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Temporais no Sul deixam 2.915 pessoas fora de casa; Paraná concentra 2.419

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Se suas redes sociais viraram um festival de fotos de rua alagada esta semana, provavelmente alguém do Sul está na sua lista de contatos. O resumo oficial chegou neste domingo (13): os temporais dos últimos dias deixaram 2.915 pessoas fora de casa na região, segundo balanço reportado pela Folha de S.Paulo. O Paraná é o estado mais atingido, com 2.057 desalojados e 362 desabrigados, números da Defesa Civil estadual. Somados os dois grupos, 2.419 pessoas no estado.

O tamanho do estrago no Paraná

A Defesa Civil paranaense lista 58 municípios atingidos e 64 ocorrências registradas. As cidades mais afetadas são Cerro Azul e Adrianópolis, no Vale do Ribeira, e União da Vitória, na divisa com Santa Catarina. Em Adrianópolis, um trecho da BR-476 afundou no quilômetro 6, a Polícia Rodoviária Federal interditou a via e a cidade ficou isolada por terra. Em União da Vitória, as aulas foram suspensas em escolas alagadas ou transformadas em abrigos, segundo o G1.

A semana também teve tragédia: três pessoas morreram na manhã de quinta-feira (10), em Ponta Grossa, a mais de 100 quilômetros de Curitiba, depois que um barranco soterrou parcialmente uma casa.

Como se a chuva não bastasse, três cidades registraram tornados entre quarta (9) e sexta (11), segundo o Simepar, o sistema de monitoramento ambiental do Paraná. O primeiro, de curta duração, passou por Francisco Alves, no noroeste, na tarde de quarta. O segundo atingiu Espigão Alto do Iguaçu, na região centro-sul, na madrugada de quinta, danificou telhados de duas escolas e derrubou parte de uma plantação de eucaliptos. O terceiro ocorreu por volta das 16h de sexta, na área rural de Goioerê, sem feridos. O Simepar ainda analisa os fenômenos para classificar a intensidade pela escala Fujita. A MetSul, do Rio Grande do Sul, já noticiava o terceiro tornado no estado "em apenas três dias".

Onde a chuva ainda aperta

Em Santa Catarina, o número de cidades em emergência subiu: 17 municípios já decretaram situação de emergência, conforme a Defesa Civil estadual, em apuração do G1. O Rio Grande do Sul segue com instabilidade, segundo a MetSul. E há detalhes que mostram a dimensão: no oeste do Paraná, a Itaipu abriu o vertedouro pela terceira vez no ano para controlar o reservatório, e a Passarela das Cataratas do Iguaçu, um dos passeios turísticos mais famosos do país, fechou após o alto volume de chuvas, segundo o G1.

Onde acompanhar: os boletins do Simepar e os alertas da Defesa Civil do Paraná são as fontes oficiais para quem está na região. A cobertura gratuita pode ser seguida no G1 (g1.globo.com), que mantém páginas dedicadas ao Paraná e a Santa Catarina, e no site da MetSul (metsul.com), especializado em meteorologia.

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