleta, e desde 2024 o TSE deixou claro que canais públicos em aplicativos de mensagem, como Telegram e WhatsApp, também entram na obrigação."Se uma conta originalmente pessoal passa a divulgar propaganda eleitoral, pedir votos, apresentar propostas ou divulgar agenda de campanha, ela passa a ser um dos canais utilizados pela candidatura e deve estar comunicada à Justiça Eleitoral", explica Ribeiro.Quem omite um endereço usado na campanha responde por propaganda eleitoral irregular, com multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil. O registro da candidatura não é cassado automaticamente, ressalva o jurista: o que define a infração é o uso eleitoral do perfil.Onde acompanhar tudo isso? No seu feed, claro. Com três quartos dos candidatos no Instagram, é lá que a campanha vai desfilar propostas, bastidores e lives até outubro. E os números acima ainda podem crescer: a base do TSE segue aberta a novos registros e correções.

GPGustavo Prado
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Trump avalia tarifas sobre carne bovina em meio à pressão de produtores

Pega um café que essa aqui rende conversa. Nesta quarta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu no programa do apresentador conservador Glenn Beck e soltou a bomba: vai analisar se existe excesso de regulamentação nas fábricas de processamento de carne bovina do país. A fala veio depois que Beck sugeriu que menos regras permitiriam que fazendeiros e pecuaristas fizessem o próprio abate, sem depender dos grandes frigoríficos.Trump não escondeu o que pensa do setor. "Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas", disse, na entrevista. "Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso, são quatro empresas, e é um monopólio." Ele se refere a Cargill, Tyson Foods, JBS USA e National Beef Packing Co., que juntas controlam cerca de 85% do processamento de carne bovina nos Estados Unidos. Duas delas, JBS USA e National Beef, pertencem às brasileiras JBS e MBRF.A desconfiança com o setor não é nova. No ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA informou que investigava se os frigoríficos estariam elevando artificialmente os preços da carne bovina para o consumidor final, um cenário que ajuda a explicar por que o tema virou prioridade política para Trump.A tal operação salva-hambúrguerNa semana passada, antes dessa entrevista, Trump já havia dito que pretende reduzir temporariamente as tarifas sobre parte das importações de carne bovina para tentar segurar os preços, que estão batendo recordes nos EUA. Segundo ele, pelos próximos 90 dias o país vai permitir a importação de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída sem cobrança de tarifa fora da cota. A promessa é que essa carne chegue às prateleiras por um preço 25% mais barato do que o praticado hoje no mercado americano.Nem todo mundo aplaudiu. A medida foi criticada por entidades do agronegócio americano, com destaque para a American Farm Bureau Federation, principal lobby do setor no país. Seu presidente, Zippy Duvall, enviou uma carta a Trump na terça-feira (25) pedindo que reconsiderasse o plano. Segundo ele, a medida "prejudicará os pecuaristas... dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas". Já a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse a repórteres na Casa Branca que sequer sabia quais países seriam incluídos no anúncio do presidente.E o motivo de tanto barulho está na conta do supermercado. De acordo com dados do Bureau of Labor Statistics citados pelo G1, o preço de uma libra (453,59 gramas) de carne moída chegou a US$ 6,82 em junho deste ano, 79% acima do valor registrado no início de 2019. É esse aperto no bolso do consumidor americano que está no centro de todo esse imbróglio entre Casa Branca, frigoríficos e pecuaristas.Quem quiser acompanhar de perto o desenrolar dessa novela tarifária pode ouvir a entrevista original de Trump no Glenn Beck Program, transmitido ao vivo pela BlazeTV e por rádios afiliadas nos Estados Unidos, além de disponível em formato de podcast logo depois da exibição.

GPGustavo Prado