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Bruno Dantas renuncia ao TCU e abre vaga do Senado que pode ir para Pacheco

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MRPor Marina Rocha•30 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, Veja

O ministro Bruno Dantas decidiu renunciar ao cargo no TCU (Tribunal de Contas da União). Pela regra da aposentadoria compulsória, ele só precisaria deixar a corte de contas em 2053, quando completará 75 anos. A informação foi revelada pela Veja e confirmada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (28).

Dantas já comunicou a decisão ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, segundo a Folha. O anúncio público deve ocorrer nos próximos dias. O destino do ministro é a iniciativa privada. De acordo com a Folha, ele negocia com três empresas, entre elas um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. A Veja afirma que Dantas deve assumir o comando da Avibras, fabricante de mísseis e sistemas de defesa criada nos anos 1960 que, após uma crise financeira, está em processo de aquisição pelo grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A Folha cita a Avibras como uma das opções em conversa.

Vaga é de indicação do Senado

A renúncia abre uma cadeira cuja indicação cabe ao Congresso, que preenche parte dos nove assentos do tribunal. No caso, é uma vaga do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou interesse em indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o posto, segundo a Folha. A Veja também aponta Pacheco, que está em fim de mandato, como beneficiário direto da saída de Dantas.

Pacheco era o nome preferido de Alcolumbre para o STF (Supremo Tribunal Federal), mas foi preterido pelo presidente Lula (PT), que indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, derrotado no plenário do Senado em abril. Depois do episódio, o senador mineiro anunciou que deixará a política e não disputará nenhum cargo neste ano.

O calendário agora depende da formalização da renúncia. Segundo integrantes do TCU ouvidos pela Folha, se a saída for oficializada até a próxima semana, o Senado pode votar a indicação do substituto já no esforço concentrado previsto para a semana de 31 de agosto a 4 de setembro, quando o Congresso retoma as votações. Caso contrário, a escolha do novo ministro ficará para depois das eleições de outubro.

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