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Marina Rocha

politics · política · government · governo

Cobre o poder em Brasília há mais de uma década, com foco nos bastidores do Congresso e do Planalto.

Politics

CNJ cumpre operação no gabinete de desembargador ligado a Nunes Marques

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta quinta-feira (24) uma operação no gabinete do desembargador federal Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A ação foi ordenada pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, com apoio da Polícia Federal. A informação foi publicada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, e confirmada por O Globo e pelo portal Metrópoles.Ramos é ex-juiz auxiliar do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo O Globo, os dois trabalharam juntos quando o hoje ministro era vice-presidente do TRF-1, e o desembargador foi indicado ao tribunal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Mensagens extraídas pela PF do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, identificam o magistrado como integrante da "Turma do KN", expressão em alusão às iniciais do ministro. Natural de São Luís (MA) e formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão, Ramos ingressou na Justiça Federal em 2005.O contrato com o Banco MasterA operação acontece três dias após o Metrópoles revelar um contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da advogada Camila Ramos, mulher do desembargador. O acordo previa 5% de honorários líquidos de êxito sobre o valor recebido em 12 processos de precatórios, estimados em R$ 8,5 bilhões. Segundo o Estadão, Ramos deu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Master cerca de seis meses antes da assinatura do contrato, em processos sobre precatórios do setor sucroalcooleiro.Em mensagens do celular de Vorcaro reveladas pelo Metrópoles e reproduzidas por O Globo, uma assessora pergunta ao banqueiro se ele aceita pagar uma reserva de hotel pedida pelo ministro:"Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?"Vorcaro respondeu: "Pode botar na minha conta." Outros diálogos já divulgados mostram que o dono do Master custeou uma mansão para o ministro passar o carnaval de 2025 no Rio de Janeiro. Nunes Marques confirmou que viajou em novembro de 2025, em avião pago por Camila, para a festa de aniversário da advogada em Maceió. Para o ministro, a relação tem "caráter pessoal", sem contrapartidas por sua atuação no Supremo.A assessoria do TRF-1 foi procurada e ainda não havia se manifestado, segundo O Globo. A apuração segue na Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do CNJ responsável por fiscalizar juízes e tribunais. As mensagens que citam o desembargador fazem parte do material extraído pela PF do celular de Vorcaro no caso Master.

MRMarina Rocha
congress

PEC do fim da 6x1 vai à CCJ, mas plenário do Senado fica para depois da eleição

O acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destravou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, mas limitou o avanço à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A votação no plenário do Senado ficou sem data e, na prática, deve ocorrer apenas depois das eleições de outubro de 2026.O relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), entregou nesta quinta-feira (27) à CCJ um parecer favorável ao texto já aprovado pela Câmara em maio, segundo o G1. Aziz rejeitou todas as 12 emendas apresentadas, incluindo três do senador Izalci Lucas (PL-DF) que tentavam manter a jornada de 44 horas semanais. A CCJ deve votar a proposta na próxima quarta-feira (2), data confirmada pela Folha de S.Paulo.O avanço foi selado após reunião de Lula com Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na noite de quarta-feira (26), no Palácio da Alvorada. Alcolumbre, porém, não garantiu que a PEC vá a plenário na próxima semana, informou o G1. Segundo a Folha, o Congresso só tem mais uma semana de funcionamento, entre 31 de agosto e 4 de setembro, antes do pleito de outubro.O rito da PEC no SenadoUma PEC precisa ser aprovada na CCJ e depois em dois turnos no plenário, com intervalo de cinco dias úteis entre as votações. Aliados de Lula pressionam para que a votação em plenário ocorra no mesmo dia da análise da CCJ e argumentam, segundo o G1, que os prazos regimentais já foram superados em outras ocasiões, com os dois turnos votados em sequência.O texto mantido por Aziz estabelece jornada semanal de 40 horas, hoje em 44 horas, com dois dias de descanso semanal sem redução de salário, preferencialmente incluindo o domingo. A transição prevê 42 horas em dois meses e 40 horas em um ano. No relatório, Aziz cita dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para defender a mudança:"A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", afirma Aziz.O PL é crítico do fim da escala 6x1. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) assinou com colegas de partido uma PEC alternativa, que institui remuneração por hora com jornada flexível. O texto está parado no Senado, segundo o G1.O próximo passo é a votação na CCJ, marcada para quarta-feira (2). Se o parecer de Aziz for mantido, o texto não volta à Câmara e pode ser promulgado pelo Congresso assim que o plenário do Senado o aprovar em dois turnos. Sem compromisso de Alcolumbre de pautar a votação nesta última semana de trabalho, a decisão final fica para depois das eleições.

MRMarina Rocha
justice

Instituto fundado por Mendonça somou R$ 10,7 milhões em contratos públicos, diz BBC

O Instituto Iter, fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, obteve 28 contratos com órgãos públicos de todo o Brasil que somam R$ 10,7 milhões, em pouco mais de dois anos de atividade. O levantamento é da BBC News Brasil e foi publicado nesta quinta-feira (3/9). Segundo a reportagem, todos os contratos identificados foram firmados com dispensa ou inexigibilidade de licitação.A apuração foi feita com base em registros do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). A BBC ressalva que dispensa e inexigibilidade são formas de contratação direta previstas na legislação e que sua utilização não significa, necessariamente, irregularidade. Entre os clientes do instituto estão os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí, prefeituras e conselhos de classe como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Os contratos prevêem cursos que vão da gestão administrativa à segurança pública.Criação e saída da sociedadeO instituto foi criado em novembro de 2023, quase dois anos depois de Mendonça assumir o STF por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar à Corte, ele foi advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública. Documentos vistos pela BBC mostram que a família Mendonça tinha participação na entidade por meio da Integre Cursos e Pesquisa em Estado de Direito Governança Global Ltda., acionista do instituto. Em 2024, quando o Iter foi registrado em São Paulo, a mulher do ministro, Janey Nagliatti de Mendonça, foi colocada como administradora da sociedade. A reportagem cita ainda a Lei Orgânica da Magistratura, que restringe as atividades que juízes e ministros podem exercer.Nesta quinta, Mendonça divulgou nota afirmando que decidiu na véspera deixar a sociedade. Ele e a mulher cederam suas cotas sem contrapartida financeira. Em nota à BBC, o Instituto Iter confirmou a saída e negou que o ministro tenha recebido lucros da entidade."Registramos que, ao longo dos dois anos de atividade do Instituto Iter, não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos."Encontro com VorcaroO instituto também disse que a natureza intelectual dos cursos justificaria as dispensas e inexigibilidades. O interesse pelos contratos cresceu depois que Mendonça admitiu, ao jornal O Estado de S. Paulo, ter se encontrado com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no início de 2025, na sede da entidade, em São Paulo. O encontro foi revelado na quarta-feira (2/9) pelo jornalista Paulo Motoryn, em sua newsletter Noites Húngaras. Mendonça é relator do caso que investiga supostos crimes financeiros praticados por Vorcaro, mas não tinha o processo na época do encontro. Segundo seu gabinete, a reunião, que contou com um dos advogados do banqueiro, tratou de uma ação no STF sobre pagamento de precatórios de interesse do banco. O jornal O Globo relatou que Vorcaro tentou fechar um contrato com o instituto.A BBC afirma que não há registros, até agora, de que o instituto tenha sido beneficiado por contratos vinculados às empresas de Vorcaro. A divulgação acontece em meio à crise entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Mendonça liberou o sigilo de um relatório que aponta supostas mensagens entre Vorcaro e Moraes, incluindo um contrato de R$ 129 milhões enviado pela equipe do banqueiro à mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes. Moraes não se manifestou sobre o relatório até agora. O que vem a seguir cabe ao tribunal: Mendonça pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que um pedido de investigação contra Moraes seja analisado pelo plenário da Corte, decisão que segue pendente.

MRMarina Rocha
Politics

Lula rejeita classificar PCC e CV como terroristas: "Terrorismo foi o 8 de Janeiro"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que não aceita a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, feita pelo governo dos Estados Unidos. Para o presidente, "terrorismo foi o 8 de Janeiro", os ataques de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes em Brasília. A declaração foi dada em evento de ações integradas de segurança pública no Rio de Janeiro, em plena campanha pela reeleição."Nós precisamos ganhar do crime organizado. E eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o [Donald] Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele não fala da luta e da briga pelo poder. Quem fazia isso? O Bolsonaro tentando dar o golpe no 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Isso é terrorismo de Estado", afirmou Lula, segundo o G1.Debate com WashingtonA inclusão das duas facções na lista de organizações terroristas dos EUA muda a abordagem da Casa Branca, que passou a tratar o combate ao narcotráfico sul-americano como prioridade de segurança nacional, segundo o G1. Um relatório da administração Trump divulgado nesta semana acusa o Brasil de falhar no combate ao PCC e ao CV e cobra medidas urgentes. O Ministério da Justiça e o governo brasileiro rejeitaram os apontamentos e afirmaram que realizam operações frequentes de desarticulação patrimonial das quadrilhas e mantêm acordos de inteligência e cooperação com agências norte-americanas. Pela legislação nacional, PCC e CV seguem enquadrados como organizações criminosas."Bandidos são terroristas para as pessoas que estão na periferia. Mas não aceito a ideia do Trump de que facções criminosas são terroristas", declarou o presidente, em trecho registrado pelo InfoMoney. O ex-presidente Jair Bolsonaro, citado no discurso de Lula, cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.Soberania e fronteirasLula ligou o debate de segurança à soberania sobre os recursos naturais. "O Trump está atrás de minerais críticos, petróleo e terras raras. Não, isso aqui é nosso", afirmou, segundo o G1. Ele defendeu investimentos nas forças de segurança e citou a Margem Equatorial, na costa do Amapá, onde a Petrobras anunciou descoberta de petróleo no campo de Morpho. "Como vamos controlar 18 mil quilômetros de fronteira sem investimento?", perguntou.No evento no Rio, Lula disse que criará o Ministério da Segurança Pública se for reeleito e prometeu retomar territórios dominados por facções e milícias. Segundo o InfoMoney, ele também se comprometeu a transformar 138 prisões em presídios de segurança máxima. O impasse com Washington segue aberto: o relatório norte-americano cobra medidas urgentes que o governo brasileiro rejeitou publicamente, e a PEC da Segurança Pública, que amplia a participação da União no setor, ainda aguarda votação no Congresso Nacional.

MRMarina Rocha
stf

Alckmin defende mandato de 10 a 15 anos e código de ética para ministros do STF

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu neste sábado (19), em Ribeirão Preto (SP), mandato com prazo definido e código de ética para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em coletiva de imprensa durante agenda na Prefeitura de Ribeirão Preto. "Nada deve ser vitalício", afirmou, em resposta ao g1.Alckmin citou o modelo europeu de mandatos de dez a quinze anos. "Eu sempre defendi mandato. Nada deve ser vitalício, alternância saudável. É mandato como a Europa, 10 anos, 12 anos, que seja, no máximo 15, mas isso é ter mandato. Isso é saudável, você está sempre renovando", disse. Sobre as regras de conduta dos ministros, ele acrescentou: "Precisa ter um código de ética, um código de conduta para que possa estabelecer o que pode, o que não pode."Caso Master pauta o debateO vice voltou ao tema em meio aos embates entre ministros no plenário do STF envolvendo o caso Master, ligado ao extinto banco do empresário Daniel Vorcaro. Alckmin avaliou que o presidente da Corte, Edson Fachin, tomou uma "medida correta" ao falar em derrubar sigilos, sem detalhar a qual decisão se referia. "Nada deve ser escondido, a transparência é essencial na vida pública, essencial. E quanto maior a responsabilidade, maior a autoridade, maior deve ser a sua prestação de contas, não o privilégio", afirmou.Segundo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobra apuração dos fatos. "O que o presidente Lula tem pedido? A verdade, a verdade. Investigue-se, independente de quem é", disse. Ele lembrou que o Judiciário é um poder independente e afirmou que Lula fez "a primeira reforma do Judiciário", que criou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo o vice, o governo vai trabalhar por uma nova reforma.Posição antiga e o que vem agoraNão é a primeira vez que Alckmin defende a medida. Em 5 de maio, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, ele já havia defendido mandatos temporários, dias depois de o Senado rejeitar Jorge Messias, indicado por Lula ao Supremo. Foi a primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894, segundo o Metrópoles. Hoje, os ministros da Corte se aposentam compulsoriamente aos 75 anos, e a criação de mandatos depende de mudança na Constituição. O hoje ministro do STF Flávio Dino defendeu a proposta quando era deputado federal e, depois, como ministro da Justiça.A agenda em Ribeirão Preto reuniu o prefeito Ricardo Silva (PSD) e a candidata a deputada estadual Duda Hidalgo (PT), além de Simone Tebet, Márcio França e José Luiz Datena. O Supremo virou tema da eleição de 2026 depois que ministros da Corte foram citados nas investigações do caso Master. O próximo passo para o mandato é no Congresso: sem emenda constitucional, o cargo segue vitalício. No STF, segundo o blog da Andréia Sadi, do g1, a definição sobre quem conduz a investigação do caso Master passa pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

MRMarina Rocha
justice

Ministro do STJ disse a Vorcaro estar 'sempre à disposição', indicam mensagens

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro indicam possível proximidade entre o ex-banqueiro e o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves, atual corregedor do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Segundo a Folha de S.Paulo, que obteve o material, os dois se tratavam como amigos, trocavam mensagens cordiais e combinavam encontros em Brasília.Em 17 de maio de 2024, após um encontro entre os dois, Gonçalves escreveu a Vorcaro: "Boa noite feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab Benedito". Vorcaro respondeu "Caro amigo" e "Obrigado pelo carinho". Em seguida, propôs um novo encontro: "Vamos marcar o charuto em Brasília".Em 2 de julho do mesmo ano, Vorcaro voltou a chamar o ministro de "grande amigo" e chamou-o para a capital federal. "Grande amigo tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio!", escreveu. Gonçalves respondeu que chegaria no dia 29 e ligaria em seguida. E acrescentou: "E aqui sempre à disposição". No mesmo dia, enviou uma figurinha com um aperto de mãos e a frase "Tamo junto sempre".Eventos em Londres e silêncio do ministroSegundo a Folha, Gonçalves participou de evento bancado por Vorcaro em Londres, em abril de 2024. Ele também estava na degustação de uísque Macallan para autoridades promovida pelo ex-banqueiro na mesma época. O ministro foi procurado pelas assessorias do STJ e do CNJ às 13h15 de terça-feira (15), por WhatsApp, e não se pronunciou até a publicação da reportagem. No primeiro semestre deste ano, declarou-se impedido de julgar causas ligadas ao Banco Master no STJ.O caso no STFAs mensagens surgem enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) discute o caso Banco Master. Na sessão de terça-feira (15), que tratou da possibilidade de abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suas trocas de mensagens com Vorcaro, o ministro Flávio Dino sugeriu notificar todos os magistrados dos tribunais superiores citados em algum documento do caso. O Diário 360 destacou que as conversas, por si só, não comprovam irregularidade ou favorecimento judicial.O próximo passo está no STF. A proposta de notificação apresentada por Dino ainda depende de deliberação do tribunal. Gonçalves não havia se pronunciado publicamente sobre as mensagens até a publicação da reportagem da Folha, nesta sexta-feira (18).

MRMarina Rocha
justice

Fachin dá cinco dias para Moraes e André Mendonça se explicarem na crise do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, aguarda explicações dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre a crise que atravessa a Corte desde a divulgação de mensagens ligadas ao caso Banco Master. Segundo a CNN Brasil, Fachin abriu um procedimento na Presidência do STF para concentrar a análise dos questionamentos que passaram a envolver os dois ministros. O objetivo é reunir as versões dos envolvidos antes de decidir se haverá providências ou análise pelo plenário.Os prazos abertos por FachinNa quinta-feira (3), Fachin deu prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem informações sobre os episódios que desencadearam a crise. O presidente do STF quer saber, entre outros pontos, se a PF respeitou as regras da Lei Orgânica da Magistratura ao se deparar com informações sobre autoridades com foro na Corte, além de possíveis acessos a documentos particulares e de eventuais revelações de dados protegidos por sigilo judicial. Fachin também pediu detalhes sobre uma diligência determinada por Mendonça para identificar pessoas citadas no material da PF e sobre as medidas da PGR no controle externo da atividade policial.Horas depois, a disputa ganhou uma nova frente. Moraes encaminhou a Fachin uma decisão na qual afirmou haver "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero, ligada ao Master, e Sem Desconto, sobre fraudes no INSS. O ministro usou como base relatórios de inteligência da Polícia Federal e acusou o colega de interferir nas investigações, participar irregularmente de tratativas de colaboração premiada e direcionar apurações por motivos pessoais e políticos, inclusive contra ele próprio.Procedimento na PresidênciaNa sexta-feira (4), Fachin determinou que a decisão de Moraes e os anexos fossem retirados do inquérito das fake news e incorporados ao novo procedimento sob responsabilidade da Presidência do STF. Diferentemente dos inquéritos das fake news e do Banco Master, o novo processo não está sob sigilo. No mesmo despacho, Fachin abriu uma rodada sucessiva de manifestações: a PGR tem cinco dias úteis para se manifestar sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento adotado por Moraes e, se considerar pertinente, sobre o conteúdo das acusações contra Mendonça. Depois, Mendonça terá outros cinco dias úteis para responder. Fachin ressaltou que as medidas apenas completam as informações disponíveis e não representam conclusão prévia sobre o pedido de Moraes.A crise mudou de proporção na terça-feira (1º), quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF com mensagens e registros de contatos entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes. O material indicava que Vorcaro buscava interlocução com o ministro em meio ao avanço das investigações. A PGR reagiu, questionou a forma como a apuração foi conduzida e pediu a extinção do procedimento. Dois dias depois, Moraes respondeu com os relatórios de inteligência contra Mendonça.Com as decisões, Fachin passou a centralizar formalmente os dois lados da disputa. Interlocutores de Mendonça classificaram ao G1 o encaminhamento do caso à Presidência como "protocolar". Ministros ouvidos pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no G1, apontam um limite jurídico central: em condições normais, uma investigação no tribunal é aberta por pedido da PGR ou com endosso da Procuradoria, titular da ação penal. Nos bastidores, uma fonte resume as próximas semanas como um "setembro sangrento", com novos relatórios e decisões. Depois das manifestações, cabe a Fachin decidir os próximos passos, inclusive o que será levado ao plenário do STF.

MRMarina Rocha
Economy

Bets planejam expandir apostas para pontos físicos, mostra relatório da Fazenda

As empresas de apostas online, as chamadas bets, preparam a expansão para pontos físicos de aposta em estados como Rio de Janeiro e Paraná. A informação consta em relatório da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, responsável pela fiscalização e regulamentação do setor. A reportagem é do g1, publicada nesta sexta-feira (25), no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em São Paulo, uma medida provisória que proíbe as apostas online.Na agenda regulatória da SPA, a discussão sobre a exploração de apostas por meio de terminais digitais físicos estava planejada para o segundo trimestre deste ano. O tema passou por consulta pública, e as contribuições foram divulgadas na página da secretaria. O g1 procurou a SPA para saber se algo foi definido e aguarda resposta.Lula reafirmou nesta semana o compromisso de extinguir o mercado, em declarações reproduzidas pelo g1."A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets", disse o presidente.Terminais físicos e alerta do ProconEntre as contribuições à consulta pública, uma sustenta que as apostas esportivas operam nos meios físico e online em diversos países e que os estados também podem explorar esse formato. O texto aponta que, enquanto a autorização federal se restringe às apostas esportivas de quota fixa, "diversos Estados, no exercício de sua competência para a exploração de serviços lotéricos, vêm estruturando modelos próprios para terminais físicos, inclusive para outras modalidades, como loterias instantâneas digitais, com níveis distintos de exigência técnica e operacional".A Fundação Procon-SP alertou para a possibilidade de instalação dos terminais em eventos abertos e em estabelecimentos comerciais de livre acesso, como supermercados, postos de gasolina, farmácias, bares e lanchonetes. Na avaliação do órgão, isso poderia "propiciar e facilitar o acesso indevido por menores de idade, e comprometer a efetividade da fiscalização quanto à identificação do usuário". O Procon-SP recomendou que a operação seja restrita a "ambientes fechados ou controlados", com barreiras físicas, mecanismos de controle de ingresso e vedação expressa ao acesso de menores.Emissoras temem demissões no esporteAs emissoras de televisão que transmitem esporte relatam preocupação com o pacote. Segundo a coluna Outro Canal, do F5 da Folha, as TVs temem queda considerável na arrecadação publicitária caso Lula endureça ou decida banir as casas de apostas, como tem anunciado, e temem demissões no esporte. Nesta semana, as empresas do setor avisaram clubes do Brasileirão sobre o rompimento imediato de contratos de patrocínio.A medida provisória entra em vigor assim que publicada, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, sob pena de perder a eficácia. O anúncio foi feito a nove dias do primeiro turno das eleições, segundo o jornal O Globo. A resposta da SPA sobre a regulamentação dos terminais físicos segue pendente.

MRMarina Rocha
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Governo reserva R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares no Orçamento de 2027

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reservou R$ 44,8 bilhões para o pagamento de emendas parlamentares individuais e de bancada no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. A proposta foi enviada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). O valor é R$ 4 bilhões maior que os R$ 40,8 bilhões previstos na proposta inicial para 2026.As emendas permitem que os 594 deputados e senadores determinem onde aplicar parte do Orçamento. A verba costuma ser repassada a obras e projetos nos estados de origem dos parlamentares. As individuais e as de bancada têm execução obrigatória pelo Executivo, e o dinheiro é peça central nas negociações entre governo e Congresso, segundo o g1. O Planalto controla o ritmo de liberação. Crítico do mecanismo, Lula acelerou os repasses às vésperas do período eleitoral, reportou a Folha de S.Paulo.Congresso tende a ampliar os valoresA proposta não inclui as emendas de comissão, a terceira categoria do mecanismo. O governo deixou a decisão ao Legislativo, que terá de apontar cortes em outras áreas, como custeio e obras públicas, para incluir a verba. Uma lei complementar limita essas emendas a R$ 12,9 bilhões em 2027. O teto decorre de um acordo entre Congresso, governo e Supremo Tribunal Federal (STF) em meio às tentativas da corte de dar mais transparência ao mecanismo.O histórico mostra o padrão. Segundo o g1, as propostas iniciais cresceram de R$ 37,6 bilhões (2024) para R$ 38,9 bilhões (2025) e R$ 40,8 bilhões (2026), e o Congresso inflou os totais aprovados para R$ 53 bilhões em 2025 e R$ 61 bilhões em 2026. Na Lei Orçamentária de 2026, os parlamentares cortaram recursos da Previdência, do Pé-de-Meia e do Auxílio Gás para ampliar a verba. Lula vetou R$ 400 milhões em emendas e remanejou outros R$ 7 bilhões, o que reduziu o total atual para R$ 49,9 bilhões, segundo a Folha.O crescimento das emendas consome espaço nos gastos livres do Executivo, que são limitados. Sobram menos recursos para áreas como bolsas do CNPq e da Capes, investimentos em infraestrutura, o programa Farmácia Popular e as fiscalizações ambiental e do trabalho, listou o g1. As chamadas emendas PIX, dentro das individuais, seguem as regras do acordo do STF. A corte decidiu que elas serão mantidas, mas devem "respeitar critérios de transparência, rastreabilidade e correção", com identificação prévia do destino do dinheiro, prioridade para obras inacabadas e prestação de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU).O que vem agoraO PLOA 2027 começa agora a tramitar no Congresso. A tendência, segundo a Folha, é que deputados e senadores repitam o movimento de anos anteriores e turbinem os valores durante a tramitação. O Orçamento precisa ser aprovado até o fim do ano para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027.

MRMarina Rocha
Politics

Salles desiste do Senado por São Paulo e apoia Derrite e André do Prado

O deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro (PL), desistiu nesta segunda-feira (28) da candidatura ao Senado por São Paulo. O anúncio foi feito na reta final da campanha, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e dos candidatos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), que passam a contar com seu apoio. Segundo a Folha de S.Paulo, Tarcísio disse que a saída de Salles visa fortalecer as duas candidaturas de direita na disputa pelas duas cadeiras paulistas no Senado.Para Tarcísio, "é momento de pensar num objetivo maior, que é ter dois representantes no Senado". O governador ressaltou o papel do Novo em sua campanha e disse que São Paulo sai na frente no que chamou de "grande movimento de união da direita". "Seria muito bom se a gente pudesse unir a direita nessa reta final. A nossa parte nós estamos fazendo", afirmou."Quando uma pessoa resolve abrir mão de uma posição, a gente tem que enaltecer. E hoje a gente tem o Ricardo Salles, que tinha toda a legitimidade para continuar na sua caminhada, tem trajetória, tem bagagem, tem história, dando um passo ao lado, para nos ajudar, para somar", disse Tarcísio, segundo a Folha.Salles declarou que "o momento é tão grave que diferenças têm que ser deixadas de lado" e afirmou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria "uma catástrofe". O deputado destacou que segue apoiando a candidatura do mineiro Romeu Zema (Novo) à Presidência enquanto ele permanecer na disputa.A virada na reta finalA desistência chega com Salles atrás nas pesquisas. Levantamento Datafolha divulgado na quinta-feira (24) mostrava o deputado com 4% das intenções de voto. Na frente, havia empate técnico entre Marina Silva (Rede), com 15%, Simone Tebet (PSB), com 14%, e Derrite e Prado, com 12% cada. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Salles havia lançado a candidatura ao Senado depois da decisão do Novo de apoiar Tarcísio ao governo de São Paulo.O apoio encerra semanas de atrito com Prado. No debate promovido pela Band, Salles acusou o rival de ter apoiado o PT no passado. No debate da Folha/Uol, em 21 de setembro, tentou ligá-lo ao centrão e o chamou de "filhote de Valdemar [da Costa Neto]", presidente nacional do PL. Prado respondeu à imprensa que a candidatura de Salles "atrapalhava" a direita e que quem votasse nele estaria ajudando Tebet e Marina. Em julho, Salles já havia dito à Folha que foi aconselhado a desistir, diante de três nomes de direita disputando duas cadeiras.Tebet reagiu ao anúncio e disse que Salles "aderiu ao centrão". Segundo a coluna Painel, da Folha, a ex-ministra se apresenta como a única candidata de centro na disputa. O primeiro turno das eleições será no próximo domingo (4). São Paulo elege dois senadores.

MRMarina Rocha
Lula

Quaest: Lula abre 5 pontos sobre Flávio Bolsonaro a uma semana da eleição

O presidente Lula (PT) tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). A votação para presidente acontece no próximo domingo (4). O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo.Lula subiu dois pontos em relação à rodada anterior, de 21 de setembro, quando tinha 37%, e Flávio, 33%. O candidato do PL avançou um ponto. As duas variações ficaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, mas a diferença de cinco pontos tira os dois da situação de empate técnico da semana passada, de acordo com o g1.Escritor Augusto Cury (Avante) caiu de 6% para 4%. O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) manteve 4%, Renan Santos (Missão) repetiu 3% e o ex-governador Romeu Zema (Novo) ficou com 1%. Os demais candidatos não pontuam. Os indecisos caíram de 8% para 5%, e o bloco de brancos, nulos e ausentes subiu de 7% para 10%.Como a pesquisa foi feitaA Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026. Na pergunta espontânea, em que os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula tem 31% e Flávio, 27%.Segundo turno e rejeiçãoEm um eventual segundo turno entre os dois, a Quaest aponta empate numérico: 42% para cada. Na semana passada, Flávio tinha 42% e Lula, 41%, também empatados. A rejeição, medida como a parcela que conhece e não votaria no candidato, é de 56% para Flávio e de 54% para Lula. O governo do petista é aprovado por 46% dos entrevistados e desaprovado por 49%. O medo também está dividido: 43% temem um novo mandato de Lula e outros 43% temem a volta da família Bolsonaro ao poder.Na reta final, as equipes de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificaram o incentivo ao voto útil, informa a Folha de S.Paulo. Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. Para o InfoMoney, a rodada é a primeira a medir, em parte, a reação pública à medida provisória que proibiu o funcionamento das bets no país. A eleição acontece no próximo domingo (4). Entre os entrevistados que já escolheram um candidato, 76% dizem que o voto é definitivo e 23% admitem que ainda podem mudar.

MRMarina Rocha
justice

Reta final da eleição tem guerra jurídica e TSE já soma ao menos 450 ações

A corrida pela Presidência entrou na última semana antes do primeiro turno com uma batalha judicial em duas frentes. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu ao menos 450 ações envolvendo candidatos ao Planalto, segundo levantamento do G1 publicado nesta segunda-feira (28). A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entrou com pelo menos 256 ações contra adversários, a maioria delas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), e foi alvo de 198 questionamentos. A campanha do PL protocolou 93 ações contra o adversário do PT, o equivalente a 73% dos seus pedidos.A maioria dos embates questiona posicionamentos ou ataques de adversários em vídeos com uso de inteligência artificial, peças de propaganda, jingles e declarações em entrevistas. As campanhas classificam esses conteúdos como propaganda antecipada e irregular ou propaganda negativa, condutas vetadas pela Justiça Eleitoral. Os processos estão concentrados em poucos relatores: o vice-presidente do tribunal, ministro André Mendonça, responde por 92 ações, e a ministra Estela Aranha, por 80.Os temas do embateUma das frentes centrais contra Flávio Bolsonaro trata da suposta ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance e ex-dono do Banco Master. Ações protocoladas por Lula questionaram valores recebidos de Vorcaro que, segundo o senador, foram investimento no filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, além de vínculos com políticos presos e milicianos. No sentido contrário, o presidente foi alvo de ao menos 14 questionamentos sobre uso da máquina pública, entre eles recursos para autopromoção, favorecimento no desfile da Acadêmicos de Niterói e imagens de eventos institucionais com fins eleitorais.Decisões no TSE e pedidos no STFO TSE determinou a retirada de vídeos e imagens que associam Flávio Bolsonaro à operação da Polícia Federal "Unha e Carne" e rejeitou aplicar multa ao senador por exibir, na convenção do PL, um vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial. A corte manteve propaganda de Lula que usava declarações de Jair Bolsonaro e mandou excluir vídeo de Flávio que associava o presidente a facções criminosas. Nesse caso, o plenário decidiu por cinco votos a dois em agosto e reverteu o entendimento do relator, ministro Nunes Marques. Segundo o Congresso em Foco, o senador e a plataforma X tiveram 24 horas para remover a publicação, na qual Flávio afirmou que Lula teria ido aos Estados Unidos como "defensor do PCC e do Comando Vermelho". A maioria do tribunal proibiu republicar conteúdo equivalente que atribua ao presidente vínculo pessoal com facções sem "substrato fático mínimo", sob pena de multa.No Supremo Tribunal Federal (STF), a principal questão pede a investigação de supostos episódios de interferência estrangeira nas eleições. O pedido é do PT e está sob a relatoria do ministro Flávio Dino. O partido cita suspeitas envolvendo a Rockbridge Network, organização americana de financiamento de campanhas conservadoras, e publicidade paga no exterior em perfis do X. O Partido Missão, do candidato à Presidência Renan Santos, levou o tema ao TSE e questiona no STF a regra que obriga provedores de aplicação a restringir algoritmos ligados à propaganda eleitoral. Flávio Bolsonaro pediu que Lula seja investigado pelo suposto recebimento de um uísque de Vorcaro.O primeiro turno ocorre no próximo domingo (4 de outubro), e o segundo está marcado para 25 de outubro, se necessário. As ações sobre abuso de poder político e econômico e sobre redes de perfis falsos têm tramitação mais longa e, segundo o G1, só devem ter desfecho depois da votação.

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Quaest aponta Lula à frente em 10 estados e Flávio Bolsonaro em 8

A rodada estadual de pesquisas do instituto Quaest mostra um cenário de polarização calcificada a três dias do primeiro turno das eleições presidenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa em 10 estados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente em 8 estados. Outras 9 unidades da federação registram empate técnico na margem de erro, incluindo os três maiores colégios eleitorais em disputa direta: São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.A análise dos dados estaduais foi publicada pelo cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, em coluna no G1. Segundo o pesquisador, o mapa eleitoral repete quase com exatidão o confronto de 2022. O índice de correlação entre as intenções de voto atuais de Lula e o resultado do petista no primeiro turno de 2022 é de 0,98. Para Flávio Bolsonaro, a correlação com a votação obtida pelo pai, Jair Bolsonaro, chega a 0,95. "Trocou o nome, o eleitorado ficou", afirmou Nunes.Lula concentra sua liderança em todo o Nordeste e no Amapá. Seus maiores crescimentos em relação a 2022 ocorreram no Maranhão (+7 pontos percentuais) e na Bahia (+6). Flávio Bolsonaro lidera no Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia e Roraima. O senador teve avanços no Norte e Centro-Oeste, mas recuou em praças como o Distrito Federal (-8) e Goiás (-6). De acordo com a Quaest, o segmento dos eleitores independentes varia de 24% a 36% nos estados, atingindo o ápice no Rio de Janeiro (36%) e no Amazonas (35%).A percepção popular sobre o resultado diverge das margens estaduais. Mesmo em locais onde empata ou aparece numericamente atrás, Lula é apontado como provável vencedor pela maioria dos eleitores em São Paulo (50% contra 35% de Flávio) e no Rio de Janeiro (49% a 37%). Flávio lidera a expectativa de vitória em apenas 7 estados. Ao mesmo tempo, a fatia de eleitores dispostos a mudar o voto varia de 11% a 23%, com os maiores índices de volatilidade registrados no Paraná (23%), Amapá (21%), São Paulo (20%) e Santa Catarina (20%).O primeiro turno da eleição presidencial acontece no próximo domingo. Os institutos de pesquisa preparam suas últimas sondagens de véspera antes da abertura das urnas em todo o país.

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Lula defende extinguir o fundo eleitoral para acabar com "promiscuidade política"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu neste domingo (27) a extinção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral. A declaração foi dada em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, gravada no Palácio da Alvorada, em Brasília. Segundo o InfoMoney, a emissora antecipou um trecho, e a íntegra foi ao ar às 20h na BandNews TV e às 22h na Band.O fundo eleitoral repassa dinheiro público do Orçamento da União aos partidos para financiar campanhas. Lula disse ter apoiado a criação do mecanismo, mas avaliou que o modelo atual, somado ao orçamento secreto, "apodreceu de vez a política". A avaliação foi registrada pela CNN Brasil.Para o presidente, a saída é uma reforma política ampla, capaz de criar partidos com programa, manifesto e bandeiras. Segundo o InfoMoney, ele ligou o fim da polarização no país a mudanças nas regras do sistema partidário e no financiamento de campanhas. Na entrevista, afirmou:"É preciso a gente acabar com essa história que está acontecendo na política, que é uma promiscuidade generalizada na política. A hora que a gente acabar com isso, se tiver uma reforma política digna, a gente vai ter a política outra vez sadia para o povo brasileiro."Crítica a deputados e partidosLula reconheceu que mudar essas regras esbarra nos próprios congressistas. "Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está", afirmou. E completou: "Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União."Na entrevista, o presidente citou o PT como exemplo de legenda de caráter nacional, com programa e manifesto definidos, segundo a CNN Brasil. Ele disse que os demais partidos viraram "um clube" de financiar campanha, em que se "recebe fundo partidário, recebe fundo eleitoral" nem sempre com controle sobre o destino do dinheiro. "Se eu não fizer, ninguém faz", afirmou.A sabatina também rendeu declarações sobre o Supremo Tribunal Federal e a dívida pública. Segundo o G1, Lula defendeu criar um conselho para avaliar as indicações de ministros da corte. As falas chegam na reta final da campanha, a uma semana do primeiro turno, marcado para o próximo domingo (4). A extinção do fundo, porém, depende do Legislativo: qualquer alteração no financiamento de campanhas exige aprovação no Congresso, onde, segundo o próprio presidente, a reforma toca o interesse pessoal de cada deputado.

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Politics

Flávio Bolsonaro acusa CNBB de ajudar o PT a espalhar fake news

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, acusou neste domingo (27) integrantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de colaborar com o PT na disseminação de uma fake news sobre Nossa Senhora Aparecida. As publicações falsas afirmam que ele pretende retirar da santa o título de padroeira do Brasil. A declaração foi dada em Goiânia, após uma carreata de campanha.O candidato afirmou que o partido adversário articulava o boato havia dias. "O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa é a realidade", disse à Folha de S.Paulo. Ao Estadão, ele classificou o caso como "a maior fake news da campanha" e afirmou que nunca existiu projeto para mudar a padroeira do país.A CNBB negou a acusação em nota. "A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral", diz o texto. A entidade afirmou não integrar estrutura político-partidária e que atribuir a ela participação na produção ou disseminação de desinformação, sem provas, a atinge injustamente. A nota não cita Flávio nominalmente e termina com a frase: "A mentira não se combate com outra mentira".Como o boato surgiuO boato começou a circular na noite de quinta-feira (24), depois que o programa Em Pauta, da GloboNews, informou que a Igreja Católica preparava uma reação a uma suposta mobilização evangélica pelo fim do título da padroeira. Horas depois, o próprio canal corrigiu a informação: a proposta foi apresentada na Câmara dos Deputados em 2007 e arquivada em 2008. A GloboNews pediu desculpas pelo erro. Mesmo assim, houve quase 1 milhão de publicações sobre o assunto em menos de três dias, segundo levantamento citado pelo Estadão. A campanha de Flávio afirma que a narrativa partiu de uma publicação do perfil "Dilma Bolada", do influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro.Ida e volta na JustiçaNa sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a remoção de 1.125 publicações que associavam o candidato ao tema. Neste domingo, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), derrubou a decisão e reativou os posts. "Isso que aconteceu hoje, com mais esse canetaço do Flávio Dino, é uma defesa que ele faz da liga da mentira do PT", disse Flávio ao Estadão. À Folha, atribuiu o boato ao desespero do adversário: "Bateu o desespero do lado de lá e é por isso que eles sabem que a gente vai vencer no primeiro turno". Ele disse ainda que os rivais agem "achando que é vale-tudo, mas não é".Procurado pelo Estadão, o PT não se manifestou. O primeiro turno da eleição presidencial acontece em 4 de outubro. Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam a liderança das pesquisas de intenção de voto.

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Politics

Lula propõe conselho para indicar ministros do STF e defende mandato para a corte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (27) que não quer mais escolher sozinho os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Band, ele propôs a criação de um conselho para avaliar as indicações à corte e defendeu mandato para os ministros. A fala ocorre a uma semana do primeiro turno da eleição presidencial, na qual Lula disputa a reeleição.Segundo o G1, a entrevista foi gravada no Palácio da Alvorada, em Brasília, e exibida pela TV Bandeirantes. "Eu quero mudar o critério de escolha, porque o critério de escolha é muito vulnerável", disse o presidente. Ele acrescentou: "A única coisa que eu posso dizer é que não pode continuar do jeito que está." À noite, em conversa com a BandNews FM, Lula detalhou a ideia. "Não pode ser só o presidente que indica. Temos que criar um critério para que seja alguém que passe por um crivo de um colegiado para que a pessoa não seja mais o cara indicado pelo presidente. Quero um cara que tenha responsabilidade com a sociedade brasileira", afirmou, segundo a Folha de S.Paulo.O jornal relata que o conselho incluiria juristas e membros da sociedade civil, e que Lula defendeu mandatos para que os ministros concluam sua atuação na corte. Na TV, o presidente disse que é preciso analisar "com muito mais cuidado a biografia das pessoas que vão assumir a Suprema Corte". Ele afirmou também que um cidadão não pode permanecer no tribunal por 35, 40 ou 45 anos. Os ministros do STF ficam hoje no cargo até a aposentadoria compulsória, sem prazo definido.Crítica aos ministros da corteLula ironizou o comportamento dos ministros após a nomeação. "Uma coisa é quando você indica, outra coisa é quando bota toga. E quando o cara coloca a toga, ele vira Deus", reclamou. Ele disse que os integrantes do tribunal precisam ter muita seriedade e não devem assumir o posto com a pretensão de enriquecer. "Um ministro não pode querer ficar rico, é incompatível a função de quem recebe R$ 43 mil e ficar rico, não é compatível. Da mesma forma que o deputado. Nenhum salário de deputado, de governador, de presidente, pode deixar alguém rico", afirmou.A crise no tribunalA proposta surge no que a Folha descreve como a maior crise da história do STF. A investigação sobre o Banco Master revelou vínculos estrechos entre o ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, e ministros da corte. Segundo o jornal, diálogos recuperados do celular do ex-banqueiro indicam que Vorcaro perguntou ao ministro Alexandre de Moraes, dois dias antes de ser preso, se deveria deixar o país. Moraes editou um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de sua mulher e se encontrou com Vorcaro pelo menos seis vezes desde 2024. Questionado, Lula afirmou: "Todo mundo envolvido tem que ser apurado. Na hora que comprovar que a pessoa cometeu erro, a pessoa tem que ser punida. Isso vale para todo mundo."Qualquer alteração na forma de escolha ou no mandato dos ministros depende de emenda à Constituição aprovada pelo Congresso Nacional. O formato do conselho ainda não foi definido; na TV, Lula disse que o colegiado teria de ser pensado. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre no próximo domingo (4).

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Lula diz que Congresso 'contribuiu muito' para a governabilidade no 3º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (27) que o Congresso Nacional "contribuiu muito" para a governabilidade do país em seu terceiro mandato. A declaração foi dada em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, gravada no Palácio da Alvorada e exibida na noite de domingo, na reta final da campanha pela reeleição."Do ponto de vista da governança, o Congresso contribuiu muito com as coisas que nós fizemos", disse o petista, segundo reportagem da Agência Estado. Em trecho citado pelo G1 e pelo Correio Braziliense, ele repetiu a avaliação em outras palavras: "O Congresso contribuiu muito com as mudanças que a gente queria fazer". Entre as propostas centrais aprovadas pelo Legislativo nos últimos quatro anos, o presidente destacou a reforma tributária.Elogio com reservasO elogio veio acompanhado de críticas. Lula questionou o controle de deputados e senadores sobre o Orçamento da União e associou o modelo político atual ao que chamou de "promiscuidade política", conforme o Correio Braziliense. Para ele, a divisão atual de forças em torno do Orçamento é insustentável, e qualquer mudança dependeria do próprio Legislativo."Não é possível a gente continuar com um Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Então, tudo isso vai ter que mudar. Agora, eu vou conseguir fazer com facilidade? Não. Mas se eu não fizer, ninguém faz. Esse é o dado concreto", disse o presidente.Lula também mudou de posição sobre o financiamento público da política. O presidente, que historicamente defendeu o fundo partidário e o fundo eleitoral, declarou-se contrário aos dois mecanismos. "Eu que fui defensor do fundo partidário, eu que fui defensor do fundo eleitoral, hoje eu sou contra. Eu sou contra porque isso apodreceu a política", afirmou. Em seguida, criticou o número de siglas no país: "Quantos partidos você tem de caráter nacional que têm programa, que têm manifesto, que têm bandeira?".Na mesma entrevista, Lula defendeu uma reforma política e do Judiciário e afirmou ser o único candidato com capacidade de liderar essas mudanças, segundo a Agência Estado. Ele não detalhou o desenho das propostas. Segundo o G1, o presidente também defendeu alterar o critério de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com a criação de um colegiado que envolva a sociedade civil. A campanha segue até o primeiro turno, e qualquer reforma do sistema político aprovada em um eventual novo governo terá de passar pelo mesmo Congresso que o presidente elogiou neste domingo.

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Flávio Bolsonaro confirma ida ao debate da Globo e desafia Lula a participar

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, confirmou neste domingo (27) que irá ao debate presidencial da TV Globo na quinta-feira (1º de outubro), o último antes do primeiro turno. Em coletiva de imprensa após uma carreata em Goiânia, ele desafiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a comparecer ao encontro."Vou no debate da Globo. Está confirmado aqui. Ele que lute. Eu quero ir lá debater com ele. Eu estou chamando o Lula para o debate: 'Lula, eu quero você no debate da Globo, vem debater comigo, porque eu vou esfregar verdade na sua cara e vou mostrar que o meu projeto de Brasil é melhor que o seu'", afirmou o senador, segundo a BBC News Brasil e o InfoMoney.Se a decisão se mantiver, esta será a primeira participação de Flávio em um debate nesta campanha. Nem o senador nem Lula, os dois candidatos com mais intenções de voto nas pesquisas, compareceram a nenhum dos encontros realizados até agora.Campanha marcada por debates canceladosA eleição de 2026 teve uma temporada de debates esvaziada. A Record cancelou o encontro que ocorreria neste domingo (27) depois que Lula e Flávio informaram que não participariam. Segundo a emissora, sem os candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto, o programa não ofereceria ao eleitor o confronto de ideias esperado.Outro debate, marcado para 14 de setembro pelo Consórcio Momento da Decisão, que reúne CNN Brasil, SBT, RedeTV! e outros veículos, também foi cancelado pela falta de confirmação dos dois. A temporada começou na Band, em 23 de agosto, com Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), sem a presença dos líderes das pesquisas. Ao todo, 13 candidaturas à Presidência foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Presença de Lula segue indefinidaA BBC News Brasil tentou confirmar a presença de Lula e não obteve retorno da assessoria da campanha. Segundo a CNN Brasil, citada pela reportagem, o palanque do presidente avalia comparecer. Até aqui, Flávio afirmava que só participaria de debates com Lula no palco.O debate da Globo será transmitido logo após o Jornal Nacional, no horário da novela das 21h, com transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1. As regras do encontro ainda não foram divulgadas. O primeiro turno da eleição acontece no domingo (4 de outubro). Se houver segundo turno, a Record programou um debate entre os dois mais votados para 11 de outubro.

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Dino anula decisão de Mendonça e libera posts sobre Nossa Senhora Aparecida

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou neste domingo (27) decisão do ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que mandava apagar uma publicação do humorista Antônio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Dino determinou que as plataformas digitais restabeleçam as postagens removidas com o mesmo fundamento. A decisão atende a um pedido do próprio Tabet ao STF.O post foi publicado na quinta-feira (24), no rastro de informações falsas segundo as quais a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, articularia retirar da santa o título de padroeira. "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida", escreveu o humorista. O texto não citava o nome do candidato. Flávio acionou o TSE, obteve liminar para excluir a publicação e proibir conteúdos semelhantes, com multa de R$ 30 mil por descumprimento. Mendonça chamou os conteúdos de "notoriamente inverídicos" e estendeu a ordem às plataformas, segundo a Jovem Pan.O que diz a decisãoPara Dino, postagens como a de Tabet não trazem "grau de certeza de ilicitude" capaz de sustentar "duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa". Derrubar o conteúdo exigiria pressupor que a expressão "família miliciana" se refere a um determinado candidato à Presidência, escreveu o ministro. Tabet havia recorrido ao STF afirmando que a ordem configurava censura prévia.Dino citou também a proximidade do 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, o que torna "ainda mais incompatível a manutenção de impedimentos desarrazoados à defesa desta modalidade de fé". E lembrou que Flávio Bolsonaro chegou a pedir a prisão de um funcionário do Palácio do Planalto por repostar conteúdos sobre a santa, conforme a Folha de S.Paulo."É juridicamente admissível que um candidato ou seus adeptos se oponham a certas convicções religiosas, já que não pode existir nenhuma imposição nesse âmbito temático. Contudo, tal candidato ou seus apoiadores não podem vedar que suas posições sejam informadas e livremente debatidas", escreveu Dino."Os adeptos da fé em Nossa Senhora Aparecida ficariam, na prática, receosos ou impedidos de se manifestar", acrescentou o ministro. O caso é um capítulo da disputa judicial entre as campanhas do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro na semana que antecede o primeiro turno da eleição.O que vem a seguirA decisão foi tomada na reclamação em que Dino já havia derrubado, em junho, ordem do TRE-PR que proibia publicações sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol. O ministro mandou notificar o TSE e as plataformas digitais para restabelecer os conteúdos removidos. Ele ressaltou que eventuais abusos seguem sujeitos a medidas judiciais cabíveis, desde que respeitado o devido processo legal, e que não há elementos, sem análise aprofundada do caso, para concluir que o post de Tabet é ilícito.

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Maioria dos principais doadores da campanha de Lula tem cargo no governo, diz Folha

A maioria das doações mais altas feitas por pessoas físicas diretamente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veio de quem ocupa cargo no governo federal ou em empresas estatais. Segundo levantamento da Folha de S.Paulo publicado neste domingo (27), 57 das 76 pessoas que doaram ao menos R$ 2.500 de forma direta, sem intermediação de financiamento coletivo, têm posição na administração ou em estatais.As contribuições desses 57 doadores somam R$ 425 mil. Desse total, R$ 355 mil entraram por transferência bancária e R$ 70 mil foram estimados em prestação de serviços. Os dados foram extraídos na quarta-feira (23) da plataforma Divulgacand, mantida pela Justiça Eleitoral. O valor é pequeno diante dos R$ 66,9 milhões já recebidos pela campanha. Desse montante, R$ 65,2 milhões vieram dos fundos eleitoral e partidário, repassados pelo PT. O financiamento coletivo somou R$ 283 mil.Quem são os doadoresA reportagem da Folha identificou os cargos cruzando o CPF de cada doador no portal da Transparência e o nome nas páginas institucionais das estatais. Os doadores aparecem em vários escalões. Há ministros, secretários, diretores, assessores e dirigentes de empresas estatais. Oito dos 57 acumulam assentos em conselhos de estatais federais diferentes de seus locais de trabalho de origem, função que paga uma remuneração extra conhecida como jeton.Levantamento do G1 com dados até 22 de setembro mostra o mesmo padrão. Entre os doadores registrados por Lula estão o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e Marco Aurélio de Carvalho, um dos coordenadores da campanha. Até aquela data, a candidatura havia declarado R$ 1,4 milhão em doações de pessoas físicas. A maior veio do empresário Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, maior produtora de biodiesel do país segundo dados da ANP citados pelo G1: R$ 500 mil. O mesmo empresário doou valor igual a Flávio Bolsonaro (PL). A lista inclui ainda doações em serviços, como os R$ 30 mil declarados pelo cantor gospel e pastor Kleber Lucas pela gravação de jingle e clipe.As regras eleitoraisSegundo o G1, qualquer pessoa física pode doar a candidatos e partidos, desde que a contribuição seja identificada e rastreável. Márcio Nogueira, especialista em direito eleitoral e presidente da OAB de Rondônia ouvido pelo portal, explicou que as doações em dinheiro ficam limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano anterior à eleição. Bens e serviços podem ser cedidos até o valor estimado de R$ 40 mil por pessoa.Para Nogueira, as campanhas podem arrecadar até o dia da eleição. Depois disso, a captação só pode seguir para quitar despesas já realizadas e ainda não pagas. Os números da prestação de contas são parciais e mudam conforme as candidaturas registram novas receitas na Divulgacand. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro, uma semana após a publicação do levantamento.

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Quatorze candidatos de 2026 acumulam mais de R$ 100 milhões em multas ambientais

Quatorze candidatos às eleições de 2026 concentram mais de R$ 100 milhões em multas ambientais aplicadas pelo Ibama e pelo ICMBio nos últimos dez anos, segundo levantamento da Ascema Nacional, associação que representa os servidores da carreira de meio ambiente. A lista, publicada pelo g1, inclui candidatos a deputado estadual e federal, ao Senado, ao governo de estado e suplentes. A reportagem considerou os nomes que acumulam individualmente pelo menos R$ 1 milhão em autuações.As infrações vão de destruição de vegetação nativa e desmatamento a exploração de áreas protegidas e operação de atividades potencialmente poluidoras sem licença. Sete dos 14 candidatos têm autuações registradas no Pará, sobretudo em Altamira e São Félix do Xingu, dentro ou nas bordas da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, uma das regiões da Amazônia mais atingidas pelo desmatamento ilegal nos últimos anos. O perfil predominante entre os multados, segundo o levantamento, é o de homens, empresários e profissionais do agronegócio em municípios do arco do desmatamento amazônico.Maiores multas estão na AmazôniaDaniel Messac de Morais encabeça a lista. Candidato a deputado estadual pelo Mobiliza em Goiás e servidor público federal, ele responde por quatro autuações que somam R$ 60,7 milhões. A maior delas, de R$ 50 milhões, foi aplicada em outubro de 2020 em São Félix do Xingu (PA), por infração à flora. Segundo o auto, houve destruição com fogo de mais de 5 mil hectares no bioma Amazônico, no interior da APA Triunfo do Xingu. A cobrança está suspensa por decisão judicial, sem depósito ou termo de ajustamento de conduta. Há ainda duas autuações de julho de 2019, em Altamira (PA), de R$ 2,1 milhões e R$ 500 mil, e outra, de novembro de 2021, de R$ 8 milhões, por destruir com fogo mais de 530 hectares de floresta na mesma APA. Segundo o g1, Messac também já foi preso preventivamente em um desdobramento da Operação Poltergeist, que apurou a contratação de funcionários fantasma.Entre Messac, Ulisses Vieira e Tobias Laurindo, as autuações com exigibilidade suspensa somam mais de R$ 54 milhões. Wallace Lopes, representante da Ascema Nacional, explica o efeito prático. "Há uma discussão judicial em andamento e a cobrança administrativa foi suspensa por determinação da Justiça", diz."Enquanto essa discussão ocorre, o autuado deixa de sofrer algumas restrições administrativas. Em muitos casos pode continuar obtendo crédito, contratando com o poder público e exercendo suas atividades normalmente até a conclusão definitiva do processo."Vêm em seguida Romero Jatobá Cavalcanti Neto (PSB), com sete multas e R$ 17,5 milhões, e José Lopes Junior (Republicanos), com 12 multas e R$ 8,2 milhões, ambos candidatos a deputado estadual. A relação do g1 inclui ainda, entre outros, o candidato ao Senado Antonio Galvan (Avante), com R$ 1,6 milhão, e Daniel Barbosa Santos (Podemos), candidato a governador, com R$ 1,4 milhão. O g1 informa que tentou contato com todos os citados e que as respostas enviadas foram incluídas na reportagem.Multa não gera inelegibilidadeTer uma multa ambiental, mesmo milionária, não torna uma pessoa inelegível. A multa é uma sanção de natureza administrativa ou pecuniária. Para a inelegibilidade ambiental com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990), é exigida condenação criminal definitiva, com trânsito em julgado, ou proferida por órgão colegiado, por crime ambiental previsto em lei. Uma infração ou multa administrativa, sozinha, não preenche esse requisito.Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, diz que o eleitor pode considerar o histórico socioambiental do candidato como informação relevante na avaliação da candidatura."Principalmente quando se tratam daqueles candidatos à reeleição, integrantes de bancadas e/ou de partidos com históricos recentes de desmonte da legislação ambiental, inclusive das salvaguardas que atuam no monitoramento e fiscalização, e que podem se beneficiar da fragilização do controle desses crimes ambientais."O levantamento completo da Ascema Nacional, noticiado pela CartaCapital em 1º de setembro, identificou 240 candidatos ligados a 524 autos de infração, com valor nominal superior a R$ 213 milhões, o equivalente a 1,16% do universo de candidaturas. O PL é a legenda com mais candidatos autuados, com 35 nomes, 64 autos e R$ 16,3 milhões. O Democracia Cristã (DC) concentra o maior valor acumulado, R$ 54 milhões, com apenas nove candidatos. O primeiro turno das eleições de 2026 ocorre em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Congresso é visto como ruim ou péssimo por 37% dos eleitores, aponta Datafolha

Uma semana antes do primeiro turno das eleições, 37% dos eleitores avaliam o trabalho do Congresso Nacional como ruim ou péssimo. Apenas 18% consideram o desempenho de deputados federais e senadores ótimo ou bom, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (26).O instituto ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, nos dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa, contratada pela Folha e pela TV Globo, está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00304/2026. Os entrevistados classificaram o Congresso em uma escala de 1 a 5, na qual 1 significa ótimo e 5, péssimo. Outros 40% avaliaram o trabalho como regular, e 6% não souberam responder.Números estáveis desde maioA avaliação quase não mudou desde a pesquisa anterior, feita em maio. Naquele mês, 37% dos eleitores também classificaram o Congresso como ruim ou péssimo, 15% como ótimo ou bom e 43% como regular, de acordo com o G1.A aprovação varia conforme o eleitor. Entre quem declara voto no presidente Lula (PT), 22% avaliam o Congresso positivamente. Entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), o índice cai para 15%. Homens avaliam pior do que mulheres: 43% deles consideram o trabalho ruim ou péssimo, contra 32% delas. A avaliação negativa chega a 51% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos por mês e cai para 30% entre quem recebe até dois.Por região, o Sudeste concentra a pior nota: 41% consideram o Congresso ruim ou péssimo. Vêm depois Centro-Oeste e Norte, com 38%, o Sul, com 36%, e o Nordeste, com 32%, o melhor índice. Os eleitores vão às urnas no dia 4 de outubro, quando escolhem presidente, governadores, deputados federais e senadores.

MRMarina Rocha
Haddad

Haddad ataca Flávio Bolsonaro em ato com Lula e cobra contas do filme Dark Horse

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, atacou neste sábado (26) o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Lula (PT) na corrida presidencial. O discurso aconteceu em caminhada de campanha ao lado do petista em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o G1, Haddad cobrou do senador explicações sobre a origem e o destino do dinheiro dado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse."Ele não presta conta do filme 'Dark Horse' porque ele não presta mesmo. Esse cara está enrolado com todos os escândalos de corrupção. Em todo escândalo ele tem algum amigo", disse o ex-ministro da Fazenda."No INSS ele tem esse tal de Willer [Tomaz] que apareceu. No Master ele tem o Vorcaro. Nas milícias ele tem o Adriano [da Nóbrega] e nas rachadinhas o Queiroz. Ele tá sempre enrolado com alguma coisa perigosa. E agora ele quer tomar a presidência da República. Desse pernambucano aqui, nós não vamos deixar."Ao dizer "desse pernambucano aqui", Haddad se referia a Lula, que nasceu em Pernambuco. A lista citada no discurso conecta Flávio Bolsonaro a investigações distintas: o caso do INSS, o caso Master, apurações sobre milícias e o esquema das rachadinhas.O filme Dark Horse, que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, está sob investigação no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público de São Paulo por suspeita de uso de recursos públicos. Segundo o G1, as apurações alcançam a produtora Karina da Gama, da Go UP Entertainment, e o Instituto Conhecer Brasil, do qual ela é dona única.Tarcísio e o fim das betsNo mesmo discurso, Haddad mirou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição e adversário dele na disputa pelo governo paulista na eleição de 4 de outubro. "De 4 de outubro nós vamos reeleger o Lula e realizar o sonho do Tarcísio de ir pra casa, voltar para Brasília. Dia 4 é 13, Haddad e Márcio França, pra mandar o Tarcísio para Brasília ou para o Rio de Janeiro, onde ele preferir", afirmou. Caminhavam com eles o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).Haddad também defendeu a proibição das bets e do "Jogo do Tigrinho", editada por Lula na sexta-feira (25), e disse que Flávio e Tarcísio "estão defendendo bet que o presidente Lula acabou". "Criamos [imposto] para 141 mil ricos que passaram a pagar imposto, para 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil deixarem de pagar imposto de renda. Nós não temos vergonha de fazer justiça tributária", declarou.Vantagem no CearáUma pesquisa Real Time Big Data divulgada no mesmo sábado mostra Lula com 63% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno no Ceará, segundo a CartaCapital. No cenário de primeiro turno no estado, o placar é de 60% a 26%. O instituto ouviu 1.600 eleitores cearenses entre 21 e 24 de setembro, por telefone e recrutamento digital, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-05316/2026. No plano nacional, a disputa segue apertada: simulação de Datafolha divulgada na quinta (24) aponta 47% para Lula e 45% para Flávio.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, a oito dias. As investigações sobre Dark Horse continuam em aberto no STF e no MP-SP.

MRMarina Rocha
Elections

Fazenda prorroga por 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro do diesel

O Ministério da Fazenda prorrogou por mais 30 dias a subvenção ao diesel, subsídio que mantém o preço do combustível mais baixo nas bombas. O benefício de R$ 2,12 por litro passa a valer a partir deste domingo (27), um dia depois de perder validade a medida provisória de maio que sustentava parte do valor. A decisão está em portaria assinada pelo ministro Dario Durigan.Segundo o documento, a manutenção do subsídio se justifica pela volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. Na sexta-feira (25), a Agência Brasil já noticiava que a Fazenda preparava a prorrogação de 30 dias.Como o subsídio funcionaA subvenção é formada por duas parcelas, conforme o G1. Uma delas, de R$ 1,12, foi criada por medida provisória editada em maio deste ano. A outra, de R$ 1, foi acrescentada em setembro, quando o cenário externo piorou.Como a MP de maio perde validade neste sábado (26), a Fazenda alterou a regra para que, a partir de domingo, os R$ 2,12 tenham como base apenas a medida provisória de setembro. Segundo o governo, a mudança não representa aumento do subsídio: o objetivo é evitar que o valor caia para R$ 1 por litro com o fim da primeira MP.Contexto externo e calendárioO petróleo do tipo Brent, referência global, voltou a superar US$ 100 por barril após o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é importado. Segundo o G1, as medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, entre elas o subsídio à gasolina anunciado no começo do mês, foram adotadas a menos de um mês da eleição presidencial e em meio à alta do petróleo.Os 30 dias da prorrogação vão até o fim de outubro e mantêm o benefício vigente no dia da votação. A MP de setembro, que agora sustenta os R$ 2,12, tramita no Congresso Nacional; se não for aprovada, pode perder a validade, como aconteceu com a de maio. Vencido o novo prazo, caberá à Fazenda decidir se renova a subvenção mais uma vez.

MRMarina Rocha
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Mendonça manda derrubar milhares de posts que ligam Flávio a Nossa Senhora Aparecida

O ministro André Mendonça, do STF em atuação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (25) que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube retirem do ar publicações que afirmem que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ou sua família pretendem retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atendeu a pedido do próprio senador e chega a nove dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.Na decisão, Mendonça classificou como "notoriamente inverídico" o núcleo da informação. A ordem alcança vídeos, memes, imagens e áudios que reproduzam o mesmo teor e determina a indisponibilização imediata de 1.170 links identificados nos autos, segundo a CNN Brasil. O ministro escreveu que "a medida mostra-se especialmente necessária diante da proximidade do pleito, da sensibilidade do tema para parcela significativa do eleitorado e do alto potencial de disseminação da informação impugnada", trecho da decisão citado pelo Diário do Centro do Mundo."Para os fins desta decisão, considera-se conteúdo abrangido pela ordem e, portanto, vedado, por ser notoriamente inverídico, aquele que apresente como fato a afirmação de que Flavio Nantes Bolsonaro ou sua família propôs, articulou, apoiou, está comprometido com ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição ou do título de Padroeira do Brasil."A defesa de Flávio informou ao tribunal que um levantamento técnico identificou 2.086 publicações, de 1.674 contas, entre a madrugada de quarta-feira (23) e a manhã de sexta (25), com mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos. A equipe jurídica também protocolou notícia-crime contra perfis que divulgaram o conteúdo. "Às vésperas de uma eleição presidencial, o que está em jogo transcende a honra de um candidato. Não se pede proteção ao Noticiante. Pede-se proteção ao eleitor, cujo direito de votar livre de fraudes informacionais", diz trecho da petição citado pela CNN Brasil. Segundo documentos do processo referidos pelo Diário do Centro do Mundo, a proposta de retirar o título mencionada na polêmica partiu do então deputado Victório Galli Filho, anos antes de Flávio entrar no Congresso.Origem no post de TabetO caso começou como uma ação de Flávio contra o humorista Antonio Tabet. Na quinta-feira (24), Tabet escreveu no X: "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!". A publicação não citava o candidato nominalmente e alcançou mais de 195 mil visualizações. Mendonça mandou apagar o post e vetou republicações do mesmo teor, sob multa de R$ 30 mil por descumprimento. Tabet repudiou publicamente a decisão, segundo o UOL. O deputado federal William De Lucca classificou a medida como censura no X. O Correio Braziliense apontou que, entre as publicações elencadas no pedido, há posts que não tratam diretamente do assunto.Limites da ordem e próximos passosA ordem não atinge conteúdos jornalísticos, publicações que desmintam a informação, críticas, sátiras, opiniões políticas ou debates gerais sobre religião e política, desde que não apresentem como verdadeiro o fato tido como falso. A determinação vale para X, Meta, ByteDance e Google, empresas responsáveis pelas plataformas citadas. Elas têm 48 horas para informar ao TSE as providências adotadas e quantos conteúdos foram retirados. A CNN Brasil e o Congresso em Foco relataram multa diária de R$ 50 mil por provedor em caso de descumprimento; o Correio Braziliense registrou multa de até R$ 30 mil por dia.Mendonça pediu que a decisão seja submetida ao plenário virtual do TSE. Flávio, que nega qualquer intenção de mexer no título, atribuiu a notícia à "milícia do PT", segundo o Congresso em Foco. O primeiro turno da eleição presidencial acontece em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Deputado estadual Amilton Filho (MDB-GO) morre em acidente na BR-050, em Cristalina

O deputado estadual Amilton Filho (MDB-GO) morreu na madrugada deste sábado (26), aos 41 anos, em um acidente na BR-050, perto de Cristalina, na região do Entorno do Distrito Federal. Segundo a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o carro em que ele estava colidiu com uma carreta estacionada por volta das 1h30. O parlamentar morreu no local.Amilton Filho retornava de uma agenda de campanha, informou a Alego. Ele disputava a reeleição em outubro, quando tentaria um terceiro mandato, e sua candidatura havia sido oficializada pelo MDB em agosto, segundo o Estadão. No carro estavam três pessoas. O motorista e o videomaker da equipe do deputado foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Chaud Salles, em Cristalina. O G1 informou não ter obtido, até a última atualização, o estado de saúde dos dois.Luto oficialO presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (União Brasil), decretou luto oficial de cinco dias no Legislativo goiano e cancelou a agenda de campanha deste sábado. Peixoto se referiu ao colega como amigo e irmão de caminhada. "Ficam a saudade, as boas lembranças e a gratidão por todos os momentos que compartilhamos", declarou.O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), do mesmo partido do deputado e amigo na vida pública, divulgou nota de pesar."Nos últimos anos, construímos uma relação de respeito, confiança e amizade que guardarei comigo. Amilton deixa uma trajetória de dedicação à vida pública e a Goiás, especialmente a Anápolis, cidade natal com a qual sempre manteve uma relação afetuosa e de compromisso", escreveu Vilela.TrajetóriaNatural de Anápolis, Amilton Filho começou na política ainda estudante de Direito na UniEvangélica. Foi servidor público do estado por dez anos e vereador em Anápolis por dois mandatos, o primeiro a partir de 2012. Presidiu a Câmara Municipal entre 2017 e 2018, segundo o Estadão. Foi eleito deputado estadual em 2018 e reeleito em 2022, com 46.556 votos. Presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor.Ele deixa esposa e dois filhos pequenos, informou a equipe do deputado. O velório será em Anápolis, cidade onde residia, a 55 quilômetros de Goiânia. Até a manhã deste sábado, os horários do velório e do sepultamento não haviam sido divulgados. O luto oficial na Assembleia vale por cinco dias.

MRMarina Rocha
justice

Juristas propõem freio a decisões individuais e corte no foro especial do STF

Especialistas em direito constitucional e ciência política defendem reduzir as atribuições penais do Supremo Tribunal Federal (STF) e limitar decisões individuais de ministros. O diagnóstico consta em levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo após ouvir oito juristas sobre caminhos institucionais para responder à crise de credibilidade da corte.A maioria dos entrevistados apontou a restrição ao foro por prerrogativa de função e o fim de liminares monocráticas que suspendem leis como prioridades. Além do corte de competências penais, os juristas sugeriram a fixação de mandatos com prazo determinado para ministros e critérios mais rígidos para a indicação de novos membros ao tribunal.O momento da tramitação divide os especialistas. A professora de direito da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito-SP) Eloísa Machado alertou para o risco de aprovar mudanças durante um confronto aberto entre Poderes:"É um quadro de fragilidade diante de outros Poderes, que pode provocar soluções que desequilibrem ainda mais as relações de força."A professora de ciência política da Universidade de São Paulo (USP) Maria Tereza Sadek sustentou posição oposta e cobrou agilidade."Se não se tomar uma providência com certa pressa, essa crise só vai se aprofundar e chegar num ponto em que, em vez de se ter uma proposta para aperfeiçoar o Judiciário, poderemos vir a ter propostas que acabem por enfraquecê-lo."Para o professor de direito constitucional da USP Conrado Hübner Mendes, qualquer engenharia tem alcance restrito. Ele afirmou que reformas históricas ocorrem de forma lenta e exigem persistência.O Congresso Nacional mantém na fila de votações Propostas de Emenda à Constituição que tratam desses temas. A pauta do plenário da Câmara dos Deputados e do Senado Federal aguarda a definição de líderes partidários sobre o calendário de análise das PECs sobre decisões monocráticas e mandatos para o STF.

MRMarina Rocha
Elections

Mapa Quaest: Lula lidera em 9 estados, Flávio Bolsonaro em 8 e empate técnico em 8

Uma série de pesquisas Quaest divulgadas entre terça-feira (22) e quarta-feira (23) traça o cenário do 1º turno da eleição presidencial em 24 estados e no Distrito Federal. O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto em 9 estados. O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera em 8. Os dois aparecem tecnicamente empatados em outros 8, segundo o levantamento publicado pelo g1.O mapa por regiãoTodos os estados em que Lula lidera ficam no Norte e no Nordeste: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Flávio Bolsonaro lidera no Acre, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima e em Santa Catarina. Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins registraram empate técnico.As maiores vantagens estão nas duas pontas do mapa. Na Bahia, Lula tem 58% das intenções de voto, contra 23% do adversário; eram 50% a 17% no fim de agosto. No Ceará, o presidente tem 55% a 23%. O Acre é o único estado em que um candidato chega à metade das intenções: Flávio Bolsonaro soma 50%, contra 24% de Lula, e subiu de 42% na pesquisa anterior. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar na maior parte dos estados, com entre 4% e 7%.Os grandes colégios eleitoraisNos dois maiores colégios eleitorais do país, a disputa está dentro da margem de erro. Em Minas Gerais, Lula tem 35% e Flávio Bolsonaro, 30%; segundo a CartaCapital, o instituto ouviu 1.506 eleitores mineiros entre 19 e 22 de setembro. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 34% e Lula, 31%, segundo o O Globo; a margem de erro no estado é de 2 pontos. No Distrito Federal, o placar é 33% a 32%.A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, em todos os estados, com exceção de São Paulo, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa de Minas Gerais foi encomendada pela Globo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07664/2026, segundo a CartaCapital. As taxas de indecisos variam de 5% no Amapá a 14% no Amazonas nos estados com números divulgados. O levantamento do Pará será divulgado neste sábado (26). Não haverá pesquisa Quaest com eleitores do Piauí. Na pesquisa nacional divulgada na segunda-feira (21), Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados.O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Para vencer nessa rodada, um candidato precisa de mais da metade dos votos válidos; se ninguém atingir esse número, os dois primeiros disputam um segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
justice

STF condena Eduardo Bolsonaro a 1 ano de detenção por difamação contra Tabata Amaral

Por 7 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal condenou nesta sexta-feira (25) o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A pena fixada pela maioria dos ministros é de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil, segundo o g1.O caso começou com uma queixa-crime apresentada por Tabata em 2021. Naquele ano, Eduardo afirmou, em uma rede social, que o projeto de lei da deputada sobre a distribuição de absorventes íntimos parecia ter como objetivo o atendimento a lobby de uma fabricante de produtos de higiene. Ele disse também que o dono da empresa era mentor-patrocinador da parlamentar.O voto do relatorRelator do caso, o ministro Alexandre de Moraes considerou configurado o crime do artigo 139 do Código Penal, que pune quem "difama alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação". Ele apontou dois agravantes: o crime foi cometido contra funcionário público em razão de suas funções e ocorreu nas redes sociais. Como Eduardo está "em local incerto e não sabido", o relator negou a substituição da detenção por penas restritivas de direitos, substituição permitida em casos de difamação. Eduardo mora nos Estados Unidos."A divulgação realizada pelo réu [Eduardo] revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora [Tabata Amaral], tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação", declarou o ministro.A divisão por 7 a 3Seguiram o voto de Moraes na íntegra os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O presidente do STF, Édson Fachin, acompanhou a condenação, mas divergiu sobre o cumprimento da pena: para ele, a substituição por penas restritivas de direitos é possível. "Eventual descumprimento injustificado da pena restritiva de direitos poderá ensejar, na fase executória, sua conversão em privativa de liberdade", ponderou Fachin, segundo a VEJA.André Mendonça, que em abril pediu vista e suspendeu o julgamento no plenário virtual, votou pela absolvição. Foram com ele Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Para Mendonça, as declarações de Eduardo faziam parte do debate político e estavam cobertas pela imunidade parlamentar."A instrução confirmou, por outro lado, que a manifestação tinha por objeto o debate político em torno da proposição legislativa. Não há elemento que permita concluir que essa controvérsia tenha funcionado como mero pretexto para agressão pessoal desvinculada do mandato", afirmou Mendonça.Com o placar de 7 a 3, prevaleceu a tese do relator também sobre o cumprimento: a detenção não será substituída enquanto Eduardo permanecer em local incerto e não sabido. O julgamento, retomado após o prazo de 90 dias do pedido de vista, foi concluído nesta sexta. O processo avança agora para a fase executória, em que o tribunal definirá como a pena será cumprida.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Datafolha em SP: Flávio Bolsonaro tem 38% e Lula, 33%, na disputa presidencial

O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa presidencial em São Paulo com 38% das intenções de voto, contra 33% do presidente Lula (PT), no cenário de primeiro turno. Os números são da pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25), nove dias antes da votação de 4 de outubro. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.No levantamento estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o escritor Augusto Cury (Avante) tem 7% e o senador Ronaldo Caiado (PSD), 5%. Renan Santos (Missão) marca 4% e Romeu Zema (Novo), 2%. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 6%, e os indecisos são 2%.Flávio cresceu no estado desde a pesquisa anterior, de 11 de setembro, quando tinha 35%. Lula repetiu os 33% da rodada anterior. A vantagem atual, de cinco pontos, supera a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.Em um eventual segundo turno entre os dois, Flávio tem 49%, contra 41% de Lula. Na rodada anterior, divulgada em 12 de setembro, o placar era de 47% a 42%. Brancos e nulos somam 10%, e os indecisos, 1%.O governo Lula é avaliado como ótimo ou bom por 27% dos eleitores paulistas e como ruim ou péssimo por 46%. Na pesquisa anterior, os índices eram 25% e 48%. Outros 26% consideraram o governo regular.O mapa nacionalSão Paulo tem o maior colégio eleitoral do país. Segundo a Folha, os três principais colégios, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, reúnem cerca de 40% do eleitorado brasileiro. Na mesma rodada do Datafolha, Flávio também lidera no Rio de Janeiro, com 44% contra 38% no primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente em Minas Gerais, com 39% a 37%, em empate técnico, e tem larga vantagem em Pernambuco, com 60% a 24%. Em 2022, Lula perdeu São Paulo e o Rio para Jair Bolsonaro, pai de Flávio, e venceu em Minas.O Datafolha ouviu 1.610 pessoas no estado nos dias 22 e 23 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada sob o número BR-09355/2026. O primeiro turno da eleição presidencial acontece em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

Flávio Bolsonaro chama veto às bets de 'hipócrita' e Lula de 'pai do tigrinho'

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira (25) que é favorável à proibição do cassino online, mas deixou em aberto o funcionamento dos sites de apostas esportivas, as bets. Ele classificou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas eletrônicas às vésperas da eleição como "populista, hipócrita e eleitoreira".As declarações foram dadas a jornalistas após uma cerimônia de formatura de policiais militares no Rio de Janeiro, segundo a Folha de S.Paulo. "O presidente Lula está desesperado. Não fez em quatro anos e, na véspera da eleição, ele quer tentar fingir que não foi ele quem aprovou e regulamentou o cassino online na mão dos brasileiros", disse o senador. E acrescentou: "O Lula é o pai do tigrinho. O Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil: o Lulinha e o tigrinho." O jornal registra ainda que Flávio elogiou um amigo que é alvo da Polícia Federal.Segundo o candidato, a regulamentação feita pelo governo atual "mais que quadruplicou a quantidade de apostadores". "Ninguém garante que, depois da eleição, ele libera tudo de novo", afirmou. Para ele, Lula "está jogando tudo nas eleições" e, ao ver que o jogo "virou uma epidemia no Brasil, está tentando fazer uma média com o eleitor".O pacote contra as betsO governo Lula regulamentou as apostas online no fim de 2023. O presidente sancionou em dezembro daquele ano a Lei 14.790, sobre apostas de quota fixa, já autorizadas por lei de 2018, do governo Michel Temer. A norma criou requisitos de licença e tributação e regras contra lavagem de dinheiro, manipulação de resultados e jogo problemático, segundo a BBC News Brasil.Nesta sexta, Lula anuncia em São Paulo um pacote de medidas econômicas que deve incluir uma medida provisória para proibir bets e cassinos online, como o jogo do tigrinho, segundo apurou a BBC. Em ato de campanha no Recife, o presidente reforçou as críticas ao setor: "Não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe." Segundo o G1, há divisão no governo entre a proibição total das apostas e medidas de impacto mais limitado, como vetar publicidades e proibir cassinos virtuais.A distinção de FlávioFlávio defende separar as apostas em eventos reais dos jogos eletrônicos. "Sempre fui contra os jogos. Tem que fazer essa distinção muito clara. Uma coisa é você permitir, como é permitido há décadas, que brasileiros possam apostar nos jogos que são reais. Um jogo de futebol... E mesmo assim tem questionamentos. Eu sou contra, mas é o que sempre esteve em vigor. O que o governo Lula permitiu foi a legalização do jogo do tigrinho", disse o senador.Nesta semana, em uma transmissão com Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, ele resumiu a posição: "O cassino online tem que acabar." Segundo a BBC, o candidato considera que apostas em partidas reais de futebol, vôlei ou tênis podem ser controladas.A medida provisória entra em vigor imediatamente após a publicação e precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para não perder validade. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre em 4 de outubro. Pesquisas citadas pela BBC mostram Flávio e Lula empatados tecnicamente na disputa.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro confirma viagem em jato ligado a Vorcaro

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta quinta-feira (24), em publicação nas redes sociais, que viajou com a família em janeiro de 2025 em um jato executivo administrado por empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A viagem foi revelada pela revista piauí e confirmada pelo g1. O candidato disse que, à época, acreditava que a aeronave pertencia ao amigo Willer Tomaz, advogado e também passageiro do voo.O voo partiu de Fort Lauderdale, na região de Miami, às 12h15 de 19 de janeiro de 2025, e pousou em Brasília às 20h01. Estavam a bordo a mulher do senador, Fernanda, as duas filhas do casal e Tomaz, advogado citado em investigações da Polícia Federal sobre descontos indevidos em benefícios do INSS. Registros da alfândega dos Estados Unidos mostram que Flávio havia entrado no país em 27 de dezembro de 2024 para passar as festas de fim de ano. A repercussão cresceu quando internautas resgataram um vídeo gravado em julho, no qual o candidato negava ter usado aeronave do banqueiro. "Vocês não vão me ver viajando para Londres, Estados Unidos, para Paris, para tudo que é lugar. Nunca entrei em avião do Vorcaro", disse ele, ao lado da ex-deputada distrital Júlia Lucy.A explicação e a disputa pelo jatoFlávio ironizou, na mesma publicação, o uso posterior da aeronave pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2025. "Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes", escreveu. Ao jornal O Globo, repetiu a versão:"Na época, o avião era do Willer, eu tive zero contato com Vorcaro. Fizemos uma viagem em família, mais nada. O avião era dele. Não sabia da cota da empresa (Prime You). Para mim, o avião era do Willer. Qualquer coisa além disso é distorção da realidade."À época da viagem, o jato, um Embraer Legacy 650 de prefixo PP-NLR fabricado em 2012, era operado pela Prime Aviation, empresa ligada a Vorcaro, em contrato de cessão de dez anos com a Fraction 024, de propriedade de Marcus Vinícius da Mata, também apontado como ligado ao banqueiro. Entre os cotistas da estrutura estavam a Prime You, da qual Vorcaro foi sócio, e o próprio Tomaz. Em nota, o advogado negou qualquer relação com Vorcaro. "Willer Tomaz não conhece Daniel Vorcaro, jamais esteve com ele e nunca celebrou com ele qualquer negócio, de qualquer natureza", diz o texto. Segundo a nota, a venda de uma cota de terceiro à Prime You ocorreu sem anuência de Tomaz e, ao tomar ciência em abril de 2026, ele denunciou o contrato e passou a discutir o caso na Justiça.Caso Master e eleiçãoSegundo o g1, a Polícia Federal aponta que a mesma aeronave foi negociada em maio de 2025 com o escritório da advogada Viviane Barci, mulher de Moraes, em um contrato de R$ 50 milhões por serviços advocatícios, e que a data do voo de Flávio coincide com o período de acertos de remessas de Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um repasse de US$ 2 milhões estava previsto para 20 de janeiro de 2025. O jornal Valor Econômico avalia que o episódio devolve o candidato à berlinda do Caso Master a dez dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e reporta que a campanha do presidente Lula (PT) pretende reforçar a ligação entre Flávio e o ex-banqueiro.Uma reportagem do Estadão, confirmada pelo Correio Braziliense com fontes da Polícia Federal, mostra que Flávio tentou falar com Vorcaro por WhatsApp nos quatro dias anteriores à primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro de 2025, no aeroporto de Guarulhos. As mensagens constam do celular apreendido com Vorcaro. "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente", escreveu Flávio na véspera da prisão. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro. Segue pendente o litígio judicial entre Tomaz e a Prime You, e as investigações do Caso Master continuam na Polícia Federal e no STF.

MRMarina Rocha
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Lobista diz ter tratado do Master com Zanin em jantar; ministro nega contato

O lobista Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ter tratado de assuntos de interesse do banqueiro em um jantar com os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, em 28 de maio de 2024. Zanin nega qualquer contato com os dois sobre o tema. A mensagem integra o acervo extraído pela Polícia Federal do celular de Vorcaro e foi revelada pelo Poder360 nesta sexta-feira (25).Às 20h55 daquele dia, Feitosa escreveu a Vorcaro: "Querido amigo, estou aqui jantando com Gilmar, Zanin e as esposas. Conversei alguns assuntos de nosso interesse e passei as informações que o Fernando me deu. Se for estar por aqui, me fala!" Vorcaro respondeu: "Ótimo, vou estar. Nos vemos amanhã".Em nota, Zanin afirmou que "nunca teve qualquer relação com Daniel Vorcaro, tampouco com Chiquinho Feitosa". O ministro declarou também que "nunca jantou, nunca os recebeu em audiência e nunca conversou com eles sobre qualquer assunto".Procurado pela reportagem, Feitosa disse que não se recorda "com precisão" do jantar citado e negou ter tratado com ministros do STF de assuntos de interesse de Vorcaro. "Se estive na presença dos ministros, foi em ocasião social, com outros convidados", declarou. Feitosa foi suplente de senador em 2014, na chapa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), e é irmão de Guiomar Feitosa, ex-mulher de Gilmar Mendes.O gabinete de Gilmar Mendes afirmou que o ministro não participou do jantar relatado por Feitosa. "O ministro não teve conhecimento de qualquer entendimento entre ele e terceiros, não foi por ele [Chiquinho Feitosa] procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente", diz a nota. Questionado especificamente sobre o encontro de 28 de maio de 2024, o gabinete não confirmou nem negou que o jantar tenha ocorrido. Gilmar sustenta que, nos processos sobre créditos do Master, votou de forma contrária aos interesses do banco.O lobby no SupremoSegundo o Poder360, as mensagens mostram que Vorcaro buscava, com a mediação de Feitosa, maior interlocução com os ministros do STF, que julgavam a validade de precatórios não pagos sob titularidade do Master. Segundo o portal, esses precatórios não pagos eram contabilizados pelo banco, que maquiava o caixa apresentado aos órgãos de fiscalização. Em 19 de abril de 2024, Feitosa aconselhou Vorcaro a "começar uma relação direta" com Gilmar. Uma audiência chegou a ocorrer: Gilmar confirma ter recebido Vorcaro e advogados do Master, em ambiente institucional, para tratar de uma causa do setor sucroalcooleiro. Em outra conversa, de 1º de junho de 2024, Feitosa escreveu de Fortaleza que estava no aniversário do então ministro da Educação, Camilo Santana, com Gilmar, e convidou Vorcaro a ligar. O gabinete de Camilo Santana disse que ele não teve contato pessoal ou profissional com Vorcaro.As mensagens não comprovam, isoladamente, que os ministros tenham atendido pedidos do banqueiro ou praticado irregularidades. Vorcaro está preso em Brasília desde 4 de março e, segundo a Polícia Federal, é suspechoso de comandar a maior fraude financeira da história do país; o celular de onde saíram os diálogos foi apreendido na Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Em 14 de setembro, a PF entregou aos gabinetes de Zanin, Gilmar e Alexandre de Moraes cópia integral dos dados do aparelho, segundo o Metrópoles. O material segue sob análise dos ministros e nenhum desdobramento sobre este episódio foi decidido pela Corte.

MRMarina Rocha
Politics

Emendas de Mario Frias podem ter alimentado esquema com "Dark Horse", diz PF

A Polícia Federal aponta que emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-SP) podem ter alimentado um esquema de desvio de dinheiro envolvendo advogados, ex-secretários do gabinete e a produtora do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Folha de S.Paulo, documento da corporação cita peculato, fraude e lavagem de dinheiro entre os crimes investigados.O documento sinaliza que R$ 2 milhões em emendas entregues aos projetos "Lutando pela Vida", esportivo, e "Jovem Empreendedor", de letramento digital, podem ter sido desviados. O caminho teria sido o repasse do Instituto Conhecer Brasil (ICB), que recebeu os recursos, para empresas ligadas a ex-secretários ou advogados do parlamentar. O esquema, segundo a PF, incluiria ainda gastos da cota parlamentar, doações de campanha e desvios que chegaram à Go Up, produtora de "Dark Horse".O elo com o filmeA Go Up e o ICB são ligados à empresária Karina Gama, produtora do filme e alvo de buscas. As empresas dela também receberam verbas de outros parlamentares e de órgãos públicos, como a Prefeitura de São Paulo, segundo a Folha. O financiamento veio de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master e preso em Brasília. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro, que repassou cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso, segundo o G1.Relatórios do Coaf, citados na investigação, mostram que a Go Up movimentou R$ 19 milhões entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período das gravações em São Paulo. A produtora recebeu R$ 750 mil da NTT Brasil, do grupo de Heric Dias, cujas empresas receberam R$ 700 mil do ICB, e R$ 645,4 mil do próprio Frias, de rendimentos mensais de R$ 44.008,52. "Chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições", diz o relatório da PF.Videoaulas e tatamesA operação foi autorizada em 10 de setembro pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que derrubou o sigilo da ação. No projeto "Jovem Empreendedor 4.0", que recebeu R$ 1 milhão em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a auditoria da CGU apurou que R$ 300 mil pagaram 24 videoaulas publicadas meses após o fim do convênio. Em vistoria de 1º de julho, dez delas somavam apenas sete visualizações. O ministério rejeitou a prestação de contas. No projeto esportivo, o G1 relata compra de quimonos, uniformes e tatames não entregues.Karina Gama nega irregularidades. "Investigação não é acusação, muito menos condenação", diz sua defesa. Frias, candidato à reeleição, nega irregularidades no exercício do mandato e chama a operação de "cortina de fumaça" em meio às eleições de 2026. O inquérito segue sob Dino no STF e ainda não gerou denúncia. O deputado disputa a reeleição nas urnas de outubro.

MRMarina Rocha
congress

Lula anuncia nesta sexta, em São Paulo, medida provisória que proíbe as bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia nesta sexta-feira (25), em um evento em São Paulo, uma medida provisória que proíbe as apostas online no país. A decisão chega a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O plano foi confirmado pelo O Globo e detalhado pela CNN Brasil e pela CartaCapital.Segundo a CNN Brasil, Lula estará na capital paulista para anunciar medidas econômicas do governo, e a proibição das casas de apostas será oficializada na mesma ocasião. A tendência, segundo assessores do Planalto, é de que a medida provisória traga o fim das apostas esportivas e dos cassinos virtuais, como o jogo do tigrinho. O texto seguirá para o Congresso, e caberá aos parlamentares decidir se enxugam a proibição. Lula reuniu nesta semana ministros do Palácio do Planalto e da área econômica para fechar o pacote.Da limitação à proibição totalO presidente descartou uma saída intermediária. Segundo a CartaCapital, ele considerava restringir a medida aos cassinos online e limitar a publicidade das plataformas, preservando as apostas esportivas. Passou a defender o fim de todas as bets. Na quarta-feira (23), em evento com artistas na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, ele disse:"Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets, eu terei o imenso prazer em regular plataformas como nós fizemos com o ECA Digital."Na ocasião, Lula afirmou que a decisão não é uma guerra e que o país não pode deixar a ludopatia tomar conta da população.Os números e os clubesUm estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) aponta que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets em 2025, considerando a diferença entre os valores apostados e os prêmios recebidos. No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix. Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta semana mostra que 75% dos entrevistados são favoráveis à proibição e que 36% consideram o próprio Lula responsável por disseminar as apostas.Os principais clubes brasileiros assinaram na semana passada uma nota em que admitem "impactos sociais, especialmente às pessoas mais vulneráveis" causados pelas casas de apostas, mas ressaltam que as bets são hoje uma das principais fontes de receita do esporte. O governo avalia oferecer linhas de crédito com juros mais baixos e um programa de renegociação de dívidas aos times, segundo a CNN Brasil.A medida provisória entra em vigor imediatamente após a publicação, mas vale por 120 dias. Se o Congresso não a converter em lei nesse prazo, ela perde validade. O Planalto pondera a força da chamada bancada das bets no Legislativo. O pacote pode incluir ainda projetos de lei para cobrar das empresas ressarcimento ao SUS pelo tratamento da dependência e para responsabilizar as plataformas pelo superendividamento de apostadores. A campanha de Lula aposta, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que a decisão pega no contrapé as candidaturas rivais, especialmente a do senador Flávio Bolsonaro (PL).

MRMarina Rocha
media

The Economist diz que Renan Santos é o candidato mais adequado e critica Lula e Flávio

A revista britânica The Economist publicou nesta quinta-feira (24) um editorial sobre a eleição presidencial brasileira. Segundo o semanário, ao ter de escolher entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o Brasil "dá as costas ao seu futuro". Para a revista, o candidato com as "ideias mais adequadas ao momento atual" é Renan Santos, do Missão."A escolha apresentada aos brasileiros é cruel", diz o texto. Para a Economist, nenhum dos dois favoritos convence diante de "a corrupção entranhada e a expansão incessante dos gastos públicos", apontados como os dois maiores problemas do país. O editorial afirma que, ao longo do último meio século, a economia brasileira estagnou em relação aos seus pares e à média global de crescimento, e que a eleição de 4 de outubro "oferece pouca esperança de uma reviravolta"."O potencial do Brasil é óbvio há muito tempo. Quando a capital, Brasília, foi construída nos anos 1950, suas ruas foram desenhadas no formato de um avião, simbolizando um país prestes a decolar. Mas ele ainda está parado na pista."Críticas a Lula e a FlávioSobre Lula, a revista diz que o presidente teve uma postura correta sobre o meio ambiente, mas "fez muito pouco para impulsionar o crescimento econômico ou conter os gastos públicos". O editorial cita a idade do petista, prestes a completar 81 anos, e o compara a Joe Biden, que tinha a mesma idade quando desistiu de disputar a eleição americana de 2024.Flávio Bolsonaro, segundo o texto, "nega que os seres humanos estejam causando as mudanças climáticas, questiona a integridade das urnas eletrônicas e insinua que não respeitará o resultado caso Lula vença". A revista afirma que a principal proposta do senador é perdoar o pai, Jair Bolsonaro, condenado em setembro de 2025 a 27 anos de prisão por planejar um golpe de Estado, incluindo um plano para assassinar Lula.O editorial reconhece que instituições vitais do país seguem funcionando. A revista cita a Polícia Federal, que investiga a fraude de Daniel Vorcaro, do banco Master, e a conspiração golpista da família Bolsonaro. Também elogia a imprensa "feroz e independente", a diplomacia "respeitada em todo o mundo" e "até mesmo o Supremo Tribunal Federal", que "foi capaz de mandar para a prisão alguém que conspirou por um golpe de Estado".Renan Santos e a crise prevista"Renan Santos, um libertário determinado, é o candidato cujas ideias mais se adequam ao momento atual", diz o editorial. "Ele quer promover reformas estruturais profundas e cortes de gastos para transformar o Brasil em uma grande potência." Segundo a Folha, entre as propostas do candidato do Missão estão uma reformulação completa do Bolsa Família, o fim das cotas no ensino superior e no serviço público, mudanças na distribuição de recursos aos estados e o desenvolvimento de uma bomba atômica, medida que, segundo especialistas, poderia provocar uma corrida armamentista na América do Sul.A revista reconhece, porém, que o endosso tem limite. "Nem ele nem qualquer outro outsider conseguiram avançar contra as máquinas políticas rivais de Lula e Bolsonaro. O país está caminhando para uma crise previsível", afirma o texto, que projeta forte aceleração do endividamento e dos custos de financiamento do governo, com inflação e recessão. "Assim, o futuro brilhante do Brasil ficará em suspenso por pelo menos mais quatro anos. Ele não está totalmente morto."Renan reagiu ao editorial em vídeo publicado nesta quinta, segundo a Folha. Nas pesquisas de intenção de voto, o quadro é diferente: na Datafolha divulgada na mesma data e noticiada pelo G1, Lula tem 40% das intenções no primeiro turno, Flávio Bolsonaro tem 36% e Renan Santos tem 3%. A BBC Brasil lembra que a revista já usou a metáfora da decolagem antes: em 2009, publicou capa com o Cristo Redentor subindo aos céus como um foguete, sob o título "Brazil takes off"; quatro anos depois, mostrou a estátua em queda. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Corruption

Mensagens da PF apontam amizade entre Alcolumbre e Vorcaro, dono do Banco Master

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, registram uma relação de amizade estreita entre o ex-banqueiro e o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). As conversas foram divulgadas pela revista Veja nesta quinta-feira (24) e confirmadas pela Folha de S.Paulo. A PF localizou o material no celular de Vorcaro dentro das investigações sobre o caso Master.O principal diálogo é de 1º de fevereiro de 2025, dia em que Alcolumbre foi eleito pela segunda vez para o comando do Senado. Vorcaro enviou parabéns ao senador e o chamou de amigo. A troca de mensagens, conforme divulgada pela Veja, foi esta:"Parabéns meu amigo! Que venham seus melhores anos! Que Deus te abençoe nessa empreitada! Desejo muito sucesso", escreveu Vorcaro. "Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Gratidão! Sou seu irmão. Pra vida toda", respondeu Alcolumbre. "E eu seu. A qualquer tempo pra qualquer coisa. Nunca vou esquecer", devolveu o ex-banqueiro, que acrescentou cinco emojis de coração.Segundo a Veja, a intimidade ia além de cumprimentos. O senador recorria ao banqueiro até em questões prosaicas, como tentar identificar a fonte de um jornalista, e Vorcaro buscava o parlamentar quando precisava "abrir certas portas". A revista lembra que Alcolumbre já chegou a negar conhecer o ex-banqueiro.Recusas no SenadoNo Senado, Alcolumbre descartou os pedidos de instalação de uma comissão de inquérito sobre o caso Master. Em maio, segundo a Veja, usou artifícios regimentais para impedir a criação da comissão e justificou: "Esse assunto não pode ser o prioritário neste momento". O presidente da Casa também ignorou um ofício sobre as visitas de Vorcaro ao Senado e negou à PF a lista de visitantes do gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), suspeito de receber propina, conforme relatam Veja e GZH.A Veja acrescenta que investigações identificaram a participação da Amprev, fundo de previdência dos servidores do Amapá, em um dos esquemas do banqueiro. O irmão de Alcolumbre era conselheiro do fundo, e a presidência era ocupada pelo ex-tesoureiro da campanha do senador. A Folha localizou ainda menções a Alcolumbre em conversas de outubro de 2023, no grupo batizado "Macallan", em referência ao uísque, que reunia Vorcaro, o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria e outros interlocutores. Nos diálogos sobre festas, em possível referência às mulheres chamadas para os encontros, segundo a Folha, Faria escreveu: "Davi falou q está com dança nova". Vorcaro respondeu: "Kkkkkk. Bonde do tigrão".A assessoria de Alcolumbre foi procurada pela Folha na quinta e não respondeu até a publicação desta reportagem. O GZH informa que o presidente do Senado segue sem se manifestar sobre as mensagens. Os pedidos de comissão de inquérito permanecem parados na Casa, e o material extraído pela PF segue sob análise no inquérito do caso Master.

MRMarina Rocha
Elections

Celular de Vorcaro tinha três meses de conversas com Flávio e menção a seis encontros

A Polícia Federal extraiu do celular do banqueiro Daniel Vorcaro cerca de três meses de conversas com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os registros trazem menções a seis encontros entre os dois. O histórico das conversas mais antigas estava apagado. O Estadão teve acesso aos detalhes da extração e publicou as informações nesta quinta-feira (24).O contato teve início em 16 de dezembro de 2024, quando Vorcaro, então dono do Banco Master, adicionou o telefone do senador à sua lista de contatos. O aplicativo registrou uma ligação de WhatsApp perdida naquele mesmo dia. Como Flávio usava a função de apagar mensagens automaticamente após 90 dias, a PF só recuperou as trocas de 20 de agosto a 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para o exterior, por ordem da 10ª Vara Federal de Brasília. No período recuperado, o banqueiro tentava vender o Banco Master e já era alvo de investigação da PF por suspeita de crimes financeiros.O que as mensagens mostramO primeiro encontro citado é de 20 de agosto de 2025, e o diálogo indica que ele ocorreu. "21 pode ser", escreveu Vorcaro às 17h22. "Blz", respondeu Flávio. Às 21h47, o senador avisou: "A caminho". Quinze dias depois, o Banco Central reprovou a venda do Master ao BRB (Banco Regional de Brasília) após pouco mais de cinco meses de análise. Em 17 de setembro, Vorcaro voltou a propor um encontro: "Opa. 14h30?". "Hop. Blz", confirmou Flávio. Em 1º de outubro, um dia após a PF abrir inquérito sobre a gestão do Master e a tentativa de compra pelo BRB, Vorcaro mandou mensagem para marcar um encontro. Não houve resposta registrada.Em 22 de outubro, Flávio convidou o banqueiro para jantar em São Paulo com o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh, equipe do filme "Dark Horse". "Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus em São Paulo no dia 2/Nov (segunda)? Totalmente reservado", escreveu. Os registros mostram que o jantar acabou não acontecendo. Nas mesmas conversas, Flávio cobrou de Vorcaro pagamentos ao filme, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que haviam sido acertados anteriormente com o banqueiro. O total repassado foi de cerca de R$ 60 milhões, e as mensagens de cobrança foram divulgadas em maio pelo site Intercept Brasil. O Estadão ressalva que, fora o encontro de 20 de agosto, não é possível confirmar se as demais reuniões citadas de fato ocorreram.Contatos na véspera da prisão e reaçãoOs registros mostram que Flávio tentou falar com Vorcaro nos quatro dias anteriores à prisão. "Fala mermao! Bom dia! Pode atender?", escreveu em 13 de novembro. Na véspera da prisão, após outra chamada não atendida, mandou a mensagem:"Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs"A assessoria do senador foi procurada pelo Estadão e não se manifestou. Flávio minimizou as informações em transmissão ao vivo na quarta-feira (23), chamou o caso de "maluquice" e disse: "Se é isso aqui que vocês têm, meu amigo... Esquece, vai ser no 1º turno que a gente vai ganhar essa eleição". Ele negou que o empresário Luciano Hang tenha financiado o filme e afirmou que o custo da produção não chegou a R$ 400 milhões, segundo o Poder360.As revelações chegam a dez dias do primeiro turno da eleição presidencial. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta mostra o presidente Lula com 47% e Flávio com 45% das intenções de voto no segundo turno, empate técnico. Os inquéritos da PF sobre o Banco Master seguem abertos. Segundo o Poder360, circulam em Brasília expectativas de que novos dados do celular de Vorcaro venham a ser divulgados, inclusive com possíveis menções a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), informação ainda sem comprovação.

MRMarina Rocha
justice

Crise no STF ameaça rodízio de 57 anos na sucessão de Fachin

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu o debate sobre a sucessão do ministro Edson Fachin na presidência da corte. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, ministros já avaliam a possibilidade de quebrar uma tradição de 57 anos: o rodízio da presidência por ordem de antiguidade.A eleição está prevista para agosto de 2027. Pela tradição, os próximos da fila seriam Alexandre de Moraes, para a presidência, e Kassio Nunes Marques, para a vice. Os dois estão no foco do caso Master por supostos elos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, informa a Folha.Votação secretaA eleição costuma ser simbólica, mas a votação é secreta, e ministros de alas rivais não descartam surpresas. Um ministro do grupo de Kassio afirmou ao jornal que, se a eleição ocorresse hoje, não se sentiria à vontade para votar em Moraes como novo presidente. Um aliado de Moraes disse que não votaria em Kassio para a vice. Ambos avaliam que a disputa ainda está distante e que é preciso esperar o andamento das apurações.O caso Master já movimenta o tribunal. Nesta quinta-feira (24), o ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue suposta omissão da CVM no caso, com primeiro relatório em até 60 dias, segundo o G1. Nunes Marques também é o relator da revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses pela trama golpista, informa o InfoMoney.Fevereiro no SenadoUm ponto de inflexão é esperado para fevereiro, quando o Congresso eleito em outubro passa a eleger a mesa diretora do Senado. O presidente da Casa decide se dá andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse à Folha que confia em eleger um presidente do Senado alinhado à pauta do impeachment de ministros. Já Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual dirigente, deve ter apoio do governo Lula e do centrão para continuar no cargo a partir de 2027. Ele é contra dar sequência ao afastamento de magistrados.Mesmo que os processos não avancem no Senado, a leitura dos ministros do Supremo é de que a eleição de Moraes e Kassio dependerá do estágio dos inquéritos do Master e da decisão do plenário sobre a abertura de investigação. A votação da corte está prevista para agosto de 2027. Antes disso, em fevereiro, o Senado define quem presidirá a Casa responsável pelos pedidos de impeachment contra ministros.

MRMarina Rocha
congress

Alessandro Vieira pede impeachment de Nunes Marques por atuação no caso Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quinta-feira (24) um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. Segundo o G1, o senador alega que o ministro cometeu crime de responsabilidade ao atuar em processos de interesse do Banco Master enquanto pessoas próximas a ele mantinham relações pessoais e profissionais com o banco.O fato central da denúncia é o julgamento do processo da Destilaria Alcídia contra a União, que discute o cálculo de indenizações ao setor sucroalcooleiro. O caso envolve precatórios bilionários e é ligado, na peça, aos interesses do Master nesse mercado.Em fevereiro de 2024, o sistema do Supremo registrou o impedimento de Nunes Marques no processo, segundo o G1. O registro foi revertido no mês seguinte, sob a justificativa de que houve um "equívoco da assessoria do gabinete". Em 1º de outubro de 2024, o ministro participou do julgamento na Segunda Turma e deu o voto de desempate, favorável aos credores, com a votação em 2 a 2."Ganhamos Alcídia"A denúncia conecta o resultado a mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e atualmente preso. Segundo o documento, depois do julgamento o diretor jurídico da instituição escreveu "Ganhamos Alcídia" e compartilhou o contato de Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro, acompanhado da expressão "Dominado aqui". Na denúncia, Vieira escreve:"A mensagem 'Ganhamos Alcídia', enviada pelo diretor jurídico do banco ao seu controlador, é a demonstração mais direta de que o Banco Master tinha interesse no resultado do julgamento, ainda que não figurasse formalmente como parte. É o que desmente a afirmação do denunciado, em sessão plenária, de que 'nunca julgou nenhum processo relacionado ao Master'"Além da perda do cargo, o senador pede a condenação do ministro à inabilitação por oito anos para o exercício de qualquer função pública, pena prevista para quem é condenado por crime de responsabilidade.O protocolo, noticiado também pelo Brasil 247, segue agora para tramitação no Senado. Denúncias contra ministros do STF passam primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça, que avalia a admissibilidade antes de qualquer votação no plenário. A condenação exige dois terços dos votos da Casa. Pedidos semelhantes raramente avançam: segundo levantamento do Brasil 247 publicado em dezembro de 2025, o Senado acumulava 81 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, em meio à tensão com o ministro Gilmar Mendes.

MRMarina Rocha
Elections

Palver dá 48% a Flávio Bolsonaro e 45% a Lula no 2º turno; Real Time aponta empate

O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece à frente do presidente Lula (PT) nas simulações de segundo turno divulgadas nesta quinta-feira (24) por dois institutos. Na Palver, ele soma 48% das intenções de voto, contra 45% do petista. Na Real Time Big Data, o placar é 45% a 44%. Segundo a CNN Brasil e a CartaCapital, os dois resultados configuram empate técnico dentro da margem de erro. Faltam dez dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.No primeiro turno, as duas sondagens apontam equilíbrio. A Palver mostra Lula e Flávio empatados, com 43% cada. Renan Santos (Missão), líder do MBL, aparece em terceiro, com 8%. Na Real Time Big Data, o presidente pontua 41%, ante 37% do senador.MetodologiaA Palver ouviu 5 mil eleitores entre 20 e 23 de setembro, com recrutamento digital, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09587/2026. A CNN Brasil informa margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos; a CartaCapital registrou 2,5 pontos. Para o site jota.info, a vantagem de Flávio recuou de quatro para três pontos em relação à rodada anterior do instituto, divulgada em 9 de setembro.A Real Time Big Data entrevistou 2 mil eleitores entre 19 e 23 de setembro, por telefone e recrutamento digital, com margem de erro de 2 pontos e intervalo de confiança de 95%. O levantamento, pago pelo próprio instituto, tem registro BR-04202/2026. A casa também mediu o potencial de voto: Lula chega a 49%, somando os 30% que votariam com certeza e os 19% que poderiam votar nele; Flávio atinge 47% (24% de votos certos e 23% de possíveis).Outros cenáriosNos demais embates simulados pela Palver, Lula lidera sobre Augusto Cury (Avante), 44% a 36%, e sobre Renan Santos, 44% a 34%, e empata com Ronaldo Caiado (PSD), 44% a 42%, e com Romeu Zema (Novo), 45% a 43%. Na Real Time Big Data, o duelo com Caiado fica em 44% a 44%, e o presidente aparece à frente de Zema (45% a 39%), de Renan Santos (44% a 38%) e de Cury (44% a 43%).A sequência de sondagens segue intensa no fechamento da campanha. O G1 informa que a Datafolha divulga nesta quinta (24) uma nova rodada de pesquisa presidencial. Se nenhum candidato superar 50% dos votos válidos em 4 de outubro, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Lula

Governo reduz congelamento do Orçamento a R$ 16,1 bi e aciona contingenciamento

O governo Lula reduziu nesta quinta-feira (24) o congelamento de recursos no Orçamento de 2026. A trava caiu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões, conforme o relatório de receitas e despesas do quarto bimestre, divulgado pelo Ministério do Planejamento. Somados os dois movimentos do documento, sobra uma folga de cerca de R$ 1,9 bilhão para os ministérios, segundo o G1.A redução combina dois movimentos. O governo desbloqueou R$ 15,5 bilhões do bloqueio, instrumento acionado quando as despesas obrigatórias ultrapassam o limite de gastos, porque passou a projetar despesas menores com Previdência, folha de salários e BPC (Benefício de Prestação Continuada). A parcela do bloqueio caiu a R$ 2,4 bilhões. Em troca, a equipe econômica acionou pela primeira vez no ano o contingenciamento, no valor de R$ 13,6 bilhões, mecanismo usado quando o cumprimento da meta fiscal corre risco.Pressão sobre a meta fiscalSegundo a Folha de S.Paulo, a equipe econômica projetava superávit primário de R$ 10,8 bilhões para este ano e passou a estimar déficit de R$ 13,6 bilhões, o que exigiu contingenciar o mesmo montante. O Ministério do Planejamento elevou a projeção de rombo nas contas do ano de R$ 52 bilhões para R$ 67,3 bilhões, o equivalente a 0,49% do PIB, informa o G1.A meta fiscal de 2026 prevê superávit primário de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual, de modo que um resultado zerado já é considerado cumprimento. Entre as frustrações de receita está a tributação de dividendos. Conforme a Folha, o Executivo sustentava que arrecadaria quase R$ 29 bilhões com essa fonte, valor questionado em alerta pelo TCU (Tribunal de Contas da União). O governo também projeta R$ 3,9 bilhões a menos em dividendos de estatais.Margem retida e subvenção de R$ 40 bilhõesO ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que os R$ 1,9 bilhão não vão imediatamente aos ministérios."Por enquanto, não vou liberar agora. Vou examinar os pedidos dos órgãos. É prudente que a gente mantenha uma margem. Essa reserva é para atender aos pleitos entre um e outro relatório (...). Os recursos serão liberados se houver necessidade de fazê-lo", disse Moretti.Moretti afirmou ainda, segundo a Folha, que a subvenção aos combustíveis prevista para 2026 soma R$ 40 bilhões e está incorporada integralmente ao relatório. O ajuste orçamentário chega dez dias antes do primeiro turno da eleição presidencial. A decisão sobre a margem retida fica pendente dos pedidos dos órgãos até o próximo relatório bimestral.

MRMarina Rocha
Lula

PoderData/AYA: Flávio tem 46% a 45% de Lula no 2º turno; Real Time vê empate

Duas pesquisas nacionais divulgadas nesta quinta-feira (24) apontam empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. No levantamento do PoderData/AYA, o senador soma 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente, que disputa a reeleição. No Real Time Big Data, Flávio marca 45% e Lula, 44%.O cenário do PoderData/AYAA pesquisa ouviu 3.000 eleitores em 723 municípios, entre 20 e 23 de setembro, por telefone. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-01739/2026. Segundo o Poder360, veículo do grupo que realiza o levantamento, Lula subiu 1 ponto em uma semana e voltou a encostar no rival: a diferença caiu para 1 ponto, o mesmo patamar do fim de agosto. Em duelos com o escritor Augusto Cury (Avante), o quadro se repete: Cury tem 45% contra 42% de Lula, e Flávio marca 41% contra 39% do escritor.No primeiro turno, o PoderData/AYA mostra Lula com 41% e Flávio com 39%, novo empate técnico. Augusto Cury registra 6%, Renan Santos (Missão) tem 3% e Ronaldo Caiado (PSD), 2%. No recorte do segundo turno, Lula lidera entre as mulheres, com 49% contra 40% do senador. Flávio vai melhor no Norte (53%), no Sul (58%), no Centro-Oeste (46%) e entre quem tem ensino superior (51%).O quadro no Real Time Big DataO Real Time Big Data trabalha com margem de erro de 2 pontos. No primeiro turno, Lula aparece com 41% e Flávio, com 37%, resultado que o Congresso em Foco, que divulgou os números, classifica como empate técnico. No segundo turno, o senador soma 45% contra 44% do presidente. Na rodada anterior do instituto, no início de setembro, os dois estavam empatados em 44%.O levantamento testou outros cenários de segundo turno com Lula. O presidente empata em 44% a 44% com Ronaldo Caiado e fica tecnicamente empatado com Augusto Cury, em 44% a 43%. Lula vence os cenários contra Romeu Zema (45% a 39%) e Renan Santos (44% a 38%). A rejeição dos dois favoritos é quase idêntica: 50% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula, e 49% dizem o mesmo de Flávio.O eleitorado segue dividido por gênero, renda e região. Entre as mulheres, Lula tem 46% contra 30% do senador; entre os homens, Flávio chega a 45% contra 36% do presidente. No Nordeste, Lula soma 59% contra 26%. No Sul, Flávio tem 49% contra 27%. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se ninguém atingir a maioria dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno.

MRMarina Rocha
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Defesa de Bolsonaro pede a Nunes Marques suspensão da pena da trama golpista

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (24) ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), uma liminar para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta no processo da trama golpista. Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar desde março, por questões de saúde, e segue sujeito a restrições fixadas pela Justiça, segundo o g1.O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro do ano passado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Começou a cumprir a pena em novembro. O novo pedido foi apresentado dentro de uma revisão criminal, ação em que a defesa questiona a condenação. Ela tramita desde maio sob a relatoria de Kassio Nunes Marques e ainda não foi julgada.Defesa sustenta competência do plenárioO argumento central é de quórum. Segundo os advogados, o regimento interno do STF prevê o plenário, hoje com dez ministros, como órgão competente para julgar crimes comuns ligados ao exercício da Presidência. Como os fatos imputados a Bolsonaro ocorreram durante o mandato, a defesa sustenta que a condenação pela Turma, colegiado menor atualmente formado por quatro integrantes, é nula."Trata-se de restrição máxima à liberdade, fundada em título condenatório cuja validade é questionada por vício de competência absoluta. A continuidade da execução da pena durante a tramitação da revisão criminal pode produzir dano irreparável. A liberdade indevidamente suprimida não se recompõe. Ainda que a revisão criminal venha a ser julgada procedente, o tempo de encarceramento já cumprido por força de acórdão viciado não poderá ser restituído em sua integralidade", escreveram os advogados.A defesa também classifica como "interpretação ampliativa" a mudança regimental de 2023 que deu às turmas competência para processar crimes. Os advogados pedem a suspensão da pena ao menos enquanto a revisão criminal não for julgada em plenário e citam a necessidade de "reparar o tempo de liberdade indevidamente subtraído" de Bolsonaro, segundo a Folha de S.Paulo.A discussão de competência já passou pelo tribunal. No julgamento de setembro, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia rejeitaram o pedido das defesas de levar o caso ao plenário. Segundo eles, a mudança regimental de 2023 conferiu às turmas a competência criminal. Luiz Fux, então integrante da Primeira Turma, foi o único a divergir. Isolado no colegiado depois do julgamento, pediu transferência para a Segunda Turma, onde atua ao lado de Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e do próprio Kassio Nunes Marques, relata a Folha.A decisão sobre a liminar agora cabe a Kassio Nunes Marques. A revisão criminal não tem data para entrar em pauta. Até o pronunciamento do ministro, Bolsonaro segue em prisão domiciliar com as restrições fixadas pela Justiça.

MRMarina Rocha
Politics

PF pediu duas vezes à Justiça o afastamento do governador do Maranhão, diz Folha

A Polícia Federal pediu duas vezes à Justiça o afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB). As duas solicitações não foram atendidas. A revelação é da Folha de S.Paulo, na noite de quarta-feira (23). Os pedidos constam de um inquérito que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos no estado. A PF também requereu buscas e apreensões contra o governador, dois irmãos dele e sua filha.O inquérito foi aberto em 2024. Segundo a Folha, ele se originou de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre operações financeiras atípicas, principalmente na cidade de Colinas (MA), reduto da família Brandão. A investigação foi solicitada à PF pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Entre os investigados estão o governador e o sobrinho dele, Daniel Brandão, então presidente do TCE-MA (Tribunal de Contas do Estado do Maranhão). Daniel foi afastado do cargo por decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).O que a PF apontaDe acordo com a PF, que atuou em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União), empresas do grupo de Brandão foram abastecidas com recursos públicos desviados da Prefeitura de Colinas e do Governo do Maranhão. Segundo a investigação, o suposto esquema envolveria crimes tributários, lavagem de dinheiro, licitações dirigidas, corrupção passiva e organização criminosa.A defesa do governador afirmou que não se manifestaria sobre o caso porque "não teve acesso aos supostos relatórios e elementos de informação mencionados, que seguem em segredo de Justiça". Também disse rechaçar qualquer tentativa de atribuir a ele a prática de crimes. Segundo os advogados, ouvidos pelo g1, a PF enviou ofício diretamente ao governador com prazo de cinco dias para o envio de cópias de procedimentos da Polícia Civil e de outros documentos. A defesa questiona a medida, adotada sem autorização judicial e sem manifestação do Ministério Público.Disputa sobre a competênciaBrandão recorreu ao STF na segunda-feira (31) contra decisão do ministro Dias Toffoli, que em agosto rejeitou pedido da defesa para suspender os atos de Dino na investigação. Segundo o g1, os advogados sustentam que o caso deve tramitar no STJ, órgão competente para processar governadores, e dizem que manifestações da própria PGR apontam nesse sentido. A defesa afirma ainda que a PGR não concordou com algumas medidas pedidas pela PF, como buscas e apreensões, quebras de sigilo e afastamentos de cargos públicos.A Folha insere o inquérito na guerra política do Maranhão, que opõe o grupo de Brandão a ex-aliados ligados a Flávio Dino, ex-governador do estado e hoje ministro do STF. O embate ganhou projeção nacional com os desdobramentos de um assassinato à luz do dia na entrada de um centro comercial em área nobre de São Luís e com a quebra do sigilo da fonte de um jornalista que publicou reportagens. O próximo passo é de Toffoli: ele pode reconsiderar a decisão ou levar o caso ao conjunto dos ministros do Supremo. O inquérito segue sob segredo de Justiça.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest: Lula e Flávio empatam tecnicamente em SP, MG, TO e DF; senador lidera só no RJ

A dez dias do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, pesquisas do instituto Quaest divulgadas entre terça (22) e quarta (23) mostram um mapa estadual dividido na corrida pelo Planalto. O instituto mediu a disputa em sete estados e no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Paraíba e Tocantins. Segundo o g1, Lula (PT) lidera em três deles (Ceará, Paraíba e Pernambuco), Flávio Bolsonaro (PL) vence numericamente em um (Rio de Janeiro) e os dois aparecem tecnicamente empatados em quatro locais (Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins).Os oito levantamentos foram contratados pela Globo. O trabalho de campo ocorreu entre 19 e 22 de setembro e todos os registros constam na Justiça Eleitoral. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com exceção de São Paulo, onde é de dois pontos. O nível de confiança é de 95%. As maiores amostras foram as de São Paulo, com 1.800 pessoas ouvidas, e de Minas Gerais, com 1.506; a menor foi a do Tocantins, com 804.Números do primeiro turnoSão Paulo: Flávio Bolsonaro, 34% (31%); Lula, 31% (30%)Rio de Janeiro: Flávio Bolsonaro, 37% (34%); Lula, 30% (32%)Minas Gerais: Lula, 35% (31%); Flávio Bolsonaro, 30% (27%)Tocantins: Lula, 37% (37%); Flávio Bolsonaro, 35% (32%)Distrito Federal: Flávio Bolsonaro, 33% (31%); Lula, 32% (28%)Ceará: Lula, 55% (54%); Flávio Bolsonaro, 23% (16%)Paraíba: Lula, 54% (50%); Flávio Bolsonaro, 23% (21%)Pernambuco: Lula, 54% (51%); Flávio Bolsonaro, 21% (21%)Os números entre parênteses são da rodada anterior: 8 de setembro em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em Pernambuco, 4 de setembro no Ceará e 25 de agosto na Paraíba e no Tocantins.Cenários de segundo turnoNas simulações de um eventual segundo turno, o quadro muda. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 42% contra 36% de Lula, segundo o Poder360; os seis pontos de diferença ficam fora da margem de erro de dois pontos. No Distrito Federal, o senador chega a 49%, ante 38% do presidente; na rodada anterior, o placar era de 45% a 38%, informa o Brasil de Fato. Em Tocantins, empate em 44% para cada um. No Nordeste, Lula abre vantagem: 59% a 27% no Ceará e 58% a 25% em Pernambuco, de acordo com o Poder360.No Distrito Federal, a Quaest também perguntou se a escolha presidencial já está definida. 80% dos eleitores disseram que sim; 19% afirmaram que ainda podem mudar de voto. O Poder360 lembrou ainda que, em 2022, Jair Bolsonaro venceu o segundo turno em São Paulo com 55,24% dos votos, contra 44,76% de Lula.No levantamento nacional divulgado na segunda-feira (21), a Quaest já havia mostrado os dois presidenciáveis tecnicamente empatados. O instituto vai publicar outros 18 levantamentos estaduais até sábado (26). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Lula propõe emenda à Constituição para tornar a Cultura política de Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu na noite de quarta-feira (23) a aprovação de uma emenda à Constituição para transformar a política cultural em política de Estado. Candidato à reeleição, ele apresentou a proposta em ato de campanha com artistas na Fundição Progresso, na Lapa, centro do Rio de Janeiro, a 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.Segundo o presidente, o objetivo é impedir que as políticas do setor sejam alteradas ou descontinuadas a cada troca de governo. "Para que a gente transforme a Cultura totalmente perene, é preciso que a gente coloque na Constituição aquilo que a gente quer de cultura", afirmou Lula, segundo o g1. Em seguida, resumiu a ideia:"A gente tem que saber como é que pode fazer uma emenda constitucional para que a gente pegue a centralidade da Cultura e transforme ela numa política de Estado, ou seja, não pode mexer, não pode mudar a cada governo."Lula disse que tentou consolidar as políticas culturais ao fim do segundo mandato, com uma espécie de "CLT da Cultura". O projeto era reunir e dar continuidade às ações dos oito anos de governo. Ele pediu que deputados e senadores presentes ao ato discutam a apresentação de uma proposta no Congresso Nacional. Hoje, a Constituição já determina que o Estado garanta o exercício dos direitos culturais e prevê o Plano Nacional de Cultura e o Sistema Nacional de Cultura. Na avaliação do presidente, as estruturas existentes não bastam.No mesmo discurso, Lula criticou o governo de Jair Bolsonaro (PL). "O Bolsonaro destruiu o ministério não apenas da Cultura; ele destruiu o Ministério do Trabalho, ele destruiu o Ministério da Indústria e Comércio", disse. Ele defendeu a manutenção de ministérios que representem segmentos sociais. "Os ministérios que a gente coloca como representação dos segmentos sociais é a coisa mais barata, é o que gasta menos e é o que dá mais lucro do ponto de vista político, porque é o que permite a participação da sociedade na elaboração das decisões políticas do governo."Lula volta a criticar TrumpA agenda ocorreu um dia após o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Segundo a CNN Brasil, o petista foi o primeiro chefe de Estado a falar na conferência e afirmou que o eleitor brasileiro escolherá em outubro entre "democracia e negacionismo". Na Lapa, voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Ele fala em toda reunião, 'eu sou o maior do mundo, eu tenho o maior do mundo, eu gosto do maior do mundo', sabe? Como se tivesse ameaçando todo mundo", disse. "Eu, como um ser do meu tamanho, eu não quero fazer guerra com ele, eu quero ganhar dele na narrativa, e nós estamos ganhando na narrativa."Os próximos passos da campanha incluem, na sexta-feira (25), um encontro com o setor de negócios em São Paulo. Segundo o g1, são esperados mais de 200 convidados, entre banqueiros, empresários da indústria e do agronegócio e donos de grandes companhias do país. A emenda à Cultura, por sua vez, depende do Congresso: Lula deixou o encaminhamento da proposta nas mãos dos parlamentares presentes ao ato. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Mensagens de Vorcaro ligam ministro Nunes Marques à 'Turma do KN' no Caso Master

O Caso Master alcançou mais um ministro do Supremo Tribunal Federal. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, registram o contato do ex-banqueiro com pessoas ligadas ao ministro Kassio Nunes Marques, segundo apuração da Polícia Federal divulgada nesta quinta-feira (24) no podcast O Assunto, do g1. A PF identificou conversas de Vorcaro com o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, e com a advogada Camilla Ramos, esposa do magistrado.Para os investigadores, o casal formava a "Turma do KN", expressão usada por assessores de Vorcaro que, segundo a PF, é referência ao nome do ministro. O grupo pedia vantagens ao banqueiro, como ingressos e hospedagens. Camilla é sócia do escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, contratado por Vorcaro para atuar em ações judiciais sobre precatórios. As causas somavam R$ 8,5 bilhões e os honorários poderiam chegar a R$ 427 milhões em caso de êxito, de acordo com o g1. O site Metrópoles, que obteve o contrato, detalhou os termos: honorários líquidos de 5% sobre o valor recebido pelo banco em 12 processos que discutem indenizações ligadas ao controle de preços do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).Fasano, Fórmula 1 e um voto na Segunda TurmaNas conversas, Newton repassava a Vorcaro pedidos atribuídos ao ministro. "Ministro Kassio me pediu para ver se vocês conseguem para ele uma tarifa promocional no Fasano. Só uma diária. Entrando sexta e saindo sábado. Recebi essa mensagem do Newton. OK para você?", diz uma mensagem citada pelo Metrópoles. Vorcaro autorizou: "Pode botar na minha conta". Além de diárias no hotel Fasano, as trocas registram entradas para a Fórmula 1, acesso a eventos no Rosewood e camarote na Sapucaí, segundo o site.Camilla comemorou em mensagem o voto de Nunes Marques no julgamento dos precatórios na Segunda Turma do STF. "É um excelente voto do Min. Nunes Marques fazendo a distinção dos casos em que o título judicial trouxe os critérios da indenização", escreveu ela a Vorcaro. Segundo o Metrópoles, Nunes Marques, Edson Fachin e Dias Toffoli votaram pelo reconhecimento do débito, e Gilmar Mendes e André Mendonça foram vencidos. O site aponta ainda que Nunes Marques havia se declarado impedido no caso e depois mudou de posição.Filho do ministro e negaçãoOutra frente da apuração alcança a família do ministro. A PF encontrou mensagens entre Vorcaro e o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, em que os dois tratam de supostos pagamentos cujo destinatário seria Kevin Marques, filho de Kassio. Rennó fala em "500 mil mês" e diz, sobre Kevin, estar "dominado", segundo o g1. Em nota, Nunes Marques negou as ligações: afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro, que nunca pediu nada a ele e que não autorizou ninguém a falar em seu nome.As mensagens constam do arquivo enviado pela PF ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, em julho. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes exigiram acesso à íntegra do material, diante de suspeitas de que Mendonça concentraria a análise em Alexandre de Moraes; o relator nega direcionamento. O pedido dos ministros segue pendente na Corte.

MRMarina Rocha
Elections

Lula diz que vai acabar com as bets e que clubes têm de aprender a viver sem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (23) que vai acabar com as casas de apostas online, as bets, e que os clubes de futebol terão de encontrar outras formas de financiamento. "Essa não é uma guerra, é uma decisão", disse, em ato de campanha com artistas no Rio de Janeiro, a menos de duas semanas do primeiro turno da eleição presidencial.Segundo o G1, a fala foi uma resposta à pressão de dirigentes contrários a restrições ao setor. "Em nome da boa política, em nome da sociedade brasileira que a gente vai acabar com isso e os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro. É isso. Vai ser assim. E isso vai ser bom para a juventude", afirmou o presidente. A Folha de S.Paulo registra outra frase do mesmo evento: "Nós vamos acabar com as bets, e os times que aprendam a virar times de empresários". O jornal aponta que Lula se referia à lei da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), que permite aos clubes deixar o modelo associativo e adotar uma estrutura empresarial."A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets."Decisão deve sair por Medida ProvisóriaAntes do ato, Lula reuniu ministros no Palácio da Alvorada para discutir restrições às apostas. Participaram Dario Durigan (Fazenda), Miriam Belchior (Casa Civil), Bruno Moretti (Orçamento e Planejamento), Wellington César (Justiça e Segurança Pública) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação), além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo integrantes do governo ouvidos pelo G1, o encontro não foi conclusivo. O presidente já decidiu que quer anunciar o fim das bets, mas a equipe está dividida entre a proibição total das apostas e uma medida de impacto menor, como vetar publicidades e proibir cassinos virtuais, como o "Jogo do Tigrinho". O anúncio deve sair por Medida Provisória, e órgãos do Executivo já se organizam internamente com a expectativa de publicação a qualquer momento.Pressão dos clubes e risco jurídicoNo fim da semana passada, alguns dos principais clubes do país divulgaram manifesto conjunto em defesa do mercado regulado de apostas e alertaram para o "fim do futebol brasileiro" caso a restrição avance. Na nota, as equipes afirmam que o investimento das empresas autorizadas "tornou-se uma das principais fontes de receita do esporte" e que os recursos alcançam também times de menor expressão e divisões de acesso.A Folha reporta os obstáculos apontados por auxiliares do presidente. O mercado regulado começou a operar em 2025, com 85 empresas autorizadas mediante outorga de R$ 30 milhões, e uma proibição agora abriria batalha judicial, com risco de o Executivo ter de indenizar as plataformas. Aliados citam as apostas entre as causas do endividamento das famílias: estudo do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda) com o Cicef aponta que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets em 2025.O próximo passo é a publicação da Medida Provisória. Auxiliares ouvidos pela Folha veem a medida como iminente, salvo uma mudança inesperada na disposição do presidente, mas não têm certeza sobre o alcance da decisão. O tema entrou no centro da campanha à reeleição: na sexta-feira (18), em Guarulhos, e no sábado (19), em Florianópolis, Lula já havia dito que quer acabar com as bets no país.

MRMarina Rocha
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Atlas/Estadão: Tarcísio tem 55,2% a 41% de Haddad e venceria o 1º turno em SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 55,2% das intenções de voto na disputa pela reeleição, contra 41% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Os números são da pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (23) em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo. Nesse patamar, Tarcísio venceria no primeiro turno.A pesquisa ouviu 1.800 eleitores pela internet, com recrutamento digital aleatório, entre os dias 15 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os protocolos SP-02676 e BR-08437/2026. No recorte de votos válidos, Tarcísio chega a 57,1% e Haddad, a 42,4%, segundo a apuração da CartaCapital.A vantagem do governador cresceu desde a rodada anterior, divulgada em 3 de setembro, quando ele tinha 51,1% e Haddad, 39,9%. Os dois subiram: o republicano somou 4,1 pontos e o petista, 1,1. A distância passou de 11,2 para 14,2 pontos. Em um eventual segundo turno, Tarcísio teria 55,6%, contra 41,7% de Haddad.Os demais concorrentes não chegam a 1%. Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB) pontuaram abaixo disso, e Vera Lúcia (PSTU) não pontuou, segundo o Estadão. Brancos e nulos somam 2,6%, e os indecisos, 0,7%.A eleição presidencial no estadoA mesma pesquisa mediu a disputa presidencial em São Paulo. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) tem 45,1% contra 39,8% do presidente Lula (PT). Nos cenários de segundo turno, o Estadão informa que Lula perde de Flávio, por 42,8% a 48,8%, e de Ronaldo Caiado (PSD), por 42,1% a 47,2%. O petista aparece numericamente atrás de Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), mas empatado com os dois na margem de erro, e supera apenas Renan Santos (Missão), por 43,5% a 38,9%.O primeiro turno da eleição é em 4 de outubro. Se nenhum candidato atingir a maioria dos votos válidos, os dois primeiros disputam um segundo turno em 25 de outubro.

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Flavio Bolsonaro

Flávio pede ao TSE que proíba Lula de usar discurso da ONU na campanha

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que proíba o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin de usar em propaganda eleitoral imagens ou trechos do discurso feito na terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A representação, apresentada também em nome do candidato a vice Alfredo Gaspar (PL), pede liminar, a substituição de materiais já produzidos e multa de R$ 50 mil por peça ou postagem em caso de descumprimento.Os advogados acusam Lula, candidato à reeleição, de prática de conduta vedada, a infração eleitoral que pune o uso de atos do governo para fins de campanha. Segundo a petição, assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e sua equipe, o pronunciamento "foi completamente desvirtuado e desnaturado, convertendo-se em palanque político para promoção pessoal e finalidade eleitoreira"."A fala de Lula era de um candidato. Não de um chefe de Estado. A ONU, no entanto, não é palanque", afirma o documento.A ação lista temas da campanha que, segundo a defesa de Flávio, entraram na fala do presidente: fim da escala 6x1, combate às bets, defesa do Pix, soberania nacional, terras raras e risco de interferência estrangeira nas eleições. Lula citou diretamente a votação de 4 de outubro e disse que os brasileiros vão "decidir entre democracia e negacionismo" e escolher entre avançar ou regressar a um "passado de exclusão". A petição alega ainda que o presidente usou a estrutura e a visibilidade de um evento oficial para promover a própria candidatura, inclusive ao se apresentar como um operário eleito três vezes, que lutou contra a ditadura e retirou o Brasil do Mapa da Fome. Para os advogados, há risco de os trechos virarem cortes e materiais de propaganda.Precedente de 2022O pedido cita um precedente que atinge o próprio pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas eleições de 2022, o TSE proibiu o então presidente, candidato à reeleição, de usar na propaganda imagens do discurso que fez na Assembleia Geral da ONU. A liminar foi concedida na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) nº 0601180-27.2022.6.00.0000, informa o Correio Braziliense. Naquele ano, Bolsonaro usou a tribuna da ONU para dizer que seu governo havia extirpado a "corrupção sistêmica" do país e para criticar Lula e líderes de esquerda, recorda o Poder360.Segundo o Poder360, a campanha de Flávio já havia acionado o TSE pelo menos outras 15 vezes contra a chapa de Lula por suspeita de uso eleitoral da máquina pública em 2026. O veículo procurou a campanha do presidente para comentar a representação e não teve resposta até a publicação. Cabe agora ao tribunal decidir sobre o pedido de liminar, a 11 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Record cancela debate presidencial do 1º turno sem Lula e Flávio

A Record cancelou nesta quarta-feira (23) o debate presidencial que promoveria no domingo (27), às 21h, uma semana antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A emissora decidiu suspender o encontro depois que as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) informaram que os dois não compareceriam, segundo o Poder360.Em nota divulgada nesta quarta, a Record afirmou que os dois candidatos têm, cada um, mais de 35% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes, somando 70% juntos. A emissora justificou assim o cancelamento:"A emissora entende que um debate a poucos dias do primeiro turno tem a função de colocar frente a frente as principais propostas em disputa. Sem a participação dos candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto, o programa não cumpriria esse objetivo e não ofereceria ao eleitor o confronto de ideias que ele espera."A coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, reportou que a programação normal ocupará o horário do debate. A Record afirmou que seguirá com a cobertura das eleições na TV aberta, no R7.com, na Record News, no RecordPlus e nas plataformas digitais.Lula não participou de nenhum debate até agora nesta campanha. Flávio Bolsonaro afirmou, em 11 de agosto, que só iria aos encontros se o petista fosse, segundo o Poder360.O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro. Em caso de segundo turno, a Record já definiu a data de seu debate: 11 de outubro, um domingo, às 21h.

MRMarina Rocha
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Flávio aposta em terminar 1º turno à frente de Lula para atrair o Centrão

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) quer terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Lula (PT). Segundo o blog de Valdo Cruz no G1, a estratégia é criar um sentimento de favoritismo capaz de atrair a maior parte dos eleitores dos demais candidatos de direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). A equipe do PL espera, inclusive, o apoio oficial dos partidos do Centrão, algo que faltou no primeiro turno. Os mais otimistas falam na possibilidade de vencer a eleição já no primeiro turno, com uma onda do que chamam de "voto útil".O que dizem as pesquisasA disputa está no limite do empate. A pesquisa Quaest mais recente aponta 42% para Flávio Bolsonaro e 41% para Lula em um eventual segundo turno, segundo o G1. Já o Datafolha mostra que o candidato do PL tem potencial de atrair, nessa fase, 43% das intenções de voto dos eleitores de Zema, Renan Santos, Caiado e Cury. Lula atrairia 30% desse eleitorado. O senador se sai melhor entre eleitores de Zema e Renan Santos. Entre os de Caiado e Cury, há empate técnico. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, citada pelo InfoMoney, também mostra empate técnico no segundo turno, com vantagem numérica para Lula.O contraplano de LulaNa campanha do presidente, todo esforço será feito para que Lula termine o primeiro turno na frente, relata o G1. Segundo aliados, duas iniciativas jogam a favor do petista: o reajuste do Bolsa Família, já anunciado, e uma medida provisória de combate às bets, as casas de apostas online, que o presidente deve assinar. A coluna Painel S.A., da Folha de S.Paulo, noticiou nesta quarta-feira (23) que a expectativa em Brasília é de que a MP saia ainda antes do primeiro turno. Plataformas como o TikTok já se preparam para restrições a anúncios de apostas.A aposta do petismo é no eleitorado feminino, considerado crucial na definição da eleição. Aliados de Lula avaliam que a MP sobre as bets atingirá principalmente as mulheres, mais críticas aos jogos de apostas online e segmento em que o presidente já tem vantagem."As pesquisas mostram hoje um forte sentimento contrário às bets. Lula vai trabalhar com esse sentimento a seu favor. Isso vai pesar e muito nesta reta final", diz um interlocutor do presidente.Segundo esse auxiliar, sair na liderança no segundo turno seguraria o Centrão e influenciaria até aliados de Flávio Bolsonaro. Na avaliação do campo petista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ganhar a reeleição já no primeiro turno e não fará grande esforço pelo candidato do PL na fase final. A razão, nessa leitura: Tarcísio deve ser candidato à Presidência em 2030 e não gostaria de ter Flávio Bolsonaro no Palácio do Planalto no próximo ano.O primeiro turno ocorre em 4 de outubro. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Flávio destinou emenda de R$ 200 mil negociada com miliciano do caso Marielle

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, destinou em novembro de 2023 uma emenda parlamentar de R$ 199.999,79 a um projeto esportivo no Rio. A negociação correu por WhatsApp entre um miliciano e uma assessora de seu gabinete no Senado, aponta a Polícia Federal. O pedido partiu de Robson Calixto, o Peixe, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 9 anos de prisão por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), morta com o motorista Anderson Gomes em 2018.A intermediária foi Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete do senador. A PF a descreve como "interlocutora direta" de Peixe. As mensagens foram apreendidas em 2024 no celular do miliciano, quando ele passou a ser investigado pela morte de Marielle, e integram apuração sigilosa autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre possíveis desvios de emendas destinadas a entidades ligadas aos irmãos Brazão, também condenados pelo crime. Segundo a acusação, Peixe foi o elo entre os executores e os mandantes do assassinato, os irmãos Domingos, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal. O caso foi noticiado primeiro pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela revista piauí, e confirmado pelo Poder360, pelo g1 e pela CNN.As mensagensA conversa começou em 24 de outubro de 2023. "Amiga vê com o nosso senador se consegue nos ajudar", escreveu Peixe. Maria de Fátima respondeu: "Manda a solicitação meu amigo. Um e-mail ou um ofício". O miliciano enviou então o "Ofício nº 002_2023" e perguntou se o senador poderia "nos ajudar com alguma coisa" em uma visita a Brasília prevista para novembro.Dois dias depois, a assessora perguntou se Peixe seguia acompanhando o deputado Chiquinho Brazão. "Temos um evento. Vc vai tbm e já reforça o pedido com o senador", escreveu, antes de enviar um convite para Brazão a uma cerimônia de entrega de 396 coletes balísticos à Polícia Militar do Rio. Na avaliação da PF, o convite, "extensível a Robson", marcaria uma ocasião em que "o pedido de recursos poderia ser pessoalmente reforçado" com Flávio. Em 6 de novembro, Peixe insistiu: "Bom dia, amiga não esquece do IFOP não, vê se o Senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto". A resposta foi "Pode deixar". Dias depois, a emenda foi destinada. No celular do miliciano, o contato da assessora estava salvo como "Fafá Flávio Bolsonaro". Em janeiro de 2024, ela pediu um "favor": quatro ingressos para o desfile das campeãs no camarote Arpoador.Indícios de desvio e a defesaO repasse foi feito ao Ministério do Esporte, que firmou termo de fomento com o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP) para o projeto "Jogadores do Futuro", voltado a crianças em Taquara, bairro da zona oeste do Rio. Um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), de 2025, apontou indícios de desvio. Segundo o tribunal, a empresa contratada para coordenar as atividades esportivas "consiste em 'serviços advocatícios', não guardando qualquer relação com a coordenação de projeto de atividades esportivas", e o responsável por ela "é o próprio presidente do IFOP, entidade contratante". A PF investiga ainda o envio de cerca de R$ 400 mil ao município de Barra do Piraí (RJ), segundo a CNN. O valor total repassado via emenda a uma organização alvo da apuração seria de R$ 599.128.Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda "foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte". Segundo a nota, "a entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados" e "a responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar". O advogado Tracy Reinaldet, que defende o candidato, disse ao Poder360 que o repasse não foi feito pela via impositiva, as chamadas emendas Pix, e passou por fiscalização do Ministério do Esporte e do TCU. A apuração segue em sigilo no STF. Faltam 11 dias para o 1º turno da eleição presidencial, em 4 de outubro, e Flávio aparece empatado com o presidente Lula (PT) nas pesquisas de segundo turno divulgadas esta semana, como as da AtlasIntel e da Quaest.

MRMarina Rocha
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AtlasIntel: Lula tem 45,8% a 43,4% no 1º turno e empata com Flávio no 2º

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 45,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL), mostra pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (23). Em um eventual segundo turno, os dois ficam em empate técnico: 47,7% a 47,4%. A diferença de 0,3 ponto percentual está dentro da margem de erro, de 1 ponto para mais ou para menos.Os dois candidatos cresceram na comparação com a rodada anterior do mesmo levantamento, divulgada em 17 de setembro. Segundo dados do instituto reportados pela CartaCapital, Lula passou de 44,1% para 45,8%, e Flávio, de 41,7% para 43,4%. Os demais nomes recuaram. O deputado Renan Santos (Missão) foi de 5,1% para 4,5%, e Augusto Cury (Avante), de 3,5% para 2,1%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 1,3%, Romeu Zema (Novo) tem 0,9% e os outros candidatos somam 0,8%. Brancos e nulos chegam a 0,7%, e 0,5% não souberam responder.Cenários de segundo turnoO instituto simulou cinco confrontos diretos. Lula vence quatro e empata com Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse embate, brancos, nulos e os que não souberam responder somam 4,9%. Segundo o Poder360, os números são estes:Lula 47,7% x Flávio Bolsonaro 47,4%;Lula 47,6% x Romeu Zema 42,2%;Lula 46,6% x Ronaldo Caiado 44%;Lula 46,2% x Augusto Cury 39,4%;Lula 46,5% x Renan Santos 31,2%.A Bloomberg Línea, que encomendou o levantamento junto com a Bloomberg News, informa que o resultado tem pouca variação em relação à pesquisa da semana passada, que já indicava empate técnico.Metodologia e contextoA AtlasIntel ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, por questionários aplicados na internet. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o BR-04739/2026. Segundo o Poder360, a pesquisa custou R$ 75 mil e foi paga com recursos próprios do instituto.A Bloomberg Línea reporta que a crise no Supremo Tribunal Federal pesa sobre os dois candidatos. Flávio ganhou terreno após revelações que ligam ministros da corte a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master e preso no centro de uma investigação sobre fraude bancária. O senador tenta associar o caso a Lula. Ele nega irregularidades e é alvo de investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro, corrupção e sonegação fiscal ligada a seus vínculos com Vorcaro. Lula, candidato à reeleição, aumentou na semana passada o valor pago pelo Bolsa Família.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, o segundo turno ocorre três semanas depois, em 25 de outubro. Pesquisas de intenção de voto são estimativas, e não previsões do resultado.

MRMarina Rocha
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STF sorteia Zanin para relatar ação que obriga Alcolumbre a instalar CPI do Master

O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado nesta terça-feira (22) relator da ação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que pede para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalar a CPI do Banco Master. Segundo o Metrópoles, a comissão pretende apurar supostas relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o dono do banco, Daniel Vorcaro.O requerimento de criação da comissão foi protocolado no Senado em 9 de março deste ano, afirma Vieira na petição. Passados quase seis meses, Alcolumbre ainda não determinou a leitura, a numeração nem a publicação do texto. Foi esse atraso que levou o senador ao Supremo.Requisitos e precedenteVieira argumenta que não cabe ao presidente do Senado decidir quando criar a CPI. Todos os requisitos constitucionais foram cumpridos, segundo a ação: apoio de um terço da Casa, fato determinado e prazo definido. A Constituição exige 27 das 81 assinaturas. O pedido reuniu 35 no dia do protocolo e chegou depois a 41 apoios, de acordo com documentos citados pelo Metrópoles.O senador lembra um precedente. Em 2021, o STF determinou ao então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a instalação da CPI da Pandemia. Vieira pede agora que a Corte imponha a Alcolumbre o prazo de 48 horas, ou até a primeira sessão plenária seguinte, para ler o requerimento e tomar as providências de instalação. Pede ainda 48 horas para os líderes partidários indicarem titulares e suplentes. Sem indicações, o próprio Alcolumbre escolheria os integrantes.A comissão proposta teria 11 titulares e seis suplentes, prazo de 120 dias e limite de despesas de R$ 50 mil. O objetivo declarado é apurar eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra natureza entre Moraes, Toffoli, Vorcaro e pessoas ligadas ao Banco Master.Próximos passosAgora cabe a Zanin analisar o pedido e decidir se o STF obrigará Alcolumbre a ler o requerimento. O caso chega à Corte em meio a uma série de ações ligadas ao escândalo. Na mesma terça, o ministro Luiz Fux foi sorteado relator de outro pedido do caso Master, que quer tornar públicas as entradas e saídas de Vorcaro e da mulher de Moraes nas dependências do Senado, segundo o Jornal do Commercio.

MRMarina Rocha
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Presidenciáveis já receberam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas

Os principais candidatos à Presidência já somam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoas físicas. Os valores foram declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até terça-feira (22) e compilados pelo g1. O reparto do dinheiro varia de campanha para campanha.Flávio Bolsonaro (PL) tem a maior arrecadação individual entre os presidenciáveis. Segundo o levantamento, os valores declarados ao TSE são estes:Flávio Bolsonaro (PL): R$ 2,9 milhõesRonaldo Caiado (PSD): R$ 2,5 milhõesRenan Santos (Missão): R$ 2,2 milhõesLula (PT): R$ 1,4 milhãoAugusto Cury (Avante): R$ 562 milRomeu Zema (Novo): R$ 300 milDe acordo com o g1, os dados correspondem aos lançamentos de receitas já registrados e podem ser atualizados conforme novas doações cheguem à Justiça Eleitoral.O mesmo doador em campanhas rivaisA maior doação recebida tanto por Flávio Bolsonaro quanto por Lula é de R$ 500 mil e saiu do mesmo empresário: Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) citados pelo g1, a empresa, sediada em Passo Fundo (RS), é a maior produtora de biodiesel do país.No caso de Flávio Bolsonaro, o apoio veio principalmente de empresários e produtores rurais. A família Verdi, dona do grupo Rodobens, enviou R$ 300 mil. O CEO e o diretor de Novos Negócios da fabricante de jeans Vicunha Têxtil, Marco Antônio Branquinho Junior e Marcel Yoshimi Imaizumi, somaram R$ 225 mil.As doações registradas por Lula incluem pessoas próximas ao governo e prestações de serviços. O cantor gospel e pastor Kleber Lucas declarou R$ 30 mil pela gravação do áudio do jingle e do clipe da campanha. Aparecem também o coordenador Marco Aurélio de Carvalho e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além de acadêmicos, como o professor da Fundação Getulio Vargas Rabih Nasser e a doutoranda da USP Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães. Essas contribuições vão de R$ 15 mil a R$ 50 mil.A maior doação individual da disputaRonaldo Caiado registrou a maior doação de uma pessoa física a um presidenciável: R$ 2,3 milhões, do jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso, dono de um cartório de registro de imóveis no Distrito Federal. O ex-governador de Goiás também recebeu do coordenador Aldo Rebelo e do ex-deputado federal e ex-ministro Roberto Brant, que atuou na elaboração do plano de governo.Renan Santos concentra a arrecadação em vaquinhas online, que somam R$ 2 milhões. Fora delas, recebeu R$ 50 mil dos filhos do ex-presidente do Banco Safra José Olympio Pereira e de Danilo Julio Gatto, presidente da Cooperativa Agrícola de Unaí (MG). Augusto Cury é o principal doador de si mesmo, com mais de R$ 100 mil, seguido do empresário Jangiê Diniz e de Wilson de Matos Silva, fundador e reitor de uma universidade em que o candidato foi sócio. Zema recebeu R$ 100 mil dos irmãos Hélio Seibel e Salo Davi Seibel, donos do antigo Grupo Ligna, e R$ 200 mil de Renato Ribeiro Machado, conselheiro e acionista da U&M Mineração e Construção.Regras e prazo finalMárcio Nogueira, presidente da OAB de Rondônia e especialista em Direito Eleitoral, explica que candidatos e partidos podem arrecadar até o dia da eleição. Depois disso, a captação só é permitida para quitar despesas já realizadas e ainda não pagas. Doações em dinheiro ficam limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano anterior. Bens e serviços podem ser doados até R$ 40 mil por pessoa; acima desse valor, vale o teto de 10%.A legislação exige que os bens pertençam ao doador e que os serviços sejam prestados por ele mesmo, com valores compatíveis com os preços de mercado. As campanhas têm até 4 de outubro, data do primeiro turno, para captar recursos. A partir daí, só podem arrecadar para pagar contas já contraídas, e os números no TSE seguem sendo atualizados à medida que novos lançamentos são registrados.

MRMarina Rocha
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'Vem tomar': Flávio exibe quadro de Jair Bolsonaro em comício e desafia o TRE-RJ

O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ergueu nesta terça-feira (22) um quadro com a imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um comício em São Luís (MA), e desafiou publicamente a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro. A provocação ocorreu um dia após agentes do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) apreenderem uma peça semelhante, com a foto do ex-presidente, durante campanha de rua em Teresópolis, na Região Serrana fluminense.Segundo o UOL e a Folha PE, o senador repetiu o desafio diante da plateia, reunida no estacionamento de uma loja na Avenida Daniel de La Touche, bairro Cohajap, na capital maranhense, depois de uma motocarreata pelo centro da cidade:"Vem tomar meu quadro aqui, TRE. Vem aqui tomar meu quadro, TRE. Vai ter que me levar junto, porque eu vou honrar esse cara", disse Flávio, referindo-se ao pai.A apreensão que motivou a cena aconteceu na segunda-feira (21). Agentes do TRE-RJ recolheram o quadro que estava com o vereador e candidato a deputado federal Rafael Satiê (PL-RJ), sob a alegação de propaganda irregular. "Isso aqui não é propaganda. O Bolsonaro é candidato?", questionou Satiê, em vídeo divulgado nas redes sociais. O candidato classificou a ação como ridícula e afirmou que um colaborador da campanha chegou a receber voz de prisão durante a abordagem. Segundo a versão de um dos agentes, registrada no vídeo, o homem teria ameaçado um policial. Procurada pela reportagem da Revista Oeste, a assessoria do TRE-RJ não respondeu, até a publicação, sobre o fundamento legal da apreensão.O que diz a Justiça EleitoralA discussão sobre a imagem de Jair Bolsonaro ganhou força na semana passada, quando a ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), concedeu liminar para retirar de circulação materiais de campanha que usem a foto do ex-presidente de forma a transmitir apoio a uma candidatura. A decisão atendeu a ação da deputada estadual Duda Hidalgo (PT-SP) contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), cuja campanha produziu 50 mil santinhos com a imagem de Bolsonaro ao lado da própria foto, nome e número de urna. A restrição não alcança qualquer fotografia do ex-presidente, e sim peças em que o contexto o apresente como apoiador de um candidato. Para a ministra, as medidas impostas ao ex-presidente pelo STF (Supremo Tribunal Federal) vedam manifestações político-eleitorais "inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado". A base é uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proíbe Jair Bolsonaro de divulgar manifestações político-eleitorais até o fim das eleições de 2026, inclusive por terceiros.O episódio acontece a 12 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e acompanha a escalada de críticas do presidenciável ao STF. Em São Luís, Flávio afirmou que indicará cinco novos ministros à Corte caso seja eleito, segundo o G1, e voltou a dizer, sem apresentar provas, como registrou a Folha PE, que o tribunal tenta interferir na eleição. O TSE também investiga o candidato por suspeita de impulsionamento irregular de publicações nas redes sociais.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Quaest: Flávio 42% e Lula 41% no 2º turno; em PE, AtlasIntel dá 60,5% a Lula

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PL tem 42% das intenções de voto, contra 41% do petista. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o BR-06004/2026.É a primeira rodada do instituto após o anúncio do reajuste do Bolsa Família, feito pelo Planalto na semana passada. O valor mínimo do programa sobe de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777. O aumento entra em vigor entre o primeiro e o segundo turno. Flávio criticou a medida e acusou Lula de tentar "comprar o voto dos mais pobres". O senador chamou o reajuste de "ato de desespero".Recortes do eleitoradoEntre beneficiários do Bolsa Família, Lula tem 56% contra 30% de Flávio no segundo turno, segundo os recortes divulgados pelo g1. A vantagem do petista no Nordeste caiu de 32 para 26 pontos, agora em 57% a 31%. No Sudeste, a diferença a favor do senador encolheu de 16 para 7 pontos. Entre as mulheres, Lula subiu de 41% para 44%, e Flávio oscilou de 38% para 37%. Entre evangélicos, o candidato do PL lidera por 58% a 28%. No Centro-Oeste e no Norte, ele aparece à frente por 48% a 36%, e no Sul, por 52% a 30%.Na simulação de primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio, 33%. É a primeira vez na campanha que os dois aparecem empatados nesse cenário. Uma semana antes, o petista tinha 36% e o senador, 31%. Augusto Cury (Avante) soma 6%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 4% e Renan Santos (Missão), 3%. A rejeição aos dois líderes segue acima de 50%: 56% dos eleitores dizem que não votariam em Flávio, e 55%, em Lula. Segundo o O Globo, esta também é a primeira rodada da Quaest depois da sessão do Supremo Tribunal Federal que iniciou a discussão sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no contexto do caso Master.Pernambuco: 27,8 pontos de vantagem para LulaEm Pernambuco, o quadro é oposto ao nacional, e os números vêm de outro instituto. Levantamento separado, da AtlasIntel e divulgado nesta terça-feira (22), dá 60,5% das intenções de voto a Lula e 32,7% a Flávio em um eventual segundo turno no estado, de acordo com o Poder360. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 6,9%. Considerando apenas os votos válidos, o petista chega a 64,9%. No primeiro turno em Pernambuco, Lula soma 58,3% e Flávio, 29,9%. Nenhum outro candidato passa de 3,2%, marca de Cury. A AtlasIntel ouviu 1.836 eleitores entre 15 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos. Os registros na Justiça Eleitoral são PE-02023/2026 e BR-09256/2026.O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, a menos de duas semanas. Felipe Nunes, diretor da Quaest, resumiu o momento em análise publicada pelo blog Pulso, do O Globo: "A hora da decisão chegou. A definição do vencedor, ainda não". Entre os entrevistados que já escolheram candidato, 79% dizem que o voto é definitivo e 21% admitem mudar de opção.

MRMarina Rocha
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Mulheres chefes de família dão 20 pontos de vantagem a Lula, diz Datafolha

O presidente Lula (PT) tem 47% das mulheres chefes de família dizendo que votarão nele. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 27%. Os números são de um recorte do Datafolha divulgado nesta terça-feira (22) pela Folha de S.Paulo, a 12 dias do primeiro turno.O recorte reúne eleitoras que se dizem responsáveis pelo sustento da casa. Segundo o jornal, esse grupo é decisivo nas periferias. A vantagem de 20 pontos entre elas contrasta com o quadro geral da disputa: o UOL noticiou na segunda-feira (21) empate entre Lula e Flávio nos cenários de primeiro e segundo turno, e o agregador de pesquisas da BBC News Brasil mostra Flávio na frente nos cenários de segundo turno.A reportagem da Folha, assinada por Paulo Saldaña, abre com o perfil de Cenir Aparecida da Silva, 58, mestre de obras na periferia de Belo Horizonte. Mãe solo de quatro filhos, ela está há 28 anos em canteiros de obras. "Comecei quando minha filha mais nova tinha três meses", conta ao jornal. No texto, ela relata episódios de assédio nos canteiros: "Dei na cara dele na hora. Ficou resolvido."Reta finalNa propaganda eleitoral gratuita desta terça, as duas campanhas concentraram o discurso no preço dos alimentos, segundo o g1. A disputa de 4 de outubro inclui ainda Caiado (PSD), Zema (Novo), Cury (Avante) e Renan (Missão), na contagem do Poder360.Se nenhum candidato alcançar a metade dos votos válidos, os dois primeiros disputam um segundo turno. Até lá, a campanha segue nas ruas e no horário eleitoral gratuito, com o voto marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Vídeo: Raquel Lyra sugere laqueadura 'sem ela saber'; governadora pede desculpas

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aparece em vídeo sugerindo que uma mulher grávida, mãe de sete filhos, seja submetida à laqueadura "sem ela saber". A gravação foi feita em maio de 2025, em Garanhuns, no Agreste do estado, e veio à tona no domingo (20), no meio da campanha eleitoral. Segundo o g1, a esterilização sem consentimento é crime no Brasil, com pena de até 8 anos de prisão.A conversa acontece durante uma solenidade de inauguração no Hospital Regional Dom Moura, em 21 de maio de 2025. Ao lado da governadora aparecem a secretária de Assistência Social de Jupi, Carla Patrícia Gomes de Oliveira Albuquerque, a prefeita do município, Rivanda Freire Lima (PSD), e o vice-prefeito Lêdson Liberato (União Brasil). Segundo o g1, Carla Patrícia é nora da prefeita. O grupo era aliado de Raquel Lyra, mas declarou apoio ao principal adversário dela, João Campos (PSB), na eleição deste ano. Na gravação, a secretária descreve uma gestante e a governadora responde:"Ai, meu Deus! Aí tem que fazer laqueadura, visse? A gente bota na fila da laqueadura. Isso eu posso fazer. (...) Mas faz sem ela saber."A frase final vem depois de um trecho inaudível de Carla Patrícia na gravação, segundo transcrição do g1. A Lei 9.263/1996 só permite a esterilização voluntária, para maiores de 21 anos ou pessoas com pelo menos dois filhos vivos, com prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e a cirurgia, como recordou a Folha de S.Paulo. Não se sabe se a mulher citada no vídeo foi submetida ao procedimento: o g1 procurou Carla Patrícia e não recebeu resposta. A prefeitura de Jupi informou que a conversa informal "não representou manifestação oficial nem resultou em qualquer providência" e disse não ter informações sobre a identidade da mulher.Pedido de desculpasRaquel Lyra pediu desculpas publicamente no domingo, quando o vídeo circulou nas redes sociais. "Como mãe, como mulher, eu sei o desafio que é decidir sobre o planejamento familiar. Essa fala minha em nada traduz o respeito que eu tenho às mulheres. Por isso, eu peço desculpas. Foi uma fala equivocada. Eu não tenho compromisso com o erro", escreveu a governadora.A campanha também divulgou nota, segundo o g1. O texto reconhece que a fala em Garanhuns "foi infeliz", diz que a eleição "deve ser decidida na apresentação de propostas, não na fabricação de ataques" e classifica o vídeo como "mais uma tentativa de desviar o foco do que realmente importa, que é Pernambuco". Raquel Lyra disputa a reeleição com João Campos no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Após impedimento de Moraes, STF sorteia Fux para relatar ação sobre visitas ao Senado

O ministro Luiz Fux foi sorteado nesta terça-feira (22) como novo relator do mandado de segurança que tenta obrigar o Senado a divulgar registros de entrada e saída de pessoas nas dependências da Casa. Entre os nomes ligados ao pedido estão a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. A designação ocorreu um dia depois de Moraes se declarar impedido de julgar o caso.Moraes tinha sido sorteado relator na sexta-feira (18), pelo sistema de distribuição do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda (21), afirmou em despacho que não podia prosseguir e citou o Código de Processo Civil, que veda ao juiz atuar em processo no qual o cônjuge seja parte, segundo o G1. O processo foi remetido à Presidência do tribunal para nova distribuição, e um novo sorteio designou Fux.O pedido de informaçõesA ação foi movida pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal. Ele pediu ao Senado, com base na Lei de Acesso à Informação, os registros de acesso de Viviane, de Vorcaro, de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), negou o pedido, sob o argumento de que os dados de acesso são de caráter pessoal.Na ação, Kilter sustenta que a negativa é ilegal e não encontra respaldo na Lei de Acesso à Informação nem na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)."violando direito líquido e certo de acesso à informação pelo cidadão"O caso chegou ao STF depois que a Justiça Federal do Paraná se declarou incompetente. A juíza federal Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que apenas o Supremo pode julgar um mandado de segurança contra ato do presidente do Senado, segundo a InfoMoney.O nome de Fux também apareceu no inquérito sobre o Banco Master, do banqueiro Vorcaro. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal, noticiadas em setembro, indicam que Vorcaro teria bancado uma viagem e uma homenagem ao ministro em Nova York. Cabe agora a Fux analisar o pedido e decidir se o Senado deve ser obrigado a entregar os registros de entrada e saída.

MRMarina Rocha
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Lula e Flávio Bolsonaro centraram a propaganda de terça no preço dos alimentos

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) colocaram o preço dos alimentos no centro da propaganda eleitoral desta terça-feira (22), a duas semanas do primeiro turno. Segundo o g1, os programas exibiram críticas diretas entre os dois candidatos e versões opostas sobre o custo de vida das famílias.Ataques nos programasFlávio Bolsonaro abriu o horário eleitoral, que funciona em rodízio entre os candidatos. Na peça, o senador disse que Lula tenta "confundir" o eleitor com informações que ele classificou como mentirosas e afirmou que vai apresentar propostas em vez de responder aos ataques. O programa também trouxe propostas de segurança pública: cinco presídios federais de segurança máxima, bloqueio de celulares nas prisões, pena quadruplicada para roubo de celular e redução da maioridade penal."Da minha parte, você nunca viu o jogo baixo e nunca vai ver também. Agora, sabe porque o Lula, ao invés de dizer o que ele fez, ele fica falando tão mal de mim? A palavra é vergonha. Lula fala mal de mim porque não quer encarar a vergonha do Brasil ter hoje o recorde de brasileiros endividados de toda sua história... sem conseguir encher o carrinho no supermercado. Porque o governo dele é uma vergonha", disse Flávio Bolsonaro.No programa de Lula, o foco foi econômico e social. A peça apresentou o fim da escala 6 por 1, a ampliação do Pé-de-Meia, a criação da Rede Brasil contra o Câncer e a isenção de impostos sobre produtos da cesta básica. O presidente associou o adversário ao governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e o programa fechou a comparação entre os dois com a frase "Falar é Flávio. Fazer é Lula"."Durante o governo Bolsonaro, o preço dos alimentos disparou e eu vou te mostrar como isso afetou e ainda afeta a sua vida. O feijão e o arroz subiram mais de 45% e a fome voltou. O desemprego cresceu... Lula começou o trabalho de trazer de volta o poder de compra das pessoas. Mas você sente no seu bolso até hoje porque reconstruir leva tempo", afirmou Lula na propaganda.Pesquisa e disputa no TSEO confronto ocorre em um momento de aproximação nas pesquisas. A pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (21), aponta 37% das intenções de voto para Lula e 33% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 42% para o senador e 41% para o presidente. Segundo o g1, a campanha do petista tenta deslocar o foco da crise envolvendo o STF que dominou o noticiário na semana passada, e a do senador quer reduzir a diferença no Nordeste e ampliar a votação no Sudeste.A disputa pelo preço dos alimentos também chegou à Justiça Eleitoral. De acordo com o Brasil de Fato, a coligação Brasil Pronto pra Mais, que reúne PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e Psol/Rede, apresentou na segunda (21) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra Flávio Bolsonaro por causa de um vídeo publicado nas redes dele com a pergunta "Quanto tá a picanha na sua cidade?". A coligação alega que a peça descontextualiza uma fala de Lula, aponta R$ 105 mil em impulsionamento pago entre 13 e 18 de setembro, em quatro versões com alcance estimado em mais de 1 milhão de contas, e pede a remoção do vídeo e multa de R$ 240 mil. O relator é o ministro André Mendonça.Os programas seguem no ar em rodízio até a véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Até a publicação desta reportagem, Mendonça não havia decidido sobre o pedido de liminar da coligação de Lula.

MRMarina Rocha
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Emenda de R$ 200 mil de Flávio Bolsonaro foi negociada com miliciano do caso Marielle

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, destinou em novembro de 2023 uma emenda parlamentar de R$ 199.999,79 a um projeto esportivo no Rio a pedido de Robson Calixto, o Peixe, miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. A negociação aparece em mensagens de WhatsApp apreendidas pela Polícia Federal e obtidas pelo g1. O caso foi revelado primeiro pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela revista piauí.A interlocução coube a Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio no Senado e descrita pela PF como "interlocutora direta" de Peixe. Em 24 de outubro de 2023, o miliciano escreveu: "Amiga vê com o nosso Senador se consegue nos ajudar". A assessora respondeu: "Manda a solicitação meu amigo. Um e-mail ou um ofício". Peixe então enviou o "Ofício nº 002_2023".Dois dias depois, Maria de Fátima perguntou se Peixe ainda estava com o então deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. Os dois irmãos foram condenados pelo STF como mandantes da morte de Marielle. "Temos um evento. Vc vai tbm e já reforça o pedido com o senador", escreveu a assessora, ao enviar um convite para uma cerimônia de entrega de 396 coletes balísticos à Polícia Militar do Rio. Segundo a PF, o convite, extensível a Peixe, seria uma ocasião em que o pedido de recursos poderia ser reforçado pessoalmente com Flávio.Em 6 de novembro, Peixe insistiu: "Bom dia, amiga não esquece do IFOP não, vê se o Senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto". A assessora respondeu: "Pode deixar". Dias depois, a emenda foi destinada. Segundo a PF, Flávio repassou o valor ao Ministério do Esporte, que firmou um termo de fomento com o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP), em Taquara, na zona oeste do Rio, para o projeto "Jogadores do Futuro", voltado a crianças. Em janeiro de 2024, a PF registrou que a assessora pediu favores a Peixe, entre eles quatro ingressos para o desfile das campeãs no camarote Arpoador: "Já estou te perturbando rsrsrs será que consegue 4 ingressos pro desfile das campeãs no camarote Arpoador?".Indícios de desvio e a defesaUm relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), de 2025, apontou indícios de desvio do dinheiro. A empresa contratada pelo IFOP para coordenar o projeto de treinamento esportivo foi a Romulo Alves, sociedade individual de advocacia. O tribunal afirmou que ela "não guardava qualquer relação com a coordenação de projeto de atividades esportivas" e que "o responsável pela empresa [...] é o próprio presidente do IFOP, entidade contratante". A PF também apontou indícios de que o recurso foi desviado.Flávio negou irregularidades. Em nota, sua assessoria afirmou que a emenda "foi destinada dentro da legislação vigente" e que os repasses seguiram critérios técnicos do Ministério do Esporte, segundo a Folha de S.Paulo."A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei."Peixe foi condenado pelo STF em fevereiro deste ano a 9 anos de prisão e à perda do cargo de policial militar reformado. O tribunal o considerou o elo entre os executores do assassinato e os irmãos Brazão, condenados cada um a 76 anos e 3 meses de prisão. Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados no Rio em março de 2018.A revelação chega a menos de duas semanas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, em que Flávio disputa a Presidência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A assessoria do senador sustenta que eventuais irregularidades são matéria para os órgãos de controle. As mensagens vieram da investigação da PF sobre a morte de Marielle, cujos registros foram acessados pelo g1 e pela Folha.

MRMarina Rocha
Elections

Tarcísio falta a debate na Record; Haddad responde ao lado de púlpito vazio

O governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu ao debate com Fernando Haddad (PT) promovido pela TV Record na segunda-feira (21). A emissora manteve o púlpito reservado ao governador vazio durante a transmissão e transformou o encontro em uma sabatina de 30 minutos com Haddad, único candidato presente. Segundo o jornal O Globo, Tarcísio não tinha compromissos de campanha no horário do programa.Haddad, ex-ministro da Fazenda e principal adversário do governador nas urnas, concedeu a entrevista em pé, ao lado do púlpito vazio, e classificou a ausência como "desrespeito" ao eleitor."A ausência dele revela não só um desrespeito com o eleitor, mas também que as propostas dele não são convincentes para um segundo mandato. Demonstra que, talvez, com um confronto de ideias, o eleitor desse um novo destino para o estado de São Paulo.", disse HaddadO petista usou o tempo para criticar a privatização da Sabesp, os problemas nas linhas de trens, o combate ao crime organizado e o resultado de São Paulo no Ideb, índice de qualidade da educação. Segundo o R7, portal de notícias da Record, ele agradeceu a decisão da emissora de manter o espaço mesmo sem o adversário e lamentou não ter podido comparar os planos de governo frente a frente."Mais do mesmo", diz TarcísioTarcísio justificou a recusa ao convite da Record. Para ele, o formato dos debates está desgastado. "Os debates precisam de uma revisão em termos de modelo, porque viraram muito mais do mesmo. Será que ele está agregando para o eleitor?", disse o governador, que também afirmou que o debate "não pode ser um lugar só para proporcionar alguns recortes para a rede social". No dia do programa, ele participou às 10h de um encontro com jovens no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital paulista, segundo o O Globo.As pesquisas explicam o clima da corrida. Segundo o Datafolha, Tarcísio lidera com vantagem de 20 pontos percentuais. Levantamento da Real Time Big Data, divulgado pelo R7, dá 53% das intenções de voto ao governador no primeiro turno, contra 38% de Haddad. O único debate com os dois candidatos até aqui ocorreu em 9 de agosto, na Band. A Record iniciou na mesma segunda-feira (21) uma série de debates com candidatos aos governos estaduais e, na mesma noite, a Record Brasília reuniu os candidatos ao governo do Distrito Federal.O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Segundo o O Globo, há outros eventos com os dois candidatos marcados até o dia da votação, inclusive em TV aberta.

MRMarina Rocha
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Moraes se declara impedido em ação sobre visitas da esposa e de Vorcaro ao Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido nesta segunda-feira (21) de atuar como relator de um mandado de segurança que pede ao Senado os registros de entrada e saída de visitantes, entre eles sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi informada pelo g1.Moraes havia sido sorteado relator do caso pelo sistema do tribunal. Em despacho, citou o Código de Processo Civil, que veda o juiz de exercer suas funções em processo no qual o cônjuge figure como parte. Com o impedimento declarado, os autos foram remetidos à Presidência do STF para redistribuição a outro ministro.O pedido e o trajeto do processoA ação foi proposta pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo). Segundo a CartaCapital, ele pede a lista de horários de entrada e saída de oito pessoas que visitaram o Senado entre 2019 e 2026. Além da esposa do ministro e de Vorcaro, o pedido alcança Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e, conforme o g1, também José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.O trajeto até o STF foi longo. Kilter pediu os dados ao Senado pela Lei de Acesso à Informação, e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), negou, alegando proteção a dados pessoais. O vereador então acionou a Justiça Federal do Paraná. A juíza Thais Sampaio da Silva Machado declarou a incompetência do juízo, porque o responsável apontado na ação, Alcolumbre, tem foro no STF. Na ação, Kilter classifica a negativa como ilegal, sem respaldo na Lei de Acesso à Informação nem na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e sustenta que o Senado viola "direito líquido e certo de acesso à informação pelo cidadão". Ele argumenta que a divulgação é necessária para a fiscalização de reuniões no Senado.Caso MasterO processo chega ao STF em meio à crise em torno do Caso Master. Segundo a CartaCapital, mensagens extraídas do celular de Vorcaro citam Moraes e a esposa, sócia do escritório Barci de Moraes, e sugerem que o casal teria se beneficiado de favores do então banqueiro quando o escritório prestava serviços de compliance ao Banco Master. O plenário do STF ainda não analisou o relatório da Polícia Federal sobre os diálogos entre Vorcaro e Moraes.Próximo passo: a Presidência do STF redistribui a ação por sorteio a outro ministro, que decidirá se obriga o Senado a entregar os registros de visitas.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest: Lula 37% a 33% de Flávio Bolsonaro no 1º turno; empate técnico de 42% a 41% no 2º

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42% das intenções de voto e o presidente Lula (PT) com 41% em simulação de segundo turno da eleição presidencial. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais: empate técnico. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.No cenário de primeiro turno, Lula aparece na frente, com 37%, contra 33% do senador pelo Rio de Janeiro, segundo os dados publicados pelo G1. Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que a Folha de S.Paulo descreve como condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. Há uma semana, o petista tinha 36% e o candidato do PL, 31%.O restante do cenário de primeiro turnoDepois dos dois líderes, o escritor Augusto Cury (Avante) tem 6%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) tem 3% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem 1%, o mesmo que Samara Martins (UP). Brancos, nulos e eleitores que dizem que não vão votar somam 7%, e 8% estão indecisos.Outros cenários, rejeição e calendárioNa semana passada, a Quaest já registrava empate técnico no segundo turno, com 42% para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula. O petista subiu um ponto e o candidato do PL ficou estável. A consultoria testou ainda quatro outros cenários: Lula 41% contra 39% de Caiado; 41% contra 38% de Renan Santos; 39% contra 35% de Cury; e 46% contra 32% de Zema.A rejeição dos dois rivais é praticamente igual: 56% dos entrevistados dizem que conhecem Flávio Bolsonaro e não votariam nele, e 55% dizem o mesmo sobre Lula. Entre quem já escolheu um candidato, 79% consideram o voto definitivo e 21% admitem mudar de opinião.A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro, em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; se ninguém passar da metade dos votos válidos, o segundo acontece em 25 de outubro. Segundo a Folha de S.Paulo, os comitês de Lula e de Flávio Bolsonaro intensificam nesta reta final a campanha pelo chamado voto útil.

MRMarina Rocha
Politics

Moraes é sorteado relator de ação sobre visitas da esposa e de Vorcaro ao Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado relator de ação que pede ao Senado os registros de entrada e saída de visitantes de gabinetes entre 2019 e 2026. Entre os nomes visados estão a esposa dele, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.A distribuição foi feita por sorteio, segundo o sistema do STF. A Folha de S.Paulo registra que o sorteio ocorreu na sexta-feira (18); a CartaCapital aponta a segunda-feira (21). O ministro pode se declarar impedido de analisar o caso. A Folha procurou a assessoria de imprensa do STF nesta segunda (21), por e-mail e por WhatsApp, para perguntar se ele vai se afastar da ação, e não recebeu resposta.O pedido é do vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo-PR). Ele quer os horários de entrada e saída de oito pessoas que passaram pelo Senado no período, segundo a CartaCapital. Além de Viviane e Vorcaro, a lista inclui Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT); Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; e o sindicalista Frei Chico, irmão do presidente. Para Kilter, a divulgação dos registros é necessária para a fiscalização das reuniões do Senado e para acompanhar a apuração de irregularidades, diz a CartaCapital.Como o caso chegou ao STFKilter pediu os dados primeiro pela LAI (Lei de Acesso à Informação). O Senado negou. Ele então acionou a Justiça Federal do Paraná e apontou como autoridade responsável o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A juíza Thaís Sampaio da Silva Machado, da 1ª Vara Federal de Curitiba, declarou a incompetência da Justiça Federal e remeteu o caso ao STF, porque Alcolumbre tem foro privilegiado."Sendo o Presidente do Senado Federal o representante máximo e integrante da Mesa Diretora daquela Casa Legislativa, a competência originária para apreciar o presente mandamus contra ato a ele atribuído ultrapassa à jurisdição desta Justiça Federal de primeiro grau, recaindo exclusivamente sobre a Suprema Corte", escreveu a magistrada.Segundo a Folha, o escritório de Viviane firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, e a Polícia Federal aponta que o documento foi editado pelo ministro antes de ser assinado. A banca nega irregularidades e afirma que a intervenção dele se deu na condição de marido da sócia. Os outros nomes da lista ligados a Lula estiveram no centro da CPI mista do Senado que apurou descontos indevidos em aposentadorias do INSS; o relatório final, que pedia o indiciamento de Lulinha, não foi aprovado, e o caso é investigado também no STF.O passo seguinte depende de Moraes. Segundo a CNN Brasil, o ministro pode se declarar suspeito ou impedido e pedir ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, a realização de novo sorteio. Não há prazo definido. Se permanecer com o caso, será a primeira ação envolvendo a esposa e o Banco Master a passar por ele: o processo sobre o banco tramita na Segunda Turma, colegiado do qual Moraes não faz parte, informa a CNN.

MRMarina Rocha
Corruption

Vorcaro pediu 'caso ou parecer' para filho de Lewandowski, indicam mensagens da PF

Mensagens trocadas por Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, indicam que ele pediu, em dezembro de 2024, que o então diretor jurídico do banco desse "um caso ou parecer" a Enrique Lewandowski, filho do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski. O objetivo, segundo a Folha de S.Paulo, era justificar o contrato que o banco mantinha com o escritório do advogado. As conversas constam da extração do celular de Vorcaro feita pela Polícia Federal e foram obtidas pelo jornal, que as publicou nesta segunda-feira (21).O diálogoO primeiro contato sobre o assunto foi às 21h de 9 de dezembro de 2024. Vorcaro escreveu ao então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó: "preciso. ajuda sua (sic)". Encaminhou em seguida o contato de Enrique. Rennó respondeu: "Claro! Aqui o que está pegando? Chamar? Posso?". Vorcaro então detalhou a orientação:"Calma. Temos um contrato. Tem que chamar ele urgente. No banco. Vc se apresentar. Falar que trocou o diretor. Pedir desculpas que ficamos sem contato. E dá algum caso ou parecer para ele fazer".Rennó confirmou as instruções: "Já havíamos no passado informado! Mas irei chamar e alinhar". Vorcaro insistiu: "Tem que chamar ele no banco. Fazer presencial. E já pedir algo". Minutos depois, o diretor jurídico respondeu: "Amigo, relaxa! Resolvido amanhã. Vc precisa de algo específico?".Na época das mensagens, Ricardo Lewandowski comandava o Ministério da Justiça do governo Lula (PT), cargo que deixou em janeiro deste ano. Entre a aposentadoria do Supremo, em abril de 2023, e a posse no governo, em fevereiro de 2024, ele atuou para o Master como advogado, segundo a Folha.O contratoO contrato entre o Master e a Lewandowski Advocacia começou em agosto de 2023, como "consultoria institucional" do próprio Ricardo Lewandowski. Segundo a coluna de Malu Gaspar, no O Globo, que cita revelação do portal Metrópoles, previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e rendeu R$ 6,5 milhões aos Lewandowski entre agosto de 2023 e agosto de 2025. Quando o ex-ministro assumiu a Justiça, a consultoria foi transferida para o filho, especialista em temas fiscais e tributários. Nos 21 meses seguintes, o escritório faturou R$ 5 milhões com o banco.Em nota à reportagem, o escritório de Enrique afirmou que celebrou com o Banco Master "um contrato de consultoria jurídica em agosto de 2023, com prazo de validade até agosto de 2025, quando os serviços foram encerrados". A nota diz que, a partir de 2024, a consultoria passou a ter como foco assuntos fiscais e tributários e que os contatos do advogado se davam "com o corpo jurídico do banco". Em janeiro, segundo o O Globo, a assessoria do escritório havia informado que não houve elaboração de pareceres ou defesa em causas específicas para o banco.Os pagamentos cessaram em setembro de 2025, quando o Banco Central vetou a compra do Master pelo BRB, segundo o Globo. As mensagens agora divulgadas integram o material extraído pela PF do celular de Vorcaro no inquérito do caso Master, que segue em curso.

MRMarina Rocha
banco-master

Crise no STF gera incerteza sobre investigações do Banco Master e do INSS

A crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal criou incerteza sobre o andamento das investigações do Banco Master e das fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo a Folha de S.Paulo, as dúvidas alcançam o impacto sobre novas operações, o tempo de resposta a pedidos da Polícia Federal e de investigados e até a definição de qual ministro decidirá questões urgentes. Equipes de investigação, defesas dos alvos e magistrados relatam, nos bastidores, receio de que a disputa se arraste por meses e contamine a tramitação dos casos.O ponto de virada veio há menos de duas semanas. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou o encaminhamento dos processos ao gabinete da Presidência da Corte. O relator segue sendo, oficialmente, o ministro André Mendonça, mas os autos, os documentos que compõem as investigações, estão agora no gabinete da Presidência. A Folha registra que a medida não é comum e já sofre críticas e questionamentos. A suspensão, na semana passada, do julgamento sobre o relatório das mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes deixou o cenário ainda mais incerto.PF aguarda, e o Ministério Público segue "dentro do possível"Integrantes das cúpulas da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmam à Folha que há questões sobre os procedimentos. Depois da decisão de Fachin, a PF não fez nenhuma representação à Corte, e não há planos de fazê-lo em breve. No Ministério Público, a avaliação é a de que apenas as tratativas para firmar acordos de delação premiada podem prosseguir, porque independem de juiz durante a fase de negociação. Segundo essas autoridades, o trabalho segue "dentro do possível", com análise do material já colhido e tomada de depoimentos, que não precisam de autorização prévia do Judiciário. Mendonça homologou recentemente a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior.Origem da crise e próximos passosA disputa ganhou escala em 3 de setembro, quando Moraes comunicou a Fachin fatos que, segundo ele, indicariam atos do colega capazes de configurar improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, relata o Poder360. O pedido foi feito no âmbito do inquérito das fake news, aberto em 2019 e ainda sem conclusão, e ocorreu dois dias depois de Mendonça tornar público, em 1º de setembro, parte do conteúdo das investigações sobre o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, havia 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, encontradas no bloco de notas do telefone do banqueiro e sem registro de eventuais respostas. Para Moraes, Mendonça estaria direcionando as investigações contra ministros do tribunal. O relatório de inteligência da PF apresentado por ele, porém, se classifica como uma análise de cenário sem valor probatório.O próximo passo tem prazo. Termina nesta segunda-feira (21) o período de 5 dias úteis dado por Fachin a Mendonça para se manifestar sobre as suspeitas levantadas por Moraes, após a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Com ou sem resposta, os autos retornam à Presidência do STF para análise. Em paralelo, o plenário ainda precisa decidir se abre investigação contra Moraes pelas conversas com Vorcaro. Esse julgamento foi travado por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pode adiar o debate de mérito por até 90 dias.

MRMarina Rocha
Elections

Palver: Lula empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) em simulações de segundo turno da eleição presidencial de outubro. Os números são do levantamento do instituto Palver divulgado nesta segunda-feira (21) pela CNN Brasil.Nos três cenários, os adversários ficam numericamente à frente. Flávio Bolsonaro soma 47% das intenções de voto, contra 43% do presidente. Caiado, ex-governador de Goiás, e Zema, ex-governador de Minas Gerais, registram 44% cada um, sempre diante dos mesmos 43% de Lula. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o instituto classifica as três disputas como empate técnico. Brancos, nulos e abstenções somam 9% no cenário contra Flávio, 12% contra Caiado e 11% contra Zema, com 1% de indecisos nos três embates.O quadro muda quando os oponentes são o escritor Augusto Cury (Avante) e o coordenador do MBL Renan Santos (Missão). Lula mantém 43% em ambos os cenários, ante 35% de Cury e 34% de Renan Santos. Brancos, nulos e abstenções chegam a 20% e 21%, respectivamente, com 2% de indecisos.Metodologia e leitura de conjuntoO Palver ouviu 5 mil eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi custeado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00860/2026.A rodada repete o padrão da pesquisa anterior do instituto, divulgada em 9 de setembro, quando Flávio aparecia com 46% contra 44% de Lula e Caiado e Zema também empatavam com o presidente. Outros institutos mostram quadro parecido. Segundo o Datafolha, em levantamento de 17 de setembro noticiado pelo g1, Lula tem 46% e Flávio 44% em eventual segundo turno, diferença dentro da margem de dois pontos daquele estudo. No recorte regional e religioso do Datafolha, o presidente lidera no Nordeste, por 62% a 31%, e o senador à frente entre evangélicos, por 60% a 32%, e no Sul, por 57% a 32%.O primeiro turno ocorre em outubro. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, os dois primeiros avançam para o segundo turno no fim do mês, e os cenários hoje simulados pela Palver passam a definir a disputa real pela Presidência.

MRMarina Rocha
stf

Ex-ministros do STF cobram apuração dos vínculos entre Vorcaro e Moraes

Ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem que a corte apure a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A cobrança, relatada pelo blog de Valdo Cruz no G1 nesta segunda-feira (21), ganhou força depois da divulgação de imagens que mostram Moraes e a esposa, contratada por Vorcaro, em um dos jatinhos do ex-dono do Banco Master.Os ex-ministros ouvidos pelo blog avaliam que o tribunal não pode deixar o assunto sem exame. Na mesma linha, defendem que eventuais irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça sejam analisadas pelo plenário. Na avaliação deles, varrer as suspeitas para debaixo do tapete seria péssimo para a imagem do tribunal e manteria o Supremo em estado permanente de crise. Um dos ex-ministros afirmou que tudo precisa ser investigado, inclusive para provar quem não tenha praticado nenhum ato criminoso em favor de Vorcaro.Calendário eleitoral pesaDentro do tribunal, a tendência é outra. Segundo o G1, a corte não deve voltar a analisar os casos dos dois ministros antes das eleições de outubro. Essa é a posição defendida por ministros que apoiam Moraes. Quem defende Mendonça também prefere esperar, para evitar novas cenas "vergonhosas" durante o período eleitoral.Os processos já estão travados. A sessão marcada para esta semana, que julgaria a petição de Moraes contra Mendonça, foi suspensa. Na peça, o ex-relator da ação penal do golpe acusa o relator do inquérito do Master de ter agido politicamente e cometido irregularidades para atingi-lo. Já o pedido de Mendonça para que o plenário apure as mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes está parado desde que o ministro Flávio Dino pediu vista. Ele tende a devolver o caso ao plenário somente depois de encerrado o processo eleitoral.Há custo político no impasse. Na leitura relatada pelo blog, a crise dentro do STF prejudica mais o presidente Lula e beneficia Flávio Bolsonaro, que lideram as pesquisas de intenção de voto. A BBC News Brasil descreveu a situação do tribunal como uma crise sem precedentes. O professor Diego Werneck, do Insper, disse ao canal que nem o impeachment de ministros, defendido por candidatos da direita, resolve o quadro.O que vem a seguir depende do calendário. A sessão sobre a petição de Moraes contra Mendonça segue suspensa. A apuração das mensagens entre Vorcaro e Moraes, pedida por Mendonça, só deve voltar ao plenário depois que Dino devolver o processo, o que tende a ocorrer após o fim da eleição.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Real Time em SP: Flávio 51% a 45% de Lula no 2º turno; quatro na disputa ao Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a corrida presidencial entre os eleitores de São Paulo. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (21) aponta o senador com 51% das intenções de voto em um eventual segundo turno no estado, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio tem 41%, à frente dos 35% do petista.O instituto ouviu 2.000 eleitores paulistas entre os dias 16 e 19 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09702/2026, segundo o InfoMoney. Na sequência do primeiro turno aparecem Renan Santos (Missão), com 6%, e Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), com 4% cada um. Lula é o candidato mais rejeitado no estado, com 53%; Flávio aparece logo depois, com 48%. O presidente é desaprovado por 56% dos eleitores paulistas e aprovado por 41%.SenadoA mesma rodada mediu a disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo. No cenário consolidado, que soma o primeiro e o segundo voto, o deputado federal Guilherme Derrite (PP) está numericamente à frente, com 20%. Vêm em seguida o deputado estadual André do Prado (PL), com 18%, e a ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 17%. A ex-ministra Marina Silva (Rede) tem 14%, e o ex-ministro Ricardo Salles (Novo), 9%.Com margem de erro de dois pontos, a CNN Brasil classifica a disputa como triplo empate técnico entre Derrite, André do Prado e Tebet. Já o Poder360 aponta que os quatro primeiros colocados têm chances de conquistar as duas cadeiras em jogo. A pesquisa do Senado foi paga com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE sob o protocolo SP-07495/2026.A semana de pesquisasFora do recorte estadual, o quadro é mais apertado. A pesquisa Palver, divulgada nesta segunda e noticiada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, mostra empate técnico entre Flávio e Lula no primeiro turno, com o senador numericamente à frente: 42% a 41%. A Datafolha de 17 de setembro havia apontado empate técnico no segundo turno, com 46% para Lula e 44% para Flávio. Na Quaest de 14 de setembro, o senador ficou numericamente à frente pela primeira vez na série do instituto, 42% a 40%.Quatro institutos, Quaest, AtlasIntel, Datafolha e Real Time Big Data, registraram novas pesquisas nacionais no TSE com divulgação prevista entre esta segunda e a quinta-feira (24), segundo o InfoMoney. Serão os primeiros levantamentos depois do anúncio do reajuste de 15,04% do Bolsa Família. O primeiro turno das eleições ocorre em menos de duas semanas.

MRMarina Rocha
Lula

TSE aceita ação de Flávio Bolsonaro contra Lula e Alckmin por desfile no Carnaval

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou uma ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição. A ação apura suposto abuso de poder político e econômico no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, em fevereiro, no Carnaval do Rio de Janeiro. O desfile teve a trajetória de Lula como enredo.A decisão é do corregedor-eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, divulgada na sexta-feira (18). A ação foi apresentada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL). Também aparecem como investigados a primeira-dama Janja Lula da Silva, o presidente da Embratur e candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT) e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Pela decisão, os investigados têm cinco dias, após a notificação, para apresentar defesa.Aceitar a ação é uma decisão técnica, segundo o g1. Nesta etapa, não se discute o mérito das acusações nem se define punição. O ministro entendeu apenas que a petição preenche os requisitos de admissibilidade, como a indicação de provas e a possibilidade de os fatos configurarem abuso de poder.O que a ação alegaFlávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar afirmam que houve abuso de poder econômico porque a prefeitura do Rio, a prefeitura de Niterói, o governo fluminense e a Embratur destinaram R$ 9,6 milhões à Acadêmicos de Niterói. A CNN Brasil aponta o total de R$ 9,65 milhões e acrescenta que a petição fala em receitas privadas ainda não esclarecidas, possivelmente de empresas com contratos públicos. Segundo os autores, os repasses ocorreram depois do anúncio do enredo, em meados de 2025. A escola ficou em último lugar no Grupo Especial e foi rebaixada.O enredo, "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", contou a trajetória do presidente, da infância em Garanhuns (PE) ao retorno à Presidência. Lula assistiu ao desfile de um camarote na Sapucaí, ao lado do então prefeito do Rio, Eduardo Paes. Janja, citada na ação, não desfilou: a cantora Fafá de Belém ocupou o último carro alegórico em seu lugar.Os candidatos do PL também sustentam que houve uso indevido dos meios de comunicação. O desfile foi transmitido em rede nacional de televisão aberta por cerca de 79 minutos, e a gravação seguiu disponível em plataformas digitais. Para eles, a exposição teria escapado das regras da propaganda eleitoral. Pedem a cassação do registro ou do diploma de Lula e Alckmin e a inelegibilidade dos dois por oito anos, a partir das eleições de 2026.Defesa de Lula e próximos passosLula já se defendeu em caso semelhante. O partido Novo também questionou o desfile, e essa ação foi aceita em agosto. Na defesa, o presidente alegou que carnavais retratam figuras políticas, que apenas concordou com o uso de seu nome, que os repasses foram iguais entre as 12 escolas do Rio e que não haveria gravidade, dada a distância entre o Carnaval e as eleições. O g1 procurou a assessoria de campanha do PT sobre a nova ação e não obteve resposta.O especialista em Direito Eleitoral Márcio Nogueira, presidente da OAB de Rondônia, disse ao g1 que esse tipo de processo é um dos "mais severos de responsabilização na Justiça Eleitoral"."AIJE é voltada à apuração de abuso de poder, exigindo a demonstração da gravidade da conduta e podendo resultar em cassação e inelegibilidade."Segundo ele, a ação, prevista no artigo 22 da Lei Complementar 64, de 1990, apura abuso de poder econômico, político ou de autoridade e uso indevido dos meios de comunicação. As duas condenações que deixaram Jair Bolsonaro inelegível até 2030 no TSE ocorreram em ações deste tipo.Agora, Lula e Alckmin serão notificados e terão cinco dias para se defender. No caso aberto pelo Novo, o ministro Antonio Carlos Ferreira aguarda manifestação do partido. Flávio Bolsonaro, por sua vez, é alvo de ação semelhante apresentada pelo PT por sua participação na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, aceita em 7 de setembro. Segundo o g1, há outros nove processos do tipo já protocolados no tribunal na disputa deste ano.

MRMarina Rocha
Politics

Supersalários: planos de governo divergem sobre limites no funcionalismo público

Os chamados supersalários e penduricalhos entraram na disputa presidencial. Levantamento do g1 publicado em 21 de setembro mostra o que cada candidato ao Planalto propõe para conter remunerações e benefícios no serviço público, a menos de um mês da eleição. O teto para os salários dos servidores é de R$ 46,4 mil, mas verbas indenizatórias, gratificações e outros benefícios permitem pagamentos muito acima desse valor.No campo da oposição, Flávio Bolsonaro (PL) coloca em seu plano de governo o "combate aos penduricalhos e supersalários" como diretriz central do que chama de eficiência fiscal da máquina pública. O senador propõe uma Reforma Administrativa para modernizar a carreira do servidor e reduzir gastos administrativos. O plano do presidente Lula (PT) não cita o tema diretamente, segundo o levantamento. O petista prioriza a valorização do servidor de base, a realização de concursos públicos e o diálogo com sindicatos por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente.Ronaldo Caiado (PSD) propõe aplicar o teto constitucional de forma efetiva em todos os Poderes e órgãos, com transparência das parcelas remuneratórias e responsabilização por pagamentos incompatíveis com a Constituição. Renan Santos (Missão) inclui o "fim dos supersalários" em sua PEC do Equilíbrio Fiscal, destinada a conter despesas obrigatórias. Edmilson Costa (PCB) defende o "fim de todas as verbas e penduricalhos que ultrapassarem o teto constitucional" no Judiciário e no Ministério Público.O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) propõe o pacote mais amplo. As medidas seriam regulamentar verbas indenizatórias cobradas acima do teto, limitar férias a 30 dias em todas as carreiras, eliminar auxílios sem correspondência no setor privado e acabar com a aposentadoria compulsória como punição. As mudanças viriam por uma Reforma Administrativa com critérios fixos de avaliação, unificação de carreiras, redução de cargos e contratação por tempo determinado. Os planos de Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não mencionam diretamente o tema, segundo o g1.O tamanho do problemaSó em 2025, os adicionais custaram mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos, segundo o levantamento. Em carta divulgada em agosto, especialistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmam que os supersalários viraram "o piso efetivo das carreiras jurídicas de elite"."A Emenda Constitucional 41/2003 estabeleceu que nenhum servidor deveria receber acima do subsídio de ministro do STF. Duas décadas depois, esse limite se inverteu. O descumprimento é a regra, não a exceção: alcança 85,1% na magistratura, 89,1% no Ministério Público, 72,2% nas defensorias e 52,8% na advocacia pública", afirma Luiz Guilherme Schymura, pesquisador e doutor em economia pela FGV.Decisão repartida entre STF e CongressoNo Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin relatam processos sobre o tema. Em agosto, Moraes determinou que sete Tribunais de Justiça devolvessem valores que considerou "exorbitantes". O jornal O Globo noticiou que a ordem atinge juízes de seis estados e do Distrito Federal.O próximo presidente não decide sozinho. A regulamentação definida pelo STF exige que o Congresso Nacional aprove uma lei com regras definitivas para a remuneração do funcionalismo. Os processos seguem em aberto no Supremo, e o eleitor vai às urnas no primeiro turno em outubro.

MRMarina Rocha
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Caiado promete zerar emendas impositivas e limitar gastos para derrubar juros

O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) prometeu cortar 100% das emendas parlamentares impositivas e limitar o crescimento dos gastos públicos como parte de um plano para permitir a queda dos juros. As declarações foram dadas neste domingo (20), durante caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo. O candidato à vice-presidência na chapa, Gilberto Kassab, participou da agenda, segundo o G1.O centro da proposta é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com duração de 24 meses, que limitaria o crescimento dos gastos do governo a, no máximo, 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Caiado afirmou que, com as medidas, a taxa de juros poderia cair para "provavelmente 7%" e a inflação ficar entre 3,5% e 4%, o que tornaria os setores produtivos brasileiros mais competitivos. "A causa [da taxa de juros alta] é o governo irresponsável, que gasta mais do que pode", disse.Onde Caiado diz que cortariaAo ser questionado sobre onde faria os cortes, o candidato listou quatro frentes."Com essa autorização, eu já priorizei quais os cortes que darei: 100% das emendas parlamentares impositivas. Revisão de todos os incentivos fiscais que são concedidos no Brasil. Fazer uma auditoria através de plataformas com Inteligência Artificial sobre toda a distribuição que está sendo feita em programas de governo para saber se aquilo está cumprindo a sua função necessária. Corte de 25% sobre todos os poderes e órgãos independentes do governo."Caiado disse ainda considerar correta a independência do Banco Central. Na leitura dele, a autoridade monetária define os juros como reação ao gasto público. "O Banco Central simplesmente regula o juro de acordo com o gasto do governo. Ele é consequência, não é a causa. Se o governo gasta irresponsavelmente, o BC aumenta [a taxa de juros] para que a inflação não seja galopante", afirmou, segundo a reportagem da A Redação.Dependência do CongressoAs emendas impositivas são verbas que os parlamentares destinam no Orçamento e cuja execução o Executivo é obrigado a realizar. Por isso, zerar esse gasto e aprovar a PEC dependem do Congresso Nacional, onde as emendas são uma prerrogativa do Legislativo. A aprovação de uma emenda constitucional exige 308 dos 513 votos da Câmara e 49 dos 81 do Senado, em dois turnos. Segundo a A Redação, Caiado afirmou que o ajuste não atingiria trabalhadores, aposentados ou beneficiários de programas sociais.Na mesma caminhada, o candidato defendeu que as facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas e disse que encaminharia essa mudança se chegar à Presidência. Ele criticou o governo do PT e afirmou que o partido seria "conivente com as facções criminosas", segundo o G1. A promessa fiscal chega na reta final da campanha para o primeiro turno, em outubro, e seu primeiro teste, em um eventual governo Caiado, seria a aprovação do pacote pelo Congresso.

MRMarina Rocha
justice

Gilmar sugere afastamento de integrantes do TSE e avisa que STF revisará atos

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na noite deste sábado (19) que o principal risco à Justiça Eleitoral "vem de dentro". Em publicação na rede social X, sem citar nomes, ele sugeriu que integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atuem de forma politizada avaliem se devem permanecer nos cargos e avisou que o STF vai intervir nas decisões da corte eleitoral sempre que julgar necessário."Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure"Gilmar escreveu ainda que o TSE precisa ter "uma atuação altiva, imparcial e apartidária", com compromisso apenas com a Constituição e com as leis. Sobre o papel do Supremo, afirmou que o tribunal atuará como "instância de supervisão", "intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição". Na leitura do Poder360, o ministro disse, em resumo, que o STF vai se sobrepor ao TSE sempre que julgar necessário.Crise do caso Master atravessa a Justiça EleitoralO TSE é comandado por ministros do próprio STF: Kassio Nunes Marques é o presidente e André Mendonça, o vice. Dias antes da publicação, em sessão do Supremo e também na rede X, Gilmar chamou Mendonça de "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral". O ataque veio depois de Mendonça retirar o sigilo de relatório com conversas do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, às vésperas do feriado de 7 de Setembro. Mendonça negou usar o tribunal como "palanque" e disse ter tomado a decisão de forma fundamentada. Segundo o Blog do BG, a publicação de Gilmar veio um dia depois de ele decidir que o reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais.De acordo com o Valor Econômico, o bloco formado por Gilmar, Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin acusa Mendonça de conduzir, na relatoria do caso Master, o processo com suposto interesse eleitoral para favorecer Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Do outro lado, Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux votaram pela abertura imediata de investigação contra Moraes pelos diálogos que a Polícia Federal considerou suspeitos com Vorcaro, fundador e acionista do Master. O presidente do STF, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia votaram com o bloco de Mendonça contra Moraes, e o desfecho foi adiado por pedido de vista de Dino.Alertas sobre IA e interferência estrangeiraNa mesma publicação, Gilmar reconheceu a credibilidade do TSE e das urnas eletrônicas junto aos brasileiros, mas disse que novos desafios obrigam a Justiça Eleitoral a reafirmar sua imparcialidade. Ele citou reportagem da Folha de S.Paulo segundo a qual pesquisadores produziram 15 peças falsas de propaganda eleitoral com inteligência artificial e 13 não foram barradas pelos filtros da Meta. Mencionou ainda relatório reservado da Abin que, segundo o jornal, teria alertado TSE e governo sobre "risco crítico de interferência externa" nas eleições.O que vem a seguir: o STF precisa retomar o julgamento sobre a abertura de investigação contra Moraes, adiado pelo pedido de vista de Dino, enquanto a campanha presidencial entra na reta final com o embate entre os dois tribunais no centro do debate. Partidos e o Ministério Público Eleitoral podem apresentar pedidos de suspeição contra ministros do TSE, caminho apontado pelo próprio Gilmar em sua publicação.

MRMarina Rocha
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Lula defende proibir bets online em MP; Fazenda resiste por R$ 12 bi

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dividido sobre a edição de uma Medida Provisória para restringir as bets, as apostas online. O presidente e a Secretaria de Comunicação (Secom) defendem que o texto proíba as apostas online. O Ministério da Fazenda resiste e argumenta que o país deixaria de arrecadar cerca de R$ 12 bilhões. A disputa foi relatada neste domingo (20) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo.A medida foi elaborada pela Fazenda e está sob avaliação do Planalto, informou o Estadão na quinta-feira (17). O plano é publicá-la e enviá-la ao Congresso ainda antes do primeiro turno das eleições, marcado para o início de outubro. O presidente pretende assinar o texto na quarta-feira (23), segundo fontes ouvidas pelo Brasil de Fato. Para o ministério, as apostas movimentam cerca de R$ 60 bilhões por ano no país.O que a medida prevêO texto mira os jogos de cassino online, como o "jogo do Tigrinho" (Fortune Tiger). Interlocutores do governo citados pelo Estadão chamam a proibição do jogo de "emblemática", porque a plataforma responde por 40% das apostas no país. Apostas esportivas, patrocínios de clubes e campeonatos devem ficar fora da proibição, mas com restrições maiores de publicidade, segundo o Brasil de Fato.O governo estuda ainda uma cláusula de vigência de 180 dias, segundo o Estadão. Com ela, a proibição só começaria a valer após esse prazo. Na prática, o Congresso teria de aprovar a medida antes de a proibição ter efeito. Se os parlamentares rejeitarem, a proibição cai. Se aprovarem, vira lei.A reação do futebolNa quinta-feira (17), as federações paulista, carioca e baiana de futebol e clubes das séries A e B divulgaram o manifesto "O fim do futebol brasileiro". Os times alegam risco de insolvência e perdas de até R$ 1 bilhão em patrocínios. O Brasil de Fato relata que o governo chegou a estudar a proibição total das bets e recuou diante da reação do futebol. Lula aumentou o tom contra as casas de apostas: chamou as bets de "doença" e de "desgraça da mentira". Em abril, já dizia que "o futebol viveu um século e meio sem as bets".O próximo passo é a assinatura, prevista para a quarta-feira (23), e o envio ao Congresso. Uma Medida Provisória entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada por deputados e senadores para virar lei permanente. O alcance final do texto, proibir ou apenas restringir as apostas online, ainda depende do resultado da negociação entre o Planalto e a Fazenda.

MRMarina Rocha
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Vídeo mostra Moraes em jatinho ligado a Vorcaro após contrato de R$ 50 milhões

O jornal O Globo divulgou neste domingo (20) um vídeo que mostra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, desembarcando de um jato executivo no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. As imagens foram gravadas em 22 de agosto de 2025. A aeronave era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, registrada em nome de uma empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, segundo o Metrópoles.A gravação confronta a negativa do ministro. Em abril, em nota oficial emitida pelo gabinete, Moraes afirmou que "jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece". Segundo o Brasil 247, o vídeo contraria a versão apresentada ao STF. O Metrópoles escreveu que os registros em vídeo e as investigações da Polícia Federal (PF) contradizem a versão oficial do ministro. Moraes já classificou de "diálogos fantasiosos" as mensagens que a PF atribui a ele nas conversas com Vorcaro.O contrato das aeronavesSegundo apurações da PF citadas pelo Metrópoles, o voo ocorreu três meses após o escritório de advocacia de Viviane Barci firmar um contrato suplementar de R$ 50 milhões com uma empresa de Vorcaro. A minuta localizada pelos investigadores previa R$ 40 milhões pagos em cotas de uso de um jato e de um helicóptero, além de R$ 10 milhões em reembolso de despesas de voo. O acordo seria adicional ao primeiro contrato, de cerca de R$ 130 milhões, assinado pelo escritório com o Banco Master.O escritório nega que o segundo acordo exista. "Nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição", diz a nota citada pelo Brasil 247. A defesa sustenta que a proposta de Vorcaro não foi aceita e que não houve irregularidade. Moraes e o escritório afirmam publicamente que o contrato de R$ 50 milhões jamais existiu ou chegou a ser assinado pelas partes, conforme o Metrópoles.Mensagens extraídas do celular de Vorcaro reforçam o uso das aeronaves, segundo a PF. Em diálogo de 16 de julho de 2025, o banqueiro perguntou ao gestor Marcos Matta se o casal estava utilizando os aviões; a resposta confirmou que o uso de jatos e helicópteros já estava liberado e em andamento, relata o Metrópoles. Em maio de 2025, Vorcaro havia pedido a um ex-sócio da Prime Aviation informações sobre o Legacy 650 e um helicóptero EC 155 B1, aponta o Brasil 247. Ao discutir quando os "ativos" previstos no acordo seriam transferidos, ele respondeu: "os ativos são deles já". Vorcaro, em depoimento, disse não lembrar o destinatário da mensagem que a PF atribui a Moraes, segundo o Brasil 247.Viviane Barci também confirmou o uso do serviço. Em conversa de julho de 2025 reproduzida pela PF, ela disse que o casal estava "gostando muito" das cotas de voo e elogiou o atendimento da equipe, reporta o Brasil 247. Um mês antes da viagem ao Rio, o Banco Central havia enviado alerta formal ao Ministério Público Federal com indícios de gestão fraudulenta em operações entre o BRB e o Banco Master, segundo o Metrópoles.O que vem a seguirNo STF, o julgamento que discutiu o caso deixou em aberto a definição do rito e a abertura de apuração contra Moraes. O partido Novo já pediu o afastamento do ministro da apuração das mensagens com Vorcaro, conforme o Metrópoles. A divulgação do vídeo chega em plena campanha presidencial, com a crise no tribunal transformada em tema eleitoral e presidenciáveis defendendo mudanças na Corte, como mandato fixo para os ministros, reporta o O Globo.

MRMarina Rocha
justice

Presidenciáveis defendem mudanças no STF e mandato fixo para ministros vira consenso

A reforma do Supremo Tribunal Federal virou pauta central da disputa presidencial. Levantamento do jornal O Globo publicado neste domingo (20) compila as propostas dos presidenciáveis para a Corte e aponta consenso em torno de mandato com prazo definido para os ministros. Entre as mudanças defendidas pelos candidatos estão limite de tempo de atuação e restrição a parentes de ministros que exercem advocacia, segundo o jornal.Hoje, os ministros permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. A pressão por mudanças cresceu depois da sessão de 15 de setembro, marcada por atritos públicos entre os ministros no caso Banco Master. O ministro Flávio Dino classificou a sessão como "desastrosa" e pediu vista, suspendendo a análise sobre a possibilidade de reunir os procedimentos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça. O placar estava em 4 a 3 pela manutenção das análises separadas, segundo o site Vermelho.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, prometeu uma "reforma profunda" do Judiciário em um eventual quarto mandato. Em entrevista ao Jornal da Record, no dia 15, ele defendeu a permanência dos atuais ministros da Corte. "Não se pode usar a máquina de Estado para fazer campanha ou perseguição seletiva", afirmou o petista, que acusou o ministro André Mendonça de "vazamento seletivo" no inquérito do Banco Master.O vice-presidente Geraldo Alckmin, candidato à reeleição na chapa de Lula, defendeu prazo fixo entre dez e quinze anos. "Faz mandato como é na Europa, dez anos, doze anos, que seja, no máximo quinze, mas isso de ter mandato é saudável, você estar sempre renovando", disse ele em Ribeirão Preto (SP), no sábado (19). Para Alckmin, "nada deve ser vitalício". Ele também cobrou um código de ética para a Corte. O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu em 4 de setembro a adoção de um código de ética e o fim do inquérito das fake news, segundo a revista Veja.Congresso resgata propostas para limitar a CortePropostas paradas no Congresso ganharam novo combustível com a crise, segundo o Metrópoles. A PEC 8/2021, aprovada pelo Senado e em tramitação na Câmara, restringe decisões monocráticas que suspendam leis ou atos dos presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Congresso; o texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça e aguarda a instalação de comissão especial. O PL 3.640/2023, aprovado pela Câmara, segue no Senado e define critérios para medidas cautelares no controle de constitucionalidade. Os projetos de mandato variam: a PEC 16/2019, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), prevê oito anos sem recondução; a PEC 51/2023 propõe 15 anos e idade mínima de 50 anos para a nomeação; a PEC 77/2019 prevê oito anos e idade mínima de 55.A PEC 17/2026, apresentada no Senado em 2 de setembro, muda os critérios de escolha dos ministros e prevê cinco anos de impedimento para ex-integrantes da Corte que disputem cargos eletivos. Na Câmara, os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Danilo Forte (PP-CE) articulam textos próprios, ainda em fase de coleta de assinaturas. A proposta de Forte estabelece mandato de oito anos e transfere a indicação dos ministros, hoje exclusiva do presidente da República, para os três Poderes. "O sistema de indicação exclusiva pelo presidente da República concentra a formação da Corte Suprema em um único Poder, o que pode gerar distorções na composição do Tribunal ao longo de sucessões presidenciais", escreveu o deputado. O texto também veda a participação de ministros em eventos patrocinados por empresas com processos pendentes.Votação deve sair após a eleiçãoCaciques do Centrão e membros do Judiciário admitem, sob reserva, que será inevitável votar uma minirreforma do Judiciário logo após a eleição, ainda em 2026, independentemente de quem ganhar a Presidência, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles. Magistrados de tribunais superiores avaliam que o STF não terá força para resistir. A leitura deles é de que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) levaria a mudanças mais profundas e aprovadas mais rapidamente; Lula também defende publicamente a reforma, mas a expectativa no Congresso e no próprio tribunal é de que o petista seja menos incisivo que o adversário. Um levantamento do Datafolha divulgado pelo O Globo mostra que a desconfiança no STF bateu recorde e que metade dos eleitores diz que a crise influencia o voto para o Planalto.O que vem a seguir tem dois marcos. No STF, a análise sobre reunir os procedimentos de Moraes e Mendonça segue suspensa até o retorno do pedido de vista de Dino à pauta. No Congresso, a PEC 8/2021 aguarda comissão especial na Câmara, e os demais textos seguem em tramitação nas duas casas, com votação esperada depois das urnas.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro promete revogar mais de 1.000 atos no 1º dia de governo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (19), em comício em Joinville (SC), que vai revogar mais de 1.000 atos normativos no primeiro dia de um eventual governo. Ele chamou a medida de "tesouraço" e a apresentou como forma de reduzir impostos e burocracia para quem empreende."Eu vou fazer uma redução, Jorginho [Mello], da carga tributária em cima da folha de pagamento, porque o salário tem que ficar com o trabalhador e menos com o governo. No 1º dia de governo, eu vou fazer um tesouraço, vão ser mais de 1.000 atos normativos revogados numa canetada só, para ajudar quem quer empreender nesse país", disse Flávio, em discurso reportado pelo Poder360.Segundo o Poder360, o candidato discursou ao lado do governador catarinense e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL), de Adriano Silva (Novo), candidato a vice-governador, e dos candidatos ao Senado Carol De Toni e Carlos Bolsonaro (PL). Flávio prometeu ainda levar para a Presidência a política de licenciamento ambiental. "Vamos respeitar a lei, vamos preservar o meio ambiente, mas vamos transformar as riquezas que Deus deu para nossa nação em riquezas para o nosso povo", afirmou.Campanha cita "modelo Milei"A promessa se apoia em trabalho já feito pela equipe econômica da campanha. A coordenadora, Daniella Marques, elogiou o modelo do presidente da Argentina, Javier Milei, em evento do Grupo Esfera, na segunda-feira (14). "Milei é um ótimo exemplo em termos de voltar a ter capacidade de investimento e redução de burocracia e impostos", disse, segundo o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.De acordo com o Broadcast, Flávio orientou a equipe a mapear tributos criados ou elevados durante o governo Lula, e mais de mil normas já teriam sido identificadas. Marques afirmou que "talvez não seja necessário" mexer de imediato na regra de valorização real do salário mínimo, política custosa, mas de apelo popular.Especialistas apontam limites jurídicosEconomistas ouvidos pelo Broadcast avaliam que a fórmula de cortes de Milei não se aplica ao Brasil. "Me parece que são dois pesos e duas medidas. A economia argentina não se compara com a economia brasileira", disse o professor da Universidade de Brasília César Bergo. Para Marcus Pestana, presidente da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, cortes radicais esbarrariam na Justiça e no Congresso: "grande parte dos dispositivos que têm implicação no Orçamento público brasileiro estão na nossa Constituição... grande parte dos cortes que o Milei fez aqui seriam barrados no Poder Judiciário".Cristina Helena Pinto de Mello, da PUC-SP, disse que cortes amplos atingiriam quem depende de serviços públicos. "Em um país tão desigual, o Estado não pode ser tratado como se fosse apenas uma despesa a ser eliminada", afirmou. O ex-presidente argentino Alberto Fernández, aliado do presidente Lula (PT), declarou ao Broadcast que a experiência do país vizinho "não deve ser um modelo para nenhum lugar do mundo".O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro. Flávio Bolsonaro concorre com o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e outros quatro candidatos.

MRMarina Rocha
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Eleições 2026 têm 107 candidatos trans, e 20 concorrem por legendas de centro e direita

As eleições gerais de 2026 têm 107 candidatos que se declararam transgêneros junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), segundo levantamento da Folha de S.Paulo publicado no sábado (19). Vinte deles concorrem por partidos que o jornal classifica como de centro ou de direita. A declaração de identidade de gênero no registro eleitoral é opcional, e o total real pode ser maior.É a primeira eleição geral em que o TSE divulga estatísticas de orientação sexual e identidade de gênero das candidaturas. Os campos entraram nos formulários de registro nas eleições municipais de 2024. Segundo a Agência Senado, com dados de 18 de agosto, os candidatos trans representavam 0,51% dos 20.575 registros da disputa, e 53 pessoas declararam nome social ao tribunal. No campo de identidade de gênero, 57,75% dos candidatos responderam à pergunta e 42,25% deixaram a informação em branco.Onde as candidaturas estãoA maioria das candidaturas trans está em partidos de esquerda, aponta a Folha. Entre os que informaram a identidade ao TSE, o PSDB tem seis candidatos trans, o MDB tem quatro, e Avante, Solidariedade e PP (Progressistas) têm dois cada. Cidadania, União Brasil, PRD e Democrata aparecem com uma candidatura cada. A classificação ideológica usada pelo jornal vem do GPS Partidário, análise que posiciona as legendas da esquerda à direita conforme a atuação dos parlamentares no Congresso.O exemplo destacado pelo jornal é o de Sophia Barclay, candidata à Câmara dos Deputados pelo PL (Partido Liberal) de São Paulo. Ela não declarou a identidade de gênero ao tribunal e se apresenta nas redes sociais como "trans de direita antiwoke". Ao jornal, ela explicou a decisão:"Não foi uma escolha minha [não declarar a identidade de gênero]. Nem me questionei sobre isso, e também não é relevante ter essa informação lá. Não é algo escondido: quem me acompanha sabe, e os que não acompanham irão saber ao começar a acompanhar."Segundo reportagem do Extra, Barclay se filiou ao Novo em dezembro de 2025 e saiu do partido em fevereiro, depois de declarar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, enquanto o Novo lançou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na disputa pelo Palácio do Planalto. Ela então se filiou ao PL, onde foi recebida pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.O que vem agoraO primeiro turno está marcado para o primeiro domingo de outubro. As urnas vão mostrar quantos dos 107 candidatos trans chegam à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas, cargos disputados pelo sistema proporcional. O número oficial, porém, segue limitado por uma regra do TSE: quem não declara a identidade de gênero não entra na contagem.

MRMarina Rocha
Elections

Centrão já discute apoiar Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Lula, diz Folha

Os partidos do centrão que ficaram neutros no primeiro turno já discutem um apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, publicada no sábado (19). Segundo líderes de partidos ouvidos pela coluna, há uma tendência de apoio ao senador, especialmente depois do crescimento dele nas pesquisas recentes.União Brasil e PP, que formam uma federação, devem liderar a fila de apoios ao candidato do PL, segundo um dirigente ouvido pelo jornal. Essa leitura não é nova. Em dezembro de 2025, o cientista político Mário Sérgio Lepre, professor da PUC-PR, disse à Folha de Londrina que "União e PP deverão ir nessa linha" de apoiar Flávio, enquanto com Republicanos, PSD, MDB e PSDB o caminho "vai ser um pouco mais trabalhoso".Bastidores já veem Flávio como favoritoO cenário foi se formando ao longo do mês. A coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, noticiou em 10 de setembro que líderes de PP, União Brasil e Republicanos passaram a ver Flávio como favorito na eleição. Até agosto, eles consideravam Lula franco favorito à reeleição. Sob reserva, esses líderes apontam como ponto de virada a crise no Supremo Tribunal Federal, que começou quando mensagens expuseram a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.Integrantes do bloco avaliam que a imagem de Moraes está atrelada à de Lula e que a crise respinga no presidente, segundo o Metrópoles. Para essas lideranças, somente um "fato novo" contra Flávio teria capacidade de mudar o cenário. Na pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro, o senador apareceu empatado numericamente com Lula no segundo turno, com 41% das intenções de voto para cada um.Neutralidade até 4 de outubroO posicionamento oficial segue sendo a neutralidade. PP, União Brasil e Republicanos defendem ficar fora da disputa do primeiro turno. O argumento, segundo o Metrópoles, é que a neutralidade ajuda a eleger bancadas robustas na Câmara e no Senado e obrigará qualquer presidente eleito a negociar com essas legendas.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, o segundo turno será em 25 de outubro, e é para esse cenário que o centrão desenha seu eventual apoio ao senador.

MRMarina Rocha
Elections

Campanha de Lula pede ao TSE suspensão da 'TV Celular' de Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão integral da "TV Celular", plataforma de vídeos do adversário Flávio Bolsonaro (PL). O argumento da coligação é que a página não identifica o conteúdo exibido como propaganda eleitoral produzida pela campanha de Flávio, como exige a legislação.Segundo a coligação de Lula, a TV Celular transmite programação ao vivo ininterrupta, com vários políticos e apoiadores do candidato. O material pode ser baixado e compartilhado nas redes sociais e funcionaria como uma "biblioteca de propaganda da campanha", sem identificação de autoria. Um levantamento da própria coligação aponta que somente 15 de 883 conteúdos disponíveis na plataforma identificam o candidato, o vice e o partido."O eleitor não dispõe de qualquer elemento imediato que lhe permita identificar estar diante de propaganda eleitoral de candidato e partido determinados", diz a representação protocolada no TSE. Os advogados de Lula argumentam que há risco de a página parecer uma plataforma de apoio espontâneo, quando na verdade o material é produzido pela campanha adversária. Eles lembram que as regras do tribunal exigem que a propaganda eleitoral, em qualquer modalidade, cite a legenda partidária, e que em chapas majoritárias o nome do vice apareça em tamanho não inferior a 30% do nome do titular.De acordo com o G1, a plataforma está registrada em nome da F.A.R.O Propaganda e Publicidade. Dados oficiais do TSE mostram que a empresa recebeu R$ 13,1 milhões da campanha de Flávio, a maior despesa do adversário até o momento.O coordenador jurídico da campanha de Lula, Angelo Ferraro, disse que não questiona o direito de o adversário divulgar vídeos."O ponto é que propaganda eleitoral precisa ser identificada como propaganda eleitoral. Quando o material é feito para ser baixado e replicado por terceiros, essa transparência se torna ainda mais importante para que o eleitor saiba quem produziu e quem está por trás daquele conteúdo", afirmou Ferraro.O que a campanha pedeA coligação pede a suspensão da TV Celular até que o acervo seja adequado às normas. Caso o TSE não atenda o pedido, quer o bloqueio dos downloads até a regularização do conteúdo e a aplicação de multa. O tribunal ainda não se manifestou. O pedido chega na reta final da campanha, no mesmo dia em que Lula e Flávio fizeram comícios simultâneos em Santa Catarina, segundo o G1.

MRMarina Rocha
Politics

Lula diz que quer ganhar a eleição para "deixar Bolsonaro na cadeia"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (19), em ato de campanha em Florianópolis, que quer vencer a eleição para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso. "O Flávio quer ganhar as eleições para tirar o pai da cadeia, e eu quero ganhar para deixar ele na cadeia", disse o presidente, em discurso reproduzido pelo Valor Econômico e pelo InfoMoney.O alvo da frase é o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. Segundo o G1, o ex-presidente cumpre pena domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Lula e Flávio fizeram comícios simultâneos em Santa Catarina, reduto do bolsonarismo, a duas semanas do primeiro turno.Lula associou o ataque ao esquema de descontos irregulares no INSS. "Eles criaram a quadrilha do INSS, que roubou os aposentados, e nós a descobrimos", afirmou. Segundo o presidente, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigaram o caso por dois anos, o rombo chegou a R$ 6 bilhões e o governo já devolveu cerca de R$ 3,5 bilhões a 5 milhões de aposentados. Ele afirmou ainda que o escritório de Flávio Bolsonaro funciona na mesma sala de um dos investigados do esquema, o apelidado "Careca do INSS".Cobrança ao STFO presidente também pediu que o STF investigue todos os envolvidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. "Bolsonaro transformou Vorcaro em banqueiro, e nós o transformamos em prisioneiro. Quero que a Suprema Corte investigue a todos", disse Lula. "Se não fizermos isso, não consertaremos esse país.""Vamos deixar todo mundo nu diante da sociedade brasileira, porque merecemos saber da verdade."A relação de Vorcaro com ministros do STF provocou crise institucional na Corte, segundo o Valor. Na terça-feira (15), a sessão que decidiria sobre a abertura de investigação da possível relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro foi suspensa por pedido de vista do ministro Flávio Dino, sem análise do mérito.Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (17) mostra Lula com 48% e Flávio Bolsonaro com 44% das intenções de voto em eventual segundo turno, com margem de erro de dois pontos percentuais. Os percentuais se repetem nos dois levantamentos anteriores do instituto. Segundo a coluna Painel, da Folha, os dois candidatos vão revezar as agendas entre o Nordeste e o Sudeste nas duas últimas semanas antes da votação.

MRMarina Rocha
tse

Eleições 2026: candidatos só podem ser presos em flagrante a partir deste sábado

A partir deste sábado (19), os candidatos às Eleições 2026 só poderão ser presos em caso de flagrante delito. A restrição vem do artigo 236 do Código Eleitoral e vale até 48 horas depois do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Segundo o G1, nenhum candidato poderá ser detido ou preso entre 19 de setembro e 6 de outubro, salvo se for preso enquanto comete um crime.A proteção começa 15 dias antes da votação e volta a valer no segundo turno, previsto para 25 de outubro. Os candidatos que seguirem na disputa estarão protegidos de 10 a 27 de outubro, com a mesma exceção do flagrante. O objetivo é preservar a igualdade de condições entre os concorrentes e impedir que prisões sejam usadas para influenciar o resultado, explica o G1."A previsão tem origem histórica. A lei pretende evitar a intervenção política no processo eleitoral por meio de prisões arbitrárias", afirma Bruno Rangel Avelino, advogado especialista em direito eleitoral, ao EXAME. Na avaliação dele, a regra não suspende investigações nem processos: apenas recai sobre a prisão e a detenção durante o período fixado em lei.Quando a prisão segue autorizadaO flagrante delito abrange o candidato flagrado cometendo um crime, perseguido logo depois ou encontrado pouco depois com objetos que façam presumir sua autoria, conforme o Código de Processo Penal. Entre os crimes eleitorais que podem levar à prisão imediata estão a compra de votos e a boca de urna, segundo o G1. Preso em flagrante, o candidato deve ser levado na sequência a um juiz, que avaliará a legalidade da detenção. A prisão não retira automaticamente o direito de concorrer: a inelegibilidade depende de condenação por órgão colegiado ou de decisão transitada em julgado.Mandados de prisão expedidos antes deste sábado seguem válidos, embora o cumprimento possa ser adiado na prática, diz Avelino. "A regra pode prejudicar o cumprimento de mandados de prisão. Contudo, a lei vigente ainda considera ser mais relevante, no conjunto normativo, a proteção do processo eleitoral por período determinado", afirma o advogado.Eleitores têm proteção menorOs eleitores também não podem ser presos nos cinco dias anteriores à votação e nas 48 horas seguintes: de 29 de setembro a 6 de outubro no primeiro turno e de 20 a 27 de outubro no segundo. A lei admite três exceções: flagrante delito, sentença criminal condenatória definitiva por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral. Mesários e fiscais de partidos só são protegidos enquanto atuam nas seções de votação. A proteção aos candidatos termina em 6 de outubro; quem avançar ao segundo turno volta a ser coberto de 10 a 27 de outubro.

MRMarina Rocha
international

Relatório da Abin classifica como "crítico" risco de pressão dos EUA nas eleições

Um relatório reservado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) classificou como "crítico" o nível de escalada da pressão dos EUA contra o Brasil nas eleições de 2026. A revelação é da coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo, publicada neste sábado (19).O documento trata de "ameaças ao processo eleitoral de 2026". Segundo a Folha, o texto elevou a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições brasileiras a um "nível de criticidade". Foi enviado à Presidência da República, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao Ministério da Justiça no fim de agosto.A Abin é a agência federal de inteligência e responde à Presidência. O TSE organiza as eleições presidenciais. A íntegra do relatório não é pública, porque se trata de documento reservado. Até a manhã deste sábado, a coluna de Bergamo era a única fonte sobre o texto entre os principais veículos da imprensa brasileira.O contexto da tensão com WashingtonO alerta chega em um momento de atrito entre Brasília e Washington. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve usar seu discurso na Assembleia Geral da ONU para defender a soberania nacional, segundo o Jovem Pan e a CBN. A agenda diplomática do presidente ocorre em meio à tensão com o governo americano.A segurança do pleito já estava sendo desenhada com a inteligência. Em agosto, o InfoMoney noticiou que o ministro do TSE Nunes Marques articulou com a Polícia Federal, a Abin e as Forças Armadas o esquema de segurança das eleições.O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para o início de outubro. Nenhuma das instituições que receberam o relatório o divulgou, e o documento segue reservado.

MRMarina Rocha
regulation

PL Rafael quer proibir influenciadores de receber por perdas de apostadores

O Projeto de Lei 3.613/2026, batizado de PL Rafael, quer proibir que influenciadores digitais recebam remuneração baseada nas perdas de apostadores em plataformas de apostas on-line. O texto é da deputada Dandara Tonantzin (PT-MG), foi apresentado em 9 de julho e, segundo o registro oficial da Câmara dos Deputados, aguarda despacho do presidente da Casa.O projeto homenageia Rafael Borges Amaral, de Uberlândia (MG), morto aos 26 anos em março de 2024. A mãe, a professora Vânia de Souza Borges, atribui a morte à dependência de apostas on-line e jogos de azar. No dia 13 de setembro, em encontro em Brasília, ela pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as plataformas de apostas fossem proibidas no país."Ele perguntou e eu fui direta. Falei que a solução é cortar o mal pela raiz, é acabar com as bets. Falei que regulamentar não basta, teria que acabar definitivamente", afirmou Vânia ao g1.O que muda na remuneraçãoHoje, parte dos influenciadores é paga pelo sistema de revshare, explica o g1. O influenciador divulga uma plataforma e oferece um link ou código. O seguidor que entra por ali começa a apostar, e a plataforma registra de onde veio aquele usuário. Conforme o contrato, o influenciador recebe uma fatia do que a casa ganha com o apostador indicado. O projeto proíbe exatamente essa remuneração: pagamentos que aumentem de acordo com o valor perdido pelo usuário, inclusive por mecanismos indiretos, e cálculos sobre o GGR (Gross Gaming Revenue), o que a plataforma arrecada depois de pagar os prêmios.A publicidade de bets continua permitida. A plataforma pode contratar um influenciador por valor fixo, sem relação com o que os seguidores apostam ou perdem. A proposta alcança apostas de quota fixa, loterias e jogos de azar, segundo a ementa do projeto.Responsabilidade da cadeia de divulgaçãoO texto também propõe a responsabilização solidária de toda a cadeia de divulgação, segundo a Agência Pública: influenciadores, afiliados, anunciantes, operadores e plataformas responderiam por danos causados ao consumidor. Os contratos teriam de ser feitos por escrito e informar as partes envolvidas, o valor pago, a forma e o prazo do pagamento, os canais de veiculação e o modo de identificar o usuário indicado. "Quanto mais o consumidor perde, mais o influenciador lucra. (...) Quem ganha com a indicação também deve responder por ela", declarou Dandara."A morte de Rafael não é um caso isolado, é o retrato mais doloroso de um problema que atinge uma geração inteira de jovens brasileiros. O Estado não pode mais tratar isso como problema individual. É uma questão de saúde pública", disse a deputada.Dandara apresentou ainda o PL 3.563/2026, que obriga as plataformas a identificar padrões de risco entre apostadores e a comunicar os casos à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. Esse texto prevê bloqueio preventivo temporário de no mínimo 60 dias e recomendações de busca por apoio psicológico. A deputada também pediu ao Ministério da Justiça a abertura de investigação sobre influenciadores, agências de publicidade e afiliados. O ministério informou à Agência Pública que o pedido está "em análise pelas áreas técnicas competentes".O próximo passo do PL Rafael é o despacho do presidente da Câmara, que definirá as comissões responsáveis pela análise. Depois disso, o texto segue para votação. "Vamos torcer para que o projeto seja aprovado e torne-se uma lei", disse Vânia.

MRMarina Rocha
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Lula diz que cinco ministros do STF estão ligados ao caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18) que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) "estão ligados direto ou indiretamente" ao caso do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, no meio da campanha eleitoral. O presidente não citou os nomes dos magistrados.Lula defendeu uma reforma no Poder Judiciário e disse que a crise precisa ser resolvida antes dela. Segundo o Poder360, o presidente afirmou que ninguém defende o contrato do escritório da mulher de Alexandre de Moraes com o Master nem as relações atribuídas a Dias Toffoli com o banco. Disse ainda que o ministro André Mendonça "segurou" informações do caso."Mas, antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema. Está todo mundo ali. Ali você tem cinco ministros que estão ligados direto ou indiretamente."O presidente acrescentou: "Quem quiser ir para a Suprema Corte não pode querer ser rico." Segundo o Poder360, Lula afirmou que "não saiu tudo" sobre o caso e que ministros e parte da imprensa já têm acesso ao material.Os cinco citadosLula não disse a quem se referia. O que é público, conforme o Poder360, é que ao menos cinco integrantes da Corte, Moraes, Toffoli, Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, aparecem em episódios, documentos ou mensagens ligados ao caso. As situações são distintas e, por si só, não significam que os ministros tenham cometido irregularidades. Em setembro, a Polícia Federal identificou 52 mensagens de Daniel Vorcaro para um contato atribuído a Moraes, e o relatório cita dois contratos do escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, que somam até R$ 158 milhões líquidos. Moraes contesta o relatório e afirma que o contrato é legal.Na mesma entrevista, Lula atribuiu parte da responsabilidade pelo caso ao governo de Jair Bolsonaro. Segundo o UOL, o presidente disse que o governo anterior "fez um zé-ninguém virar banqueiro", em referência a Vorcaro, ex-controlador do Master e hoje preso. Lula também admitiu ter se encontrado com Vorcaro em 4 de dezembro de 2024, a pedido do empresário. O encontro durou cerca de 20 minutos, contou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e não constava da agenda oficial, segundo a Revista Oeste. De acordo com o presidente, Vorcaro relatou dificuldades do banco e afirmou estar sendo perseguido, e Lula respondeu que o governo investigaria a situação.Lula atribuiu ao caso um prejuízo de R$ 60 bilhões aos cofres públicos. Segundo ele, o esquema envolveu outros bancos e fundos de pensão de governos estaduais, em operações com títulos que, conforme afirmou, não existiam. O presidente criticou a "divulgação seletiva" de informações da apuração, disse que "tem muita gente com medo" e defendeu a retirada total do sigilo dos dados do caso. A Polícia Federal prendeu Vorcaro, e o Banco Central liquidou o Master sob suspeita de fraudes financeiras.O que vem a seguir no STFO plenário do STF começou a julgar em 15 de setembro se abre investigação contra Moraes pela relação com Vorcaro. O julgamento travou com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pode adiar a análise por até 90 dias. Dino também pediu ao ministro Edson Fachin uma apuração sobre a relação de André Mendonça com o Instituto Iter e com Vorcaro, e Fachin adiou o exame do pedido. Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos do caso, além do processo principal, e Fachin determinou a divulgação do material, preservadas apenas as informações necessárias a diligências em andamento.

MRMarina Rocha
polls

Crise no STF terá influência no voto de 47% dos eleitores, diz Datafolha

Quase metade do eleitorado diz que a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e o escândalo do Banco Master vão influenciar seu voto para presidente. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18), 47% dos eleitores afirmam que a crise terá alguma influência na escolha. Para 36%, o peso será grande. Para 11%, será pequeno.Outros 49% dizem que o desgaste da corte não terá impacto na decisão, e 4% não sabem responder. O instituto ouviu 2.001 eleitores entre terça (15) e quinta (17). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-04029/2026.A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo. O trabalho de campo ocorreu integralmente sob o impacto da crise envolvendo a corte, que, segundo o jornal, transbordou para a campanha eleitoral e passou a pautar o debate político no país. O G1, portal de notícias da Globo, divulgou os mesmos números.Peso é maior entre eleitores de Flávio BolsonaroEntre eleitores do presidente Lula (PT), 26% dizem que a crise terá grande influência no voto e 12% apontam influência pequena. A maioria do grupo, 58%, nega qualquer peso. A margem de erro desse recorte é de 3 pontos. Já entre quem declara voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), 45% atribuem grande influência à crise, 9%, pequena, e 43% descartam efeito. A margem é de 4 pontos.Entre eleitores não alinhados nem a Lula nem ao bolsonarismo, 43% dizem que a crise terá grande influência, 13% citam influência pequena e 40% negam efeito. A margem desse segmento é de 5 pontos.Lula lidera lista de prejudicadosEm outro recorte do levantamento, 38% dos eleitores citam Lula como candidato à Presidência prejudicado pela crise. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 31%. A pergunta foi espontânea e admitia respostas múltiplas, depois de um filtro sobre se a crise prejudica as campanhas presidenciais.Os demais nomes ficam distantes: 2% citam Renan Santos (Missão) e outros 2%, Ronaldo Caiado (PSD). Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) somam 1% cada. Para 5%, todos os candidatos serão prejudicados. Outros 25% não veem prejuízo para nenhuma candidatura, e 14% não souberam opinar.Entre eleitores de Lula, 38% citam o próprio petista como prejudicado, e 33% apontam Flávio Bolsonaro. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
congress

Oposição quer prazo de 30 dias para Alcolumbre decidir impeachment de ministros do STF

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), protocolou nesta sexta-feira (18) o Projeto de Resolução 54/2026. O texto dá 30 dias úteis ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para decidir se recebe ou indefere pedidos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e outras autoridades.Como funcionaria o novo ritoHoje o Regimento Interno do Senado não fixa prazo para essa decisão preliminar, nem transfere automaticamente a competência em caso de omissão, segundo o Poder360. Pela proposta, se o presidente não se manifestar, o caso passa à Mesa Diretora, que teria outros 30 dias úteis para decidir por maioria simples. O indeferimento ficaria restrito a quatro hipóteses: falta de legitimidade do denunciante, saída definitiva do denunciado do cargo, descumprimento de requisitos formais ou fatos que, mesmo verdadeiros, não configurem crime de responsabilidade.O projeto também cria recurso ao plenário. Nove senadores poderiam apresentá-lo em até 30 dias úteis após a publicação da decisão, e o assunto entraria na Ordem do Dia em até cinco sessões deliberativas ordinárias. Para ser aprovado, o recurso precisaria de 49 votos, o equivalente a três quintos dos 81 senadores. Segundo a Folha de S.Paulo, caso a denúncia não seja analisada pelo presidente e, depois, pela Mesa dentro dos prazos, ela será considerada recebida se 49 dos 81 senadores fizerem um requerimento para isso.Pressão sobre AlcolumbreA proposta chega em momento de tensão com o presidente do Senado. A Folha reporta que Alcolumbre segura a votação de pedidos de impeachment do STF em meio à maior crise da história do tribunal. Para a Gazeta do Povo, o projeto cria uma trava contra o engavetamento dos pedidos diante da resistência de Alcolumbre em dar-lhes seguimento.Na justificativa, Marinho escreve que a falta de prazos permite que um pedido fique sem apreciação por tempo indeterminado, com efeitos semelhantes aos de um arquivamento sem decisão formal. "Em um Estado de Direito, nenhuma autoridade está acima da ordem constitucional", afirma o senador no documento. Ele diz que o objetivo é tornar o rito mais previsível e evitar tanto a paralisação indefinida quanto a banalização dos pedidos.Para valer, a resolução precisa ser aprovada em comissões, incluindo a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), e no plenário. Como regula assuntos internos do Legislativo, ela não passa pela sanção do presidente da República, segundo o Poder360. O obstáculo imediato é a própria pauta: cabe ao presidente do Senado decidir o que entra em votação, aponta a Folha. Depois do recebimento, uma comissão especial teria 120 dias para concluir as deliberações previstas no regimento e na Lei 1.079/1950, a lei do impeachment.

MRMarina Rocha
justice

Desconfiança no STF chega a 48% e bate recorde da série Datafolha

A desconfiança no STF (Supremo Tribunal Federal) chegou a 48% dos brasileiros, o maior número desde o início da série histórica, em 2012. O dado é de pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). O índice subiu cinco pontos percentuais desde março, quando estava em 43%.É a primeira vez que o descrédito no Supremo supera, numericamente, o das outras instituições avaliadas pelo instituto. Não confiam na corte 48% dos entrevistados, contra 45% em relação ao Congresso Nacional, 45% aos partidos políticos e 42% à Presidência da República. Antes, o topo da lista já havia sido ocupado por partidos, Congresso e Presidência.Só o STF piorouPara a Folha de S.Paulo, o resultado é um ponto fora da curva. O descrédito nas outras sete instituições medidas, entre elas Presidência, Congresso, imprensa e Forças Armadas, ficou estável ou caiu em relação a março. A desconfiança nos partidos, por exemplo, recuou de 52% para 45%. No Supremo, o movimento foi inverso: a parcela que diz confiar muito caiu de 16% para 14%, e a que confia um pouco, de 38% para 35%.A pesquisa foi feita em meio à crise na corte. Segundo o G1, o desgaste se intensificou depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Moraes e o ministro Gilmar Mendes criticaram a condução de Mendonça. Moraes o acusa de cometer irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações de autoridades com foro. Gilmar afirma que houve motivação político-eleitoral. Mendonça nega as acusações.O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça (15) e quinta (17), segundo a Folha, que encomendou o levantamento junto com a TV Globo. O G1 registrou 2.002 entrevistas, nos dias 15 e 16. Os dois veículos informam margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-04029/2026.Na terça (15), a sessão extraordinária convocada pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, terminou sem decisão sobre o relatório da PF. O ministro Flávio Dino pediu vista e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições. Se não o devolver, o caso fica automaticamente liberado para voltar à pauta.

MRMarina Rocha
justice

STF rejeita recurso e mantém condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta sexta-feira (18), por unanimidade e no plenário virtual, o recurso da defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro contra a condenação por coação no curso do processo. Ele foi condenado por tentar interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no caso da tentativa de golpe de Estado. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, segundo o G1 e a CNN Brasil. Moraes havia apresentado seu voto há uma semana, defendendo a rejeição do recurso.A condenação foi fixada em junho deste ano. Eduardo foi sentenciado a 4 anos e 2 meses de prisão, que deverá começar a ser cumprida em regime semiaberto, e ao pagamento de multa de R$ 162 mil, referente a 50 dias multa. Ele também ficou inelegível por 12 anos e não pode ser eleito até 2038.O casoSegundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo atuou junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para pressionar por retaliações contra ministros do STF e contra o Brasil. O objetivo era impedir a condenação de Jair Bolsonaro na chamada trama golpista. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão e cumpre pena em domicílio. Eduardo teve o mandato cassado e permanece nos Estados Unidos.Moraes rejeitou a preliminar da defesa, que alegava liberdade de expressão e imunidade parlamentar. "Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Mesmo que estivesse no exercício do mandato e não licenciado, mesmo que estivesse no exercício, não estaria acobertado pela imunidade parlamentar", afirmou o ministro. Segundo a CNN Brasil, Moraes também afirmou que a desinformação levada a autoridades americanas teve consequências concretas para o país, entre elas a imposição de sobretaxas sobre produtos brasileiros.Defesa e desdobramentosComo Eduardo não indicou advogado, a defesa coube ao defensor público Esdras dos Santos Carvalho, da Defensoria Pública da União (DPU). A defensoria pediu a absolvição por falta de provas e sustentou que as manifestações do ex-deputado eram de natureza política, amparadas pela liberdade de expressão. Em suas manifestações nos autos, a DPU também classificou a defesa até então produzida como "meramente formal, produzida sem qualquer contato com o defendido". O crime de coação no curso do processo se configura quando alguém usa violência ou grave ameaça para favorecer interesse próprio ou alheio contra quem participa de processo judicial, policial ou administrativo."Nenhuma relação com atividade parlamentar, mas ameaças pretendendo com isso que seu pai não fosse condenado", disse Moraes ao votar. O ministro acrescentou que Eduardo nunca declarou ter mudado de domicílio: "Ele só disse que não volta para o Brasil por medo de responder pelos crimes que praticou". Com a rejeição do recurso, a condenação fica mantida. A pena deverá começar a ser cumprida em regime semiaberto, e a inelegibilidade vale até 2038.

MRMarina Rocha
justice

Gilmar Mendes decide que reajuste de 15% do Bolsa Família não fere regras eleitorais

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o decreto que reajusta o Bolsa Família em 15,04% não fere as regras eleitorais. Para o relator, o aumento é apenas atualização de valores pela inflação. O piso do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691.A decisão respondeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), protocolado na mesma sexta, para que o tribunal reconheça o decreto como constitucional. O reajuste, o primeiro em quatro anos, foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (17), a menos de três semanas do primeiro turno. O valor médio pago pelo programa passa de R$ 675 para R$ 777, segundo a BBC Brasil. Os pagamentos começam em 19 de outubro, entre o primeiro turno e um possível segundo turno, marcado para 25 de outubro.Gilmar Mendes ancorou a decisão no critério adotado pelo governo: a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, apurada em 15,04%. Para o ministro, o índice "representa mero mecanismo de recomposição da inflação acumulada, e não aumento real"."A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária", escreveu o ministro na decisão.Ação da renda básicaO pedido da AGU foi feito em uma ação em que o STF determinou, a partir de 2022, a implantação do pagamento da renda básica de cidadania a brasileiros em situação de extrema pobreza e pobreza. Relator do caso, Gilmar Mendes reconheceu em junho de 2024 que o Bolsa Família é uma etapa da implementação progressiva desse direito e submeteu os valores ao regime de atualização periódica. Um dia antes da edição do decreto, a Defensoria Pública havia acionado a Corte para cobrar do Executivo a atualização pendente. A Lei 14.601/2023 prevê correção dos valores em intervalos de no máximo 24 meses.A AGU defendeu o decreto nos mesmos termos. "O decreto não institui benefício novo, não cria categoria adicional de beneficiários, não altera o critério legal de elegibilidade e não inaugura programa social", afirmou em petição ao tribunal.Pressão eleitoralO governo foi criticado pela data do anúncio. O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do aumento, com o argumento de que a finalidade é eleitoreira. No tribunal eleitoral, o ministro Mendonça rejeitou um pedido de suspensão e extinguiu outra ação sem julgar a legalidade da medida.Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, ouvido pela BBC Brasil, o reajuste é mais uma iniciativa econômica lançada com olho no possível impacto eleitoral, ainda que permitida pela lei que rege o programa. Ele lembrou que, em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro editou emenda constitucional para ampliar benefícios em ano eleitoral, a chamada PEC Kamikaze, considerada inconstitucional pelo STF em 2024.Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste custará R$ 5,8 bilhões em 2026 e quase R$ 23 bilhões em 2027. Os valores novos começam a ser pagos em 19 de outubro, seis dias antes de um possível segundo turno. No Tribunal de Contas da União (TCU), ainda aguarda decisão o pedido do Ministério Público junto ao tribunal pela suspensão do reajuste.

MRMarina Rocha
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Governo estuda comprar dívidas antigas de famílias com deságio de até 95%

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda usar recursos públicos para comprar dívidas antigas de consumidores que hoje estão nas carteiras dos bancos e têm baixa chance de recuperação. O plano prevê deságio de até 95% no valor dos débitos e a possibilidade de, após a compra, o governo abrir mão da cobrança e tratar as dívidas como quitadas. Os detalhes foram publicados pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (18), a partir de entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao jornal Extra.Segundo a Folha, o objetivo é reduzir o endividamento das famílias e limpar o balanço dos bancos, que ficaram mais restritivos na concessão de crédito por causa do aumento da inadimplência. A ideia, segundo o jornal, é que o Tesouro Nacional forneça os recursos da operação. O modelo em discussão prevê leilão das carteiras, no qual os credores venderiam os débitos com desconto alto."Estamos caminhando para um modelo em que a gente faça o leilão e viabilize a compra dessa dívida com um deságio alto para que a gente não tenha grande impacto nas contas públicas do país", afirmou Durigan.O ministro disse que o novo programa deve ser "uma política para limpar o nome, principalmente das dívidas mais antigas, que os próprios bancos, as próprias empresas já perderam a esperança de receber". Segundo ele, a proposta leva ao presidente "um novo programa em que a gente consiga, com deságio grande, recomprar a dívida das pessoas sem que elas tenham que fazer novas renegociações".Efeito nas contas públicasO principal obstáculo é fiscal. Segundo a Folha, a eventual liquidação dos débitos teria impacto no resultado primário que o governo precisa fazer para cumprir a meta. O Banco Central, responsável pelas estatísticas fiscais oficiais, mede o esforço fiscal pela variação de estoques de passivos e ativos. Como a extinção das dívidas reduz o ativo da União, o resultado piora.A discussão não é nova. Em maio, o secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Regis Dudena, já dizia à Folha que o governo estudava ações para famílias com débitos antigos. "Existe ainda um público depois, com dívidas mais velhas. Muitas dessas foram atacadas no Desenrola 1.0. O comando do presidente Lula é olhar em que medida faz sentido atacar esses outros públicos", afirmou na ocasião. Os programas Desenrola Brasil 1 e 2, hoje encerrados, levaram algum tipo de alívio a 19 milhões de pessoas, segundo Durigan. Ele citou o caso de motociclistas e motoristas que procuram crédito no programa federal Move Brasil e esbarram em negativações antigas.Campanha e próximos passosA medida tem dimensão eleitoral. Segundo um interlocutor ouvido pela Folha, ela vinha sendo desenhada para virar proposta de campanha de Lula, com perspectiva de implementação rápida, possivelmente a partir de novembro. Durigan confirmou a intenção: "estamos apresentando (a proposta) para o presidente levar para a campanha". O Brasil realiza eleições gerais em outubro.O modelo ainda está em elaboração. Segundo o ministro, a proposta deve ser apresentada a Lula nos próximos dias. Quem compraria as dívidas, qual será o percentual de deságio e quais tipos de débito entrarão no programa são perguntas ainda sem resposta. Podem ser incluídas dívidas bancárias e não bancárias, segundo Durigan. "Isso cabe ao presidente", disse.

MRMarina Rocha
Elections

Flávio Bolsonaro diz que manterá reajuste do Bolsa Família se eleito

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17) que manterá o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se for eleito. A declaração foi feita em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, no mesmo dia do anúncio do aumento. Segundo a CNN Brasil, o reajuste é de 15,04%.Antes de prometer manter a medida, Flávio a criticou. Ele ligou o anúncio de Lula às pesquisas eleitorais, que, segundo a CNN Brasil, têm mostrado o petista atrás do candidato do PL no primeiro turno e em eventual segundo turno. "Você acha que vai comprar o voto do pobre? Dando 90 reais a mais pro pobre?", questionou.Na sequência, garantiu o benefício aos eleitores. "Comigo tá garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, só que vou fazer muito mais do que isso. Vocês vão lembrar, os R$ 600 quem deu, foi quem? Foi o presidente Bolsonaro", disse. O candidato se referiu ao aumento de 50% concedido em 2022 pelo governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando o piso do então Auxílio Brasil saiu de R$ 400 para R$ 600, às vésperas da eleição daquele ano.O aumento a 17 dias do votoLula anunciou o reajuste na quinta (17), a 17 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. É o primeiro aumento do programa em quatro anos. O piso sobe de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio pago às famílias passa de R$ 675 para R$ 777, segundo a BBC News Brasil.O anúncio retoma a disputa sobre benefícios sociais em ano eleitoral. Em 2022, o governo Jair Bolsonaro alterou a Constituição, na chamada PEC Kamikaze, para elevar o Auxílio Brasil em 50%. O Supremo Tribunal Federal considerou a mudança inconstitucional em 2024. Lula, eleito naquele ano, manteve o valor de R$ 600 e devolveu ao programa o nome de Bolsa Família. Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, há uma diferença neste ano: o aumento é autorizado pela lei do programa, que permite a correção pela inflação. "O governo Lula é mais modesto nesse voluntarismo eleitoral, mas não deixa de ser um movimento voluntarista", avaliou.O calendário da reta finalOutros presidenciáveis também criticaram a medida. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) falou, em entrevista à Gazeta do Povo nesta sexta (18), reproduzida pelo G1, em tentativa de "comprar voto por R$ 90". Entre os eleitores que recebem o Bolsa Família, pesquisa BTG Nexus divulgada em 14 de setembro aponta 73% de intenções de voto para Lula e 23% para Flávio em eventual segundo turno. O primeiro turno será no dia 4 de outubro, os novos valores entram em pagamento em 19 de outubro e um possível segundo turno está marcado para 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Lula acusa Flávio Bolsonaro de ligação com milicianos em entrevista no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (18) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa presidencial, tem ligação com milicianos do Rio de Janeiro. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Tupi, do Rio, durante agenda de campanha do petista no estado, reduto eleitoral do candidato do PL."Tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos no Rio de Janeiro. Na hora que você começa a analisar a situação do Rio de Janeiro, você vai perceber que tem muita gente da família Bolsonaro metido com os milicianos do Rio", disse Lula, em transcrição do portal Metrópoles. "É preciso limpar a política e a polícia. Acho inconcebível o RJ viver a realidade que vive", acrescentou o presidente, segundo o G1.O caso MasterNa mesma entrevista, Lula afirmou que o Master, do empresário Daniel Vorcaro, "virou banco" no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que Vorcaro se tornou preso no seu próprio governo. "O Master não era banco, a família Bolsonaro que fez virar banco. E o Vorcaro virou prisioneiro no meu governo", declarou. Segundo o Metrópoles, Lula chamou o caso de "maior escândalo financeiro de corrupção da história do Brasil" e disse ter "orgulho de dizer eles criaram o banqueiro e eu o tornei prisioneiro". Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, de acordo com a reportagem.O presidente relatou ainda um encontro com Vorcaro no Palácio do Planalto. "Esse Vorcaro me procurou um dia, disse: 'Olha, estão me prejudicando'. E eu falei: 'Se seu banco for correto, não vai fechar...' E fechou porque não estava correto", contou. Lula também acusou o ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo em março, de estar "enterrado até o pescoço" na relação com o Master, citando o telefone de Vorcaro.Crise no STFQuestionado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, desencadeada pelas revelações do caso Master, Lula disse ver o momento com "tristeza". Ele voltou a afirmar que o governo Bolsonaro transformou Vorcaro em banqueiro e disse que o empresário "corrompeu todo mundo", envolvendo "deputado, senador, Suprema Corte, todo mundo". O presidente defendeu o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a disputa de Flávio Bolsonaro com o ministro se explica pela prisão do pai, Jair Bolsonaro. "Moraes teve papel importante na manutenção da democracia, general preso, e presidente preso por golpe, articulavam minha morte, a do Alckmin", disse.Lula afirmou que, se reeleito, terá de discutir "como consertar a Suprema Corte" e defendeu uma reforma do Poder Judiciário. Para o presidente, o tribunal precisa de seriedade e ética, e tudo parece estar "apodrecendo" na Corte. O primeiro turno das eleições presidenciais está marcado para 4 de outubro, e Lula segue nesta sexta com agenda de campanha no Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família Bolsonaro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro vão intensificar campanha pelo voto útil na reta final

Os comitês eleitorais do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) vão intensificar a campanha pelo chamado voto útil na reta final antes do primeiro turno das eleições. O objetivo, segundo o Folha de S.Paulo, é decidir a disputa já em 4 de outubro, sem necessidade de segundo turno.A estratégia se apoia em nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). No primeiro turno, Lula tem 39% das intenções de voto, contra 36% de Flávio, em empate técnico. Na simulação de segundo turno, o presidente aparece com 46%, ante 44% do senador, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha e está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026. Segundo o g1, os números do segundo turno repetem os das rodadas de 3 e 11 de setembro, o que indica estabilidade no cenário.Como funciona o voto útilO plano depende de convencer eleitores de candidatos com percentuais menores a migrar de voto a partir da percepção de que o nome de sua preferência não tem chance de vitória, informa a Folha. Na mira de Flávio estão os eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que somam 15% das intenções de voto.Cury, terceiro colocado com 6%, também é alvo de Lula. Segundo a Folha, parte do eleitorado do escritor admite votar no petista no segundo turno. Aliados de ambas as campanhas avaliam que é preciso convencer o eleitor da vitória iminente dos dois líderes sem melindrar adversários dos quais se espera apoio em um eventual segundo turno. Lula, diz o jornal, teria menos espaço de ampliação porque os demais concorrentes estão posicionados à direita do presidente. Para vencer, ele precisa conquistar os indecisos, hoje 3% do eleitorado.O jogo do "sentimento de vitória"Estrategistas das duas chapas dizem que, além de provar que seu candidato vai ganhar, é preciso investir na rejeição do adversário. Integrantes das duas campanhas afirmam que Lula aparece à frente de Flávio quando o eleitor é perguntado quem vai vencer a eleição, o chamado "sentimento de vitória". Por isso, Flávio quer reforçar a sensação de que Lula estaria desesperado com a possibilidade de perder no primeiro turno, segundo a Folha. Um novo jingle da campanha do PL repete que "virou".O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Para vencer sem segunda votação, um candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, sem contar brancos e nulos. Se ninguém atingir esse patamar, os dois primeiros colocados disputam um segundo turno.

MRMarina Rocha
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PF apreende R$ 2,5 milhões em Belém destinados a campanhas eleitorais no Pará

A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas nesta quarta-feira (16), em Belém, logo depois que elas retiraram R$ 2,5 milhões em espécie de uma agência bancária. Segundo a PF, o dinheiro viria de desvio de recursos públicos e teria como destino o financiamento irregular de campanhas eleitorais no Pará.Além do montante em cédulas, os policiais apreenderam uma arma de fogo e documentos e materiais de interesse da investigação, que passarão por perícia técnica. A PF não confirmou a identidade das duas pessoas presas, segundo reportagem do G1.Operação com a CGUA ação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). Na nota oficial, a PF afirma:"Segundo as investigações, os valores seriam provenientes de desvio de recursos públicos e teriam como destino o financiamento irregular de campanha eleitoral."Técnicos da CGU auxiliaram na análise financeira e no rastreamento da origem do dinheiro, o que permitiu identificar o momento exato da retirada, informou o G1. A suspeita, segundo a emissora, é de uso de caixa dois para abastecer candidaturas locais, o que configura crime eleitoral.O que vem a seguirOs dois presos foram levados à sede da PF e colocados à disposição do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). Conforme a corporação, eles poderão responder, na medida da participação de cada um, por lavagem de dinheiro, peculato, corrupção eleitoral, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e resistência à prisão.A PF informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos. A coluna de Fabio Serapião no UOL relata que a apuração deve alcançar candidatos nesta eleição. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, a menos de três semanas.

MRMarina Rocha
Politics

PL repassa R$ 91,6 milhões a candidatos ao Senado, quase o dobro do PT

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, repassou R$ 91,6 milhões aos seus candidatos ao Senado desde o início da campanha. O valor é quase o dobro dos R$ 48,2 milhões distribuídos pelo PT. Os números são de um levantamento da Folha de S.Paulo publicado na quarta-feira (16), feito a partir das prestações de contas das legendas à Justiça Eleitoral.O dinheiro do PL chegou a 30 candidatos em 24 unidades federativas. Segundo a Folha, é a sigla com mais beneficiados por repasses da direção nacional na disputa do Senado e também a de maior capilaridade. O PT dividiu recursos entre 18 candidatos, em 15 estados mais o Distrito Federal. Nove dos 15 candidatos que mais receberam dinheiro de direções nacionais são do PL. A concentração está no Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais reúnem nove desses 15 nomes.A maior fatia individual dos repasses nacionais é de Simone Tebet (PSB), que disputa uma das duas vagas de São Paulo, com R$ 6,5 milhões. Na sequência vem André do Prado (PL), candidato pelo mesmo estado, com R$ 6 milhões. No Fundo Eleitoral, o dinheiro público que financia as campanhas, o PL dispõe da maior fatia: R$ 881,7 milhões, cerca de 17,8% do total. O PT ficou com a segunda maior parcela, de R$ 615,4 milhões.Por que o SenadoNas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas, o maior número desde 2018. Cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, com mandatos de oito anos. São 315 candidatos, dos quais 32 tentam a reeleição. O PL lançou 33 nomes à Casa; o PT, 19, segundo o Poder360.Lula (PT) e o candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro, querem ao menos 34 aliados no Senado, segundo o Poder360. Para o PT, isso exige eleger 27 senadores; para o PL, 17. A Folha liga a ofensiva financeira do partido aos ataques de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. No entorno de Lula, segundo o portal, prevalece o entendimento de que um Senado de maioria de direita aumenta a chance de abertura de um pedido de impeachment contra um ministro do STF e encarece a aprovação das pautas do governo. A rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF expôs a fragilidade da base do Planalto no Congresso.O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já declarou que a Casa "não é órgão de correção do STF" e que abrir um processo de impeachment contra um ministro da Corte seria criar "mais um" problema para o Brasil. Nunca um ministro do Supremo sofreu impeachment no país.Depois da votação, as campanhas ainda têm obrigações com a Justiça Eleitoral. A prestação final de contas deve ser entregue até 30 dias após a eleição. Candidatos eleitos que não prestarem contas não podem ser diplomados enquanto estiverem omissos, conforme regra citada pelo g1.

MRMarina Rocha
Politics

Lula nega dinheiro ao BRB e chama Celina de 'cínica' em comício no DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que o governo federal não vai dar dinheiro para socorrer o Banco de Brasília (BRB). A declaração foi feita em comício em Ceilândia, na periferia de Brasília, o primeiro evento público de campanha do presidente na capital federal nestas eleições. No mesmo discurso, Lula chamou a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), candidata à reeleição, de "cínica e mentirosa".Segundo o presidente, o banco comprou títulos sem lastro e há quem pressione o governo federal com o argumento de que, sem um repasse, faltaria dinheiro para pagar o Bolsa Família. O discurso foi registrado pelo G1 e pelo Poder360."O BRB comprou títulos que não existiam, R$ 12 bilhões. E agora estão dizendo: 'Presidente, se o senhor não der dinheiro, não vamos poder pagar o Bolsa Família'. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB."Na sequência, Lula atribuiu a crise do banco à relação entre o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. "Quem quebrou o BRB foi a ligação entre Ibaneis e o Vorcaro do Banco Master", disse. E completou, sobre Ibaneis: "Ele está escondido onde, gastando o dinheiro que foi roubado?". As declarações vieram depois da divulgação de mensagens de Vorcaro nas quais ele afirma que Celina, então vice-governadora, participou das negociações entre o BRB e o Master, segundo o Poder360. Celina nega e diz que sempre foi contrária ao negócio.Celina revidaMais tarde, em publicação nas redes sociais, a governadora rebateu o presidente. "Lamento a declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB. Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil", escreveu. Segundo Celina, a atitude de Lula é a de um "presidente de partido", que "pensa pequeno e partidariamente". Ela disse ainda que o presidente oferece ajuda aos Correios, mas se recusa a permitir um empréstimo ao banco do DF: "Pensei também que os brasilienses fossem brasileiros"."O banco pertence a população do DF e não pode servir de disputa partidária, ainda mais num palanque de um comício que sequer reuniu três mil pessoas", afirmou.A crise do BRBO BRB vive a pior crise de sua história desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero, da Polícia Federal, revelou suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. O banco distrital injetou R$ 16,7 bilhões no Master na tentativa de comprá-lo; a operação foi barrada pelo Banco Central e, depois, o BRB constatou que parte das carteiras adquiridas era fraudulenta e sem lastro. Em abril, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. O governo do DF, acionista controlador, usa o banco para operar mais de 30 programas sociais, crédito habitacional e a folha de pagamento do funcionalismo.Segundo dados do próprio banco citados pelo G1, as negociações com o Master entre 2024 e 2025 somaram R$ 30 bilhões, e pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos comprados são inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. O Poder360 reporta que a PF identificou cerca de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos. O governo do DF diz recuperar R$ 2,2 bilhões com outras medidas e pede um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com garantia da União para cobrir o restante; a lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) foi sancionada em 24 de junho.O impasse segue em aberto. O governo federal já informou que não pode dar garantia ao empréstimo, mas o DF insiste no pedido. A disputa vai às urnas no primeiro turno, em outubro, com Lula e Celina candidatos à reeleição.

MRMarina Rocha
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Fachin analisa pedido de Dino para incluir Vorcaro e cemitérios em caso sobre Mendonça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, analisa um pedido do ministro Flávio Dino para incluir, no procedimento que apura a conduta do ministro André Mendonça, uma reunião do colega com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e a ação dos cemitérios de São Paulo. O julgamento sobre Mendonça está marcado para o dia 23 de setembro. Segundo o jornal O Globo, Dino encaminhou o material a Fachin na terça-feira (15), pouco antes de o plenário abrir a sessão sobre o caso do ministro Alexandre de Moraes.O procedimento sobre Mendonça nasceu de acusações de abuso de autoridade feitas por Moraes, que enviou à Presidência do tribunal um relatório de inteligência da Polícia Federal com apontamentos sobre a relatoria dos inquéritos do Master e do INSS. Na decisão agora enviada a Fachin, Dino apontou "quadro indiciário suficientemente relevante" e defendeu que a existência, ou inexistência, das conexões entre Mendonça e Vorcaro seja esclarecida "mediante apuração pelas autoridades competentes". O despacho foi assinado na ADPF 1.196, ação ajuizada pelo PCdoB que discute os serviços funerários, cemiteriais e de cremação da capital paulista e tem Dino como relator.Encontro na véspera do pedido de vistaA decisão reconstrói uma cronologia. Dino concedeu, no fim de 2024, liminar que restabeleceu limites aos preços cobrados pelas concessionárias. O caso chegou ao plenário virtual em 14 de março de 2025. Naquele mesmo dia, Mendonça recebeu Vorcaro na sede do Instituto Iter, entidade fundada pelo ministro, em São Paulo. No dia seguinte, Mendonça pediu vista. Quando o julgamento voltou, em abril, ele abriu divergência e votou contra a limitação de preços. Para Dino, o voto veio "de acordo com o pleito dos cemitérios privados". O relator escreveu ainda que havia, à época, "elevados interesses de fundos geridos pelo Banco Master exatamente em temas atinentes à privatização de cemitérios".Segundo O Globo, a apuração do Ministério Público de São Paulo analisa possíveis ilegalidades na concessão dos serviços cemiteriais, e uma investigação aponta que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, integrava o conselho da Cortel, empresa que gere os serviços funerários da capital, e usava e-mail do banco em documentos societários. Mendonça confirmou o encontro em entrevista publicada em 2 de setembro, citada na decisão, e disse que recebeu Vorcaro a pedido de integrantes da igreja Batista da Lagoinha, com intermediação do deputado Cezinha Madureira. Procurado, não se manifestou sobre o pedido de Dino, mas destacou, em nota, que "sua atuação, pública e privada, é pautada pela legalidade e pela impessoalidade".Dino citou também o irmão do ministro, Alexandre de Almeida Mendonça, que trabalhou na direção da SP Regula, agência municipal que regula os serviços funerários, de julho de 2024 a maio de 2026, e teria sido promovido a secretário-executivo. Em nota, a agência negou que haja promoção, falou em mudança entre cargos "com o mesmo nível hierárquico" e afirmou que ele "sempre exerceu funções de gestão administrativa, sem qualquer responsabilidade direta pela gestão dos contratos de concessão". O despacho menciona ainda contratos sem licitação do Iter: R$ 380 mil com a prefeitura de São Paulo, em setembro de 2025, e cerca de R$ 1,6 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação, ligada ao governo estadual. O instituto diz que não há relação com a concessão cemiterial e que o contrato com a fundação não teve execução. Mendonça deixou a sociedade do Iter no início de setembro, sem "qualquer contrapartida financeira", segundo seu gabinete. Dino fez ressalvas expressas: escreveu que os fatos não significam interferência externa na atuação jurisdicional do colega. "Enfatizo que não cabe, neste momento e nesta sede, antecipar juízo de responsabilidade penal ou por improbidade administrativa", registrou.Sessão de 23 de setembro em riscoEnquanto Fachin analisa o pedido, cresce a chance de adiamento. A Folha de S.Paulo apurou que o presidente do STF tende a adiar a análise, com decisão nos próximos dias, e que seu entorno avalia que o pedido de vista de Dino, que suspendeu a sessão de terça sobre Moraes, inviabilizou tecnicamente levar o caso de Mendonça ao plenário na semana que vem. Na sessão de terça, o placar estava em 4 a 3 pela separação dos dois casos quando Dino, que havia votado pela junção, pediu vista. Ele tem até 90 dias, prazo que vence em 15 de dezembro; com o recesso de 20 de dezembro a 1º de fevereiro, a BBC News Brasil avalia que o julgamento pode ser retomado só em 2027. Segundo o g1, ministros alinhados a Mendonça defendem o adiamento, e interlocutores não descartam usar o impasse da sessão de terça para remarcar a análise. O julgamento segue na pauta por ora. Se a sessão ocorrer e os debates avançarem, segundo O Globo, Mendonça pode se tornar formalmente alvo de suspeitas enquanto o caso de Moraes permanece suspenso. O próximo passo é de Fachin: manter ou adiar a sessão de 23 de setembro.

MRMarina Rocha
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Mais de 1,2 mil candidaturas barradas pela Justiça Eleitoral; maioria segue em recurso

A Justiça Eleitoral indeferiu mais de 1,2 mil candidaturas nas eleições de 2026 até a noite de terça-feira, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pelo g1. Do total, 888 registros estão em fase de recurso e 326 foram negados em definitivo.As rejeições se concentram nas disputas proporcionais. O levantamento do g1 contabiliza 561 candidaturas a deputado estadual e 494 a deputado federal barradas. Vêm na sequência suplentes de senador (73), senadores (31), governadores (24), vice-governadores (19), deputados distritais (9) e um candidato à Presidência.Ficha Limpa puxa casos conhecidosO caso mais conhecido é o do presidenciável Pablo Marçal (PRTB), cujo registro foi indeferido pelo TSE na sexta-feira (11) com base na Lei da Ficha Limpa, a legislação que nega candidatura a condenados por certos crimes. A corte apontou falta de comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal e registrou que ele está inelegível até 2032, por condenação ligada à oferta de prêmios em concursos de cortes de vídeo na eleição de 2024, segundo o Congresso em Foco. Marçal renunciou à candidatura na segunda-feira (14), e o PRTB escolheu o ex-vice da chapa, Leonardo Avalanche, para disputar a Presidência.Também tiveram registros negados Anthony Garotinho (Republicanos), candidato ao governo do Rio, José Roberto Arruda (PSD), no Distrito Federal, e Eduardo Cunha (Republicanos), candidato a deputado federal por Minas Gerais. Na terça-feira (15), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou por unanimidade os embargos da defesa de Cunha e manteve o entendimento de que ele é inelegível até fevereiro de 2027, por causa da cassação do mandato em 2016, por quebra de decoro parlamentar. A defesa sustenta que a nova Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2025, passou a contar os oito anos de inelegibilidade a partir da cassação, o que tornaria o ex-presidente da Câmara elegível."Amanhã estarei entrando com o recurso ao TSE, onde a matéria será apreciada de verdade e certamente esse absurdo do TRE declarar uma lei inconstitucional será revisto", disse Cunha, em nota citada pela Rádio Itatiaia.Por que as candidaturas caemAs falhas formais lideram os motivos dos indeferimentos: 412 casos por desatendimento a requisito formal, 365 por ausência de condição de elegibilidade e 314 por indeferimento do DRAP, o registro que formaliza as chapas no TSE. Uma mesma candidatura pode acumular mais de um motivo, por isso a soma passa do total. Entre os partidos, DC (185), Democrata (154), Agir (144) e Mobiliza (134) somam 617 negativas, pouco mais da metade dos casos; PSOL (45) e PSDB (42) também aparecem na lista, segundo o g1. O Piauí concentra o maior percentual de candidaturas barradas, 20,9%, seguido por São Paulo, com 12,9%.Candidatos com registro sub judice podem seguir em campanha, participar do horário eleitoral gratuito e manter o nome na urna, mas a validade dos votos depende do desfecho do processo, segundo o Congresso em Foco. Em consulta própria ao painel do TSE na quarta-feira (16), o site contabilizou 1.138 indeferimentos, dos quais 829 em fase recursal, e 205 registros ainda sem julgamento. Os números variam conforme o momento da consulta ao painel.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Até lá, o TSE precisa julgar os recursos em aberto, entre eles os de Garotinho, Arruda e Cunha. Os três casos dependem das regras da Lei da Ficha Limpa alteradas em 2025, cuja validade ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

MRMarina Rocha
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Mendonça rebate Gilmar, nega vazamentos e diz que levantamento de sigilo não partiu dele

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou nesta quinta-feira (17) uma nota em resposta às críticas do decano Gilmar Mendes à condução do caso Master, do qual é relator. Mendonça negou vazamentos, disse ter determinado a apuração de toda divulgação indevida na investigação e afirmou que a pretensão de levantar o sigilo de todos os procedimentos não partiu dele. Segundo o G1, a nota foi divulgada horas depois de Gilmar afirmar, em rede social, que o colega teria fins "político-eleitorais" na divulgação de informações que citam o procurador-geral da República, Paulo Gonet.Sem citar Gilmar pelo nome, Mendonça escreveu que "jamais transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável". Na publicação, o decano chamou o colega de "pixuleco eleitoral" e comparou a atuação dele à de Deltan Dallagnol e Sergio Moro na época da Operação Lava Jato. Para Gilmar, "o levantamento [do sigilo] apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método".O que diz a notaNo ponto central do documento, o ministro afirmou que o pedido de publicidade integral da investigação partiu de quem hoje reclama dela."A pretensão de levantamento do sigilo de todo e qualquer procedimento, sem exceção, não partiu do relator. Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos."Segundo a nota, "o que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir". Mendonça acrescentou: "É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação". Sobre vazamentos, negou qualquer tolerância e disse ter aberto, no curso do inquérito, "uma fase específica sobre vazamentos ligados a um servidor da PF".O ministro também apontou seletividade na reação dos pares: "Chama a atenção, ainda, que a preocupação com a exposição alheia se manifeste de forma seletiva, logo após a requisição de acesso ao aparelho celular de investigado e a divulgação, na imprensa, de conversas de toda ordem que constrangem, coincidentemente, apenas ministros de entendimento diverso". Para Mendonça, se há "uso indevido da publicidade" na Corte, ele está na "tentativa de constrangimento dirigido a pares, com insinuações de que determinados conteúdos poderão ou não vir a público conforme o rumo de certos julgamentos".Crise no plenárioA nota é o capítulo mais recente do confronto entre os dois ministros. Na terça-feira (15), durante o julgamento do relatório da Polícia Federal que apontou troca de mensagens entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, Gilmar defendeu Gonet e acusou Mendonça de "leviandade" e "desfaçatez". O bate-boca terminou com gritos de "Me respeite" de Mendonça e um "Pode chorar, pode chorar" de Gilmar. Segundo o Poder360, o decano classificou ainda como "vexame" a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e disse que o relator conduz o inquérito com "inequívoco viés político-eleitoral".Diante do confronto, o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento do relatório, além de cobrar providências do presidente do STF, Edson Fachin. Essa cobrança segue sem resposta. Na nota, Mendonça defendeu "a urgência na aprovação de um código de ética" para o tribunal, proposta apoiada por Fachin, e citou o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura, que veda ao juiz manifestar publicamente opinião sobre processo pendente de julgamento.

MRMarina Rocha
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Instituto de Mendonça recebeu R$ 5,2 mi de ex-sócio de Vorcaro, diz coluna do UOL

O Instituto Iter, vinculado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, holding do setor de mineração controlada pelo empresário mineiro Lucas Kallas, ex-parceiro de negócios do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A informação é da coluna de Cézar Feitoza no UOL, publicada nesta quinta-feira (17).O repasse integrou um contrato de mútuo conversível firmado em abril de 2024, com previsão de R$ 5,9 milhões em aportes. Nessa modalidade, a credora pode converter o valor em participação societária ou exigir a devolução do dinheiro. O Iter interrompeu a operação e começou a devolver os recursos em janeiro deste ano. Um mês depois, Mendonça foi sorteado relator das investigações sobre o Banco Master na corte.A negociação foi conduzida pelo presidente do Iter, o ex-ministro da Educação Victor Godoy Veiga, e pelos representantes da Cedro Carlos Adel de Freitas e Eduardo Soares de Couto. Segundo o instituto, Mendonça e Kallas não discutiram os termos do contrato. A entidade também negou a participação de Vorcaro nas tratativas. O ministro deixou a organização no início de setembro. O Iter afirma que ele atuava apenas como docente, no âmbito acadêmico, sem receber dividendos ou participação nos resultados.Em nota, o instituto afirmou ter encerrado o empréstimo porque a entidade "já se encontrava em situação de sustentabilidade financeira". Questionado sobre o uso do dinheiro, o Iter declarou que "jamais distribuiu a seus acionistas qualquer valor a título de lucro, dividendo ou participação nos resultados" e que a totalidade dos recursos foi aplicada "exclusivamente na estruturação e nas atividades da entidade". Sobre a devolução, a entidade detalhou os termos em nota reproduzida pelo Metro1:"Foi assinado um termo aditivo ao Mútuo no qual foi estabelecido o vencimento antecipado da dívida com o início imediato do pagamento dos valores devidos pelo Iter. A taxa de juros determinada foi a taxa SELIC. Até o momento já foram pagos cerca de 5,3% do total da dívida."Vínculos entre Kallas e VorcaroSegundo a coluna, Kallas foi sócio de empresas que também receberam investimentos de grupos ligados a Vorcaro. A Cedro detinha 8% da biotecnológica Biomm no fim de 2023; em fevereiro de 2024, a gestora WNT, ligada ao banqueiro e a Nelson Tanure, comprou ações da companhia. Kallas também investiu na Latache Capital e assumiu 33% da gestora em 2025. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que os dois viajaram juntos a Caracas, na Venezuela, no fim de novembro de 2023, para tratar de negócios no setor petrolífero.A Cedro negou qualquer vínculo societário ou empresarial entre Vorcaro e seus negócios e afirmou que investimentos de fundos em companhias abertas não configuram sociedade comercial. A holding disse ter deixado a Biomm e a Latache em abril de 2026, para concentrar investimentos na mineração. Kallas não é investigado na Operação Compliance Zero, que apura fraudes bancárias ligadas a Vorcaro e ao Master, e a Cedro não aparece nos inquéritos do caso. A Polícia Federal, porém, indiciou o empresário em junho, por suspeita de irregularidades na exploração da Mina Granja Corumi, na Serra do Curral, em Belo Horizonte. A defesa sustenta que os fatos já foram investigados e arquivados pela Justiça e que ele deixou o negócio em 2017.Mendonça, indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro, também confirmou um encontro com Vorcaro no Iter, em março de 2025, e disse que trataram de créditos de precatórios. No julgamento do tema, o tribunal decidiu por unanimidade contra a posição defendida pelo banqueiro. A sessão que examinaria a atuação do ministro nas apurações do caso Master estava marcada para 23 de setembro. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou o julgamento da pauta nesta quinta (17) e ainda não definiu nova data, segundo o G1. O Iter, por sua vez, segue devolvendo os R$ 5,2 milhões à Cedro.

MRMarina Rocha
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Voto nas eleições de 2026 valerá como prova de vida para o INSS, diz Wolney Queiroz

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quinta-feira (17) que o comparecimento às urnas nas eleições de 2026 valerá como prova de vida para beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A declaração foi dada durante visita a uma agência da Previdência na região central de São Paulo, segundo a Folha de S.Paulo.Regra de 2022A regra já existia. Segundo Queiroz, ela está estabelecida na Portaria 1.408, publicada em fevereiro de 2022 pelo então presidente do INSS, José Carlos Oliveira. O texto lista os atos que comprovam que o segurado está vivo para continuar recebendo o benefício. Votar e vacinar-se estão entre eles.O mecanismo já foi aplicado no pleito municipal de 2024. Naquele ano, eleitores que compareceram às urnas tiveram o cadastro validado automaticamente, como relata a Folha.Como funciona hojeAntes da portaria, aposentados e pensionistas faziam a prova de vida presencialmente nos bancos responsáveis pelo pagamento. Desde então, o governo cruza bases de dados públicas e privadas para confirmar os cadastros. Hoje, a comprovação só é exigida de quem usa pouco os serviços públicos ou tem pouco acesso digital. Nesses casos, é possível regularizar pelo aplicativo Meu INSS, com o selo ouro, ou comparecer à agência pagadora com documento oficial com foto.Além do voto, a lista atual aceita o uso do Meu INSS com selo ouro, a contratação de empréstimo consignado com biometria, atualizações no CadÚnico (cadastro do governo federal para programas sociais), o recebimento do benefício com biometria, atendimentos presenciais em agências do INSS, perícia médica e rede pública de saúde, a vacinação e registros em órgãos de trânsito e segurança pública. Segundo o portal MundoBA, a declaração do Imposto de Renda também vale como comprovação.Beneficiários sem movimentação registrada recebem aviso do INSS por WhatsApp e têm 30 dias para regularizar a situação. Em outubro do ano passado, a notificação alcançou cerca de 4 milhões de pessoas.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, se necessário, para 25 de outubro. Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste ano. Para quem recebe benefício do INSS, ir às urnas também resolve a exigência periódica de comprovar que está vivo.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro promete guerra ao 'narcoterrorismo' e ataca STF em ato na Bahia

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu declarar guerra ao que chamou de "narcoterrorismo" e acusou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de protegerem o ministro Alexandre de Moraes. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (17), durante uma motociata de campanha em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, segundo o G1.O candidato chegou de avião à cidade e discursou de cima de um trio elétrico, após o grupo passar pelas principais ruas e avenidas. O ato terminou em frente a um estádio de futebol. Flávio se comprometeu a classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e a intensificar o combate a esses grupos."Eu vou resgatar esse Brasil de verdade. A partir de janeiro do ano que vem, pode escrever aí. Eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo. (...) E os seus dias estão contados, porque, a partir do ano que vem, ou vocês serão presos ou vocês vão ser neutralizados pelas nossas polícias", disse.Em outro trecho do discurso, Flávio usou a palavra "nojo" ao falar do julgamento que discute a validade de um relatório da Polícia Federal (PF) envolvendo Moraes. Ele afirmou que o ministro "não tem mais condições" de seguir no tribunal e disse que vai nomear novos ministros para a corte."Eu, como presidente da república, vou ter direito a quatro vagas. Pra colocar lá homens e mulheres, que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto, que respeitem a Constituição, que não usem a caneta pra perseguir adversários do governo de plantão. Só que não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuação no ministro do STF", afirmou.Julgamento de Moraes no STFO mérito do caso, ou seja, se o plenário vai abrir uma investigação contra Moraes, ainda não começou a ser analisado. Na sessão de terça-feira (15), os ministros discutiram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, que previa reunir os processos do caso, redistribuir a relatoria por sorteio e abrir prazo para a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Após o pedido de vista de Dino, o placar terminou em 4 votos a 3 para manter separadas as análises das condutas de Moraes, na relação com o empresário Daniel Vorcaro, e do ministro André Mendonça, na condução do relatório do caso Master. Dino tem até 90 dias, prazo que se encerra em dezembro, para devolver o processo ao plenário.As promessas feitas na Bahia seguem o plano de segurança pública "Brasil Sem Medo", apresentado por Flávio em junho, em São Paulo, conforme o Poder360. O pacote reúne 12 medidas, entre elas o enquadramento de facções como organizações narcoterroristas, a redução da maioridade penal, presídios federais inspirados no modelo de El Salvador e um sistema nacional de reconhecimento facial. No mesmo ato em Vitória da Conquista, o candidato classificou de "ilegal" o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e chamou a medida de "ato de desespero", segundo reportagem da Reuters. "O Bolsa Família está garantido, ninguém vai tocar nesse benefício de vocês", disse.Do sudoeste baiano, Flávio seguiu para Brasília, para outros pontos da agenda de campanha. O primeiro turno da eleição presidencial acontece em 4 de outubro. No STF, a definição sobre a abertura de investigação contra Moraes depende do retorno do processo pelo relator, com prazo até dezembro.

MRMarina Rocha
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Lula: Mendonça usou cargo para fazer política e defende vazamento do celular de Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17) que o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), usou o cargo "para fazer política". Em entrevista à Rádio Itatiaia, Lula também defendeu que os dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro venham a público "para o povo saber a verdade"."E agora que o telefone [de Daniel Vorcaro], que estava com o André Mendonça, que estava utilizando o cargo dele para fazer política, está provado que estava fazendo política, fazendo denúncia seletiva, divulgando o que interessava para ele. Então nós estamos certos que isso ainda vai render muito na política", disse o presidente.O telefone está no centro da disputa entre dois ministros da Corte. Nesta segunda-feira (14), a Polícia Federal informou que entregou aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do aparelho. Ele foi apreendido em novembro, na Operação Compliance Zero, e reúne as mensagens citadas pela PF no relatório usado por Mendonça para pedir uma apuração contra Moraes. Um levantamento da corporação identificou 52 mensagens de Vorcaro com Moraes como destinatário, segundo o G1."Aquele famoso telefone secreto que parecia que estava em outro planeta na mão do André Mendonça... agora está na mão do Gilmar [Mendes], está na mão do Flávio Dino, está na mão do Zanin, está na mão de outros ministros da Suprema Corte. Agora é começar a vazar o que precisa vazar de verdade para o povo saber a verdade", afirmou Lula.Mendonça se manifestou publicamente no mesmo dia. Segundo o G1, o ministro disse que não tem "nada a temer", afirmou que já esperava sofrer represálias e negou ter cometido irregularidades ou ter atuado por motivação política. Ele assumiu a relatoria do caso Master em fevereiro, após o ministro Dias Toffoli deixar as investigações.Sobre Moraes, Lula disse que o ministro "terá que pagar" se cometeu erro no contrato do Banco Master com o escritório da esposa dele, Viviane Barci de Moraes, segundo a InfoMoney. Na mesma entrevista, o presidente atribuiu a disputa da família Bolsonaro com o ministro a outro motivo. "A briga da família Bolsonaro com o Alexandre de Moraes não é por causa do Banco Master, é pela prisão da família", afirmou.Lula defendeu ainda que os processos sobre Moraes e Mendonça sejam julgados juntos. "Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. O que não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e o restante depois", declarou. Segundo a InfoMoney, a questão de ordem sobre a união dos casos, proposta pelo decano Gilmar Mendes, divide a Corte em 4 a 3 pela separação. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino pode empatar o placar.O julgamento relacionado a Mendonça foi adiado nesta semana pelo presidente em exercício do STF, Edson Fachin, que cancelou uma sessão do tribunal. A crise ocorre em ano de eleição presidencial. Vorcaro e o pai, Henrique, foram intimados pela Polícia Federal a depor no dia 30 de setembro.

MRMarina Rocha
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Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro em sessão do STF sobre Moraes

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu desculpas ao povo brasileiro na sessão plenária desta terça-feira (15). O plenário extraordinário foi convocado para examinar o relatório que aponta a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o G1, a ministra disse estar em estado de "profunda consternação e tristeza".A fala veio depois de o ministro Flávio Dino pedir vista, recurso que suspende o julgamento para dar mais tempo ao magistrado. Cármen Lúcia abriu a manifestação pedindo licença ao colega. "Eu não tenho o hábito de antecipar voto quando há um pedido de vista", afirmou. Em seguida, atribuiu o desgaste dos últimos dias à própria Corte, que, segundo ela, "provocou um mal estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias". Segundo a Folha de S.Paulo, foi a única manifestação da ministra na sessão antes do voto na questão de ordem.A ministra disse que queria ter ajudado a acalmar a crise entre os colegas e que não conseguiu."Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais. Portanto, estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor e poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui"Crise que começou com o caso MasterA crise na Corte teve início no começo de setembro, com o levantamento do sigilo de relatórios da Polícia Federal produzidos nas apurações sobre fraudes financeiras no Banco Master. Um dos documentos identificou 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes entre dezembro de 2023 e novembro de 2025, data em que o empresário foi preso pela primeira vez. O relatório também registrou encontros presenciais entre os dois e um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.Na questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que dominou a sessão, o placar ficou em 4 a 3 pela separação entre a análise da conduta de Moraes e a da condução do relatório do caso Master pelo ministro André Mendonça. O presidente da Corte e relator da sessão, Edson Fachin, votou pela separação, acompanhado por André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes defenderam o julgamento conjunto. Dino, que havia votado nessa linha, mudou o voto para o pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.O que vem a seguirPelas regras internas do STF, fixadas em decisão de dezembro de 2022, Dino tem até 90 dias para devolver os autos, prazo contado da publicação da ata da sessão, informou a BBC News Brasil. Se o prazo correr sem devolução, o julgamento é liberado automaticamente. A Corte mantém marcada para 23 de setembro a sessão sobre as acuações de Moraes contra Mendonça.

MRMarina Rocha
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'Desfaçatez' e 'pode chorar': Gilmar e Mendonça batem boca em sessão do STF

Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça trocaram gritos nesta terça-feira (15) no plenário do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O atrito ocorreu na sessão extraordinária dedicada à crise do Banco Master que atinge a Corte e começou quando Gilmar saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e acusou o colega de "desfaçatez" e "leviandade".Gonet havia acabado de negar qualquer proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. "Não existe e não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro", afirmou o procurador, segundo o G1. Mendonça pediu a palavra para responder. Gilmar interrompeu o início da fala e gritou: "É impressionante a desfaçatez desse sujeito!""É impressionante, senhor presidente, que uma pessoa da estatura do senhor Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade. Um sujeito investido de um sentimento policialesco junto com os seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeito."Mendonça respondeu aos gritos. "A desfaçatez de vossa excelência! Me respeite, me respeite. Isso aqui não é brincadeira!", exclamou. Gilmar rebateu: "Pode chorar, pode chorar." Mendonça negou: "Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Respeite!"O ministro Flávio Dino interrompeu a sessão, pediu vista do julgamento e cobrou providências do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre o bate-boca. "Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda", declarou.Crise que já enfrentava MoraesO embate entre Gilmar e Mendonça se somou à disputa que opõe Mendonça ao ministro Alexandre de Moraes. A crise se intensificou após Mendonça, relator das investigações do caso Master, levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal. Um dos documentos apontou 52 mensagens entre Vorcaro e Moraes, encontros presenciais entre os dois e um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Moraes acusou o colega de liberação "seletiva" dos autos. Mendonça negou e disse ter mantido sob sigilo apenas o necessário para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.A sessão registrou ainda outro atrito. Dino mencionou mensagens sobre ministros do STF encontradas no celular de Vorcaro, e o ministro Luiz Fux reagiu: "Mensagem comigo não tem." Dino insistiu: "Tem, ministro Fux. Tem." Fux afirmou nunca ter visto Vorcaro na vida, e Dino respondeu que o colega "terá que esclarecer isso num momento próprio. Infelizmente".O que vem a seguirO julgamento terminou suspenso, com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção das análises separadas dos casos de Moraes e de Mendonça. Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e André Mendonça ficaram contra a junção pedida por Gilmar; Gilmar, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela análise conjunta, segundo o InfoMoney. Dino havia votado com esse grupo, mas converteu o voto em pedido de vista, o que suspendeu a sessão. O julgamento será retomado na próxima semana. O caso de Mendonça está pautado para 23 de setembro, e o prazo do pedido de vista pode chegar a 90 dias. Dias Toffoli declarou suspeição e Kassio Nunes Marques, impedimento, o que reduziu o plenário a sete votantes.

MRMarina Rocha
Lula

Quaest coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula pela 1ª vez no 2º turno

A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (14) colocou, pela primeira vez em suas medições, o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT) na simulação de um segundo turno nas eleições presidenciais de 2026: 42% contra 40%. A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro.O resultado provocou reação imediata na campanha petista. Na terça-feira (15), o colunista Elio Gaspari publicou na Folha de S.Paulo o texto "Flávio Bolsonaro cresceu e o PT tenta acordar"."A pesquisa Quaest de segunda-feira caiu como uma bomba na campanha de Lula. Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro ultrapassou-o na simulação de um segundo turno (42% a 40%). A seco, esse número quer dizer pouca coisa. Está dentro da margem de erro e eleição se ganha na urna."Na análise de Gaspari, o avanço do senador vem do desgaste do governo. "Bolsonaro cresceu, absorvendo o apoio de eleitores que, há tempo, avaliavam negativamente Lula 3.0", escreveu. Para o colunista, era "inevitável" que a avaliação negativa migrasse para um adversário. No cenário de primeiro turno, a mesma Quaest mantém Lula na frente, com 36% das intenções de voto contra 31% do senador; aparecem ainda Cury, com 7%, Renan Calheiros, com 4%, Ronaldo Caiado, com 4%, e Romeu Zema, com 1%, segundo o G1.Campanha e Planalto reagemOutros institutos mostram quadro distinto. A pesquisa CNT/MDA, divulgada na terça (15), deu a Lula 47,3% contra 40% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno. Para o JOTA Info, o levantamento BTG/Nexus "dá alento" à campanha do presidente, enquanto a Quaest "acende alerta" no Planalto, que passou a rever o favoritismo de Lula. "A percepção de que o favoritismo mudou de lado talvez seja o dado mais perigoso para o petista", escreveu o site. O O Globo noticiou que a campanha de Lula apresentou uma explicação para a virada numérica.A disputa também está dividida por região, segundo pesquisas Datafolha e Quaest nos 27 estados compiladas pela Folha. Lula lidera em dez estados, entre eles todo o Nordeste e o Pará. Flávio Bolsonaro está à frente em nove estados e no Distrito Federal, com força no Sul e na maior parte do Centro-Oeste, e há empate técnico em seis estados.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, a menos de três semanas. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, um segundo turno decide a eleição.

MRMarina Rocha
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'Rei do Gás' doa R$ 5,7 milhões a seis partidos e lidera ranking de doadores

O empresário baiano Carlos Seabra Suarez, conhecido no setor de energia como "Rei do Gás", é o maior doador pessoa física da eleição 2026 até agora. Ele repassou R$ 5,7 milhões às direções nacionais de seis partidos do centro e da centro-direita, segundo a Folha de S.Paulo: MDB, PP, PSD, PSDB, União Brasil e PSB. Os dados fazem parte da primeira prestação de contas parcial divulgada pela Justiça Eleitoral.Os repasses foram de R$ 1 milhão para cada diretório nacional do MDB, do PP, do PSD, do PSDB e do União Brasil, além de R$ 700 mil para o PSB, entre os dias 8 e 10 de setembro, segundo o O Globo. Nenhum valor foi destinado diretamente a candidaturas. Pessoas físicas doaram R$ 374,9 milhões a partidos e candidatos no levantamento da Folha, publicado com base no relatório da terça-feira (15). O O Globo, com dados fechados em 14 de setembro, contabilizou R$ 368,7 milhões. O empresário responde sozinho por cerca de 1,5% das doações de pessoas físicas, calculou o jornal.Quem é o "Rei do Gás"Suarez, de 74 anos, começou no setor imobiliário em Salvador. É um dos fundadores da construtora OAS, e o "S" do nome da empresa vem de seu sobrenome, lembra o O Globo. Depois de deixar a empreiteira, passou a investir em gás natural. Fundou a Termogás e comprou participações em distribuidoras estaduais como Potigás, Cergás, Algás e a Companhia Paranaense de Gás, lista a Folha. O apelido veio do controle de oito distribuidoras em estados do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, além do Distrito Federal.As doações de empresas a campanhas são proibidas no Brasil desde 2015. Por isso, Suarez financia eleições como pessoa física. Ele já havia doado R$ 750 mil em 2022 e cerca de R$ 1,2 milhão nas eleições municipais de 2024. Segundo a Folha, sua atuação em Brasília defende a preservação dos marcos regulatórios do setor e a expansão da infraestrutura de gás pela iniciativa privada. O empresário não respondeu ao pedido de comentário do jornal.Outros nomes do rankingO segundo maior doador pessoa física é o empresário Alexandre Grendene Bartelle, cofundador da calçadista Grendene, com R$ 3,6 milhões, segundo o O Globo. Ele escolheu o caminho inverso ao de Suarez e doou direto a candidaturas. Foram R$ 2,5 milhões para Luciano Lorenzini Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, R$ 500 mil para Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo do Ceará, e R$ 500 mil para Cid Gomes (PSB), candidato ao Senado no estado. Outros R$ 100 mil foram para uma candidata a deputada estadual no Rio Grande do Sul. A mulher de Suarez, Abigail Silva Suarez, doou R$ 620 mil a três candidaturas na Bahia, estado de origem da família.O destino final do dinheiro de Suarez ainda não aparece nas contas de nenhum candidato. Como os recursos foram para os partidos, cabe a cada legenda decidir o repasse às campanhas. Se isso acontecer, o empresário não constará como doador direto nas prestações de contas dos candidatos, explica o O Globo. As contas dos partidos seguem calendário próprio e só podem ser entregues à Justiça Eleitoral no ano que vem. Doações em dinheiro devem ser informadas em até 72 horas, e todos os dados podem ser consultados no sistema DivulgaCandContas, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

MRMarina Rocha
Politics

Vieira recorre ao STF para obrigar Alcolumbre a instalar CPI do Banco Master

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta terça-feira (15.set.2026) que vai impetrar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a instalar a CPI do Banco Master. O requerimento da comissão reúne 41 assinaturas e está parado há 6 meses na Mesa da Casa. Segundo a VEJA, a expectativa era protocolar a ação ainda nesta terça.O senador alega falta de resposta do comando do Senado. Segundo ele, Alcolumbre não tem respondido a solicitações formais, ofícios, despachos ou telefonemas sobre o tema. As 41 assinaturas superam o mínimo constitucional para abrir uma CPI, um terço dos 81 senadores, ou 27 nomes."Vou entrar com mandado de segurança, novamente, pedindo que o Supremo determine ao presidente da Casa a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para apurar a relação dos ministros com o Daniel Vorcaro", disse Vieira, segundo o Poder360.O que a comissão investigariaA CPI apuraria a relação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Vorcaro é investigado por liderar a maior fraude do Sistema Financeiro Nacional, segundo o Poder360. Na ação, Vieira argumenta que o Senado não pode se omitir diante de suspeitas envolvendo integrantes da Corte e que a Constituição dá ao Legislativo poder de fiscalizar e investigar membros do Judiciário."Essa Casa não pode se omitir da sua responsabilidade. A Constituição é sábia. Não foi à toa que a Constituição abriu para a gente a possibilidade do processamento de crime de responsabilidade", afirmou Vieira, em nota citada pela VEJA. "O que nós estamos defendendo é investigação. É justiça e lei para todo mundo", disse. O senador também ligou o pedido ao relatório da CPI do Crime Organizado. "É uma infiltração profunda do crime organizado que chegou às mais altas Cortes. Falo isso desde fevereiro de 2019", afirmou, segundo o Poder360.Pressão no dia da sessão do STFO anúncio coincidiu com a sessão em que o plenário do STF começou a analisar o relatório da Polícia Federal que cita a relação de Moraes com Vorcaro. Foi a primeira vez que a Corte discutiu a abertura de investigação contra um dos próprios ministros, segundo o G1. Toffoli, um dos dois alvos da CPI pedida por Vieira, declarou-se suspeito e não votou. A sessão terminou sem decisão, interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.O próximo passo é o protocolo do mandado de segurança no STF, que decidirá se obriga Alcolumbre a instalar a comissão. No plenário, o prazo de vista de Dino chega a 90 dias; se ele não se manifestar, o caso volta automaticamente à pauta. O presidente da Corte, Edson Fachin, decide se mantém para 23 de setembro a sessão sobre o ministro André Mendonça.

MRMarina Rocha
Elections

Campanha de Lula resgata o passado de Moraes para se distanciar do ministro do STF

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu resgatar publicamente o histórico do ministro Alexandre de Moraes antes de sua chegada ao STF (Supremo Tribunal Federal). O objetivo é desfazer o vínculo entre o petista e o ministro construído pela oposição. A estratégia é detalhada em reportagem do Poder360 publicada nesta quarta-feira (16), um dia depois de o plenário encerrar sem decisão a sessão sobre a crise em torno de Moraes no caso Banco Master.A sessão de terça-feira (15) foi interrompida com placar de 4 votos a 3 para manter separadas as análises dos casos de Moraes e do ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e adiou o julgamento. Segundo o G1, até o caso ser devolvido, os ministros não podem decidir se há elementos para abrir uma apuração contra Moraes por causa de relatório da Polícia Federal que identificou 52 mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com suposta relação com o ministro.A trajetória antes do STFO argumento central da campanha é que Moraes não tem alinhamento político com Lula. O ministro foi indicado à Corte pelo então presidente Michel Temer (MDB), em 2017, depois de comandar o Ministério da Justiça no mesmo governo. Antes, foi secretário da Justiça (2002 a 2005) e de Segurança Pública (2015 e 2016) de São Paulo em governos de Geraldo Alckmin (PSDB na época). À frente da Segurança, presidiu episódios de confronto entre a Polícia Militar e manifestantes, em 2015 e 2016, com atuação criticada por petistas paulistas até hoje, segundo o Poder360. Em 2018, já ministro, Moraes votou pela rejeição do habeas corpus da defesa de Lula contra a execução provisória da pena no caso do tríplex do Guarujá; o petista estava preso desde abril daquele ano.Outra frente é a cronologia do Banco Master. A campanha pretende lembrar que o banco começou a operar no governo Jair Bolsonaro (PL) e foi liquidado no governo Lula. A tese petista, segundo o Poder360, é que a crise envolvendo o ministro deve ser tratada como questão do Judiciário, sem ser incorporada à disputa presidencial. O governo defende a investigação de todos os envolvidos. Em entrevista à Record na terça, Lula disse ser preciso investigar "todos, sem distinção", e que ninguém deve escapar de julgamento quando houver suspeita ou acusação.Leitura de "presente" a Flávio BolsonaroNo entorno do presidente, as avaliações sobre os efeitos eleitorais da sessão divergem, apurou o Poder360. Uma das leituras é que a crise no STF não beneficia nem Lula nem Flávio Bolsonaro (PL) e é vista como prejudicial ao país. Outra é que o episódio não atinge Lula eleitoralmente. Há ainda uma avaliação mais crítica: segundo a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, integrantes do governo avaliam que a ala de ministros aliada a Moraes teria dado "um presente" a Flávio Bolsonaro no julgamento. Na CNN Brasil, o analista Caio Junqueira escreveu que o dia em que Moraes "venceu o primeiro round" dentro da Corte teve "como efeito reverso um presente político para Flávio Bolsonaro".As campanhas já disputam o tema na televisão. Na propaganda eleitoral de terça, Flávio dedicou o programa a associar o presidente ao ministro. "O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando", disse o senador, segundo o G1. O programa petista explorou as investigações do senador no caso Master, afirmou que ele foi "flagrado pedindo R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro" e terminou com o slogan "Flávio, o pior dos Bolsonaros". Lula repetiu a promessa de apuração ampla: "É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém."A disputa está apertada. Pesquisa Quaest divulgada na segunda (14) mostrou Flávio com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula em eventual segundo turno, um empate técnico. Segundo o G1, a campanha do senador não atribui o avanço diretamente à crise na Corte; aliados apontam o desempenho entre as mulheres como principal motor. O próximo passo do caso está no calendário do STF: Dino tem até 90 dias para devolver o processo, prazo que termina em dezembro, após as eleições, e a sessão de 23 de setembro, marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para analisar a conduta de Mendonça, ficou comprometida pelo impasse.

MRMarina Rocha
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Lula diz que membros do Judiciário não podem ter parentes advogando

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu na terça-feira (15) que integrantes do Poder Judiciário não tenham parentes advogando na própria Suprema Corte. Em entrevista ao Jornal da Record, ele pediu "critérios de moralização" para o Judiciário e disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa ser "o exemplo magnânimo" do país."Tem que ter uma coisa clara. Quem for ministro [do STF] ou quem tiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico. Não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e [ter] um filho advogando, uma mulher advogando, o pai advogando, ou seja, na própria Suprema Corte. (...) A Suprema Corte tem que ser o exemplo magnânimo desse país. Na Suprema Corte, ninguém pode ficar sob suspeita. É importante apurar e quem tiver cometido erro que pague o preço que o povo brasileiro exige", declarou Lula, segundo o Poder360.Fala em plena crise no STFA declaração saiu no mesmo dia em que o STF examinou os procedimentos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A sessão terminou suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino, com placar de 4 a 3 pela tramitação separada dos casos. A crise na Corte se acirrou com a divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e suspeito de fraudes bilionárias. Segundo o InfoMoney, a investigação também constatou que Moraes editou o contrato firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master.Na mesma entrevista à Record, Lula disse ser preciso fazer "uma reforma profunda" no Judiciário. "Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida", afirmou. O presidente não detalhou as medidas de uma eventual reforma em um quarto mandato. Entre os pontos citados de forma lateral, segundo o InfoMoney, estão limites às decisões monocráticas e mais representatividade da sociedade civil no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).Lula nega responsabilidade pelas indicaçõesNa quarta-feira (16), no podcast Desce a Letra Show, Lula disse que não pode ser responsabilizado pelas indicações de Moraes, Kássio Nunes Marques e Mendonça ao STF, porque não ocupava a Presidência quando elas foram feitas. Segundo o G1, Moraes foi indicado ao tribunal pelo então presidente Michel Temer, em fevereiro de 2017. "Todo mundo que cometeu erro tem que ser julgado. Eu defendo julgamento justo, direito de defesa, mas, se cometeu delito, tem que pagar. Vale para mim, vale para o Fachin, vale para o Moraes", declarou o presidente.O próximo passo está no próprio STF. Dino tem até 90 dias para liberar o caso para análise do plenário, e a data exata será definida pelo ministro Edson Fachin, segundo a BBC News Brasil. Ainda não está claro se o plenário julgará, em 23 de setembro, as acusações apresentadas por Moraes contra Mendonça pela condução dos inquéritos do Banco Master e do INSS. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Para 49%, Lula não é honesto; para 42%, Flávio Bolsonaro também não, diz Quaest

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que 49% dos brasileiros não consideram o presidente Lula (PT) um político honesto. Quando o avaliado é Flávio Bolsonaro (PL), adversário direto na corrida presidencial, o percentual é de 42%.Na direção oposta, 28% dos entrevistados dizem que Lula é honesto, e 23% dizem o mesmo sobre Flávio. A Quaest foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país entre 10 e 13 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-03607/2026.A pergunta do levantamento"Pelo que você tem visto ou ouvido falar, o candidato é um político honesto, desonesto ou você não o conhece suficientemente para opinar?"A pergunta foi feita sobre os seis candidatos à Presidência. No caso de Lula, 23% não o conhecem o suficiente, não souberam ou não responderam. Em Flávio, esse bloco é maior: 35%. Entre os outros quatro nomes, o melhor índice de honestidade é o de Augusto Cury (Avante), com 17%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 14%, e Romeu Zema (Novo), com 13%. Renan Santos (Missão) tem 6%. Nesses quatro, entre 77% e 86% declaram não conhecer o candidato o suficiente para opinar.Como cada grupo enxerga os dois principaisSegundo o g1, a percepção de que Lula é honesto chega a 69% entre lulistas e 45% no Nordeste. A visão contrária predomina no Sudeste (61%), entre evangélicos (59%) e na direita não bolsonarista (85%). Flávio é visto como honesto por 60% dos bolsonaristas e por 30% dos evangélicos. O Nordeste também concentra a maior rejeição ao candidato do PL: 55% dizem que ele não é honesto, índice que sobe a 73% na esquerda não lulista.A divulgação acontece um dia após a sessão do Supremo Tribunal Federal que terminou sem decisão final sobre o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o g1, o plenário votou por 4 a 3 julgar separados os casos de Moraes e do ministro André Mendonça, e o pedido de vista de Flávio Dino deixou o desfecho para depois. O trabalho de campo da Quaest, porém, terminou no dia 13, dois dias antes da sessão, e os números não captam reação ao episódio.O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro. O julgamento no STF segue pendente, e a crise na Corte permanece no centro da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

MRMarina Rocha
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Com vista de Dino, julgamento de Moraes pode ser retomado só em 2027

O julgamento que decide se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pela relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, ficou sem data para voltar ao plenário do Supremo Tribunal Federal. Segundo análise da BBC News Brasil, o caso pode ser retomado só em 2027, depois das eleições de outubro e da posse do novo presidente da República, em janeiro. A sessão foi interrompida na terça-feira (15) pelo pedido de vista do ministro Flávio Dino, logo após o placar provisório de 4 a 3 por julgar separados os casos de Moraes e do ministro André Mendonça.Pela regra do tribunal, Dino tem 90 dias para liberar a retomada, prazo que termina em 15 de dezembro. A volta ao plenário ainda depende de o presidente do STF, ministro Edson Fachin, incluir o processo na pauta e marcar nova sessão. O tribunal entra em recesso em 20 de dezembro e retorna em 1º de fevereiro. A BBC News Brasil reporta que uma retomada rápida é considerada improvável nos bastidores da Corte. Na sessão desta quarta-feira (16), ao votar outro caso, o ministro Luiz Fux reclamou dos pedidos de vista. "Cada vez que se pede vista acumula-se no gabinete o mesmo tema, e por vezes as anotações se perdem, porque se reimprime o voto e assim por diante", disse Fux, segundo o G1.O que o julgamento decideO julgamento não apura se Moraes cometeu ilícito. Ele avalia se o relatório da Polícia Federal que liga o ministro a Vorcaro é válido e se deve ser aberta uma investigação sobre a relação dos dois. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou o documento e afirmou que Mendonça não poderia ter solicitado o relatório da PF contra outro ministro sem autorização prévia do plenário. Mendonça responde que apenas pediu à polícia a identificação do destinatário das mensagens de Vorcaro e que remeteu o caso ao restante da Corte quando Moraes foi apontado. Moraes revidou com acusações de que o colega agiu de forma ilegal e com viés político nos inquéritos dos casos Master e INSS.Quem vota e o que vem a seguirNa terça, a votação parou empatada na questão de ordem proposta por Gilmar Mendes, que pedia o julgamento conjunto das duas frentes. Fachin acatou o pedido de vista de Dino e anunciou o placar de 4 a 3 descontando o voto de Dino, que não protestou, segundo a BBC News Brasil. Pela apuração da Folha de S.Paulo, votaram pela união dos processos Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin; votaram contra Mendonça, Fachin, Fux e Cármen Lúcia. Como a votação não foi encerrada, os ministros ainda podem mudar de voto na retomada, e Dino ainda vai votar. Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam suspeitos e não participam.Fica em aberto se Moraes e Mendonça poderão votar no mérito. Para o jurista Ivar Hartmann, doutor em Direito Público pela Uerj ouvido pela BBC News Brasil, os dois deveriam ser impedidos de votar no restante do julgamento. "Alexandre de Moraes seria impedido de participar do julgamento por ser parte ou diretamente interessado no resultado daquela deliberação", disse à Folha a professora Ana Laura Barbosa, da FGV Direito e do Insper.O julgamento das acusações contra Mendonça segue marcado para 23 de setembro, mas a BBC News Brasil apurou que Fachin avalia adiá-lo por causa da indefinição deixada pela sessão de terça. Se Dino não liberar o caso de Moraes até 15 de dezembro, a retomada tende a ficar para depois do recesso e da posse do novo presidente, já em 2027. Quando o plenário voltar ao tema, o rito recomeça com o relatório, a manifestação da PGR e as sustentações orais. Depois vêm os votos, começando pelo relator e seguindo a ordem inversa de antiguidade, com Dino em primeiro lugar.

MRMarina Rocha
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DataTrends: Lula lidera 1º turno, e cenários de 2º têm empates técnicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial no primeiro turno, mas os cenários de segundo turno contra dois adversários terminam em empate técnico. É o que mostra a pesquisa nacional do Instituto DataTrends divulgada nesta quarta-feira (16). No primeiro turno, Lula tem 39% das intenções de voto, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na disputa direta entre os dois, Flávio marca 45% e Lula, 44%, diferença dentro da margem de erro.Na simulação de primeiro turno, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Renan Santos (Missão) com 4%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) com 3% e Romeu Zema com 1%, segundo o Correio Braziliense. Brancos e nulos somam 4%, e os indecisos chegam a 8%. Nos outros cenários de segundo turno, Lula lidera numericamente: 46% a 39% contra Zema, 42% a 37% contra Cury e 44% a 41% contra Caiado, resultado que também configura empate técnico.Como foi feita a pesquisaO DataTrends ouviu 2 mil eleitores em 27 unidades da Federação entre sábado (12) e segunda-feira (14). A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram telefônicas, feitas por sistema automatizado (URA), com calibração estatística por gênero, idade, escolaridade e renda. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08691/2026.Região por regiãoNo embate direto com Flávio, Lula lidera isolado apenas no Nordeste, com 65,9%, segundo a Revista Oeste. Flávio passa à frente no Sudeste (52,3% a 35,4%), no Sul (51,7% a 37,9%), no Centro-Oeste (57,9% a 26,4%) e no Norte (46,6% a 42,5%). O senador também lidera entre eleitores com ensino superior, com 51,9%, e entre quem ganha mais de dois salários mínimos. Lula concentra seus melhores números entre eleitores de menor escolaridade e renda de até dois salários mínimos.A pesquisa mediu ainda o governo federal. 44% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, e 50% desaprovam; 6% não souberam ou não responderam. Na avaliação do governo, 28% consideram a gestão ótima ou boa, 19% regular e 51% ruim ou péssima.A eleição presidencial acontece em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Outros levantamentos recentes também mostram disputa apertada: o Correio Braziliense noticiou que a Datafolha coloca Lula à frente nos dois turnos, enquanto a AtlasIntel registrou 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula no segundo turno.

MRMarina Rocha
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Sargento expulso da PM e suspeito de elo com PCC trabalha no gabinete de Cezinha

O gabinete do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) na Câmara dos Deputados emprega, desde agosto de 2024, o ex-sargento da Polícia Militar de São Paulo Farani Salvador Júnior, expulso da corporação e suspeito de ligações com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação é do g1, publicada nesta segunda-feira (14), mesmo dia em que o parlamentar foi alvo de operação da Polícia Federal (PF).A ação é a terceira fase da Operação Transparência, que apura suspeitas de tentativa de influência sobre decisões de tribunais superiores, segundo O Antagonista. A advogada Valéria Rodrigues Linhares, mulher do deputado, também foi alvo dos mandados. Em nota, a defesa de Cezinha negou qualquer irregularidade."Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários", diz o comunicado dos advogados.O histórico do funcionárioFarani foi expulso da PM paulista em maio de 2023. A Corregedoria da corporação concluiu que ele praticou "atos atentatórios à Instituição, Estado e aos direitos humanos fundamentais, bem como desonrosos (...) consubstanciando transgressões disciplinares de natureza grave".O processo disciplinar tem relação com a morte do cabo da PM Wanderley Oliveira Júnior, em fevereiro de 2020. O Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo (DHPP) indiciou Farani como mandante do assassinato, e o Ministério Público também o denunciou. Segundo o g1, a acusação era de que ele teria ordenado a morte do colega por conta de um dossiê que apontava a ligação dele com integrantes do PCC da Zona Leste de São Paulo. O sargento ficou preso preventivamente por dois anos e foi absolvido no Tribunal do Júri, em 2022.A suspeita de ligação de Farani e de outros policiais militares com o PCC segue sob investigação em processos em curso na Justiça Militar e na Justiça comum. Ele é réu na 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.O que vem a seguirO g1 procurou a assessoria de imprensa do deputado e não obteve resposta até a última atualização da reportagem. A PF afirmou, segundo O Antagonista, que não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados. As ações penais contra Farani seguem tramitando, e a defesa do deputado diz que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre o inquérito que motivou a operação desta segunda.

MRMarina Rocha
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Praça dos Três Poderes será fechada na sessão do STF sobre Moraes; atos proibidos

A Praça dos Três Poderes será fechada ao público nesta terça-feira (15) para a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa o relatório da Polícia Federal com as 52 mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. Atos e manifestações de qualquer teor estão proibidos na praça, segundo a Secretaria de Segurança Pública do DF.A praça fica no centro de Brasília, entre as sedes dos três poderes da República: Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF. Os ministros se reúnem a partir das 10h, em sessão convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, na quarta-feira da semana passada (9). O plenário vai decidir se abre ou arquiva uma investigação contra Moraes, julgamento inédito sobre um ministro em exercício, e avaliar o pedido de nulidade do relatório apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).Operação de segurançaSegundo a SSP-DF, haverá reforço no policiamento no perímetro da praça e no Anexo do STF. Grupos de manifestantes poderão chegar no máximo até a via José Sarney, em frente ao Congresso Nacional. O trânsito na Esplanada dos Ministérios seguirá liberado nos dois sentidos, sujeito a bloqueios conforme as manifestações no local. O governo do DF também vai usar drones da Polícia Militar e câmeras de monitoramento, além da célula de inteligência ativada em agosto para cuidar da segurança da capital nas eleições de 2026, que reúne 22 órgãos distritais e federais. O policiamento será reforçado a partir da rodoviária do Plano Piloto e nos dois principais acessos ao Distrito Federal: o Aeroporto de Brasília e a Rodoviária Interestadual.No Planalto, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência não confirmou medidas adicionais, mas disse que poderá instalar grades "para complementar e reforçar as medidas de segurança quando a situação recomendar". Segundo o blog de Andréia Sadi, do G1, parte dos ministros tentou adiar a sessão na véspera, e Fachin recusou.Regras no tribunalO acesso ao prédio do STF terá detectores de metal e equipamentos de raio X no prédio principal e no anexo, inclusive para advogados, imprensa, assessores e funcionários. O plenário receberá somente pessoas autorizadas pelo cerimonial, os celulares serão lacrados em sacos plásticos, como em concursos públicos, e fica proibido levar alimentos e bebidas ou se manifestar durante a sessão. Fachin reservou a primeira fila do plenário para 13 ministros aposentados, entre eles dez ex-presidentes da Corte.Na sessão, Fachin abre os trabalhos com um resumo dos fatos, a PGR se manifesta, o relator apresenta o voto e os ministros votam na ordem prevista no regimento. Segundo apuração do G1, a expectativa nos bastidores é de placar apertado, de 4 a 3, a favor da abertura de algum tipo de apuração contra Moraes. Se um ministro pedir vista, o prazo regimental de 90 dias empurraria o desfecho do julgamento para fevereiro.

MRMarina Rocha
justice

Moraes chama investigação de Mendonça de 'inconstitucional e ilegal'

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou de "absolutamente inconstitucional e ilegal" a investigação conduzida pelo colega André Mendonça sobre mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Em manifestação protocolada na segunda-feira (14) na Presidência da Corte, Moraes se posicionou pela primeira vez desde o início da crise da Operação Compliance Zero e negou ter cometido qualquer irregularidade ou ter favorecido Vorcaro e o banco. Segundo a CNN Brasil, o documento tem 44 páginas e chegou ao tribunal menos de 12 horas antes da sessão em que os ministros decidem, nesta terça-feira (15), se abrem uma apuração contra ele.No texto, Moraes sustenta que a apuração foi instaurada sem pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), sem provocação da Polícia Federal e sem autorização prévia do plenário. "Na presente hipótese, de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal, o ministro relator determinou, de ofício, a realização de atos de investigação em relação a um ministro da Corte", escreveu. Segundo levantamento da CNN Brasil, a palavra "ilegal" aparece 26 vezes na manifestação.Sobre o mérito, Moraes afirma que o relatório da PF "não apontou a existência de nenhum indício de infração penal" de sua parte. Ele diz que o documento se apoia em anotações encontradas em blocos de notas do celular de Vorcaro, chamou as supostas trocas de "diálogos fantasiosos" e de "criminosas mentiras" e atacou a metodologia do trabalho. Segundo o G1, ele afirma que as provas não foram preservadas de forma adequada e que as conclusões vieram de recortes de mensagens e interpretações, sem perícia técnica."Não há nenhuma, absolutamente nenhuma mensagem de autoria do ministro Alexandre de Moraes que indique qualquer consultoria jurídica, favorecimento ou conhecimento prévio de qualquer operação policial."O argumento central da defesa é o resultado da própria operação. Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando se preparava para embarcar, portando passaporte verdadeiro e o telefone celular. Para o ministro, o sucesso da prisão e da apreensão do aparelho mostra que o banqueiro não sabia da existência de mandado contra si, e por isso "não é lógico, razoável e plausível" concluir que houve favorecimento ou vazamento. Moraes nega ainda ter atuado em processos envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no âmbito do STF, e classifica a ofensiva como de motivação "político-eleitoral", uma tentativa de "vingança".A resposta de MendonçaEm manifestação enviada também na segunda ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, Mendonça defendeu as medidas que adotou. Ele explicou a reunião presencial com delegados da PF, em 24 de agosto, como ato de cautela: um documento da corporação mencionava o diretor-geral Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em nota enviada por Vorcaro a um interlocutor ainda não identificado. O ministro disse ainda ter determinado que a PF apresentasse, em 72 horas, informações atualizadas sobre integrantes da suposta "rede de influência e monitoramento" do banqueiro. Fachin havia dado prazo para que Moraes, Mendonça, Gonet e Rodrigues prestassem esclarecimentos antes da sessão.O que o plenário decide nesta terçaA sessão extraordinária começa às 10h. Os ministros vão analisar o relatório da PF e decidir se as mensagens justificam a abertura de investigação contra Moraes. A PGR já defendeu formalmente a anulação e o arquivamento do relatório por vícios formais e, segundo o G1, avalia-se nos bastidores a possibilidade de Fachin declarar a nulidade e enviar os dados a um novo subprocurador-geral para análise. Segue em aberto se Moraes e Mendonça votam; o ministro Dias Toffoli não deve votar, por ter se declarado suspeito em desdobramentos do caso Master. Interlocutores ouvidos pelo G1 estimam placar apertado, de 4 a 3, a favor da abertura de algum tipo de apuração. Um pedido de vista, com prazo regimental de 90 dias, pode adiar o desfecho.

MRMarina Rocha
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Nunes fala em fim do wi-fi grátis em SP após STF suspender verbas à ONG de Karina da Gama

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (14) que o programa de internet gratuita da periferia da capital pode ser cancelado caso o STF determine o fim do contrato com a ONG da empresária Karina da Gama, produtora do filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração veio dias depois de o ministro Flávio Dino paralisar todos os pagamentos com dinheiro público às entidades ligadas a ela.O contrato com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina e assinado em junho de 2024, meses antes da eleição em que Nunes foi reeleito, previa R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de wi-fi gratuito. Segundo o G1, a entidade instalou 3.200 pontos e recebeu, em dois anos até maio, R$ 113,9 milhões da prefeitura. Em mensagem por WhatsApp, o prefeito disse que a Prodam, empresa de processamento de dados do município, não consegue executar o serviço pelo valor pago à ONG."A Prodam não consegue fazer o serviço com valor de R$ 1.260 por ponto. Vou ter que cancelar e fazer outro chamamento. Serviço igual que foi feito pela Prodam tem valor de R$ 6.699,99 por ponto."O que aponta a investigaçãoEm decisão de 3 de setembro, Dino determinou a paralisação dos repasses a todas as entidades ligadas à empresária. Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão na Operação Make Up. Entre os alvos estavam Karina, também sócia da Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse", e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que teria destinado R$ 2 milhões em emendas ao instituto, segundo a CNN Brasil. Os investigadores apuram suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações. Dino também centralizou na PF a apuração que antes corria na Polícia Civil de São Paulo.Um relatório da Polícia Civil paulista, tornado público no domingo (13) depois de o ministro retirar o sigilo, aponta "consistentes suspeitas" de confusão patrimonial. Segundo o documento, o Tribunal de Contas teria apontado ao menos 20 irregularidades graves no edital da contratação."Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial e de que os recursos públicos do programa 'WiFi Livre SP' tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo."Defesa e próximos passosNunes nega irregularidades. Na sexta-feira (11), disse à CNN Brasil que consultaria o STF sobre a necessidade de romper o vínculo e repetiu que o contrato municipal é separado do filme. "Nosso contrato não tem nada a ver com o 'Dark Horse'", afirmou. Na mensagem desta segunda, o prefeito sustentou que o chamamento ficou aberto por 30 dias sem impugnações, que as observações do Tribunal de Contas foram atendidas e chamou de "lunática" a denúncia de um membro do PT do Rio Grande do Sul que está na origem das apurações. "Ninguém, nem ela, nem prefeito, nem jornalista, nem juiz, está acima da lei. Se alguém cometeu algum erro, tem que pagar pelo erro que fez", disse.Nesta segunda, a Procuradoria da Prefeitura pediu a Dino que reconsidere a suspensão. Segundo a prefeitura, a paralisia abrupta pode trazer prejuízo. O pedido é que o ICB execute apenas este contrato ou que haja prazo maior para trocar de empresa. A decisão é agora do ministro. Se a suspensão for mantida e nenhuma empresa assumir o serviço, Nunes diz que cancelará o programa e abrirá novo chamamento, retirando os 3.200 pontos de wi-fi hoje ativos nas comunidades, enquanto a PF apura o caso sob supervisão do STF.

MRMarina Rocha
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Quaest: 50% desaprovam o governo Lula e 43% aprovam, mostra pesquisa

Levantamento do instituto Quaest divulgado nesta segunda-feira (14) mostra que 50% dos entrevistados desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 43% aprovam. Outros 7% não sabem ou não responderam. A pesquisa chega três semanas antes do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.Os percentuais repetem a rodada anterior da Quaest, de 7 de setembro, que também registrou 50% de desaprovação e 43% de aprovação. No recorte de avaliação do governo, 38% consideram a gestão negativa, 32% positiva e 27% regular, com 3% sem resposta. Na rodada de 7 de setembro, a avaliação positiva era de 34% e a regular, de 25%, segundo a CNN Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.A pesquisa foi contratada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.Leitura do institutoPara a Quaest, o número de desaprovação ajuda a explicar o cenário da disputa. Na análise divulgada pelo g1, o professor Felipe Nunes, da Quaest, escreveu:"A alta e constante desaprovação do governo Lula (50%) também ajuda a explicar esse momento. É inédito um incumbente que busca a reeleição e não consegue melhorar sua aprovação durante a campanha."Segundo Nunes, a aprovação se converte quase por completo em voto: na simulação de segundo turno, Lula soma 40%, o equivalente a 93% dos 43% que aprovam o governo. Na mesma pesquisa, Lula tem 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL), a menor distância entre os dois na série histórica do instituto. Em um eventual segundo turno, os dois aparecem empatados tecnicamente, com 42% para Flávio e 40% para Lula.Levantamento do Nexus/BTG divulgado no mesmo dia mostra quadro parecido: 49% desaprovam o governo e 47% aprovam, segundo a CNN Brasil. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Até 3 de outubro, véspera da votação, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e as emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas encomendadas à Quaest e ao Datafolha, com as disputas pela Presidência, pelo Senado e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro passa Lula no 2º turno pela 1ª vez, mostra Quaest

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece pela primeira vez numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um cenário de segundo turno. A pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra o candidato do PL com 42% das intenções de voto, contra 40% do petista. Segundo o g1, é a primeira vantagem numérica de Flávio desde o começo da campanha eleitoral.A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados. Na rodada anterior, de 7 de setembro, os dois tinham 41% cada. A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de setembro, em levantamento contratado pela Globo em parceria com o jornal O Globo. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026, com nível de confiança de 95%. O resultado foi confirmado pela rádio Itatiaia.Para onde os votos se movemO diretor da Quaest, Felipe Nunes, aponta dois movimentos por trás do resultado: o avanço de Flávio entre as mulheres e na região Sudeste. Entre as mulheres, a disputa virou empate técnico, com 41% para Lula e 38% para o adversário. Em agosto, o presidente tinha 12 pontos de vantagem nesse grupo."Flávio tem conseguido um desempenho surpreendentemente alto entre as mulheres, que foram o principal campo de rejeição a Bolsonaro depois da pandemia e da política de facilitação do porte de armas do governo passado", diz Nunes.No Sudeste, Flávio abre 16 pontos de vantagem: 47% a 31%. Lula só fica à frente no Nordeste, onde tem 60%, contra 28% do candidato do PL. No recorte por renda, o presidente vence entre os mais pobres (51% a 32%) e perde na renda média (36% a 46%) e entre os mais ricos (34% a 47%). Entre católicos, Lula tem 46%, contra 38%. Entre evangélicos, Flávio tem 51%, contra 28%. Nos eleitores sem identificação com direita ou esquerda, Flávio aparece com 36%, contra 26% do petista.No primeiro turno, a mesma rodada da Quaest mostra Lula com 36%, Flávio com 31% e Augusto Cury (Avante) com 7%. Entre os eleitores de Cury, 41% dizem que votariam em Flávio em um eventual segundo turno, contra 25% que escolheriam Lula.O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato atingir a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Vorcaro contratou ex-cunhado de Gilmar por R$ 500 mil mensais, apontam mensagens

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contratou em 2024 o empresário Francisco Feitosa, o Chiquinho, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam remuneração de R$ 500 mil mensais, negociada em setembro de 2024, com parcela extra de R$ 800 mil no primeiro pagamento. No período, Gilmar relatava ações sobre a abertura de novos cursos de medicina, e Chiquinho tratou de interesses do banqueiro ligados a universidades privadas.As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo na madrugada desta sexta-feira (18) e pelo Estadão na noite de quinta (17). Segundo a Folha, os diálogos entre Vorcaro e um número de telefone atribuído a Chiquinho ocorrem de abril de 2024 a junho de 2025. O Estadão detalha que as conversas extraídas do celular do banqueiro pela PF cobrem o período de 15 de abril a 13 de novembro de 2024 e registram pagamentos por serviços de assessoria. À época, Chiquinho ainda era cunhado do ministro: sua irmã, a advogada Guiomar Feitosa, foi casada com Gilmar até o divórcio, em novembro de 2025.Medicina e precatórios na pautaO Estadão aponta que Chiquinho tratou com Vorcaro de dois processos que estavam no STF. Um envolvia precatórios da Usina Agroindustrial Tabu, da Paraíba, adquiridos por fundos do Master. O outro, relatado por Gilmar, definia regras para a abertura de vagas em cursos de medicina, área em que o banco era, à época, sócio e financiador de uma universidade por meio de um desses fundos. Nos dois casos, segundo o jornal, o ministro votou contra os interesses do Master.Procurado, Gilmar negou qualquer envolvimento e disse, em nota ao Estadão:"O Ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente."Em nota à Folha, a assessoria do ministro afirmou que ele nunca tratou de pauta do MEC (Ministério da Educação) com Vorcaro ou com Chiquinho e que votou a favor do governo, e não das universidades, na ação sobre os novos cursos. Gilmar admitiu ter recebido advogados do Master em audiência no STF e frisou que o encontro ocorreu "na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado".Contrato admitido por "curto período"Chiquinho, que foi deputado e senador pelo Ceará, primeiro negou ter trabalhado para Vorcaro. Confrontado pela reportagem do Estadão com o contrato, admitiu a prestação de serviço por "curto período" e disse que a contratante, a Super Empreendimentos, era vista como idônea e "atuava em diversos segmentos". "Não fui contratado para promover ou intermediar a aproximação entre quaisquer pessoas, ou muito menos o ministro Gilmar Mendes", afirmou. Segundo a Folha, ele contou que marcou, a pedido de Vorcaro, uma reunião com a irmã, Guiomar. "Ele ficou de trazer para ela números de processos, coisa que nunca aconteceu."A Super Empreendimentos é investigada pela PF como suposto canal de pagamentos de Vorcaro a uma milícia privada e a agentes públicos, segundo a Folha. O Estadão registra que a polícia aponta a empresa como instrumento de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Chiquinho não informou valores nem os serviços prestados. Os diálogos integram o material do celular de Vorcaro apreendido no inquérito, que segue em curso na Polícia Federal.

MRMarina Rocha
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Vorcaro reuniu-se com Gilmar Mendes no STF para pedir apoio em causa bilionária de usinas

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 11 de abril de 2024. Na ocasião, pediu que o ministro votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro que beneficiaria Vorcaro diretamente. O encontro é relatado pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (17).As informações vêm de conversas extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro. O Estadão apurou que a reunião com Gilmar ocorreu e que Vorcaro contratou o ex-senador cearense Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, o Chiquinho Feitosa (Republicanos), que na época era cunhado do ministro e atuou pela reunião do Master com Gilmar. Mensagens citadas pelo jornal indicam contrato de R$ 500 mil mensais.O papel do ex-cunhadoChiquinho é irmão da advogada Guiomar Feitosa, mulher de Gilmar até novembro de 2025, quando os dois se divorciaram. Segundo o Estadão, as conversas extraídas pela PF, entre 15 de abril e 13 de novembro de 2024, mostram que ele recebeu pagamentos de Vorcaro por serviços de assessoria. A contratação foi feita pela Super Empreendimentos, empresa apontada pela PF como instrumento de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.Procurado, Chiquinho negou primeiro ter trabalhado para o banco de Vorcaro. Confrontado com a contratação, admitiu a prestação de serviço, mas por "um curto período", e disse que a empresa era vista na época como "idônea" e que "atuava em diversos segmentos". Em mensagem de 11 de setembro de 2024, ele prestou contas a Vorcaro de tratativas sobre precatórios e educação e discutiu o próprio contrato: "mandou o contrato para assinarmos e emitir a nota do dia 15, conforme combinamos". O Estadão também apurou que o encontro do advogado Bruno Bianco, ex-advogado-geral da União, com Gilmar ocorreu, e que Vorcaro apresentou Bianco a Chiquinho. Bianco foi contratado pelo Master para defender fundos que compraram precatórios de usinas de açúcar.Os pedidos não prosperaramNos dois casos tratados entre Vorcaro e o ex-senador, os votos de Gilmar foram contrários aos interesses do Master, informa o Estadão. Um deles envolvia precatórios da Usina Agroindustrial Tabu, da Paraíba, adquiridos por fundos do banco. O outro tratava de regras para abertura de vagas em cursos de medicina; o Master chegou a ser sócio e financiador de uma universidade com cursos de medicina por meio de um de seus fundos, e Gilmar, relator, votou pela manutenção da lei em vigor, em um caso que, segundo o jornal, foi indiretamente contrário ao interesse de Vorcaro.As revelações chegam em meio à crise no STF em torno dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O presidente do tribunal adiou nesta semana o julgamento sobre o caso do ministro André Mendonça; Gilmar atacou o relator do caso nas redes sociais e acusou o colega de agir com fim político-eleitoral. Mendonça respondeu que nunca usou o plenário "como palanque ou picadeiro". Procurado na tarde desta quinta (17), Gilmar não se manifestou, e o espaço segue aberto, segundo o Estadão. Os dois julgamentos ligados aos pedidos de Vorcaro já foram concluídos, e ambos terminaram em derrota para o banco.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro diz que vai recrutar voluntários para atuar como fiscais de urna

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (17) que vai recrutar voluntários para atuar como seus fiscais de urna no dia da votação. O anúncio foi feito em sua live semanal, a 17 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.Segundo o candidato, a campanha vai divulgar em breve um site de inscrições. Haverá seleção, credenciamento e treinamento dos convocados. "Vai ter um rápido ensinamento de como é que faz para fazer a fiscalização das urnas, em especial no momento em que a urna fechou", disse.Flávio evitou falar em fraude no voto eletrônico, apesar de ter posto as urnas em dúvida em julho e em seguida negar ter atacado o sistema eleitoral, segundo a Folha de S.Paulo. Desta vez, afirmou que a fiscalização serviria para impedir que pessoas votem no lugar de outras. "A gente tem que ter gente nossa pelo Brasil inteiro fiscalizando para evitar que pessoas mal intencionadas votem no lugar de outras. Que façam alguns tipos de atitudes ilegais como essas aí", completou.Estratégia já usada por Jair BolsonaroComo registrou o O Globo, a presença de fiscais já está prevista na legislação eleitoral. Partidos, federações e coligações podem credenciar representantes para acompanhar a votação e a apuração, observadas as regras da Justiça Eleitoral.A medida repete a estratégia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na eleição de 2022, o então presidente lançou um site para cadastrar apoiadores como fiscais de urna. Segundo a Folha, ele atacou repetidamente as urnas eletrônicas, tentou aprovar o voto impresso no Congresso em 2021 e, após a derrota, o PL pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a invalidação dos votos do segundo turno. O caso integrou o processo da trama golpista que levou o ex-presidente à condenação à prisão, em 2025.A corrida presidencial está apertada. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta mostra o presidente Lula (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio, e empate técnico no cenário de segundo turno, com 46% a 44%. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Agregador da BBC: empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno

O agregador de pesquisas da BBC News Brasil mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em todos os cenários de segundo turno. Nos dados compilados até 15 de setembro, cada um tinha 44% das intenções de voto. A rodada da Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) confirma o quadro: 46% para Lula e 44% para Flávio, diferença dentro da margem de erro de dois pontos.No primeiro turno, a Datafolha atribui 39% a Lula e 36% a Flávio, outro empate técnico. Augusto Cury (Avante) tem 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 6%, e 3% estão indecisos. O instituto ouviu 2.002 eleitores entre 15 e 17 de setembro. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026. No agregador da BBC, que reúne resultados de vários institutos, os cenários de primeiro turno até 15 de setembro davam 39% a Lula e 35% a Flávio.Esta é a primeira rodada do Datafolha depois da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de terça-feira (15), marcada por trocas de acusações entre ministros no caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o InfoMoney, os números não mostram mudança relevante entre as duas últimas rodadas. Flávio saiu de 33% em 21 de agosto para 36% agora; Lula permanece nos mesmos 39% desde então. O InfoMoney também relata que Flávio intensificou críticas a Moraes e busca associar o episódio a Lula, enquanto a campanha petista defende que eventuais irregularidades sejam investigadas.O eleitor que pode decidirA BBC lembra que, na mesma época de 2022, Lula liderava Jair Bolsonaro por 9 pontos, com 49% a 40%, segundo dados da Polling Data, parceira da emissora. Neste ano, a emissora analisou quatro pesquisas (Atlas/Bloomberg, Nexus/BTG, Quaest e Datafolha) para mapear os grupos de eleitores que podem definir a eleição. O mais citado por cientistas políticos é o do eleitor sem vínculo claro com os dois polos: são 32% do eleitorado pela Quaest e 18% de "não polarizados" pela Nexus."Acho que essa eleição vai ser decidida por uma parcela muito pequena do eleitorado, cerca de 10%, no máximo 15% do eleitorado, que não tem um vínculo partidário, uma preferência ideológica necessariamente, e fica mais aberta a apoiar o que os candidatos apresentam para eles", avalia Yuri Sanches, chefe de risco político e análise política do instituto AtlasIntel.Augusto Cury mostrou o peso desse eleitorado. Depois do debate da TV Bandeirantes de 23 de agosto, chegou a 10% no agregador da BBC; agora marca 6%. Na Quaest, tinha 24% entre os eleitores independentes em 2 de setembro, à frente de Lula (21%) e Flávio (9%), e caiu para 15% na rodada de 14 de setembro.O recorte do Bolsa FamíliaOs dados do Datafolha divulgados pelo g1 mostram onde cada candidato domina. Entre eleitores que recebem o Bolsa Família ou moram com um beneficiário, Lula tem 53% no primeiro turno, contra 28% de Flávio, e 60% a 33% no segundo turno. Entre quem não tem vínculo com o programa, o senador aparece à frente: 37% a 36%. A margem de erro nesse recorte é de cinco pontos. Segundo o g1, a maior parte das entrevistas foi feita antes do anúncio do reajuste de 15% do programa, feito na quinta (17): o piso passa de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos a partir de 19 de outubro.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Datafolha: 42% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; aprovação fica em 48%

O governo do presidente Lula (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos brasileiros, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). A avaliação positiva, somando ótimo e bom, é de 34%. Outros 23% consideram o governo regular. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.O instituto ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais nos dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-04029/2026. Na pesquisa anterior, de 11 de setembro, a avaliação negativa também estava em 42%, e a positiva, em 32%. Para a Folha, o resultado, ainda que dentro da margem de erro, indica que o quadro negativo parou de piorar para a campanha à reeleição do petista.No item de desempenho, 50% desaprovam o governo e 48% o aprovam. Na semana passada, os índices eram 50% e 47%, respectivamente, segundo o g1. A mesma rodada do Datafolha mostra empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência: 39% a 36% nas intenções de voto no primeiro turno e 46% a 44% no cenário de segundo turno. Os dois também empatam na rejeição, com 47% cada um. Segundo o instituto, a diferença de três pontos no primeiro turno é a menor desde a primeira quinzena de maio.Cenário de campanhaA Folha observa que Lula passou as duas últimas semanas no foco negativo do noticiário político por causa da crise no Supremo Tribunal Federal que atingiu o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o jornal, os indicadores de avaliação servem para apontar limites à busca de votos entre indecisos e eleitores pendulares, que podem definir a eleição.Reajuste do Bolsa FamíliaNesta quinta, quando o levantamento já estava sendo finalizado, Lula anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O repasse mínimo sobe de R$ 600 para R$ 691. Como as entrevistas foram feitas em 15 e 16 de setembro, o efeito da medida não aparece nesta pesquisa. Flávio Bolsonaro classificou o anúncio como um "ato de desespero", em comício em Vitória da Conquista (BA)."Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições", disse o senador.O coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou em nota que "dinheiro público não pode ser usado como instrumento eleitoral, atropelando o Congresso e a legislação". O ministro André Mendonça, do TSE, rejeitou nesta quinta um pedido para suspender o reajuste, sem analisar o mérito da questão. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. O novo piso do Bolsa Família começa a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno, previsto para 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Mendonça extingue ação contra reajuste do Bolsa Família sem julgar legalidade

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou na quinta-feira (17) a ação que pedia o bloqueio do reajuste de 15,04% do Bolsa Família. Ele extinguiu o processo sem analisar a legalidade da medida, anunciada na mesma manhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais.O autor da ação é o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), candidato à reeleição e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. Sorteado relator do caso, Mendonça aplicou a jurisprudência do TSE segundo a qual um candidato a deputado federal não tem legitimidade para processar um candidato à Presidência, porque os dois cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes. Zé Trovão concorre em Santa Catarina; Lula concorre em âmbito nacional."Ressalto que o reconhecimento da ilegitimidade ativa não importa pronunciamento acerca da legalidade ou da constitucionalidade do reajuste do Programa Bolsa Família, tampouco acerca de sua eventual subsunção ao art. 73, § 10, da Lei nº 9.504/1997", escreveu o ministro na decisão.Protocolada horas antes da decisão, a ação pedia uma liminar para impedir que o governo aplicasse o novo valor até o julgamento final do caso ou o fim das eleições. Zé Trovão afirmava ser "necessária a intervenção da Justiça Eleitoral" para evitar que a estrutura administrativa e os recursos públicos fossem usados de modo a "comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos". Segundo o InfoMoney, o deputado alegava que a ampliação poderia configurar conduta vedada a agentes públicos em período eleitoral.O reajuste e a defesa do governoCom o reajuste, o piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em outubro, a partir do dia 19, entre o primeiro turno e um eventual segundo. Segundo o Ministério do Planejamento, o custo é de R$ 5,8 bilhões neste ano e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.O governo sustenta que a correção apenas repõe a inflação acumulada desde a reformulação do programa, em 2023. "A lei do Bolsa Família nos concede uma autorização para fazer a reposição inflacionária, para garantir o poder de compra dos beneficiários do Bolsa Família, a população mais vulnerável desse país", disse o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, que negou ligação da medida com as eleições. Segundo a Advocacia-Geral da União, a lei que criou o programa em 2023 autoriza o Poder Executivo a corrigir os valores e proíbe sua redução. O benefício estava congelado desde julho de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro o elevou de R$ 400 para R$ 600 às vésperas da eleição daquele ano.A decisão encerra este processo, mas não fixa entendimento do TSE sobre o mérito. A legalidade do reajuste e sua compatibilidade com as regras eleitorais seguem sem julgamento da corte, enquanto os novos valores passam a valer no mês da eleição.

MRMarina Rocha
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Tarcísio: relação com Milton Leite foi "institucional"; "ninguém está acima da lei"

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (17) que sua relação com o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), alvo de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, sempre foi "institucional". Ele falou a jornalistas em frente ao futuro Hospital Regional de Itapetininga, no interior paulista, durante agenda de campanha.A operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no transporte coletivo da capital. Segundo o InfoMoney, os agentes saíram para cumprir 16 mandados de prisão e outros 18 de busca e apreensão. Leite presidiu a Câmara Municipal por seis anos e é aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que elogiou a "história" do ex-vereador e afirmou que cabe a ele provar a própria inocência.Elogios em plena campanhaTarcísio foi questionado sobre declarações de 30 de agosto, no lançamento das candidaturas dos filhos de Leite, Alexandre Leite e Milton Leite Filho. Na ocasião, segundo o G1, ele chamou o ex-vereador de grande aliado e contou que a família o acolheu quando chegou a São Paulo. Perguntado se a operação muda seu apoio às candidaturas dos filhos, o governador não respondeu diretamente, segundo o InfoMoney.Na resposta, ele citou o saneamento nas represas Billings e Guarapiranga e a chegada do trem a Parelheiros, na zona sul da capital, como exemplos da relação. "Isso não tem nada a ver com outras questões, que aí são objeto de investigação", afirmou, segundo o InfoMoney."A relação que nós tivemos sempre foi uma relação institucional, uma relação para discutir a questão dos mananciais, o tratamento, o saneamento básico na Billings, na Guarapiranga [...], então sempre foi um relacionamento institucional, um relacionamento propositivo, voltado a projetos", disse Tarcísio."Ninguém está acima da lei"Tarcísio também defendeu que as investigações não seguem critérios políticos. Segundo o G1, ele disse à TV TEM que a operação decorre de investigação iniciada em 2024 sobre a interferência do crime no setor de transportes. "Isso mostra também que ninguém está acima da lei, as operações não enxergam pessoas, não enxergam partidos, não enxergam posicionamento político, elas enxergam fatos", afirmou. O governador acrescentou que os envolvidos têm direito à defesa e ao contraditório, previstos na Constituição, e que cabe à polícia e ao Ministério Público "prestar os esclarecimentos, aprofundar investigações".Depois da entrevista, Tarcísio fez um discurso e uma passeata no centro de Itapetininga, ao lado dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), e seguiu para Itapeva. A agenda ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A apuração sobre o PCC no transporte de São Paulo segue com a Polícia Civil e o Ministério Público estadual, e Leite permanece alvo de prisão temporária.

MRMarina Rocha
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Governo Lula vê risco de ação militar dos EUA em relatório sobre PCC e CV

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificam como "muito grave" o relatório dos Estados Unidos que acusou o Brasil de falhar no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Segundo o G1, a avaliação da área internacional do governo é que o documento "abre margem para ações militarizadas dos EUA à revelia do direito internacional".O relatório foi enviado ao Congresso americano na terça-feira (15) e divulgado na quarta (16) pelo Departamento de Estado. Nele, o presidente Donald Trump pede que o Brasil adote, "com urgência", "medidas enérgicas para enfrentar" as duas facções. O texto diz que outros governos do hemisfério ocidental tomam "medidas corajosas" para erradicar cartéis, enquanto o Brasil não tem enfrentado as organizações criminosas. PCC e CV entraram recentemente na lista americana de organizações terroristas.A leitura do ItamaratyNo governo, a leitura é que o documento relaciona o crime organizado e o narcotráfico à segurança nacional americana. Esse vínculo, avaliam auxiliares de Lula, abre margem para ações militares sem respaldo do direito internacional. O precedente citado é o da Venezuela: em janeiro, os EUA capturaram o presidente deposto Nicolás Maduro, acusado de conspirar a favor do narcoterrorismo e do tráfico de drogas.Horas após a divulgação do relatório, o governo brasileiro divulgou nota negando que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional."A alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual. Trata-se, portanto, de manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva."O Ministério da Justiça afirmou que as críticas desconsideram a Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula, e ignoram a cooperação já existente entre Brasil e EUA. Segundo a CNN Brasil, o ministro da Justiça, Wellington Lima, citou a operação realizada na quarta (16), com 137 presos e bloqueio de mais de R$ 508 milhões em 19 estados. "Essas ações contrariam totalmente essa fala do Donald Trump", disse o ministro, que anunciou um rebatimento formal das críticas.O atrito chega ao fim da campanha eleitoral. Para a analista Clarissa Oliveira, da CNN, o documento "basicamente equipara o Brasil a nações onde o narcotráfico domina muitas das estruturas" e tem caráter político, não técnico. O próximo passo é do governo: a resposta formal ao relatório está sendo preparada pelo Ministério da Justiça.

MRMarina Rocha
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Zé Trovão recorre ao TSE contra reajuste do Bolsa Família; Mendonça será relator

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (17), a 17 dias do primeiro turno das eleições. Em petição, o parlamentar acusa o presidente de abuso de poder político durante o período eleitoral. Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), será o relator do caso.Aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, Zé Trovão argumenta que o reajuste do programa de transferência de renda não consta no Projeto de Lei Orçamentária de 2027 encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional. Na prática, a medida eleva o repasse mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691. Segundo a Folha, o novo valor começa a valer em 19 de outubro.Reação da oposição e defesa do governoFlávio Bolsonaro, principal adversário de Lula na disputa, classificou o decreto como ilegal. Em ato de campanha em Vitória da Conquista (BA), o senador declarou:"O Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo, e faltando 17 dias para a eleição ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família.", disse Flávio Bolsonaro em Vitória da Conquista (BA)O governo rebate a acusação. O Ministério da Fazenda afirmou que o reajuste repõe perdas inflacionárias dos últimos anos e não configura aumento de benefícios, alvo de restrições da legislação eleitoral. Para a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que criou o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a corrigir os valores e proíbe sua redução. "A correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está fora do alcance de qualquer vedação eleitoral", afirmou o órgão, segundo o g1.Precedente e próximos passosO tema já chegou aos tribunais em ano eleitoral. Em 2024, o STF declarou inconstitucionais dispositivos da chamada PEC das Bondades, editada no governo Jair Bolsonaro em 2022, que criou um estado de emergência para viabilizar a ampliação de benefícios sociais. O último aumento do programa ocorreu naquele mesmo ano, quando o Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600. Segundo cálculos do governo divulgados pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste atual custará R$ 5,8 bilhões entre outubro e dezembro e R$ 22,7 bilhões por ano em 2027 e 2028. "Temos segurança que o espaço fiscal é superior do que é preciso pra custear essa medida", disse o ministro. De acordo com o g1, a medida alcança cerca de 19,3 milhões de famílias.Com a relatoria definida, cabe a Mendonça examinar a petição de Zé Trovão e apresentar seu voto ao tribunal. O calendário aperta: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, o novo piso do Bolsa Família começa a valer no dia 19 e um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Datafolha divulga 1ª pesquisa presidencial após sessão do STF sobre Vorcaro

O Datafolha publica nesta quinta-feira (17), às 19h, a primeira pesquisa de intenção de voto para a Presidência realizada desde a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que examinou a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com ministros da Corte. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo. Foram ouvidos 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, de terça (15) a quinta (17), com margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-04029/2026, segundo o jornal O Globo.A rodada anterior, divulgada em 11 de setembro, deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no cenário sem Pablo Marçal (PRTB). Augusto Cury (Avante) tinha 6%, Ronaldo Caiado (PSD) 4%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 2%. No segundo turno, Lula marcava 46%, contra 44% do candidato do PL, diferença dentro da margem de erro. Segundo o Datafolha, a distância de quatro pontos no primeiro turno era a menor desde a primeira quinzena de maio, e a rejeição dos dois lados era idêntica: 46% diziam não votar em candidato do PL e o mesmo índice valia para o PT.O campo da pesquisa anterior terminou antes de dois episódios que mudaram o tom da corrida. Um deles foi a sessão de 15 de setembro, em que o plenário do STF debateu a relação de Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, com ministros do tribunal, caso que tem o ministro Alexandre de Moraes no centro. O outro foi a revelação de que Flávio Bolsonaro passou a ser alvo de apuração no caso do financiamento do filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa desta quinta é a primeira a medir o eleitorado depois dos dois fatos, segundo a Folha.Levantamentos recentes divergem sobre o efeito da crise judicial na eleição. Na Quaest, contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, 67% dos eleitores disseram que a crise do STF não influencia o voto para presidente, e 7% admitiram que poderiam trocar de candidato após novas revelações do caso Master. Já a AtlasIntel, em levantamento citado pela CNN Brasil, colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula na simulação de segundo turno, por 47,2% a 46,8%.Os números serão apresentados às 19h15 em live da Folha com a diretora do Datafolha, Luciana Chong, e os colunistas Mônica Bergamo e Fábio Zanini. Faltam 17 dias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Pendem duas decisões que podem alterar a disputa: o julgamento da candidatura de Pablo Marçal pela Justiça Eleitoral, que obriga o Datafolha a testar dois cenários de primeiro turno, e a pauta do STF, onde o presidente da Corte, Edson Fachin, retirou nesta quinta o julgamento sobre o ministro André Mendonça que estava previsto para 23 de setembro.

MRMarina Rocha
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Fachin retira julgamento sobre Mendonça da pauta e cancela sessão do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tirou de pauta nesta quinta-feira (17) o julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça nas apurações ligadas ao Banco Master. A sessão estava marcada para 23 de setembro. No mesmo dia, Fachin cancelou uma sessão extraordinária do plenário da Corte.As duas decisões foram publicadas em meio à escalada da crise interna no tribunal, depois de uma semana de atritos públicos entre ministros. O despacho não define nova data. Fachin escreveu que há discussões pendentes com impacto direto sobre o julgamento, entre elas a forma de tramitação dos processos e a própria relatoria."Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abrangendo questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada", escreveu o presidente do STF.Rito travado por pedido de vistaA retirada do caso da pauta ocorre dois dias depois de uma sessão tumultuada. Na terça (15), os ministros discutiram como tramitam os procedimentos da crise do caso Master. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 votos a 3 para manter separadas as análises sobre os ministros Alexandre de Moraes e Mendonça, segundo o G1. Ministros próximos a Moraes defendiam o rito conjunto; Fachin rejeitou a proposta. Dino tem até 90 dias para devolver o processo.O caso de Moraes chegou ao plenário depois de um relatório da Polícia Federal elaborado a pedido de Mendonça, segundo a Folha de S.Paulo. O documento aponta Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master e acusado de fraudes financeiras. Segundo o G1, o relatório cita mensagens entre os dois, encontros presenciais e um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes. Mendonça retirou o sigilo do documento, e Moraes o acusou de liberação "seletiva".Atrito público no mesmo diaO cancelamento da sessão extraordinária veio horas depois de novo embate público entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. Gilmar publicou manifestação em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusou o colega de agir com objetivos "político-eleitorais" e o chamou de "pixuleco eleitoral". Mendonça respondeu em nota, negou complacência com vazamentos e afirmou que jamais transformou "o plenário num palanque ou picadeiro".O que vem a seguir: a pauta do julgamento de Mendonça fica vazia. O rito dos processos segue em aberto até Dino devolver o caso, em até 90 dias, e Fachin informou que a inclusão em pauta "será oportunmente redesignada". O tribunal não informou nova data.

MRMarina Rocha
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IFI projeta rombo de R$ 86,1 bilhões em 2027 e aponta bloqueio de R$ 35,7 bilhões

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, projetou nesta quinta-feira (17) um déficit primário de R$ 86,1 bilhões nas contas do governo central para 2027. A estimativa contraria o projeto de orçamento enviado ao Congresso no fim de agosto, que prevê saldo positivo de R$ 18,6 bilhões. A diferença entre as duas projeções chega a R$ 104,8 bilhões.O número consta do Relatório de Acompanhamento Fiscal de setembro. A meta proposta pelo governo para 2027 é um superávit primário de R$ 73,2 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB. Pelas regras do arcabouço fiscal, contudo, o resultado pode chegar a um déficit de até R$ 28,1 bilhões sem descumprimento formal da meta, porque a banda de tolerância de 0,25 ponto do PIB e R$ 64,7 bilhões em gastos fora do limite de despesas ampliam a margem permitida. Segundo a IFI, se a projeção se confirmar, a meta fiscal de 2027 será descumprida sem medidas adicionais de contenção de gastos."Nessa situação, a IFI aponta a necessidade de contingenciamento [bloqueio de gastos] de R$ 35,7 bilhões para o cumprimento da meta no próximo ano. Isso, sem levar em conta a nova despesa com o aporte de R$ 33,8 bilhões ao Fundo de Compensação aos Estados pela substituição do IPI pelo Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária. Embora esta despesa não seja computada no teto de gastos, afeta o cumprimento da meta de resultado primário", diz o relatório.Onde as estimativas divergemA IFI atribui a divergência, primeiro, aos parâmetros macroeconômicos. O projeto de lei orçamentária de 2027 parte de uma expansão do PIB de 2,5%; a IFI projeta 1,8%, e o Boletim Focus, levantamento do Banco Central junto ao mercado financeiro, 1,5%. "Isso tem profundas implicações no dimensionamento das receitas públicas", afirma o órgão do Senado.Há outras discordâncias. O governo estima crescimento da massa salarial de 10,1% em 2027; a IFI, de 7,3%. O órgão também aponta como incerteza a receita de R$ 42 bilhões do Imposto Seletivo, incluída no orçamento como fonte condicionada, embora o projeto que cria o tributo nem tenha sido enviado ao Congresso. "A IFI acredita que os números da proposta orçamentária estão relativamente otimistas. De sua parte, o governo confia em sua estratégia de revisão de gastos (spending reviews)", acrescenta o relatório. A projeção da IFI foi calculada antes do reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado nesta quinta; segundo o Ministério do Planejamento, a medida terá custo de R$ 22,7 bilhões em 2027.Dívida segue em altaA IFI projeta ainda que a dívida bruta suba dos atuais 82,5% do PIB para 86,4% em 2027, segundo dados do próprio órgão. Ainda que a meta fiscal seja cumprida, afirma o relatório, "a realidade estará muito distante do resultado fiscal para estabilizar a relação entre dívida pública e o PIB". O projeto de orçamento de 2027 ainda não foi analisado pelo Congresso Nacional. Segundo o G1, a expectativa é de que o texto seja avaliado pelo Legislativo somente após o período eleitoral, e a votação normalmente ocorre em dezembro. Faltam pouco menos de três semanas para o primeiro turno da eleição presidencial.

MRMarina Rocha
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AtlasIntel: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula no 2º turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A nova rodada da pesquisa AtlasIntel, contratada pela Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira (17), dá 47,2% ao senador e 46,8% ao petista. Como a margem de erro é de um ponto percentual, o cenário é de empate técnico. Nos votos válidos, Flávio tem 50,2% e Lula, 49,8%.No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com 44,1% das intenções de voto contra 41,7% do adversário. A distância, porém, caiu. Era de 5,6 pontos na rodada anterior, quando o presidente tinha 43% e o senador, 37,4%. Segundo o levantamento, Flávio cresceu cinco pontos entre as duas medições. Augusto Cury (Avante) caiu para 3,5%, e Renan Santos (Missão) registra 5,1%.A AtlasIntel ouviu 5.018 eleitores pela internet, por recrutamento digital aleatório, entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026. A mesma rodada aponta 45,4% de aprovação ao governo Lula e 53,6% de desaprovação.Bases de cada candidatoOs recortes regionais e demográficos mostram bases distintas. Lula lidera no Nordeste (57,2% a 33,1%), entre mulheres (52,7% a 35,1%) e entre católicos (50,6% a 38,8%). Flávio domina no Norte (63% a 32,3%), entre homens (49,3% a 34,2%) e entre evangélicos (62,7% a 21,5%). No Sudeste, o candidato do PL tem 42,9% contra 40,8% do presidente. No Centro-Oeste, os dois empatam tecnicamente, com 46,3% a 45,8%.A pesquisa FuturaUma segunda pesquisa, da Futura Inteligência, divulgada na mesma manhã pela CNN Brasil, reforça o quadro. No segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 48,1% e Lula, 43,7%. A diferença de 4,4 pontos cabe na margem de erro, de 2,2 pontos, o que configura outro empate técnico. O instituto ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 11 e 15 de setembro, com recursos próprios, e o registro no TSE é o BR-00749/2026. Nos cenários alternativos, Lula também aparece tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury.Outros institutos ainda mostram o presidente com vantagem maior no primeiro turno. Segundo compilou a Band, sondagens de setembro da Quaest, da Datafolha e da BTG/Nexus apontam diferenças entre cinco e sete pontos a favor de Lula. O primeiro turno acontece em 4 de outubro, em 17 dias. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família; piso sobe para R$ 691

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15% nos benefícios do Bolsa Família. O piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777, informou o Ministério do Planejamento. O anúncio foi feito a menos de três semanas do primeiro turno das eleições presidenciais.Lula fez o anúncio no Palácio do Planalto, ao lado da ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e dos ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Wellington Dias (Desenvolvimento Social), segundo a Folha de S.Paulo. É o primeiro reajuste desde que o programa foi relançado, em março de 2023. O Executivo ainda não informou a partir de quando os novos valores passam a valer.Moretti apresentou o percentual como reposição da inflação. Segundo o ministro, o INPC acumulou alta de 15,04% entre o início do programa e agosto. O governo afirma que o reajuste está autorizado pela lei que recriou o programa, que permite correções a cada dois anos, no máximo, segundo o G1."O que nós apuramos, a inflação, é que o INPC desde o início do programa até o mês de agosto, o último índice apurado, é de 15%. Ou 15,04%, para ser preciso. Isso dá um reajuste para cada um dos benefícios do Bolsa Família linear nesse patamar de 15%. Então o piso do programa, que é de R$ 600, vai a R$ 691. O benefício médio do programa sai de R$ 675 para R$ 777", declarou Moretti.O custo do reajuste será de R$ 5,8 bilhões neste ano, segundo Moretti. Em 2027, quando valerá pelo ano inteiro, o impacto estimado é de R$ 22 bilhões. O ministro afirmou que o governo identificou espaço fiscal para cobrir a despesa. A verba prevista para o programa no projeto de orçamento de 2027 passará de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões. A proposta foi enviada ao Congresso em agosto sem o aumento e precisará ser ajustada.O piso de R$ 600 está em vigor desde 2022O valor mínimo foi definido em 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL), também às vésperas da eleição, quando o programa se chamava Auxílio Brasil. O repasse foi viabilizado pela chamada PEC do Fim do Mundo, uma alteração constitucional aprovada no Congresso, lembra a BBC News Brasil. Lula manteve o piso e devolveu o nome Bolsa Família em março de 2023. Em agosto, o benefício foi pago a cerca de 19,3 milhões de famílias. Hoje há adicionais de R$ 150 por criança de até 6 anos e de R$ 50 para gestantes, bebês de até 6 meses e jovens de 7 a 18 anos incompletos. O governo ainda não detalhou como esses valores serão corrigidos.O anúncio ocorre em plena corrida eleitoral. O agregador de pesquisas da BBC News Brasil mostra Lula e o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, empatados em um provável segundo turno. No Congresso, o próximo passo é o ajuste da proposta de orçamento de 2027, que tramita no Legislativo. O Planalto ainda precisa definir a data de vigência dos novos valores.

MRMarina Rocha
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Gilmar chama Mendonça de 'pixuleco eleitoral' e 'boneco de campanha' em nova crise no STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), chamou o colega André Mendonça de "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral" nesta quinta-feira (17). A frase foi publicada nas redes sociais, em um texto de defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e amplia a crise entre ministros da corte em torno do caso Master.Na publicação, Gilmar afirmou que Mendonça, relator da investigação sobre o banco Master, expôs Gonet sem necessidade. Segundo o decano, o relator reconheceu em sessão que nada havia contra o procurador. "Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?", escreveu. Depois veio o ataque direto: "Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral".Gilmar escreveu que Gonet "tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita" e argumentou que "ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário". O decano comparou a divulgação do relatório da Polícia Federal ao que chamou de exposição seletiva da Operação Lava Jato, citou o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol e afirmou que "instituição séria respeita o devido processo desde o primeiro ato".Resposta em notaMendonça respondeu em nota na manhã desta quinta. Sem citar Gilmar pelo nome, o relator lembrou que o artigo 36, inciso III, da Lei Orgânica da Magistratura veda ao juiz opinar publicamente sobre processo pendente de julgamento. Ele disse que o pedido para levantar o sigilo de toda a investigação não partiu dele. "Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos", escreveu. Mendonça acrescentou que o levantamento integral do sigilo ocorreu por ordem do presidente do Supremo, Edson Fachin, que determinou a apuração de toda divulgação indevida, inclusive uma fase sobre vazamentos ligados a um servidor da Polícia Federal, e defendeu um código de ética para a corte que discipline a postura do magistrado "inclusive no trato com os pares", proposta defendida por Fachin."O relator jamais ameaçou quem quer que seja de execração pública, nem se valeu de linguajar impróprio para que alguém se retirasse de julgamento. Tampouco transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável. A divergência é legítima e própria de um tribunal colegiado. Ilegítima é a tentativa de constranger o julgador."O confronto de terçaOs termos usados nesta quinta repetem e intensificam o embate da sessão de terça-feira (15), convocada para analisar as menções ao ministro Alexandre de Moraes no relatório da PF sobre o caso Master. Na ocasião, Gilmar já havia chamado Mendonça de "pixuleco" e "boneco eleitoral" e o acusou de "leviandade" e "desfaçatez". Mendonça pediu respeito; Gilmar respondeu "pode chorar, pode chorar". Gonet, citado no relatório por mensagens atribuídas a ele no celular do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, negou proximidade com o ex-banqueiro e classificou como "breve e banal" a única conversa que afirma ter tido com ele.A sessão terminou sem decisão sobre o destino de Moraes. O plenário votava uma questão de ordem apresentada pelo próprio Gilmar, que pedia a reunião do caso com o procedimento que envolve Mendonça, quando o ministro Flávio Dino pediu vista. O placar parcial ficou suspenso em 4 a 3 pela manutenção dos processos separados, e não há data para o retorno do julgamento. O confronto entre os ministros ocorre a menos de três semanas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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OAB e 27 seccionais repudiam fala de Dino sobre 'venda de sentença' no STF

O Conselho Federal da OAB e as 27 seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil divulgaram nesta quarta-feira (16) uma nota de "total contrariedade" à declaração do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de que "não existe venda de sentença sem um advogado comprando". A frase foi proferida na terça-feira (15), durante a sessão em que o STF discutia a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.Segundo o Poder360, Dino completou: "Não existe corrupção passiva sem corrupção ativa." A fala veio no debate sobre a troca da relatoria do processo, que saiu do gabinete de André Mendonça e passou à Presidência da Corte, sob Edson Fachin. Para o ministro, permitir que presidentes de tribunais retirem processos de seus relatores abre espaço para distorções no Judiciário. Conforme o ND Mais, Dino também disse que o país vive "o momento mais corrupto da história do Poder Judiciário da história do Brasil".A nota da OABNa nota, a entidade afirma que a declaração "lança sobre a advocacia uma suspeita genérica e indevida" e defende que eventuais desvios sejam apurados e punidos individualmente. "Nenhuma generalização é justa ou correta, especialmente quando atinge a esmagadora maioria da advocacia brasileira", diz o texto. A Ordem lembra que mantém um Código de Ética e Disciplina e que pode aplicar sanções aos inscritos, inclusive a exclusão dos quadros."A advocacia brasileira não pode ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais", sustenta a nota, que termina assim: "A OAB não aceita a criminalização da advocacia. A entidade exige respeito às advogadas e aos advogados brasileiros."Salva de palmas no TJSCA reação chegou ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O encerramento da sessão do Órgão Especial do TJSC, nesta quarta, foi marcado por uma manifestação coletiva dos desembargadores contra as generalizações feitas no plenário do STF. Conforme o ND Mais, os magistrados afirmaram que declarações dessa natureza atingem a honra, a independência e a dedicação de milhares de juízes e servidores, e encerraram os trabalhos com uma salva de palmas à magistratura catarinense. O presidente em exercício, desembargador André Luiz Dacol, que substitui Rubens Schulz até 2 de outubro, fez a leitura do ato no plenário."Em um ato de firmeza e retidão, os Desembargadores manifestaram sua veemente indignação contra as generalizações que, como sombras, tentam ofuscar a verdadeira face do Judiciário brasileiro."A sessão do STF em que Dino falou terminou sem definição. Segundo a CNN Brasil, o ministro pediu vista e suspendeu a análise da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes sobre a reunião dos processos. Até a interrupção, o placar estava em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados, com Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia nesse sentido, e Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes pela análise conjunta. Dino defendeu que os casos de Moraes e de Mendonça sejam analisados em sessão conjunta no dia 23 de setembro.

MRMarina Rocha
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Ao menos 30 propostas de reforma do Judiciário tramitam no Congresso

O Congresso Nacional articula uma reforma do Judiciário em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao menos 30 iniciativas sobre o tema tramitam nas duas casas, segundo o G1. A maior parte propõe mudanças no próprio STF: mandato para ministros, novo sistema de indicação e critérios novos para ocupar uma vaga na Corte.Dois textos de proposta de emenda à Constituição (PEC) circulam na Câmara. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) propõe mandato único e improrrogável de até dez anos para ministros de tribunais superiores e conselheiros de cortes de contas. O mandato termina no décimo aniversário da posse ou quando o magistrado completar 75 anos. O texto fixa ainda idade mínima de 50 anos e máxima de 70 para futuras nomeações. "Devemos conseguir até o fim da semana", disse Reginaldo ao Congresso em Foco, sobre a coleta de assinaturas.O deputado Danilo Forte (PP-CE) apresentou proposta própria na semana passada. Ela cria mandato de oito anos para novos ministros do STF e torna as indicações rotativas entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Prevê novas regras de conduta e responsabilização para magistrados e restringe decisões monocráticas. Preserva os mandatos dos atuais integrantes da Corte e determina implementação gradual. A Frente Parlamentar do Empreendedorismo, que reúne mais de 250 congressistas, anunciou apoio na segunda-feira (14) e vai ajudar na coleta de assinaturas quando o Congresso retomar as atividades. Uma PEC precisa de 171 das 513 assinaturas da Câmara para ser protocolada e começar a tramitar.Crise do STF acelera o debateA movimentação ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. A crise na Corte se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre o Banco Master. Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes. O presidente do STF, Edson Fachin, separou os processos em disputa. O julgamento sobre as mensagens começou na terça-feira (15) e foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.O debate ganhou força política na semana passada. A executiva nacional do PT aprovou na quinta-feira (10) resolução em defesa da discussão sobre mandatos e outras mudanças no sistema de Justiça. "Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, na mesma noite, segundo o Congresso em Foco. No Senado, a Comissão de Direitos Humanos aprovou na terça (15) indicação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) crie um grupo de trabalho e apresente um texto unificado em até 60 dias. Dentro do próprio STF, o grupo que estuda a reforma recebeu 87 propostas, e um código de ética é apontado como prioridade de Fachin. O próximo presidente deve escolher até quatro ministros em quatro anos: Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes atingem a aposentadoria compulsória nesse período, e a vaga de Luís Roberto Barroso segue aberta.A última reforma do Judiciário data de 2004, quando foram criados o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), após quase 13 anos de tramitação. Segundo a Folha de S.Paulo, morosidade, acúmulo de processos, excesso de decisões monocráticas e supersalários seguem entre os gargalos do sistema. Reginaldo Lopes espera concluir a coleta de assinaturas até o fim desta semana. A indicação de Damares Alves segue para a CCJ, que decidirá se cria o grupo de trabalho. No STF, um julgamento sobre a conduta de Mendonça está marcado para 23 de setembro, segundo a BBC News Brasil, e Dino tem até 15 de dezembro para devolver o processo sobre Moraes.

MRMarina Rocha
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Presidenciáveis somam R$ 151 milhões em gastos a 17 dias do 1º turno

A 17 dias do primeiro turno, os principais candidatos à Presidência já declararam R$ 151 milhões em gastos de campanha. Os números vêm do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com dados atualizados até esta quinta-feira (17), e foram compilados pelo G1. A votação está marcada para 4 de outubro.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, concentra a maior fatia: R$ 65 milhões. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece logo atrás, com R$ 55 milhões. Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 24 milhões; Romeu Zema (Novo), R$ 4 milhões; Renan Santos (Missão), R$ 1,2 milhão; e Augusto Cury (Avante), R$ 265 mil. Lula já consumiu 73% do teto de R$ 88,9 milhões permitido para o primeiro turno; Flávio, 62% do limite.Os registros fazem parte da prestação de contas parcial, divulgada na plataforma do TSE DivulgaCand. O relatório cobre as movimentações financeiras entre 16 de agosto e 8 de setembro; o prazo de envio terminou em 13 de setembro. Cada eleição tem teto de gastos por cargo, e os presidenciáveis podem gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno e mais R$ 44,5 milhões no eventual segundo, o que soma R$ 133,4 milhões na campanha inteira. A prestação final deve ser entregue até 30 dias após a eleição, ou após o segundo turno para quem seguir na disputa. Eleitos que não prestarem contas ficam impedidos de ser diplomados enquanto estiverem omissos.Quase metade da verba de Lula foi para uma só agênciaUm único contrato responde por 47% dos gastos de Lula: R$ 31 milhões pagos à agência Delta3 Comunicação por serviços "especializados de comunicação e marketing", segundo o registro no DivulgaCand. A empresa pertence ao publicitário baiano Raul Rabelo e ao diretor de cinema Francisco Mascarenhas Kertész, o Chico Kertész. Os dois foram sócios de Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social e integrante da campanha presidencial, na M4 Comunicação, depois rebatizada de Nordx Estratégia e Criatividade. Sidônio não integra mais o quadro societário da empresa.O restante da planilha de Lula se espalha por produção, mídia e advocacia. A campanha pagou R$ 4,2 milhões à Log Produções & Filmes, R$ 2,7 milhões em publicidade impressa e adesivos à NMC Gráfica, em 100 pagamentos, e R$ 2,5 milhões em impulsionamento de conteúdo no Facebook, valor registrado em nome da plataforma, embora os anúncios também possam circular em outros aplicativos da Meta, como o Instagram. Somam-se R$ 100 mil no Kwai. Os serviços jurídicos chegaram a R$ 4 milhões, divididos entre cinco escritórios; o maior repasse, de R$ 1,5 milhão, foi ao Ferraro e Novaes Advogados, do coordenador jurídico da campanha, Ângelo Ferraro. Lula ainda gastou R$ 1,5 milhão em pesquisas eleitorais internas com a Oma Pesquisa e repassou R$ 950 mil a diretórios estaduais do PT em 11 unidades da federação.O que vem a seguirSegundo o levantamento do G1, os gastos revelam estratégias parecidas entre campanhas com orçamentos muito diferentes: comunicação digital, impulsionamento nas redes e serviços advocatícios aparecem nas contas de quase todos os presidenciáveis, e adesivos, santinhos e bandeiras seguem na lista de despesas. O próximo marco da disputa é a votação de 4 de outubro. Quem avançar ao segundo turno ganha teto extra de R$ 44,5 milhões e mais tempo para prestar contas: a entrega final vence 30 dias depois da eleição.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio usou em SP apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro, diz piauí

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou durante a campanha, na primeira quinzena de agosto, um apartamento em São Paulo que pertenceu até fevereiro a Fabiano Zettel, cunhado e apontado como principal operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A revelação é da revista piauí, publicada nesta quarta-feira (16). O imóvel fica no edifício l'Adresse, na Vila Nova Conceição, um dos bairros mais caros da capital paulista.Segundo a revista, o senador ficou alguns dias no apartamento de 158,87 m². No período, reuniu-se com a equipe para fechar as últimas estratégias da campanha, gravou vídeos para o horário eleitoral, que começou a ser exibido no dia 16 de agosto, cumpriu agenda na Faria Lima e participou de podcasts. O comitê ficava na Avenida República do Líbano, a cinco minutos de carro, para onde ele se deslocava para gravar as lives de quinta-feira. Policiais legislativos à paisana fizeram varreduras nas áreas comuns do prédio durante sua permanência.Da mão do operador para a de um amigoZettel comprou o imóvel em 17 de abril de 2025 por R$ 5,5 milhões, valor condizente com o mercado. Em 10 de fevereiro de 2026, menos de dez meses depois, vendeu-o por R$ 3,5 milhões à WT Administração de Imóveis e Bens, empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de longa data do candidato. O negócio, revelado pela Folha de S.Paulo e confirmado pela piauí, representou perda nominal de R$ 2 milhões, cerca de 36% do valor pago. A transferência foi registrada em cartório em 4 de março, depois de o STF ter determinado o bloqueio dos bens de Zettel e no mesmo dia em que ele foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero.Repórteres da piauí foram ao edifício e ouviram moradores e uma funcionária da escola onde os carros da Polícia Legislativa eram estacionados. Todos confirmaram a presença de Flávio e a movimentação dos agentes. Uma influenciadora que viveu no apartamento quando o imóvel ainda era de Zettel disse que o empresário, que também foi pastor da Igreja Batista da Lagoinha, frequentava o local em suas passagens por São Paulo. Moradores incomodados com as varreduras pediram ao síndico as imagens das câmeras e foram informados de que as gravações haviam sido apagadas acidentalmente. O síndico não respondeu às perguntas da revista sobre o apagamento.Versões em conflitoAs respostas dadas à reportagem divergem da apuração. Tomaz negou por telefone que Flávio tivesse usado seu imóvel. Um dia depois, em nota, afirmou não conhecer Zettel nem Vorcaro e negou qualquer "relação pessoal, comercial ou societária" com os dois. Não respondeu diretamente se o candidato usou o apartamento. A assessoria de Flávio afirmou que ele se hospedou apenas em hotéis da região e não respondeu qual teria sido o uso do imóvel pelo candidato.Zettel é figura central das investigações do Caso Master. Segundo a Polícia Federal, empresas em seu nome eram usadas em operações controladas por Vorcaro, e um relatório policial afirmou estar "cabalmente constatado" que ele era interposta pessoa do ex-banqueiro. Ele também aparece nas tratativas de financiamento de "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro; a cronologia reunida pela PF mostra Zettel envolvido nas operações enquanto Flávio cobrava e acompanhava repasses de Vorcaro. Tomaz, alvo de busca e apreensão em agosto na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos do INSS, não é investigado no Caso Master, segundo a apuração da revista. Ainda segundo a piauí, o advogado ajudou Flávio a articular indicações para tribunais superiores, e interlocutores relatam que foi na casa dele que o candidato conheceu o ministro do STF Kassio Nunes Marques.A reportagem chega a 18 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e no meio da crise aberta no STF pelo Caso Master. Nem a campanha de Flávio Bolsonaro nem Willer Tomaz responderam à pergunta central da apuração: se o candidato usou, durante a campanha, o apartamento que pertenceu ao operador de Vorcaro.

MRMarina Rocha
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Lula ataca Eduardo e Flávio Bolsonaro e diz que ficam "de quatro para os EUA"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou nesta quarta-feira (16) o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Em ato de campanha à reeleição em Ceilândia, no Distrito Federal, Lula disse que o senador "mandou o irmão dele para os Estados Unidos para tramar contra o Brasil".Segundo o G1, Eduardo está nos Estados Unidos e mantém contatos com políticos e representantes ligados ao governo de Donald Trump. O presidente voltou a chamá-lo de "traidor da pátria" e afirmou que ele está no país "falando mal do Brasil, pedindo para que o Trump venha fazer intervenção nesse país"."Esse país não comporta político vira-lata. Esse país não comporta político que de dia mostra a bandeira nacional e de noite vai ficar de quatro para os Estados Unidos, para a bandeira americana. Esse país não comporta isso, porque o Brasil está cansado, o Brasil não quer ser colônia de ninguém. O Brasil quer ser soberano e dirigido por brasileiros e construir o futuro com o suor e o sangue dos brasileiros."Campanha em CeilândiaO evento, chamado "Brasil Pronto pra Mais", reuniu cerca de 15 mil pessoas na Praça do Trabalhador, segundo a organização citada pela Folha de S.Paulo. Lula dividiu o palco com a primeira-dama, Janja, com o candidato ao governo do DF, Leandro Grass (PT), e com as candidatas ao Senado Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT).O G1 relata que Lula tem atribuído à família Bolsonaro iniciativas de defesa das medidas adotadas por Trump contra o Brasil e acusa o grupo de tentar pressionar autoridades brasileiras a partir de articulações no exterior. No último ano, o presidente associou a atuação de Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, às tensões entre os dois países.Conversa com Trump na ONULula anunciou que viaja no fim de semana aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU e que pretende conversar com Trump. "Vou para a reunião da ONU para ter um bate-papo com o Trump e dizer para o Trump não se meta nas eleições do Brasil, o Brasil só tem um dono e o dono do Brasil é o povo brasileiro", afirmou.A viagem a Nova York ocorre antes do primeiro turno das eleições de outubro, em que Lula concorre à reeleição e Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL.

MRMarina Rocha
Politics

Governo prepara MP para proibir jogos on-line e restringir apostas esportivas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma medida provisória para proibir os jogos on-line e restringir as apostas esportivas no país. Segundo reportagem do UOL desta quarta-feira (16), o texto final ainda está sendo desenhado, mas os vetos ao setor serão amplos. O objetivo do Planalto é divulgar a medida nos próximos dias.O UOL informa que o governo trata o texto quase como uma extinção do jogo on-line no Brasil. As restrições às apostas esportivas ainda passam por ajuste final, e uma das possibilidades em discussão é o limite à publicidade. Uma medida provisória entra em vigor imediatamente após a publicação, mas precisa de aprovação do Congresso Nacional em até 120 dias, sob pena de perder a validade.Discurso endurecidoA decisão chega depois de semanas de críticas públicas do presidente às bets, como são chamadas as plataformas de apostas. Em entrevista ao SBT, Lula disse: "Chamei todas as pessoas que se queixam da bet, chamei a sociedade e ouvi. Agora já mapeamos tudo e já sistematizamos. Agora eu vou tomar uma decisão". No início da semana, após receber famílias afetadas pelo jogo, ele definiu as apostas como uma doença."Estamos tomando decisões e logo logo a gente vai anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso, porque é uma doença, não é um jogo. É a indução de inocentes a um vício", disse o presidente, em entrevista citada pelo UOL.Entre as famílias recebidas por Lula esteve a professora Vânia de Souza Borges, de Uberlândia (MG), segundo a Agência Pública. O filho dela, Rafael, morreu em março de 2024, aos 26 anos, após oito meses de dependência de apostas. "Eu pedi ao Lula o fim das bets; eu disse que apenas regulamentar não basta", contou ela. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente relatou o encontro e afirmou: "Se depender da minha vontade, é fechar as bets". E acrescentou: "Nós estamos passivos diante da sociedade que está se matando de dívida". Vânia havia relatado a morte do filho em carta enviada à CPI das Bets, cujo relatório foi rejeitado no Senado, sem o indiciamento de 16 responsáveis.Pressão de clubes e do setorClubes de futebol já se articulam contra a medida. Segundo o UOL, o cálculo do setor é perder cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios com a proibição, e Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm contratos superiores a R$ 100 milhões por ano com casas de apostas. As empresas do ramo estudam ir à Justiça e argumentam que a proibição amplia o jogo ilegal, com plataformas não registradas no país e sem pagamento de impostos. A reportagem aponta ainda resistência em emissoras que transmitem futebol e faturam com publicidade de apostas; a Globo é dona de uma casa de apostas, segundo o UOL.A mudança também atinge as contas públicas. Até julho, o governo havia arrecadado cerca de R$ 10 bilhões em impostos sobre jogos on-line, segundo o UOL. A publicação da medida é esperada a menos de três semanas do primeiro turno da eleição presidencial, e o UOL avalia que a restrição busca recuperar a popularidade de Lula, sobretudo entre o público feminino. Publicada a MP, o texto seguirá ao Congresso, que terá 120 dias para aprová-la. Enquanto o texto final é fechado, clubes e casas de apostas articulam a resposta.

MRMarina Rocha
justice

TSE restabelece proibição de imagem de Bolsonaro em propaganda eleitoral

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restabeleceu nesta quarta-feira (16) a proibição do uso da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na propaganda eleitoral de Lucas Bove (PL), candidato a deputado estadual em São Paulo. A liminar suspende os efeitos do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que havia liberado o material.O caso começou com uma representação de Duda Hidalgo (PT), também candidata a deputada estadual, segundo o g1. A ação questionava a distribuição de cerca de 50 mil santinhos e de wind banners em Ribeirão Preto (SP) em que Bove aparece ao lado da foto do ex-presidente.Segundo o g1, Bolsonaro cumpre pena por condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal 2.668, relativa à trama golpista, e teve os direitos políticos suspensos no processo dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes o proíbe de divulgar manifestações político-eleitorais até o fim das eleições de 2026, inclusive por intermédio de terceiros, relata a CNN Brasil. A ministra destacou que as medidas impostas pelo STF vedam esse tipo de manifestação "inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado"."Revela-se plausível a tese recursal de que a utilização, em material de propaganda eleitoral, da imagem de Jair Messias Bolsonaro em posição de destaque ao lado da fotografia, do nome e do número de urna do representado indica, perante o eleitorado, manifestação de apoio político-eleitoral, em burla à referida decisão do STF", escreveu Estela Aranha.Ida e volta na Justiça EleitoralEm 1º de setembro, o juiz Ronnie Hebert Barros Soares, da Justiça Eleitoral de São Paulo, proibiu o uso da foto e fixou multa entre R$ 2 mil e R$ 8 mil em caso de descumprimento. Em 11 de setembro, o TRE-SP reformou a sentença por unanimidade. Os desembargadores aceitaram o argumento da defesa de que a decisão do STF tinha destinatário determinado, o próprio Bolsonaro, e não impunha restrições automáticas a terceiros. Os advogados de Bove sustentaram que a veiculação da imagem não equivale à participação pessoal e voluntária do ex-presidente. O Ministério Público Eleitoral manifestou-se favorável ao recolhimento do material.Na liminar, Estela Aranha escreveu que o acórdão regional partiu da premissa errônea de que a restrição do STF se aplicava apenas a Bolsonaro, ignorando a ressalva de Alexandre de Moraes sobre divulgações por intermédio de terceiros. Ela citou o risco da demora por causa da proximidade do primeiro turno das eleições de 2026 e do volume de material já veiculado. Segundo a CNN Brasil, a decisão não proíbe genericamente qualquer imagem do ex-presidente: fotos históricas de sua trajetória não são atingidas, e a restrição alcança materiais que sugiram apoio atual a uma candidatura específica.Bove deve se abster de veicular santinhos e wind banners com a foto de Bolsonaro até que o plenário do TSE julgue o mérito do recurso. Não há data definida para o julgamento.

MRMarina Rocha
Politics

Ipsos-Ipec: 43% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 43% dos brasileiros, mostra pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta quarta-feira (16). A avaliação como ótimo ou bom é de 33%, e 23% classificam o governo como regular. O levantamento foi feito entre 9 e 13 de setembro e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.Segundo o G1, que divulgou os números, o índice de ruim ou péssimo é o mais alto desde junho de 2025. Em junho deste ano, essa parcela era de 38%. A avaliação positiva subiu de 32% para 33%, e a fatia dos que consideram o governo regular caiu de 28% para 23%. Outros 1% não sabem ou não responderam. UOL, Band e SpaceMoney noticiaram os mesmos números.Aprovação e confiançaSobre a forma como Lula administra o país, 53% desaprovam e 42% aprovam. Em junho, a desaprovação era de 50%, e a aprovação, de 44%. A confiança no presidente também recuou na comparação: 57% dizem não confiar em Lula, e 40% afirmam confiar.Para 45% dos entrevistados, o governo está sendo pior do que esperavam, contra 42% na rodada anterior. Outros 28% dizem que a gestão está igual ao esperado, e 24% avaliam que está melhor.Economia e eleiçãoA percepção sobre a economia piorou. Para 45%, a situação econômica do país está pior do que há seis meses, contra 41% em junho. A expectativa para o futuro, no entanto, melhorou: 42% esperam melhora nos próximos seis meses, ante 36% na pesquisa anterior, e 25% acreditam em piora, contra 32%.A pesquisa chega a 18 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, segundo o Poder360. Lula disputa a reeleição neste ano, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os principais adversários.

MRMarina Rocha
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Lula sanciona Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O Congresso aprovou o texto no início de setembro. Segundo o G1, a sanção chega em meio à disputa entre governos e empresas pelo acesso a minerais como lítio, terras raras, níquel, grafite e cobre.A lei autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões para estimular projetos do setor e institui um crédito tributário de R$ 5 bilhões para empresas que processarem e transformarem esses minerais no país. A União poderá entrar como cotista do fundo, de natureza privada, com aporte limitado a R$ 2 bilhões, que não poderá ter garantia ou aval do poder público. Segundo o relator do projeto, o BNDES estima que R$ 5 bilhões sejam necessários para destravar os investimentos.Tom de disputa geopolíticaNa cerimônia de sanção, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, definiu a política como "uma declaração de independência econômica e de coragem política de uma nação que não se curva diante das ameaças externas". Segundo o G1, ele não citou os Estados Unidos. O interesse norte-americano nos minerais brasileiros é tema recorrente do presidente dos EUA, Donald Trump. No mês passado, a americana USA Rare Earth avançou na compra da Serra Verde, única mineradora de terras raras em operação no Brasil, operação criticada por setores brasileiros. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o país detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China."A grande oportunidade não está somente na extração. Reside especialmente na capacidade de instalar no Brasil as etapas de beneficiamento, de separação, de refino, de transformação, de elaboração de materiais avançados, de componentes e de produtos industriais", afirmou Silveira.O Brasil ainda exporta boa parte desses minerais como matéria-prima bruta, sem processamento industrial, segundo o G1. Silveira afirmou que o orçamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) para pesquisa geológica passará de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões no próximo ano.A lei cria ainda o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República. O conselho vai elaborar a lista de minerais críticos e estratégicos, revisada a cada quatro anos. Caberá a ele, junto com a ANM, homologar a venda de mineradoras que detenham direitos de exploração e a participação de empresas estrangeiras em credenciadas do setor.O crédito tributário será concedido entre 2030 e 2034, com limite anual de R$ 1 bilhão, e cresce conforme o produto avança na cadeia industrial, de concentrados a materiais para baterias, ímãs de motores elétricos, fertilizantes e sistemas de armazenamento de energia. Só têm acesso empresas constituídas sob legislação brasileira, com sede e administração no país.Segundo Silveira, os primeiros investimentos de empresas em refino e processamento de minerais críticos no Brasil serão anunciados já na próxima semana.

MRMarina Rocha
Elections

PRF restringe bloqueios e fiscalização em rodovias nos dias de votação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicou norma que restringe a fiscalização, o policiamento e o patrulhamento em rodovias federais nos dias de votação. Os eleitores vão às urnas em 4 de outubro, das 8h às 17h, para escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Em caso de segundo turno, a votação ocorre em 25 de outubro.A regra consta da Portaria Conjunta TSE nº 4, assinada em 14 de setembro e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (15), segundo o G1 e a PRF. Pela norma, as ações da corporação não poderão constituir "obstáculo indevido ao deslocamento das eleitoras e dos eleitores". A atuação deve permitir a livre circulação de eleitores, zelar pela segurança das pessoas no trajeto até os locais de votação e ser planejada para evitar bloqueios, retenções ou operações que comprometam injustificadamente o fluxo de veículos.Nos dias de votação, a abordagem de veículos e condutores "não será empregada para a averiguação de infrações administrativas de trânsito que não representem risco concreto", diz o texto. Na divulgação oficial, a PRF detalha que a fiscalização dessas infrações fica restrita a situações de risco "concreto e iminente" à vida ou à integridade física das pessoas. Bloqueios em rodovias federais exigem comunicação prévia e justificativa ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com indicação de rotas alternativas, exceto em caso de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito.Coordenação com TSE e Ministério da JustiçaA portaria foi construída de forma coordenada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informa a PRF. O texto complementa o artigo 236 do Código Eleitoral, que restringe a prisão de eleitores, candidatos e mesários nas datas próximas ao pleito. Além do patrulhamento, a corporação prestará apoio logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações, e manterá articulação para contingências climáticas extremas.O diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, afirmou que o trabalho conjunto começou em 2023 e foi aplicado nas eleições de 2024."Desde 2023, a PRF, o MJSP e o TSE têm trabalhado juntos para definir o melhor modelo de atuação da PRF durante o período das eleições. O resultado deste primeiro trabalho, aplicado com sucesso nas eleições de 2024, ajudou a construir um ambiente tranquilo, contribuiu para garantir a todos os cidadãos e cidadãs o pleno exercício do direito ao voto", afirmou o diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira.Antecedentes de 2022A norma chega quatro anos depois de a PRF descumprir ordem do TSE no segundo turno de 2022. Naquele dia de votação, a corporação parou em blitze ao menos 610 ônibus que transportavam eleitores, segundo o G1. Em dezembro de 2025, o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão, acusado de integrar organização criminosa que tramou um golpe de Estado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele atuou para impedir o trânsito de eleitores em locais onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha mais intenções de voto. Vasques teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).A portaria será aplicada em todo o território nacional. "O compromisso da PRF é com a democracia", declarou Oliveira. O primeiro turno acontece em 4 de outubro; o eventual segundo turno, em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
stf

Lula defende mandato fixo e novos critérios para escolha de ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta terça-feira (15) a criação de tempo de mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a redefinição dos critérios de escolha dos magistrados da Corte. As declarações foram dadas em entrevista à Record, no dia da sessão mais tensa da crise institucional que atravessa o tribunal. Hoje, os ministros do STF não têm prazo de mandato e se aposentam compulsoriamente aos 75 anos.Reforma profunda no Judiciário"Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida", declarou Lula, segundo reportagem da InfoMoney.O presidente também defendeu o que chamou de "critérios de moralização". Para ele, quem está no Judiciário não pode buscar enriquecimento, e parentes de ministros não podem advogar em processos ligados à própria Corte."Tem que ter uma coisa clara: quem for ministro ou estiver no Poder Judiciário, não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e um filho advogando, uma mulher advogando e um pai advogando na própria Suprema Corte. É preciso criar critérios de moralização", disse o presidente.Segundo a InfoMoney, o PT defende uma reforma do Judiciário desde o início do ano. Os pontos citados pelo partido incluem limites às decisões monocráticas e mais representatividade da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O site afirma ainda que Lula não detalhou o conteúdo de uma eventual reforma e que a ênfase no tema busca reduzir o impacto da crise do STF na campanha eleitoral do presidente.A crise entre Moraes e MendonçaA entrevista foi exibida no mesmo dia da sessão em que, pela primeira vez, o plenário do STF discutiu a abertura de investigação contra um integrante da própria Corte. O julgamento tratava de relatório da Polícia Federal que identificou 52 mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Master. O relatório foi produzido a pedido do ministro André Mendonça, relator do inquérito. Moraes diz que as mensagens são fantasiosas.A sessão terminou sem decisão, após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Quando o julgamento foi suspenso, o placar era de 4 a 3 pela análise separada das condutas de Moraes e de Mendonça. Na abertura dos trabalhos, o presidente do tribunal, Edson Fachin, pediu que as divergências não virem conflitos pessoais. "Não se julgam pessoas; julgam-se fatos e questões jurídicas. A divergência é legítima; o confronto pessoal não", afirmou, segundo o g1.O próximo passo cabe a Fachin. Ele decide se mantém, no dia 23 de setembro, a sessão sobre a conduta de Mendonça na condução do caso Master, ou se adia o julgamento; ministros alinhados a Mendonça defendem o adiamento, segundo o g1. Dino tem até 90 dias para devolver o processo, prazo que se encerra em dezembro, depois das eleições. Até lá, o plenário não retoma a decisão sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes.

MRMarina Rocha
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Governo Lula finaliza regra que dispensa licença ambiental em pesquisa mineral

O governo Lula está em etapa final de aprovação de uma norma nacional que dispensa a licença ambiental nas atividades de pesquisa mineral. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta terça-feira (15), a minuta da resolução já passou por análise jurídica e é conduzida pelo Ministério de Minas e Energia e pelo Ministério do Empreendedorismo. O objetivo declarado é acelerar a busca por minerais críticos e estratégicos, como terras raras, níquel, nióbio, potássio e fosfato.Como funciona a dispensaA regra vale para a fase inicial da mineração, quando as empresas investigam a jazida com levantamentos de campo, sondagens e perfurações, sem autorização para extrair ou comercializar minério. As atividades passarão a ser classificadas como risco 1, a categoria mais baixa da Lei da Liberdade Econômica. A minuta impõe limites: não pode haver abertura de acessos na área pesquisada, desmate de Mata Atlântica em estágio médio ou avançado de regeneração nem impacto a patrimônio espeleológico, como cavernas.Hoje, as exigências variam conforme o estado. De acordo com o Conselho Nacional de Política Mineral, citado pela Folha, 18 dos 26 estados e o Distrito Federal não têm classificação de risco para autorizar a pesquisa mineral nessa etapa. Para o governo, a falta de padrão cria insegurança jurídica e submete as empresas a exigências distintas conforme o local da pesquisa.O Ministério de Minas e Energia confirmou o teor da mudança e avaliou que a padronização tem potencial de "reduzir o tempo de tramitação de processos, estimular a pesquisa mineral no país e ampliar a identificação de novas áreas com potencial para a atividade". Em nota, a pasta afirmou que a iniciativa "visa favorecer, sobretudo, a pesquisa de minerais críticos e estratégicos, como terras raras, níquel, nióbio, potássio e fosfato".A proposta nasceu no Conselho Nacional de Política Mineral, ligado ao MME. Em 2 de julho, o conselho aprovou resolução que recomendou enquadrar a pesquisa mineral como atividade de baixo risco ambiental, segundo a CNN Brasil. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a medida no mesmo dia."Quem quer investir e produzir no Brasil precisa encontrar um Estado que dê segurança e elimine burocracias desnecessárias. Estamos simplificando procedimentos sem flexibilizar a proteção ambiental, porque desenvolvimento econômico e responsabilidade socioambiental caminham juntos na visão do Governo do Brasil", declarou Silveira.A dispensa não elimina outras exigências. O Ministério do Meio Ambiente, que participou da elaboração, afirmou que "a eventual dispensa de licenciamento ambiental não exime o empreendedor da necessidade de obter outras autorizações, licenças ou anuências previstas na legislação". A pasta avaliou que o cenário atual gera "subjetividade administrativa, exigência de requisitos distintos, decisões assimétricas e insegurança jurídica". O Ibama informou que adota o mesmo enquadramento desde junho de 2025 para atividades de impacto insignificante. A Agência Nacional de Mineração disse à Folha que ainda não teve acesso à proposta.O passo final tramita no CGSIM, comitê ligado ao Ministério do Empreendedorismo e à Receita Federal, responsável por editar a resolução definitiva. Segundo a Folha, o texto está em etapa final de aprovação. Publicada a resolução, o enquadramento da pesquisa mineral como atividade de baixo risco passa a valer como padrão nacional.

MRMarina Rocha
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Metade da verba pública de campanha à Câmara está em 7% dos candidatos

Metade do dinheiro público destinado às campanhas para a Câmara dos Deputados está concentrada em apenas 7% dos candidatos. O dado é de uma análise da Folha de S.Paulo sobre a prestação parcial de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), encerrada no domingo (13), a menos de três semanas do primeiro turno das eleições 2026.Os 7.700 candidatos a deputado federal receberam, ao todo, R$ 2,76 bilhões em verba pública transferida pelos partidos. Só 579 deles (7,4%) ficaram com mais de R$ 1,58 milhão cada, o equivalente à metade do teto de gastos por candidatura, fixado em R$ 3,17 milhões. Somados, esses poucos nomes controlam R$ 1,36 bilhão, quase a metade de todo o dinheiro distribuído no cargo.A concentração se repete na disputa pelas assembleias legislativas. Entre os 11,7 mil candidatos a deputado estadual e distrital foram repassados R$ 1,1 bilhão, e apenas 388 (3%) receberam mais de R$ 635 mil, metade do limite de R$ 1,27 milhão para o cargo, segundo a Folha.O peso do dinheiro públicoO dinheiro público domina o financiamento eleitoral brasileiro desde a proibição das doações empresariais, em 2015. Nesta eleição, os partidos dispõem de R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, além da verba do fundo partidário, que também pode ser usada nas campanhas. Um levantamento da plataforma 72Horas, publicado pelo Congresso em Foco, mede esse peso: até 3 de setembro, as campanhas haviam declarado R$ 3,38 bilhões, dos quais 93% vieram dos fundos Eleitoral e Partidário.A base da pirâmide fica de fora dessa conta. Segundo o mesmo levantamento, 2.975 candidatos a deputado federal, 38% do total, ainda não haviam registrado qualquer receita em 3 de setembro. No conjunto das eleições, 45% das candidaturas estavam nessa situação. O jornal Sul21, que examinou os repasses no Rio Grande do Sul, descreve o mesmo padrão: os partidos concentram a maior parte dos recursos em candidatos à reeleição e em nomes já conhecidos, como ex-prefeitos e ex-deputados. A concentração também atinge as legendas. PL, PT, PSD, PP e União Brasil somaram R$ 2,13 bilhões, 63% de tudo o que foi declarado.O próximo marco é a urna. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Terminada a votação, as campanhas terão de prestar contas finais à Justiça Eleitoral, quando os dados completos de distribuição do fundo poderão ser conferidos.

MRMarina Rocha
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Conselho do MPF marca sessão de 25/9 sobre mensagens de Vorcaro que citam Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) marcou para 25 de setembro a sessão que vai analisar as mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As conversas foram recuperadas do celular do ex-coordenador do Banco Master pela Polícia Federal. Gonet nega qualquer vínculo de proximidade.O procurador-geral falou sobre o caso nesta terça-feira (15), em sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutia a validade de um relatório da PF envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Ele pediu a palavra depois de ser citado nominalmente pelo ministro André Mendonça, relator do caso, segundo a CNN Brasil."Não existe, nem tive, relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", declarou Gonet.As mensagensSegundo o relatório da PF, cujo sigilo foi retirado por Mendonça em 1º de setembro, o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Master, aparece como o principal intermediário entre Vorcaro e o procurador-geral. Em 15 de março de 2025, Soares enviou ao ex-banqueiro uma foto ao lado de Gonet e escreveu em seguida: "Liga aqui" e "Ele quer falar com você". A perícia registrou quatro chamadas de voz consecutivas entre Vorcaro e o advogado, com durações de 57 segundos, 27 segundos, 17 segundos e 3 minutos e 49 segundos. Para a PF, os registros indicam que o banqueiro conversou com o PGR pelo aparelho do advogado.Em 29 de março de 2025, Soares escreveu a Vorcaro que "Gonet perguntou se o filho dele pode ir com a gente para Londres". Em 11 de abril, segundo o relatório, o ex-banqueiro aprovou o pagamento das despesas de "Pedro e ciro" para a ida a Londres, em menção a Pedro Gonet, filho do procurador-geral, e ao advogado.A defesa de GonetGonet enviou manifestação ao Conselho Superior afirmando que não tem "relação de amizade alguma" com Vorcaro e nenhum interesse pessoal nos processos em que ele consta como parte ou investigado. Segundo o documento, o único encontro presencial ocorreu em abril de 2024, em Londres, em evento promovido pelo Grupo Voto e pela revista eletrônica Consultor Jurídico. Sobre a ligação intermediada por Soares, o procurador descreveu uma "breve saudação" e disse que o advogado comentara na ocasião que o Banco Master estava para concluir a compra do BRB. "Não era assunto da minha alçada profissional, mas até por gentileza, dei os parabéns", escreveu Gonet.Gonet sustenta que nada justifica a abertura de procedimento contra ele pelo Conselho e que se considera "juridicamente plenamente apto para a atuação desinibida e livre nos procedimentos envolvendo o Banco Master". No STF, ele pediu a nulidade do relatório da PF e argumentou que Mendonça deveria ter levado qualquer suspeita ao presidente da corte, Edson Fachin, para avaliação do plenário. A sessão do CSMPF, órgão de correição e disciplina do MPF, está marcada para 25 de setembro.

MRMarina Rocha
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Lula acusa Mendonça de vazamento seletivo no caso Master e cobra apuração total

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (15) que o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), vazava trechos das investigações do caso Master conforme o próprio interesse e defendeu a abertura integral das informações. A declaração foi dada em entrevista à Record, horas depois de o plenário da corte se reunir para decidir se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.Segundo a Folha de S.Paulo, Lula foi questionado sobre a sessão realizada mais cedo. Um relatório da Polícia Federal apontou Moraes como interlocutor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na investigação. O sigilo das mensagens trocadas entre os dois foi retirado por Mendonça, relator do caso e indicado à corte por Jair Bolsonaro (PL)."Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltando o que interessava a ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem tava metido nisso. [Saber] por que o [Dias] Toffoli não votou, por que que o Kássio [Nunes Marques] não votou, quem participou dessa trama do Vorcaro. Porque o Vorcaro é uma quadrilha que moveu muita gente de várias instâncias do Poder Judiciário e da classe política."Os dois ministros citados por Lula se afastaram do julgamento. Dias Toffoli declarou-se suspeito por "foro íntimo" e Kássio Nunes Marques, impedido por presidir o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em ano eleitoral. Segundo a Folha, os nomes dos dois e de familiares já haviam aparecido nas investigações do caso Master. Kássio negou qualquer favorecimento: "Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco", disse, segundo o G1.Lula também cobrou apuração integral dentro do tribunal. "Chegamos a um momento determinante na história deste país. Não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita ou acusação contra ele", afirmou. "A Suprema Corte precisa ser exemplo e não contribuir com a desconfiança da sociedade." Sobre o presidente da corte, Edson Fachin, o presidente disse: "O Fachin tem agora a faca e o queijo na mão pra abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte. E quem fez o quê tem que ser punido, julgado."O que acontece agoraA sessão desta terça terminou sem decisão. O ministro Flávio Dino pediu vista e o julgamento foi suspenso com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção das análises separadas dos casos de Moraes e Mendonça, conforme o InfoMoney. O caso de Mendonça está pautado para 23 de setembro. O pedido de vista pode durar até 90 dias; quando o plenário retomar a sessão, os ministros concluem a questão processual antes de discutir a abertura da investigação contra Moraes.

MRMarina Rocha
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Fachin pede a Mendonça que derrube sigilo de pagamentos de Vorcaro

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu na segunda-feira (14) ao ministro André Mendonça que derrubasse o sigilo dos registros que detalham a rede de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master e preso em Brasília. Mendonça atendeu no mesmo dia e liberou o acesso à Petição 15.645, que reúne um relatório sobre os pagamentos.O pedido de Fachin atendeu uma solicitação apresentada no domingo (13) pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo o G1, Moraes pediu o levantamento do sigilo antes da sessão desta terça-feira (15), marcada para discutir se a Corte deve apurar a relação dele com Vorcaro. Fachin encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou a favor, e só então solicitou a providência a Mendonça.A manifestação da PGR é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. Ele afirmou que a procuradoria não havia se posicionado antes porque não tinha ciência de que o documento existia, e defendeu a retirada do sigilo."Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que também deve ser retirado o sigilo"O que ficou públicoO material liberado inclui relatórios de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) pedidos pela Polícia Federal durante as investigações do caso Master. O G1 informa que o STF já tornou públicos 53 procedimentos de apuração ligados ao caso. Segundo o Poder360, a petição revelada mostra o pedido da PF para investigar a relação dos pagamentos e a lista dos valores pagos por Vorcaro, com destaque para Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro. O vice-procurador-geral também cobrou do gabinete de Mendonça um esclarecimento sobre quais providências foram tomadas no inquérito.Crise no tribunalA disputa pelo sigilo acontece em meio à crise aberta pelo relatório da Polícia Federal encomendado por Mendonça a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro. O documento aponta possível relação entre Moraes e o ex-banqueiro. O G1 relata que a PF localizou 52 mensagens trocadas entre os dois de dezembro de 2023 a novembro de 2025 e que o relatório afirma que Moraes atuou diretamente na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. A PGR defende a anulação do relatório sob o argumento de que ele foi produzido sem comunicação prévia à Presidência do STF, sem submissão ao plenário e com suposto direcionamento.Na sessão de terça (15), o plenário debateu se o caso de Moraes seria julgado junto com o de Mendonça. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino, com placar de 4 a 3 pelo julgamento separado, segundo o InfoMoney. O mérito continua pendente: os ministros ainda devem decidir se validam ou anulam o relatório da PF e se há elementos para abrir investigação contra Moraes ou arquivar o caso. O caso de Mendonça está pautado para 23 de setembro.

MRMarina Rocha
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Após vista de Dino, STF interrompe sessão sem decidir se junta casos de Moraes e Mendonça

O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu nesta terça-feira (15) a primeira sessão dedicada à crise Master sem definir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça serão julgados juntos. O ministro Flávio Dino pediu vista, recurso que garante mais tempo de análise, e suspendeu o julgamento. O placar ficou em 4 a 3 pela manutenção das análises separadas, ainda sem decisão final.O presidente da Corte e relator da sessão, Edson Fachin, votou contra a questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o adiamento do julgamento de Moraes e a análise conjunta com o caso de Mendonça. Fachin foi acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar, Cristiano Zanin e o próprio Moraes votaram pela análise conjunta. Dino havia acompanhado esse grupo e trocou o voto pelo pedido de vista, o que retirou seu nome da contagem.Fachin também rejeitou a redistribuição do relatório sobre Moraes, que havia puxado para o gabinete da Presidência do tribunal. Gilmar defendeu sorteio de novo relator, alegando previsão no Regimento Interno da Corte. "Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental", disse Fachin, segundo o g1.Votos divergentesDino abriu a divergência. "Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica", afirmou. Zanin acompanhou a proposta e afirmou que Mendonça não deveria votar a análise das mensagens de Vorcaro a Moraes. Mendonça, que julga a própria conduta na sessão, defendeu a separação:Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas.Moraes votou pela análise conjunta. "Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido (...) Acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar", disse. Segundo o g1, Dino mudou de posição após um bate-boca entre Gilmar e Mendonça; de acordo com o InfoMoney, o ministro afirmou não haver clima para prosseguir com a análise.Contexto e próximos passosA sessão não chegou ao mérito, a eventual abertura de investigação criminal contra Moraes. Dois ministros ficaram fora da votação: Kassio Nunes Marques declarou impedimento e citou a proximidade das eleições, e Dias Toffoli declarou suspeição por foro íntimo, segundo o InfoMoney. A crise se intensificou após Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master. Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, encontros presenciais entre os dois e um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.O prazo do pedido de vista é de até 90 dias corridos, mas o ministro pode devolver o caso antes. Se Dino não se posicionar no período, o processo é liberado automaticamente para voltar à pauta. O julgamento sobre a conduta de Mendonça está pautado para 23 de setembro. Na retomada, Dino poderá reapresentar o voto e o plenário deverá concluir a questão de ordem antes de avançar ao mérito.

MRMarina Rocha
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STF vota 4 a 3 por julgar separados os casos de Moraes e Mendonça; Dino pede vista

O Supremo Tribunal Federal encerrou nesta terça-feira (15) a primeira sessão da crise do Banco Master com placar provisório de 4 votos a 3 pelo julgamento separado dos casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista ao fim do debate e suspendeu o julgamento, que será retomado na próxima semana.O placar respondeu a uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o exame conjunto dos dois casos. Pela separação votaram o presidente da Corte e relator da sessão, Edson Fachin, acompanhado de André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Pela análise conjunta votaram Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Dino havia sinalizado voto com esse grupo, mas trocou a posição pelo pedido de vista.Segundo a Folha de S.Paulo, o resultado proclamado por Fachin é temporário, e o pedido de vista pode suspender o julgamento por até 90 dias. Se o voto de Dino for computado pela análise conjunta, o placar ficaria empatado em 4 a 4. Nesse cenário, o regimento interno daria peso dobrado ao voto do presidente do tribunal, o voto de minerva; o jornal registra que ainda há dúvidas na Corte sobre esse ponto, porque Fachin é o relator do caso.O que estava em jogoO foco da sessão era Moraes. Um relatório da Polícia Federal apontou 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre dezembro de 2023 e novembro de 2025, além de encontros presenciais e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Pela primeira vez na história, segundo o G1, o plenário discutia a abertura de uma investigação contra um ministro da própria Corte. A sessão sobre Mendonça, alvo de acusações de Moraes por uma liberação "seletiva" dos autos, está marcada para 23 de setembro.Sessão tensa e pedido de vistaA sessão foi marcada por confrontos abertos. Moraes afirmou que, em 18 de maio, Mendonça determinou a apreensão de dois arquivos, batizados de "Moraes.pdf" e "Toffoli.pdf", que ele chamou de parte de um dossiê. Mendonça respondeu que não considerou o conteúdo verdadeiro nem concluiu que havia crime, e que manteve o caso em sigilo para preservar a apuração. Quando André Mendonça pediu a palavra para rebater o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Gilmar Mendes gritou: "É impressionante a desfaçatez desse sujeito!". Gonet, que negou proximidade com Vorcaro, defendeu a atuação do Ministério Público Federal.Foi nesse clima que Dino interrompeu o debate. "Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda", disse o ministro.Cármen Lúcia votou contra a junção dos julgamentos e discursou sobre o momento da Corte, a menos de 20 dias da eleição. "Eu me encontro, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza", afirmou."Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais. Portanto, estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor e poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui".Segundo o G1, Dino pediu que Fachin encaminhasse o discurso da ministra ao Itamaraty e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar novas sanções dos Estados Unidos contra Moraes. O julgamento será retomado na próxima semana, com duas questões em aberto: a definição final do rito dos dois casos e a decisão de mérito sobre a abertura de investigação contra Moraes.

MRMarina Rocha
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Lula sanciona R$ 5,2 bi em incentivos a data centers e veta jabuti de emendas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto, as duas leis que viabilizam o Redata, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter. Segundo o Tele.Síntese, o regime foi instituído pelo PL 278/2026 e recebeu sustentação fiscal do PLP 74/2026, aprovados pelo Congresso Nacional no início do mês. Na prática, o programa reduz tributos federais para empresas que instalem ou ampliem centros de dados no país.A nova legislação suspende e depois zera as alíquotas de IPI, PIS/Pasep e Cofins na aquisição e na importação de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação, informa o SBT News. O Imposto de Importação também cai quando não há produção nacional equivalente. Os benefícios valem por cinco anos. A estimativa do governo é de uma renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões somente em 2026, segundo o g1. O valor já está previsto no Orçamento do ano, mas o atraso no Congresso havia deixado a concessão do benefício em um limbo orçamentário e jurídico, como noticiou a Folha de S.Paulo. O Redata havia sido criado por medida provisória em setembro de 2025 e perdeu a validade em fevereiro sem ser votado.Veto derruba jabuti das emendasAo sancionar, Lula vetou um dispositivo ligado aos municípios e à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O trecho é um jabuti, termo usado para cláusula estranha ao tema central do projeto, e não alterava a estrutura do Redata. Segundo o SBT News, o governo avaliou que a flexibilização das exigências fiscais representaria um retrocesso. Lula não discursou no evento. O dispositivo havia sido incluído pelo relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), na Câmara. Ele abre brecha na LRF para o envio de emendas parlamentares a cidades com menos de 65 mil habitantes, mesmo às que estão em dívida com a União ou sem prestação de contas transparente. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), citada pelo g1, a mudança atinge mais de 5 mil cidades, cerca de 90% dos 5.569 municípios brasileiros."Aqueles municípios que são os menores do país, em todos os recantos, de Sul a Norte, de Norte a Nordeste, devem ter tratamento especial, porque cada vez mais eles querem aperfeiçoar, buscar capacidade técnica, para cumprir esse tipo de exigência, que, às vezes, os leva, por falta de adimplência, em motivos simples, a não estarem aptos a receber alguns recursos" (Isnaldo Bulhões, em plenário).O texto com o jabuti foi aprovado por ampla maioria: 364 votos a favor, 46 contrários e três abstenções. A ideia não é nova. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, o Congresso já havia inserido exceção semelhante; Lula vetou o trecho e os parlamentares derrubaram o veto, lembra o g1. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a mudança por retirar a exigência de responsabilidade fiscal.Contrapartidas e próximos passosEm troca dos benefícios, as empresas precisam cumprir exigências. Devem destinar ao mercado brasileiro pelo menos 10% da capacidade de processamento, armazenamento e tratamento de dados instalada com o incentivo e investir 2% do valor dos produtos beneficiados em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com parte dos recursos para o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste. Precisam ainda garantir energia de fontes renováveis ou de baixo carbono e cumprir índice de eficiência hídrica de até 0,05 litro de água por kWh. Optantes do Simples Nacional ficam de fora, e a habilitação caberá à Receita Federal, segundo o SBT News. "O Redata trata da base fundamental dessa economia digital. A infraestrutura digital é aquela que a gente precisa para fazer tudo funcionar", disse Affonso Nina, presidente executivo da Brasscom. Segundo o Planalto, cerca de 60% dos dados dos brasileiros estão armazenados fora do país.Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, citado pelo Tele.Síntese, um empreendimento de 100 megawatts pode demandar pelo menos R$ 1 bilhão em construção civil e entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões em equipamentos. Um representante do Ministério da Fazenda afirmou na cerimônia: "Esse projeto possibilita que a oferta desses serviços do Brasil se torne competitiva". O que vem agora: o programa depende de decreto presidencial, em fase final de elaboração, e de uma portaria interministerial com os critérios técnicos. Caberá ao Congresso Nacional deliberar sobre o veto do jabuti.

MRMarina Rocha
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PRTB oficializa Avalanche no lugar de Pablo Marçal na corrida presidencial

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) protocolou na segunda-feira (14), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a substituição de Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na candidatura à Presidência da República. Avalanche, presidente nacional da legenda, era o vice na chapa original e assume como titular e cabeça de chapa. A nova vice é Silvia Hellen da Silva Pereira, nascida em Anápolis (GO).O pedido entrou no último dia do prazo legal para substituição de candidaturas a cargos majoritários, segundo o partido. A troca já aparece no sistema de Divulgação de Candidaturas do TSE, mas ainda depende do aval do colegiado da corte, em Brasília. A relatora do caso, ministra Estela Aranha, deu na segunda o primeiro voto favorável à substituição. Em decisão publicada à noite, ela deferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) e declarou o PRTB habilitado a disputar a eleição de 2026."Defiro o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) e, por conseguinte, declaro a sigla Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) habilitada a participar do pleito de 2026, para a disputa aos cargos de presidente e de vice-presidente da República", declarou a ministra.Por que Marçal saiuA troca é consequência da decisão de sexta-feira (11), quando o TSE rejeitou por unanimidade o registro da chapa formada por Marçal e Avalanche. Segundo o tribunal, faltou a Marçal a comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal, e o ex-coach mantém inelegibilidade até 2032, decorrente de condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. O Ministério Público Eleitoral apontou que em abril, mês do prazo final de filiação, Marçal ainda constava nos quadros do União Brasil. Aranha também foi a relatora desse indeferimento.Avalanche, que segundo o G1 articulou a entrada de Marçal na disputa semanas atrás, disse em nota que assume a cabeça de chapa para manter o projeto dos dois. "Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa. Tentamos de todas as formas possíveis, mas o sistema inteiro se colocou contra nós", escreveu o presidenciável. "Diante disso, eu e o Pablo decidimos, juntos, não desistir do Brasil. Como o nome dele não foi aprovado, vamos seguir o projeto com o meu nome, carregando tudo aquilo que sempre defendemos, lado a lado, até o fim dessa disputa."Segundo o Jornal Opção, o nome de Avalanche passa a constar duas vezes no DivulgaCand, sistema do TSE que publiciza candidaturas: como vice, em chapa já julgada inapta, e como presidente, ainda pendente de análise. Tramita ainda no tribunal, sob relatoria do ministro Nunes Marques, pedido do filiado Bruno Marinho Barcelos pela prisão e o afastamento de Avalanche, por suspeita de irregularidades no uso de parte dos R$ 3,3 milhões do fundo eleitoral destinados ao PRTB. O próximo passo é o julgamento da substituição pelo colegiado do TSE, que pode confirmar a chapa Avalanche-Silvia na disputa de outubro.

MRMarina Rocha
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Gilmar Mendes ataca afastamento do diretor da PF: 'Tem que se algemar antes'

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atacou nesta terça-feira (15) a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o G1, Gilmar classificou a medida como um "vexame" para a instituição e defendeu que ela jamais deveria ter sido adotada. As críticas ocorreram no plenário do STF, durante a sessão que discute os atos praticados na investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.Gilmar comparou o afastamento do chefe da PF a hipóteses que, na avaliação dele, nenhum gestor admitiria. A fala, registrada pelo G1, foi além."Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor-geral da Polícia. É como afastar o presidente da Nasa ou tirar o comandante do Exército."Depois, endureceu o discurso. "Sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa. Quando ele tiver a tentação, tem que pedir que Deus interceda e não faça", afirmou. Gilmar disse ainda que já esperava que o afastamento provocasse reação dentro do tribunal e que submeter a corporação a essa situação é uma "gravidade que eu jamais vi", segundo o G1.O afastamento em disputaO afastamento de Andrei Rodrigues foi determinado por André Mendonça na apuração da produção de um relatório da PF sobre Alexandre de Moraes. O documento apontou 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do caso Banco Master, de acordo com o G1. Mendonça entendeu que a permanência do diretor-geral no cargo poderia comprometer os trabalhos. Dias depois, o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da decisão e devolveu Andrei ao comando da corporação, ao argumento de que a medida exigia fundamentos mais robustos. O presidente do STF, Edson Fachin, levou a controvérsia ao plenário. Antes da fala de Gilmar, Fachin afirmou que havia decisões divergentes de ministros e que a Presidência não poderia "se imobilizar".Na sessão, o ministro Luiz Fux defendeu a avaliação da Segunda Turma, que considerou anômala a atuação da PF no episódio. "Criaram ali uma agência própria para se dedicar à arapongagem de ministros do Supremo", disse Fux, segundo o G1.O que vem a seguirO plenário suspendeu a sessão na parte da manhã e os ministros retornam às 14h. Segundo a BBC News Brasil, o julgamento decide se Moraes deverá ou não ser investigado por causa da relação com Vorcaro. É a primeira vez na história do STF que a Corte se reúne para decidir se um colega deve ser investigado, segundo o G1. Gilmar e o ministro Flávio Dino apresentaram uma questão de ordem para suspender o julgamento e retomar a análise na terça-feira (23). A proposta prevê juntar o caso de Moraes ao de André Mendonça, redistribuir as relatorias e fixar prazo para a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Fachin disse que o retorno da sessão será dedicado à discussão da proposta.

MRMarina Rocha
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Caiado e Zema pedem afastamento de Moraes; Flávio ataca Lula em dia de sessão no STF

Os candidatos à Presidência reagiram nesta terça-feira (15) à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeo Zema (Novo) defenderam o afastamento imediato do ministro. Flávio Bolsonaro (PL) gravou vídeo para associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Moraes. Lula, candidato à reeleição, ignorou perguntas sobre o tema em agenda oficial.É a primeira vez na história da Corte que os ministros se reúnem para decidir se um colega deve ser investigado. O julgamento examina um relatório da Polícia Federal que apontou 52 mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso em caso de fraudes bilionárias. Segundo o Metrópoles, o documento reúne mensagens de Vorcaro endereçadas ao ministro e não indica o que teria sido respondido. Antes da sessão, o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e Kassio Nunes Marques, impedido. "Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento", disse Nunes Marques, segundo a BBC News Brasil.Oposição concentra fogo em MoraesFlávio Bolsonaro publicou um pronunciamento em vídeo minutos antes do início da sessão. "O atual presidente dividiu seu poder com Alexandre de Moraes", afirmou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, citada pelo Metrópoles, o senador disse que "o atual governo criou um desequilíbrio institucional" e "decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei". Para ele, o governo "faz parte desse sistema que está apodrecido". A Folha noticiou que o candidato manteve a associação entre o governo Lula e Moraes ao longo do dia.Caiado usou as redes sociais durante a sessão. "A única atitude aceitável será a retirada imediata do ministro Alexandre de Moraes", escreveu o senador, que disse nunca ter visto "um escândalo dessa gravidade" atingir o Supremo e classificou o julgamento como histórico. Zema convocou um ato no gramado da Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional, para pressionar a Corte durante a sessão."Esta manifestação não é sobre direita ou esquerda. É a manifestação da indignação dos brasileiros contra os abusos que estamos vendo no Supremo, não apenas de Alexandre de Moraes, mas também de quase todos os ministros.", declarou Zema ao Metrópoles.O candidato do Novo também afirmou que "o brasileiro está vendo tudo o que ele faz no STF e não aceita mais essa palhaçada". Em entrevista, disse esperar que o afastamento de Moraes "seja o primeiro de muitos", segundo o SBT News.Lula evita o temaO presidente Lula foi abordado por jornalistas e não comentou a sessão, segundo o Estadão. A campanha do petista trabalha para descolar a imagem do presidente da do ministro, conforme noticiou o Metrópoles. Lula tem defendido publicamente o fim do sigilo das investigações do Banco Master. O também candidato à Presidência Renan Santos avaliou, segundo a Tribuna do Norte, que a ausência de Nunes Marques pode favorecer Moraes na votação. O primeiro turno está a menos de três semanas, e a pesquisa Quaest divulgada na segunda (14) mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em eventual segundo turno, 42% a 40%, dentro da margem de erro.A sessão foi suspensa no início da tarde e retomada às 14h. No retorno, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o plenário vai discutir questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que propõe suspender o julgamento, sortear nova relatoria e juntar o caso ao julgamento marcado para 23 de setembro. A Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade do procedimento que embasou o relatório da PF. O prazo para o ministro André Mendonça se manifestar sobre as acusações de parcialidade apresentadas por Moraes termina em 21 de setembro.

MRMarina Rocha
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Toffoli se declara suspeito e Nunes Marques, impedido no julgamento sobre Moraes

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito, por foro íntimo, e não vai votar no julgamento que pode abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Na mesma sessão desta terça-feira (15), o ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido e deixou o plenário. É a primeira vez na história da Corte que os ministros se reúnem para decidir se um colega deve ser investigado, segundo o G1. Os dois afastamentos reduzem o quórum: dos 11 ministros do tribunal, nove seguem na sessão, entre eles o próprio Moraes e André Mendonça, que pediu à Polícia Federal o relatório que originou o caso."Não por me sentir impedido, mas por suspeição de foro íntimo, para preservação da Corte (...) eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei", disse Toffoli.O ministro afirmou que não participará da votação, mas que permanecerá na sessão e pedirá a palavra nos debates, se julgar necessário. Toffoli já se declarava suspeito nos julgamentos do caso Banco Master na Segunda Turma desde que deixou a relatoria das investigações, em fevereiro.Nunes Marques invocou sua condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante da proximidade das eleições. "Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento", declarou, antes de pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, autorização para se retirar do plenário. Segundo a BBC News Brasil, o ministro disse que assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026 é, neste momento, mais importante que seu papel no julgamento.Antes de se afastar, Nunes Marques rebateu mensagens publicadas pela imprensa que o aproximam de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso no âmbito do caso. Ele negou ter trocado mensagens com o banqueiro. "Eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco ou foi remunerado pelo banco", afirmou. "Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, de seu pai e de outras pessoas envolvidas."Por que Toffoli se afastouToffoli deixou a relatoria das apurações do Banco Master em fevereiro, depois que investigações da Polícia Federal apontaram ligações dele com a instituição financeira. Em 2021, uma empresa gerida pelos irmãos do ministro, e da qual ele declarou ser sócio, vendeu por R$ 3,1 milhões uma participação no resort Tayayá, no Paraná, a um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, segundo o G1. Desde então, o ministro não participou de julgamentos do caso na Segunda Turma, como os que confirmaram a prisão do banqueiro e de familiares.O que a sessão decide e o que vem a seguirO plenário analisa a petição 16.662, aberta depois que André Mendonça tornou públicas, em 1º de setembro, mensagens que associam Moraes a Vorcaro. O relatório da Polícia Federal, com 52 mensagens trocadas entre os dois, aponta que o banqueiro cobrava atenção especial aos pagamentos de um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório Barci de Moraes, comandado pela mulher do ministro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a nulidade do documento. Fachin assumiu a relatoria do caso no sábado, após uma sucessão de decisões individuais de ministros que deflagrou a crise na Corte.A sessão, iniciada às 10h, foi suspensa no fim da manhã e retomada às 14h. No retorno, Fachin anunciou que o plenário discutiria uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes: suspender o julgamento, sortear a relatoria, juntar o caso de Moraes ao de Mendonça e marcar a retomada para 23 de setembro, com prazo para a PGR se manifestar. Se a proposta for rejeitada, os ministros seguem para o voto sobre a validade do relatório da PF e sobre o pedido de nulidade.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio pede ao TSE proibição de lives eleitorais de Lula no Palácio do Alvorada

Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíba o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, de fazer transmissões eleitorais no Palácio do Alvorada. A representação foi protocolada na noite de segunda-feira (14), segundo o G1. Ela contesta uma live de campanha realizada no domingo (13) a partir da residência oficial da Presidência, que durou cerca de 45 minutos.Os advogados de Flávio afirmam que Lula incorreu em conduta vedada a agente público. A legislação permite, de forma excepcional, o uso de residências oficiais para reuniões e contatos de campanha, mas essas atividades não podem assumir caráter de ato público, sustenta a petição. As regras do TSE, segundo a defesa do candidato do PL, exigem condições cumulativas: ambiente neutro, sem símbolos institucionais; participação restrita ao detentor do cargo; conteúdo exclusivamente sobre a própria candidatura; e nenhum recurso material ou serviço público.A ação aponta que a live de domingo teve participação ativa do presidente nacional do PT, Edinho Silva, do secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares, e da comunicadora Ana Flávia. Isso violaria o requisito de participação exclusiva do mandatário, argumenta a campanha. A defesa cita também o precedente de 2022, quando o próprio TSE proibiu o então presidente Jair Bolsonaro de fazer lives eleitorais no Alvorada.Os pedidos e a resposta do PTFlávio pede a remoção imediata do vídeo do canal oficial de Lula no YouTube e a intimação da Google Brasil. Pede ainda uma liminar para que a chapa governista se abstenha de novas transmissões eleitorais ou do uso da estrutura do Alvorada e de serviços públicos em desacordo com a lei. Ao final do processo, a campanha do PL solicita a aplicação de multa.A assessoria de campanha de Lula afirmou, no domingo, que a live "utilizou estritamente os equipamentos da campanha" e que "o Palácio da Alvorada é a residência oficial do governo e espaço privado do Presidente Lula". A equipe do petista diz seguir as normas do TSE e informa que adota medidas de defeso eleitoral desde julho, com a transferência das transmissões políticas das redes oficiais da EBC para páginas pessoais e de campanha.A live foi ao ar depois da mobilização de rua "Dia 13 com Lula", organizada pela militância petista. Exibiu jingles, peças publicitárias e instruções de atuação nas redes sociais. Lula falou de sua gestão econômica, de propostas para segurança pública e educação, e criticou diretamente o senador Flávio Bolsonaro, associando a oposição a setores milicianos, segundo o G1. O TSE ainda não decidiu sobre o pedido. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Moraes e Mendonça batem boca no STF: "Quem tem medo da Polícia Federal?"

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça trocaram farpas abertas nesta terça-feira (15), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão decide se a Corte abre investigação contra Moraes a partir das mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Moraes exigiu que a própria conduta e a atuação de Mendonça sejam julgadas juntas e acusou o colega de parcialidade na condução do caso.O embate começou quando Moraes voltou a acusar Mendonça de tentar direcionar o trabalho da Polícia Federal. "Não há como julgar hoje [a situação de Moraes] sem julgar [a situação de André Mendonça]. Quem tem medo da Polícia Federal?", perguntou. Mendonça respondeu: "Não é questão de medo não"."Eu não estou perguntando a vossa excelência", afirmou Moraes. "Mas eu estou lhe respondendo", disse Mendonça.Moraes disse ter testemunhas de que o colega teria pedido à PF, em reunião, a inclusão de um ministro em uma colaboração premiada. "Eu tenho testemunhas que o ministro André, em reunião, disse: 'Peçam isso'", declarou. Mendonça rebateu: "Isso é mentira". Segundo o G1, acrescentou: "Mentira, mentira. Podem chamar quem quiser, vão mentir". Moraes elevou o tom e afirmou que Mendonça "está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país". O ministro classificou de "fraudulenta" a investigação usada por Mendonça para pedir a apuração contra ele e defendeu que os relatórios de inteligência da PF que embasam suas próprias acusações contra o colega não são apócrifos, porque foram produzidos por delegados.Contexto da criseA crise na Corte se agravou depois que Mendonça, relator das investigações do caso Master, derrubou o sigilo de relatórios da PF. Um dos documentos apontou 52 mensagens entre Vorcaro e Moraes, encontros presenciais entre os dois e um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes. Nesta sessão, o plenário examina a validade desse relatório e um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anulá-lo. Para o procurador-geral Paulo Gonet, Mendonça não deveria ter pedido apurações sobre o destinatário das mensagens sem requerimento do Ministério Público ou da própria PF.O presidente do STF, Edson Fachin, separou os processos. As mensagens entre Vorcaro e Moraes ficaram na pauta desta terça; as acusações de Moraes contra Mendonça foram marcadas para 23 de setembro, porque ainda há prazos de instrução em aberto. Antes dos debates, Dias Toffoli se declarou suspeito por foro íntimo e Kássio Nunes Marques, impedido. Os dois não votam.Os ministros seguem na sessão para decidir se há elementos para abrir a investigação contra Moraes. O próximo capítulo do confronto está previsto para 23 de setembro, quando o plenário analisa as acusações de Moraes contra Mendonça.

MRMarina Rocha
justice

Kássio Nunes Marques se declara impedido no STF e deixa julgamento sobre Moraes

O ministro Kássio Nunes Marques se declarou impedido de votar nesta terça-feira (15) na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele alegou que o julgamento pode afetar o processo eleitoral deste ano. Pouco depois, pediu autorização ao presidente da Corte, Edson Fachin, e deixou o plenário. O colega "tem uma eleição para cuidar", disse Fachin, segundo a BBC News Brasil."Eu entendo que eu tenho uma missão (...) que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026. (...) Então não me sinto confortável de participar desse julgamento. Eu me declaro impedido", afirmou o ministro, logo após Fachin apresentar seu relatório.Antes do anúncio, Nunes Marques se defendeu em discurso no plenário. Diálogos extraídos do celular de Vorcaro, divulgados na véspera, citam o ministro e seu filho, o advogado Kevin Marques. Em uma das mensagens, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, responde a Vorcaro com dados de Kevin e a menção a R$ 500 mil por mês; os pagamentos seriam feitos pela Consult Inteligência Tributária, segundo o G1."Eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco", disse o ministro, que também afirmou nunca ter conversado com Vorcaro e declarou ter "absoluta isenção". Em nota, a defesa de Kevin Marques confirmou o recebimento de R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos tributários e negou qualquer relação com o STF.Efeito na composição da CorteO afastamento fragiliza o ministro André Mendonça na disputa interna, segundo análise da Folha de S.Paulo. Nunes Marques votava com Mendonça em todos os casos da investigação até aqui e referendou decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção da Polícia Federal. Mendonça fica com um aliado próximo na Corte, o ministro Luiz Fux. Moraes tem contado com os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, diz o jornal.O ministro Dias Toffoli também não vota. Ele se declarou suspeito em março, quando se afastou dos julgamentos do caso Master após a revelação de que teria vendido a parte que detinha em um resort no Paraná a um fundo ligado ao Banco Master, e reafirmou a posição nesta terça. Permaneceu no plenário. "Se eu achar necessário fazer uso da palavra, o farei", afirmou.A sessão, inédita segundo a Folha, decide se Moraes se tornará alvo de investigação por sua relação com Vorcaro. Fachin abriu os trabalhos recordando que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pede a nulidade do inquérito da PF. A votação segue com os ministros remanescentes, a cerca de três semanas do primeiro turno da eleição presidencial.

MRMarina Rocha
polls

CNT/MDA: Lula vence Flávio Bolsonaro por 47,3% a 40% no 2º turno

O presidente Lula (PT) venceria o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 47,3% a 40% em um eventual segundo turno da disputa presidencial, mostra a nova rodada da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (15). No cenário de primeiro turno, o petista tem 40,5% das intenções de voto, contra 30,4% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma vantagem de 10 pontos. Brancos e nulos somam 10,2% no confronto direto, e 2,5% dos entrevistados se declaram indecisos.O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e executado pelo instituto MDA. Foram 2.002 entrevistas presenciais entre os dias 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o registro na Justiça Eleitoral é o BR-06902/2026.A vantagem encolheuNa comparação com a rodada de agosto do mesmo levantamento, Lula oscilou de 48% para 47,3% e Flávio subiu de 39,1% para 40%, segundo a CartaCapital. A diferença no confronto direto caiu de cerca de nove para 7,3 pontos, movimentação que ficou dentro da margem de erro. Desde junho, o petista perdeu três pontos no segundo turno e o senador ganhou três, calcula o Exame.O placar do primeiro turno também diminuiu. Lula tinha 42,4% em agosto e agora tem 40,5%; Flávio saiu de 28,7% e chegou a 30,4%. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 6%, tecnicamente empatado com quem vem depois.O instituto mediu ainda outros quatro embates. Lula venceria Augusto Cury por 45,3% a 38,4%, Ronaldo Caiado (PSD) por 46,4% a 37,3%, Renan Santos (Missão) por 47,3% a 33,9% e Romeu Zema (Novo) por 47,7% a 34,5%. O cenário contra Renan Santos tem o maior índice de brancos e nulos, 15,7%.A rodada contrasta com a sequência de pesquisas divulgadas na semana. A Quaest, publicada na segunda-feira (14), apontou Flávio Bolsonaro à frente de Lula em eventual segundo turno pela primeira vez, e a Indexa mostrou os dois empatados no confronto direto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato superar 50% dos votos válidos, os dois mais votados avançam para o segundo turno.

MRMarina Rocha
justice

Dino pede a Fachin apuração de elo entre Banco Master e instituto ligado a Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que seja investigada uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter e contratos firmados pela prefeitura de São Paulo. O instituto foi fundado pelo ministro André Mendonça. Segundo o g1, o pedido foi feito no mesmo dia em que o plenário do tribunal analisa o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do caso Master, e vota se abre investigação contra Moraes.O pedido de Dino está inserido em uma ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado de São Paulo. O caso tem ligação com uma apuração do Ministério Público de São Paulo sobre possíveis irregularidades na concessão dos serviços cemiteriais e um eventual vínculo entre a Cortel, empresa concessionária, e o Banco Master. Segundo a CNN Brasil, Dino determinou o envio a Fachin de uma cópia dos autos do processo e pediu que o presidente considere os novos elementos na apuração sobre a conduta de Mendonça. Para o ministro, as informações levantam possíveis conflitos de interesse.O que Dino apontou na decisãoNa decisão, Dino lista uma série de circunstâncias que, na avaliação dele, precisam ser esclarecidas. A primeira envolve o voto de Mendonça no processo sobre os cemitérios privados de São Paulo: quando o julgamento foi retomado, em abril de 2025, ele apresentou voto contrário à manutenção de uma medida cautelar que afetava os cemitérios privados e ficou alinhado aos pedidos dessas empresas. Dino também cita o fato de Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalhar na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo, justamente na área funerária e cemiterial.O ministro chama atenção ainda para um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Segundo a decisão, a reunião ocorreu em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter. Para Dino, o encontro ganha relevância porque o instituto passou a ter contratos remunerados com a prefeitura de São Paulo, que é parte diretamente envolvida na ação sobre os cemitérios. A decisão cita ainda Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero, que trabalhava na Cortel. Dino afirma que o Instituto Iter teria firmado, sem licitação, um contrato de cerca de R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo.Mendonça informou em 3 de setembro que decidiu deixar a sociedade do instituto, criado em 2024 e voltado a atividades educacionais e acadêmicas. A decisão de Dino não afirma que esses fatos comprovem irregularidade ou favorecimento por parte do ministro. O objetivo, segundo o texto, é esclarecer se existe alguma relação entre o encontro com Vorcaro, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo dos cemitérios privados.O material agora está com Fachin, a quem cabe decidir se incorpora os elementos à apuração sobre a conduta de Mendonça. No mesmo dia, o plenário do STF decide se abre investigação contra Moraes por causa das mensagens com Vorcaro. Fachin é o primeiro a votar, segundo o rito definido pela corte.

MRMarina Rocha
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PF: ex-mulher de Cezinha teria negociado R$ 2 milhões por êxito em caso no STF

A Polícia Federal aponta que a advogada Valéria Rodrigues Linhares, ex-esposa do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), teria negociado R$ 2 milhões de honorários de êxito pela soltura de um ex-secretário de Educação preso por desvio de verbas e com processo no Supremo Tribunal Federal (STF). As mensagens constam da representação da PF que levou à operação desta segunda-feira (14) contra o parlamentar e a advogada. O ministro Flávio Dino, relator do caso, retirou o sigilo da decisão que autorizou os mandados. Segundo o documento, Cezinha teria se oferecido para despachar pessoalmente o assunto com o ministro Kassio Nunes Marques, relator do processo.O caso do ex-secretárioO processo é a Reclamação 81.608, ajuizada por Denis de Souza Macedo, ex-secretário de Educação de Belford Roxo (RJ). Ele foi preso no ano passado em uma operação da PF que apura desvios de R$ 112 milhões do Fundeb e do programa nacional de alimentação escolar. O primeiro contrato previsto nos diálogos pagava R$ 1 milhão ao escritório da advogada Mariângela Fialek, a Tuca, em caso de êxito na reclamação. Na sequência, Tuca propôs um aditivo de R$ 2 milhões se o ex-secretário fosse solto. O trecho tornado público por Dino não deixa claro se a contratação foi efetivada nesse valor, mas o nome de Fialek segue no processo como uma das advogadas de Denis, relata o Valor Econômico.Os diálogos foram encontrados no celular de Tuca, apontada como uma das principais operadoras do orçamento secreto da Câmara dos Deputados durante a presidência de Arthur Lira (PP-AL). Na leitura da PF, Tuca captava as causas e redigia as peças, Valéria firmava contratos e cessões de crédito milionárias, e Cezinha mantinha contato direto com ministros. "O parlamentar não se limitava a encaminhar peças: comprometia-se a formular pedido pessoal e direto ao julgador, em favor de partes representadas por advogadas a ele ligadas por vínculo conjugal e por interesse econômico", diz a PF em trecho destacado por Dino."Parece-me claro que os fatos investigados podem implicar, em tese, um deputado federal que não tem habilitação para atuar como advogado, mas aparenta utilizar a ascendência de sua função parlamentar para incutir em terceiros a percepção de influência sobre magistrados de Tribunais Superiores. Friso que a percepção de elevada remuneração parece afastar a hipótese de se cuidar de mero 'ato político'", escreveu Dino.Em 21 de agosto de 2025, depois que o gabinete de Nunes Marques respondeu por ofício a um pedido de audiência, Tuca reclamou ao deputado da dificuldade de falar com a assessoria. Cezinha respondeu "calma" e "deixa eu ir lá sentir". Sete dias depois, pediu a ela "o print do pedido da agenda novamente". Para Dino, o diálogo evidencia "o prosseguimento da gestão pessoal do pleito". Na mesma decisão, o ministro cita contratos de R$ 500 mil para a defesa da prefeita de Beberibe (CE) em caso de decisão favorável e mensagens em que o deputado fala em "André", "ministro Kassio" e "Antônio Carlos". A PF apura se são referências aos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, do STF, e Antônio Carlos Ferreira, do STJ.Defesas e próximos passosEm nota, a defesa de Cezinha nega irregularidades e afirma que o deputado está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos. A defesa de Valéria disse que pedirá acesso aos autos e esclareceu que ela foi casada por 24 anos com o parlamentar, de quem é divorciada há um ano e meio; na representação da PF, ela foi apresentada como esposa. A defesa de Tuca não havia se manifestado até a publicação. Nunes Marques, em nota, afirmou que atender partes "faz parte da rotina" dos magistrados e que um juiz de seu gabinete atendeu Fialek por vídeo em 1º de agosto de 2025. Ele garantiu que decide "de forma independente e com base nas leis e na Constituição". A PF e Dino ressaltam que os ministros citados não são investigados.A apuração é desdobramento da Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para apurar tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro na tramitação de processos no STF, no Superior Tribunal de Justiça e no Tribunal Superior Eleitoral. Dino segue como relator. O inquérito prossegue com a PF, e as defesas ainda vão ter acesso à íntegra dos autos antes de qualquer manifestação sobre o mérito.

MRMarina Rocha
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Oposição ameaça obstruir o Senado se Alcolumbre não pautar impeachment de Moraes

Líderes da oposição ameaçaram nesta segunda-feira (14) travar todos os trabalhos do Senado se o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não abrir o processo de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. O aviso foi dado em coletiva de imprensa no Senado, um dia antes de o Supremo decidir se abre investigação contra o ministro.O senador Carlos Viana, de Minas Gerais, liderou a cobrança. "Se esse afastamento não acontecer, vamos cobrar de Alcolumbre o impeachment de Alexandre de Moraes. Caso contrário, vamos obstruir os trabalhos da Casa", afirmou, segundo a Rádio Itatiaia. Diante dos jornalistas, ele ampliou a ameaça, segundo o Poder360:"Nós somos unânimes em cobrar que o presidente do Senado Federal tem por obrigação abrir o processo de impeachment de Moraes para o bem da República Brasileira. Caso contrário, nós faremos uma obstrução contínua sobre todos os trabalhos para chamarmos a população brasileira."O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), disse ao Poder360 que há 61 assinaturas a favor do afastamento do ministro. Segundo ele, Alcolumbre tem se recusado a receber os senadores para uma reunião sobre o tema. Marinho também coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).Pressão sobre o regimentoHoje, a prerrogativa de dar andamento ou não a processos contra ministros do STF cabe sozinha ao presidente do Senado. Marinho disse que o regimento dá um poder desmedido a Alcolumbre e anunciou uma proposta para mudar a regra:"Nós vamos propor a mudança do Regimento do Senado da República para que, na hora em que 49 senhores senadores e senadoras, através de requerimento, formulem o pedido de abertura de um inquérito por crime de responsabilidade, isso seja feito automaticamente, independentemente da vontade do presidente da Casa."A senadora Tereza Cristina (PP-MS) participou da coletiva. Segundo o Estadão, ela acionou 40 senadores para acompanhar em Brasília o julgamento de Moraes no STF, marcado para as 10h desta terça-feira (15). "Nós estamos esperançosos que, amanhã, durante a sessão do Supremo Tribunal Federal, eles cumpram o papel, que, na verdade, é nosso", disse Marinho.O julgamento de terçaO plenário do STF se reúne em sessão extraordinária para julgar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Os ministros vão decidir se o material justifica a abertura de apuração contra Moraes. Segundo o G1, interlocutores estimam placar apertado, de 4 a 3, a favor da abertura de algum tipo de investigação.Moraes falou publicamente sobre o caso pela primeira vez nesta segunda, segundo o G1. Em documento enviado ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, negou qualquer irregularidade, disse nunca ter favorecido Vorcaro ou o Banco Master e classificou a investigação determinada pelo ministro André Mendonça como "de maneira absolutamente inconstitucional e ilegal".A terça-feira decide as duas frentes. No STF, a sessão das 10h define se Moraes passa à condição de investigado. No Senado, se Alcolumbre não pautar o impeachment, a oposição promete travar a agenda em plena campanha presidencial de 2026.

MRMarina Rocha
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Moraes chama relatório de Mendonça de 'farsa' e fala em vingança na véspera do julgamento

Na véspera da sessão que decidirá se o Supremo Tribunal Federal (STF) abre investigação contra ele, o ministro Alexandre de Moraes classificou nesta segunda-feira (14) o relatório apresentado pelo ministro André Mendonça como uma "farsa". A afirmação está em resposta de 44 páginas e 121 tópicos enviada à noite ao presidente da corte, Edson Fachin.Segundo a Folha de S.Paulo, Moraes disse que o documento, que reúne mensagens a ele enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, demonstra que "não existe qualquer indício para apuração de prática de infração penal". Para o ministro, há por trás do relatório "motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras"."VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"A frase abre a resposta enviada por Moraes a Fachin. A CartaCapital lembra que Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado na trama golpista pela Primeira Turma da corte, da qual Moraes faz parte.O que diz a defesaMoraes escreveu que "NADA OCORREU" e que a análise dos 7.742 documentos da Operação Compliance, distribuídos em 48 petições, uma reclamação e quatro inquéritos, não traz qualquer indício de atividade ilícita sua. Sustenta que jamais julgou processo envolvendo o Master ou Vorcaro, durante ou depois da vigência do contrato entre o banco, liquidado pelo Banco Central, e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.O pedido de Mendonça se apoia em relatório da Polícia Federal com mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone atribuído a Moraes. Os registros mostram pedidos ao ministro em um período em que o banqueiro tentava impedir medidas contra seus negócios, relata a CartaCapital. Segundo a Folha, a PF afirma que o contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório da esposa foi editado por Moraes antes de ser assinado, e documentos da Receita Federal apontam pagamentos de R$ 80,2 milhões em dois anos. O escritório confirmou as intervenções do ministro "na condição de marido da sócia", a pedido do setor de compliance, e disse que o objetivo era verificar a existência de impedimentos legais, o que não foi constatado. Não há denúncia formal nem ação penal contra o ministro.A sessão desta terçaO plenário se reúne às 10h desta terça-feira (15), com voto de Fachin na abertura. Parte dos ministros tentou adiar a sessão, sem sucesso, apurou o blog de Andréia Sadi, no G1. Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques são apontados como favoráveis à abertura da investigação; Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, como contrários. Moraes, alvo da análise, pode não votar, e Dias Toffoli tende a ficar de fora por ter declarado suspeição em questões ligadas ao caso Master. Os votos de Fachin e de Cármen Lúcia são tratados como decisivos.Aliados de Moraes discutem pedir vista para adiar a decisão, segundo o G1. Caberá ao plenário decidir se as mensagens e o contrato bastam para abrir a apuração.

MRMarina Rocha
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Quaest: 37% dizem que Mendonça age certo na crise do STF; 16% apontam Moraes

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra que 37% dos eleitores consideram que o ministro André Mendonça age de forma correta na crise do Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 16% avaliam que quem age corretamente é o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o G1, o instituto ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.Outros 20% dos entrevistados dizem que nenhum dos dois ministros age de forma correta, 2% respondem que ambos estão certos e 25% não souberam ou não responderam. O embate entre os dois ministros acontece no contexto do escândalo do Banco Master, em ano de eleição presidencial. O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, segundo a Veja.A quem cada grupo apoiaOs recortes da Quaest mostram divisão por campo político. Entre eleitores de direita que não são bolsonaristas, 67% dizem que Mendonça age corretamente, contra 5% que apontam Moraes. Entre bolsonaristas, Mendonça tem 58% e Moraes, 6%. Entre lulistas, o resultado se inverte: 34% avaliam que Moraes age corretamente, contra 12% que citam Mendonça. Nesse grupo, 32% não souberam ou não responderam.Eleitores de esquerda que não são lulistas ficam divididos: 22% apontam Mendonça e 22%, Moraes. Entre independentes, Mendonça aparece à frente, com 33%, contra 13% de Moraes. A religião também marca a diferença: 46% dos evangélicos dizem que Mendonça age corretamente, contra 11% que apontam Moraes; entre católicos, os números são 32% e 19%.Pressão por mudanças no tribunalNa mesma rodada, 68% dos entrevistados defendem aumentar as exigências para a nomeação de ministros, como idade mínima e experiência profissional na área jurídica; 20% são contra. Um mandato com tempo fixo para os ministros tem apoio de 53% (30% contra), e um novo código de ética que impeça relações comerciais ou privadas soma 53% (32% contra). Metade dos ouvidos (50%) aceita que Congresso e Judiciário indiquem ministros, e 61% rejeitam proibir as decisões monocráticas, aquelas tomadas por um único ministro. A Veja aponta ainda que a confiança na Corte caiu dez pontos em um mês e que 56% dos brasileiros declaram desconfiar do tribunal.A pesquisa chega na véspera da sessão do STF marcada para esta terça-feira (15). No rito divulgado pelo tribunal, os ministros definem se abrem investigação sobre a conduta de Moraes no caso Banco Master, e o ministro Luiz Edson Fachin será o primeiro a votar.

MRMarina Rocha
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STF define rito da sessão sobre Moraes; Fachin será o primeiro a votar

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou nesta segunda-feira (14) o rito da sessão plenária extraordinária que decidirá se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A sessão está marcada para esta terça (15), às 10h, em Brasília. Como relator do caso, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, será o primeiro a votar.Fachin também fará a leitura do relatório da PF (Polícia Federal) que reuniu 52 mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo a Folha de S.Paulo, o documento aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro, pivô do caso Master. Fachin assumiu a relatoria no sábado (12), depois de afastar o ministro André Mendonça do comando da investigação.Como será a sessãoO rito segue a ordem habitual dos julgamentos do tribunal, segundo o texto divulgado pela corte. Após a abertura, os ministros aprovam a ata da sessão anterior. Depois vem o pregão do processo, que marca o início formal do julgamento. Fachin lê o relatório e delimita quais questões serão analisadas pelo plenário. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pode se manifestar, e haverá espaço para sustentações orais.Em seguida, Fachin apresenta seu voto. Os demais ministros votam na ordem prevista no regimento, e o presidente proclama o resultado. A sessão será transmitida ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube, segundo a CNN Brasil. A emissora também informa que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, representará a PGR no julgamento.O julgamento pode ficar suspenso ainda nesta terça. Se um ministro pedir vista, a análise do caso fica interrompida por 90 dias, segundo a Folha.Segurança reforçadaO STF terá um esquema de segurança reforçado dentro e fora do tribunal. Segundo a Folha, o plano integra forças comandadas pelo Judiciário, como a Secretaria de Polícia Judicial; pelo governo do Distrito Federal, como a Secretaria de Segurança Pública; e pelo Executivo federal, como o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Segundo a CNN Brasil, o acesso ao plenário será restrito a convidados confirmados, os celulares ficarão guardados em sacolas lacradas e a Praça dos Três Poderes será fechada, com restrição no espaço aéreo e monitoramento de drones. Jornalistas terão acesso apenas à marquise do prédio-sede.Em jogo está a decisão de abrir ou não uma investigação contra um ministro do próprio tribunal, em sessão que o G1 descreve como inédita. Segundo o G1, a véspera do julgamento foi cercada de incertezas sobre o quórum e a extensão do que será votado. A resposta começa a sair às 10h desta terça.

MRMarina Rocha
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Crise no STF não muda voto para presidente de 67% dos eleitores, aponta Quaest

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrada pelo escândalo do banco Master não muda o voto para presidente de 67% dos eleitores brasileiros, mostra pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). O instituto ouviu 2.004 eleitores, de 16 anos ou mais, em todo o país, entre 10 e 13 de setembro. O levantamento foi encomendado pela Globo em parceria com o jornal O Globo.Na pergunta sobre a influência da crise no voto, 22% dos entrevistados dizem que o episódio reforça a escolha que já fizeram e 7% admitem considerar trocar de candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.Reforço se concentra à direitaOs números variam conforme o posicionamento político declarado. Entre lulistas, 84% dizem que a crise não influencia o voto e apenas 3% admitem considerar troca de candidato. Na esquerda não lulista, 76% afirmam que não há impacto e 12% poderiam mudar de escolha. Entre eleitores independentes, grupo que soma um terço da amostra, 66% dizem que a crise não muda o voto, 19% relatam reforço da escolha atual e 9% admitem mudar.O efeito de reforço é maior no eleitorado de direita. Na direita não bolsonarista, 40% dizem que a crise reforça a decisão de voto, contra 51% que dizem não haver influência. Entre bolsonaristas, o reforço aparece em 35% e a ausência de impacto, em 52%. "Em se mantendo esse cenário calcificado entre lulistas e bolsonaristas, os independentes farão a diferença", escreveu no X Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).Segundo a CNN Brasil, que divulgou outros resultados da mesma rodada, 73% dos entrevistados dizem conhecer o caso que envolve os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Sobre o embate entre os dois ministros, 37% avaliam que Mendonça age de forma correta, 16% aprovam a conduta de Moraes, 20% consideram que ambos agem de forma incorreta e 25% não souberam responder.O que vem a seguirA crise se intensificou no início de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que cita mensagens enviadas por Vorcaro, ex-dono do Master preso por fraudes bilionárias, a um contato que a polícia atribuiu a Moraes. Moraes reagiu e pediu a investigação de Mendonça por abuso de autoridade. O presidente do STF, Fachin, cancelou sessões plenárias no auge do confronto, suspendeu medidas conflitantes dos ministros, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e centralizou na Presidência do tribunal as decisões sobre o caso.Fachin marcou para esta terça-feira (15) uma sessão do plenário em que os ministros vão analisar o relatório da PF sobre a relação entre Moraes e Vorcaro e o pedido da Procuradoria-Geral da República de anulação do documento. A sessão ocorre no meio da campanha presidencial.

MRMarina Rocha
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PF aponta atuação de Cezinha de Madureira junto a Nunes Marques em dois processos do STF

Mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) mostram que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) dizia ter acesso direto ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), e que faria pedidos em processos sob relatoria do magistrado. Os diálogos constam da decisão do ministro Flávio Dino que autorizou buscas contra o parlamentar nesta segunda-feira (14). Segundo o Painel, da Folha de S.Paulo, a PF atribui ao deputado atuação junto a Nunes Marques em dois processos na Corte, com honorários de R$ 1 milhão citados na decisão.Os dois processosUm dos casos envolve Denis de Souza Macedo, ex-secretário de Educação de Belford Roxo (RJ), preso em 2025 em operação que apurou desvios de R$ 112 milhões do Fundeb e do PNAE, segundo a CNN Brasil. O contrato previa R$ 1 milhão em honorários e outros R$ 2 milhões em caso de sucesso, definido como "a concessão da liberdade do CONTRATANTE". O outro tratava da tentativa da então prefeita de Beberibe (CE), Michele Cariello de Sá Queiroz Rocha, de contestar investigação do Ministério Público do Ceará, com pagamento de R$ 500 mil condicionado ao julgamento da reclamação no STF.Em conversa citada pela investigação, a servidora da Câmara Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL), pergunta: "Estará com min kassio as 16?". Cezinha responde que o ministro marcou conversa por vídeo às 16h. "Eu havia pedido a ele para me atender hoje cedo, ele não conseguiu me atender, marcou para falar comigo por vídeo às 16:00. Ministro Kassio. Entendeu? Aí vou pedir a ele", escreveu. Em 5 de agosto de 2025, o deputado enviou a Mariângela uma imagem de visualização única e escreveu: "Já falei". Ela respondeu: "Cezinha e tem o do Rio". Segundo a decisão, a mensagem provavelmente se referia ao caso de Macedo. O parlamentar é investigado por suspeita de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.Nunes Marques não é investigadoNa leitura do ministro, os mensagens mostram que o deputado prometia mais do que o encaminhamento de peças processuais."As expressões 'vou pedir a ele', 'eu preciso pedir expressamente' e a identificação nominal do interlocutor ('Ministro Kassio') evidenciam, em juízo de cognição sumária, que o parlamentar não se limitava a encaminhar peças: comprometia-se a formular pedido pessoal e direto ao julgador, em favor de partes representadas por advogadas a ele ligadas por vínculo conjugal e por interesse econômico", escreveu o ministro.Segundo o relatório da PF, Mariângela captava as causas e elaborava memoriais; a advogada Valéria Rodrigues Linhares, mulher do deputado, redigia e assinava os contratos; e Cezinha mantinha o "suposto contato pessoal e direto com Ministros de Tribunais Superiores". Para a PF, as duas advogadas formaram parceria para "obter decisões favoráveis em processos judiciais em trâmite no STF, contando com o auxílio de Cezinha de Madureira".Nunes Marques e o ministro André Mendonça não são alvo da investigação, informa o Poder360. As reportagens da CNN Brasil e do Poder360 procuraram os gabinetes dos dois ministros e não obtiveram resposta até a publicação. O inquérito apura ainda suposta venda de influência com menções ao advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vaga no STF; a AGU afirmou que o apoio do deputado à indicação "não implicou qualquer ingerência, participação ou interferência". Dino também avocou investigação que apreendeu R$ 510 mil em espécie com um parente de Cezinha no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O inquérito segue sob o comando do ministro, e a PF analisa o material apreendido nas buscas desta segunda.

MRMarina Rocha
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STF define rito e decide nesta terça se abre investigação contra Moraes

O Supremo Tribunal Federal realiza nesta terça-feira (15), às 10h, uma sessão plenária extraordinária para decidir se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O colegiado vai examinar o relatório da Polícia Federal que reuniu 52 mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e figura central do caso Master, segundo o G1.É uma sessão inédita. Segundo o G1, o plenário vai avaliar pela primeira vez se um integrante da própria Corte deve ser investigado. Nas vésperas do julgamento, ainda havia dúvidas no tribunal sobre o rito, o quórum e o alcance exato do que será votado.Como será a sessãoO tribunal divulgou nesta segunda-feira (14) o rito da sessão. Segundo a Folha de S.Paulo, o relator fará a leitura do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar e os votos começam em seguida. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, será o primeiro a votar. Se um dos ministros pedir vista, a análise do caso fica suspensa por 90 dias.Fachin assumiu a relatoria do caso Master depois de afastar o ministro André Mendonça do comando da investigação, segundo a Folha. Como relator, caberá a ele apresentar um resumo dos fatos em discussão e definir a ordem dos debates, informa o G1.Segurança reforçadaA sessão terá um esquema de segurança reforçado dentro e fora do tribunal, segundo a Folha. A Praça dos Três Poderes estará fechada, e visitantes e manifestantes não poderão chegar ao local. A Esplanada dos Ministérios será bloqueada na altura da Avenida José Sarney, com gradis e policiais, e o estacionamento fica proibido a partir do Palácio do Itamaraty. O esquema reúne forças ligadas ao Judiciário, ao governo do Distrito Federal e ao Executivo federal, incluindo as Forças Armadas e o Gabinete de Segurança Institucional.O interesse extrapola os muros da Corte. A FGV Direito SP vai reunir professores e alunos em auditório para comentar o julgamento em tempo real, segundo a coluna Painel, da Folha. A sessão começa às 10h desta terça (15) no plenário do STF, em Brasília, e pode definir a abertura de uma investigação contra um ministro em exercício.

MRMarina Rocha
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Haddad nega contato com Vorcaro e admite frustração com Galípolo no BC

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14) que nunca teve contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central do escândalo que atravessa a eleição deste ano. Em entrevista ao vivo ao SP1, o telejornal da TV Globo em São Paulo, o ex-ministro da Fazenda também admitiu frustração com a política monetária conduzida por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central."Eu nunca recebi o Daniel Vorcaro na minha vida. Nunca estive com ele no mesmo ambiente. Nunca recebi uma mensagem nem um telefonema dele. Nunca o procurei porque a minha equipe já havia alertado que o Daniel Vorcaro era um problema, um problema grave. A gente só não sabia a dimensão do problema. Nós estamos falando da maior fraude bancária do país: R$ 60 bilhões."Questionado sobre os possíveis impactos eleitorais do caso, Haddad tentou associar o escândalo a políticos de direita. "Ele financiou a campanha do Tarcísio, financiou a campanha do Jair Bolsonaro. Ele tem negócios com três ex-ministros do Bolsonaro", afirmou. Segundo o G1, Vorcaro doou R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022 e R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal adversário do petista na disputa pelo governo paulista.Supervisão e sigiloO candidato repetiu que a crise do Master nasceu de falhas de supervisão na gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. "Tem um problema grave no Banco Central, porque nasceu no Banco Central do Roberto Campos, indicado pelo Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro, e ele foi liquidado e preso na nossa gestão. Então nós fizemos o dever de casa, de tirar de circulação uma pessoa muito grave", declarou. O Poder360 registrou a mesma fala.Haddad defendeu a abertura dos sigilos dos inquéritos antes da votação de outubro. "A Justiça não pode sonegar informação do cidadão. Abre tudo. Quem tiver que responder, responda. Quem tiver que pagar por alguma coisa, pague, independentemente de partido político", disse. O apresentador do SP1 citou o senador Jaques Wagner (PT-BA), que aparece entre os nomes mencionados no contexto das investigações. Haddad manteve que a regra vale para todos os partidos.Frustração com GalípoloSobre a economia, Haddad disse que juros de 14% com inflação de 4% "não se justificam". Perguntado se a indicação de Galípolo é motivo de arrependimento, admitiu descontentamento com a condução da autoridade monetária. "Eu tenho me frustrado com a política monetária. Acho que a política monetária está excessivamente apertada, desnecessariamente", declarou. Ele lembrou que a maioria do Comitê de Política Monetária, inclusive Galípolo, foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas afirmou que o mandato garante independência de decisão: "Depois que você indica, a pessoa tem mandato. Ela faz da cabeça dela." O ex-ministro disse respeitar a autonomia formal do Banco Central e que suas conversas com dirigentes se limitam à apresentação de dados e argumentos econômicos.As declarações chegaram em um dia de movimento no Supremo Tribunal Federal. Segundo o G1, o ministro André Mendonça retirou nesta segunda o sigilo de mais uma frente de investigação sobre os pagamentos ligados ao Master, a pedido do ministro Alexandre de Moraes. O plenário da corte volta a discutir o caso na terça-feira (15). Enquanto isso, segue a corrida pelo governo de São Paulo: pesquisa RealTime Big Data divulgada em setembro apontou 53% das intenções de voto para Tarcísio e 36% para Haddad no primeiro turno.

MRMarina Rocha
Federal Police

PF aponta Cezinha de Madureira como peça central de esquema de venda de influência

A Polícia Federal afirmou, em investigação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é a peça central de um suposto esquema de venda de influência sobre ministros de tribunais superiores. A descrição do esquema é do G1, que detalhou a representação da corporação e a decisão do ministro Flávio Dino. O parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (14), na 3ª fase da Operação Transparência. Segundo o G1, a PF e a decisão de Dino deixam explícito que os ministros e juízes citados nos diálogos não são alvos da investigação nem suspeitos de irregularidades.O deputado, pastor da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e um dos políticos evangélicos mais influentes de São Paulo, segundo o G1, teria usado o trânsito institucional do mandato para transmitir a clientes a percepção de que podia influenciar decisões de magistrados. Na decisão, Dino escreveu que o parlamentar usaria a "ascendência da função parlamentar" para negociar essa suposta influência. Para os investigadores, o esquema tinha divisão de tarefas entre o deputado e duas advogadas.O papel de cada investigado, segundo a PFCezinha seria o responsável pelos contatos diretos com ministros de tribunais superiores e pelos chamados "despachos", reuniões para tratar de processos. Valéria Rodrigues Linhares, advogada, ex-candidata a deputada federal pelo Distrito Federal e apontada pela PF como esposa do deputado, redigiria, revisaria e assinaria contratos de prestação de serviços e documentos de cessões de créditos milionários. Mariângela Fialek, a "Tuca", então servidora da Câmara dos Deputados e investigada por suspeita de desvio de emendas, captaria as causas e prepararia memoriais e peças jurídicas. O celular dela foi periciado na primeira fase da operação, e essa análise é citada entre os elementos que embasaram as novas medidas.Contratos condicionados e dinheiro vivoMensagens obtidas pelos investigadores mostram tratativas sobre casos em tramitação no STF. Na defesa da prefeita de Beberibe (CE), contratos estipulavam R$ 500 mil em caso de decisão favorável. Na defesa de um ex-secretário de Belford Roxo (RJ), os termos previam repasses de R$ 1 milhão, com aditivos que chegavam a R$ 2 milhões condicionados à revogação da prisão preventiva. Nas conversas, o deputado prestava contas de encontros e audiências com magistrados, com expressões como "já falei", "despachei sim" e "assunto reforçado agora".Dino também determinou a avocação, para o STF, da apuração sobre a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro vivo com Valéria no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em 25 de agosto. Para os investigadores, o volume em espécie sugere pagamento de honorários à margem do sistema bancário, para dificultar o rastreamento financeiro. O ministro autorizou buscas nos endereços residenciais e profissionais do deputado e da advogada em Brasília e em São Paulo, além do recolhimento de bens de valor, veículos e quantias acima de R$ 10 mil. Negou, porém, a busca no gabinete do parlamentar na Câmara, por avaliar que não havia elementos concretos que justificassem a medida no local de trabalho legislativo.Em nota, a defesa afirmou que o deputado "está seguro de que os fatos serão devidamente esclarecidos no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidade foi cometida". Em uma segunda nota, divulgada na segunda-feira, a defesa negou irregularidades e criticou a operação em meio a uma "circunstância política e eleitoral". Três dias antes dos mandados, o parlamentar havia publicado um vídeo afirmando que teve o celular furtado na Avenida Paulista. Conforme o G1, a decisão de Dino foi assinada em 5 de setembro, seis dias antes da data alegada pelo deputado.A Operação Transparência nasceu de uma apuração aberta em dezembro de 2025 sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares e apura corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O inquérito segue sob relatoria de Dino no STF, que cuida das ações sobre a destinação e a transparência das verbas de emendas. Os próximos passos dependem da perícia do material apreendido nesta segunda.

MRMarina Rocha
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Datafolha em PE: Marília Arraes tem 18% e Humberto Costa, 16% na disputa ao Senado

Marília Arraes (PDT) tem 18% das intenções de voto na disputa pelo Senado em Pernambuco. Humberto Costa (PT) aparece com 16%. Os números são da pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11), contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. O estado elege dois senadores nas eleições de outubro.A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Dentro desse intervalo, Marília e Humberto estão tecnicamente empatados na liderança. Mendonça Filho (PL) soma 12%, e Eduardo da Fonte (PP), 10%. O G1 classifica os quatro como tecnicamente empatados na liderança. Para a Folha, Mendonça Filho está no limite da margem de erro em relação a Marília, situação em que o empate é estatisticamente pouco provável.No cenário estimulado, o Datafolha aceitou até dois nomes por respondente, já que o eleitor votará em dois candidatos ao Senado neste ano. Na pesquisa anterior, de 21 de agosto, o quadro era de empate quádruplo. Marília subiu de 15% para 18%, e Humberto, de 14% para 16%. Mendonça Filho repetiu os 12%, e Eduardo da Fonte caiu de 11% para 10%.Como o eleitor divide os dois votosO instituto perguntou em quem o eleitor votaria na primeira vaga e, depois, na segunda, detalha o G1. No primeiro voto, Marília tem 21%, Humberto 18% e Mendonça Filho 17%. Eduardo da Fonte, quarto colocado no total, cai para 8%. No segundo voto, Marília lidera com 15%, Humberto tem 13%, Eduardo da Fonte 12% e Mendonça Filho 7%.Depois dos quatro primeiros, aparecem Túlio Gadêlha (PSD), com 5%, e Carlos Sant'Anna (Novo) e Pastor Gilvan Costa (Democrata), com 2% cada. Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timoteo (UP) e Mariano Macedo (PSTU) têm 1% cada. Gorett Bitu (UP) e Mailson da Silva Neto (PCO) não pontuaram. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 22%, e os indecisos, 10%. Na pesquisa espontânea, sem a lista de nomes, 58% não sabem em quem votar, e Marília e Humberto aparecem na frente, com 8%.Metodologia e o que vem a seguirO Datafolha ouviu 1.204 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral está sob os números PE-04411/2026 e BR-05923/2026. A eleição ocorre em outubro, e cada eleitor votará em dois nomes para as duas vagas. Antes disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda deve julgar o caso de Pastor Gilvan Costa, cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral e que seguiu na lista apresentada aos entrevistados, segundo o G1.

MRMarina Rocha
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Mendonça diz que celular de Vorcaro está com a PF e gabinete tem só cópia lacrada

O celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro está com a Polícia Federal. O relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, afirmou nesta sexta-feira (11), em resposta ao ministro Cristiano Zanin, que seu gabinete tem apenas uma cópia de segurança lacrada e criptografada do conteúdo.Segundo o relator, uma decisão de fevereiro de 2026 determinou expressamente que os itens apreendidos permanecessem nos depósitos da PF, para resguardar a cadeia de custódia. O aparelho, um iPhone 17 Pro, foi apreendido pela corporação. De acordo com o G1, Mendonça explicou que a PF remeteu voluntariamente, em março de 2026, um HD criptografado dentro de um envelope fechado, que permaneceu intocado e lacrado desde então.Zanin reitera pedidoNo mesmo dia, Zanin encaminhou novo ofício ao presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, insistindo no acesso integral ao material. Para ele, a entrega em envelope lacrado pela autoridade policial não afasta a obrigação de compartilhar o conteúdo com os demais ministros."A mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo", escreveu Zanin.Zanin sustentou que "a preservação da cadeia de custódia deve ser feita em relação ao material original, e não em relação à cópia". Ele lembrou que a praxe do tribunal garante a todos os ministros o acesso ao acervo do relator antes dos julgamentos e que os advogados de Vorcaro já receberam da PF a cópia do espelhamento do celular. Restringir aos ministros o mesmo conteúdo, avaliou, configuraria "evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento". Como alternativa, Zanin pediu que a presidência do STF determine à PF o envio de uma cópia dos dados diretamente a cada gabinete da Corte.Em outro ofício, o ministro Alexandre de Moraes reforçou o pedido de Zanin. "Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", declarou.Sessão de terça-feiraO impasse antecede a sessão de terça-feira (15), em que o STF analisará o relatório da PF que identificou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes. A Corte decidirá se abre ou não investigação contra o ministro. Zanin defendeu que todo o colegiado tenha a mesma oportunidade de analisar os elementos antes da votação, independentemente da análise feita pelo relator.

MRMarina Rocha
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Moraes acusa Mendonça de proteger 'grupo político' com desigilo seletivo no caso Master

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que o relator do caso Master, ministro André Mendonça, faz um "levantamento seletivo e direcionado do sigilo" em "proteção ostensiva de determinado grupo político". A acusação está em ofício encaminhado ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin.Segundo o G1, Moraes elevou o tom da crise que opõe os dois ministros desde a liberação parcial de documentos, na quinta (10). "O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", escreveu o ministro.Como chegou até aquiO embate começou quando Mendonça retirou o sigilo das principais apurações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas manteve em segredo frentes como o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro que levou a Polícia Federal a apurar conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mais cedo nesta sexta, Moraes pediu a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a publicização de todos os documentos, e o presidente do STF deu 24 horas para o relator liberar as informações.Mendonça negou a retirada seletiva. Em resposta a Fachin, afirmou que atendeu ao pedido da Presidência da Corte e tornou públicos todos os procedimentos ligados à sessão de terça-feira (15). Também rebateu o pedido do ministro Cristiano Zanin de acesso integral ao celular de Vorcaro: segundo o relator, o aparelho original está sob custódia da Polícia Federal, e seu gabinete guarda apenas uma cópia lacrada e criptografada. Zanin insistiu no pedido e sustentou que a mídia "deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise". Em outro ofício, Moraes escreveu que "não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".Desigilo ampliadoNa noite desta sexta, segundo a Folha, Mendonça retirou o sigilo da investigação sobre o "Dark Horse" e de outros processos do caso Master, tornando públicos 31 documentos no total. O relator atendeu ao pedido da PGR e afirmou que os processos "não guardam relação" com a pauta da sessão de terça, mas que não há impedimento ao levantamento dos sigilos.O STF se reúne na terça (15) para examinar o relatório da PF que registrou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes. A Corte decidirá se abre investigação contra o ministro.

MRMarina Rocha
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Datafolha no RJ: Benedita lidera corrida ao Senado com 18%; Jordy e Portinho têm 10%

Benedita da Silva (PT) lidera a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro, com 18% das intenções de voto. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11), foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) vêm na sequência, com 10% cada.Pela margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Jordy e Portinho estão empatados tecnicamente com Pedro Paulo (PSD), Marcelo Crivella (Republicanos) e Monica Benicio (PSOL). Pedro Paulo e Crivella têm 7% cada; Monica, 6%. Waguinho (Republicanos) registra 3%. Brancos, nulos ou nenhum candidato somam 18%, e os indecisos chegam a 13%.É a segunda rodada do Datafolha sobre a atual disputa do Senado no estado. Em comparação com a pesquisa de 21 de agosto, Benedita subiu de 15% para 18%. Jordy e Portinho saíram de 8% e chegaram a 10% cada. Pedro Paulo e Crivella foram de 6% para 7%, e Monica se manteve em 6%.O instituto ouviu 1.204 eleitores fluminenses entre os dias 8 e 10 de setembro. O nível de confiança é de 95%, e o número de registro na Justiça Eleitoral é RJ-09217/2026. No cenário estimulado, os nomes dos candidatos são apresentados, e cada entrevistado responde duas vezes, uma para cada vaga. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são mostrados, 62% não souberam responder; eram 77% em agosto. Benedita foi citada por 9% nesse cenário.Primeiro voto e segundo votoNo primeiro voto, Benedita abre vantagem: tem 30%, contra 12% de Jordy, 9% de Portinho e 8% de Crivella. Pedro Paulo registra 6%. No segundo voto, Portinho passa à frente, com 11%; Pedro Paulo, Jordy e Monica têm 9% cada, e Benedita aparece com 8%. Brancos, nulos ou nenhum somam 21% na segunda escolha, e os indecisos, 16%.Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras da Casa. Cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes e não pode repetir o mesmo nome. O eleitorado fluminense vai às urnas em outubro para escolher os dois novos senadores do Rio.

MRMarina Rocha
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PF aponta código 'altura do vão é 2,45m' em compra de imóvel ligado a Jaques Wagner

Documentos da Polícia Federal divulgados na sexta-feira (11) apontam o uso de linguagem cifrada para combinar o valor de um apartamento de R$ 2,45 milhões ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado. O material integra o relatório do caso Banco Master que se tornou público depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou ao ministro André Mendonça o fim do sigilo de todos os documentos da apuração.Em mensagem interceptada, Daniel Lopes Monteiro, apontado pela PF como operador jurídico-financeiro ligado ao Master, escreveu a Guilherme Henrique Sodré Martins, o "Tio Guiga", homem de confiança do senador: "A altura do vão é 2,45m". A resposta veio em uma palavra: "Perfeito". Para os investigadores, o trecho não trata de arquitetura. A "altura do vão", segundo a PF, seria uma referência ao valor do imóvel: R$ 2,45 milhões.O apartamento fica no empreendimento Poemè Horto, de alto padrão, construído pela Moura Dubeux no bairro do Horto Florestal, em Salvador. A PF relaciona a conversa a uma troca anterior entre Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em novembro de 2024, o senador encaminhou a Lima o contato de um gerente da construtora e, em seguida, informações de um imóvel avaliado em R$ 2,45 milhões. Segundo o relatório, o parlamentar pediu o apartamento a Lima como uma "vantagem indevida".Negociação seguiu após a prisão de VorcaroVorcaro foi preso em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero. As tratativas do imóvel, segundo a PF, não pararam. O relatório fala em "manobras contratuais executadas com o propósito de evitar a descoberta do negócio ilícito pelos investigadores". Três dias após a deflagração, em 21 de novembro de 2025, houve troca de mensagens entre um operador de Lima e diretores do Master para contatar os supostos operadores de Wagner. Quatro dias depois, a negociação foi retomada com mensagens mais cautelosas. Em fevereiro de 2026, os intermediários trocaram a minuta do contrato de compra assinada e detalhes do acabamento, cuja substituição acrescentaria R$ 20 mil ao preço. Monteiro e Sodré, diz a PF, preferiam videoconferências e reuniões presenciais, formato que dificultaria a exposição das conversas.ReaçõesWagner foi alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. Na ocasião, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, saiu em defesa do senador:"O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade."A defesa de Augusto Lima classificou as diligências como desnecessárias, argumentando que o empresário estava à disposição das autoridades, e afirmou que "as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos".O inquérito do caso Master corre no STF, onde Fachin já determinou o fim do sigilo de todos os documentos. Novos trechos das interceptações devem vir a público conforme a ordem é cumprida. Wagner permanece na condição de investigado, e o caso segue sob análise do tribunal.

MRMarina Rocha
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Defesa de Flávio fez 4 pedidos para caso 'Dark Horse' ficar com Mendonça, não com Dino

A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao menos quatro vezes ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a investigação do caso Dark Horse, o filme sobre Jair Bolsonaro, ficasse concentrada nas mãos do ministro André Mendonça. O objetivo era retirar do ministro Flávio Dino os trechos do caso ligados ao uso de emendas parlamentares. As informações são da Folha de S.Paulo e do g1.As solicitações foram feitas entre 13 e 29 de julho, segundo a Folha. As duas primeiras foram endereçadas ao presidente da corte, Edson Fachin, e as demais ao próprio Dino, de acordo com o g1.Como o caso está divididoO inquérito sobre o filme corre em duas frentes. Mendonça, primeiro relator do tema no tribunal, apura os repasses de R$ 62,8 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido de Flávio, e o eventual uso de parte desse dinheiro para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, conforme o g1. Dino cuida da apuração sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme, a Go Up. Segundo a Folha, essa parte ficou com ele porque o tema das emendas está sob sua responsabilidade na corte.Em um dos pedidos, os advogados sustentaram que Mendonça já era relator de outras duas petições do caso e deveria assumir o restante. A defesa afirmou que, de seis ações anteriores da mesma leva da investigação, cinco haviam ficado com o ministro.Manipulação das regras, alegam advogadosPara a defesa, a divisão atual não foi obra do acaso. Os advogados afirmam que o protocolo das petições dentro da ADPF nº 854, a ação do STF sobre emendas parlamentares, serviu para criar uma prevenção artificial de Dino sobre os fatos."Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos", dizem os advogados.Em texto de 28 de julho, a defesa voltou ao argumento e pediu a redistribuição."Caso tivessem sido protocolados de maneira correta, isto é, de forma autônoma e sem qualquer tentativa de manipulação artificial de competência, os requerimentos que deram ensejo à Petição nº 16.070 teriam sido inequivocamente distribuídos por prevenção ao Exmo. Min. André Mendonça", diz o documento.A disputa tem peso político. Mendonça chegou ao STF por indicação de Jair Bolsonaro; Dino, por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra a Folha. Nem a Folha nem o g1 informam que algum dos pedidos tenha sido decidido, e a disputa pela competência segue pendente. Enquanto isso, o caso permanece dividido: na quinta-feira (10), Dino autorizou a operação da Polícia Federal que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão sobre o financiamento do filme, com alvos no deputado federal Mário Frias e em Karina Gama, dona da Go Up. Na sexta (11), Mendonça determinou a quebra de sigilo das investigações do caso, segundo o g1.

MRMarina Rocha
Elections

Lula diz em Curitiba que 'quem fez putaria vai ser desmascarado' no caso Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, atacou neste sábado (12) a atuação do relator dos processos do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça. Em comício na Boca Maldita, no centro de Curitiba, Lula afirmou que "quem fez putaria vai ser desmascarado".Sem citar o nome do ministro em discurso, o presidente relatou uma conversa com o presidente da corte, Edson Fachin."Eu estive com o Fachin e disse que não era possível um cidadão que é um juiz relator ficar soltando matéria pensada, somente sobre o que interessava a ele. Pedi para liberar todo processo. Para saber quem é que está por trás disso. E vamos deixar às claras para ver de verdade quem é ladrão e corrupto nesse país. E a família Bolsonaro não escapa", disse Lula, segundo o G1.Depois, o presidente falou do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, preso desde novembro de 2025 e investigado por suspeita de fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões, segundo a BBC News Brasil."O Vorcaro já está preso. Mas agora vai começar a aparecer as orgias que ele fazia. As mulheres da Suíça, da Suécia, para fazer sacanagem com muita gente da política. Isso vai começar a aparecer. Portanto, quem fez putaria, vai ser desmascarado", disse, segundo a Folha de S.Paulo.Lula também afirmou que a oposição transformou, em 2019, um agiota em banqueiro, em referência a Vorcaro, segundo o G1. E voltou a dizer que magistrados não podem usar o cargo para enriquecimento pessoal, também sem citar nomes. "Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade", afirmou. O presidente repetiu que o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de três inquéritos no STF, não será protegido. "Ele nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu", disse.No mesmo discurso, Lula atacou o ex-juiz Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná pelo PL, que o condenou na Operação Lava Jato em 2017. "Nosso adversário é muito frouxo, mentiroso. Sou vítima da mentira dele", afirmou. No palanque estavam os candidatos ao Senado pelo PT Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha e o candidato ao governo estadual Requião Filho, do PDT. Segundo a Folha, Lula já havia defendido na quarta (9), em publicação em rede social, a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master.A crise no STFA crise na corte começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com indícios de que Vorcaro trocou informações com o ministro Alexandre de Moraes. Dias depois, Moraes liberou relatórios da inteligência da PF que apontam suspeitas de direcionamento na atuação de Mendonça como relator. Na sexta (11), em ofício a Fachin, Moraes acusou o colega de "escolha seletiva" na divulgação dos autos: segundo o G1, afirmou que o relator disponibilizou apenas 15 procedimentos, de forma incompleta, e omitiu 180 peças. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes também pediram acesso à íntegra do conteúdo do celular de Vorcaro. Mendonça respondeu a Fachin que o aparelho está guardado nos depósitos da PF e que seu gabinete tem apenas uma cópia de segurança lacrada.O embate chega ao plenário na terça (15). Fachin negou neste sábado o pedido de julgamento conjunto dos casos de Moraes e Mendonça e manteve a sessão extraordinária dedicada à petição em que foram reveladas as mensagens entre Moraes e Vorcaro. A análise dos pedidos de investigação contra Mendonça ficou marcada para o dia 23 de setembro. Segundo a BBC News Brasil, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a nulidade do procedimento de Mendonça contra Moraes, e o tema também pode entrar na pauta de terça.

MRMarina Rocha
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Comissão de inteligência do Congresso fará sessão extraordinária em meio à crise no STF

O Congresso vai examinar os relatórios de inteligência que alimentam o conflito entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), vai convocar uma sessão extraordinária para debater os documentos, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, neste sábado (12).A reunião não deve ocorrer antes da sessão do STF marcada para terça-feira (15). Segundo o Metrópoles, Trad descartou a pressão para realizar o encontro na segunda (14) e avalia marcar uma nova data depois que os ministros se manifestarem, para evitar que o debate fique contaminado pelo calor da disputa na Corte. Dentro da comissão, a avaliação é de que o colegiado precisa exercer a fiscalização com independência e cautela, sem transformar o encontro em espaço de confronto político.Quem pressionou pela dataNos bastidores, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) haviam articulado a sessão para a segunda-feira (14) e chegaram a informar colegas e jornalistas de que o encontro ocorreria, ainda que nenhum dos dois tenha prerrogativa para definir a data. A oposição quer que a comissão apure em que circunstâncias os relatórios foram produzidos e cobre explicações sobre a atuação da cúpula da Polícia Federal, segundo o Metrópoles. Van Hattem também coleta assinaturas para instalar uma CPMI sobre o caso, batizada por parlamentares de "CPMI da Arapongagem", e Marinho articula o mesmo movimento no Senado, segundo a CNN Brasil. Mesmo que a comissão não seja instalada, parlamentares ouvidos pela emissora avaliam que o movimento servirá de combustível para o discurso eleitoral da oposição.Os relatórios no centro da criseOs documentos são atribuídos à inteligência da PF e teriam revelado o monitoramento de conversas do ministro André Mendonça e do advogado-geral da União, Jorge Messias, segundo a CNN Brasil. Um dos relatórios afirma não ter "valor probatório". Não está em papel timbrado da corporação e não conta com assinatura de delegado ou de profissional da PF.O documento serviu de base para o ministro Alexandre de Moraes pedir a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de improbidade administrativa e abuso de autoridade. Segundo Moraes, em medidas das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero", Mendonça teria usurpado funções de investigação da PF, agido com parcialidade e quebrado a cadeia de custódia de provas apreendidas. O pedido ocorreu dias depois de Mendonça solicitar a apuração de condutas do próprio Moraes. O relatório veio à tona após uma quebra de sigilo que revelou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, consultou Moraes sobre uma possível fuga.Quando for realizada, a reunião da CCAI terá caráter secreto, conforme determina o regimento do colegiado. O Congresso está em recesso branco por causa das eleições, mas senadores se mobilizam para estar em Brasília na próxima semana e garantir quórum para votar a matéria. O próximo passo é a sessão do STF de terça-feira (15). Novas decisões dos ministros, segundo o Metrópoles, podem ajudar a delimitar os fatos que a comissão vai examinar.

MRMarina Rocha
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Datafolha: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais

A maioria dos brasileiros considera que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais. 76% dos entrevistados pela Datafolha concordam com a afirmação, e 18% discordam. A pesquisa foi divulgada neste sábado (12), no meio da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O levantamento, encomendado pela Folha de S.Paulo e pela Globo, ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 125 cidades entre os dias 8 e 10 de setembro.No mesmo questionário, 71% disseram que o tribunal é essencial para proteger a democracia no Brasil, e 21% discordaram. Sobre a confiança, 77% concordaram que "as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado", contra 16% que discordaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, segundo o G1. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-01833/2026.A crise atrás dos númerosA coleta ocorreu sob o impacto do que a Folha chama de momento mais complexo do tribunal em 135 anos de República. Em 1º de setembro, Mendonça, relator do caso do banco Master, tornou público relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído pelos investigadores a Moraes. Segundo o jornal, o documento inclui um contrato de R$ 131 milhões de Vorcaro com o escritório da mulher de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a nulidade do relatório, e o plenário do STF decidirá os próximos passos.Em 3 de setembro, Moraes citou relatórios internos da PF para sustentar que há indícios de irregularidades na atuação de Mendonça, entre elas improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O G1 informou que esses documentos traziam ressalvas de que não havia valor probatório nas informações. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news. No dia 8, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. O ministro Flávio Dino ordenou a reintegração no dia seguinte, e Fachin suspendeu as duas decisões, mantendo Andrei no cargo. Em manifestação enviada a Fachin na sexta (11), Andrei negou que a PF tenha monitorado Mendonça e afirmou que os relatórios foram produzidos de forma regular pela área de inteligência.Segundo a Folha, os índices da nova rodada são semelhantes aos de abril, quando o Datafolha fez as mesmas perguntas, o que sugere que a crise ainda não mudou a opinião pública. O próximo passo está marcado para a terça-feira (15). Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para discutir o relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro a Moraes e o encaminhamento do caso, e determinou a abertura integral dos documentos do Master sob a relatoria de Mendonça antes da sessão.

MRMarina Rocha
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Datafolha: crise no STF não muda o voto de 85% dos eleitores

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) não mudou o voto da maioria dos eleitores. Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra que as revelações sobre o ministro Alexandre de Moraes não alteraram a preferência de 85% dos brasileiros. No caso das acusações contra o ministro André Mendonça, o índice é de 86%.O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre terça (8) e quinta (10) de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o g1, o levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela Globo e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-01833/2026. O trabalho de campo, pela Folha, capta apenas parcialmente as revelações mais recentes da crise.Poucas mudanças na corrida eleitoralNo cômputo geral, 7% dos eleitores disseram ter ficado em dúvida sobre em quem votar depois dos episódios. Outros 4% afirmaram ter mudado de candidato. A dúvida é maior entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 8%, contra 5% entre apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em cada um dos dois grupos, 2% trocaram de candidato. Segundo a Folha, os dois favoritos oscilaram para cima: Lula saiu de 38% para 39%, e Flávio, de 33% para 35%. O senador tem associado o rival a Moraes na campanha para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.O conhecimento da crise é alto. Segundo o Datafolha, 66% dos eleitores dizem conhecer o episódio envolvendo Moraes; entre eles, 26% se declaram bem informados. O índice sobe entre eleitores de Flávio Bolsonaro, com 75%, ante 61% entre quem declara voto em Lula no primeiro turno. Sobre as suspeitas que recaem sobre Mendonça, 45% dizem conhecer as acusações, segundo o portal Itatiaia.Sessão do STF na terça (15)A crise começou no dia 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre as relações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento cita o contrato de R$ 131 milhões do ex-banqueiro com o escritório de advocacia da esposa de Moraes e mensagens em que Vorcaro questionava a conveniência de deixar o país para não ser preso. Não há registro de resposta do ministro.O presidente do STF, ministro Edson Fachin, convocou para a terça-feira (15) uma sessão presencial do plenário para discutir o relatório da PF e o encaminhamento do caso. Segundo o g1, Fachin rejeitou o julgamento simultâneo dos dois ministros e marcou para 23 de setembro a sessão sobre a conduta de Mendonça como relator do caso Master.

MRMarina Rocha
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PT e PL levam campanha às ruas pelo país; chuva desorganiza agendas de Lula e Flávio

O PT e o PL realizam neste domingo (13) manifestações simultâneas em vários estados, a três semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Segundo o Correio Braziliense, os dois partidos convocaram atos pelo país no mesmo dia. Temporais no Sudeste desorganizaram as duas principais campanhas presidenciais: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiou um comício em Santa Catarina e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cancelou compromissos no interior de São Paulo, segundo o jornal O Tempo.O PT definiu a data como "dia de mobilizar e fortalecer a campanha de Lula em todo o país", em convocação publicada em seu site. O maior ato petista foi na Avenida Paulista, em São Paulo, com o candidato ao governo do estado, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo o G1, a manhã de chuva reduziu o público da manifestação. Lula e Flávio lideram as intenções de voto nas pesquisas do Datafolha divulgadas nesta semana em cinco estados.Haddad usou o ato para pedir a quebra de todos os sigilos das investigações do Banco Master, inclusive dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do escândalo."Se nós levantarmos agora o sigilo dos celulares do Vorcaro, eu acho que nós vamos ter a oportunidade de passar esse país a limpo ainda no primeiro turno", disse Haddad.Para o candidato, documentos já divulgados mostram uma "intersecção entre o bolsonarismo e o esquema do Vorcaro". Alckmin defendeu a mesma pauta: "O que a sociedade, a população espera é quebra de todos os sigilos. Grande parte agora foi quebrada. Apuração rigorosa e a busca da verdade." O vice-presidente ainda associou o banco ao governo anterior: "O banco foi criado no governo Bolsonaro, o Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e foi no nosso governo que o Banco Master foi fechado."Temporais e cancelamentosNo campo adversário, Flávio Bolsonaro cancelou, cerca de uma hora antes do primeiro compromisso, a agenda prevista para Presidente Prudente, no interior paulista. A assessoria citou "últimos acontecimentos" e "fortes chuvas que atingem a região" como motivos e negou relação com as investigações em andamento, segundo a CNN Brasil. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição em São Paulo, também cancelou a agenda e acompanha os temporais em um gabinete de crise. Na capital paulista, o número de mortos pelo desabamento de um prédio em construção na zona leste subiu para cinco neste domingo.A decisão do PL ocorre após uma semana de revelações sobre o caso Master. Segundo a CNN Brasil, a Polícia Federal identificou ao menos quatro encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro em 2025 e conversas diretas sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República apontou indícios de possíveis condutas ilícitas e pediu a apuração de eventual relação entre a atuação parlamentar do senador e interesses ligados ao banco. Flávio nega irregularidades e afirma que as revelações terão "impacto zero" em sua candidatura.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando o eleitor fará seis escolhas na urna, incluindo dois senadores. A campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que os compromissos cancelados em Presidente Prudente serão remarcados "em momento oportuno".

MRMarina Rocha
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Lula faz live de campanha no Alvorada; em 2022, TSE vetou o mesmo para Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez neste domingo (13) uma transmissão ao vivo do Palácio da Alvorada, sua residência oficial, para promover a própria candidatura à reeleição. Participaram da live o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares, segundo o G1.O veto de 2022O palco tem história eleitoral. Em setembro de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o então presidente Jair Bolsonaro (PL) de usar o mesmo palácio para lives de promoção de candidaturas. Segundo o G1, Bolsonaro disse em uma transmissão da biblioteca do Alvorada que faria "horário eleitoral gratuito" e pediu votos para aliados no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo, citando nome e número na urna. Três dias depois, o tribunal barrou as lives do palácio em apoio a candidaturas, e um ministro do TSE mandou retirar do ar o vídeo anterior.Em nota, a assessoria de campanha de Lula afirmou que a transmissão "utilizou estritamente os equipamentos da campanha" e que "o Palácio da Alvorada é a residência oficial do governo e espaço privado do Presidente Lula". A campanha também disse que segue todas as normativas do tribunal.O que Lula disseNa live, o petista atacou seu principal adversário na eleição presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro."Tem candidato que nasceu no meio da milícia, participa da milícia e está metido em todas as falcatruas desde a roubalheira da Previdência Social. Ah, filho do Lula está metido? É verdade, se meu filho está metido, vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com careca é o Flávio Bolsonaro, não é meu filho", disse.Segundo a Folha de S.Paulo, Lula pediu à militância que dissemine a "verdade" na reta final do primeiro turno para vencer os "negacionistas". "Precisamos transformar esses 20 dias de campanha na verdade absoluta para vencer a mentira absoluta", afirmou. O jornal registra ainda que o presidente falou pouco sobre a crise no STF e sobre o caso Master, e que destacou a inflação, com o menor registro às vésperas de uma eleição desde o início do Plano Real.Desde 14 de julho, com o período de defeso eleitoral, o governo diz seguir as restrições da legislação para agentes públicos. As transmissões de eventos com o presidente deixaram de ser veiculadas nos canais da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e passaram para as redes sociais de Lula, como ocorreu neste domingo. Segundo o G1, ele tem reunido a equipe de campanha no Alvorada em vez de ir ao QG no Lago Sul, reservado para gravações.A live encerrou o "Dia 13 com Lula", jornada de mobilização nacional do PT com adesivaços, panfletagens, caminhadas e atos. O primeiro turno da eleição presidencial acontece em outubro. Em 2022, a decisão do TSE saiu três dias depois da transmissão que a motivou; até a noite deste domingo, não havia registro de questionamento ao tribunal sobre a live de Lula.

MRMarina Rocha
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RealTime Big Data: Tarcísio tem 53% e Haddad, 36% no 1º turno em SP

Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta segunda-feira (14) dá ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 53% das intenções de voto no primeiro turno da eleição para o governo do estado. O petista Fernando Haddad (PT) aparece com 36%. A diferença é de 17 pontos, acima da margem de erro de dois pontos percentuais. Os números foram publicados pelo UOL e detalhados pelo site Metrópoles.O instituto ouviu 2.000 eleitores paulistas entre 9 e 12 de setembro. O nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-02794/2026. Segundo o Metrópoles, "caso o cenário se confirme, Tarcísio se reelegeria no primeiro turno". Brancos, nulos e indecisos somam 9% do total.Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Tarcísio tem 28% e Haddad, 15%. Outros nomes somam 2%. Em cenário de segundo turno entre os dois líderes, o governador chega a 57%, contra 38% do petista.Datafolha aponta na mesma direçãoNúmeros independentes reforçam a leitura da corrida paulista. A pesquisa Datafolha, contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e divulgada na sexta-feira (11), mostra Tarcísio com 49% e Haddad com 29%. Na rodada anterior, de 26 de agosto, o placar era 45% a 27%. A revista VEJA resumiu o quadro: "Tarcísio oscila para cima e tem chance de reeleição já no primeiro turno".O Datafolha ouviu 1.610 eleitores entre 8 e 11 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são BR-03904/2026 e SP-04189/2026. Em eventual segundo turno, o instituto dá 56% a Tarcísio e 35% a Haddad.A reeleição no primeiro turno exige mais da metade dos votos válidos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Tarcísio busca o segundo mandato consecutivo; Haddad tenta devolver ao PT o governo do maior colégio eleitoral do país.

MRMarina Rocha
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Mensagens do caso 'Dark Horse' tentam associar Flávio Bolsonaro ao PCC

O material da Polícia Civil de São Paulo tornado público após o fim do sigilo do caso "Dark Horse" inclui mensagens que tentam associar o senador Flávio Bolsonaro à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo a coluna Encaminhado com Frequência, da Folha de S.Paulo. A divulgação é resultado da decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que no domingo (13) retirou o sigilo do inquérito sobre o financiamento do filme e determinou o envio do conteúdo à Polícia Federal.Para a Folha, a decisão devolveu o caso ao centro da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O tema acompanha o candidato desde maio, quando se tornou público o áudio em que ele pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a cinebiografia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o jornal, episódios recentes mostram que o senador já vinha sendo investigado por suspeita de irregularidades na produção do filme, e novos elementos têm potencial de prejudicar a campanha.A decisão que citou o PCCDino mencionou a facção duas vezes na decisão de domingo, segundo o CartaCapital. Ao assumir o comando da investigação, o ministro escreveu que o suposto esquema de desvio de recursos públicos "alcançaria, inclusive, vínculos com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital), consoante linha investigativa mencionada nos autos". Ele também citou "atos interligados até com a facção criminosa PCC, o que pode significar uma dimensão interestadual, a recomendar atuação da Polícia Federal".O elo com a facção descrito nos autos passa por Alex Leandro Bispo dos Santos, apontado pela polícia como integrante relevante do PCC em São Paulo. Ele era sócio da Urban Connect Serviços e Tecnologia, empresa que recebeu mais de R$ 1,2 milhão do Instituto Conhecer Brasil, de Karina Ferreira da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse". "Se proprietários de bancos, políticos ou magistrados figuram como suspeitos em um conjunto de procedimentos, todas as investigações devem ter marcha congruente, com ampla publicidade", escreveu Dino, em trecho citado pelo Poder360.Operação e próximos passosNa quinta-feira (10), a PF deflagrou a Operação Make Up para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares ligadas ao filme. Os alvos incluíram o deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo da obra, e Karina. Frias classificou a apuração como "cortina de fumaça". A defesa de Karina afirmou à reportagem do G1 que a retirada do sigilo é "positiva" e que "a publicidade dos elementos da investigação permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua integralidade e examinados objetivamente".Dino determinou que todo o material bruto extraído dos celulares apreendidos pela Polícia Civil seja enviado à PF, que agora tem a custódia dos aparelhos. O inquérito sobre as emendas segue com relatoria de Dino no STF, em paralelo à investigação do Banco Master, conduzida pelo ministro André Mendonça. Não há prazo definido para a conclusão da análise do material.

MRMarina Rocha
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Crise no STF pode decidir a eleição presidencial, avalia Financial Times

O jornal britânico Financial Times avalia que a crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ter um impacto decisivo na eleição presidencial do próximo mês. Em reportagem publicada no domingo (13), o jornal descreve a crise como uma "disputa acirrada" entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que segundo o periódico está "lançando uma sombra" sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).O eleitorado chega às urnas com a corrida indefinida. O Agregador de Pesquisa da BBC News Brasil aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. Segundo o Financial Times, o senador reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, diante de um adversário que busca o quarto mandato não consecutivo.Por que a crise atinge LulaA crise nasceu do inquérito que corre no STF sobre o Banco Master. Lula não foi acusado no caso. O jornal sustenta, ainda assim, que o episódio expõe um ponto frágil do petista."Embora Lula não tenha sido acusado no caso Banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas", escreve o jornal.Analistas citados pelo Financial Times consideram a crise potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um deles afirma que existe uma percepção, em parte do eleitorado brasileiro, de que Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo. O jornal acrescenta que o episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após a derrota dele para Lula em 2022. Segundo o periódico, a crise também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão.A rota de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro foi citado no caso do Banco Master após revelações, em maio, de que pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse. O senador diz que o pedido não é ilegal. Ele renovou as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Um voto em Lula é um voto em Moraes", disse Flávio a apoiadores na semana passada, segundo o jornal.O Financial Times escreve que o episódio "levou o tribunal à beira de um colapso institucional" e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário. A eleição acontece no próximo mês. Até lá, Lula e Flávio seguem empatados na média das pesquisas, e a disputa entre Moraes e Mendonça permanece aberta no tribunal.

MRMarina Rocha
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PGR pede fim do sigilo sobre pagamentos de Vorcaro e do Banco Master

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se nesta segunda-feira (14) a favor do fim do sigilo da Pet 15.645, processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master, segundo apurou a CNN. A posição, assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, responde a uma consulta do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.A abertura dos autos foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes no domingo (13). Segundo o G1, ele quer que o material seja disponibilizado a todos os ministros antes do julgamento de terça-feira (15). Fachin encaminhou o pedido à PGR e pediu uma manifestação "com a brevidade". Na petição, citada pelo G1, Moraes escreveu:"Ocorre, entretanto, que não foi levantado o sigilo da PET 15645, distribuída por prevenção ao Ministro André Mendonça e que possui elementos essenciais para o julgamento da PET 16662, previsto para a próxima terça-feira, 15 de setembro. Solicito à Vossa Excelência que seja determinado o levantamento do sigilo da PET 15645 e a disponibilização dos autos a todos os integrantes do colegiado, antes do referido julgamento."Chateaubriand afirmou que a PGR não tinha conhecimento do processo e que ele não aparecia visível ao órgão no sistema do Supremo. Ainda assim, defendeu a derrubada do sigilo. Para o vice-procurador, citado pela Folha, trata-se de "documento tido como relevante para que ministro desse tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve". A Folha relata que os dados detalham pagamentos contidos em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Em março, a Polícia Federal já havia pedido ao relator do caso Master, ministro André Mendonça, acesso aos dados sigilosos, e o pedido ainda não foi analisado.A disputa por documentos antecede a sessão de terça. Na sexta-feira (11), Mendonça retirou o sigilo de dezenas de procedimentos depois de cobranças da PGR e de ministros da Corte. Moraes classificou a divulgação como "seletiva" e afirmou que arquivos digitais seguiam fora do conjunto liberado. A CNN informa que o embate também alcança os dados do celular de Vorcaro, cujo acesso integral foi pedido por Moraes e pelos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.O julgamento de terçaO plenário do STF examina o relatório produzido pela PF a pedido de Mendonça, que aponta uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro. O material registra 52 mensagens trocadas entre 21 de dezembro de 2023 e 17 de novembro de 2025, dia da primeira prisão do banqueiro. Segundo o G1, o documento afirma que o ministro atuou diretamente na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Master e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. A PGR já pediu o arquivamento do relatório, sob o argumento de que sua produção foi irregular, sem comunicação prévia à Presidência do tribunal.A decisão sobre a Pet 15.645 cabe agora a Fachin. O julgamento está marcado para terça-feira (15), quando os ministros definem o destino do relatório sobre as mensagens entre Moraes e Vorcaro.

MRMarina Rocha
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Rede de influenciadores ataca o voto feminino no Brasil, aponta BBC

Uma rede de influenciadores ataca o voto feminino e o direito das mulheres de irem às urnas no Brasil. É o que mostra uma investigação de três meses da BBC News Brasil, de autoria do repórter Shin Suzuki, publicada nesta segunda-feira (14) e reproduzida pela Folha de S.Paulo. Os ataques ganharam holofotes em junho, quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou "a qualidade" do voto das mulheres.A declaração não é um caso isolado, segundo a reportagem. Nas redes sociais circulam programas inteiros e "cortes" de podcasts que somam milhares de curtidas e comentários ao exibir frases como "o voto feminino é o erro da democracia ocidental". Outros trechos responsabilizam o sufrágio feminino por problemas da sociedade e pelas dificuldades da vida do homem moderno. O mapeamento da BBC identificou um ecossistema que também abriga mulheres: Fernanda Guardian afirma que abriria mão do próprio direito de votar, e a influencer Pietra Bertolazzi já atacou o voto feminino. O discurso, antes restrito a nichos da internet, passou a ecoar no debate político do Brasil e em círculos conservadores dos Estados Unidos, em ano de eleições gerais.Da "machosfera" aos podcastsMuitos desses influenciadores fazem parte da chamada machosfera e da cultura redpill, comunidades que enaltecem um homem forte e dominante, sempre atento às intenções de uma mulher, descreve a reportagem. Um dos nomes centrais é Renato Amoedo, mais conhecido como Renato 38ão, em referência ao calibre de revólver. Ele tinha mais de 900 mil seguidores no Instagram em agosto. O perfil não está mais disponível, e ele diz que a conta foi derrubada.Em um post deste ano, Amoedo criticou com termos chulos o voto de mulheres não casadas. Foram mais de 20 mil curtidas e quase 500 comentários, a maioria de apoio, segundo a BBC. Ele defende que estudo e trabalho não deveriam ser o foco da vida de uma mulher e disse, em um podcast, que a instituição do voto feminino, que entrou por decreto no Brasil em 1932, foi a origem do Estado de bem-estar social moderno. "A mulher colocar o trabalho e o estudo como a prioridade da vida dela é autodestruição espiritual, física e financeira", afirmou. "Elas são baratas porque são pobres." Em 2022, questionado sobre a legalidade de uma hipotética união entre um homem de 50 anos e uma criança de oito, respondeu: "Se os pais concordarem e todo mundo concordar...". A BBC procurou Amoedo várias vezes; ele não quis dar entrevista, e um assessor disse que ele estava em viagem por Mônaco e Portugal. Ele é presença constante no Redcast, podcast nascido para o público da machosfera, com pouco mais de um milhão de inscritos no YouTube."A Constituição tinha que ser rasgada"A BBC mostrou alguns dos vídeos à ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje a única mulher na corte. "Isso aqui é democracia, as pessoas poderem falar até isso", reagiu."Se não tivessem voto, não teriam a liberdade para expressar o que a gente quer, inclusive para ser contra. É isso que a democracia garante, algo que uma ditadura não garante."Para Cármen Lúcia, a simples proposição de mudar o direito ao voto no Brasil, hoje universal, é inconstitucional. Para extinguir o voto feminino, afirmou, "a Constituição tinha que ser rasgada". O resultado da investigação está na reportagem e no documentário O Ataque ao Voto Feminino, disponível no YouTube da BBC News Brasil. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre em outubro.

MRMarina Rocha
Elections

Lula abre 5 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 1º turno, aponta BTG/Nexus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 42% das intenções de voto para a Presidência no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 37%. Os números são da 14ª rodada da pesquisa do banco BTG Pactual com o instituto Nexus, divulgada nesta segunda-feira (14). A vantagem de cinco pontos supera a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.Primeiro turnoSegundo a Folha de S.Paulo, Lula subiu três pontos em relação à rodada anterior, quando aparecia com 39%. Flávio Bolsonaro subiu dois, de 35% para 37%. O escritor Augusto Cury (Avante) caiu de 9% para 6%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) subiu um ponto, para 5%. Renan Santos (Missão) tem 2%, e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) marcam 1% cada. Votos brancos e nulos somam 4%, e 2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.Os percentuais vêm do cenário que exclui Pablo Marçal (PRTB). O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou por unanimidade a candidatura do influenciador na sexta-feira (11), conforme a Folha. No levantamento espontâneo, em que o entrevistado responde sem ver a lista de nomes, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 34%, informa o portal R7.Segundo turnoNa simulação de segundo turno entre os dois líderes, Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 46%, empate técnico. Na rodada anterior, o senador aparecia um ponto à frente, com 46% a 45%.O instituto Nexus testou também outros adversários para o presidente. Contra Caiado, Lula tem 47% a 41%. Contra Zema, 49% a 39%. Contra Renan Santos, 49% a 38%. Contra Cury, a diferença cai para três pontos, com 45% a 42%, segundo o R7.A pesquisa ouviu 2.003 eleitores, por telefone, entre sexta-feira (11) e domingo (13). O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no TSE sob o código BR-04076/2026.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, a três semanas desta rodada. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, os dois primeiros colocados seguem para o segundo turno.

MRMarina Rocha
Corruption

PF cumpre quatro mandados na 3ª fase da Operação Transparência sobre emendas

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, segundo o G1.De acordo com a corporação, a ação investiga possíveis práticas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A operação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação das emendas.Em comunicado, a PF afirmou que as investigações apontam que "integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais". A força acrescentou que "não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados". A PF não informou prisões nesta fase e não divulgou os nomes dos alvos.Um dos principais alvos, porém, foi identificado pela imprensa: o deputado federal Cezinha Madureira, segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo. A coluna descreve o parlamentar como amigo e aliado do ministro do STF André Mendonça. A reportagem do G1, ainda em atualização na manhã desta segunda, não citava nomes.As emendas parlamentares são repasses do Orçamento da União indicados por parlamentares para obras, hospitais e projetos sociais em seus estados e municípios. É essa destinação de recursos que o inquérito examina desde dezembro de 2025.Os próximos passos são a análise do material apreendido nas buscas e, ao final do inquérito, o envio de relatório ao STF, onde Dino expediu os mandados. Se restarem indícios contra parlamentares, a Procuradoria-Geral da República poderá oferecer denúncia ao próprio tribunal, que julga congressistas em exercício por determinação constitucional.

MRMarina Rocha
Corruption

Zema convoca ato em Brasília e presidenciáveis cobram transparência no caso Master

Candidatos à Presidência que se apresentam como alternativas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiram nas redes sociais, entre quinta (10) e domingo (13), à divulgação de documentos das investigações sobre o Banco Master e à crise no STF (Supremo Tribunal Federal). A resposta mais articulada veio de Romeu Zema (Novo), que convocou uma manifestação em Brasília para a terça-feira (15), data em que o plenário da Corte decide se autoriza uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.A sessão deve analisar o relatório da PF (Polícia Federal) com informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, entre elas registros relacionados a Moraes, segundo a Folha de S.Paulo. O ato convocado por Zema está marcado para as 9h, na alameda dos Estados, uma hora antes do início previsto dos trabalhos.Zema convoca as ruasO Poder360 noticiou a convocação na noite de quarta-feira (9), horas depois de o presidente do STF, Edson Fachin, tirar Moraes do comando do inquérito das fake news e pautar para o dia 15 o julgamento do pedido de autorização para investigá-lo. Na quinta (10), Zema e o candidato a vice na chapa, senador Eduardo Girão (Novo-CE), reforçaram o chamado, depois que Moraes cancelou um pronunciamento que faria naquela manhã, relata a Folha. Zema afirmou que o ministro estaria "fugindo da raia" e acrescentou: "Quem não deve não teme".Nas publicações de convocação, o ex-governador pediu presença para "pressionar esse dia que pode marcar a vitória dos brasileiros contra os intocáveis". "Não é mais esquerda contra direita. São os brasileiros contra um intocável", declarou. Zema classificou 15 de setembro como "o início do fim dos intocáveis" e publica nas redes a série "Os Intocáveis", produzida com inteligência artificial, com críticas a integrantes do STF, políticos e empresários citados nas investigações ligadas ao Master.Em gravação, Girão defendeu a saída de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Lula, segundo a Folha. Neste domingo (13), Zema atacou Alcolumbre, a quem chamou de "paquita do Xandão" e "intocável do Amapá". Disse que pediu o afastamento do senador neste ano, ao lado de Girão.Em transmissão ao vivo também no domingo, Zema chamou a sessão de terça de "um dos dias mais importantes da história do Brasil". Segundo ele, o julgamento definirá se o país continua como uma "república dos intocáveis", e a pressão das ruas, da sociedade civil e da imprensa pode influenciar o desfecho da crise. Renan Santos (Missão) reagiu à liberação dos documentos na sexta (11). "Essa quebra de sigilo do inquérito do Banco Master vai deixar muito candidato a presidente sem conseguir dormir hoje. Eu vou dormir tranquilo", escreveu.O que vem a seguirO plenário do STF reúne-se na terça (15), às 10h, para decidir se autoriza a PF a investigar Moraes com base no relatório sobre o celular de Vorcaro. A manifestação convocada por Zema está marcada para uma hora antes, na alameda dos Estados, em Brasília.

MRMarina Rocha
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Vorcaro diz não lembrar destinatário de mensagem que a PF atribui a Moraes

Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que não se lembra para quem enviou a mensagem em que, segundo os investigadores, pedia ajuda ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para conter ações da PF e do Ministério Público Federal contra o Banco Master. O ex-banqueiro prestou o depoimento em 28 de agosto. Os trechos foram relatados pelo G1 neste domingo (13).Vorcaro foi ouvido sobre suspeitas de pagamento de propina a diretores do Banco Central e sobre um suposto vazamento de investigações que o atingiam. O delegado Albert Paulo Sérvio de Moura apresentou prints encontrados por peritos no celular do ex-banqueiro. Segundo o relatório da PF, as mensagens foram enviadas a Moraes.Em uma delas, de 30 de outubro de 2025, Vorcaro escreve que alteraria uma passagem aérea para encontrar Moraes e trata das apurações do Banco Central contra o Master. Ele diz que recebia informações informais e confidenciais de dentro da autarquia e cita "G", referência ao presidente do BC, Gabriel Galípolo, e a outros diretores pressionados por órgãos de controle.O delegado também perguntou sobre uma nota no aparelho que menciona uma viagem a Abu Dhabi, o fundo garantidor de crédito e os nomes "Andrei" e "Paulo". Para a PF, seriam o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Vorcaro respondeu: "eu estava falando com muitas pessoas sobre essa transação do banco, pessoas próximas a mim". Disse ainda que o "G" "provavelmente é Galípolo, o presidente".Quando o delegado insistiu e perguntou se ele recordava "para onde foram essas mensagens, o destino delas", o ex-banqueiro afirmou que não se recordava do destino do material."Eu teria que me recordar pra quem foi as mensagens. [...] não quero fazer inferência aqui sem ter certeza, posso responder depois oportunamente pra não cometer erro aqui."Delação futura e sessão de terçaO advogado de Vorcaro afirmou que o cliente está disposto a colaborar, mas em uma futura delação premiada, porque há outras pessoas que podem estar envolvidas. "Alguns fatos relacionados a algumas pessoas ele efetivamente pode falar desde que seja no ambiente futuro duma nova [delação]", disse, segundo o G1.No início do mês, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que apontou 52 mensagens entre Vorcaro e Moraes. Segundo a BBC News Brasil, a decisão foi tomada em 1º de setembro e, na quarta-feira (9), o presidente do STF, Edson Fachin, tirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e convocou sessão plenária para tratar da crise. Vorcaro foi preso em novembro de 2025 e é investigado por fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões, segundo a BBC News Brasil.Mendonça pediu que o plenário decida se abre ou não uma investigação contra Moraes, o que pode acontecer na sessão desta terça-feira (15). Em reação, Moraes enviou à Presidência da corte um relatório de inteligência da PF, sem valor probatório, que questiona a atuação de Mendonça na condução dos inquéritos do Master e do INSS. Esse material será analisado em 23 de setembro.

MRMarina Rocha
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Ex-ministros e juristas assinam carta de apoio a Fachin e cobram transparência no STF

Um grupo de ex-ministros dos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff, ao lado de juristas, economistas e empresários, enviou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, neste domingo (13), uma carta de apoio. O manifesto tem 198 assinaturas, segundo o G1; o Poder360 contabiliza 199. O texto defende as medidas adotadas por Fachin na crise que atravessa a Corte e cobra que a sessão plenária de terça-feira (15) ocorra de forma pública.Os signatários classificam o momento como "a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana". A carta pede "ampla transparência às investigações e à sessão plenária" de terça, que deve ser aberta ao público "nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal"."A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia", diz o documento.Segundo o Poder360, entre os signatários estão o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o ex-chefe da Casa Civil Pedro Parente, ambos do governo FHC, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, do governo Dilma, e o ex-ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, do governo Lula. Assinam também os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pérsio Arida, os economistas Edmar Bacha e André Lara Resende, o ex-presidente do Itaú Unibanco Candido Bracher e o ex-presidente da Suzano Walter Schalka.A carta cobra reformas institucionais urgentes, capazes de "fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência". No trecho mais duro, o grupo escreve: "O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica".O contexto da criseA crise se intensificou no início de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido nas investigações sobre o Banco Master. O documento revelou mensagens e contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Moraes pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade. A tensão levou ao afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, e à sua reintegração por decisão de Flávio Dino, suspensas em seguida por Fachin até o exame do plenário.Fachin passou a centralizar na Presidência do tribunal os atos ligados à crise, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e determinou que procedimentos contra ministros da Corte sejam submetidos previamente à Presidência. Ele marcou para terça-feira (15) a sessão plenária que analisará o relatório da PF sobre a relação entre Moraes e Vorcaro e o pedido da Procuradoria-Geral da República para anulá-lo. Segundo o Poder360, a sessão será transmitida ao vivo. É essa abertura que os signatários da carta querem garantir.

MRMarina Rocha
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Moraes pede levantamento de sigilo de inquérito do Master; Fachin aciona a PGR

O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o levantamento do sigilo de um dos inquéritos do caso Master. O pedido foi feito neste domingo (13), às vésperas da sessão de terça-feira (15), em que o plenário examinará o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin encaminhou o pedido à PGR (Procuradoria-Geral da República).Em petição à presidência da corte, Moraes afirma que o ministro André Mendonça, relator do caso Master, deixou sob sigilo parte da investigação com "elementos essenciais" para o julgamento. Ele pede que a PET 15645 seja aberta a todos os ministros antes da sessão, e escreveu:"Ocorre, entretanto, que não foi levantado o sigilo da PET 15645, distribuída por prevenção ao Ministro André Mendonça e que possui elementos essenciais para o julgamento da PET 16662, previsto para a próxima terça-feira, 15 de setembro. Solicito à Vossa Excelência que seja determinado o levantamento do sigilo da PET 15645 e a disponibilização dos autos a todos os integrantes do colegiado, antes do referido julgamento"O que está sob sigiloSegundo a Folha de S.Paulo, a parte secreta trata da rede de pagamentos do Banco Master. Os dados estão detalhados em um RIF (Relatório de Inteligência Financeira) produzido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O inquérito abrange quebras de sigilo bancário e fiscal e medidas cautelares em andamento. A reportagem da Folha também apurou que a Polícia Federal pediu em março a Mendonça o acesso dos investigadores aos dados sigilosos desse relatório, pedido ainda não analisado pelo relator.A resposta de FachinFachin respondeu no início da noite de domingo. Em ofício, pediu que a PGR se manifeste "com a brevidade" sobre o pedido, segundo o g1. De acordo com o InfoMoney, o presidente do STF deixou a decisão para depois da manifestação: caberá à Procuradoria opinar se o conteúdo da petição está dentro do escopo do que os ministros devem analisar na sessão de terça.O relatório que o plenário examinará foi produzido por determinação de Mendonça e provocou uma crise sem precedentes no tribunal, segundo o g1. Fachin convocou a sessão na semana passada e, no sábado (12), assumiu a relatoria da discussão sobre a situação de Moraes. A PGR já se manifestou a favor do arquivamento do relatório, sob o argumento de que ele foi produzido de forma irregular, sem comunicação prévia à presidência e sem submissão ao plenário.Ao longo das investigações, a PF localizou 52 mensagens entre Moraes e Vorcaro, de 21 de dezembro de 2023 a 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão do banqueiro. O relatório afirma que o ministro atuou diretamente na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa de Moraes.Mendonça é contra a abertura ampla dos dados antes da sessão. Na avaliação dele, a medida poderia "tumultuar" o julgamento e afetar investigações em andamento, e os elementos relevantes para a análise de terça já estavam disponíveis aos ministros. Moraes e os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defendem a publicidade total do caso, segundo a Folha. Na terça-feira, o plenário decide se há elementos para abrir uma investigação contra Moraes. A manifestação da PGR sobre a PET 15645 deve definir se o material entra no conjunto de documentos do julgamento ou permanece fora dele.

MRMarina Rocha
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Zanin determina que PF entregue cópia integral do celular de Vorcaro até as 23h

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregue até as 23h deste domingo (13) uma cópia integral dos dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Zanin comunicou a decisão ao presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin.O aparelho é um iPhone 17 Pro apreendido em 18 de novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez. Os dados extraídos integram o material das investigações sobre o banco e incluem registros ligados ao ministro Alexandre de Moraes. A ordem chega dois dias antes da sessão do plenário marcada para terça-feira (15), quando os ministros devem analisar o relatório da PF sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes.Mendonça é contra, e a PF rebateMais cedo neste domingo, o relator da operação, ministro André Mendonça, enviou ofício contra a abertura e o compartilhamento integral do conteúdo. Na avaliação dele, a medida "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e colocaria "em risco todo o seguimento e êxito das investigações". Mendonça afirmou que os ministros já contam com o material necessário para a sessão. Ele citou manifestação de Fachin segundo a qual "a gravidade dos fatos não autoriza atalhos" e acrescentou: "Também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça."A Polícia Federal contrariou o alerta do relator. Em comunicação a Fachin, a corporação afirmou ter "plenas condições técnicas" de fornecer cópias dos dados a todos os gabinetes, com preservação da cadeia de custódia, identificação individualizada de cada cópia e certificação da integridade do material. Segundo o G1, o próprio Zanin citou essa informação no despacho.Os argumentos de ZaninNo despacho à PF, Zanin rebateu Mendonça. Escreveu que não existe "hierarquia entre os ministros do STF" e que as provas pertencem ao plenário da Corte e a todos os seus integrantes. Zanin disse precisar do material na íntegra para formar convicção e julgar o caso na terça-feira, e observou que o conteúdo já foi disponibilizado aos advogados de Vorcaro."Não se pode opor aos julgadores qualquer restrição ao acesso a informações, até porque todos eles estão submetidos ao dever de sigilo e de bem desempenhar suas funções, com imparcialidade e independência", escreveu Zanin.A cobrança por acesso irrestrito não é só de Zanin. Segundo a InfoMoney, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também manifestaram interesse no espelhamento completo do aparelho, e a Procuradoria-Geral da República pediu o conteúdo integral para avaliar o contexto das mensagens. Parte das respostas atribuídas a Moraes foi enviada por mecanismos de visualização única ou apagada, o que impediu a recuperação total das conversas.O despacho fixa a entrega às 23h "sem prejuízo de outros gabinetes que possam encaminhar idêntica requisição". O plenário se reúne na terça-feira (15), quando pode definir se há elementos para instaurar investigação formal contra Moraes.

MRMarina Rocha
justice

Mendonça diz que abrir celular de Vorcaro pode 'tumultuar' e pôr investigações em risco

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em ofício divulgado neste domingo (13), que repassar aos demais ministros a íntegra do conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações". A manifestação chega dois dias antes da sessão de terça-feira (15), em que o plenário do tribunal analisa o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes."A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural"Escreveu o ministro no documento, transcrito pelo G1. O texto responde às cobranças de colegas que exigem acesso ao material antes da sessão. Segundo a InfoMoney, Mendonça avalia que a divulgação ampla agora poderia comprometer apurações em andamento sobre fraudes atribuídas ao Banco Master e deslocar o debate do ponto que considera central, a validade e o conteúdo do relatório da PF sobre Moraes.Cobranças dos ministrosNos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Moraes acionaram a presidência do STF para exigir acesso integral ao espelhamento do iPhone apreendido em 2025 pela Polícia Federal nas apurações ligadas ao Banco Master, segundo a Folha de S.Paulo. Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir. Para Moraes, "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".Mendonça rebateu. "Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão", escreveu. Ao citar o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, concluiu que "a gravidade dos fatos não autoriza atalhos", mas também não tolera "subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".Resposta da PF e pedido a delegadosO impasse acelerou no fim de semana. No sábado (12), Fachin deu 24 horas para a Polícia Federal explicar a situação do aparelho e a integridade da cadeia de custódia. Na manhã deste domingo, a corporação respondeu que o iPhone e a extração original permanecem guardados com segurança e que tem "plenas condições técnicas" de remeter cópias idênticas a todos os gabinetes que requisitarem. Segundo a PF, o arquivo entregue ao gabinete de Mendonça em março era uma cópia, enviada a pedido formal do relator. O ministro já havia sustentado que mantinha os arquivos lacrados e criptografados como contraprova de segurança, sem tê-los manuseado.No mesmo despacho, segundo o G1, Mendonça pediu a Fachin que determine a quatro delegados da PF a prestação de informações, em 24 horas, sobre o envio de relatórios e mídias ao seu gabinete em março. O ministro quer que os policiais esclareçam as circunstâncias da entrega e informem se sofreram "constrangimentos" ao longo das investigações.Na sessão de terça, o plenário decide se há elementos para abrir uma apuração contra Moraes. Segundo o G1, a ala do ministro articula levantar preliminares e nulidades processuais, com base em supostas irregularidades na confecção e no direcionamento do relatório e na falta de acesso prévio à íntegra do celular. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já opinou pelo arquivamento do relatório por vícios de tramitação.

MRMarina Rocha
Politics

PF diz a Fachin que pode enviar cópia dos dados do celular de Vorcaro ao STF

A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, na manhã deste domingo (13), que dispõe de plenas condições técnicas de produzir e enviar cópia idêntica dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro a todos os gabinetes de ministros que pediram o material. A resposta atende ao prazo de 24 horas fixado pelo presidente da Corte no sábado (12).Em nota, a PF afirmou que o aparelho e a extração original permanecem guardados em suas dependências e nunca saíram da instituição. A corporação acrescentou que o arquivo enviado em março deste ano ao gabinete do ministro André Mendonça, relator das investigações ligadas ao caso, tratava-se de uma cópia dos dados, e não do material original, e que o envio atendeu a uma solicitação formal do próprio gabinete.A PF disse ainda ter compromisso com a preservação da cadeia de custódia das provas e se colocou à disposição da Corte para prestar informações complementares ou realizar perícias de checagem de integridade. Segundo o InfoMoney, o compartilhamento pode ser feito imediatamente, caso Fachin autorize, com identificação individual dos lacres e certificação da integridade do material. A decisão agora depende do presidente do tribunal.O impasse entre os ministrosA manifestação chega em meio a uma disputa interna no STF pelo acesso irrestrito ao espelhamento do aparelho, um iPhone 17 Pro apreendido na Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias no Banco Master. Vorcaro, ex-controlador do banco, foi preso em novembro de 2025 e é investigado por fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões, segundo a BBC News Brasil.Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes acionaram Fachin para cobrar acesso à integralidade dos dados. "A mídia solicitada encontra-se no gabinete de Sua Excelência e deve ser compartilhada com os demais julgadores para que todos tenham a mesma oportunidade de análise dos elementos relacionados ao aludido processo", escreveu Zanin em ofício. Moraes afirmou que "não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento". Gilmar, decano da Corte, pediu que a presidência requisite as mídias diretamente à PF, com urgência, caso o relator não as libere.Mendonça justificou que o material em seu poder é uma cópia de segurança criptografada e lacrada, mantida como contraprova, e que não a manuseou. Ele informou a Fachin que o aparelho está guardado nos depósitos da PF.Na terça-feira (15), o plenário do STF tem pautado o julgamento sobre o relatório da PF que apontou mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República também pediu acesso à íntegra do conteúdo, com o argumento de evitar a divulgação seletiva de mensagens. Se os dados chegam aos gabinetes antes da sessão depende de Fachin.

MRMarina Rocha
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Mendonça nega mansão de R$ 30 milhões de Vorcaro à PF e manda leiloar imóvel

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Polícia Federal para usar uma mansão avaliada em R$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro como base de trabalho em Belo Horizonte e determinou que o imóvel fosse leiloado. Segundo o G1 e a Folha de S.Paulo, o caso ficou público na sexta-feira (11), com a quebra do sigilo de documentos das investigações do caso Master. O pedido da PF foi feito em 18 de março.O pedido da PFA corporação queria o imóvel para abrigar seu recém-criado Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro em Minas Gerais, que ainda não tinha espaço físico próprio. "Haveria forte interesse público na medida considerando os indícios de lavagem de dinheiro cometido pelo investigado proprietário de fato do imóvel", afirmou a PF ao ministro. A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável ao uso da casa pelos agentes.A mansão fica no bairro Belvedere, um dos mais valorizados da capital mineira, segundo a Folha. O imóvel tem piscina, spa, academia, quadras esportivas, elevador e sala de cinema, e ninguém morava no local quando a PF cumpriu ordem de busca e apreensão. O jornal também relata que a casa foi negociada por R$ 30 milhões em contrato particular, embora o valor venal registrado na Prefeitura de Belo Horizonte fosse de R$ 12,5 milhões.A decisão e a contestação"Muito embora ninguém resida atualmente no imóvel, o relatório de diligência revela que se trata de casa luxuosa, com móveis de alto padrão, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academia, spa e quadras de jogos. As fotografias juntadas aos autos corroboram a natureza eminentemente residencial e recreativa do bem, demonstrando ambientes amplos e sofisticados, voltados ao lazer, ao descanso e ao uso privado, e não ao funcionamento ordinário de unidade policial ou estrutura administrativa de investigação", decidiu Mendonça.O ministro acrescentou que a adaptação da casa para uso institucional exigiria "intervenções relevantes" e poderia gerar despesas elevadas. Ele optou pela venda antecipada do bem: "O uso administrativo de imóvel de alto padrão, com áreas de lazer, bares, spa e quadra de jogos, mostra-se menos adequado à finalidade pública pretendida do que a sua conversão em valor, mediante alienação antecipada".A defesa de Vorcaro classificou o pedido da PF como "absurdo" e contesta o leilão. Para os advogados do fundador do Banco Master, a investigação ainda está em curso e não há ação penal instaurada. "Considerando o que se tem de concreto e divulgado pelas investigações, não há efetivamente nenhuma dívida apurada fora da Liquidação, isto é, não há nenhuma questão financeira definitivamente estabelecida e levantada", afirmou a defesa.Na última movimentação do processo, em 26 de agosto, a PGR manifestou-se contra o pedido da defesa para suspender o leilão. Mendonça não proferiu nova decisão sobre o imóvel desde então. Os inquéritos do caso Master foram remetidos à Presidência do STF, do ministro Edson Fachin, conforme noticiou o G1.

MRMarina Rocha
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Lula ataca Mendonça em comício em Curitiba e fala em 'orgias do Vorcaro'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou diretamente o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em comício de campanha em Curitiba neste sábado (12). Segundo o jornal O Globo, Lula acusou o ministro de vazar detalhes de investigações que lhe interessavam. O presidente disse que levou a reclamação ao presidente da Corte, Edson Fachin.Lula relatou o pedido que fez a Fachin. "Não era possível o cidadão que é o juiz relator ficar soltando matérias pinçadas, somente daquilo que interessava a ele", afirmou. O presidente disse ainda que pediu a liberação integral dos processos. "Vamos deixar tudo às claras, para ver quem é de verdade ladrão e corrupto neste país. A família Bolsonaro não escapa."Em seguida, Lula voltou o ataque ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e preso nas investigações sobre o banco.O Vorcaro já está preso. Mas agora vão começar a aparecer as orgias que ele fazia. As mulheres da Suíça, da Suécia para fazer sacanagem com muita gente da política. Quem faz putaria vai ser desmascarado.A fala sobre "orgias" tem origem em reportagem da revista Piauí publicada na sexta-feira (11), citada por O Globo. Em conversa de outubro de 2023 com o ex-ministro Fábio Faria, Vorcaro foi informado de que os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco e o ministro Dias Toffoli, do STF, compareceriam a uma festa que ele daria em São Paulo. "Davi tá louco perguntando se as suíças vão vir", escreveu Faria, segundo a revista. Em Curitiba, Lula definiu Vorcaro como "agiota". "Em 2019, eles pegaram uma agiota e transformaram num banqueiro. O tal do Banco Master, que tem esse Vorcaro, que corrompeu muita gente da República. Eles tiraram o banqueiro e nós prendemos esse banqueiro. Eles abriram o banco e nós fechamos esse banco", disse, segundo o Poder360.Crise no STFO comício acontece no meio do conflito entre os ministros. Na sexta-feira (11), Fachin assumiu a relatoria da discussão sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, tirou o caso de Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master e o INSS, e remeteu os processos à Presidência da Corte, onde ficam paralisados até nova decisão, segundo o G1. O relatório da Polícia Federal pedido por Mendonça apontou a suposta relação. Outros ministros o criticaram por pedir apuração sobre um colega sem autorização do plenário, e a Procuradoria-Geral da República pediu a anulação do documento. No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de novos processos ligados ao Master, entre eles o inquérito sobre o financiamento do filme "Dark Horse", que mira Flávio Bolsonaro, segundo o Poder360.Fachin também deu 24 horas para a PF explicar as condições do celular de Vorcaro. Os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes cobram acesso à íntegra do aparelho antes do julgamento de terça-feira (15). "Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", afirmou Moraes, segundo o G1.Lula disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse ao público que restam 22 dias para a eleição, com primeiro turno marcado para 4 de outubro. Ele também falou do filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado pela PF pela relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". "Quando começaram a falar do meu filho, eu disse que meu filho não será protegido. E eu acredito na inocência dele, mas se ele cometeu um erro, ele terá que pagar pelo erro", disse. "Isso vale para mim, isso vale para o meu filho, isso vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico."Lula defendeu que os ministros tenham comportamento exemplar. "As pessoas têm que ter um padrão de comportamento, acima da média da sociedade", afirmou, segundo O Globo. A campanha segue pelo Sul: na sexta-feira (11), o presidente falou em comício em Porto Alegre.O calendário do tribunal define os próximos passos. Na terça (15), o plenário discute a validade do relatório da PF e decide se abre investigação contra Moraes ou arquiva o caso. Segundo O Globo, Fachin marcou para o dia 23 a sessão que analisará os relatórios da PF sobre Mendonça e negou a sessão conjunta pedida por Moraes.

MRMarina Rocha
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Fachin assumiu relatoria do caso Moraes em acordo com Mendonça, aponta Estadão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acertou com o ministro André Mendonça a assunção da relatoria do caso envolvendo Alexandre de Moraes antes de a decisão ser anunciada. A informação é da Coluna do Estadão, publicada neste domingo (13). Segundo o jornal, Mendonça primeiro cedeu o processo atendendo a um pedido do presidente da Corte.O anúncio formal ocorreu na noite de sábado (12), em despacho. Mais cedo no mesmo dia, Mendonça havia devolvido à Presidência o processo sobre as conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso. Fachin escreveu:"Considerando a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil, determino, com fundamento no art. 13, XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, à Secretaria Judiciária, que substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal."No mesmo despacho, Fachin determinou a remessa à Presidência das PETs 15.041 e 15.556, que reúnem as investigações sobre o banco Master e as fraudes no INSS. Ele não assumiu a relatoria desses dois casos, que ficam paralisados até nova decisão do presidente, segundo o g1.O bastidorA definição de Fachin como relator do caso Moraes foi construída em acordo com Mendonça antes do anúncio, apurou o Estadão. O ministro cedeu o processo a pedido do presidente do STF. Parte da decisão, no entanto, provocou reações de surpresa na Corte, segundo o jornal.Em 9 de setembro, Fachin já havia determinado a suspensão das investigações de integrantes do STF e exigido a remessa preliminar dos procedimentos à Presidência. A determinação foi cumprida por Mendonça no sábado, informa o InfoMoney.O que vem a seguirComo relator, Fachin apresenta ao plenário o resumo dos principais fatos, é o primeiro a votar e define se as questões preliminares serão analisadas antes do mérito, explica o g1. Na terça-feira (15), a Corte discute o relatório da Polícia Federal feito a pedido de Mendonça que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro. Os ministros também decidem sobre o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e sobre abrir ou arquivar investigação contra Moraes. A PGR sustenta que Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro sem pedido do Ministério Público ou da própria PF.A sessão será transmitida pela TV Justiça, com acesso restrito ao plenário. O rito, inédito para um caso desses no tribunal, será definido e anunciado por Fachin. As investigações do Master e do INSS seguem paralisadas até a próxima decisão do presidente da Corte.

MRMarina Rocha
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STF planeja responder a pedidos de vista no caso Moraes com antecipação de votos

Ministros do STF preparam duas formas de enfrentar os pedidos de vista previstos para a sessão de terça-feira (15), a primeira do plenário dedicada à crise em torno do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Valor Econômico, uma alternativa é a antecipação de votos pelos ministros que defendem a abertura de investigação contra ele. A outra é uma questão de ordem, provavelmente apresentada pelo relator, André Mendonça, para pedir o afastamento cautelar do colega citado em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.A manobra tem um limite. Um pedido de vista suspende o julgamento, e nem a antecipação de votos nem o afastamento cautelar fazem valer o resultado final, escreve Maria Cristina Fernandes no Valor. Os votos antecipados servem para esvaziar quem pretende protelar a sessão: mostram a tendência prevalecente no plenário.No placar apurado pelo jornal no sábado (12), o grupo contrário à abertura de investigação contra Moraes tinha garantidos os votos de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, três dos oito. Moraes, alvo da sessão, e Dias Toffoli não devem votar. Toffoli já se declarou suspeito em casos ligados ao Master, segundo a Folha de S.Paulo.O que está em jogo na terçaO plenário vai discutir a validade do relatório da Polícia Federal encomendado por Mendonça, que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro, e julgar o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República. Os ministros também devem definir se abrem ou arquivam investigação contra Moraes, segundo o G1. Para a PGR, Mendonça não poderia ter pedido a apuração sobre um colega sem autorização do plenário, que é o órgão competente para decidir o tema.Desde o sábado, o caso deixou as mãos de Mendonça. O presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu a relatoria do procedimento sobre as mensagens entre Moraes e Vorcaro e remeteu à Presidência as investigações do Master e do INSS, paralisadas até nova decisão. Fachin também recusou, na manhã de sábado, o pedido do decano Gilmar Mendes de incluir na pauta da terça o pedido de Moraes de investigar Mendonça por suposto abuso de autoridade, informa o Valor. No despacho, Fachin citou a possibilidade de impedimento prevista no Código de Processo Civil."Considerando a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil, determino, com fundamento no art. 13, XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, à Secretaria Judiciária, que substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal."A sessão será transmitida pela TV Justiça, com acesso restrito ao plenário, segundo o G1. Treze ex-ministros do STF assinaram manifestação por uma sessão aberta e rigorosa apuração dos fatos, e integrantes da OAB e parlamentares devem comparecer, informa o Valor. O próximo passo está marcado para a terça: decidir se Moraes passa a ser investigado pelo plenário.

MRMarina Rocha
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Aliados de Moraes estudiam suspeição de Kassio e Fux no julgamento de terça

Ministros aliados de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal estudam pedir a suspeição de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux no julgamento de terça-feira (15). Segundo a Folha de S.Paulo, a ideia é que um dos três apoiadores do ministro, Gilmar Mendes, Flávio Dino ou Cristiano Zanin, apresente uma questão de ordem para discutir se os dois colegas podem votar. Será a primeira vez que o plenário se reúne para debater a crise que se abateu sobre a corte.A questão de ordem deve apontar supostos elos dos filhos dos dois ministros com o Banco Master. Segundo a Folha, uma consultoria ligada ao advogado Kevin Marques, filho de Kassio, recebeu R$ 6,6 milhões do banco, e o advogado Rodrigo Fux, filho de Fux, foi um dos convidados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em um camarote VIP da Sapucaí no Carnaval de 2025. Kassio e Fux são descritos pelo jornal como os dois ministros mais próximos de André Mendonça. Moraes e seus aliados avaliam que as duas notícias podem apontar conflito de interesse e que o plenário precisa examinar a questão antes de avançar ao mérito das mensagens enviadas por Vorcaro.O que está em jogo na terçaO presidente do STF, Edson Fachin, pautou para terça apenas o caso das suspeitas que recaem sobre Moraes, levantadas em relatório da Polícia Federal pedido por Mendonça, e deixou de fora o processo que discute abuso de autoridade e métodos ilegais atribuídos ao próprio Mendonça. No sábado (12), Fachin tirou Mendonça da relatoria e assumiu o caso, em despacho que cita a possibilidade de aplicação do artigo 144, inciso IV, do Código de Processo Civil, que trata do impedimento do juiz. Segundo o G1, os inquéritos sobre o Master e sobre o INSS foram remetidos à Presidência da corte.Na sessão, os ministros vão discutir a validade do relatório da PF, avaliar o pedido de nulidade feito pela Procuradoria-Geral da República e decidir se abrem ou arquivam investigação contra Moraes. O encontro será transmitido pela TV Justiça, com acesso restrito ao plenário, e o rito será definido por Fachin, que como relator vota primeiro.O ministro Dias Toffoli sinalizou que não votará, pois já se declarou suspeito em casos ligados ao Master. Auxiliares de três ministros da corte consideram, porém, impossível que não se aborde o relatório que aponta Toffoli como beneficiário final de um fundo que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro, segundo a Folha. A ala de Moraes também deve expor o encontro de Mendonça com Vorcaro em 2025 e a suspeita de que o ministro teria recebido um terno de presente de pessoas ligadas ao ex-banqueiro, o que ele nega.Como mostrou a coluna de Mônica Bergamo, na Folha, ministros do grupo têm dito que, se for para "passar o Supremo a limpo", os "podres" de todos devem ser expostos no mesmo dia. Segundo o jornal, um magistrado classificou a sessão vindoura como uma potencial "carnificina institucional". Se a questão de ordem for apresentada, o plenário terá de decidir sobre a suspeição de Kassio e Fux antes de qualquer voto de mérito.

MRMarina Rocha
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Mensagens da PF mostram Mendonça tratando com Castro sobre prisão de Cabral

Mensagens coletadas pela Polícia Federal e obtidas pela Folha de S.Paulo mostram conversas de WhatsApp atribuídas ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), tratando de processos de interesse do político. Em uma das trocas, na noite de 11 de novembro de 2022, os dois falaram do caso do ex-governador Sérgio Cabral, quando o habeas corpus do ex-governador era julgado na Segunda Turma da corte, da qual Mendonça faz parte.O diálogo começou às 19h37. Castro escreveu "Amigo, preciso falar com urgência" e citou o "caso Cabral". Em seguida, enviou dois arquivos com pedidos de habeas corpus e de alvará de soltura apresentados pela defesa. Mendonça respondeu às 20h25 com a descrição do processo da 13ª Vara Federal de Curitiba que decretou a prisão preventiva de Cabral por corrupção, na Operação Lava Jato. Depois completou: "ligo em alguns minutos". Sete minutos depois, enviou um link da página do STF referente ao habeas corpus movido por Cabral.O julgamento de 2022O contato ocorreu em momento sensível do julgamento. Segundo a Folha, Mendonça havia pedido vista do processo em 24 de outubro de 2022, depois de o relator, ministro Edson Fachin, votar para manter Cabral preso. O ministro devolveu o caso ao colegiado em 28 de novembro, 17 dias após as mensagens. Em 9 de dezembro, votou pela revogação da prisão preventiva. "Ante o longo período decorrido desde o decreto de prisão e a significativa mudança das circunstâncias de fato, nota-se a insubsistência dos fundamentos que justificaram a custódia", escreveu, conforme o G1. No outro habeas corpus em julgamento, votou por manter a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, contrariando a defesa.Em 16 de dezembro de 2022, segundo a Folha, a Segunda Turma revogou a prisão por 3 votos a 2. Cabral, preso preventivamente havia seis anos pela Lava Jato, passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Segundo o G1, o ex-governador já havia sido condenado em 23 ações penais na Justiça Federal, com penas que somam 425 anos e 20 dias de prisão.Notas e contextoEm nota, o gabinete de Mendonça disse que o ministro não mantém relação de amizade com Castro e que os dois se conheceram institucionalmente, quando ele ocupava o Ministério da Justiça. Também afirmou que não há registro de tratativa sobre o mérito do processo. "Tais manifestações não alteram o curso do exame dos processos, que se dá exclusivamente a partir do que consta dos autos", afirmou a nota. "O voto proferido no caso está publicamente disponível, é fundamentado e reflete entendimento que o ministro aplicou de forma uniforme em casos análogos." Castro, também em nota, disse que tratou da possível soltura de Cabral pela relevância do tema para o estado e negou ter feito pedido sobre processo judicial a Mendonça ou a qualquer outro ministro do STF. Sua defesa afirmou que expressões como "amigo", "parceiro" e "irmão" são usuais no meio político.Segundo a Folha, as mensagens foram colhidas pela PF na Operação Sem Refino, que apura suspeita de favorecimento em licenças para a refinaria Refit, no Rio. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a operação e retirou o sigilo do caso, mas os diálogos seguem sob reserva; Mendonça não é investigado. A revelação chega antes da sessão de terça-feira (15), quando o plenário do STF examina o relatório da PF que apontou suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e decide se abre investigação contra o ministro. Fachin, presidente da corte, assumiu a relatoria do caso e remeteu à Presidência as investigações sobre o INSS e o Banco Master, paralisadas até nova decisão.

MRMarina Rocha
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Fachin dá 24 horas para a PF explicar dados do celular de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que a Polícia Federal informe, em até 24 horas, a custódia e o estado dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão saiu neste sábado (12) e responde aos pedidos de três ministros da Corte que cobram acesso à íntegra do material antes do julgamento marcado para terça-feira (15).Os pedidos são dos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Eles pediram que o próprio STF requisite à PF o fornecimento das cópias, como alternativa ao repasse pelo relator. Segundo a CNN Brasil, Fachin ainda não decidiu se autorizará o compartilhamento dos dados com os demais julgadores.O impasse sobre o aparelhoO celular é um iPhone 17 Pro apreendido pela PF. Na sexta-feira (11), Zanin acionou Fachin e pediu acesso à íntegra do espelhamento do telefone, com o argumento de que o plenário precisa conhecer o contexto integral dos dados antes de julgar o caso. O relator das investigações ligadas ao Banco Master, ministro André Mendonça, explicou que em seu gabinete há apenas uma cópia de segurança do material, em disco rígido criptografado enviado pela PF em março de 2026. Segundo ele, a cópia permanece lacrada e inacessível, e ele "nunca o manuseou". O aparelho original, afirmou, está guardado nos depósitos da PF. Em sua resposta, citada por Fachin, o relator escreveu:"Trata-se de contraprova a ser utilizada apenas em caso de necessidade em decorrência da perda ou do extravio do material original, o qual encontra-se em poder da Polícia Federal, dentro de sua cadeia de custódia."Zanin contestou a justificativa em novo ofício. Sustentou que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento com os demais julgadores e lembrou que a própria defesa de Vorcaro já obteve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido: "Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento". Gilmar, também por ofício, pressionou para que o conteúdo seja liberado antes da sessão de terça, pelo gabinete de Mendonça ou diretamente pela PF.O que vem a seguirA Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou na disputa. Em manifestação enviada no sábado, considerou "relevante" que os ministros conheçam previamente todo o material que poderá embasar o julgamento de terça, reiterando posição apresentada na véspera.O prazo concedido à PF vence neste domingo (13). Na terça, o plenário debate a validade do relatório da PF que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro, preso nas investigações do Banco Master, e decide se abre ou arquiva investigação contra o ministro. Fachin assumiu a relatoria da discussão e conduzirá a sessão, transmitida pela TV Justiça.

MRMarina Rocha
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Fachin tira de Mendonça caso Moraes e remete Master e INSS à Presidência do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou neste sábado (12) a troca da relatoria do caso que discute a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O processo sai das mãos do ministro André Mendonça e passa à Presidência do tribunal, ocupada pelo próprio Fachin. Na mesma decisão, o presidente pediu a Mendonça o envio das íntegras dos processos das investigações do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e do Banco Master.Fachin justificou a medida pela possibilidade de o julgamento do caso gerar impedimento, situação em que um magistrado não pode julgar uma causa. O caso em questão é a PET 16.662, em que se discute o relatório da Polícia Federal encomendado por Mendonça."Considerando a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil, determino, com fundamento no art. 13, XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, à Secretaria Judiciária, que substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal", escreveu o presidente na decisão, citada pelo G1.Sobre o Master e o INSS, Fachin citou manifestação do próprio Moraes. "Pelo mesmo fundamento, e considerando o teor da manifestação do e. Min. Alexandre de Moraes (eDOC 11, p. 20, nesta PET 16704), determino a remessa à Presidência das PETs 15.041 e 15.556, com todos os processos a elas relacionados", registrou. Segundo o G1, as duas investigações ficam paralisadas até nova decisão. Fachin pode assumir as duas relatorias depois que o material chegar à Presidência ou levar a questão ao plenário.Sessão de terça-feiraA troca muda a sessão de terça (15). Espera-se que Fachin, que substitui Mendonça na relatoria, abra a reunião com a leitura do relatório sobre os fatos apontados pela PF e que seja o primeiro a votar, a depender do que definirem os ministros. Estão em pauta a validade do relatório da PF, criticado por ministros que avaliam que Mendonça mandou investigar um colega sem autorização do plenário, o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República e a decisão entre abrir ou arquivar investigação contra Moraes. Para a PGR, Mendonça não deveria ter pedido apuração sobre o destinatário das mensagens de Vorcaro sem requisição do Ministério Público ou da própria PF, e a competência para o caso é do plenário.A decisão ocorre no que a Folha de S.Paulo descreve como a maior crise da história recente do tribunal, com Moraes e Mendonça no centro. Na terça (8), Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF; a medida foi a julgamento na Segunda Turma, chegou a formar maioria e foi suspensa após pedido de vista (mais tempo para análise) de Gilmar Mendes. Na quarta (9), segundo a Folha, Fachin já havia tirado de Moraes a relatoria do inquérito das mensagens de Vorcaro. Na sexta (11), negou pedido de Gilmar para incluir na pauta de terça a investigação contra Mendonça e marcou esse exame para o dia 23.O plenário julga o caso Moraes na terça (15). No dia 23, examina a investigação contra Mendonça. Até lá, os inquéritos do Master e do INSS seguem paralisados, à espera da definição de Fachin sobre quem conduz os dois casos.

MRMarina Rocha
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Fachin assume relatoria do caso Moraes-Vorcaro e remete inquéritos à presidência do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, assumiu neste sábado (12) a relatoria da discussão sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin também determinou a remessa à Presidência da Corte dos processos das investigações sobre as fraudes do INSS e do banco Master, segundo o G1.A decisão retira do ministro André Mendonça a condução do caso. Com a mudança, as duas investigações ficam paralisadas até nova ordem de Fachin. O presidente do tribunal pode assumir a relatoria das apurações depois que o material chegar à Presidência ou submeter a definição ao plenário do STF.Fachin citou a possibilidade de o julgamento resultar em situação de impedimento, hipótese em que um magistrado fica proibido de julgar o processo, conforme a Folha de S.Paulo. No despacho, escreveu:"Considerando a possibilidade de o resultado da deliberação da PET 16.662 ensejar a aplicação do art. 144, IV, do Código de Processo Civil, determino, com fundamento no art. 13, XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, à Secretaria Judiciária, que substitua a relatoria da PET 16.662 para a Presidência do Supremo Tribunal Federal."Na mesma decisão, Fachin ordenou o envio das PETs 15.041 e 15.556, com todos os processos a elas relacionados, ao gabinete da Presidência. A Folha relata que ele pediu a Mendonça o envio das íntegras dos processos das investigações do INSS e do Banco Master.A sessão de terçaO objeto da disputa é o relatório da Polícia Federal elaborado a pedido de Mendonça, que apontou Moraes como interlocutor de Vorcaro. Na terça-feira (15), a Corte discute a validade do documento, criticado por ministros segundo os quais Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.Com Fachin na relatoria, espera-se que o presidente do STF, e não mais Mendonça, abra a sessão com a leitura do relatório e seja o primeiro a votar, a depender do que for definido pelos ministros. Estão também na pauta o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a definição sobre abrir ou arquivar investigação contra Moraes.A PGR argumentou que Mendonça não deveria ter solicitado apuração sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro sem pedido do Ministério Público ou da própria PF, e que a competência para decidir sobre eventual apuração envolvendo Moraes é do plenário do STF.O que vem a seguirNa sexta-feira (11), Fachin havia mantido na pauta de terça apenas o caso de Moraes e negado pedido do decano Gilmar Mendes para incluir também a investigação contra Mendonça, marcada para o dia 23. A Folha de S.Paulo classifica o embate entre os dois ministros como a maior crise da história recente do tribunal.

MRMarina Rocha
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PGR pede a Fachin que todos os ministros do STF acessem íntegra do celular de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou, neste sábado (12), o pedido de que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). A nova manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, e é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.No documento, Gonet reitera posição apresentada na véspera e defende que os ministros conheçam o material antes de formar convicção sobre o caso. Também assinam o texto os subprocuradores-gerais da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos e o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho, que fez o primeiro pedido de acesso total aos dados do Master, segundo o G1."Da mesma forma, parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate", escreveu Gonet.A PGR soma-se a três ministros que se manifestaram na sexta-feira (11) pelo acesso integral: Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. A disputa chega à véspera da sessão em que o plenário analisará relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes.Pressão sobre o relatorO relator do caso, ministro André Mendonça, informou a Fachin que o aparelho, um iPhone 17 Pro apreendido pela PF, está guardado nos depósitos da própria polícia, para preservar a cadeia de custódia da prova. Ele declarou possuir apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela PF em março de 2026, que permanece intacta e lacrada.Zanin contestou a justificativa e sustentou que o lacre da cópia não impede o compartilhamento com os demais julgadores, já que a própria defesa de Vorcaro teve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido. "Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", declarou. Gilmar Mendes, decano do STF, endossou Zanin e pediu a Fachin que, caso Mendonça não disponibilize os arquivos, a Presidência requisite "com urgência" à PF o envio das cópias direto aos gabinetes, pois o "acesso assimétrico" compromete a colegialidade da Corte, segundo a BBC News Brasil.O julgamento de terçaVorcaro foi preso em novembro de 2025 e é investigado por suspeita de fraudes financeiras estimadas em R$ 12,2 bilhões no Banco Master, conforme a BBC. A crise na Corte se abriu com a divulgação de relatórios da PF: em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de documento com indícios de que Vorcaro teria pedido conselhos a Moraes; dois dias depois, Moraes liberou relatórios sobre supostas condutas irregulares do colega. Na quarta-feira (9), Fachin tirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e marcou a sessão plenária de terça. Caberá à Presidência decidir, até lá, se atende à PGR e determina o envio da íntegra dos dados a todos os gabinetes.

MRMarina Rocha
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Datafolha: 34% defendem afastamento de Moraes e 37%, de Mendonça

Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mede o desgaste dos dois protagonistas da crise do STF (Supremo Tribunal Federal). Para 34% dos brasileiros, o ministro Alexandre de Moraes deve ser afastado temporariamente do cargo; 28% defendem que ele sofra processo de impeachment. Em relação ao colega André Mendonça, 37% apoiam o afastamento temporário e 12%, o impeachment.O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades entre terça (8) e quinta (10). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Folha e pela Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-01833/2026. Segundo a Folha, o trabalho de campo terminou antes de episódios importantes registrados na sexta (11).Como a crise estourouA crise explodiu no dia 1º de setembro, quando Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, liberou relatório da Polícia Federal com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído pelos investigadores a Moraes. O documento cita o contrato de R$ 131 milhões de Vorcaro com o escritório da mulher do ministro e mensagens em que o banqueiro perguntava se deveria fugir do país para escapar da prisão. A Folha classifica o embate como a crise institucional mais grave da história do tribunal.Em seguida, Moraes sustentou haver indícios de irregularidades na atuação de Mendonça, entre elas possível favorecimento político, e pediu que o colega fosse investigado no inquérito das fake news. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou o pedido do inquérito e tirou de Moraes a relatoria. A disputa alcançou o comando da Polícia Federal: no dia 8, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada; Flávio Dino determinou a reintegração no dia seguinte; Fachin suspendeu as duas medidas e Rodrigues seguiu no cargo. Em manifestação enviada a Fachin na sexta (11), Rodrigues negou que a PF tenha monitorado Mendonça e afirmou que os relatórios foram produzidos de forma regular e encaminhados a Moraes em cumprimento de ordem judicial.O que mais a pesquisa mostraOutras perguntas do mesmo levantamento medem o desgaste institucional da corte. Segundo o g1, 76% dos entrevistados dizem que os ministros do STF têm poder demais e 77% concordam que as pessoas confiam menos no tribunal hoje do que no passado. Ainda assim, 71% dizem que o STF é essencial para proteger a democracia. A crise também aparece na campanha presidencial: para 85% dos eleitores, as acusações contra Moraes não mudaram a intenção de voto; no caso de Mendonça, são 86%. Segundo a Folha, 66% dos entrevistados dizem conhecer o caso envolvendo Moraes.O próximo capítulo está marcado para terça (15), quando Fachin convocou sessão extraordinária do plenário para discutir o relatório da PF e o encaminhamento do caso de Moraes. Neste sábado, segundo o g1, Fachin negou o julgamento conjunto dos dois ministros e marcou para 23 de setembro a sessão sobre a conduta de Mendonça. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a nulidade do relatório da PF.

MRMarina Rocha
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Flávio comemora fim de sigilo no 'Dark Horse' e cobra liberação de inquéritos de Lulinha

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, comemorou no dia 11 de setembro a retirada do sigilo das investigações sobre o filme "Dark Horse" e pediu a liberação dos inquéritos que apuram Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a Folha de S.Paulo, ele falou durante agenda de campanha em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e avaliou que o desigilo não terá impacto na disputa eleitoral."Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver."A liberação dos documentos sobre o Banco Master e o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, revelou a abertura de investigação contra o próprio Flávio no inquérito do filme. A Polícia Federal apura possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos. A Folha reporta que a suspeita é de que parte dos recursos tenha bancado a estadia de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador e ex-deputado federal, nos Estados Unidos. Flávio minimizou o desdobramento. "Para minha surpresa, estou sendo investigado há dois meses e o que é que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade, é disso que eu precisava", disse, afirmando que queria a publicidade dos autos para "que o Lula não usasse mais essa narrativa".O senador em seguida cobrou a abertura dos inquéritos sobre Lulinha. "Eu quero saber quanto de dinheiro foi roubado dos aposentados e foi parar na conta do filho do Lula, o Lulinha. Eu quero saber quais ministérios o Marcola, chefe de gabinete do Lula, abriu para o seu filho fazer negócios dentro do governo", declarou, citando o processo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a autarquia de previdência atingida por esquema de fraude.Segundo o site Poder360, dois inquéritos sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), apuram possível tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger, o ex-chefe do gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e o ex-secretário do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que os casos sejam enviados à 1ª instância e afirma que não têm relação com as fraudes do INSS. O site apurou que a Procuradoria não encontrou elo entre o esquema do "Careca do INSS" e o filho do presidente. A defesa de Lulinha sustenta que os autos justificam o arquivamento.Os próximos passos dependem de Mendonça. O ministro sinalizou que ainda não decidirá o pedido da PGR; se negar o envio à 1ª instância, os procuradores podem levar a questão à 2ª Turma do STF. No caso "Dark Horse", o desigilo determinado na sexta-feira (11) já permitiu o acesso aos documentos, que detalham R$ 20,9 milhões em gastos da produção no Brasil, segundo o G1. A eleição presidencial ocorre em 4 de outubro. A pesquisa Datafolha mais recente aponta Lula com 39% e Flávio com 35% das intenções de voto no primeiro turno.

MRMarina Rocha
Corruption

PF acha lista com nomes de deputados e valores em churrasqueira de Ciro Nogueira

A Polícia Federal encontrou, na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), um papel intitulado "Câmara" com nomes de deputados e, ao lado de cada nome, números que, segundo os investigadores, "provavelmente" são valores. A apreensão ocorreu em maio deste ano, na 5ª fase da Operação Compliance Zero, que apura o caso do Banco Master. O relatório sobre a diligência veio a público neste sábado (12), em reportagem do g1.A folha manuscrita traz apenas primeiros nomes. A PF escreveu que "ARTHUR" é "provavelmente" o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, e associou "HUGO" a Hugo Motta, "ELMAR" a Elmar Nascimento, "LUIZINHO" a Doutor Luizinho, "ADOLFO" a Adolfo Viana e "ISNALDO" a Isnaldo Bulhões. Aparecem ainda Diego, Altineu e um nono nome, transcrito como "Netinho" pelo g1 e como "Motinho" pelo portal TMC. Ao lado de "Arthur" consta o número 40; os demais nomes vêm acompanhados de 10 ou de 5. Segundo o TMC, a parte inferior da folha traz siglas e cálculos, com um total destacado de R$ 8,75 milhões."A equipe policial encontrou um rascunho em que consta o nome 'CAMARA', seguido por vários nomes, possivelmente de parlamentares, a exemplo de 'ARTHUR' (provavelmente Arthur Lira), 'HUGO' (provavelmente Hugo Motta) (...), dentre outros passíveis de identificação. Ressalte-se que, ao lado de cada nome, há números e, em seguida, valores (provavelmente), o que carece de esclarecimento", registrou a PF.Ordem de queimarUma funcionária doméstica, identificada como Débora, disse aos agentes que Ciro Nogueira lhe entregou os papéis para que fossem queimados, por serem "antigos ou sem serventia". A destruição não ocorreu por falta de tempo, segundo o relatório. "Na churrasqueira da residência, foram localizados documentos que, segundo a funcionária Débora, haviam sido entregues pelo investigado para serem queimados (...). Tais papéis seguirão para análise contextualizada pela equipe de investigação", escreveram os investigadores. O documento não informa quando a instrução teria sido dada.Em nota, a assessoria de Arthur Lira afirmou que o parlamentar "desconhece as anotações mencionadas e não pode responder por esse registro". O g1 procurou as assessorias de Ciro Nogueira, Hugo Motta, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões, e o espaço permaneceu aberto até a publicação. Segundo o TMC, o senador não se manifestou e, durante a busca, recusou-se a fornecer a senha de desbloqueio do celular."Elevado padrão econômico"No mesmo relatório, a PF registrou sinais de "elevado padrão econômico" na casa, no Lago Sul, um dos bairros mais caros de Brasília. Os agentes descreveram adega com vinhos e uísques de alto valor, bolsas de grife internacional e, no closet, malas de viagem vazias com etiquetas em nome de terceiros, incluindo familiares do investigado. "Circunstância que levantou suspeitas quanto à possível utilização para transporte de valores", escreveu a corporação.Os papéis recuperados seguem sob análise contextualizada da equipe de investigação. A PF afirmou que a natureza exata dos números da lista "carece de esclarecimento" no decorrer das investigações.

MRMarina Rocha
justice

Fachin nega pedido de Gilmar, mantém só Moraes na terça e marca Mendonça no dia 23

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido do decano do tribunal, Gilmar Mendes, e manteve na pauta da sessão extraordinária de terça-feira (15) apenas a apreciação da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. No mesmo despacho, Fachin marcou para 23 de setembro a análise dos questionamentos sobre a conduta do ministro André Mendonça nos casos Master e INSS.Segundo a Folha de S.Paulo, Fachin sustentou que manter só o julgamento contra Moraes garante a delimitação precisa do que será deliberado. Na decisão, o presidente do tribunal escreveu:"[A medida] assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado."Por que Fachin separou os casosGilmar pediu, em ofício, que o relatório contra Mendonça também fosse colocado em pauta e que a sessão fosse adiada. Fachin negou. Segundo o G1, o presidente explicou que os processos estão em fases diferentes: o material sobre Moraes já estava pronto e liberado para julgamento, enquanto o caso de Mendonça ainda tem prazos abertos para colheita de informações e manifestações formais. Levar o segundo ao plenário antes do fim dos prazos, concluiu Fachin, inviabilizaria a análise.Moraes também perdeu. O ministro havia pedido à Presidência do STF que os dois casos fossem decididos em conjunto, alegando, segundo o G1, "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual". Fachin rejeitou o requerimento.O estopim da criseO embate começou com as mensagens que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria enviado a Moraes, reveladas pelo Estadão e às quais a Folha também teve acesso. Às vésperas de ser preso pela PF (Polícia Federal) na Operação Compliance Zero, Vorcaro pediu ao ministro informações sobre a investigação, marcou encontros com ele e perguntou se deveria fugir do país. O relatório da PF aponta mais de 50 mensagens do banqueiro ao ministro, segundo o G1.A troca de mensagens foi registrada em relatório da PF produzido a pedido de Mendonça, que o tornou público. O material também menciona o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes contra-atacou: com base em um relatório de inteligência da PF que aponta métodos supostamente irregulares de Mendonça, pediu que o colega fosse investigado por abuso de autoridade. Fachin determinou que o relatório contra Moraes fosse analisado pelo plenário e o pautou para terça. A sessão do dia 15 julga esse ponto; a de 23 de setembro, os questionamentos contra Mendonça.

MRMarina Rocha
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Gilmar pede a Fachin que acione a PF se Mendonça não repassar celular de Vorcaro

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que requisite à Polícia Federal o envio direto aos gabinetes da cópia dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, caso o relator André Mendonça não disponibilize o material. Segundo o InfoMoney e a BBC Brasil, o ofício foi protocolado neste sábado (12); o G1 registra a manifestação na sexta-feira (11). O embate ocorre às vésperas da sessão do plenário marcada para terça-feira (15).No documento, Gilmar endossa os pedidos do ministro Cristiano Zanin e sustenta que entregar cópia da mídia apenas ao gabinete de Mendonça fere o equilíbrio interno da Corte. O compartilhamento irrestrito, argumentou, permitirá deliberação mais consistente, com cada ministro formando sua convicção sobre todo o conjunto probatório, e não sobre "sínteses parciais"."Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento", escreveu Gilmar.O pedido subsidiário é direto. "De forma subsidiária, caso os dados não sejam fornecidos pelo gabinete do eminente ministro relator, reforço a solicitação apresentada por Zanin para que se requisite à Polícia Federal, com urgência, por intermédio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF), o fornecimento das aludidas cópias", declarou o ministro.O impasse sobre o aparelhoO celular, um iPhone 17 Pro apreendido pela PF, guarda as mensagens entre Vorcaro, ex-dono do Banco Master preso desde novembro de 2025 em investigação sobre fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões, e o ministro Alexandre de Moraes. Cobrado por Zanin, Mendonça informou a Fachin que o aparelho original está nos depósitos da PF, para preservar a cadeia de custódia, e que seu gabinete tem apenas uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela polícia em março de 2026, intacta e lacrada. O relator afirmou que liberar a íntegra poderia prejudicar investigações em curso e negou que haja quebra de paridade entre os julgadores."Este relator também não tem acesso aos elementos de informação que não estejam devidamente formalizados", escreveu Mendonça, segundo o InfoMoney. Zanin rebateu que o lacre de uma cópia de segurança não impede o compartilhamento e lembrou que a defesa de Vorcaro já teve acesso à integralidade do material. Moraes reforçou o pedido e afirmou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado".Na sessão de terça (15), o plenário deve analisar o relatório da PF que identificou as trocas de mensagens entre Vorcaro e Moraes, reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e obtidas também pela Folha. Segundo a Folha, as mensagens mostram que o ex-banqueiro pedia informações sobre a investigação contra o Master e chegou a perguntar a Moraes se deveria fugir do país. Gilmar também pediu, conforme a reportagem, que os ministros recebam cópia de todos os documentos da investigação contra o Banco Master. Fachin ainda não se manifestou sobre os pedidos.

MRMarina Rocha
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Gilmar diz que caso de Moraes não pode ser julgado no dia 15, em ofício a Fachin

O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta sexta-feira (11) que o Supremo Tribunal Federal não tem como julgar, na sessão de 15 de setembro, o procedimento que cita o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master. Em ofício enviado ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, o decano sustentou que a petição pautada para terça-feira ainda não está em condições de ser julgada. Ele pediu que o caso se junte à Pet 16.704, já conduzida pela presidência, e que Fachin assuma também o pedido de investigação contra o ministro André Mendonça.Caso sem pedido a decidirGilmar, no tribunal há mais de 24 anos, manifestou "sérias dúvidas" sobre a maturidade do procedimento e o classificou como de natureza "amorfa". Segundo ele, a Pet 16.662 não define seu objeto, o rito a ser observado, quem ocupa a posição de investigado nem a providência que caberá ao plenário. "A rigor, na Pet 16.662, não há nem sequer pedido a ser decidido", escreveu. Os autos foram formados a partir de informação da Polícia Federal requisitada pelo próprio relator, e o procedimento foi instaurado "de ofício", sem representação da autoridade policial. A Procuradoria-Geral da República, acrescentou, não pediu providência ao plenário e sustentou a nulidade do relatório da PF.Fachin convocou a sessão extraordinária de terça (15) para discutir o relatório da PF que apontou suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador preso do Banco Master. Mendonça retirou o sigilo do documento em 1º de setembro, gesto que abriu a crise entre os dois ministros. O capítulo divulgado reunia 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, extraídas do celular do ex-banqueiro; as respostas do ministro não constavam do material e, segundo o G1, o relatório não indicava que Moraes fosse alvo da investigação. No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade da apuração.Julgamento começaria pelas preliminaresPara Gilmar, levar adiante o julgamento isolado fragmentaria feitos com bases fáticas comuns. "A fragmentação de procedimentos assentados em bases fáticas comuns, além de dificultar a compreensão do quadro global pelo colegiado, pode produzir justamente aquilo que as regras de conexão procuram evitar: decisões inconciliáveis e desordem procedimental", escreveu. O decano resumiu sua tese em outra passagem do ofício: "O momento exige, sobretudo, unidade de condução, clareza quanto ao objeto do julgamento e observância rigorosa das garantias processuais de todos os envolvidos".O decano abriu, porém, um caminho caso Fachin mantenha a data. O julgamento deveria começar pelas questões preliminares, antes de qualquer exame de mérito. "Refiro-me, em especial, à nulidade suscitada pelo Procurador-Geral da República quanto à ordem do relator para produção do relatório da Polícia Federal, de mais de 200 páginas, em relação a alvos escolhidos ao talante do relator", escreveu Gilmar, citando o parecer de Gonet.Fachin ainda não se manifestou sobre o ofício, e a sessão de terça segue convocada. Moraes também encaminhou um pedido nesta sexta, segundo o G1, pelo julgamento conjunto das duas petições em curso: a das mensagens trocadas com Vorcaro e a que reúne relatórios que apontam suposta quebra de imparcialidade e suspeitas de improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade contra Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". A decisão de manter ou adiar a sessão de 15 cabe agora a Fachin.

MRMarina Rocha
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Lula vincula Vorcaro a Bolsonaro em comício no RS: 'virou prisioneiro'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um comício em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira (11), para vincular o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ao governo Jair Bolsonaro (PL). Foi a primeira passagem do petista pelo Rio Grande do Sul desde o início oficial da campanha, a 23 dias do primeiro turno, segundo o Brasil de Fato.A fala saiu no meio de um trecho do discurso sobre os desvios no INSS, tema de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional. Segundo o G1, foi o único momento em que o presidente abordou o escândalo do Banco Master durante a agenda gaúcha. Ele disse o seguinte sobre o governo anterior:"Eles criaram um banqueiro chamado Vorcaro em 2019. Na época deles, o bandido virou banqueiro. No meu mandato, ele virou prisioneiro, porque foi o maior golpe da história desse país".O caso MasterVorcaro está preso e é um dos alvos centrais das investigações sobre o banco no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, dois servidores do Banco Central receberam propina para orientar o banqueiro em reuniões com a instituição. Na mesma sexta-feira, o ministro André Mendonça, do STF, liberou o sigilo de novos documentos do caso que citam o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência e filho do ex-presidente, além de Ciro Nogueira e Jaques Wagner, segundo o G1.Agenda no RS e eleiçãoO comício foi no Largo Glênio Peres, no centro da capital, com a candidata ao governo Juliana Brizola (PDT), o candidato a vice Edegar Pretto (PT) e os candidatos ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela D'Ávila (PSOL) no palanque, de acordo com o Brasil de Fato. Lula falou de educação, proteção às mulheres e soberania nacional, exaltou o legado de Leonel Brizola e pediu votos para aliados.Antes do comício, em Canoas, Lula assinou a transferência de R$ 1,5 bilhão para obras de drenagem, parte dos R$ 6,5 bilhões do Novo PAC destinados ao estado após as enchentes de 2024, segundo o Poder360. No evento, interrompeu o governador Eduardo Leite (PSD) quando ele comparava as obras gaúchas à transposição do rio São Francisco. "Porque eu não quero comparação", reagiu o presidente.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta aponta 39% de intenções de voto para Lula e 35% para Flávio Bolsonaro, com empate técnico no segundo turno (46% a 44%). No STF, os ministros seguem divididos sobre o alcance do desigilo dos documentos do caso Master.

MRMarina Rocha
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Mendonça retira sigilo de investigações de 'Dark Horse', Flávio, Jaques Wagner e Ciro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou na noite desta sexta-feira (11) o sigilo das investigações sobre o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de outros processos do caso Master. A decisão alcança o candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) e Thiago Miranda, conforme o G1.Foram 38 processos com sigilo levantado nesta sexta, 18 deles do caso Master e outros 20 correlatos. Somados aos liberados na véspera, chegam a 53 procedimentos públicos. Segundo a Folha de S.Paulo, o acervo trata da apuração de fraudes atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Estão entre os autos o inquérito 5.070, sobre o financiamento de Dark Horse, e o 5.050, sobre a relação de Jaques Wagner com Vorcaro, aponta a BBC News Brasil.Decisão atende à PGRO levantamento do sigilo atendeu à Procuradoria-Geral da República, que pediu a publicização de todos os inquéritos do caso Master. Para a PGR, divulgar só parte da documentação poderia "induzir à ideia equivocada de transparência". O órgão apontou que a lista do relator omitia grande parte dos procedimentos da Operação Compliance Zero, núcleo central da apuração."Anoto, inicialmente, que referidos processos não guardam relação com o objeto da pauta da sessão extraordinária a realizar-se na próxima terça-feira. De todo o modo, entendo não haver impedimento ao levantamento dos correspondentes sigilos."Mendonça decidiu depois que o presidente do STF, Edson Fachin, lhe deu 24 horas para liberar "sem exceção" as peças da PET 15.556, raiz da investigação do Master. Na quinta (10), ele havia tornado públicas 15 petições, restritas aos diálogos entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.Crise exposta no tribunalA liberação parcial da véspera rendeu a Mendonça acusações de colegas. Moraes escreveu a Fachin que houve "escolha seletiva" e que 180 documentos ficaram de fora, "tornando público somente o que entendeu conveniente". O ministro Cristiano Zanin pediu acesso à íntegra dos dados do celular de Vorcaro. Mendonça respondeu que o aparelho original está com a Polícia Federal e que seu gabinete guarda apenas uma cópia "lacrada e intocada". Até a noite desta sexta, os arquivos ainda não apareciam no sistema do tribunal. A assessoria do STF disse à BBC que a disponibilização técnica demanda tempo e que o sistema pode congestionar.O próximo marco é a sessão extraordinária de terça-feira (15), quando a corte examinará os diálogos entre Vorcaro e Moraes. O ministro pediu que essa petição seja julgada em conjunto com a que aponta irregularidades na atuação de Mendonça. A decisão chega em plena campanha eleitoral: Flávio Bolsonaro disputa a Presidência nas eleições de outubro.

MRMarina Rocha
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PF cumpre 49 mandados contra Mario Frias e produtora de 'Dark Horse'

A Polícia Federal cumpriu na quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Operação Make Up apura desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a organizações da sociedade civil. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.A autorização partiu do ministro Flávio Dino, relator do inquérito que apura supostos desvios de emendas parlamentares. Segundo a PF, o dinheiro público teria chegado às entidades por meio de termos de fomento. Frias é roteirista e produtor-executivo do filme. Segundo a BBC News Brasil, ele é acusado de ter repassado R$ 2 milhões a Gama, que comanda um instituto de projetos sociais e, ao mesmo tempo, a produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse.O que apura a PFAs investigações apontam uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Na versão da PF, os valores foram direcionados a empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços contratados, com movimentação financeira na casa de centenas de milhões de reais. "As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano", diz a corporação em nota. São investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.Entre os endereços buscados estão duas entidades ligadas a Gama, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). Dino citou risco concreto de ocultação ou destruição de provas e impôs medidas cautelares: os investigados ficam proibidos de viajar ao exterior e de manter contato entre si, e tiveram os passaportes recolhidos. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), segundo o documento, apontaram problemas desde a escolha do ICB para receber os recursos. O ministro escreveu:"Os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado, havendo, inclusive, notícias da utilização de empresas sediadas no exterior, como é o caso da Go Up Entertainment LLC."Reações e caso paraleloFrias respondeu em vídeo publicado nas redes sociais na noite de quinta. Chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e disse que a emenda investigada financiou um projeto esportivo e de letramento digital para crianças, com notas e documentos que comprovam a licitude do gasto. "Levaram celular, documentos, computador. Ninguém foi preso. É claro, porque não existe mandado de prisão contra mim nem contra ninguém", afirmou. O deputado disse também que a defesa não consegue acessar o inquérito. Em maio, ele havia negado ter destinado emendas ao filme e classificou a tese como "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória". A Agência Brasil procurou a assessoria de Frias e não recebeu resposta até a publicação; a reportagem também tenta contato com Gama.O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, comentou a operação em transmissão ao vivo no YouTube. Acusou Dino de agir politicamente para prejudicá-lo nas eleições e garantiu que "ali foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado". O financiamento do longa também é alvo de um inquérito separado no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura se houve irregularidade no repasse de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme, a pedido de Flávio. O caso veio à tona em maio, quando o site The Intercept publicou áudios de uma conversa de novembro do ano passado entre o senador e Vorcaro. Flávio nega ter combinado qualquer vantagem indevida e afirma que os recursos do filme eram integralmente privados. Os dois inquéritos seguem abertos e ninguém foi preso até agora.

MRMarina Rocha
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Mendonça nega omissão e diz que "jamais poderia publicizar" totalidade do caso Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que "jamais poderia publicizar" a totalidade dos procedimentos do caso Master. Em despacho enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, negou ter omitido ações no levantamento de sigilo e declarou que "todas as peças efetivamente disponíveis foram devidamente publicizadas". A resposta chega um dia depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro Alexandre de Moraes acusarem liberação seletiva de documentos.A PGR pediu nesta sexta a Fachin a retirada do sigilo de mais documentos. No pedido, assinado pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, o órgão sustentou que a lista enviada pelo relator omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal, a Operação Compliance Zero, e que divulgar apenas parte do material poderia "induzir à ideia equivocada de transparência". Segundo a UOL, a PGR apontou 18 ações deixadas de fora dos sigilos levantados. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai atuar junto no caso.Moraes foi além, em ofício próprio. Escreveu que Mendonça, "diretamente interessado no julgamento", "selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente". Apontou 180 documentos e arquivos digitais excluídos do conjunto liberado na quinta-feira (10), quando o relator tirou o sigilo de 15 processos a pedido de Fachin. O caso, que apura o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, está sob a relatoria de Mendonça desde fevereiro.Resposta ponto a pontoMendonça respondeu no mesmo dia. Sobre os 180 documentos, afirmou que o número vem de uma comparação indevida entre as "peças disponibilizadas" e o indicativo de peças no eDigital, o sistema eletrônico do tribunal. Os valores podem divergir "por múltiplas razões", sem que isso configure liberação parcial, escreveu. Defendeu também as exceções: a própria decisão de Fachin previa manter sob sigilo diligências em que o segredo fosse imprescindível, como procedimentos com dados bancários e fiscais de pessoas físicas e jurídicas."Jamais se poderia publicizar a totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556."A PET 15.556 reúne os procedimentos do caso Master no tribunal. Segundo o ministro, todo o material relevante para o julgamento marcado para a terça-feira (15) já foi disponibilizado aos gabinetes. Na noite de sexta, ele atendeu ao pedido da PGR e liberou o sigilo de 18 processos do caso Master, além de outros 21, conforme o G1. Entre eles, apurações que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda.O que vem a seguirA troca de ofícios antecede a sessão de terça (15), quando o STF deve apreciar petições do caso. Moraes pediu que duas sejam julgadas juntas: a das mensagens trocadas com Vorcaro e a dos relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações. Fachin atendeu aos pedidos da PGR e de Moraes e deu 24 horas para a liberação do sigilo de todos os documentos, desde que a medida não prejudique diligências em curso. O ministro Cristiano Zanin reiterou o pedido de acesso à mídia do celular de Vorcaro; Mendonça respondeu que o material está com a Polícia Federal e que o gabinete tem apenas cópia lacrada, segundo o G1. A disputa já expôs divergências públicas entre ministros, a PGR e a direção-geral da PF.

MRMarina Rocha
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Aliados de Moraes articulam adiar sessão do STF e pressionam por julgamento de Mendonça

O ministro Alexandre de Moraes articula com aliados no STF (Supremo Tribunal Federal) o adiamento da sessão marcada para terça-feira (15). Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo só aceita que o plenário se reúna se a pauta incluir também o caso do ministro André Mendonça.A sessão foi convocada pelo presidente da corte, ministro Edson Fachin, para debater o relatório da PF (Polícia Federal) que aponta Moraes como um dos interlocutores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento ficou público no dia 1º de setembro, depois que Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo. Ele reúne 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes; as respostas do ministro não aparecem no material. Segundo a Folha, colegas aconselharam Fachin a pautar os dois temas em conjunto, sob o argumento de que os episódios são indissociáveis.A pressão virou pedido formal na sexta-feira (11). Moraes enviou ofício a Fachin pedindo o julgamento conjunto das duas petições em curso no tribunal, relata o G1. Uma delas reúne relatórios que apontam suspeitas de quebra de imparcialidade, improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade por parte de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero". O decano Gilmar Mendes foi além: pediu o adiamento da sessão do dia 15, a inclusão do caso de Mendonça na pauta e que Fachin assuma a condução de todos os processos. "O momento exige, sobretudo, unidade de condução, clareza quanto ao objeto do julgamento e observância rigorosa das garantias processuais de todos os envolvidos", escreveu Gilmar.Sobre o risco de separar os casos, o decano escreveu:"A fragmentação de procedimentos assentados em bases fáticas comuns, além de dificultar a compreensão do quadro global pelo colegiado, pode produzir justamente aquilo que as regras de conexão procuram evitar: decisões inconciliáveis e desordem procedimental."Divisão do tribunalNa divisão atual da corte, segundo a Folha, Moraes conta com o apoio dos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Mendonça estaria alinhado a Luiz Fux, a Kassio Nunes Marques e ao próprio Fachin. Como Dias Toffoli não deve votar, a ministra Cármen Lúcia tende a ser a fiel da balança.Calendário e pedido de vistaFachin tem dito a ministros, em conversas reservadas, que na terça-feira ainda não estará esgotado o prazo que deu a Mendonça para se manifestar sobre sua postura. O prazo vence no dia 21. Nesse contexto, segundo a Folha, ministros avisaram que um pedido de vista pode interromper o julgamento. O recurso concede até 90 dias para análise dos autos e seria, para o grupo de Moraes, uma forma de ganhar tempo e contornar o obstáculo apontado por Fachin.O plenário segue convocado para terça-feira (15). Até lá, Fachin decide se mantém a pauta, adia a sessão ou junta os dois temas. O prazo para Mendonça se manifestar vence no dia 21 de setembro.

MRMarina Rocha
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Datafolha: 42% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo, e 32% como bom ou ótimo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos brasileiros. Para 32%, a gestão é ótima ou boa, e 25% a consideram regular. Os números são da pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11), a pouco mais de três semanas do primeiro turno da eleição presidencial.Na avaliação do desempenho pessoal de Lula no Planalto, 47% aprovam e 50% desaprovam. O petista é candidato à reeleição.Números seguem estáveis dentro da margem de erroNa pesquisa anterior, divulgada em 3 de setembro, o governo tinha 42% de avaliação ruim ou péssima, 31% de ótima ou boa e 25% de regular. A desaprovação pessoal de Lula estava em 51%, contra 45% de aprovação. As variações da nova rodada ficam dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.O Datafolha ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais entre terça (8) e quinta (10), em 125 municípios. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026.Crise no STF domina a reta final da campanhaA semana política foi dominada pela crise no Supremo Tribunal Federal, segundo a Folha. A tática da oposição, relata o jornal, é associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes, cuja relação com o ex-dono do Banco Master foi explicitada pelo colega de corte André Mendonça.O rival Flávio Bolsonaro (PL) disse no evento do 7 de Setembro, na avenida Paulista, que "votar em Lula é votar em Moraes". A Folha registra que o próprio Flávio é implicado no caso por ter cobrado dinheiro de Vorcaro, o ex-dono do Banco Master.A mesma rodada do Datafolha, noticiada pelo G1, aponta 39% de intenções de voto em Lula no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro. Em eventual segundo turno, Lula teria 46% contra 44%, diferença igual à margem de erro. A sessão do STF sobre Moraes está marcada para terça-feira (15), segundo a Folha. O primeiro turno acontece pouco mais de três semanas depois da divulgação da pesquisa.

MRMarina Rocha
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Gilmar pede a Fachin condução única dos casos de Moraes e Mendonça no STF

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que assuma o caso sobre o relatório da Polícia Federal que registrou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro preso Daniel Vorcaro. Em ofício enviado nesta sexta-feira (11), Gilmar defendeu que o plenário analise em conjunto esse material e o relatório que aponta suspeitas contra o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master. Segundo a Folha de S.Paulo, ele também sugeriu adiar a sessão marcada para terça-feira (15).Gilmar criticou a separação dos procedimentos. "A fragmentação de procedimentos assentados em bases fáticas comuns, além de dificultar a compreensão do quadro global pelo colegiado, pode produzir justamente aquilo que as regras de conexão procuram evitar: decisões inconciliáveis e desordem procedimental", escreveu o ministro no ofício."O momento exige, sobretudo, unidade de condução, clareza quanto ao objeto do julgamento e observância rigorosa das garantias processuais de todos os envolvidos."Pressão sobre Fachin antes da sessãoFachin convocou o plenário do STF para discutir na terça (15) o relatório da PF, que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro, fundador do Banco Master. Ainda nesta sexta, Moraes havia encaminhado ofício ao presidente da Corte pedindo o julgamento conjunto de duas petições: a das mensagens com Vorcaro e a que reúne relatórios com suspeitas de quebra de imparcialidade, improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade contra Mendonça nas operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero".Como a crise começouA crise entre os ministros começou nas investigações sobre o Banco Master. Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um procedimento que continha um capítulo do relatório da PF com 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. As respostas do ministro não apareciam no material, produzido a partir de dados extraídos do celular do banqueiro. Dois dias depois, Moraes pediu a Fachin uma investigação contra Mendonça, apontando indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução dos casos Master e INSS.A Procuradoria-Geral da República, sob o procurador-geral Paulo Gonet, já havia se manifestado pela nulidade da investigação determinada por Mendonça. Cabe agora a Fachin decidir se acata os pedidos de análise conjunta e se mantém a sessão de terça (15), quando os ministros devem definir o rito da discussão sobre o relatório da PF.

MRMarina Rocha
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Datafolha: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro, 35% no 1º turno; empate técnico no 2º

O presidente Lula (PT) tem 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL), mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). Em simulação de segundo turno, Lula marca 46% e Flávio, 44%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais: empate técnico. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.No cenário medido sem Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, aparecem o escritor Augusto Cury (Avante) com 6%, o governador Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e o governador Romeu Zema (Novo) com 2%. Votos brancos, nulos ou nenhum somam 6%, e os indecisos chegam a 4%. Segundo o G1, a Justiça Eleitoral ainda vai decidir se Marçal pode concorrer. Flávio cresceu dois pontos desde a rodada de 3 de setembro, quando tinha 33%; Lula oscilou um, de 38% para 39%; e Cury caiu de 8% para 6%.Segundo turnoContra Flávio, o placar repete, ponto a ponto, a pesquisa de 3 de setembro. Na segunda quinzena de agosto, a distância entre os dois era de quatro pontos: 47% a 43%. O Datafolha testou também, pela primeira vez, um eventual embate com Cury: 45% a 43%, outro empate técnico. Contra Caiado, Lula tem 46% a 41%. A vantagem aumenta diante de Zema, 48% a 39%, e de Renan Santos, 48% a 37%.A rejeição dos dois líderes é idêntica: 46% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula, e outros 46% dizem o mesmo de Flávio, segundo o instituto. O levantamento mostra ainda que 75% dos eleitores estão totalmente decididos e que 25% ainda podem mudar de voto.Na mesma rodada, o Datafolha mediu o governo: 47% dos entrevistados aprovam a gestão do presidente e 50% desaprovam. Em 3 de setembro, os índices eram 45% e 51%, respectivamente. Na avaliação geral, 42% consideram o governo ruim ou péssimo, 32% ótimo ou bom e 25% regular.O instituto ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-01833/2026. O primeiro turno acontece em outubro. Antes disso, a Justiça Eleitoral decide se Pablo Marçal entra na disputa.

MRMarina Rocha
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Datafolha no DF: Michelle Bolsonaro lidera disputa ao Senado com 21%; Leila tem 18%

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera a corrida ao Senado pelo Distrito Federal com 21% das intenções de voto, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). A senadora Leila do Vôlei (PDT) vem em seguida, com 18%. Duas cadeiras da Casa estão em disputa nas eleições de outubro.A diferença entre as duas cabe na margem de erro do levantamento, de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 910 eleitores entre 8 e 11 de setembro, com nível de confiança de 95%. Os números de registro são DF-06055/2026 e BR-04623/2026.Bia Kicis (PL) tem 15%, e Erika Kokay (PT), 14%. Leila também empata tecnicamente com as duas. Os demais candidatos não passam de 2%: Sebastião Coelho (Novo), Professor Guilherme Amorim (UP) e Ronaldo Fonseca (PSD) têm 2% cada. Branco, nulo ou nenhum candidato somam 11%, e os indecisos são 9%.Movimento desde agostoOs quatro primeiros colocados cresceram desde a pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto. Michelle passou de 19% para 21%, e Leila, de 16% para 18%. Bia Kicis saltou de 11% para 15%, e Erika Kokay, de 12% para 14%. O índice de branco, nulo ou nenhum candidato caiu de 16% para 11%, e a indecisão, de 14% para 9%.Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, os indecisos caíram de 67% para 49%. Michelle foi de 8% para 15% das menções, e Bia Kicis, de 4% para 11%. Leila passou de 5% para 7%, e Erika Kokay, de 4% para 6%.Dois votos por eleitorO Senado renova neste ano duas das três cadeiras do Distrito Federal. Cada eleitor vota duas vezes na mesma eleição. No primeiro voto, Michelle lidera com 34%, ante 29% na rodada anterior, seguida de Leila, com 18%, Erika Kokay, com 17%, e Bia Kicis, com 8%. No segundo voto, Bia Kicis passa à frente, com 21%, seguida de Leila, com 19%, Erika Kokay, com 11%, e Michelle, com 9%.A Folha publicou uma nota de método junto aos números:"Os resultados de uma pesquisa não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo."O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Segundo o g1, Globo, GloboNews, O Globo e emissoras afiliadas publicam até a véspera da votação 130 pesquisas sobre Presidência, governos estaduais e Senado, contratadas junto ao Datafolha e à Quaest.

MRMarina Rocha
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Datafolha no RJ: Paes lidera com 43% e Ruas cresce para 25% no 1º turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) na liderança da corrida pelo governo do Rio de Janeiro, com 43% das intenções de voto no primeiro turno. Douglas Ruas (PL) vem em segundo, com 25%, e Anthony Garotinho (Republicanos) soma 10%, segundo o g1.A vantagem de Paes caiu de 22 para 18 pontos percentuais na comparação com a pesquisa anterior, e Ruas cresceu 6 pontos. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram ouvidas 1.204 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O número de registro na Justiça Eleitoral é RJ-09217/2026.Garotinho aparece em terceiro, com registro indeferidoGarotinho chega a 10% mesmo com a candidatura barrada. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu nesta sexta-feira o registro de candidatura dele ao governo do estado. A corte considera que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos por 8 anos, em razão de condenação definitiva por improbidade administrativa em um processo que apurou o desvio de verbas da Saúde, na época em que ele era secretário de Governo na gestão da ex-governadora Rosinha Garotinho.Segundo o Ministério Público Eleitoral, a condenação transitou em julgado em 11 de julho de 2025. "Ele não pode votar e nem ser votado", afirmou o procurador regional eleitoral Flávio Paixão. Garotinho pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)."Reforço que sou candidato ao Governo do Estado e a decisão do TRE/RJ não afeta a campanha eleitoral, como decidido recentemente pelo TSE. Continuo firme e forte para salvar o Estado do Rio de Janeiro desse antro de corrupção."Simulação de segundo turnoEm um eventual segundo turno entre Paes e Ruas, o ex-prefeito aparece com 54%, contra 34% do candidato do PL. Brancos, nulos e nenhum somam 10%, e os indecisos, 2%, segundo o g1.A mesma rodada da Datafolha mostra que 45% dos eleitores aprovam o governo de Ricardo Couto, e 34% desaprovam. No Senado, Benedita lidera com 18%, seguida de Carlos Jordy e Carlos Portinho, com 10% cada. A disputa ao Palácio Guanabara tem nove candidatos, segundo o g1. A definição sobre a candidatura de Garotinho agora depende do TSE. O primeiro turno ocorre em menos de um mês.

MRMarina Rocha
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Datafolha em MG: Cleitinho lidera com 37%; Patrus tem 13% e Kalil, 11%

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 37% das intenções de voto no primeiro turno, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). O ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) tem 13%, e o também ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) registra 11%.O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela Globo. Foram entrevistados 1.204 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro, em abordagem presencial. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-01611/2026.Cleitinho sobe cinco pontos desde agostoNa pesquisa estimulada anterior, de 21 de agosto, Cleitinho tinha 32%. O salto de cinco pontos coloca o senador 24 unidades à frente do segundo colocado. Patrus subiu de 12% para 13%, variação dentro da margem de erro. Kalil caiu de 12% para 11%. Segundo a Folha, os dois ex-prefeitos empatam tecnicamente na segunda posição.Mais atrás aparecem o governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), o empresário Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg, e Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, todos com 4%. A aprovação do governo do estado caiu de 41% para 37% desde agosto, e a desaprovação subiu de 32% para 38%. Os votos em branco, nulos ou nenhum somam 11%, e os indecisos chegam a 10%.Vantagem se mantém nos cenários de segundo turnoPela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também o recorte de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos. Nesse cenário, Cleitinho chega a 47%, contra 17% de Patrus e 14% de Kalil. Na rejeição, Patrus tem o maior índice entre os nomes de ponta: 30% dos eleitores dizem que não votariam nele. A rejeição a Cleitinho é de 15%.Em simulações de segundo turno, o senador vence os dois adversários. Contra Kalil, Cleitinho marca 54%, contra 29% do pedetista. Contra Patrus, chega a 59%, ante 24% do petista. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Datafolha em PE: Raquel Lyra lidera com 47% contra 42% de João Campos

A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera a corrida pelo governo de Pernambuco com 47% das intenções de voto, contra 42% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). A diferença de cinco pontos cabe na margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o resultado é tratado como empate técnico.Lyra disputa a reeleição. Campos, do PSB, é ex-prefeito do Recife. Na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto, a governadora tinha 47% e o ex-prefeito, 40%. A oscilação de Campos ficou dentro da margem de erro, segundo a Folha de S.Paulo. Os demais candidatos aparecem distantes: Ivan Moraes (PSOL), Renan Hallais (Missão) e a professora Camila (UP) têm 1% cada, e Guilherme Fonseca (PSTU), o professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) não pontuaram.Primeiro turno ou segundoNo cálculo com apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lyra chega a 51%, contra 46% de Campos. Se o número se confirmasse nas urnas, a eleição terminaria já no primeiro turno. Considerando a margem de erro, porém, a governadora pode ter até 48% dos válidos, aponta a Folha. No cenário estimulado, votos em branco, nulos ou em nenhum dos nomes somam 6%, e 2% dos entrevistados não souberam responder.Em simulação de um eventual segundo turno entre os dois, Lyra marca 51% e Campos, 44%. Brancos e nulos somam 4%, e 1% não soube responder. A rodada de 21 de agosto não trouxe simulação de segundo turno, registrou o g1. A mesma pesquisa mostra que 48% dos eleitores avaliam a gestão de Lyra como positiva e 20%, como negativa, de acordo com o g1.O Datafolha ouviu 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais, em 48 municípios, entre os dias 8 e 10 de setembro, segundo a Folha. A pesquisa foi contratada pelo jornal e pela TV Globo, tem nível de confiança de 95%, de acordo com o g1, e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números PE-04411/2026 e BR-05923/2026.O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, Lyra e Campos disputam o governo do estado em um segundo turno, em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Datafolha: Marina e Tebet têm 13% e lideram empate quádruplo no Senado em SP

As ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) lideram com 13% das intenções de voto cada uma a disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o deputado estadual André do Prado (PL), com 11%, e o deputado federal Guilherme Derrite (PP), com 10%, estão empatados tecnicamente com as duas líderes. É um empate técnico quádruplo.Como foi a pesquisaSegundo o G1, foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é o SP-04189/2026. O InfoMoney, que também divulgou os números, indica o trabalho de campo entre 8 e 11 de setembro.No consolidado das duas vagas, Ricardo Salles (Novo) tem 5%, e Geraldo Rufino (Podemos) e Guto Schiavetto (Missão) têm 3% cada. Soninha Francine (Cidadania), Marcio Alves (UP), Dra Eliana Ferreira (PSTU), William Teixeira (Agir) e Maíra de Souza (UP) aparecem com 2% cada, e Ednelson Cesaretti (PCO) tem 1%. Somam-se 18% de eleitores que dizem votar em branco, anular ou não votar em nenhum nome, além de 14% de indecisos. Na pergunta espontânea, em que os nomes não são mostrados, 68% não souberam citar um candidato; Tebet, Derrite e Marina registraram 5% cada.Dois votos por eleitorEm 2026, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, com renovação de 54 das 81 cadeiras da Casa. Cada eleitor precisa marcar dois nomes diferentes. Como explica o G1:"Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes."Quando as respostas são separadas por vaga, o quadro muda. Na primeira vaga, Marina, Tebet e Derrite aparecem com 15% cada, e Prado com 13%. Na segunda, Marina e Tebet mantêm 11%, Prado cai para 9%, e Salles e Derrite empatam em 6%. Derrite concentra a força no primeiro voto; Salles sobe no segundo.Schiavetto entrou no levantamento nesta rodada porque não constava como candidato no sistema do TSE quando a pesquisa anterior foi registrada, e, segundo o G1, os resultados não podem ser comparados. Para o InfoMoney, os 18% de brancos e nulos somados aos 14% de indecisos mostram que a disputa segue com baixa definição junto ao eleitorado.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Quatro nomes seguem dentro da margem de erro pelas duas cadeiras em jogo no estado mais populoso do país.

MRMarina Rocha
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Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar novos documentos do caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu nesta sexta-feira (11) prazo de 24 horas para o ministro André Mendonça levantar o sigilo de novos documentos do caso Banco Master. A ordem atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determina que o relator envie à Presidência do tribunal e aos gabinetes dos ministros todos os procedimentos da Pet 15.556 e da Operação Compliance Zero.Fachin acolheu a solicitação do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, titular da ação penal, que atuará no caso junto com o procurador-geral Paulo Gonet. O material deve ser entregue em HD próprio. Ficam ressalvadas apenas as diligências em andamento ou por realizar cuja antecipação possa prejudicar a eficácia."...promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada 'Operação Compliance Zero' (Inq 5026), bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados)", determinou o presidente do STF.Pressão da PGR e de MoraesA decisão responde à crítica da PGR à liberação feita por Mendonça na quinta-feira (10). A Pet 15.556 é o núcleo original da Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, com acusações que alcançam parlamentares e o próprio Moraes. Segundo a PGR, a lista divulgada não inclui grande parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla. "O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero", afirmou o órgão, para o qual a divulgação parcial pode induzir a uma "ideia equivocada de transparência".O ministro Alexandre de Moraes pressionou na mesma direção. Em ofício a Fachin, afirmou que Mendonça fez uma "escolha seletiva" e "selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente". Segundo Moraes, dos 4.514 documentos dos 15 procedimentos ligados ao caso, apenas 4.334 foram tornados públicos e 180 seguem em sigilo. "O sigilo levantado foi parcial, excluindo 180 (cento e oitenta) documentos e, consequentemente, dificultando a análise probatória", escreveu. Moraes também pediu que as petições 16.662, sobre as mensagens trocadas com Vorcaro, e 16.704, que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça no STF, sejam julgadas em conjunto.Resposta de Mendonça e sessão de terçaMendonça negou a seletividade. Em documento enviado a Fachin, afirmou que atendeu ao pedido da Presidência e tornou públicos todos os procedimentos relativos ao tema que será julgado na terça-feira (15). A manutenção do sigilo em outras frentes, segundo o ministro, decorreu de "uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas". Para ele, procedimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal jamais poderiam ser publicizados em sua totalidade. Segundo o G1, a liberação de quinta manteve em segredo apurações como as ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme "Dark Horse".Em outro despacho, Fachin determinou que Mendonça se manifeste sobre o pedido do ministro Cristiano Zanin de acesso à íntegra dos dados apreendidos no celular de Vorcaro, necessário, segundo Zanin, para uma apreciação "completa e necessária". O prazo de 24 horas corre a partir desta sexta. Na terça (15), o plenário do STF se reúne em sessão convocada por Fachin para julgar a Pet 16.662. A inclusão da Pet 16.704 na pauta ainda depende de decisão da Presidência do tribunal.

MRMarina Rocha
Tarcisio

Datafolha em SP: Tarcísio tem 49%, Haddad 29%, e pode vencer no 1º turno

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 49% das intenções de voto no primeiro turno da eleição estadual. O ex-ministro Fernando Haddad (PT) tem 29%. Os números são do Datafolha e foram divulgados nesta sexta-feira (11), em pesquisa contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo.No recorte de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Tarcísio chega a 56%, contra 32% do petista. É a primeira vez nesta eleição que o instituto publica esse cálculo. Vence no primeiro turno quem passa da metade dos votos válidos. Nesse cenário, o governador poderia ser reeleito já em 4 de outubro.A vantagem cresceu desde agostoNa rodada anterior do Datafolha, de 21 de agosto, Tarcísio tinha 45% e Haddad, 27%. A distância subiu de 18 para 20 pontos. Na pesquisa espontânea, sem a lista de nomes, o governador tem 32% e Haddad, 16%, com 41% de indecisos. Em eventual segundo turno, o instituto aponta vitória de Tarcísio por 56% a 35%. A rejeição atinge 48% no caso de Haddad e 29% no do governador.Avaliação do governo e resto da disputaA gestão Tarcísio é considerada ótima ou boa por 46% dos eleitores paulistas. Outros 30% a avaliam como regular e 21%, como ruim ou péssima. Em agosto, o índice de ótimo e bom era 42%. O trabalho do governador é aprovado por 63% e reprovado por 32%.Os demais concorrentes têm números baixos: Policial Edjane (Agir) e Carlos Machado (PCB) têm 3% cada, Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) têm 2% cada e Izadora Dias (PCO), 1%. Brancos, nulos e quem diz que não votará em ninguém somam 8%, e 3% estão indecisos. Para 66% dos entrevistados, o voto está decidido; 34% admitem mudar até o dia do pleito.O Datafolha ouviu 1.610 eleitores paulistas entre 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número SP-04189/2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
justice

TSE forma maioria para barrar registro da candidatura de Pablo Marçal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (11) para rejeitar o registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. O placar atingiu quatro votos contrários ao registro no plenário virtual da Corte. A medida impede o empresário de disputar o pleito de outubro e restringe o acesso de sua campanha a tempo de rádio e TV e a recursos públicos.A relatora do caso, ministra Estela Aranha, votou pelo indeferimento do registro com base na inelegibilidade do candidato. Os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Ricardo Villas Bôas Cueva acompanharam o voto da relatora. Com quatro manifestações em um colegiado de sete integrantes, o tribunal consolidou a maioria jurídica.A decisão reafirma a situação eleitoral de Marçal, declarado inelegível até 2032 pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O tribunal paulista condenou o empresário por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a prefeitura da capital em 2024. O TRE-SP rejeitou por unanimidade os recursos da defesa e manteve a sanção de oito anos de afastamento das urnas.O Ministério Público Eleitoral (MPE) também apontou irregularidades no prazo de filiação partidária ao PRTB. O órgão apontou que Marçal constava filiado ao União Brasil em abril, limite fixado pela legislação eleitoral para quem disputa o pleito de outubro."Incontroverso, pois, que pesquisas em diversas fontes abertas na internet apontam, de modo convergente, que o impugnado Pablo Marçal (...) apresentava-se publicamente como membro filiado ao partido União Brasil."O Ministério Público Eleitoral também requereu a suspensão imediata do repasse de recursos do Fundo Eleitoral e o cancelamento de inserções em rádio e televisão. O julgamento virtual segue aberto para o registro de voto dos outros três ministros do TSE antes da proclamação oficial do resultado.

MRMarina Rocha
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Lula assume operação para isolar Mendonça e estancar crise no STF, diz Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu na noite de terça-feira (8) o comando de uma operação para conter a crise na cúpula do Judiciário. Segundo a Folha de S.Paulo, assessores avaliam que uma disputa sem fim no STF (Supremo Tribunal Federal) prejudica seriamente a campanha do petista pela reeleição, e Lula concluiu que é urgente recompor uma maioria na corte capaz de isolar o ministro André Mendonça, relator dos inquéritos do Master e do INSS.Sob a orientação do presidente, relata o jornal, ministros do governo, magistrados da ala próxima ao Planalto e parlamentares se articularam nas últimas horas para reagir à decisão de Mendonça que, na terça, afastou do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Na manhã de quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois delegados. Interlocutores ouvidos pela Folha dizem que muitos dos argumentos usados por Dino na decisão são compartilhados por Lula.Ofensiva contra o relatorO diagnóstico nos bastidores, de acordo com o jornal, é de que fracassaram as tentativas de diálogo com Mendonça em busca de neutralidade do tribunal na eleição. O advogado-geral da União, Jorge Messias, vinha atuando como ponte com o ministro. Aliados convenceram Lula de que Mendonça, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, atua para prejudicar sua candidatura à reeleição e blindar o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado pela reportagem como seu principal adversário. O presidente deu aval a uma ofensiva contra o relator.Segundo pessoas a par das tratativas citadas pela Folha, partiu da articulação de Lula com aliados a decisão de Andrei protocolar um pedido de reabilitação em investigação sob a relatoria de Dino, que apura suspeitas de irregularidades em emendas ligadas ao filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao examinar pedido de Andrei na quarta, Dino escreveu que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuição privativa do presidente da República e se perguntou, na decisão, se "uma parte pode ser juiz de si mesma e antecipar juízos de valor sobre relatórios da Polícia Federal que expressamente a mencionam".Ataque públicoA ofensiva também foi ao público. Em publicação na rede social X nesta quarta, Lula criticou "vazamentos seletivos" com impacto na disputa eleitoral e defendeu o fim dos sigilos das investigações do caso Master. "O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", escreveu o presidente, segundo o G1."É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade."A crise ganhou força quando Mendonça retirou o sigilo de relatórios da PF que expuseram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no esquema que, segundo a Polícia Federal, teria inflado artificialmente o valor do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, que pediu ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, a abertura de apuração sobre a atuação do relator. O próximo passo está com Fachin, segundo o G1: ele cancelou a sessão plenária de quarta, tinha previsão de receber Moraes ainda no dia e fixou prazo para as partes se manifestarem sobre os relatórios de inteligência antes de levar o tema ao plenário do tribunal.

MRMarina Rocha
justice

Fachin suspende afastamento e reintegração de Andrei Rodrigues na PF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Fachin também suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino, tomada horas antes, que reintegrou os dois delegados aos cargos. Com isso, Andrei Rodrigues permanece na chefia da PF, segundo o G1, e o mérito do afastamento fica para exame posterior.Em despachos divulgados na quarta, Fachin criticou o confronto entre decisões individuais de ministros da própria Corte."É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência.""Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal", escreveu Fachin. A suspensão vale enquanto pendem o julgamento da Segunda Turma e o pedido de suspensão de liminar.Como a disputa começouA crise no comando da PF começou na terça-feira (8), quando Mendonça determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada. A decisão atendeu a um pedido do partido Novo e abriu procedimentos criminais e administrativo-disciplinares contra o diretor-geral na Corregedoria da corporação. Segundo Mendonça, ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, vinham sendo submetidos a um "monitoramento sistemático" ilegal pela inteligência policial. "Foi uma decisão correta e necessária", disse o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, em defesa do ministro.O julgamento da Segunda Turma, convocada em sessão virtual extraordinária para referendar a medida, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Ele questionou a competência da turma e defendeu que o caso fosse julgado pelo plenário. Na mesma noite, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a Fachin a suspensão urgente do afastamento. Para o órgão, a medida causa "grave lesão à ordem pública e administrativa" e "viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal". Os 11 diretores da PF colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad, e classificaram o afastamento como "ataques injustificados".Na quarta, antes da intervenção de Fachin, Dino havia reintegrado Rodrigues e Almada em outro processo, ao acolher pedido da defesa do diretor-geral em investigação sob sua relatoria. Segundo a InfoMoney, o ministro afirmou que o Novo não tinha legitimidade para requerer medidas cautelares penais e que o afastamento poderia comprometer investigações que dependem da estrutura de inteligência da PF, entre elas a apuração sobre repasses para o filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.O que vem a seguirSeguem em aberto o julgamento da Segunda Turma, parado após o pedido de vista de Gilmar Mendes, e o prazo de 72 horas que Fachin deu a Mendonça para responder ao pedido da AGU. O presidente do STF também convocou o plenário para a terça-feira (15), quando os ministros devem discutir o relatório da PF sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além do pedido da Procuradoria-Geral da República pela nulidade da apuração. O tribunal ainda precisa definir como as controvérsias sobre o comando da PF serão levadas ao plenário.

MRMarina Rocha
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OAB descarta impeachment de Moraes e Toffoli e cria comissão sobre conduta

A OAB Nacional decidiu nesta quarta-feira (9) não apresentar ao Senado pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão saiu de uma reunião extraordinária, a portas fechadas, com representantes das 27 seccionais da Ordem, em Brasília. Em vez do pedido, a entidade criará uma comissão para analisar a conduta dos ministros no caso do Banco Master.Segundo a Folha de S.Paulo, a Ordem descartou a proposta aprovada um dia antes pelos conselheiros da OAB do Distrito Federal, que defenderam processo de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por "indícios da prática de crime de responsabilidade". O jornal informa que os dois tiveram ligações com o banco do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.Comissão vai pedir acesso aos autosA criação do grupo foi determinada na noite de quarta pelo presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, reportou a CNN Brasil. Formada por integrantes da direção nacional e presidentes de seccionais, a comissão vai pedir ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, acesso aos autos das investigações que apuram a relação entre Moraes e Vorcaro. O resultado será um parecer sobre a conduta dos ministros, a ser votado pelo Conselho Federal da entidade."Da mesma forma que o Supremo, que os ministros, o Ministério Público, a Polícia Federal são capazes, através de seus agentes, de fazer toda essa investigação, nós também temos capacidade intelectual, através dos nossos conselheiros federais, presidentes de seccionais e juristas que já se propuseram a fazer parte dessa comissão, para fazer uma análise profunda de toda essa documentação", disse Simonetti à CNN.A reunião também aprovou outros pedidos protocolados no Supremo. A OAB pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não atue pessoalmente no processo que discute relatórios da Polícia Federal com registros de interações entre Moraes e Vorcaro. Para a entidade, a medida tem caráter "estritamente processual e preventivo" e não representa conclusão sobre a atuação de Gonet. A Ordem requereu ainda acesso a provas e documentos da crise, inclusive materiais sigilosos dentro dos limites definidos pelo STF, e a abertura das investigações cabíveis para apurar eventuais crimes, inclusive os que envolvam integrantes da Corte.O parecer da comissão ainda precisa ser votado pelo Conselho Federal, e, segundo a CNN, um pedido de impeachment contra Moraes segue entre as possibilidades a avaliar. A decisão ocorre sob pressão das seccionais, com o movimento liderado por São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. No Supremo, o plenário está convocado para 15 de setembro tratar da crise, incluindo a possível abertura de investigação contra Moraes.

MRMarina Rocha
Federal Police

Fachin dá 48 horas para Andrei Rodrigues prestar informações e depois decide sobre cargo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, deu 48 horas ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para prestar informações. O prazo foi fixado em decisão assinada nesta quarta-feira (9). Depois dele, Fachin decidirá sobre a permanência de Andrei no cargo."Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta e oito) horas, querendo, prestar informações, prazo após o qual sua permanência na Direção-Geral da Polícia Federal, à luz do disposto no art. 33, parágrafo único da LOMAN [Lei Orgânica da Magistratura Nacional], será apreciada por esta Presidência", escreveu Fachin, segundo o G1.Como se chegou até aquiO prazo integra o lote de decisões em que Fachin suspendeu determinações dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, e mandou abrir procedimentos investigatórios criminais para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência. Segundo o ministro, o afastamento era necessário para preservar provas e investigações. Ele pediu que a Segunda Turma do STF analisasse a medida em sessão virtual, o colegiado formou maioria de três votos para manter os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.Nesta quarta, Dino reverteu o afastamento, a pedido do próprio Andrei. O diretor-geral da PF alegou que a decisão de Mendonça prejudicava uma investigação do caso que envolve o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro sob a relatoria de Dino. Horas depois, Fachin suspendeu a decisão de Mendonça e a de Dino, que reintegrava Andrei ao cargo. A suspensão da primeira atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que afirmou em nota que a medida "restaura a ordem pública e administrativa" e reafirma a prerrogativa do presidente da República de nomear e afastar diretores da PF.Nas mesmas decisões, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e suspendeu todo e qualquer procedimento de investigação contra integrantes do STF. "A Presidência tem o dever de zelar pela preservação da integridade da Corte e tem a convicção de que o faz e fará", escreveu o presidente do tribunal, que classificou o momento como de "conflitos e sobreposições processuais" com "grave lesão à ordem pública e à integridade" da Corte.O que vem a seguirFachin convocou o plenário do STF para a terça-feira (15), quando os ministros devem examinar o relatório da PF sobre uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e decidir sobre o pedido de nulidade feito pela Procuradoria-Geral da República. Enquanto isso, corre o prazo de 48 horas de Andrei Rodrigues. Segundo o G1, ele passou a tarde desta quarta na sede da PF, em Brasília, e não havia se manifestado sobre a decisão até a última atualização da reportagem.

MRMarina Rocha
justice

OAB pede a Fachin que Gonet não atue no processo sobre Moraes e Vorcaro

O Conselho Federal da OAB pediu nesta quarta-feira (9) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não atue pessoalmente no processo que discute o relatório da Polícia Federal com registros de interações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O pedido foi aprovado em reunião extraordinária da OAB Nacional com os presidentes das 27 seccionais da Ordem e protocolado na PET nº 16.662/DF, de acordo com o Metrópoles.Por que a OAB pede o afastamento pessoalA entidade alega que Gonet ocupa posição singular no caso. A PGR já se manifestou no processo defendendo a nulidade da determinação que deu origem ao relatório da PF e dos elementos obtidos a partir dela, relata a CNN Brasil. Ao mesmo tempo, Fachin convocou o procurador-geral a prestar esclarecimentos no procedimento aberto pela Presidência do STF para concentrar a análise da crise entre ministros da Corte e a Polícia Federal.Para a OAB, a combinação dos dois papéis recomenda que Gonet se abstenha de atuar pessoalmente. O Ministério Público seguiria no processo por meio do substituto legal do procurador-geral. A própria Ordem ressalva que o pedido não representa uma conclusão sobre a atuação de Gonet. A medida tem caráter "estritamente processual e preventivo", segundo a manifestação. Em nota, o Conselho Federal afirma que o requerimento "não pretende interferir na apuração, substituir as autoridades competentes ou conferir publicidade irrestrita a informações protegidas por lei".Outros pedidos e o que vem a seguirA OAB também pediu acesso aos relatórios, provas, manifestações e demais documentos relacionados à crise, inclusive materiais submetidos a sigilo, dentro dos limites definidos pelo STF. Requereu a instauração das investigações cabíveis para apurar "eventuais ilícitos relacionados aos fatos, sem distinção em razão do cargo ou da função das autoridades eventualmente envolvidas", com apuração individualizada e garantias de devido processo legal, ampla defesa e presunção de inocência. Para a entidade, é "por meio da investigação regular, e não de presunções ou conclusões antecipadas, que devem ser esclarecidos fatos de tamanha relevância institucional".O episódio soma-se ao atrito entre a Ordem e o Supremo. Na mesma reunião, a OAB decidiu criar uma comissão formada por integrantes da direção nacional e presidentes de seccionais para analisar os documentos e elaborar um parecer sobre a conduta dos ministros envolvidos. Entre as possibilidades que a comissão poderá avaliar está um pedido de impeachment contra Moraes, segundo a CNN Brasil.O calendário do caso já está definido. Fachin convocou sessão plenária extraordinária para 15 de setembro, às 10h, para analisar o referendo da decisão do ministro André Mendonça sobre as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Mendonça, relator do caso, já havia encaminhado o processo ao colegiado. Cabe agora a Fachin decidir o pedido da OAB sobre a atuação de Gonet.

MRMarina Rocha
Elections

PoderData/Aya: Lula tem 38% e Flávio 36% no 1º turno; Cury, 10%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 38% das intenções de voto no 1º turno da eleição presidencial, contra 36% do senador Flávio Bolsonaro (PL), aponta a pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (10). Foram 3.000 entrevistas por telefone entre 6 e 9 de setembro. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, os dois candidatos estão em empate técnico.No cenário de 2º turno, Flávio tem 47% e Lula, 45%, também empate técnico. Segundo a CNN Brasil, o senador subiu 2 pontos em relação à rodada anterior, e o presidente, 1 ponto. O instituto testou ainda o escritor Augusto Cury (Avante) em embates alternativos: contra Lula, Cury marca 44% contra 43%; contra Flávio, o escritor perde por 36% a 43%.Disputa mais apertadaNo 1º turno, Cury aparece em terceiro, com 10%, e se mantém no patamar da semana passada, quando saltou de 4% para 10%, segundo o Poder360. Renan Santos (Missão) tem 3%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Pablo Marçal (PRTB) somam 2% cada. Hertz Dias (PSTU), Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) marcam 1% cada; Clariana Barão (DC), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuam. Votos em branco ou nulos somam 3%, e 1% dos entrevistados não soube responder.A vantagem de Lula encolheu na série do instituto. A diferença de 2 pontos é a menor registrada desde maio, informa o Poder360. Há uma semana, o presidente tinha 3 pontos de folga sobre o senador. A mesma rodada mostra rejeição de 50% a Lula e de 45% a Flávio.Como a pesquisa foi feitaA pesquisa é do PoderData, instituto do grupo do próprio Poder360, com recursos próprios e parceria de divulgação com a Aya Bancah. Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. O intervalo de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-04914/2026. A série será semanal até a eleição.Na análise do veículo, Lula chega "à reta final sem a vantagem que carregou durante a maior parte deste ano", em uma disputa atravessada pela crise no STF. O 1º turno está marcado para 4 de outubro, e um eventual 2º turno, para 25 de outubro. A próxima rodada da série PoderData/Aya deve sair na semana que vem.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Cury condiciona apoio a Flávio no 2º turno e descarta Lula "em hipótese alguma"

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta quinta-feira (10), em São Paulo, que pode apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição, desde que ele prove que não houve corrupção no financiamento do filme "Dark Horse". Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi descartado: "Eu não apoiaria, em hipótese alguma, Lula. Nem 0,01%", declarou Cury, segundo o O Globo.As condições para apoiar FlávioAs declarações foram dadas horas depois de a Polícia Federal deflagrar a Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). Flávio Bolsonaro não é alvo da ação, mas seu nome aparece em outra investigação, sobre a captação de recursos para o filme junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conforme o G1. Vorcaro é suspeito, segundo o O Globo, de comandar um esquema de fraudes financeiras. O jornal registra ainda que o candidato do PL pediu R$ 134 milhões para a produção, dos quais cerca de R$ 69 milhões foram pagos a um fundo sem transparência nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os repasses foram patrocínio privado.Cury fixou três exigências para liberar o voto de seus eleitores: prova de que não houve corrupção, esclarecimento sobre o destino do dinheiro e assinatura pública do seu plano de governo. "Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do 'Dark Horse'. Ele tem que pegar o meu plano de governo e, num cartório, assinar que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas para votar nele", afirmou, segundo o G1. Ao O Globo, acrescentou: "Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o 'Dark Horse'"."Ele [Vorcaro] estava com tornozeleira eletrônica e [Flávio] foi lá pedir uma parte do dinheiro que ainda devia. Essa promiscuidade com o Banco Master tem que ser resolvida doa a quem doer. Porque o Brasil não pertence a um grupo de pessoas, pertence a 210, a 213 milhões de brasileiros."Lula, "nem 0,01%"Em relação ao presidente Lula, Cury foi taxativo. "Eu não vou apoiar o Lula, claramente, no segundo turno. Eu creio que vou estar num segundo turno fortemente com meu time. E o pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura", declarou, durante agenda de campanha em São Paulo, segundo o G1. Em encontro com operadores do mercado financeiro organizado pelo banco Genial, o candidato completou, sob aplausos: "O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar", registrou o O Globo.Na pesquisa Quaest divulgada esta semana, Cury aparece com 8% das intenções de voto, na terceira posição, atrás de Lula (36%) e Flávio Bolsonaro (29%). Nas simulações de segundo turno, os dois empatam numericamente em 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais. O Avante, presidido pelo deputado Luís Tibé (MG), tem coligações com o PT em quatro estados e com o PL em sete. "Se vocês encontrarem um partido que é um convento, me chamem que eu vou para lá", respondeu Cury, segundo o O Globo.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro, e a decisão de Cury, hoje terceiro nas pesquisas, pode pesar no resultado. O apoio segue condicionado às explicações de Flávio Bolsonaro sobre o "Dark Horse", enquanto a Polícia Federal e o STF prosseguem com as investigações sobre o financiamento do filme.

MRMarina Rocha
Politics

The Economist diz que STF passou de defensor a ameaça à democracia

A revista britânica The Economist afirmou nesta quinta-feira (10) que o Supremo Tribunal Federal (STF) deixou de ser o defensor da democracia brasileira e passou a ameaçá-la. O artigo, intitulado "Quando os defensores da democracia lhe viram as costas", em tradução livre, liga a mudança ao escândalo do Banco Master e ao embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Saiu a 24 dias da eleição presidencial de 4 de outubro."Diante de constantes ameaças, inclusive de Donald Trump, os ministros prosseguiram com serenidade na acusação do ex-presidente populista, condenando-o a 27 anos de prisão em setembro de 2025. A maioria dos brasileiros comemorou que a jovem democracia do país tinha sido salva. Agora, com a proximidade das eleições gerais no dia 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça", escreve a revista, segundo a Folha.O alvo central é MoraesO foco das críticas é Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe. "A Suprema Corte está no centro de um escândalo de corrupção sórdido e em constante expansão. No epicentro está o ministro que supervisionou o processo contra Bolsonaro", diz o texto, que atribui a Moraes "decisões questionáveis" na ação penal. A revista critica também sua condução do Inquérito das Fake News, do qual ele foi retirado como relator na quarta (9), por decisão do presidente da corte, Edson Fachin.Segundo a BBC News Brasil, o sigilo e a longa duração do inquérito impedem saber quantas contas foram "censuradas" por Moraes nas redes sociais. A Folha registra que, na leitura da revista, o ministro acumulou "os papéis de vítima, promotor e juiz" e teria usado a investigação para se blindar. No caso Master, o texto cita o contrato entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e o relatório da Polícia Federal que, segundo o G1, apontou 52 mensagens de Daniel Vorcaro para Moraes. Nas conversas, o banqueiro teria pedido conselhos sobre quando deixar o Brasil para escapar da prisão, e a frequência aumentou pouco antes de ele ser preso ao tentar fugir do país. "Moraes nega qualquer irregularidade", escreve a revista.Mendonça também é alvoA crise no tribunal começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF. Dois dias depois, Moraes pediu a inclusão do colega no Inquérito das Fake News por "abuso de autoridade". A Economist reconhece que Moraes "tem um ponto": Mendonça não divulgou provas contra outros magistrados que também mantiveram relações com Vorcaro. Mas a lista de críticas ao ministro continua. A PF o acusou de interferir na coleta de provas, ele tentou afastar o chefe da corporação em 8 de setembro e, em 2020, como ministro da Justiça de Bolsonaro, supervisionou um dossiê contra centenas de policiais e acadêmicos considerados inimigos do então presidente.Na avaliação da revista, a "disfunção" no tribunal, os "equívocos processuais" de Mendonça e as "tentativas descaradas" de Moraes de se proteger colocam em risco a própria investigação do caso Master. Erros processuais poderiam dar amparo legal para encerrar o caso, o que beneficiaria Moraes e dezenas de políticos, entre eles o candidato presidencial Flávio Bolsonaro, relata a CNN Brasil, que destaca a conclusão da publicação: "o maior perdedor seria a democracia". A BBC acrescenta que o Congresso pode levar adiante o impeachment de ministros do STF e o perdão aos crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado."Os brasileiros estão cansados dos escândalos de corrupção que mancham a classe política em intervalos de poucos anos. O uso indevido de suas instituições poderia minar a confiança na democracia mais do que Bolsonaro jamais fez."O artigo chega em semana decisiva para a corte. Na terça (15), o plenário do STF vai discutir se abre investigação contra Moraes com base no relatório da PF, segundo o G1. Fachin cancelou as sessões plenárias de quarta e quinta e passou a tarde em consultas internas com os ministros. Moraes, o procurador-geral da República, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Mendonça têm até a sessão para prestar informações. A expectativa, reporta o G1, é de que Moraes se pronuncie na segunda (14), véspera da decisão.

MRMarina Rocha
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Lula diz que Fachin "colocou ordem na casa" e cobra apuração de culpados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10) que está satisfeito com as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tomadas em meio à crise entre ministros da Corte. A declaração foi dada em entrevista ao SBT, em ano de eleição presidencial.Segundo o presidente, Fachin agiu certo, mas ainda não terminou o trabalho. "Fachin tomou atitude correta, não terminou de tomar as atitudes, espero que faça mais coisa para colocar ordem na casa e devolva a credibilidade que o povo brasileiro sempre teve na Suprema Corte", disse Lula, segundo o g1. A Folha de S.Paulo registrou a mesma passagem com transcrição diferente: o presidente teria dito que Fachin colocou "um pouco de ordem na casa".Sobre os responsáveis pela crise, Lula citou diretamente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do próprio Fachin."Se Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade seja soberana."O que Fachin decidiuNa quarta-feira (9), Fachin suspendeu a decisão de Mendonça que afastava o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino que havia reintegrado os dois no mesmo dia, e os diretores permanecem nos cargos. Fachin ainda levou para si a relatoria do chamado Inquérito das Fake News, suspendeu todo e qualquer procedimento de investigação contra integrantes do STF e barrou a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre suposta interferência na produção do relatório da PF.A crise começou com as investigações sobre o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e envolve os ministros Mendonça e Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a cúpula da PF. Na entrevista, Lula voltou a defender o fim do sigilo das investigações do caso Master e reiterou a confiança em Rodrigues, indicado por ele para o cargo. "O Andrei é um profissional muito competente, tem mais de 30 anos de carreira", disse o presidente, que defendeu investigá-lo caso haja irregularidades, conforme a Folha.O que vem agoraFachin convocou uma sessão do plenário do STF para a próxima terça-feira (15), quando os ministros vão debater o relatório da PF que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro. Para Lula, o trabalho na Corte não terminou: "Ainda falta, falta apurar quem é culpado de verdade".

MRMarina Rocha
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Lula: se Moraes e Mendonça forem culpados, "têm que pagar"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (10) que os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e André Mendonça "têm que pagar" se forem culpados de algum crime. A declaração foi dada em entrevista ao SBT, no meio da campanha pela reeleição e dias após a escalada do conflito entre os dois ministros da Corte.Segundo a CNN Brasil, Lula estendeu a regra ao presidente do STF, Edson Fachin:"Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o [André] Mendonça é culpado, ele tem que pagar, se o [Edson] Fachin é culpado ele tem que pagar."O presidente defendeu uma investigação pública e sem sigilo, sem "meias informações" ou "meias palavras". Disse ter conversado com Fachin na quarta-feira (9) e pedido a abertura do sigilo dos trâmites. "Foi a primeira coisa que eu pedi, eu não gosto de investigação sigilosa. Se tiver que fazer investigação, é melhor você fazer, tornar público para poder acusar as pessoas", explicou.Sobre o efeito da crise na eleição, Lula disse que uma apuração feita pelo STF "não deveria impactar no processo eleitoral", mas criticou os vazamentos seletivos. "Já que é para fazer vazamento seletivo, eu ontem conversei com o ministro Fachin e tem que fazer a abertura de sigilo de todo mundo, para colocar todo mundo diante da sociedade brasileira pra ver se a Suprema Corte recupera sua credibilidade e puna quem tiver que punir", afirmou. De acordo com a Reuters, ele voltou a cobrar o fim do sigilo das investigações do caso Banco Master e defendeu debater a criação de mandatos para ministros do STF.Como a crise chegou até aquiO embate começou depois que um relatório da Polícia Federal, feito a pedido de Mendonça, apontou suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso Master, segundo o g1. Moraes, por sua vez, apontou indícios de suposta atuação parcial de Mendonça como relator dos casos ligados ao banco. Na quarta-feira (9), Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das Fake News e derrubou decisões de Mendonça e do ministro Flávio Dino sobre o afastamento e a recondução do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. "Eu acho que o Fachin agiu corretamente ontem. Vai ter que pegar esse processo e trazer pra ele, botar ordem na casa", avaliou Lula.O plenário do STF está convocado para a terça-feira (15), quando os ministros devem examinar o relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro e definir os rumos da apuração. O primeiro turno da eleição presidencial, em que Lula concorre à reeleição, está marcado para o início de outubro.

MRMarina Rocha
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Fachin faz consultas internas no STF e ouve seis ministros antes de sessão sobre Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou pelo segundo dia consecutivo a sessão plenária da corte nesta quinta-feira (10) e passou a tarde em consultas internas sobre a sessão de terça-feira (15), que vai decidir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.Segundo o g1, Fachin recebeu seis ministros no gabinete da Presidência: Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e, em reunião conjunta, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve na Presidência. No fim da noite, Fachin foi ao gabinete da ministra Cármen Lúcia para mais conversas. Na avaliação de um ministro ouvido pelo g1, o presidente do tribunal "tem escutado muito e falado pouco".Mapa de votosO caso é inédito no STF. Fachin decidiu levar ao plenário o relatório da Polícia Federal que apontou 52 mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes. Vorcaro está preso preventivamente na Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras do Banco Master e uma suposta "rede de monitoramento e influência". André Mendonça é o relator do caso Master e foi quem determinou a elaboração do relatório.Nos bastidores, segundo o g1, seis votos são considerados mais consolidados. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin são apontados como alinhados com Moraes. André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Há incerteza sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia, que têm recebido acenos dos dois lados. Dias Toffoli teria indicado a colegas que tende a não participar, já que o caso é desdobramento do Master e ele se declara suspeito de votar em desdobramentos desde que deixou a relatoria das investigações. Parte da corte defende que ele pode votar, porque a discussão envolve questões processuais, como o modelo para investigar um integrante do tribunal.Rito da sessãoAs regras para a sessão de terça ainda não foram confirmadas, mas a indicação é de que Moraes não votaria. A ala que o apoia também defende que Mendonça não julgue a questão, após questionamentos sobre sua condução dos inquéritos. Interlocutores citados pelo g1 dizem que Fachin prefere uma sessão aberta, com algum tipo de restrição por questões de segurança, no modelo adotado no julgamento da chamada trama golpista. A possibilidade de uma sessão fechada também está em discussão.A Folha de S.Paulo reporta que ministros de alas distintas temem que a transmissão vire munição para as campanhas eleitorais, com "cortes" feitos para viralizar nas redes sociais. Chegou-se a cogitar convencer Fachin a fechar a sessão, embora ele esteja inclinado a mantê-la pública. Outra ideia aventada é um "delay" maior na transmissão. Segundo interlocutores do presidente ouvidos pela Folha, Fachin tem feito um apelo por um mínimo de urbanidade no julgamento. Um integrante da corte classificou o episódio como uma "carnificina institucional" em potencial.Moraes ainda avalia quando fará um pronunciamento sobre a crise. Ele chegou a informar que se manifestaria nesta quinta, mas recuou, e há expectativa de que a fala ocorra na segunda-feira (14). O ministro, a PGR, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e Mendonça têm até lá para prestar informações sobre o relatório. Fachin também disponibilizou nesta quinta aos ministros cópia de todo o material elaborado pela PF sobre a suposta relação de Moraes com Vorcaro.

MRMarina Rocha
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Mendonça retira sigilo de parte do caso Master; Dark Horse e Jaques Wagner ficam de fora

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de apenas parte das investigações sobre o caso Master. A decisão atende a um pedido feito horas antes pelo presidente da corte, Edson Fachin, e tornou públicos nesta sexta-feira (11) os documentos liberados. Segundo apurou a BBC News Brasil, 14 procedimentos ligados ao Banco Master saíram do segredo.Entre os materiais liberados estão apurações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco e alvo da Operação Compliance Zero. De fora ficaram, segundo o G1, as investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, e sobre a relação do senador Jaques Wagner com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro.Os núcleos que seguem lacrados tratam de frentes sensíveis. A Polícia Federal aponta 74 ligações entre Wagner e Lima em 18 meses e sustenta que o senador defendeu interesses do banco no Congresso em troca de vantagens, como um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. No caso do filme, Vorcaro repassou R$ 61 milhões aos produtores por meio de um fundo nos Estados Unidos, e, segundo o Intercept Brasil, o pré-candidato Flávio Bolsonaro teria negociado um repasse de US$ 24 milhões para o projeto.O que Fachin pediuFachin solicitou na quinta-feira (10) que Mendonça, relator das investigações do caso no tribunal, enviasse aos gabinetes da presidência e dos demais ministros um HD com informações da petição 15.556, núcleo original da Compliance Zero, que apura suspeita de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o banco e Vorcaro. A petição inclui acusações contra parlamentares e contra o ministro Alexandre de Moraes. No pedido, Fachin abriu uma exceção: dados considerados "imprescindíveis" para as investigações poderiam continuar protegidos.O advogado-geral da União, Jorge Messias, elogiou a decisão e lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia cobrado a retirada do sigilo."A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clarea as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades", escreveu Messias nas redes sociais.A sessão de 15 de setembroA liberação acontece no auge da crise entre Mendonça e Moraes. Em 1º de setembro, Mendonça derrubou o sigilo de um relatório da PF com indícios de que Vorcaro teria pedido conselhos e trocado informações com Moraes. Dois dias depois, Moraes liberou relatórios da inteligência da corporação sobre supostas condutas irregulares de Mendonça. Na quarta-feira (9), Fachin tirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e marcou a sessão plenária sobre o caso Master.A próxima etapa está definida: na terça-feira (15), o plenário analisa a petição 16.662, originada da 15.556. A sessão pode resultar na abertura de investigação contra Moraes, decisão que cabe aos onze ministros da corte.

MRMarina Rocha
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STF: ministros ameaçam debater 'podres' de colegas se só Moraes for julgado no dia 15

Ministros do Supremo Tribunal Federal passaram a afirmar nesta sexta-feira (11) que levarão ao debate da sessão de 15 de setembro acusações contra colegas, caso o tribunal julgue apenas o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, no Folha de S.Paulo.Segundo a coluna, os ministros dizem que, se o pedido contra Moraes for julgado sem que o mesmo ocorra com André Mendonça, "não sobrará 'pedra sobre pedra'" no debate. Eles afirmam que diversos magistrados da corte já foram alvos de denúncias, inclusive de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Para eles, se for para passar o STF a limpo, será oportuno discutir no mesmo dia os "podres" de todos os demais presentes à sessão.Pressão sobre a pauta de FachinO alerta dos bastidores chega quatro dias antes da sessão. Na quarta (9), o presidente do STF, Edson Fachin, designou o dia 15 para o julgamento do pedido de investigação contra Moraes, que trata das mensagens trocadas com Vorcaro. Na mesma decisão, suspendeu as trocas de comando na Polícia Federal e retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news, informa o Poder360.Nesta sexta, Moraes reagiu. Em ofício a Fachin, pediu que o pedido de investigação contra Mendonça por "abuso de autoridade" fosse pautado para a mesma data, sob alegação de "fatos conexos". Para o ministro, o colega é "diretamente interessado no julgamento" e excluiu 180 documentos do levantamento de sigilo dos autos, relatam o Poder360 e o G1.Origem da criseA crise começou em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com conversas entre Vorcaro e Moraes. A apuração identificou contratos milionários do grupo Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Em 3 de setembro, Moraes apresentou pedido para investigar Mendonça por "abuso de autoridade".O próximo passo cabe a Fachin. Ele decide se inclui o caso de Mendonça na sessão de terça (15). O presidente do STF também deu a Mendonça prazo de 24 horas, contado nesta sexta, para liberar o sigilo de todos os documentos da Pet 15.556, que reúne o núcleo da Operação Compliance Zero.

MRMarina Rocha
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Eduardo Bolsonaro escreveu que dinheiro do Brasil para 'Dark Horse' seria 'problemático'

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República tornados públicos nesta sexta-feira (11) pelo Supremo Tribunal Federal mostram que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro orientou, em mensagem, a gestão e a remessa de recursos nos Estados Unidos para o financiamento de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. No texto, ele classificou como "problemático" o envio de dinheiro do Brasil para o filme e defendeu que os valores já estivessem em território americano.Segundo o G1, um parecer da PGR assinado em julho pelo procurador-geral Paulo Gonet deu aval à abertura do inquérito no STF que apura o financiamento transnacional da produção. Investigadores obtiveram a captura de tela de uma conversa atribuída a Eduardo, que vive nos Estados Unidos, com orientações sobre como operacionalizar o envio dos valores ao exterior. O documento não informa quem era o destinatário da mensagem."O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos."Na sequência da mensagem, Eduardo sugere "enviar o máximo possível ainda neste sistema atual" e coloca à disposição Altieris Santana, identificado pela investigação como diretor do Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas que administrava os valores e os repassava à produtora Go Up Entertainment. A Folha de S.Paulo informa que o material também indica que o ex-parlamentar atuava como gestor do dinheiro levantado para o longa.Contrato de US$ 24 milhões e delaçãoA apuração aponta que o publicitário Thiago Miranda enviou, em dezembro de 2024, ao ex-banqueiro do Banco Master Daniel Vorcaro uma minuta de "Acordo de Financiamento de Produção 'Capitão do Povo'", nome anterior do filme, com previsão de US$ 24 milhões em 14 parcelas. As remessas internacionais somaram US$ 12,3 milhões em 2025 e foram feitas pela Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro". O acordo de delação premiada dele com a PGR foi homologado na quarta (9) pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.Na representação ao STF, a PF escreveu que a magnitude dos valores é "significativamente destoante dos referenciais disponíveis do mercado audiovisual nacional" e que a discrepância das projeções reforça a necessidade de apurar "a viabilidade econômica e a verdadeira finalidade da operação". A polícia lista como pontos a esclarecer a origem dos recursos, a função do fundo Havengate, os beneficiários finais e o papel de Eduardo e do senador Flávio Bolsonaro na estruturação, cobrança, execução e destinação dos aportes. Flávio, candidato à Presidência nas eleições de outubro, negou irregularidades em maio, em entrevista à GloboNews: "Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme."O inquérito do "Dark Horse" segue com Mendonça no STF, e Flávio pediu nesta sexta o fim da confidencialidade de todo o material sobre o filme. Em frente separada, o tribunal julga até 18 de setembro os embargos da defesa de Eduardo contra a condenação a 4 anos e 2 meses de prisão por coação, no processo que apura a tentativa de golpe de 2023. O relator, Alexandre de Moraes, votou para rejeitar o recurso e manter a pena.

MRMarina Rocha
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Toffoli puxou caso Master ao STF um dia após PF descartar foro, dizem documentos

O ministro Dias Toffoli determinou que o caso Master fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal no dia seguinte à manifestação em que a Polícia Federal informou não ter encontrado indícios de crimes cometidos por autoridades com prerrogativa de foro. A sequência consta de documentos cujo sigilo foi retirado na noite de quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, atual relator do caso na Corte. A CNN Brasil e o Valor Econômico reportaram a movimentação nesta sexta-feira (11).A cronologia nos autosA manifestação da PF é de 2 de dezembro de 2025 e está entre as peças liberadas. Na ocasião, a corporação afirmou ter feito uma análise minuciosa dos elementos de prova da investigação, que apurava a Operação Compliance Zero e o Banco Master do banqueiro Daniel Vorcaro. Para os investigadores, a hipótese criminal se resumia a crimes financeiros."Por oportuno, afirmamos que, até o momento, após filtro minucioso sobre os elementos de prova coletados, inclusive no que toca a celulares e equipamentos eletrônicos, não foram encontrados qualquer indício de prova quanto à prática de crimes por pessoas politicamente expostas ou autoridades com prerrogativa de foro, permanecendo inalterada a hipótese criminal que se resume a apurar crimes financeiros", escreveu a PF.Segundo a CNN Brasil, no dia seguinte, 3 de dezembro, Toffoli determinou que todo o caso fosse enviado ao STF e retirado das instâncias inferiores, sob sua relatoria. O ministro justificou a medida pela necessidade de "evitar vazamentos que pudessem prejudicar as apurações". O Valor Econômico localiza em 9 de dezembro a decisão que consolidou no tribunal todos os procedimentos da Compliance Zero e do Master. O jornal informa que a justificativa era a possível conexão do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) com o caso, após a PF encontrar na casa de Vorcaro um documento com menção ao parlamentar.Para a PF, esse material era uma minuta não assinada de compra e venda de imóvel entre Bacelar e Vorcaro, negócio que não se concretizou e não tinha "o menor interesse para a investigação". Dias antes da decisão, segundo o Valor, as defesas de Vorcaro e de outros investigados haviam pedido a Toffoli o envio do caso ao STF. A justificativa acolhida pelo ministro foi a mesma sustentada pelos advogados.Outro ponto da cronologia aparece na reportagem da CNN Brasil. Toffoli havia sido sorteado relator de uma reclamação movida pelo próprio Vorcaro, protocolada em 28 de novembro de 2025, cinco dias antes de o ministro puxar toda a investigação para o STF. Poucos dias depois, impôs sigilo máximo ao caso. Em fevereiro, após a PF apontar possíveis conexões entre o ministro e Vorcaro, Toffoli deixou a relatoria. Para a CNN, ele foi retirado por suspeita de envolvimento com o banquero; o Valor informa que saiu de forma voluntária. Mendonça foi sorteado novo relator.Reação no tribunalA liberação parcial dos autos reacendeu a crise no STF. Nesta sexta-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes enviou ofício ao presidente da Corte, Edson Fachin, no qual fala em "escolha seletiva" na retirada do sigilo feita por Mendonça. Segundo Moraes, apenas 15 procedimentos foram liberados de forma parcial, com exclusão de 180 peças e documentos digitais. Ele pediu a derrubada imediata de todo o sigilo e o julgamento conjunto das duas petições em curso sobre o caso. A análise da situação de Moraes está prevista para a terça-feira (15). Fachin ainda define o rito do julgamento.

MRMarina Rocha
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Vorcaro citou oito encontros com Moraes em conversas com a ex-namorada, aponta PF

Daniel Vorcaro relatou à sua ex-namorada, Martha Graeff, oito encontros com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao longo de 2025. As menções constam de mensagens de WhatsApp analisadas pela Polícia Federal, foram divulgadas pelo STF na madrugada desta sexta-feira (11) e foram detalhadas pelo R7. A PF trata os registros como suspeita de reuniões, ocorridas em Brasília, em São Paulo e em Campos do Jordão.As mensagensEm 19 de março de 2025, Vorcaro escreveu à namorada de então: "Estou com o ministro aqui". No dia seguinte, avisou: "Chegando Hugo e Ciro para falar com Alexandre". O texto não deixa claro quem são os outros citados, mas o G1 aponta que aquele encontro começou na noite do dia 19 e avançou pela madrugada do dia 20, com a chegada do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do senador Ciro Nogueira à residência.Em 19 de abril, Martha perguntou o que ele fora fazer em Campos, e Vorcaro respondeu: "Foi passar feriado". Segundo o R7, a PF considera que o local é Campos do Jordão. Em 29 de abril, o banqueiro escreveu "Agora to com Alexandre" e, após uma chamada telefônica, disse à namorada que a voz ouvida na ligação "era de Alexandre de Moraes".As demais citações seguem o mesmo tom. Em 21 de maio, Vorcaro informou estar em uma reunião em casa "com ciro e alexandre". Em 26 de maio, contou ter marcado um jantar de casais com "Moraes e Fabio Faria". Em 8 de agosto, citou "reuniao alexandre e depois com ciro". A PF aponta todos esses diálogos como relativos ao ministro. As mensagens também registram o planejamento de um jantar para reunir Moraes e a esposa dele, a advogada Viviane Barci de Moraes, que tinha um contrato com o Master, além do ex-ministro Fábio Faria e a esposa dele.As conversas saíram de um dos celulares apreendidos na Operação Compliance Zero, que levou Vorcaro à prisão preventiva em novembro de 2025. Um relatório da PF tornado público em 1º de setembro, após decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, lista ao menos 16 momentos de possíveis encontros entre o banqueiro e o ministro, dos quais oito aparecem como confirmados. As confirmações vieram de mensagens com várias pessoas, entre elas a filha de Vorcaro, Stella. Um ano antes, em abril de 2024, o banqueiro já havia organizado com Moraes o I Fórum Jurídico de Londres, patrocinado pelo Banco Master.Desdobramentos no STFA divulgação acontece em plena crise na Corte. Nesta sexta, Moraes pediu ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, a retirada imediata do sigilo de todos os documentos do caso Master e classificou como "escolha seletiva" a liberação feita por Mendonça, que, segundo o ministro, excluiu 180 peças. A Procuradoria-Geral da República também pediu o desigilo integral, e o ministro Cristiano Zanin reivindicou acesso a uma mídia do celular de Vorcaro para analisar pedidos da PGR. A análise da situação de Moraes está prevista para terça-feira (15). Fachin ainda define o rito do julgamento.

MRMarina Rocha
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Campanha de Lula levará ao horário eleitoral inquérito de Flávio no "Dark Horse"

O comando da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai usar o horário eleitoral de TV e rádio e as redes sociais para explorar a divulgação, nesta sexta-feira (11), de informações sobre o inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que tem o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os investigados no caso do financiamento do filme "Dark Horse". Segundo o blog de Valdo Cruz, do G1, uma das peças já prontas resume a tese petista: "Justiça confirma: Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no Dark Horse". Outras estão sendo produzidas para reforçar que o candidato do PL é investigado pessoalmente no caso, relatam integrantes da campanha.O inquérito foi pedido pela Polícia Federal, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no tribunal. Nesta sexta, Mendonça derrubou o sigilo de parte dos documentos, a pedido do presidente do STF, Edson Fachin. Segundo o G1, constam do processo informações de que Flávio atuou para obter junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, cerca de R$ 70 milhões para o projeto, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos liberados mostram que Vorcaro repassou R$ 61 milhões aos produtores por meio de um fundo nos Estados Unidos.Leitura interna da campanhaA decisão de transformar o inquérito em peça de campanha nasce do desgaste provocado pela crise entre o STF e o Banco Master. Integrantes da equipe petista avaliam que a proximidade política de Lula com o ministro Alexandre de Moraes arrastou o presidente para o debate público em torno do tema, relata o G1. Na avaliação dos coordenadores, a divulgação da investigação contra Flávio oferece uma oportunidade de deslocar parte do foco político e atingir diretamente o principal adversário do presidente."O Lula não é investigado. O Flávio Bolsonaro é investigado. Vamos bater nesta tecla para mostrar a diferença entre os dois candidatos nesta crise do Banco Master."A frase veio de um dos coordenadores da campanha presidencial, em conversa com o blog do G1. A leitura interna tem eco em outro veículo: segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, após semanas de preocupação com o crescimento de Flávio nas pesquisas, a campanha considera que as revelações sobre o inquérito devem interromper a onda favorável do senador.Flávio nega irregularidades. Na véspera, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão na Operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares e mira o deputado Mario Frias (PL-SP) e a produtora de "Dark Horse", Karina Ferreira da Gama. Em transmissão ao vivo no YouTube, o candidato acusou o ministro Flávio Dino, relator dessa ação, de agir politicamente para prejudicá-lo na eleição e defendeu o filme. "Com toda a tranquilidade do mundo, mais uma vez, não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Pode revirar do avesso, pode puxar de cima para baixo, de trás para frente, de um lado para o outro. Ali foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado", afirmou, segundo a BBC News Brasil.As peças começam a circular nas próximas inserções do horário eleitoral, a menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O restante do inquérito segue sob sigilo no STF.

MRMarina Rocha
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Fachin pressiona Gonet a se afastar do caso Master antes da sessão sobre Moraes

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, pressionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a se afastar do caso do Banco Master e a não participar da sessão da corte que vai analisar o relatório que aponta o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A revelação é da Folha de S.Paulo. A sessão está prevista para a terça-feira (15).Segundo interlocutores do tribunal ouvidos pela Folha, Fachin cogitou, nos últimos dias, determinar por medida judicial o afastamento de Gonet do caso. Ele mudou de rumo ao concluir que seria melhor um gesto do próprio procurador. Os dois conversaram por cerca de meia hora na tarde de quinta-feira (10), no gabinete da presidência do STF. Pessoas a par das tratativas afirmam que Fachin sugeriu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) seja representada na sessão de terça por outro procurador. Uma das opções aventadas foi o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.Por que o caso alcança a PGRO relatório que retrata Moraes como interlocutor de Vorcaro, dono do extinto Banco Master, também traz menções ao chefe da PGR. Na investigação policial, há diálogos em que o advogado Ciro Soares encaminha ao banqueiro mensagens atribuídas ao procurador-geral. Em outros trechos, Vorcaro pede a Moraes que acione Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para barrar uma operação contra a instituição financeira. Ainda segundo as apurações, o filho de Gonet pediu ao banqueiro para ir a um evento custeado por ele em Londres, com despesas pagas.Gonet nega irregularidade. Em conversas com sua equipe nos últimos dias, relatadas pela Folha, ele negou ter relação próxima com Vorcaro e disse que Moraes jamais pediu interferência em investigações sobre o Master. Integrantes do órgão que trabalham diretamente com o procurador-geral afirmam que ele conhecia o advogado Ciro Soares e o tratava de forma amigável por ser esse o seu estilo.O que vem a seguirA sessão de terça integra a crise aberta no STF pelas investigações do Master, que já envolvem Fachin, Moraes, o relator André Mendonça, a PGR e a cúpula da Polícia Federal. Nos bastidores, a avaliação é de que a ausência de Gonet é especialmente relevante caso o órgão opte por manifestação oral no plenário. Moraes encaminhou nesta sexta-feira (11) ofício a Fachin em que fala em "escolha seletiva" no desigilo parcial determinado por Mendonça e pede o julgamento conjunto das duas petições do caso, segundo o G1. Fachin ainda define o rito do julgamento.

MRMarina Rocha
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CNBB cobra esclarecimentos sobre crise no STF e defende 'justiça sem privilégios'

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cobrou esclarecimentos sobre a crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e outras instituições da República. Em mensagem divulgada na quinta-feira (10), a entidade defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas com independência, transparência e respeito às garantias constitucionais, e resumiu sua posição com uma expressão: "justiça sem privilégios".A crise envolve uma disputa dentro do próprio STF sobre o sigilo de investigações ligadas ao caso Master, incluindo conversas de ministros da Corte. O ministro André Mendonça derrubou o sigilo de parte do material, e os ministros divergem sobre o que deve ser tornado público e sobre a forma de julgamento do caso, segundo reportagem do g1.No documento, a CNBB afirmou que a situação exige "serenidade, responsabilidade e respostas institucionais claras". A nota conclama "os Poderes da República, suas autoridades e toda a sociedade" a esclarecer os fatos, segundo a coluna Brasília-DF do Correio Braziliense. "A independência e o equilíbrio entre os Poderes são condições indispensáveis para a preservação da justiça, da liberdade e da paz social", diz o texto.'Ninguém pode estar acima da lei'"Ninguém pode estar acima da lei, assim como ninguém deve ser previamente condenado sem que lhe sejam assegurados o direito de defesa e as garantias constitucionais."A entidade sustentou que a defesa das instituições democráticas não pode impedir investigações. Para a CNBB, a credibilidade das instituições aumenta quando os fatos são examinados de forma independente, imparcial e transparente. A conferência defendeu que questões de grande relevância institucional sejam analisadas pelo plenário do STF de maneira colegiada e pública, para que a sociedade acompanhe os processos e conheça os fundamentos das decisões. Sobre o tribunal, considerou necessário fortalecer medidas de responsabilidade ética e prevenção de conflitos de interesse, e defendeu que o Código de Ética em elaboração no STF receba o devido encaminhamento institucional, com parâmetros claros de conduta.Nota em ano eleitoralA mensagem chega no meio da campanha eleitoral de 2026. Segundo o g1, a CNBB afirmou que crises institucionais não devem ser usadas para ampliar a desconfiança da população nem servir a interesses político-partidários, e defendeu condições para eleições livres e confiáveis. "Divergências legítimas não podem alimentar a desconfiança generalizada nas instituições", disse a entidade. A coluna do Correio Braziliense acrescenta que o PT pretende ser mais enfático na defesa de sua proposta de reforma do Judiciário, com mandatos para tribunais a partir da segunda instância.A mensagem foi assinada pelo presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, pelos vice-presidentes dom João Justino de Medeiros Silva e dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, e pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers. O próximo passo fica com o STF: os ministros ainda têm de definir o que mais será divulgado e como o caso será julgado, sob pressão crescente por sessões públicas no plenário.Na conclusão, a CNBB escreveu que "o Brasil necessita de verdade sem manipulação, de justiça sem privilégios, de instituições que sirvam ao bem comum, de lucidez e paz". E completou: "A verdade não enfraquece as instituições. Quando buscada com justiça, transparência, humildade e respeito à lei, fortalece-as e fortalece a própria democracia."

MRMarina Rocha
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Moraes fala em "escolha seletiva" de Mendonça e pede desigilo total do caso Master

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente da corte, Luiz Edson Fachin, a retirada imediata do sigilo de todos os documentos do caso Banco Master. Em ofício enviado à presidência do tribunal, o ministro classificou como "escolha seletiva" a liberação parcial de arquivos feita na véspera pelo relator da investigação, André Mendonça.Segundo Moraes, Mendonça liberou apenas 15 procedimentos, de forma parcial, e excluiu 180 peças e documentos digitais. O ministro anexou ao ofício uma tabela que compara o que foi disponibilizado com o que está registrado no sistema eletrônico do tribunal: dos 4.514 itens relativos aos 15 procedimentos, 4.334 ficaram acessíveis. O maior saldo pendente é o do Inquérito 5026, com 61 peças não liberadas de um total de 1.086. Moraes também pediu que a Diretoria de Tecnologia da Informação do STF certifique a quantidade exata de procedimentos ligados à investigação."Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o Ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente", escreveu Moraes, segundo a Folha de S.Paulo.Três pedidos formaisNo ofício, Moraes formalizou três pedidos a Fachin: julgamento conjunto das petições 16.662 e 16.704; levantamento total e irrestrito do sigilo; e intimação de todos os ministros citados nos autos, para que possam prestar esclarecimentos. A PET 16.662 trata das mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o próprio Moraes. A PET 16.704 reúne relatórios da inteligência da Polícia Federal que apontam suposta quebra de imparcialidade de Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero", incluindo o suposto direcionamento de apurações contra alvos como Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo o G1, Moraes lembrou que o próprio Fachin reconheceu conexão entre os dois temas, para evitar decisões contraditórias.Mendonça retirou o sigilo de parte dos processos na quinta-feira (10), a pedido de Fachin. O despacho liberou a petição 15.556, raiz da investigação, e procedimentos derivados dela. Fachin reservou como exceção o material relativo a diligências cujo sigilo seja "imprescindível" à investigação. A BBC News Brasil apurou que 14 procedimentos ligados ao Banco Master foram publicados, além do principal. Continuaram em segredo frentes como as apurações sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob investigação conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).O que vem a seguirA análise da situação de Moraes está pautada para a terça-feira (15), em sessão plenária marcada por Fachin que, segundo a BBC News Brasil, pode resultar na abertura de investigação contra o ministro. Fachin ainda define o rito do julgamento. O embate entre os dois ministros se tornou público no dia 1º de setembro, quando Mendonça liberou relatório da PF com indícios de que Vorcaro pedia conselhos a Moraes. Dois dias depois, Moraes liberou relatórios sobre a conduta de Mendonça. Na quarta-feira (9), Fachin tirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e marcou a sessão do dia 15.

MRMarina Rocha
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STF começa a julgar recurso de Eduardo Bolsonaro contra condenação a 4 anos e 2 meses

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta sexta-feira (11) a julgar o recurso do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) contra a condenação a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto. Segundo a CNN Brasil, a sessão no plenário virtual começou às 10h, dura uma semana e deve se encerrar na sexta-feira (18).A condenação foi definida em junho, por coação, no processo da trama golpista. Segundo o tribunal, Eduardo atuou junto a autoridades dos Estados Unidos, entre elas o presidente Donald Trump, para pressionar por sanções contra ministros da Corte e contra o Brasil, na tentativa de beneficiar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a Revista Oeste, o ex-deputado vive nos EUA.O argumento da DefensoriaO recurso, do tipo embargos de declaração, foi protocolado em julho pela Defensoria Pública da União (DPU). A Defensoria não contesta os fatos da condenação, mas aponta uma contradição no acórdão. Segundo a defesa, os quatro ministros que julgaram o caso trataram declarações públicas de Eduardo como confissão do crime ao fundamentar a condenação. O relator, Alexandre de Moraes, escreveu que o próprio réu "confessou expressamente o delito" em entrevistas. Cristiano Zanin e Cármen Lúcia fizeram afirmações semelhantes, e Flávio Dino usou o mesmo termo de forma mais pontual, ao tratar da intenção de cometer o crime.Apesar disso, nenhum deles considerou a confissão, que funciona como atenuante, no cálculo da pena. A DPU argumenta que a omissão contraria o Código Penal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do próprio STF.Embargos de declaração servem para corrigir contradições ou omissões em uma decisão, e não para rediscutir o mérito. Se a Turma acolher o pedido, a pena pode ser recalculada. Se rejeitar, a condenação de quatro anos e dois meses permanece e o processo segue para a fase de execução da pena. Os votos ficam abertos no plenário virtual até 18 de setembro.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro é alvo de inquérito de Mendonça sobre financiamento de 'Dark Horse'

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está na lista de investigados pela Polícia Federal no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão é do ministro André Mendonça, de 22 de julho. O nome do candidato veio a público nesta sexta-feira (11), depois que o relator levantou parte do sigilo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. O caso segue parcialmente sob sigilo.Segundo o G1, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção que, em tese, teriam sido praticadas por Flávio no contexto do financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. A Procuradoria-Geral da República foi consultada e não se opôs à abertura do inquérito. Mendonça determinou que o caso fosse remetido à PF para a realização de diligências que não dependem de autorização judicial.De acordo com a Folha de S.Paulo, Flávio negociou diretamente com Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 10 milhões, cerca de R$ 61 milhões, para a produção do longa. O valor foi revelado pelo site The Intercept. Procurado pela reportagem nesta sexta, o candidato não respondeu. Em declarações anteriores, negou irregularidades e afirmou que o filme tem apenas recursos privados. A Folha registra que Vorcaro está preso e é investigado por uma fraude bilionária contra o sistema financeiro brasileiro.Frentes paralelasO financiamento de Dark Horse é examinado em dois inquéritos no STF. O de Mendonça apura os repasses feitos por Vorcaro: as circunstâncias, a origem do dinheiro, o montante exato e o destino final dos recursos. Investigadores suspeitam que parte do valor não tenha sido usada na produção. O segundo, sob relatoria do ministro Flávio Dino, verifica se a produtora Go Up Entertainment usou emendas parlamentares para bancar o filme. Há ainda um inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre um contrato de mais de R$ 150 milhões entre a Go Up e a prefeitura, para pontos de wi-fi em bairros da periferia, que não foi cumprido integralmente.Nessa segunda frente, a PF cumpriu na quinta-feira (10) a Operação Make Up, com 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os 29 alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL) e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up e fundadora do Instituto Conhecer Brasil, que recebeu R$ 2 milhões em emendas destinadas pelo deputado. Dino proibiu os investigados de deixar o país e de manter contato entre si. Frias chamou a operação de "cortina de fumaça" em período eleitoral e disse ter documentos que comprovam a licitude de sua atuação. "Levaram celular, documentos, computador. Ninguém foi preso", reclamou.Agora, a PF segue com as diligências que não dependem de autorização judicial. O restante do material sobre o financiamento do filme permanece sob sigilo, e novas revelações dependem da decisão de Mendonça sobre o levantamento do segredo. A divulgação do nome do candidato chega a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial.

MRMarina Rocha
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PF suspeita que Vorcaro tentou influenciar voto de Toffoli em precatórios

A Polícia Federal suspeita que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, tenha atuado para influenciar o voto do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), em um julgamento sobre precatórios do setor sucroalcooleiro. A suspeita consta de relatório da corporação obtido pela revista piauí e detalhado nesta sexta-feira (11) pelo Poder360 e pela Revista Oeste.O caso envolvia a destilaria Alcídia, do grupo Atvos, que cobrava da União indenização por prejuízos sofridos na década de 1980. A decisão podia afetar uma carteira de mais de R$ 10 bilhões em precatórios registrada no balanço do Master. Segundo o relatório, Toffoli tinha histórico de votos favoráveis às usinas nesse tipo de ação. Dias antes do julgamento da Alcídia, porém, votou a favor da União em processo semelhante da Raízen.As mensagensEm conversas extraídas do celular de Vorcaro, o então diretor jurídico do banco, André Kruschewsky, perguntou: "Vamos nos movimentar?". Vorcaro respondeu que acompanhava o caso "mais do que imagina" e escreveu: "Toffoli virou o voto" e "tô tratando aqui".Kruschewsky se ofereceu para ajudar a retirar o processo da pauta. Para a PF, o diálogo indica que o diretor "aparenta ter acesso ao STF" para tentar interferir no andamento do caso. O julgamento acabou adiado depois de pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Quando foi retomado, Toffoli votou a favor da Alcídia, de volta à posição que historicamente adotava. A tese da usina venceu por 3 votos a 2. Um operador do banco avisou Vorcaro do resultado, e o banqueiro respondeu com um emoji de aprovação.Negação e ressalvasA PF afirma que as mensagens trocadas antes do julgamento têm "especial relevância", mas ressalva que os elementos reunidos ainda não permitem conclusões definitivas e que o episódio "demanda aprofundamento analítico". O gabinete de Toffoli negou qualquer "alteração de voto" e disse que o ministro manteve sua posição no caso da Raízen. O relatório compara os dois julgamentos e registra que, no da Alcídia, Toffoli voltou a votar contra a União.O mesmo documento aponta que Vorcaro direcionou ao menos R$ 35 milhões ao fundo Arleen, que tinha participação no resort Tayayá, empreendimento ligado à família de Toffoli. A PF levantou a suspeita de que o ministro pudesse ser o beneficiário final do fundo. Toffoli nega ter recebido valores do banqueiro. A apuração segue em curso dentro do caso Master, e a corporação afirma que o tema ainda será aprofundado.

MRMarina Rocha
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Mendonça põe fim ao sigilo do caso Master; arquivos saem na sexta-feira (11)

O ministro André Mendonça determinou na noite desta quinta-feira (10) o fim do sigilo das principais investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão atende a um pedido feito horas antes pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo a BBC News Brasil, os arquivos devem vir a público nesta sexta-feira (11).Mendonça, relator do caso, liberou a Petição 15.556, considerada a investigação principal, e outros 14 procedimentos a ela vinculados, entre inquéritos, reclamações e petições. Segundo o G1, a lista inclui os Inquéritos 5.026 e 5.035, a Reclamação 88.121 e as Petições 15.198, 15.478, 15.504, 15.562, 15.563, 15.693, 15.976, 15.977, 15.978, 16.019 e 16.662. Outros casos ligados à apuração permanecem sob sigilo. O ministro também determinou o envio de cópias integrais dos autos à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros."Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos da PET nº 15.556 e dos procedimentos contidos ou relacionados", escreveu Mendonça no despacho.Pedido de Fachin e crise entre ministrosFachin pediu a abertura dos autos depois de pautar para a terça-feira (15) uma sessão extraordinária sobre a validade de um relatório da Polícia Federal produzido por determinação de Mendonça. O documento apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No ofício enviado ao relator, segundo o G1, o presidente do STF argumentou que a medida daria aos ministros acesso ao conjunto de informações antes da sessão, com ressalva apenas para diligências cuja divulgação pudesse comprometer futuras investigações. A InfoMoney relata que Fachin pediu o envio de um HD com os dados da Petição 15.556 aos gabinetes, excluídas as informações cujo sigilo seja considerado imprescindível à apuração. Segundo apuração do blog da Andreia Sadi, do G1, Fachin combinou previamente com Mendonça a derrubada do sigilo e recebeu ao longo do dia sete ministros e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após cancelar a sessão de julgamentos do tribunal.A Petição 15.556 é o núcleo original da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, com acusações contra parlamentares e contra Moraes. A disputa entre Mendonça e Moraes cresceu em 1º de setembro, quando o relator liberou o relatório da PF com indícios de que Vorcaro teria pedido conselhos e trocado informações com o colega. Dois dias depois, Moraes liberou relatórios da inteligência da PF sobre supostas condutas irregulares de Mendonça. Na quarta (9), Fachin tirou de Moraes a relatoria do Inquérito das Fake News e marcou a sessão de 15 de setembro. Segundo a InfoMoney, parte dos ministros questionou a iniciativa do relator de investigar um integrante da própria Corte sem submeter o tema antes ao plenário.O advogado-geral da União, Jorge Messias, elogiou a decisão em redes sociais e citou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia pedido a retirada do sigilo."A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clareia as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades", afirmou.Nesta sexta (11), os arquivos liberados devem ser abertos ao público. Na terça (15), o plenário do STF examina o relatório da PF e os procedimentos para uma eventual investigação envolvendo Moraes, que tramitaria na Petição 16.662.

MRMarina Rocha
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STF retoma julgamento da Ficha Limpa; resultado pode definir candidaturas suspensas

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (11) o julgamento das mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional na Lei da Ficha Limpa. O voto do ministro Gilmar Mendes abre a retomada da ADI 7881, parada desde maio, quando ele pediu vista para analisar o caso. O resultado pode decidir campanhas de candidatos com registro negado ou questionado na Justiça Eleitoral, como José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal, e Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro.O placar está em 2 a 0 pela inconstitucionalidade de trechos da Lei Complementar 219/2025. Votaram a relatora, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Luiz Fux. Segundo o G1, faltam oito votos, que podem ser lançados no sistema eletrônico do tribunal até 18 de setembro. Os autos voltaram ao plenário virtual após o prazo regimental de 90 dias para devolução de processos com pedido de vista, previsto na Emenda Regimental 58/22, conforme o Migalhas. A relatora defendeu restabelecer as regras anteriores.A ação é da Rede Sustentabilidade. O partido questiona os marcos usados para contar os oito anos de inelegibilidade previstos na LC 64/90, a lei de inelegibilidades. Em maio, Cármen Lúcia propôs declarar inconstitucionais as alterações nas alíneas b, c, e, k e l do artigo 1º e o teto de 12 anos para acúmulo de prazos por condenações de improbidade administrativa."As alterações levadas a efeito pela Lei Complementar n. 219/2025 relacionam-se aos termos iniciais e à contagem de prazo para fins de inelegibilidade e estabelecem cenário de patente retrocesso ao que se tinha estabelecido como instrumento de garantia dos princípios republicano, da probidade administrativa e da moralidade pública", escreveu a ministra.O que a lei de 2025 mudouO Congresso aprovou as alterações e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a LC 219/2025, com vetos, em setembro do ano passado. A mudança central encurtou prazos de punição. Um parlamentar cassado por quebra de decoro ficava inelegível pelo tempo restante do mandato mais oito anos; agora, os oito anos contam a partir da decisão que decreta a perda do cargo. Quem renuncia para escapar da cassação fica inelegível pelos oito anos seguintes à renúncia, sem o acréscimo do período restante do mandato.Para condenados pela Justiça, a regra geral passou a ser oito anos contados da condenação. Na legislação anterior, o prazo corria, em geral, até oito anos depois do cumprimento da pena. A exceção foi mantida para crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, racismo, tortura e organização criminosa: nesses casos, a inelegibilidade segue até oito anos após o cumprimento da pena. A lei também fixou teto de 12 anos quando a inelegibilidade por improbidade se soma a outra condenação posterior.Campanhas no aguardoNo tribunal, segundo o G1, há expectativa de que Gilmar Mendes divirja da relatora e abra uma corrente pela validade de ao menos parte das mudanças, como a nova contagem do prazo. Gilmar é crítico da Ficha Limpa. O G1 registra ainda que nada impede um novo pedido de vista, se algum ministro pedir mais prazo.O efeito imediato passa pela Justiça Eleitoral. O TRE/DF negou por 5 a 0, em 3 de setembro, o registro da candidatura de Arruda. O Ministério Público Eleitoral apontou sete condenações por improbidade administrativa ligadas à Operação Caixa de Pandora, seis delas publicadas há menos de oito anos. O relator, desembargador Guilherme Pupe, considerou as novas regras da Ficha Limpa, mas rejeitou a aplicação retroativa do cálculo, conforme o Migalhas. Garotinho discute na Justiça Eleitoral do Rio se pode concorrer.Os oito votos restantes podem ser lançados no sistema do STF até 18 de setembro. A defesa de Arruda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, e ele segue autorizado a praticar atos de campanha enquanto não houver decisão definitiva sobre o registro.

MRMarina Rocha
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Fachin entrega a ministros íntegra do processo sobre Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, entregou nesta quinta-feira (10) a íntegra do processo sobre o ministro Alexandre de Moraes aos gabinetes da Corte. O material chega cinco dias antes da sessão extraordinária de terça-feira (15), quando o plenário julga a validade do relatório da Polícia Federal que apontou suposta relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O plenário de julgamentos desta quinta foi cancelado novamente.O processo reúne o relatório da PF com mensagens atribuídas a Vorcaro que fazem referências a Moraes, no centro da crise interna que atinge o tribunal nas últimas semanas. O sigilo foi retirado por decisão do ministro André Mendonça, relator das investigações do caso Master, que incluem a Petição 15.556 e procedimentos vinculados. "Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente Presidente, Ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos da PET nº 15.556 e dos procedimentos contidos ou relacionados", escreveu Mendonça em despacho citado pelo G1.A disponibilização dos autos permite que ministros e suas equipes leiam o material antes do voto. Fachin também determinou a suspensão, até a análise pelo colegiado, dos procedimentos envolvendo integrantes do Supremo. A crise escalou na quinta, quando Moraes apresentou pedido de investigação contra Mendonça. Fachin abriu prazo para os dois se manifestarem. Também vão prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ambos citados em mensagens de Vorcaro.Em vez do plenário, Fachin recebeu sete ministros e Gonet ao longo do dia. Segundo apuração do blog da Andreia Sadi, do G1, o presidente da Corte conversou com Moraes, depois com Dias Toffoli e, em seguida, com Mendonça. Na sequência, ouviu Gonet, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. No começo da noite, encontrou a ministra Cármen Lúcia no gabinete dela.Em evento no Palácio do Planalto, Fachin disse que a resposta do tribunal será "firme e rigorosa", mas sem "precipitação". A "gravidade" dos fatos, afirmou, não "autoriza atalhos"."As instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum Poder está acima da lei. Nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado democrático de direito."Formato da sessão segue indefinidoO julgamento de terça (15) ainda não tem formato definido. Segundo a Folha de S.Paulo, ministros de alas distintas temem que os vídeos da sessão virem munição para as campanhas, a partir de cortes feitos para viralizar nas redes. Um integrante da Corte classificou a sessão, segundo o jornal, como uma potencial "carnificina institucional". Chegou-se a cogitar um julgamento a portas fechadas, embora Fachin esteja inclinado a mantê-lo público. A decisão ocorre a menos de um mês das eleições de outubro.

MRMarina Rocha
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Governo Trump prepara novas sanções a Moraes e monitora crise no STF

O governo de Donald Trump avalia impor novas sanções a autoridades brasileiras em meio à crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e já tem medidas elaboradas para eventual adoção, segundo uma alta autoridade do Departamento de Estado ouvida pela Folha de S.Paulo. O ministro Alexandre de Moraes está entre os nomes acompanhados por Washington.A autoridade disse à Folha que as medidas, mais do que apenas consideradas, já foram elaboradas. A gestão Trump, segundo ela, está pronta para avançar na aplicação das sanções. Washington também analisa a atuação de outros integrantes do Supremo, além de Moraes.Sessão do dia 15 está no radar de WashingtonA sessão extraordinária de terça-feira (15) é vista pelo governo americano como um momento importante nessa avaliação. Nesta data, o presidente do STF, Edson Fachin, convocou o plenário para decidir sobre o relatório da Polícia Federal que aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento pode resultar na abertura de uma investigação contra o ministro ou na anulação do relatório, que reúne diálogos atribuídos aos dois.Segundo a autoridade ouvida pela Folha, Washington observará as manifestações e os votos dos ministros na sessão, tida como ponto importante para avaliar os próximos passos. O Departamento de Estado avalia uma série de instrumentos para impor consequências e pode recorrer ao Tesouro para as sanções. Nesse contexto aparece a possibilidade de uma nova aplicação da Lei Magnitsky, instrumento de sanções financeiras administrado pelo Departamento do Tesouro americano.Em meados de agosto, antes de a crise do Banco Master eclodir, o Financial Times já indicava que medidas contra Moraes haviam voltado a ganhar força, segundo a Folha. O motivo citado foram as ações de busca e apreensão autorizadas pelo ministro contra informantes do jornalista Luís Pablo, do Maranhão, que havia publicado textos sobre o ministro Flávio Dino.Crise interna atinge o tribunalA crise atingiu o STF nas últimas semanas, após a divulgação do relatório da PF com mensagens atribuídas a Vorcaro que citam Moraes. O ministro André Mendonça retirou o sigilo do documento. Nesta quinta-feira (10), Fachin entregou aos gabinetes da corte a íntegra do processo, que será analisado pelo plenário na terça, segundo o InfoMoney.Fachin falou sobre a crise em evento no Palácio do Planalto. Disse que a resposta será "firme e rigorosa", sem "precipitação", e que a gravidade dos fatos não autoriza atalhos.As instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão. Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum Poder está acima da lei.O próximo passo está marcado para a terça-feira (15), quando o plenário decide entre abrir uma investigação contra Moraes ou anular o relatório da PF. Os votos dos ministros também serão observados por Washington como referência para os próximos passos na avaliação das sanções.

MRMarina Rocha
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Lula defende diretor-geral da PF Andrei Rodrigues: "é da minha total confiança"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em entrevista ao SBT nesta quinta-feira (10). A declaração foi dada no meio do embate entre o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo destino do chefe da polícia, indicado pelo próprio presidente ao cargo."O Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, é o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país", afirmou Lula, segundo o G1. O presidente citou ainda a fiscalização do Banco Master e a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro entre os feitos do delegado, e acrescentou que Andrei incomoda "porque a Polícia Federal nunca trabalhou tanto"."Acho que ele incomoda muita gente porque a Polícia Federal nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga nesse mandato do Andrei. Por isso, eu quero dizer em alto e bom som o Andrei é da minha total confiança, é um companheiro, sabe, perito, como poucos delegados na história desse país."A crise no STFO afastamento preventivo de Andrei foi determinado na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do STF. Segundo o ministro, a cúpula da PF promoveu monitoramento ilegal e "arapongagem" contra ele próprio e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, ao produzir relatórios de inteligência que embasaram medidas tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes. A Segunda Turma do STF formou maioria de três votos pela manutenção dos afastamentos, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.Na quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento em outra decisão. O G1 informa que o pedido partiu do próprio diretor-geral da PF; a Folha de S.Paulo atribui a iniciativa à Advocacia-Geral da União. Horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões e manteve Andrei no cargo.Na mesma entrevista, Lula cobrou apuração de todos os envolvidos na crise da corte. "Se o [Alexandre de] Moraes é o culpado, tem que pagar, se o [André] Mendonça é o culpado, tem que pagar, se o Fachin é culpado, tem que pagar", disse o presidente, segundo a Folha.O desfecho agora passa pelo gabinete de Fachin. Na decisão desta semana, ele determinou que Andrei preste informações em até 48 horas. Depois desse prazo, o presidente do STF decidirá sobre a permanência do diretor-geral no cargo.

MRMarina Rocha
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PF: instituto da produtora de 'Dark Horse' pagou R$ 300 mil a entidade em loja de roupas

A Polícia Federal aponta que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido pela produtora de "Dark Horse" Karina Ferreira da Gama, pagou R$ 300 mil a uma entidade que funcionava dentro de uma loja de roupas em Guarulhos, na Grande São Paulo. O dinheiro faz parte dos R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias (PL-SP) recebidos pelo instituto. Segundo o G1, a PF aponta suspeita também em um repasse de R$ 645 mil feito pelo parlamentar à produtora do filme.Os detalhes constam da investigação da Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10). Frias é roteirista e produtor-executivo de "Dark Horse", filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro interpretado por Jim Caviezel. Com parte das emendas, o ICB contratou o Instituto Super Poder Educacional, que opera com o nome Super Leitores, para executar o "Projeto Jovens Empreendedores": um kit pedagógico digital, uma plataforma e licenças de uso por 12 meses, orçados em R$ 300 mil.Sinais de conluio apontados pela PFInvestigadores constataram que uma loja de roupas funciona no endereço fiscal declarado como sede do Super Leitores. A responsável pela entidade, Pamella Cristiane Dias, afirmou que "utilizava uma sala no estabelecimento" e que depois passou a operar em regime domiciliar. Para a PF, a situação compromete a capacidade da empresa de executar o serviço contratado. Em nota técnica, a corporação registra "evidências de conluio" entre as empresas que disputaram o contrato. Duas ofereceram R$ 200 mil e uma, R$ 230 mil, valores inferiores aos R$ 300 mil cobrados pelo Super Leitores, e três concorrentes tinham os mesmos números de telefone e o mesmo contador registrados nos CNPJs. A PF afirma ainda que "a empresa contratada [Super Leitores] possui ligação com o grupo empresarial identificado nesta apuração". Metadados analisados pela Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que a nota de pagamento foi emitida minutos antes de o ICB criar o orçamento enviado à disputa. O instituto de Karina justificou a escolha pela "ampliação do escopo do serviço", com 24 videoaulas autorais.O site do projeto só foi criado em março de 2026, 11 meses depois da emissão da nota de pagamento. As dez videoaulas publicadas acumularam sete visualizações, segundo o relatório da PF."Números que se afiguram incompatíveis com a capacitação de 250 multiplicadores e o atendimento de 2.250 estudantes", afirma a PF.Pamella foi ouvida pela CGU e negou ser responsável pela plataforma. "Entretanto, ela consta como titular do registro do domínio vinculado à plataforma", respondeu a PF. O perfil dela no Instagram a apresenta como coordenadora editorial da HD Cultural, uma das empresas que disputaram o contrato. O G1 disse que aguarda o posicionamento dela.Dino restringe Frias; deputado fala em "cortina de fumaça"A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. O ministro Flávio Dino, relator do caso, citou risco concreto de ocultação ou destruição de provas, proibiu Frias e os demais investigados de saírem do país e de manterem contato entre si e determinou o recolhimento dos passaportes."Os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado, havendo, inclusive, notícias da utilização de empresas sediadas no exterior, como é o caso da Go Up Entertainment LLC", escreveu Dino.Em vídeo publicado nas redes sociais, Frias chamou a operação de "cortina de fumaça". Ele negou irregularidades, disse que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e afirmou acreditar que o caso será arquivado. Em maio, já havia classificado como "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória" a tese de que destinou emendas ao filme. A PF apura peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Levantamentos financeiros citados pela BBC News Brasil apontam movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas do esquema. Em paralelo, o ministro André Mendonça, também do STF, apura o repasse de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

MRMarina Rocha
Elections

PT decide propor mandatos para ministros do STF após reunião de emergência

O PT decidiu nesta quinta-feira (10), em reunião de emergência da Executiva Nacional em Brasília, defender em resolução política a criação de mandatos para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e das demais cortes superiores. A decisão responde ao diagnóstico interno de que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em risco diante da crise que divide a corte.Segundo a Folha de S.Paulo, dirigentes petistas avaliaram que Lula corre risco real de perder a eleição para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que cresceu nas pesquisas de intenção de voto após a eclosão da crise. O cenário de empate técnico colocou aliados em estado de alerta, e diversos petistas interromperam as campanhas nos estados para comparecer presencialmente ao encontro. O presidente do partido e coordenador-geral da candidatura, Edinho Silva, convocou ainda reuniões com partidos da base de apoio do governo e com centrais sindicais.A avaliação, segundo a Folha, é de que a conjuntura mudou por completo e que a campanha nacional precisa de um "freio de arrumação". "Estamos falando de ampliação do CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], ampliação do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], para que a sociedade civil tenha mais assentos nos órgãos que fiscalizam. E também a questão de mandatos para as cortes", declarou Edinho a jornalistas após a reunião da cúpula da legenda."É abrir o debate sobre mandatos. Não especificamos ou detalhamos [a proposta]. Temos que levantar a voz e sermos mais enfáticos no que defendemos, uma reforma do Poder Judiciário, que é uma bandeira histórica do PT", disse Edinho Silva, em declaração reportada pela CNN Brasil.A resolução interna seria publicada ainda nesta quinta, de acordo com a CNN Brasil. O texto reforça a defesa de uma reforma do Judiciário, abre o debate sobre mandatos para o STF e para os tribunais superiores e pede mais assentos para a sociedade civil no CNJ e no CNMP, os órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público. A ideia de mandatos já havia sido mencionada publicamente pelo próprio Lula meses atrás, como registrou a Folha.Reação da campanhaAlém da resolução, o PT prepara mudanças no tom da campanha, segundo a CNN Brasil: discursos mais duros, foco propositivo em segurança pública e educação, comparação direta entre os governos Lula e Bolsonaro, mais ações de rua para ativar a militância e ajustes nos programas de rádio e TV da propaganda eleitoral. Aliados históricos, como movimentos sociais e sindicatos, reclamam de apatia e reivindicam participação maior na campanha, em patamar semelhante ao de 2022, segundo a Folha.Os próximos marcos ficam no Supremo e nas urnas. O plenário do STF está convocado para o dia 15 de setembro julgar a apuração sobre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, caso no centro da crise na corte. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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PF aponta coincidência entre gastos das gravações de 'Dark Horse' e emendas

A Polícia Federal apontou coincidência entre as despesas feitas durante as gravações de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e os repasses ligados a emendas parlamentares que alcançaram a produtora do filme. O relatório integra a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up. O sigilo do documento foi retirado no mesmo dia, segundo o g1.A operação cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Os alvos principais são o deputado federal Mario Frias (PL-SP), roteirista e produtor-executivo do longa, e a produtora Karina Gama. Ela preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) e é dona da Go Up Entertainment, responsável pelo filme, segundo a Agência Brasil.Coincidência temporalSegundo o relatório, a Go Up movimentou R$ 19.033.071 entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025. A PF registra que o filme foi gravado em São Paulo entre 20 de outubro e 7 de dezembro do mesmo ano. Os investigadores apontam suspeita de que verba pública tenha custeado hospedagem em hotel de alto padrão, refeições e pagamentos a outras produtoras ligadas ao longa."Chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação (10/11/2025 a 30/12/2025), bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras", diz o relatório da PF.O ICB recebeu R$ 2 milhões de duas emendas de autoria de Frias. No período analisado, a NTT Brasil, empresa de Heric Dias, transferiu R$ 750 mil à Go Up. O valor fica próximo dos R$ 700 mil que o instituto pagou à Dinâmica Editora e ao Instituto Super Poder Educacional, empresas do mesmo grupo. Para a PF, há indícios de que recursos originalmente destinados a contratos do ICB tenham seguido esse caminho até a produtora.Os investigadores também destacaram uma transferência de R$ 645,4 mil feita pelo próprio deputado à Go Up. Dados do Coaf reproduzidos na decisão de Dino mostram R$ 8,9 milhões em entradas e R$ 10 milhões em saídas nas contas da empresa no período. Entre os remetentes estão o ex-marqueteiro Marcello, que atuava nos bastidores da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, com R$ 1 milhão, e o próprio Frias."Destaca-se, ainda, o envio de R$ 645.400,00 para a Go Up pelo próprio Deputado Federal Mário Frias, cujos rendimentos mensais alcançam a monta de R$ 44.008,52, colocando em questão o lastro financeiro para dar suporte às transferências feitas para a pessoa jurídica de Karina Gama no curto espaço de menos de sessenta dias", diz o documento.Decisão e próximos passosNa decisão, Dino sustentou haver risco concreto de ocultação ou destruição de provas. "Os elementos já produzidos revelam a existência de sofisticada estrutura financeira e operacional destinada à circulação de recursos entre entidades, empresas e pessoas físicas vinculadas ao núcleo investigado, havendo, inclusive, notícias da utilização de empresas sediadas no exterior, como é o caso da Go Up Entertainment LLC", escreveu o ministro, conforme a BBC News Brasil. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) já haviam apontado problemas na escolha do ICB para receber os recursos e na execução dos projetos. A PF investiga peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios, com movimentação estimada em centenas de milhões de reais.A TV Globo procurou Frias e a defesa de Karina Gama e não obteve resposta, segundo o g1. Em maio, o deputado classificou como "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória" a tese de que destinou emendas ao filme.O caso corre em paralelo ao inquérito sobre os R$ 61 milhões que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, repassou à produção. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter intermediado as negociações, segundo o g1, e nega irregularidades. Essa apuração tem relatoria do ministro André Mendonça no STF. Segundo o UOL, Dino autorizou a operação desta quinta dois dias após um relatório de Mendonça. A PF passa a analisar o material apreendido, e o inquérito segue com Dino até a conclusão, quando caberá à Procuradoria-Geral da República decidir sobre a denúncia.

MRMarina Rocha
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Ofensiva de Dino derruba trégua de Fachin e une crise do STF à disputa eleitoral

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão contra o deputado Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme Dark Horse, Karina Gama, em operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). A ação ocorreu na manhã seguinte à intervenção do presidente da corte, Edson Fachin, que suspendeu decisões de Dino e do ministro André Mendonça e retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito das fake news em busca de uma trégua. Na avaliação da Folha de S.Paulo, a ofensiva de Dino enterrou esse entendimento, e o conflito entre os ministros "já não se distingue da disputa eleitoral" entre Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).Segundo a Agência Brasil, a Operação Make Up apura suspeita de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresas privadas, e Dino responde no STF pelo processo sobre os supostos desvios. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal, incluindo duas entidades de propriedade de Gama, o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura. Frias é roteirista e produtor-executivo de Dark Horse, filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF investiga peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios, com desvios estimados pelas autoridades em centenas de milhões de reais.A trégua de 24 horasFachin agiu na quarta-feira (9), um dia depois de Mendonça afastar preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e horas depois de Dino determinar a reintegração dele. O presidente do tribunal suspendeu as duas decisões, a pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), e também suspendeu a petição 16.662, procedimento em que Mendonça tornou públicas conversas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin escreveu que a Presidência do STF tem o dever de "zelar pela preservação da integridade da Corte" e descreveu um quadro de "conflitos e sobreposições processuais". Determinou ainda que os autos do inquérito das fake news sigam para a PF e, depois, para a PGR, que decidirá entre arquivamento e denúncia. Para a AGU, a decisão "restaura a ordem pública e administrativa".A crise começou no caso do Banco Master. Em 1º de setembro, Mendonça, relator do caso no STF, retirou o sigilo de um relatório da PF com conversas entre Moraes e Vorcaro. Dois dias depois, Moraes pediu a abertura de investigação contra o colega e afirmou que ele teria cometido, "em tese", improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, com "favorecimento a determinados grupos políticos".Do tribunal à campanhaA Folha avalia, na análise do colunista Igor Gielow, que o calendário judiciário e o eleitoral se misturaram. O jornal lembra que Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, politizou o caso e atacou a associação entre Lula e Moraes, sem mencionar a relação de seu grupo com Mendonça, indicado à corte por Jair Bolsonaro, nem o fato de ele próprio ser alvo de suspeitas no caso Master. Em maio, o site The Intercept revelou que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações de Dark Horse; Flávio negou vantagem indevida e afirmou que os recursos eram integralmente privados. O processo que apura o repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro ao filme, a pedido do senador, corre em paralelo, sob relatoria de Mendonça. A Folha registra que nenhum argumento de Flávio sobre o tema se sustentou até aqui: ele nunca apresentou a contabilidade do apoio alegado ao filme, e havia dinheiro público na empreitada.Lula, candidato à reeleição, entrou na disputa na quarta-feira e escreveu nas redes sociais que é "urgente" a "quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer", segundo a BBC News Brasil. Moraes reagiu à escalada convocando um pronunciamento à imprensa para esta quinta, mas o cancelou pouco tempo depois; o gabinete disse apenas que a fala seria "remarcada em data oportuna", segundo o G1. O próximo passo é do plenário do STF, convocado por Fachin para a terça-feira (15), quando os ministros devem debater os desdobramentos do relatório da PF e definir os rumos da apuração sobre Moraes e Vorcaro.

MRMarina Rocha
Federal Police

Dino proíbe Mario Frias de sair do país e de contatar investigados do caso Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10) medidas cautelares contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar está proibido de deixar o país e de manter qualquer contato com os demais investigados do inquérito que apura desvios de recursos públicos de emendas parlamentares, o caso "Dark Horse". Segundo o G1, as restrições alcançam os 29 alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) junto com a Controladoria-Geral da União (CGU).A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Ao lado de Frias, a produtora Karina Gama é um dos principais alvos. Duas entidades de propriedade dela, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), também receberam buscas dos agentes.O que apura a investigaçãoSegundo a PF, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado repasses públicos a uma organização da sociedade civil e, a partir dela, a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços foram prestados. Os investigadores apontam movimentações financeiras de centenas de milhões de reais e tentativas de ocultação dos desvios que perduraram até julho deste ano. O inquérito apura peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.Uma auditoria da CGU identificou indícios de irregularidade no direcionamento de uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias a entidades ligadas a Karina Gama, segundo o G1. Frias é roteirista e produtor-executivo de "Dark Horse", longa ainda não lançado sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal. Em maio, em manifestação ao STF, o deputado negou que as emendas tenham sido destinadas a "qualquer produção cinematográfica".Buscas, reações e próximos passosDurante os mandados, a PF apreendeu sete armas de fogo registradas em nome de Frias em um endereço que não é do parlamentar; a corporação passou a apurar posse ilegal de arma, segundo o G1. O celular do deputado também foi apreendido. A assessoria de Frias não respondeu à Agência Brasil, e a TV Globo não obteve retorno do deputado nem da defesa de Karina Gama. Em telefonema à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, um dia antes da busca, a produtora afirmou que se sente ameaçada e que, "se for presa, não tem o que delatar". Ela contou que pessoas se passando por oficiais de Justiça tocaram a campainha de sua casa às 21h, sem apresentar documentos.O caso segue com Dino como relator, e a PF e a CGU analisam o material apreendido nas buscas. Em paralelo, segundo a Agência Brasil, o STF apura em ação distinta, sob relatoria do ministro André Mendonça, o repasse de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme.

MRMarina Rocha
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Moraes anuncia e cancela pronunciamento no STF uma hora depois

O ministro Alexandre de Moraes cancelou um pronunciamento à imprensa cerca de uma hora depois de anunciá-lo para as 11h desta quinta-feira (10). A fala seria a primeira do ministro desde as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que na véspera o tiraram da relatoria do inquérito das fake news.Segundo a BBC News Brasil, o gabinete avisou às 7h41, por mensagem a jornalistas, que Moraes falaria às 11h no plenário da Primeira Turma. Às 8h45, a mesma assessoria informou o cancelamento e disse apenas que a manifestação será "remarcada para data oportuna". O tema da fala nunca foi divulgado oficialmente. Interlocutores do tribunal esperavam uma defesa da condução do inquérito das fake news e considerações gerais sobre as investigações, segundo o G1. A assessoria também havia definido que a imprensa não poderia registrar imagens: apenas a TV Justiça faria a captação e cederia o material.As decisões de FachinO episódio ocorre um dia depois de Fachin retirar de Moraes a relatoria do inquérito das fake news, que o ministro conduzia havia mais de sete anos, segundo a Folha de S.Paulo. O presidente da corte concentrou na Presidência a análise dos procedimentos ligados à crise, suspendeu decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino e convocou sessão plenária para a próxima terça-feira (15).Na decisão, Fachin escreveu que o tribunal vive um "quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal". Segundo ele, há "decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades". O presidente ainda afirmou que a Presidência tem o dever de "zelar pela preservação da integridade da Corte", como relata o G1.Origem e próximos passosA crise começou em investigações ligadas ao Banco Master e se aprofundou com a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em 1º de setembro, Mendonça tornou públicas conversas enviadas por Vorcaro a um contato salvo como "Alexandre de Moraes", no âmbito da petição 16.662, segundo a BBC News Brasil. Desde então, decisões de Moraes, Mendonça, Dino, da Procuradoria-Geral da República e da própria PF ampliaram a disputa dentro da corte.Na terça (15), o plenário do STF vai analisar o relatório da PF e o pedido de nulidade apresentado pela PGR, que sustenta que Mendonça deveria ter submetido a questão ao plenário antes de determinar a apuração contra o colega. Até a última atualização desta reportagem, não havia nova data para o pronunciamento de Moraes.

MRMarina Rocha
Federal Police

Operação Make Up: PF mira Mario Frias e R$ 2 milhões em emendas ligadas a 'Dark Horse'

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares repassados pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) a organizações ligadas à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.Entre os alvos estão o deputado e duas ONGs de Karina Ferreira da Gama, produtora do filme: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). Segundo o G1, a empresa que produziu o longa, a Go Up, não está entre os endereços dos mandados. A reportagem do G1 apurou ainda que o celular de Frias foi apreendido durante as buscas. O InfoMoney informa que a ação é feita em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).Em nota, a PF afirma suspeitar da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados."As investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados."Segundo a corporação, a operação apura peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos ligados a licitações. Os investigadores dizem que empresas relacionadas ao esquema movimentaram valores na casa das centenas de milhões de reais e que as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.Como o caso chegou ao STFO pedido partiu da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que cobrou a apuração de repasses a organizações ligadas à produtora. Em 21 de março, Dino determinou que Frias se manifestasse em cinco dias. O oficial de Justiça tentou três vezes localizar o deputado no gabinete em Brasília e não conseguiu entregar a intimação, registrou o STF em 14 de abril. No dia 15 de abril, o ministro abriu apuração preliminar sobre emendas de deputados do PL a ONGs ligadas à empresa.Frias se manifestou em 25 de maio e negou ter destinado emendas para financiar o filme. Chamou a afirmação de "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória" e disse que a emenda questionada não foi destinada a "qualquer produção cinematográfica".O financiamento do filme e a crise no STFReportagens anteriores revelaram que Dark Horse teria sido financiado por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master e preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro. Segundo o Intercept Brasil, Vorcaro repassou ao menos R$ 61 milhões em 2025 para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.A apuração entrou no centro da crise entre o STF e o comando da PF. Na quarta-feira (9), Dino citou as diligências do caso ao determinar o retorno do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, afastados na véspera por decisão do ministro André Mendonça. O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu depois as duas decisões.A análise do material apreendido nas 49 buscas define a próxima etapa da investigação. A apuração preliminar de Dino segue em curso no STF. A TV Globo procurou Frias e a defesa de Karina e não obteve resposta até a publicação.

MRMarina Rocha
Politics

Crise do STF vira eixo da campanha: Flávio ataca Moraes e ala de Lula pede distância

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) virou tema central da disputa presidencial de 2026. Segundo apuração do G1, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, decidiu ampliar os ataques ao ministro Alexandre de Moraes no discurso e na propaganda. Do outro lado, parte da equipe de reeleição do presidente Lula (PT) defende que ele marque distância do ministro. As duas campanhas reavaliam suas estratégias depois de uma semana de decisões conflitantes dentro da Corte.No entorno de Flávio, a avaliação é de que quanto mais tempo a crise permanecer no debate público, melhor para a candidatura. A estratégia é resumida nos bastidores pela expressão "Lula é Moraes": associar politicamente o ministro ao presidente e manter o STF na comunicação diária e no horário eleitoral. A orientação, porém, é não atacar o Supremo como instituição e concentrar as críticas em Moraes e em decisões específicas de ministros. No ato de 7 de Setembro, em São Paulo, Flávio afirmou que a Corte "não é Alexandre" e que é preciso "proteger o STF de Alexandre de Moraes".A campanha também quer reforçar o discurso de perseguição política no caso do filme "Dark Horse" e no vínculo do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, que transferiu dinheiro para financiar a produção. No mesmo ato, Flávio disse que tentariam uma "terceira facada" contra ele e seus aliados, em referência ao atentado contra Jair Bolsonaro em 2018 e aos ataques de 8 de janeiro. Nesta quarta-feira (9), em Juiz de Fora (MG), ele criticou decisão do ministro Flávio Dino, acusou o ministro de interferir no processo e disse que Lula quer "ganhar no tapetão". Aliados avaliam que o candidato vive um momento confortável na disputa, o que daria tempo para reduzir a rejeição, e recebem bem a entrada do marqueteiro Duda Lima na campanha.Investigação do "Dark Horse" preocupaA volta de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal acendeu um alerta. Interlocutores da campanha citados pelo G1 temem que o avanço das investigações do "Dark Horse" atinja pessoas próximas ao candidato, entre elas integrantes da produtora e o deputado Mario Frias (PL-RJ), produtor executivo do filme. Rodrigues retornou ao cargo após o presidente do STF, Edson Fachin, suspender as decisões do ministro André Mendonça que determinaram seu afastamento. Mesmo com a preocupação, a campanha avalia que os ganhos eleitorais da crise ainda superam os riscos. Interlocutores chegaram a apontar que um eventual afastamento de Moraes poderia favorecer Lula, ao tirar do centro da disputa o personagem que Flávio quer associar ao presidente.Lula sobe o tom, sem citar MoraesNo Palácio do Planalto, a crise impõe um problema diferente. Como mostrou a colunista Andréia Sadi, do G1, parte da campanha defende que Lula adote posição mais enfática e marque distância de Moraes, mas aliados avaliam que a condição de presidente limita críticas diretas ao ministro. O governo entrou institucionalmente na disputa com um recurso da Advocacia-Geral da União contra o afastamento da cúpula da PF. Fontes palacianas ouvidas pela Reuters disseram que Lula concluiu, na terça-feira (8), que uma crise aguda no STF afetaria o governo e a campanha. Na quarta-feira, o presidente subiu o tom e defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master, em publicação no X que não citou Moraes:"Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade."O presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, classificou o momento como crise institucional, defendeu a apuração de todas as denúncias e disse confiar em Fachin para garantir o funcionamento da Corte e a transparência dos processos. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, citada pela BBC News Brasil, advogados do PT pediram aos ministros André Mendonça e Flávio Dino o fim do sigilo das investigações sobre o caso Master, com o argumento de que já vigoraria uma "publicidade seletiva". Parte da campanha de Lula descreve o quadro como um "problema instalado, de difícil solução". Os próximos passos dependem do Tribunal: Fachin convocou o plenário do STF para a terça-feira (15), quando os ministros devem analisar o relatório da PF que apontou uma suposta relação entre Moraes e Vorcaro, e ainda decidirá, em procedimento próprio da presidência do STF, se Andrei Rodrigues permanece no comando da Polícia Federal.

MRMarina Rocha
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Lula sanciona fim da taxa das blusinhas em compras de até US$ 50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta quinta-feira (10) a medida provisória que extingue a taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A assinatura acontece em cerimônia no Palácio do Planalto prevista para as 11h. O texto foi aprovado em definitivo pelo Congresso Nacional na semana passada; sem essa aprovação, a medida provisória perderia a validade.A cobrança de 20% está em vigor desde maio e atinge remessas postais internacionais, típicas de compras em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Segundo o g1, a MP foi destravada no Congresso por um acordo entre Lula, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O Valor Econômico relatou que Lula convidou aliados para a cerimônia de sanção em meio ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência.O que muda para o consumidorSem o imposto de importação, uma compra de US$ 50 fica sujeita apenas ao ICMS, imposto estadual de 17% na maior parte do país, de 20% em alguns estados. Como o tributo é calculado "por dentro", com o imposto embutido no preço, os US$ 50 são divididos por 0,83 e o total chega a US$ 60,24, cerca de R$ 312, segundo cálculos do especialista em comércio exterior Jackson Campos citados pelo g1. Com a taxa, o mesmo pedido chegava a US$ 72,29, ou R$ 374,53. Na prática, um mesmo produto pode cair de R$ 374 para R$ 312.Avaliação de impactosO texto aprovado pelo Congresso incluiu um mecanismo de avaliação dos efeitos econômicos da isenção sobre os setores produtivos brasileiros. A primeira avaliação do Ministério da Fazenda será feita três meses após a sanção e, depois, a cada seis meses. Serão observados os impactos sobre emprego, renda, arrecadação federal e a competitividade da indústria e do comércio varejista, para que o ministério estude medidas de mitigação.A avaliação é obrigatória para têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. O Congresso também vai reavaliar o fim da taxa a cada ano, com base em dados que a Fazenda deverá disponibilizar até 30 de abril. Com a nova regra, o ministro da Fazenda passa a ter competência para alterar as alíquotas do imposto de importação das remessas postais, inclusive reduzindo a zero a cobrança para compras de até US$ 50. O ICMS continua a ser cobrado normalmente, e sua isenção depende da decisão de cada governador.

MRMarina Rocha
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'Não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua', diz Lula ao citar interferência dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer nesta quarta-feira (9) que o Brasil não aceita interferência dos Estados Unidos nas eleições de outubro. Em ato de campanha à reeleição em Teresina (PI), ele afirmou ainda que espera "que não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua". Segundo o G1 e o Metrópoles, o presidente não deixou claro se se referia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)."Queremos provar que o brasileiro não deve nada a ninguém. Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Que não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua. Porque a gente sabe do que são capazes, e se vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se meter."A fala veio logo depois da menção ao governo do americano Donald Trump. Lula disse que "a gente sabe do que são capazes" e voltou a atacar o presidente dos EUA. "O Trump que se meta no país dele. Aqui é problema nosso, dos brasileiros, e ninguém tasca. Eles vão ter que aprender conosco uma lição. Nós somos pobres, mas somos orgulhosos", declarou, segundo o G1.Segundo o G1, Lula e Trump conversaram por telefone no fim de agosto, durante 1h20, a pedido do presidente brasileiro. Na ligação, Trump perguntou sobre as eleições de outubro. Lula afirma que disse ao americano que o Brasil não aceita ingerência de ninguém no processo eleitoral.No mesmo discurso, Lula criticou quem carrega bandeiras dos Estados Unidos em comícios da oposição, segundo o Metrópoles. "Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para comício com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria, que não têm nenhum compromisso com este país", disse. Ao lado do presidente estavam o governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), e a primeira-dama, Janja, que também discursou.O que vem a seguirO tribunal eleitoral tem decisões pendentes nesta eleição. O TSE ainda analisa o pedido de Flávio Bolsonaro, principal rival de Lula na disputa presidencial, para cassar a chapa Lula-Alckmin por causa de um desfile na Sapucaí, no Rio de Janeiro. Pesquisas recentes mostram empate técnico entre os dois no primeiro turno e vantagem de Flávio na maioria dos cenários de segundo turno. O primeiro turno está marcado para outubro.

MRMarina Rocha
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Fachin convoca plenário do STF para julgar no dia 15 apuração sobre Moraes e Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou nesta quarta-feira (9) o plenário da Corte para a sessão de terça-feira (15). Os ministros vão decidir o destino da apuração que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.O que o plenário vai decidirA sessão deve definir se é válido o relatório da Polícia Federal produzido a pedido do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, segundo o G1. Os ministros também vão analisar o pedido de nulidade feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidir entre abrir investigação contra Moraes e arquivar o caso.A PGR se manifestou pela nulidade no dia 1º de setembro. Na avaliação do órgão, chefiado pelo procurador-geral Paulo Gonet, Mendonça não deveria ter pedido à PF uma apuração sobre o destinatário das mensagens do banqueiro sem requerimento do Ministério Público ou da própria polícia. A PGR também sustentou que a decisão sobre uma eventual investigação contra um ministro compete ao plenário. O órgão não disse se as condutas descritas configuram indícios de crime.Como o caso chegou ao plenárioO relatório da PF se baseou em conversas de Vorcaro no WhatsApp com diferentes interlocutores entre março de 2024 e agosto de 2025. O celular foi apreendido na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Os registros apareceram em um capítulo dedicado a "outros encontros" entre Vorcaro e Moraes. O documento se tornou público no dia 1º, depois que Mendonça retirou o sigilo.Parte dos ministros questionou a forma como Mendonça encomendou o trabalho. Na avaliação deles, segundo o G1, uma apuração sobre outro integrante da Corte não poderia ter sido iniciada sem autorização do plenário. A BBC News Brasil relata que treze ministros aposentados do STF, a OAB e lideranças empresariais pressionaram Fachin nos últimos dias para convocar a sessão."Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", escreveu Fachin.A sessão de 15 de setembro vai tratar da petição 16.662, o procedimento em que Mendonça tornou públicas as conversas e sugeriu a possível abertura de investigação contra o colega. Fachin retirou o caso do gabinete de Mendonça e passou a relatá-lo pessoalmente. A votação definirá se o relatório da PF se mantém, se é anulado por vício formal ou se se torna o ponto de partida de uma investigação contra Moraes.

MRMarina Rocha
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Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e retira Moraes do inquérito das fake news

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal e retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, assumindo o caso. Na prática, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo.A decisão sobre a PF atendeu ao pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), que tenta reverter o afastamento do chefe da corporação. Fachin suspendeu o ato de Mendonça que, na terça-feira (8), afastou preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Também anulou a decisão de Dino que, horas antes, havia determinado a reintegração dos diretores, segundo a Folha de S.Paulo e a BBC News Brasil.No inquérito das fake news, Fachin revogou a portaria de 14 de março de 2019 que designou Moraes para conduzir a investigação. "O presidente revoga a designação do ministro Alexandre de Moraes para a condução do inquérito instaurado pela Portaria n.º 69, de 14 de março de 2019", diz o ato administrativo, citado pelo InfoMoney. A medida vale a partir desta quarta, preserva os atos praticados nos últimos sete anos e mantém com Moraes apenas as ações penais com denúncia recebida. Os demais procedimentos encaminhados ao ministro por prevenção voltam para a Presidência do STF. Aberto em 2019 para apurar ataques, ameaças e notícias falsas contra o tribunal, o inquérito já rendeu bloqueios de contas, buscas e apreensões e a prisão do então deputado Daniel Silveira, em 2021, como recordou o G1.Investigações contra ministros estão suspensasFachin também suspendeu todo e qualquer procedimento que trate de potencial investigação contra integrantes da corte, inclusive as apurações sobre o elo entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que tramitavam com Mendonça. O presidente do STF retirou ainda do gabinete de Mendonça a petição 16.662, na qual o ministro tornou públicas conversas supostamente comprometedoras entre Moraes e Vorcaro. Os dois casos passam para a Presidência do tribunal."Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", escreveu Fachin.Para o presidente do tribunal, Moraes e Mendonça deliberam sobre questões correlatas, com base em provas comuns, o que evidencia "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual", segundo a Folha.A crise começou no dia 1º de setembro, quando Mendonça, relator do caso Master no STF, retirou o sigilo de um relatório da PF sobre conversas suspeitas entre Moraes e Vorcaro. Na quinta-feira, Moraes usou relatórios da inteligência da PF para acusar Mendonça de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, e Mendonça revidou com críticas à atuação do colega nos casos do INSS e do Banco Master. Na terça (8), Mendonça afastou Rodrigues, e Fachin deu 72 horas para o ministro se manifestar. Dino determinou a reintegração nesta quarta, respondendo a pedido do próprio Andrei em investigação sobre emendas ligadas ao filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro.O que vem a seguirFachin convocou sessão plenária para o dia 15 de setembro. Os ministros vão deliberar sobre a petição 16.662 e sobre questionamentos à legalidade da atuação de Mendonça no caso Master e no procedimento contra Moraes, segundo a BBC News Brasil. A convocação veio depois de pressão de treze ministros aposentados do STF, da OAB e de lideranças empresariais.

MRMarina Rocha
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Guerra de liminares no STF pressiona Fachin; Mendonça chama decisão de Dino de ilegal

A guerra de liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou nesta quarta-feira (9) a pressão sobre o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, para que anuncie uma medida concreta contra a crise. Ministros ligaram para Fachin logo após a decisão do ministro Flávio Dino que desfez o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, determinado na véspera pelo ministro André Mendonça. Segundo apuração da TV Globo, um dos telefonemas partiu do próprio Mendonça, que classificou a decisão de Dino como "ilegal" e cobrou providências.A sequência de decisões individuais em sentidos opostos, em menos de 24 horas, levou integrantes do tribunal a avaliar que não há mais espaço para aguardar uma acomodação espontânea. Em relatos ao jornal O Globo, repassados pela InfoMoney, ministros defenderam em conversas reservadas que Fachin assuma o controle da crise e freie as alas de Alexandre de Moraes e de Mendonça. Nos bastidores, prevalece o entendimento de que os dois grupos atropelaram as prerrogativas da Presidência da Corte. Pressionado, Fachin cancelou a sessão plenária desta quarta e deve receber ainda hoje Moraes, vice-presidente do tribunal e um dos protagonistas da crise. Segundo o O Globo, Mendonça considera a decisão ilegal, mas não pretende contestá-la nos autos.O que diz a decisão de DinoMendonça afastou preventivamente Andrei e Almada na terça-feira (8). O ministro afirmou ter sido alvo de "monitoramento sistemático" pela área de inteligência da PF, que produziu seis relatórios sobre sua atuação e sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias, entre 3 e 31 de agosto. Os relatórios em disputa tratam de uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso Banco Master, e questionam a condução, por Mendonça, dos inquéritos do INSS e do Master. Na quarta, Dino reverteu o afastamento. Para o ministro, Mendonça invadiu atribuições ao decidir sozinho, sem aguardar Fachin ou o plenário, e o pedido, apresentado pelo Partido Novo, era ilegítimo. "É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar", escreveu Dino, que citou ainda risco a processos sob sua relatoria, como as investigações sobre o desvio de emendas parlamentares, e determinou:"Com o objetivo de impedir a produção de danos irreparáveis a processos submetidos à minha relatoria, defiro a tutela provisória para determinar ao Exmo. presidente da República, autoridade competente para nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, que assegure a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues."Como a liminar de Dino é posterior, é a que prevalece. A Segunda Turma do STF, um dos dois grupos de cinco ministros da Corte, havia formado maioria na terça para manter o afastamento, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a análise no plenário virtual. Segundo Dino registrou na decisão, Fachin já fixou prazo para as partes se manifestarem sobre os relatórios da PF e deve levar o tema ao plenário.Bastidores discutem papel de LulaUma das alternativas ventiladas reservadamente envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Interlocutores do Supremo citados pelo O Globo avaliam que Lula seria hoje o único ator externo com força política suficiente para costurar uma acomodação entre os dois grupos, e uma das hipóteses é uma mudança na cúpula da Polícia Federal. Não há indicação de que Lula tenha aderido à proposta ou negocie nesses termos.Os próximos passos estão com Fachin. O presidente do STF recebe Moraes nesta quarta, sob cobrança por uma providência que contenha a escalada, enquanto segue aberto o prazo de manifestações sobre os relatórios de inteligência. A análise da Segunda Turma permanece paralisada pelo pedido de vista de Gilmar Mendes.

MRMarina Rocha
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Temer aconselha Moraes a buscar diálogo com Mendonça, mas vê trégua difícil

O ex-presidente Michel Temer disse ter orientado o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a buscar diálogo com o colega André Mendonça para conter a crise entre os dois. A conversa ocorreu por telefone na segunda-feira (7), feriado, antes da decisão de Mendonça que afastou a cúpula da Polícia Federal nesta terça-feira (8). Temer avalia que o afastamento tornou uma trégua mais difícil.Temer indicou Moraes ao STF em 2017, quando ocupava a Presidência. Ele confirmou a conversa à CNN Brasil e disse que falou "muito rapidamente" com o ministro. O ex-presidente afirmou não ter conversado com Mendonça. "Não falei com o Mendonça. Falei muito rapidamente com o Alexandre por telefone. Disse um pouco que a solução ideal seria essa, mas foi simplesmente isso", afirmou.Trégua mais difícilNesta terça, Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. "Pois é, ficou complicado. Eu reconheço que complicou bastante. Até domingo, por exemplo, não havia essa decisão mais rigorosa, digamos assim. Então, acho que agora ficou um pouco difícil", disse Temer.Interlocutores do ex-presidente relataram à Folha de S.Paulo que ele disse a Moraes que a saída do impasse passaria por algum tipo de acomodação entre os dois ministros. Na avaliação de Temer, a decisão de Mendonça eleva o conflito a um novo patamar, ao envolver a cúpula da PF e, por tabela, o governo Lula (PT)."Então, às vezes, como uma disputa entre setores, ainda que seja entre o Alexandre e o Mendonça, o ideal seria dialogarem lá, todos eles, e chegarem a uma composição, porque qualquer solução litigiosa, digamos assim, que o Supremo venha a dar será péssima para o país."O precedente de 2021Não é a primeira vez que Temer atua como ponte em crises envolvendo Moraes. Em setembro de 2021, no auge do embate entre o então presidente Jair Bolsonaro e o ministro, depois que Bolsonaro chamou Moraes de "canalha" no ato do 7 de Setembro, Temer intermediou um telefonema entre os dois e ajudou na redação da "Declaração à Nação", em que o então presidente recuava dos ataques. A trégua durou pouco, segundo a CNN Brasil. Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, relata a Folha, Temer escreveu que os dois ministros são juristas de alta capacidade e que cabe ao STF preservar a unidade do país e a estabilidade das instituições.A crise ganhou força após Mendonça retirar o sigilo de mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam a relação do empresário com Moraes. O presidente do STF, Edson Fachin, deu cinco dias para os dois ministros se explicarem sobre o confronto. O julgamento do afastamento da cúpula da PF no plenário ficou suspenso nesta terça, após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, com maioria formada pela manutenção do afastamento, segundo o g1. Temer ainda aposta em uma saída: "Eu ainda espero, dando um palpite, que eles encontrem uma solução de harmonia interna. Vai ficar muito mal para o Supremo e para o país", afirmou.

MRMarina Rocha
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Onze diretores da PF colocam cargos à disposição em apoio a Andrei Rodrigues

Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto nesta terça-feira (8), em apoio ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada. Em nota pública, a cúpula da corporação declarou "total apoio" aos dois delegados e repudiou o que chamou de ataques injustificados contra a instituição. O comunicado foi divulgado horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo de Rodrigues e de Almada."Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto."Os cargos foram oferecidos ao diretor-executivo William Marcel Murad, número 2 da corporação, que assumiu o comando interino da PF. A corporação tem ao todo 15 diretorias, segundo o G1. Além dos dois afastados, não assinaram o documento a corregedora-geral, Aletea Vega Marona Kunde, e o próprio Murad. Entre os signatários estão os diretores de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dennis Cali) e da Amazônia e Meio Ambiente (Humberto Freire de Barros). O texto também rejeita as críticas à direção: "Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja", afirma.O que motivou o afastamentoMendonça determinou o afastamento ao argumentar que houve monitoramento sistemático e ilegal conduzido pela PF, por mais de um mês, contra a própria atuação do ministro e a do advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele também impôs a abertura imediata de procedimentos criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.O que acontece agoraA Segunda Turma do STF analisou a decisão em plenário virtual e formou maioria de três votos pela manutenção do afastamento: os do relator, André Mendonça, e dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que pediu mais tempo para analisar o caso. Segundo o G1, o pedido não derruba a liminar, que continua valendo.O julgamento na Segunda Turma permanece suspenso até o retorno de Gilmar Mendes. Enquanto isso, Rodrigues e Almada seguem afastados, e a Corregedoria da PF deve abrir as apurações determinadas por Mendonça. Segundo o blog de Andreia Sadi, do G1, a Advocacia-Geral da União prepara uma reação à decisão, com o argumento de que a medida viola competência privativa da Presidência da República para nomear e exonerar o chefe da PF.

MRMarina Rocha
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Fachin avalia tirar casos Master e INSS de Mendonça para conter crise no STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, avalia retirar do ministro André Mendonça as investigações dos casos Master e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e assumi-las. O objetivo é conter a crise instalada na corte, segundo a Folha de S.Paulo. Fachin reuniu auxiliares próximos na tarde de domingo (6) para articular como conduzir o confronto entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes.A discussão começou antes da decisão desta terça-feira (8) em que Mendonça afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O caso foi a julgamento na Segunda Turma e formou maioria pela manutenção do afastamento, mas a sessão foi suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.Segundo a Folha, tirar os casos de Mendonça também é defendido pela ala do STF que apoia Moraes. Para esse grupo, Fachin deve afastar temporariamente o relator enquanto houver dúvida sobre os métodos do ministro. Interlocutores do presidente avaliam que a medida serviria para controlar os ânimos nos dois polos da disputa e reduzir os ataques entre as facções.Fachin já agiu na semana passada. Ele retirou do inquérito das fake news o pedido de Moraes de abertura de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Na sexta-feira (4), no Palácio do Planalto, defendeu o fim do inquérito, aberto em 2019 e nas mãos de Moraes desde então, e a aprovação de um código de ética para o tribunal."Não haverá precipitação, mas tampouco omissão... A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa."O que vem a seguirFachin ainda não decidiu se tira os casos das mãos de Mendonça. Treze ministros aposentados e ex-presidentes do STF, entre eles Celso de Mello, Rosa Weber e Joaquim Barbosa, pediram em carta a realização urgente de sessão pública do plenário para determinar "imediata e rigorosa apuração" dos fatos que comprometem a autoridade da corte, relata a BBC News Brasil.O julgamento sobre o afastamento de Andrei Rodrigues na Segunda Turma retoma quando Gilmar Mendes apresentar seu voto. A AGU (Advocacia-Geral da União) informou que vai recorrer da decisão de Mendonça por entender que ela invade competência privativa da Presidência para nomear e exonerar o chefe da PF, segundo o G1.

MRMarina Rocha
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Quaest em SP: Tarcísio tem 42% no 1º turno para o governo; Haddad, 27%

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 42% das intenções de voto no primeiro turno da eleição para o governo de São Paulo. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece com 27%, segundo pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (8) e encomendada pela TV Globo. Na rodada anterior, no fim de agosto, o governador tinha 40%, e o petista, 27%.A Quaest ouviu 1.800 pessoas de 16 anos ou mais em todo o estado entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código SP-00959/2026.Corrida com 14% de indecisosEntre os demais candidatos, a Policial Edjane (Agir) caiu de 2% para 1%. Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Carlos Machado (PCB) têm 1% cada, e Vivian Mendes (UP) não pontuou. Brancos e nulos somam 13%, e os indecisos chegam a 14%. Para 69% dos eleitores ouvidos, a escolha já é definitiva; 31% dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, em 4 de outubro.Em simulação de segundo turno, Tarcísio tem 48%, e Haddad, 31%. Brancos e nulos somam 11%, e os indecisos, 10%. Os dois subiram frente à rodada anterior: o governador tinha 47%, e o petista, 30%.Haddad tem a maior rejeição da disputa: 57% dos entrevistados dizem conhecê-lo e não votar nele, contra 35% que o conhecem e votariam. A rejeição a Tarcísio está em 37%, estável, e 50% dizem conhecê-lo e votar nele. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados aos eleitores, o governador marca 22%, e o petista, 10%, com 64% de indecisos.Haddad entrou na disputa de São Paulo para tentar um palanque forte do PT no maior colégio eleitoral do país, segundo a Folha de S.Paulo. Ele começou a campanha ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e ainda não fez evento próprio de lançamento, relata o G1. Tarcísio, candidato à reeleição, lançou a candidatura em Osasco, apoia Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, enquanto seu partido decidiu manter neutralidade. O primeiro turno é em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest em MG: Lula lidera o 1º turno com 31%, e Flávio Bolsonaro tem 27%

O presidente Lula (PT) está numericamente à frente na disputa presidencial em Minas Gerais, com 31% das intenções de voto no primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 27%, mostra a pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8).O levantamento foi encomendado pela Globo e realizado entre os dias 4 e 7 de setembro. Segundo a CartaCapital, o instituto ouviu 1.506 eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o número MG-04716/2026. O lote de pesquisas da Quaest divulgado nesta terça foi registrado no TSE sob o número BR-04442/2026, informa o g1.Depois dos dois primeiros vêm o escritor Augusto Cury (Avante), com 8%, o governador de Minas Romeu Zema (Novo), com 6%, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, e Renan Santos (Missão), com 2%. Os demais candidatos não pontuaram. Os indecisos somam 15%, e branco, nulo ou não votar, 8%.A comparação com o levantamento de agosto mostra troca de liderança no estado. Flávio tinha 31% no mês passado, um ponto à frente de Lula, então com 30%. O petista subiu para 31%, e o senador caiu para 27%. O maior salto foi o de Augusto Cury, que passou de 1% para 8%, segundo a CartaCapital.Segundo turnoEm um eventual segundo turno, a ordem se inverte. Flávio Bolsonaro tem 40%, contra 37% de Lula, cenário que o g1 classifica como empate técnico dentro da margem de erro de três pontos. Na pesquisa de agosto, Lula vencia a simulação por 38% a 35%. Para o cientista político Felipe Nunes, em análise publicada pelo g1, é a primeira vez que Flávio aparece numericamente à frente de Lula no "estado termômetro", como Minas Gerais é chamada nas disputas presidenciais.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, os dois primeiros disputam a Presidência em segundo turno, em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Ala do STF defende analisar crise entre Moraes e Mendonça só depois das eleições

Uma ala do Supremo Tribunal Federal defende que a decisão sobre abrir, ou não, investigação contra os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça fique para depois das eleições de outubro. A posição é sustentada por ministros mais alinhados a Moraes, segundo o G1. Todas as informações pedidas pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre a crise devem ser prestadas até 21 de setembro, informou a assessoria do tribunal nesta terça-feira (8).Nos bastidores, esses ministros, ouvidos sob reserva, dizem que as manifestações de 7 de setembro, com críticas a Moraes e defesa de Mendonça, reforçaram o tom eleitoral que o caso ganhou. Eles defendem também que os dois processos andem de forma conjunta, de modo a tratar as duas pontas da disputa com o mesmo peso.Auxiliares de Fachin afirmam que o presidente ainda não decidiu o que fazer. Ele considera graves os fatos que envolvem Moraes, vice-presidente do tribunal, e entende que eles exigem uma resposta. Para esse entorno, a Corte não poderia seguir ignorando as suspeitas levantadas. Fachin tem dito que vai adotar as medidas necessárias "no tempo certo". Moraes não se manifestou publicamente. Na sexta-feira (4), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro declarou: "Não haverá precipitação nem omissão", noticiou o Brasil 247.Prazos definidos por FachinFachin abriu dois prazos. No primeiro, sobre o relatório da Polícia Federal a respeito das mensagens de Daniel Vorcaro para Moraes, podem se manifestar até 14 de setembro Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor afastado da PF, Andrei Rodrigues. O presidente do STF questionou se foram observadas as regras para apuração envolvendo pessoa com foro privilegiado e se houve acesso indevido ao relatório sigiloso, o que indicaria vazamento de informações.No segundo prazo, Moraes pediu a investigação de Mendonça com base em um relatório de inteligência que, segundo ele, não tem valor probatório. O ministro apontou improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS. A PGR se manifesta primeiro. Depois dela, Mendonça tem até 21 de setembro para prestar informações, se quiser.A entrega dos dados ocorre pouco antes do primeiro turno da eleição presidencial, em outubro. A crise ganhou um capítulo novo nesta terça: Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, e a Segunda Turma formou maioria para manter a decisão, com os votos do relator, de Luiz Fux e de Kassio Nunes Marques, segundo o InfoMoney. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Gilmar Mendes, Dias Toffoli ainda não votou e a liminar segue em vigor. Fux cancelou a sessão da tarde, informou a BBC News Brasil. No fim do dia, Fachin se reuniu com o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e com o advogado-geral da União, Jorge Messias, segundo a Folha.O que vem agora são os prazos. As manifestações sobre o caso Vorcaro vencem em 14 de setembro. Todas as informações sobre a crise devem estar com Fachin até 21 de setembro. Depois disso, cabe ao presidente decidir se leva o embate ao plenário. O Brasil 247 noticiou que Fachin sinalizou fazer isso somente depois das eleições.

MRMarina Rocha
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Lula deve defender saída institucional para crise entre STF e PF e poupar Mendonça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve tentar contemporizar a crise entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PF (Polícia Federal) e defender saídas institucionais para o que chama de "crise de institucionalidade". A avaliação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (8), depois de o presidente reunir aliados e ministros. O governo também deve evitar ataques ao ministro André Mendonça, do STF, segundo o jornal.Como a crise começouA crise começou com a decisão monocrática de Mendonça que afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência Leandro Almada da Costa. Segundo o G1, o ministro apontou monitoramento ilegal de si mesmo e do advogado-geral da União, Jorge Messias, por meio de relatórios de inteligência apócrifos. Para a Folha, Mendonça descreveu o material como "surreal" e "inimaginável" e afirmou que ele e Messias foram monitorados por pelo menos 30 dias neste ano.O gatilho foi um relatório interno da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça, relator dos casos do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O documento, segundo a Folha, sugeriu crimes de abuso de autoridade e improbidade administrativa na condução desses casos e acusou Mendonça de direcionar investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), "com quebra da imparcialidade judicial".A reação do PlanaltoNesta terça, a AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e pediu, em caráter de urgência, uma liminar para suspender imediatamente os afastamentos. A petição, assinada por Messias e pela direção do órgão, sustenta haver "grave lesão à ordem pública e administrativa" e "risco de desorganização institucional".O afastamento cautelar viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal.Na 2ª Turma do STF, o julgamento virtual extraordinário que referendaria o afastamento formou maioria de 3 a 0, com os votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu a sessão. Enquanto o colegiado não retoma as deliberações, a decisão individual de Mendonça segue em vigor, e William Marcel Murad responde pela corporação. Os diretores da PF divulgaram nota de "total apoio" a Rodrigues e colocaram os cargos à disposição do substituto.Três decisões estão pendentes agora. Fachin analisa o pedido de liminar da AGU. A 2ª Turma precisa retomar o julgamento interrompido por Gilmar Mendes. E a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais defende que o caso vá ao plenário do STF, composto atualmente por 10 ministros.

MRMarina Rocha
Politics

OAB-DF abre processo ético contra escritório da esposa e dos filhos de Moraes

A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu nesta terça-feira (8) um processo ético-disciplinar contra os cinco sócios do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, registrado no DF como Barci e Barci Sociedade de Advogados. O escritório pertence à esposa e aos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão coube ao presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira, conhecido como Poli, e foi anunciada em sessão extraordinária do Conselho Pleno.A sessão foi convocada para tratar da crise envolvendo o STF, segundo o Metrópoles. O processo considera "os fatos recentemente tornados públicos e constantes de relatório da Polícia Federal", informou a OAB-DF. A Folha de S.Paulo identifica o documento como o relatório do inquérito IPJ-A 3298613/2026, elaborado a partir dos dados do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.Constam como sócios do escritório, segundo o Cadastro Nacional dos Advogados, Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, filhos do casal, Ana Claudia Consani de Moraes, cunhada, e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli. Todos serão intimados a responder ao processo na OAB-DF.O que está em jogoO Tribunal de Ética e Disciplina da seccional conduzirá a apuração de possíveis violações ao Código de Ética e ao Estatuto da Advocacia. Estão entre as condutas que podem ser analisadas, segundo o Metrópoles, conflito de interesses, captação indevida de clientela, atuação incompatível com a dignidade da advocacia e eventual uso da estrutura do escritório para práticas ilícitas.As punições possíveis incluem multa, censura e suspensão. A mais grave é a exclusão, o cancelamento da inscrição do advogado, que exige o voto favorável de dois terços do Conselho Pleno, conforme o G1."A advocacia não é meio para cometimento de crimes"Poli definiu a posição da entidade na sessão desta terça. "A advocacia não é meio para cometimento de crimes. E a OAB-DF, na sociedade, inscrita em nossa casa, nós temos o dever de apurar esses fatos", declarou.Em nota, o escritório rebateu a decisão. "O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB/DF. Espera que o presidente da entidade, Paulo Maurício Braz Siqueira, reveja suas declarações e faça os esclarecimentos necessários, evitando a adoção das medidas cabíveis."A OAB-DF também abrirá procedimento contra o advogado Ciro Soares, apontado no relatório da PF como intermediário da comunicação entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O material foi tornado público em 1º de setembro pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, e acendeu a crise na Corte. Segundo o G1, o relatório reconstitui apenas as mensagens enviadas por Vorcaro a um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA", entre elas a discussão de dois contratos com Viviane Barci e a afirmação de uma "dívida de vida" com o ministro. Não há registro do conteúdo recebido.Os dois processos tramitam em sigilo e não têm prazo para decisão. Em nota, a OAB-DF afirmou que o procedimento "observará todas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa" e que não significa "juízo antecipado de culpa". A próxima etapa é a intimação dos cinco sócios para apresentar defesa.

MRMarina Rocha
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Quaest no RJ: Eduardo Paes lidera com 39% e vence em todos os cenários de 2º turno

O ex-prefeito da cidade do Rio Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro com 39% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) e contratada pela Globo. Seu principal adversário, Douglas Ruas (PL), aparece com 18%, 21 pontos atrás.Ex-governador do estado, Anthony Garotinho (Republicanos) tem 8%, seguido de Cyro Garcia (PSTU), com 2%, e de William Siri (PSOL), André Marinho (Novo) e Coronel Busnello (Missão), com 1% cada. Juliete (UP) e Luan Monteiro (PCO) não pontuaram. Na rodada anterior da Quaest, Paes tinha 37%, Ruas 18% e Garotinho 7%.Cenários de segundo turnoPaes vence em todos os cenários de segundo turno testados pelo instituto. Contra Ruas, o placar seria de 52% a 26%. Contra Garotinho, de 53% a 17%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.O percentual de indecisos caiu de 20% para 16%, e o de votos em branco ou nulos, de 16% para 14%. Segundo a Quaest, 34% dos eleitores dizem que podem mudar de voto até o dia da eleição; na rodada anterior, esse percentual era de 42%.Disputa pelo SenadoNa eleição para as duas vagas ao Senado pelo Rio, Benedita da Silva (PT) lidera com 15%, seguida de Marcelo Crivella (Republicanos), com 8%. Carlos Jordy (PL), Pedro Paulo (PSD) e Carlos Portinho (PL) têm 6% cada, e Mônica Benício (PSOL) tem 4%. Os indecisos somam 24%, e os votos em branco ou nulos, 25%.A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre sexta-feira (4) e segunda-feira (7). O nível de confiança é de 95%, e o registro no TSE é RJ-04768/2026. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Presidenciáveis já gastaram R$ 74 milhões; Flávio Bolsonaro lidera com R$ 49 mi

Os principais candidatos à Presidência nas eleições de 2026 já declararam R$ 74 milhões em gastos de campanha. O levantamento é do g1, com base nos dados enviados por candidaturas, partidos, federações e coligações ao DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta quarta-feira (9) começou o prazo para a entrega da prestação de contas parcial à Justiça Eleitoral.Flávio Bolsonaro (PL) concentra o maior valor declarado até agora: R$ 49 milhões. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com R$ 20 milhões, e Romeu Zema (Novo), com R$ 2 milhões. Na outra ponta, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, declarou R$ 100 mil. Augusto Cury (Avante) informou R$ 55 mil. O Estadão chegou ao mesmo resultado em levantamento próprio: Flávio Bolsonaro gasta quase R$ 50 milhões e lidera as despesas entre os presidenciáveis.Para onde foi o dinheiroSegundo o g1, a maior despesa de Flávio Bolsonaro, de R$ 13,1 milhões, foi com planejamento estratégico e marketing político. O senador pagou R$ 5 milhões à produtora de vídeos Paranoá Digital, registrados como "serviços de planejamento digital", e destinou R$ 3,7 milhões à criação de um canal no YouTube com programação de 24 horas voltada à divulgação de propostas e notícias da candidatura. A campanha explicou ao g1 que um pagamento de R$ 500 mil à fintech DLocal representa a compra de créditos de impulsionamento no Facebook e no Instagram, porque a empresa é o "hub de pagamento" da Meta.Constam ainda R$ 3,6 milhões para a Algoritmo Dados Estratégia e Comunicação, assessoria de imprensa fundada por Fábio Portela, ex-secretário de comunicação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e R$ 3,4 milhões para uma segunda empresa de consultoria e assessoria de imprensa. Os serviços jurídicos somam R$ 3,1 milhões, pagos ao escritório de Maria Claudia Bucchianeri, chefe jurídica da campanha e ex-ministra do TSE. O fretamento de aeronaves consumiu R$ 2,2 milhões, contratados da Alljet Aviation.Caiado declarou R$ 20,9 milhões; desses, R$ 20 milhões foram destinados a uma única empresa de marketing digital. Lula concentrou quase todo o valor declarado em material impresso: R$ 93,9 mil foram pagos à Amazon Etiquetas por publicidade em materiais impressos, em três pagamentos feitos em 26 de agosto, além de R$ 6,1 mil em taxas de administração de financiamento coletivo. Cury aplicou R$ 50 mil no impulsionamento de conteúdo pela Ebanx Pagamentos; o g1 mostra que, desde o início do ano, o candidato já direcionou R$ 116 mil às redes sociais. A prestação dele registra até R$ 958 em "lanche" para participantes de reuniões de planejamento da campanha.O que vem a seguirA prestação parcial reúne as movimentações financeiras desde o início da campanha, em 16 de agosto, até 8 de setembro. As informações são enviadas pelo Conta+JE, sistema da Justiça Eleitoral que centraliza as contas. Segundo tribunais regionais eleitorais, o prazo de entrega termina neste domingo (13). O primeiro turno da eleição ocorre em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Lula

Quaest no 2º turno: Flávio à frente em SP, MG, RJ e DF; Lula lidera só em PE

Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (8) mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial em quatro das cinco unidades da federação pesquisadas: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Lula lidera apenas em Pernambuco. Os levantamentos foram encomendados pela Globo e ouviram eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro.Segundo o g1, a vantagem de Flávio supera a margem de erro em São Paulo e no Distrito Federal. No Rio de Janeiro, a distância de seis pontos fica no limite da margem de três pontos. Em Minas Gerais, os dois estão tecnicamente empatados, com o candidato do PL à frente no campo numérico.São Paulo: Flávio Bolsonaro 41%, Lula 33%, branco/nulo/não vai votar 16%, indecisos 10%Minas Gerais: Flávio Bolsonaro 40%, Lula 37%, branco/nulo/não vai votar 15%, indecisos 8%Rio de Janeiro: Flávio Bolsonaro 43%, Lula 37%, branco/nulo/não vai votar 15%, indecisos 5%Pernambuco: Lula 57%, Flávio Bolsonaro 26%, branco/nulo/não vai votar 11%, indecisos 6%Distrito Federal: Flávio Bolsonaro 45%, Lula 38%, branco/nulo/não vai votar 13%, indecisos 4%O recado de MinasMinas Gerais concentra a leitura política central da rodada. Segundo o cientista político Felipe Nunes, em análise publicada no g1, de 1989 a 2022 o candidato que venceu a eleição no Brasil também foi o mais votado pelos mineiros na rodada decisiva. "A inversão é numérica. Mas o sinal político é relevante", escreveu ele sobre o novo placar do estado.Em julho, a Quaest registrava 38% para Lula e 35% para Flávio em Minas. Agora, o placar é de 37% a 40%. O movimento convive com o empate de 41% a 41% entre os dois na pesquisa nacional da Quaest divulgada em 7 de setembro. No recorte do Sudeste desse levantamento, Flávio tinha 43% e Lula, 34%, segundo o g1.Peso eleitoral e calendárioSão Paulo (34,1 milhões de eleitores), Minas Gerais (16,3 milhões) e Rio de Janeiro (12,8 milhões) são os três maiores colégios eleitorais do país. Ao todo, 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nas demais unidades, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Segundo a CartaCapital, as pesquisas ouviram 1.800 pessoas em São Paulo, 1.506 em Minas Gerais, 1.302 no Rio de Janeiro e 1.104 no Distrito Federal.O primeiro turno da eleição é em 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno está marcado para 25 de outubro. As cinco pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral.

MRMarina Rocha
parana

Por 4 votos a 3, TRE-PR mantém registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado nas eleições de 2026. A decisão saiu na noite desta terça-feira (8). O presidente da corte, Luciano Carrasco Falavinha Souza, desempatou o julgamento após cerca de sete horas de sessão, segundo a Revista Oeste.A decisão rejeitou impugnação apresentada pela coligação integrada por PT e PDT na disputa pelo governo do Paraná. O pedido questionava a elegibilidade de Dallagnol por causa da cassação do mandato de deputado federal, decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023. A relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, votou pelo deferimento do registro. Segundo ela, os procedimentos sobre supostas infrações cometidas quando Dallagnol era procurador da República não resultaram em sanções capazes de sustentar a inelegibilidade. "A situação se alterou e não se verifica inelegibilidade", afirmou. O Ministério Público Eleitoral também havia se manifestado pela elegibilidade.O histórico da inelegibilidadeDallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022, depois de ganhar projeção nacional como integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Em maio de 2023, o TSE cassou o mandato. A corte entendeu que o pedido de exoneração do Ministério Público Federal, feito em 2021, teve o objetivo de evitar consequências de procedimentos disciplinares em curso no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e aplicou ao caso o entendimento previsto na Lei da Ficha Limpa para integrantes do MP que deixam o cargo enquanto respondem a processo disciplinar. A defesa sustentou que a decisão de 2023 não declarou expressamente a inelegibilidade por oito anos e que parte dos procedimentos foi arquivada, prescrita ou encerrada sem sanção de perda do cargo.Votaram a favor do registro, além da relatora e do presidente do tribunal, os juízes Gisele Lemke e Osvaldo Canela Júnior. Votaram contra Everton Jonir Fagundes Menengola, Fernando Antonio Prazeres e Nicole Trauczynski.Multa por litigância de má-féAo fim da sessão, Falavinha Souza aplicou a Dallagnol multa de R$ 100 mil por litigância de má-fé. A punição decorreu da inclusão, no processo eleitoral, de documentos fiscais e bancários sigilosos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. O presidente do TRE-PR classificou a conduta como temerária e afirmou que ela atenta contra a dignidade da Justiça. "Condeno o candidato por litigância de má-fé no valor de R$ 100 mil", declarou. Segundo a Band, Zanin acionou a Justiça Eleitoral ao tomar conhecimento dos documentos e pediu a responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal. A defesa respondeu que o material integrava reclamação disciplinar de milhares de páginas apresentada ao CNMP quando Zanin ainda era advogado.Após o julgamento, Dallagnol disse que a decisão representa uma vitória da legislação eleitoral e do direito de escolha dos eleitores paranaenses. "Hoje, prevaleceram a lei, a Justiça e a vontade do Paraná de decidir seu próprio futuro", declarou, segundo o portal Claudio Dantas. A candidatura segue válida, mas a disputa judicial pode continuar: segundo a Folha de S.Paulo, os partidos impugnantes devem recorrer ao TSE.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Palver: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no 1º turno

O instituto Palver divulgou nesta quarta-feira (9) pesquisa que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente na disputa pela Presidência no primeiro turno. No cenário sem Pablo Marçal (PRTB), Lula tem 40% das intenções de voto, contra 39% do senador fluminense; com Marçal na disputa, os dois empatam em 40%. A Folha de S.Paulo classificou o resultado como empate técnico na coluna Painel, e a CNN Brasil falou em empate numérico, com o petista à frente por uma diferença dentro da margem de erro.Renan Santos (Missão) aparece com 11% no cenário sem Marçal, e Augusto Cury (Avante) tem 4%. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Marçal pontuam 1% cada. Os indecisos somam 1%, e brancos, nulos e abstenções chegam a outros 1%, segundo a CNN Brasil.Segundo turno e avaliação do governoEm simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o placar é de 46% a 44% para o candidato do PL. Segundo a CNN Brasil, a diferença de 2 pontos está dentro da margem de erro e configura empate. Brancos, nulos e abstenções somam 9% nesse cenário, e 1% dos eleitores se declaram indecisos.Nas simulações contra outros nomes, Lula empata tecnicamente com Caiado (43% a 40%) e com Zema (43% a 42%) e vence Cury (42% a 30%) e Renan Santos (43% a 31%). O levantamento mediu ainda a avaliação do governo: 57% dos entrevistados desaprovam a maneira como Lula governa, e 42% aprovam.MetodologiaA Palver ouviu 5.000 eleitores pela internet entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi pago com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05420/2026.O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Quaest no 1º turno: Lula 36%, Flávio 29% no conjunto de SP, RJ, MG, PE e DF

O presidente Lula (PT) tem 36% das intenções de voto no 1º turno para presidente, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no conjunto de cinco estados pesquisados pela Quaest: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 8%. Os números, da pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor, fazem parte do lote divulgado nesta terça-feira (8) pelo g1. A Globo contratou o instituto. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 3% cada, e Romeu Zema (Novo), com 2%.Estado a estado, o quadro se divide. Lula lidera em Minas Gerais, com 31% contra 27% de Flávio, e em Pernambuco, com 51% contra 21%. Flávio vai à frente no Rio de Janeiro (34% a 32%), em São Paulo (31% a 30%) e no Distrito Federal (31% a 28%). Segundo o g1, as diferenças em SP, RJ e DF não passam da margem de erro; em Minas (4 pontos, contra margem de 3) e em Pernambuco, a vantagem de Lula supera o limite técnico.Movimento desde 25 de agostoNo DF, Flávio subiu de 26% para 31% desde a rodada anterior, divulgada em 25 de agosto. Em Minas, o caminho foi inverso: o candidato do PL caiu de 31% para 27%, e Lula passou de 30% para 31%. No Rio, os indecisos caíram de 16% para 9%, e os dois nomes de ponta cresceram: Flávio foi de 31% para 34%, e Lula, de 29% para 32%. Cury avançou nos cinco estados. Chegou a 8% em Minas, São Paulo e DF, a 6% em Pernambuco e a 5% no Rio; na rodada anterior, variava entre 1% e 3%. Ronaldo Caiado registra seu melhor resultado no DF, com 12%, e Romeu Zema tem 6% em Minas.Metodologia e cenário com Pablo MarçalA Quaest ouviu eleitores de 16 anos ou mais entre 4 e 7 de setembro. As amostras foram de 1.800 pessoas em São Paulo, 1.506 em Minas, 1.302 no Rio, 1.302 em Pernambuco e 1.104 no DF. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três nos demais estados, sempre com nível de confiança de 95%. As pesquisas estão registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), entre elas as de números MG-04716/2026 e BR-04705/2026.A CNN Brasil, que também divulgou a rodada, informa que a Quaest mediu um cenário com Pablo Marçal (PRTB) em Minas: Lula teria 32%, Flávio, 28%, e Marçal, 2%. Marçal está inelegível e aguarda decisão do TSE sobre a candidatura. Sobre os indecisos em Minas, o g1 aponta 15%, enquanto a CNN Brasil registrou 8%.Minas é definida pela Quaest como o "estado pêndulo brasileiro": todos os presidentes eleitos desde 1989 venceram no estado, o segundo maior colégio eleitoral do país, segundo o g1. Em 2022, Lula fez 50,20% dos votos em MG, contra 49,80% de Jair Bolsonaro. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se ninguém atingir a maioria dos votos válidos, haverá 2º turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Corruption

Dino determina código único para rastrear emendas e dá prazo a 22 estados e DF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional apresentem, até 30 de novembro de 2026, uma proposta conjunta para criar um identificador único das emendas parlamentares. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (9), em ação proposta pelo Psol que cobra mais transparência e rastreabilidade na aplicação das verbas federais, de acordo com o G1.O objetivo é vincular a indicação do parlamentar ao empenho correspondente nas plataformas orçamentárias Transferegov.br e Siafi, o Sistema Integrado de Administração Financeira. "O Relatório a ser apresentado em 30/11/2026 deverá contemplar proposta conjunta, acompanhada do respectivo cronograma de implementação, para a instituição de identificador único das emendas parlamentares", escreveu o ministro na decisão.Auditoria do DenasusNa mesma decisão, Dino deu ciência às partes sobre o relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que fiscalizou repasses de emendas para a saúde pública. A auditoria analisou 100 contas de municípios e estados. Em uma etapa complementar, com 25 auditorias, 17 casos (68%) resultaram em propostas de devolução ou recomposição de valores aos cofres públicos. Ao todo, a fiscalização identificou R$ 8,42 milhões aplicados de forma irregular: R$ 7,74 milhões em danos ao erário e R$ 677,8 mil em desvios de finalidade. As emendas de bancada concentraram 78% do prejuízo apurado, R$ 6,58 milhões, incluindo um único caso de R$ 4,5 milhões. Apenas 4% das auditorias confirmaram a divulgação pública e acessível sobre a execução das verbas.Providências dos estadosDino também intimou as Procuradorias-Gerais de 22 estados e do Distrito Federal. Elas têm 30 dias corridos para informar as providências adotadas para corrigir falhas nos portais locais de transparência. A cobrança ocorre após o Psol, autor da ação, apontar que estados ainda deixam de disponibilizar documentos de execução e dados de beneficiários finais. O Maranhão recebeu prazo separado de 30 dias para comprovar o pleno funcionamento do seu portal de transparência.Instituições que acompanham a execução orçamentária apontaram o problema central apontado no processo: os códigos atualmente usados pelo Poder Legislativo não são preservados no Siafi e no Transferegov.br, o que impede a vinculação precisa entre cada indicação, o respectivo empenho e o beneficiário final. A Câmara dos Deputados reconheceu, em manifestação à Corte, "a possibilidade de adoção de medidas de aperfeiçoamento". Já o Senado afirmou que a preservação do identificador ao longo de todo o percurso dos recursos "depende primordialmente da arquitetura dos sistemas de execução mantidos pelo Poder Executivo".O calendário agora tem dois prazos definidos. Estados e Distrito Federal devem detalhar as correções em 30 dias. Governo e Congresso têm até 30 de novembro para entregar a proposta conjunta com o cronograma do identificador único. Dino acompanha o cumprimento das ordens como relator do caso no STF.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Gerp: Flávio Bolsonaro abre 7 pontos sobre Lula no 2º turno, 47% a 40%

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 40% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição. A pesquisa é do instituto Gerp e foi divulgada nesta quarta-feira (9) pela CNN Brasil. A vantagem de sete pontos supera a margem de erro, de dois pontos percentuais.O levantamento ouviu 2.400 eleitores em todo o território nacional, com campo entre 3 e 8 de setembro, segundo a ficha técnica reproduzida pelo Poder360. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00251/2026 e teve custo de R$ 15 mil, pagos com recursos próprios do instituto.No cenário de segundo turno, 11% dos entrevistados disseram que votariam em branco, anulariam ou não votariam em nenhum dos dois. Outros 3% não sabem ou não responderam.Empate técnico no primeiro turnoPara o primeiro turno, a Gerp aponta empate técnico: Flávio Bolsonaro tem 37% e Lula, 34%. Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 5%, Renan Santos (Missão) com 4%, Pablo Marçal (PRTB) com 2% e Romeu Zema (Novo) com 1%.A pesquisa mediu ainda a rejeição dos candidatos. Lula é apontado por 49% dos eleitores como o nome em que não votariam de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro tem rejeição de 40%. Na avaliação do governo federal, 41% dos entrevistados aprovam a gestão do petista e 52% desaprovam.A série do instituto mostra avanço do senador. Em 24 de agosto, a Gerp registrava empate técnico, com 42% a 40; dois dias depois, a vantagem chegou a 47% contra 42, segundo reportagens da CNN Brasil. Levantamentos de outras casas divulgados nesta semana apontam quadro semelhante: Palver tem 46% a 44, BTG/Nexus 46% a 45 e Meio/Ideia registrou empate em 46. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se ninguém alcançar a metade dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

Agregador da BBC registra empate técnico entre Lula e Flávio na corrida presidencial

O agregador de pesquisas eleitorais da BBC News Brasil, que compila levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a disputa presidencial, passou a refletir nesta semana o cenário mais equilibrado da corrida de 2026. A pesquisa Meio/Ideia, divulgada na quarta-feira (9), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente no primeiro turno, com 38,4% das intenções de voto, contra 37,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 1,1 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,5 pontos e configura empate técnico.No eventual segundo turno entre os dois, a Meio/Ideia registra empate numérico: 46% a 46%. Nesse cenário, brancos e nulos somam 3,5%, e 4,5% dos entrevistados não souberam responder.Institutos divergem sobre a vantagemOs dados individuais reunidos pela BBC mostram divisão entre os institutos. A Veritá, que ouviu 3.840 eleitores entre 1º e 4 de setembro, é a única a colocar Flávio à frente no primeiro turno, com 38,9% a 38,4%. A Nexus aponta 39% a 35% e 39% a 34% em seus dois cenários, a Datafolha mede 38% a 33% e 39% a 32%, e a Quaest registra 36% a 29%. O agregador também acompanha a ascensão do escritor Augusto Cury (Avante), que oscila entre 6,6% e 12,2% nas pesquisas compiladas.Nas simulações de segundo turno contra outros nomes, a Meio/Ideia dá a Lula 46% contra 40,3% de Renan Santos (Missão), 38% de Romeu Zema (Novo) e 40,9% de Augusto Cury. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o placar de 46% a 42% também configura empate técnico. Na rejeição, Lula mantém o maior índice entre os presidenciáveis: 46,6% dos eleitores dizem que não votariam nele, contra 45,7% de Flávio.A Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas entre os dias 4 e 7 de setembro, e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07935/2026.O próximo teste sai nesta quinta-feira (10), quando a AtlasIntel divulga pesquisa que testa o segundo turno, a rejeição e a confiança dos eleitores em 13 áreas, segundo o InfoMoney. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre em 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, o segundo turno acontece em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio pede cassação da chapa Lula-Alckmin no TSE por desfile da Sapucaí

A chapa formada por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar protocolou nesta terça-feira (8), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pede a cassação do registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin e a declaração de inelegibilidade de Lula. A ação aponta abuso de poder político, abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro na Marquês de Sapucaí, que homenageou o presidente com o enredo "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil".Na petição, os advogados de Flávio classificam o episódio como "o maior caso de uso da máquina pública em favor de uma candidatura presidencial já visto na história democrática do Brasil" e sustentam que houve comprometimento da paridade de armas na disputa. Segundo o G1, a defesa afirma que a homenagem teve caráter eleitoral e produziu vantagem indevida a Lula em ano de eleição.Financiamento em focoO financiamento é o ponto central da ação. Os autores afirmam que ao menos R$ 9,65 milhões em recursos públicos foram destinados à apresentação da escola, somando repasses federais, estaduais e municipais. Do total, R$ 1 milhão veio da Embratur e R$ 4 milhões da Prefeitura de Niterói, valor que, segundo a petição, equivale ao dobro do destinado à agremiação no ano anterior. A ação também menciona uma captação privada de R$ 2,5 milhões atribuída à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, junto a três empresários. A própria petição reconhece que esse ponto deverá ser aprofundado na instrução do processo.A defesa de Flávio lista ainda reuniões de dirigentes da escola no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada, agendas na Secretaria de Relações Institucionais, viagens de Janja em aeronaves da FAB e atuação de servidores da Presidência na organização de convidados. Para os advogados, o desfile extrapolou uma homenagem biográfica. A ação cita o coro "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula", referências ao número 13, símbolos do PT e críticas a adversários políticos. Lula assistiu à apresentação ao lado de ministros de Estado; Janja não participou do desfile. Além de Lula e Alckmin, são réus na ação Janja, o ex-presidente da Embratur Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.O caso no Tribunal de ContasO tema já é objeto de apuração no Tribunal de Contas da União (TCU). Em abril, o ministro Augusto Nardes determinou a abertura de investigação para apurar possível desvio de finalidade e uso indevido da máquina pública na organização do desfile, após representação de parlamentares do Partido Novo. Antes do Carnaval, o então ministro Aroldo Cedraz havia rejeitado pedido para suspender o repasse da Embratur à escola. Ele afirmou que os R$ 12 milhões do acordo foram divididos igualmente entre as 12 escolas do Grupo Especial, com R$ 1 milhão para cada agremiação, e que, naquele momento, não havia elementos que indicassem favorecimento.Agora cabe ao TSE decidir se admite a ação. Admitida, os réus serão intimados a apresentar defesa antes do julgamento do mérito, que não tem prazo definido. Segundo a CNN Brasil, fontes da campanha de Flávio dizem que esta é a primeira de uma série de ações de cassação que serão protocoladas até a eleição de outubro.

MRMarina Rocha
justice

Mendonça manda soltar ex-procurador-geral do INSS com tornozeleira eletrônica

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Preso desde novembro do ano passado na Operação Sem Desconto, ele foi um dos indiciados pela Polícia Federal pelo esquema de descontos irregulares em aposentadorias.Mendonça impôs condições. Virgílio terá de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de contatar investigados e testemunhas, de frequentar entidades associativas e de acessar instalações do INSS e da Dataprev, a estatal de tecnologia que processa os benefícios. Ele também está proibido de deixar o país. Segundo o G1, as investigações da PF apontaram que o ex-procurador recebeu R$ 11,9 milhões, por meio de empresas e de contas bancárias de sua esposa, de firmas ligadas às associações investigadas.Para o ministro, a prisão preventiva não se justifica mais no momento atual da investigação. "Independentemente do alcance que venha a ser conferido" ao indiciamento, escreveu Mendonça, "é certo que a fase investigativa relevante para a avaliação da situação pessoal de VIRGÍLIO avançou significativamente"."Nessas condições, VIRGÍLIO não estará, na atual fase da investigação, em condições objetivas de retomar as atividades ilícitas que lhe são imputadas, pois estará simultaneamente impedido de manter contato com os demais investigados e testemunhas, afastado dos ambientes institucionais relacionados à dinâmica investigada, proibido de deixar o País e submetido à fiscalização permanente decorrente da monitoração eletrônica."Outras decisõesNa mesma data, Mendonça substituiu a prisão preventiva por tornozeleira eletrônica no caso de Samuel Bomfim Júnior, contador da Conafer e apontado pela PF como operador financeiro do esquema. O ministro também revogou a tornozeleira de Pedro Corrêa Neto, ex-secretário da Agricultura, de José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência Social no governo Bolsonaro, e do advogado Gilmar Stelo. Segundo o ministro, essas investigações estão avançadas e não justificam mais as restrições.De acordo com a CNN Brasil, o inquérito da PF sustenta que Virgílio ratificou entendimento técnico que permitiu o desbloqueio em lote de benefícios para descontos associativos a pedido da Contag, uma das entidades do caso. O casal teria ocultado bens mesmo após o início da apuração. Ele foi afastado da instituição em abril do ano passado e depôs à CPMI do INSS em outubro, um mês antes da prisão.A decisão sai em meio à crise entre o STF e a Polícia Federal. Segundo o Estadão, o ministro Fachin cogita assumir a relatoria dos casos Master e INSS para conter o desgaste na Corte. Virgílio segue indiciado pela PF e sujeito às restrições enquanto durar a investigação.

MRMarina Rocha
Politics

Mendonça manda soltar suspeitos da Operação Sem Desconto do INSS

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou soltar nesta terça-feira (8) alvos da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Foram seis decisões. Elas revogaram prisões, trocaram a cadeia por tornozeleira eletrônica e reduziram restrições a investigados, segundo o G1 e a Folha de S.Paulo.A decisão mais simbólica alcançou o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, preso preventivamente desde novembro de 2025. Ele passará a usar tornozeleira eletrônica. Fica proibido de contatar outros investigados e testemunhas, de acessar entidades associativas e instalações do INSS e da Dataprev e de deixar o país. A Polícia Federal aponta que ele recebeu R$ 11,9 milhões por meio de empresas e de contas bancárias de sua esposa, de firmas ligadas às associações investigadas.Fase avançada da investigaçãoNa decisão, Mendonça escreveu que a prisão não se justificaria mais no atual momento da investigação. A fase investigativa relevante para avaliar a situação pessoal de Virgílio "avançou significativamente", segundo o ministro. Em outra passagem, ele afirmou que "os riscos remanescentes podem ser adequadamente enfrentados por medidas menos sacrificantes do que a prisão preventiva"."Nessas condições, VIRGÍLIO não estará, na atual fase da investigação, em condições objetivas de retomar as atividades ilícitas que lhe são imputadas, pois estará simultaneamente impedido de manter contato com os demais investigados e testemunhas, afastado dos ambientes institucionais relacionados à dinâmica investigada, proibido de deixar o País e submetido à fiscalização permanente decorrente da monitoração eletrônica", escreveu o ministro.Segundo a Folha, o relator reduziu em um grau cada medida imposta. O entendimento é o de que os envolvidos já estão fora dos cargos e as provas do caso já foram coletadas.Outras decisões alcançaram figuras centrais do esquema. Foi revogada a prisão de Thaisa Hoffmann Jonasso, mulher de Virgílio, que cumpria regime domiciliar por ter filha menor de 12 anos. O contador da Conafer Samuel Chrisóstomo do Bomfim Júnior, apontado pela PF como operador financeiro do esquema, trocou a prisão preventiva por tornozeleira. A Conafer, segunda entidade que mais recebeu descontos em aposentadorias do INSS, obteve cerca de R$ 484 milhões entre 2019 e 2024, conforme levantamento da CGU (Controladoria-Geral da União). Mendonça também mandou retirar a tornozeleira do ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro, conhecido também como Ahmed Mohamad Oliveira, além de Pedro Corrêa Neto, ex-secretário da Agricultura, e do advogado Gilmar Stelo.Relatoria em discussãoAs decisões foram dadas em meio a discussões feitas, nos bastidores, pelo presidente do STF, Luiz Edson Fachin, para repensar as relatorias dos casos INSS e Master e conter a crise entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, segundo a Folha.O gabinete do relator espera revisar as situações de outros alvos da investigação. A discussão sobre a troca da relatoria segue aberta no tribunal.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest: Flávio Bolsonaro supera Lula fora da margem de erro em SP e no DF

Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (8) mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT), fora da margem de erro, em São Paulo e no Distrito Federal em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Os cinco levantamentos foram encomendados pela Globo e ouviram eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro. Lula lidera em Pernambuco. Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, os dois aparecem tecnicamente empatados, com o senador numericamente à frente.Os números por estadoEm São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 41% das intenções de voto e Lula, 33%. No Distrito Federal, o placar é de 45% a 38%. Em Minas Gerais, o senador soma 40% contra 37% do presidente, diferença dentro da margem de três pontos. No Rio de Janeiro, são 43% a 37%, com a distância no limite da margem de erro, segundo o g1. Pernambuco é o único dos cinco territórios pesquisados em que Lula abre vantagem: 57% a 26%.São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro formam os três maiores colégios eleitorais do país, com 34,1 milhões, 16,3 milhões e 12,8 milhões de eleitores, respectivamente. Ao todo, 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Segundo a CartaCapital, as pesquisas ouviram 1.800 pessoas em São Paulo, 1.506 em Minas, 1.302 no Rio e 1.104 no Distrito Federal. Todos os levantamentos estão registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).Leitura da reta finalNo mesmo dia, a rodada nacional BTG/Nexus mostrou Flávio numericamente à frente de Lula pela primeira vez em uma simulação de segundo turno do instituto: 46% a 45%, resultado dentro da margem de erro. Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a diferença ainda é pequena para indicar uma tendência consolidada, mas merece atenção em uma disputa que segue muito apertada, segundo a reportagem da VEJA. Na avaliação do governo federal medida pela Nexus, a aprovação oscilou de 46% para 45%, e a desaprovação, de 51% para 50%.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato superar 50% dos votos válidos, o segundo turno acontece em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Quaest em MG: Flávio supera Lula pela 1ª vez no 2º turno, 40% a 37%

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece pela primeira vez numericamente à frente do presidente Lula (PT) em Minas Gerais em uma simulação de segundo turno pela Presidência. A pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (8), aponta 40% para o senador e 37% para o presidente no estado. A diferença de três pontos está dentro da margem de erro, e o cenário é de empate técnico.A rodada foi encomendada pela Globo e ouviu eleitores entre 4 e 7 de setembro, segundo o g1. A margem de erro em Minas é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é o BR-09417/2026. O estado tem 16,3 milhões de eleitores aptos, o segundo maior colégio eleitoral do país. No cenário mineiro, 15% dizem que votarão branco, nulo ou não votarão, e 8% estão indecisos.O estado pênduloO diretor da Quaest, Felipe Nunes, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), classifica Minas como o "estado pêndulo brasileiro". Ele lembra que nenhum presidente venceu a eleição nacional sem vencer também no estado."Pela primeira vez em Minas Gerais, o estado pêndulo brasileiro, a gente vê Flávio Bolsonaro numericamente à frente do Lula: 40 a 37 numa simulação de um eventual segundo turno."A série histórica da própria Quaest mostra a queda de Lula. O presidente passou por 42%, 38%, 39% e 38% nas rodadas anteriores e agora registra 37%. "Esse é o pior desempenho que a gente mensura do Lula nesse estado-chave", diz Nunes. Em agosto de 2025, Lula tinha nove pontos de vantagem sobre Flávio em Minas.Nunes pondera que a rodada isolada não permite afirmar se o resultado é oscilação ou mudança duradoura no eleitorado. "Se a gente olha para a curva do Lula, a gente enxerga aqui uma tendência que é significativa", afirma.Os outros estadosNa mesma rodada de simulações de segundo turno, Flávio aparece à frente de Lula fora da margem de erro em São Paulo, por 41% a 33%, e no Distrito Federal, por 45% a 38%. No Rio de Janeiro, o senador soma 43%, contra 37%, com a distância no limite da margem de erro. Lula lidera em Pernambuco, com 57% contra 26%.O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato atingir maioria absoluta, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Fux cancela sessão da 2ª Turma do STF após vista de Gilmar no caso da PF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou nesta terça-feira (8) a sessão da Segunda Turma que estava marcada para a tarde. O colegiado julga a decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente dos cargos o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada.A sessão ocorreria depois do início do julgamento no plenário virtual, ambiente remoto em que os ministros registram votos sem debate, segundo a Folha de S.Paulo. O pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu a análise, e Fux, que preside a Turma, cancelou o encontro presencial. A pauta desta terça tinha apenas um processo, que não tratava da decisão de Mendonça, segundo o G1.Como está o julgamentoA Segunda Turma reúne Fux, Mendonça, Gilmar, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. Toffoli declarou-se impedido de julgar os processos ligados ao escândalo do Banco Master e não votou. Mendonça, Fux e Marques posicionaram-se pela manutenção dos afastamentos. Fux e Marques anteciparam os votos após o pedido de vista de Gilmar, e já há maioria de três votos no colegiado, segundo o G1.O pedido de vista não derruba a liminar de Mendonça, que segue valendo. Com o afastamento de Andrei Rodrigues, o diretor-executivo William Murad fica interinamente no comando da PF. A decisão também determinou a abertura de procedimentos investigatórios na Corregedoria da PF e a suspensão da produção de relatórios da força sobre magistrados, advogados públicos e policiais federais.A crise entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes se agravou após a divulgação de relatórios da área de inteligência da PF. Mendonça afirma que foi submetido a "monitoramento sistemático" pela corporação e que seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto. Segundo o ministro, o material foi encaminhado por Andrei Rodrigues em 1º de setembro.O que vem a seguir: o julgamento fica suspenso até que Gilmar Mendes devolva o processo ao colegiado. Segundo o InfoMoney, o tempo adicional tem sido usado pelos ministros para buscar, nos bastidores, uma saída para o impasse. A liminar permanece em vigor enquanto a análise não termina.

MRMarina Rocha
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Caso Master pode ser anulado por causa da crise entre Moraes e Mendonça

A crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Alexandre de Moraes levantou o debate sobre uma possível anulação do Caso Master, a investigação que apura fraudes bilionárias no Banco Master. Uma análise da BBC News Brasil publicada nesta terça-feira (8) examina se o embate entre os dois ministros pode contaminar a Operação Compliance Zero e comprometer atos do processo.Segundo a BBC, Moraes afirma, com base em um relatório que encomendou à Polícia Federal dentro do inquérito das Fake News, que Mendonça teria cometido "em tese" improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade, com quebra da "imparcialidade judicial" e "favorecimento a determinados grupos políticos" na condução das operações Compliance Zero (Banco Master) e Sem Desconto (INSS). O documento é apócrifo, sem assinatura dos autores, e chegou com uma classificação da própria polícia: "sem valor probatório".As acusações são uma reação a outro relatório da PF, encomendado por Mendonça, sobre mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em novembro de 2025. As conversas incluem um suposto pedido do banqueiro para que Moraes interferisse a favor dele na atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. Segundo o G1, Mendonça retirou o sigilo dessas mensagens em 1º de setembro. Moraes respondeu em 3 de setembro, ao tirar do sigilo relatórios de inteligência da PF e pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, a investigação do colega. Nesta terça, Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada.Precedente da Lava JatoO paralelo mais citado é a Lava Jato. Em 2019, o vazamento de conversas do celular de Deltan Dallagnol, então chefe da força-tarefa da operação, mostrou interações suspeitas entre ele e o juiz Sergio Moro. O STF considerou depois que Moro não agiu com imparcialidade e anulou uma série de processos criminais, incluindo as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relata a BBC.Para a criminalista Marina Coelho, professora do Insper e vice-presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, a reação de Moraes tem o objetivo de buscar a ampla anulação do caso Master."Ele escolheu, na defesa dele, o ataque. E esse ataque não dá para ser só em relação ao Mendonça, ele tem que atacar o Mendonça e a operação como um todo. No fundo, a defesa que ele pode fazer é uma defesa de nulidade, porque, no mérito, pelo que a gente percebe, é mais difícil", afirmou à BBC.Marina Coelho diz não ter elementos para afirmar que Mendonça cometeu qualquer ilegalidade, porque o caso está em sigilo. Na sua avaliação, o que foi apresentado até agora não sustenta uma investigação contra o ministro. "Um relatório tem que ter começo, meio e fim. Tem que dizer qual era o objetivo, tem que ser assinado. Se não, não tem qualquer valor", afirmou.O que decide o plenárioO procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório sobre as mensagens de Vorcaro a Moraes. Segundo o PGR, Mendonça teria de ter submetido a questão ao plenário antes de pedir a apuração inicial. A decisão final caberá aos ministros. Marina Coelho classifica o documento como um caso de "encontro fortuito de provas", quando uma investigação encontra indícios contra quem não era o alvo inicial, e diz que não houve investigação contra Moraes, apenas a análise das mensagens apreendidas.Segundo o UOL, uma ala que defende Moraes acredita ter maioria para declarar a nulidade dos atos de Mendonça no caso Master, embora o placar do plenário seja considerado incerto. Enquanto isso, a crise segue na agenda do tribunal. Na sessão da Segunda Turma desta terça, que julgava o afastamento de Andrei Rodrigues, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento; Dias Toffoli ainda não havia votado.

MRMarina Rocha
Elections

BTG/Nexus: Flávio 46% x Lula 45% no 2º turno; Cury supera petista, 45% a 43%

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece pela primeira vez numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8). O senador tem 46% das intenções de voto, contra 45% do presidente. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, e o resultado configura empate técnico.O placar inverte o da rodada anterior, divulgada em 31 de agosto, quando Lula tinha 46% e Flávio, 45%. Até então, o presidente liderava numericamente todos os confrontos entre os dois registrados na série do levantamento. Esta é a 13ª rodada da série, segundo o JOTA.Cury aparece à frenteEm outra simulação de segundo turno, o médico e escritor Augusto Cury (Avante) marca 45%, contra 43% de Lula. A diferença também configura empate técnico. Segundo o Congresso em Foco, o relatório desta rodada não traz série histórica do confronto; brancos e nulos somam 10%, e 1% não soube ou não respondeu.Cury é o único adversário, além de Flávio, que aparece numericamente à frente do presidente. Nos três cenários restantes, Lula mantém vantagem: 46% a 43% contra Ronaldo Caiado (PSD), 47% a 40% contra Romeu Zema (Novo) e 47% a 39% contra Renan Santos (Missão).Primeiro turno e decisão de votoNo primeiro turno, Lula segue à frente, com 39%, ante 35% de Flávio segundo o Congresso em Foco e o JOTA; a CNN Brasil noticiou 34% para o senador. O JOTA registra que Flávio avançou de 33% e avalia que a rodada mostra "uma recuperação de Flávio Bolsonaro após uma semana marcada pelo noticiário envolvendo o STF". Augusto Cury tem 9%, Caiado e Renan Santos têm 4% cada, e Zema, 1%.A Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-06790/2026. Entre os eleitores de Lula, 90% dizem que a decisão está tomada; entre os de Flávio, 84%. No eleitorado de Cury, 58% afirmam que permanecerão com o candidato, e 39% admitem mudar de opção. A CNN Brasil noticiou ainda que a rejeição a Flávio chega a 50%, e a de Lula, a 49%.Rodada anterior da Quaest já havia apontado empate entre os dois em 41% no segundo turno. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro; um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

BTG/Nexus: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro marca 34% no 1º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 34%, segundo pesquisa do instituto BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (8). A distância entre os dois principais concorrentes é de cinco pontos percentuais. No levantamento anterior da mesma empresa, divulgado na semana passada, o petista tinha 37% contra 31% do parlamentar.O levantamento testou dois cenários para a disputa em primeiro turno devido à indefinição jurídica sobre a candidatura de Pablo Marçal (PRTB). Na simulação sem o influenciador, Lula mantém 39% e Flávio Bolsonaro avança para 35%, configurando uma margem de quatro pontos percentuais. Na rodada anterior sem Marçal, o senador pelo Rio de Janeiro registrava 33%.Em terceiro lugar aparece o escritor Augusto Cury (Avante), que obteve 9% das intenções de voto em ambos os cenários testados. O índice representa um recuo de dois pontos percentuais em relação aos 11% registrados pelo autor no levantamento anterior. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o coordenador do Movimento Brasil Livre Renan Santos (Missão) registraram 4% cada em ambas as simulações.O instituto apontou ainda que Pablo Marçal soma 3% no cenário em que é citado, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara Martins (UP) tem 1% nos dois quadros, e Rui Costa Pimenta (PCO) alcança 1% apenas no cenário sem Marçal. Na simulação de segundo turno entre os líderes, a pesquisa registrou um empate técnico: Flávio Bolsonaro aparece com 46% contra 45% de Lula.A inclusão condicional de Marçal nos questionários aguarda desfecho na Justiça Eleitoral. O influenciador está formalmente inelegível até 2032, mas obteve uma liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo para registrar seu nome na disputa. O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nos próximos dias a validade definitiva do registro da candidatura antes do início oficial da votação.

MRMarina Rocha
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Lula deve recorrer ao STF antes de cumprir ordem de Mendonça, diz coordenador

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve recorrer ao plenário do Supremo Tribunal Federal antes de cumprir o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A avaliação foi apresentada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo e líder do grupo Prerrogativas, à Folha de S.Paulo nesta terça-feira (8).O ministro do STF André Mendonça determinou na manhã de terça-feira o afastamento imediato de Rodrigues e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. A ordem individual apontou indícios de monitoramento ilegal de autoridades, incluindo o próprio ministro e o chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a contestação jurídica prévia é o caminho adequado para o Palácio do Planalto. Segundo o advogado, essa reação deve ser adotada pelo presidente "dada a gravidade da medida". Interlocutores do Executivo apontam que a medida monocrática atinge uma prerrogativa constitucional exclusiva do presidente da República para nomear e demitir a chefia da PF.A reação jurídica do Palácio do Planalto será conduzida pela Advocacia-Geral da União. O órgão já prepara a peça processual para questionar a competência da decisão monocrática de Mendonça perante a Corte Suprema.O caso teve desdobramentos rápidos no tribunal ao longo do dia. Na Segunda Turma do STF, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques votaram para referendar a decisão de Mendonça. O julgamento virtual foi paralisado logo depois por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. A liminar individual segue em vigor até que o tribunal retome a análise ou o plenário aprecie o recurso do governo.

MRMarina Rocha
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AGU vai contestar afastamento de Andrei Rodrigues da PF por invasão de competência

A Advocacia-Geral da União (AGU) vai contestar a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou nesta terça-feira (8) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo interlocutores ouvidos pelo blog de Andréia Sadi, do g1, o argumento será o de que a medida invade competência privativa da Presidência da República para nomear e exonerar o chefe da corporação.A decisão é monocrática: foi assinada por Mendonça sozinho, sem votação dos demais ministros. Além do diretor-geral, o ministro afastou preventivamente o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação de magistrados e da advocacia pública.Relatórios sigilososPara Mendonça, o afastamento responde à produção de ao menos seis relatórios de inteligência, elaborados de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto e encaminhados pelo diretor-geral ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News. Segundo a decisão, citada pelo g1, os documentos submetiam o próprio Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, a um "monitoramento sistemático e coleta dirigida" de informações. A Folha de S.Paulo atribui o estopim a um relatório interno da PF usado por Moraes para pedir investigação contra Mendonça por abuso de autoridade na condução do caso do Banco Master e do INSS.O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que coordena a campanha do presidente Lula em São Paulo, afirmou à coluna de Mônica Bergamo, na Folha, que o governo deve recorrer ao plenário do STF antes de cumprir a decisão, "dada a gravidade da medida".O que vem a seguirA decisão precisa ser referendada pela Segunda Turma do STF, formada pelos ministros Luiz Fux, que a preside, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e o próprio André Mendonça. Fux convocou uma sessão virtual extraordinária para esta terça (8) analisar o caso. A contestação da AGU tende a ser protocolada no tribunal na sequência, e o afastamento de Andrei Rodrigues vale até o julgamento do colegiado.

MRMarina Rocha
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Senador destinou R$ 210 mi a obras da BR-230 contratadas com empresas de ex-assessor

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) destinou R$ 210 milhões em emendas orçamentárias à ampliação da BR-230, na Paraíba. Parte das obras é executada por empresas de parentes e sócios de dois assessores que passaram pelo seu gabinete, um deles ainda no cargo. A apuração, da repórter Lucas Marchesini, foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (8) e tem base em documentos obtidos pelo jornal. Nenhum outro veículo havia confirmado de forma independente as informações até o fechamento desta reportagem.A ampliação é feita por dois consórcios: um cuida de um trecho em Campina Grande, segunda maior cidade do estado, e outro de um trajeto em Cabedelo, no litoral paraibano. Segundo a Folha, ambos subcontrataram a Comtech, depois substituída pela Com Infraestrutura e Mineração, e a Selecta Construções. À época da assinatura do negócio, a Comtech tinha como sócio Rodrigo Neves, que trabalhou no gabinete de Veneziano até 2017. A Com Infraestrutura e Mineração pertence a um ex-sócio dele, e a Selecta, a um cunhado. O irmão de Rodrigo, Marcelo Neves, trabalha no gabinete do senador desde 2019.Como o dinheiro chegou à obraDo total, R$ 160 milhões foram indicados por Veneziano como emendas de relator no Orçamento de 2023, e outros R$ 50 milhões saíram da Comissão de Infraestrutura do Senado, aponta a Folha. A obra começou em 2017, foi suspensa no ano seguinte e retomada em 2023, após o Ministério dos Transportes assinar nova ordem de serviço com recursos da PEC da Transição (PEC 33/2022). Ao anunciar a retomada no Plenário, em setembro de 2023, o senador narrou como buscou verbas junto ao relator-geral do Orçamento daquele ano, o então senador Marcelo Castro (MDB-PI):"Aprovamos na Comissão de Infraestrutura com o valor de R$ 50 milhões, e fui ao senador Marcelo Castro [...] e o senador, identificando a importância da BR-230, aportou mais outros R$ 83 milhões, perfazendo R$ 127 milhões para os 31 quilômetros."Na mesma sessão, Veneziano disse esperar a entrega da obra em 2026 e lembrou que a rodovia atende Campina Grande, de 415 mil habitantes, e uma região de cerca de 1 milhão de pessoas.A resposta do senadorEm nota, Veneziano confirmou o envio das emendas e disse que sua atuação se limitou a isso. Para o parlamentar, as decisões de execução cabem a outras instâncias:"O senador não participa de licitações, não escolhe empresas, não indica subcontratadas, não autoriza pagamentos e não interfere na fiscalização de contratos. Essas atribuições pertencem exclusivamente às estruturas administrativas responsáveis pela execução da obra."Tentar ligar as emendas às empresas subcontratadas, escreveu o senador, "significa confundir deliberadamente atuação parlamentar com atos de gestão administrativa e empresarial dos quais o senador não participa". Sobre o ex-assessor, afirmou que vínculos profissionais pretéritos "tampouco significam participação, influência ou responsabilidade do senador" sobre atividades empresariais posteriores.A reportagem chega no meio da campanha para a reeleição de Veneziano ao Senado, nas eleições de outubro. Em entrevista ao portal TH+, em 25 de agosto, o senador havia apresentado cerca de R$ 2,3 bilhões destinados à Paraíba como prestação de contas do mandato, incluindo R$ 267 milhões para a BR-230.

MRMarina Rocha
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Cury reúne 1,4 mil em Copacabana, se diz '3ª via' e manda 'abraço' a Mendonça

O presidenciável Augusto Cury (Avante) fez um ato na segunda-feira (7), feriado da Independência, na orla de Copacabana, zona sul do Rio. O público chegou a 1,4 mil pessoas no pico, às 11h30, segundo o Monitor do Debate Político da USP e do Cebrap, em parceria com a More in Common. De um trio elétrico, Cury voltou a se apresentar como alternativa à disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e encerrou o discurso com um recado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal."Antes de acabar, eu queria enviar um abraço muito especial ao doutor André Mendonça", disse o candidato, segundo o Poder360. Questionado depois do ato, afirmou que não estava tomando partido entre integrantes da Corte. Disse que Mendonça e o presidente do tribunal, Edson Fachin, precisam de independência para conduzir investigações. Não citou o ministro Alexandre de Moraes."No STF ninguém deve ser poupado. Tem que ser investigado e, se não for provada nenhuma culpa, estão livres. Mas, se tiver, tem que haver condenação", declarou.O aceno acontece em meio à crise aberta no STF pela divulgação de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Mendonça é o relator das investigações ligadas ao banco e levantou o sigilo do relatório da Polícia Federal que identificou os diálogos, informa o Poder360.O ato na orla de CopacabanaA "Caminhada da Independência Cury Brasil" percorreu a orla do Posto 6 ao Posto 5. Cury chegou às 11h25 e encerrou a agenda por volta das 12h45, segundo o g1. A contagem do público foi feita por software de inteligência artificial a partir de fotos aéreas. Com margem de erro de 12%, o número real pode ter ficado entre 1,3 mil e 1,6 mil pessoas, aponta a revista Veja, que descreve Copacabana como um reduto bolsonarista.No discurso, Cury criticou Lula e Flávio ao falar de agricultura. Disse que os dois "nunca plantaram uma horta" e, ainda assim, querem definir o futuro do setor. Segundo o UOL, o candidato se apresentou como "3ª via" e enalteceu eleitores de direita e de esquerda.O quadro eleitoralNo mesmo dia, o ato de Flávio Bolsonaro na avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28,5 mil pessoas no pico pela mesma metodologia. A pesquisa Quaest, divulgada na segunda, mostra Lula com 36%, Flávio com 29% e Cury com 8% das intenções de voto no primeiro turno, terceira colocação do escritor na corrida presidencial.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Mendonça permanece como relator do caso do Banco Master no STF.

MRMarina Rocha
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Senadores admitem impeachment de Moraes e veem Alcolumbre à espera das eleições

Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliam que ele só decidirá sobre o encaminhamento dos pedidos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) depois das eleições. A avaliação é de reportagem de Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira (7), no auge da crise envolvendo a corte.Uma pessoa próxima a Alcolumbre afirmou ao jornal que ele não vai ceder à pressão do bolsonarismo pela destituição de ministros antes de saber quem será o próximo presidente da República e quem serão os 54 novos senadores. Só a partir disso decidirá se abre um processo de impeachment e contra quem.No Senado, a chance de um pedido de afastamento prosperar passou a ser tratada como algo possível até por parlamentares que antes rechaçavam a hipótese, segundo a Folha. O cálculo de Alcolumbre passa pela própria disputa: a eleição para a presidência da Casa ocorre tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em fevereiro, e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes é visto por aliados como a única moeda de troca capaz de atrair o apoio de senadores bolsonaristas à sua reeleição.Alcolumbre é amigo de Moraes e sempre se posicionou contra o afastamento. Políticos próximos dizem que essa posição não mudou. Parte do grupo reconhece, porém, que, dependendo do perfil dos senadores que emergirem das urnas, será difícil impedir a abertura de um processo.Pressão da oposiçãoA oposição cobra andamento. Em coletiva de imprensa no dia 2 de setembro, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), disse que o grupo, que reúne 32 senadores, vai cobrar Alcolumbre diariamente. "A nós, senadores que já temos a maioria e o apoio para o impeachment, nos cabe não só pedir a renúncia, mas iniciar o processo de impeachment", declarou.Os pedidos ganharam força após a divulgação de informações sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que alimentou a crise no STF. "Cada dia mais vem sendo revelado. Muitos não acreditavam quando a gente dizia que havia a captura de poderes por parte do ministro do STF", disse Portinho. Ele descartou, por ora, uma obstrução geral das votações e citou a possibilidade de um novo presidente do Senado, escolhido pela maioria que sair das urnas, conduzir o processo a partir do ano que vem.Segundo a Folha, o impeachment de Moraes se tornou uma das principais investidas dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a condenação dele por tentativa de golpe. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro e renova 54 das 81 cadeiras do Senado. O novo Congresso se instala em fevereiro, quando os senadores elegem o presidente da Casa. Até lá, a decisão sobre abrir ou não um processo é de Alcolumbre.

MRMarina Rocha
Politics

Projeto de Flávio para resorts em Angra beneficia amigo alvo da PF, diz Folha

Um projeto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para facilitar licenças ambientais de resorts e grandes empreendimentos turísticos em Angra dos Reis (RJ) beneficiaria diretamente negócios do advogado Willer Tomaz. Tomaz é amigo pessoal do candidato à Presidência e alvo da Polícia Federal no inquérito que apura fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A apuração é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, publicada na segunda-feira (7).Segundo a Folha, Tomaz tem três propriedades em Angra dos Reis registradas em nome de duas empresas suas, a Friponor e a WT Administração de Imóveis. Duas ficam na Ilha Comprida e uma na Ilha do José André. Em 2025, o advogado consultou o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ambiental do Rio de Janeiro, para saber qual percentual de um dos terrenos poderia ser usado em operação turística, de acordo com documento obtido pelo jornal.Obras e a mansão disputada com RicharlisonImagens gravadas em 8 de julho de 2025 e obtidas pela reportagem mostram obras em um segundo imóvel, uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões que foi centro de uma disputa judicial com o jogador de futebol Richarlison. Há um segundo andar em construção e quartos separados da edificação principal, traço característico de empreendimentos turísticos. O antigo proprietário, Antônio Marcos da Silva, que vendeu o imóvel ao jogador, afirmou à Folha que Tomaz e Flávio "se tratavam como sócios" durante uma visita ao local.A assessoria do candidato nega que tenha existido sociedade, participação empresarial ou qualquer negócio comum entre os dois. Segundo a Folha, não respondeu às perguntas específicas sobre a proposta de facilitação das licenças ambientais. Em nota, Tomaz também nega vínculo entre a proposta e seus projetos. Disse que não participou da formulação da ideia, não foi consultado e não manteve tratativas com o candidato sobre o assunto, e classificou a relação entre os dois fatos como uma "coincidência temática" transformada em insinuação de favorecimento sem base factual.A operação da PF e a campanhaTomaz é amigo de longa data de Flávio Bolsonaro, a quem costuma acompanhar em agendas e viagens privadas, e também é próximo do senador Weverton Rocha (PDT-MA), segundo o Correio Braziliense. Em 4 de agosto, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do advogado, em uma fase da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em benefícios do INSS e suposta lavagem de dinheiro. Foram 18 mandados expedidos pelo STF no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo o Diário do Centro do Mundo, um relatório da PF registrou movimentações atípicas de R$ 45,5 milhões atribuídas a Tomaz entre maio e novembro de 2021, sem que a corporação tenha estabelecido até agora ligação direta com o esquema de descontos. A defesa afirma que o advogado não integra o núcleo investigado e que a diligência está relacionada a uma aeronave dele usada por Weverton Rocha em uma viagem.Em ato de campanha em Angra dos Reis em 29 de agosto, Flávio defendeu a revisão dos planos diretores municipais, em conjunto com as prefeituras, para que obras de "condomínios, grandes empreendimentos e resorts" avancem "de maneira rápida". Ele disse que questões ambientais travam o desenvolvimento da região e comparou o potencial turístico local ao de Cancún e da Indonésia. O inquérito da PF segue em curso no STF, e a defesa de Tomaz diz que o advogado está à disposição das autoridades. A revisão das licenças permanece como compromisso de campanha para o pleito de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

13 ministros aposentados do STF pedem a Fachin apuração 'imediata e rigorosa'

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine uma apuração "imediata e rigorosa" da crise que atinge o tribunal. A manifestação foi divulgada na noite de segunda-feira (7), segundo o G1 e a Folha de S.Paulo.O que pedem os aposentadosNo documento, os signatários classificam o momento como a "mais aguda crise" da história do tribunal. Eles manifestam confiança em Fachin e dizem esperar a convocação da sessão "com toda a urgência". A íntegra do pedido:"Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas", afirmam os ministros aposentados na carta enviada a Fachin.O grupo reúne nomes como Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber. São 13 assinaturas:Néri da SilveiraFrancisco RezekSydney SanchesCelso de MelloCarlos VellosoIlmar GalvãoNelson JobimEllen GracieCezar PelusoAyres BrittoJoaquim BarbosaEros GrauRosa WeberSegundo o G1, o texto não cita nominalmente ministros envolvidos nem especifica quais episódios devem ser investigados. A manifestação também não pede o afastamento de integrantes da corte.Como a crise começouA crise no tribunal se intensificou no dia 1º de setembro, segundo a Folha. Nessa data, o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que mostrava diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes pediu, em despacho no inquérito das fake news, que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Dias depois, Fachin retirou o pedido de Moraes contra Mendonça do inquérito. O embate dividiu os ministros da corte.Fachin ainda não marcou a sessão pedida pelos aposentados. Segundo a CNN Brasil, o presidente do STF aguarda as explicações de Moraes e de André Mendonça sobre o caso. Os signatários da carta esperam a convocação "com toda a urgência".

MRMarina Rocha
Politics

Desaprovação do governo Lula chega a 50% e abre 7 pontos da aprovação, diz Quaest

A desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a 50% dos eleitores, e a aprovação ficou em 43%. Os números são da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7), encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Outros 7% não souberam ou não responderam.Na rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, a desaprovação estava em 48% e a aprovação, em 45%. Segundo o G1, as duas variações ficaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ainda assim, a distância entre os índices passou de três para sete pontos, e aprovação e desaprovação deixaram de estar em situação de empate técnico.A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%.Economia e endividamentoNa avaliação do governo, a soma das respostas "ruim" e "péssimo" subiu de 37% para 38%, e a soma de "ótimo" e "bom" caiu de 35% para 34%. A avaliação regular ficou estável em 25%. A percepção sobre a economia também não mudou: para 49% dos eleitores, a situação do país piorou nos últimos 12 meses; 29% dizem que ficou igual, e 19%, que melhorou. Ao todo, 54% afirmam que a renda da família não aumentou ou cresceu menos que o custo de vida no último ano.O endividamento registrou a única oscilação fora da margem de erro. A parcela de eleitores que dizem ter muitas dívidas passou de 22%, na rodada de 5 de agosto, para 28%. Os que afirmam não ter dívidas caíram de 31% para 27%, e os que relatam poucas dívidas, de 47% para 44%.Segundo o InfoMoney, esta é a primeira rodada da Quaest feita depois da divulgação de novos elementos da investigação do Banco Master que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a pesquisadora Vera Magalhães, do O Globo, "o movimento revelado pela Quaest é muito negativo para Lula". As próximas rodadas do instituto vão mostrar se a queda da aprovação, ainda dentro da margem de erro, se confirma na reta final da campanha presidencial.

MRMarina Rocha
Elections

Cury tem apoio de aliados de Marçal e onda de influenciadores, aponta Estadão

Um levantamento do Estadão, publicado no domingo (6), identificou ao menos 40 contas de influenciadores que não costumam falar de política pedindo voto para Augusto Cury, escritor de autoajuda candidato à Presidência pelo Avante. A reportagem de Bianca Gomes e Guilherme Caetano também mostra que a campanha recebe ajuda de dois profissionais ligados a Pablo Marçal, coach e influenciador digital candidato ao Planalto pelo PRTB.Segundo o jornal, os perfis publicaram vídeos pedindo voto ou elogiando o candidato entre 26 e 29 de agosto. São contas dedicadas a finanças, vida saudável, empreendedorismo, humor, beleza, automobilismo, religião e maternidade. Algumas têm poucos milhares de seguidores. Muitas usam a mesma hashtag com o nome de Cury e a mesma imagem, com a foto dele e o número 70 na urna.Alguns perfis admitem nunca ter falado de política antes. "Eu vou votar nele, todos os vídeos que eu passo só tem esse cara, eu nem quero nem saber o que ele faz", diz uma conta de humor com 14,3 mil seguidores. "Não irei revelar que meu voto é 70", afirma um perfil de variedades seguido por 119 mil pessoas. Uma influenciadora de beleza e vida fitness, com 661 mil seguidores, declarou: "Nunca em todos estes anos eu falei de política, nunca me posicionei politicamente. Mas esse cara me deu esperança."Onda nas redes, salto nas pesquisasA onda começou no dia 26 de agosto, segundo o Estadão, quando os seguidores de Cury no Instagram passaram de 8,4 milhões para 10,7 milhões em dois dias. A Gazeta do Povo relatou, com base na plataforma de monitoramento Sólon, que a mobilização ganhou força no dia 25, quando o escritor tinha 8,4 milhões de seguidores.As pesquisas registraram a disparada em seguida. Na Nexus/BTG, divulgada em 31 de agosto, Cury saltou de 2% para 11% e assumiu o terceiro lugar. Na Atlas/Bloomberg, passou de 1,6% para 7,8%. Na Quaest de 2 de setembro, apareceu com 10%, isolado na frente dos demais candidatos fora do eixo entre o PT de Lula e o PL de Flávio Bolsonaro.Elos com MarçalO Estadão aponta que a campanha conta com a ajuda de Filippe Neto, sócio de Marçal, e de Nahuel Gómez Medina, assessor do coach. Medina agrediu Duda Lima, então marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB), durante um debate eleitoral em 2024. Lima hoje trabalha na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).Cury e Marçal dividiram o palco no início de julho, no evento O Código da Voz, sobre neurociência e influência. O ingresso mais caro custou R$ 5.497, segundo o site do evento. Neto, que afirma ter Marçal como padrinho de casamento, foi um dos palestrantes. Em seu Instagram, ele diz ter criado o slogan "O Brasil tem Cura. O Brasil tem Cury", adotado pela campanha do Avante. Marçal registrou a própria candidatura à Presidência pelo PRTB em 15 de agosto, mesmo estando inelegível, segundo o Poder360.O candidato a vice na chapa, o ex-deputado federal Júlio Delgado (PRTB), disse ao jornal Valor Econômico, em entrevista repercutida pelo Poder360 na quarta-feira (2), que o apoio de pessoas ligadas a Marçal foi "orgânico e espontâneo"."Existe uma conversa de que o Marçal tem relação pessoal com o doutor Augusto Cury, mas, com a campanha, ele não tem participado de forma ostensiva. Você pode falar que ele coloca influenciadores que lhe são ligados. Eventualmente pode ser, mas se isso for de forma orgânica e espontânea", afirmou Delgado.Delgado disse que a campanha impulsionou entre R$ 20 mil e R$ 25 mil em publicações na semana anterior, com dinheiro doado pelo próprio Cury, até agora o único doador. Segundo ele, Cury tinha uma base orgânica de 8,5 milhões de seguidores no Instagram e cresceu 30%. Para o vice, o avanço ocorre porque "as pessoas estão saturadas da polarização entre Lula e Bolsonaro". Profissionais ligados à campanha descreveram o movimento como espontâneo, segundo o Estadão.O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro. As próximas pesquisas vão mostrar se a onda nas redes se sustenta até a votação.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Ato de Flávio Bolsonaro na Paulista reuniu 28,5 mil no pico, aponta contagem da USP

O ato de campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) reuniu cerca de 28,5 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, na segunda-feira (7). O número é a estimativa do Monitor do Debate Político da USP, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da organização More in Common. Com margem de erro de 12%, a participação ficou entre 25,1 mil e 32 mil pessoas às 16h32, o horário de pico.A manifestação levou o nome de "Flávio Bolsonaro: Fora Lula, Fora Moraes" e foi realizada no feriado da Independência. O PL havia divulgado, antes do evento, a meta de levar 100 mil pessoas à avenida. O público apurado ficou abaixo desse alvo.Como a contagem foi feitaA contagem usa fotografias aéreas analisadas por um software de inteligência artificial. O método, chamado Point to Point Network (P2PNet), identifica e marca a cabeça de cada pessoa nas imagens, segundo as entidades responsáveis. Os pesquisadores registraram o ato em três horários: 15h15, 15h44 e 16h32. Para o momento de maior concentração, foram usadas 12 fotografias tiradas às 16h32, que cobriram toda a extensão da manifestação sem sobreposição. A metodologia é aplicada desde agosto de 2022.Segundo o levantamento, o público foi 32,5% menor que o do ato de 7 de Setembro de 2025 na Paulista, quando 42,2 mil pessoas foram contabilizadas. Em 2024, a manifestação no local reuniu 45,4 mil participantes. Em 2022, foram 32,7 mil pessoas em São Paulo. Não houve protesto oficial em 2023.No Rio de Janeiro, a "Caminhada da Independência" do presidenciável Augusto Cury (Avante) reuniu 1,4 mil pessoas na Praia de Copacabana, pela mesma metodologia. Com a margem de erro, o público variou entre 1,3 mil e 1,6 mil às 11h30, o momento de maior concentração.A disputa avança para o primeiro turno da eleição presidencial, marcado para o início de outubro. No mesmo dia do ato, a pesquisa Quaest, divulgada pelo G1 e pelo InfoMoney, apontou o presidente Lula (PT) com 36% das intenções de voto no primeiro cenário, contra 29% de Flávio Bolsonaro, e empate numérico entre os dois, com 41% cada, em simulação de segundo turno.

MRMarina Rocha
Elections

Cury defende impeachment de ministros, revisar prisões do 8/1 e 'aposentar Lula'

O presidenciável Augusto Cury (Avante) defendeu nesta segunda-feira (7), feriado da Independência, que o Senado discuta pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sabatina na Jovem Pan, o candidato disse também que revisaria as prisões ligadas aos atos de 8 de Janeiro de 2023 e prometeu "aposentar" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno. Horas depois, fez ato na Praia de Copacabana, no Rio, e anunciou financiamento para 10 milhões de microempresas em comunidades e favelas.Impeachment e prisões do 8 de Janeiro"Tem que ter impeachment. O Senado Federal tem que discutir. Ele tem que discutir o impeachment. Como não? Ele tem que ter responsabilidade", declarou Cury, segundo o Estadão. "Ninguém deve ser protegido. Ninguém está acima da lei", acrescentou. O candidato classificou o Congresso como "muito frágil" diante do Supremo e repetiu a proposta de reduzir a Corte de 11 para 9 ministros, com base na composição da Suprema Corte dos Estados Unidos. "Eu me inspiro muito no que ocorre em alguns países. Por exemplo, a Corte norte-americana, que tem nove. Nós temos que enxugar quadros", afirmou.Sobre os presos do 8 de Janeiro, Cury disse que pedirá, já na primeira semana de um eventual governo, um relatório completo sobre os processos e fará revisão caso a caso. "Na primeira semana que eu estiver no governo, se a sociedade brasileira me escolher, eu quero um relatório de tudo", afirmou. Na avaliação dele, "a grande maioria" dos que seguem presos ou sob medidas restritivas deveria estar fora da prisão. "Ninguém que foi injustiçado fica para trás", declarou. Ele citou o ex-ministro José Múcio entre analistas que avaliam que houve intenção de golpe nos atos, sem materialização.Ato em CopacabanaCerca de 1,4 mil pessoas participaram do ato em Copacabana, na zona sul do Rio, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a More in Common. Sob chuva, apoiadores caminharam 500 metros pela Avenida Atlântica, do Posto 6 ao Posto 5. No trio elétrico, Cury prometeu financiar 10 milhões de microempresas "em cada comunidade ou favela" e instalar em cada escola pública uma agência do Banco do Empreendedor e uma Escola do Empreendedor. Ele afirmou ainda que destinará o salário de presidente a financiar duas microempresas de alunos de escola pública por mês; a campanha confirmou ao g1 que ele pretende abrir mão dos vencimentos.No fim do evento, o candidato voltou ao tema do STF, mandou "um abraço muito especial" ao ministro André Mendonça e demonstrou solidariedade ao presidente da Corte, Edson Fachin. "Eu quero que toda a investigação, doa a quem doer, seja realizada", afirmou, dizendo que o país "vai colapsar" se indícios de corrupção não forem apurados "até as últimas consequências"."No STF, ninguém deve ser poupado, tem que ser investigado. E se não for provado nenhuma culpa, estão livres. Mas se tiver, tem que haver condenação."Sobre Lula, Cury se disse o "pesadelo" do petista, segundo a Gazeta do Povo. No Rio, sem citar nomes, disse que "o Brasil não aguenta mais ser capturado apenas por 2 famílias" e acrescentou que respeita "milhões" de pessoas "notáveis à direita" e "espetaculares da esquerda". O candidato aparece em terceiro lugar na disputa: na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda, tem 8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Lula e 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL), com queda em relação aos 10% da semana anterior. O primeiro turno da eleição presidencial será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Quaest: Lula tem 36% no 1º turno e empata com Flávio Bolsonaro em 41% no 2º

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados numericamente, com 41% cada, na simulação de segundo turno da eleição presidencial, aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). É a primeira rodada do levantamento desde o agravamento da crise no STF. O instituto ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro.No cenário de primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto, e Flávio, 29%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8%. Na rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, o petista tinha 37%, o senador, 30%, e Cury, 10%, segundo a Folha de S.Paulo. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3% cada, Romeu Zema (Novo) tem 2% e Samara Martins (UP), 1%. São 10% de indecisos e 8% que votam em branco, anulam ou não votarão.Cenários de segundo turnoNo embate direto com Flávio, Lula oscilou de 42% para 41%; o senador manteve 41%. Branco, nulo e não votar somam 13%, e os indecisos são 5%, segundo o g1. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.Lula também empata tecnicamente com Ronaldo Caiado, por 41% a 38%, e com Augusto Cury, por 39% a 35%. Contra Renan Santos, o placar é de 42% a 37%; contra Romeu Zema, de 44% a 33%. Em todas as simulações, as variações em relação à rodada de 2 de setembro ficaram dentro da margem de erro.A série histórica mostra estreitamento da corrida. Em julho, Lula tinha 45% contra 37% de Flávio no segundo turno, vantagem de oito pontos que desapareceu, segundo o InfoMoney. A nova rodada também não mostra, até agora, impacto claro sobre as intenções de voto da repercussão das mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, nem da abertura de investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A mesma pesquisa mede rejeição de 53% para Lula e de 55% para Flávio.O que vem a seguirO cenário de primeiro turno não inclui o influenciador Pablo Marçal (PRTB), inelegível até 2032, que registrou candidatura à Presidência após liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo. O caso será julgado pelo TSE, que já decidiu que ele não acessará recursos do fundo eleitoral, debates nem horário eleitoral. Segundo a Folha, dois magistrados da corte e interlocutores de outros dois avaliam que o pedido tende a ser rejeitado. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Quaest: para 79% dos eleitores, opinião de líder religioso não influencia o voto

Para 79% dos eleitores, a opinião de líderes religiosos não influencia a escolha do voto para presidente. O dado é de um levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (7), a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial.Segundo o G1, que publicou os números, o instituto perguntou aos eleitores qual o nível de influência dessas lideranças na decisão presidencial. As respostas positivas somam 18%: 10% dizem que a opinião do líder religioso influencia muito e 8%, um pouco. Outros 2% declararam não ter liderança religiosa, e 1% não soube ou não respondeu.Católicos e evangélicosA rejeição à interferência aparece em todos os grupos religiosos. Entre católicos, 81% dizem que não há influência, e 9% reconhecem algum peso da opinião religiosa. Entre evangélicos, 79% responderam que não seguem a posição do líder na hora de votar, e 13% dizem o contrário.O padrão se repete entre os eleitores divididos por corrente política. Eleitores independentes registraram 80% de respostas de não influência; lulistas, 77%; e bolsonaristas, 74%, o menor índice do levantamento. Entre quem diz sentir muita influência, o índice chega a 13% tanto entre lulistas quanto entre bolsonaristas, contra 9% entre independentes.Mulheres, escolaridade e rendaAs mulheres negam a influência em maior proporção: 81%, contra 8% que a reconhecem. Entre os homens, são 77% de respostas negativas e 11% de muita influência. A escolaridade amplia a distância. Pessoas com ensino superior responderam 86% de "não influencia", ante 79% entre quem tem ensino fundamental. Na renda, o comportamento é similar: 75% dos que ganham até 2 salários mínimos dizem que a opinião religiosa não pesa, proporção que sobe para 83% entre quem recebe mais de 5 salários mínimos.Regionalmente, o Sul tem a maior taxa de não influência, com 80%. A região Centro-Oeste/Norte tem a menor, com 75%, e Nordeste e Centro-Oeste/Norte lideram as respostas positivas, com 13% cada. O resultado geral de 79% também foi reportado pelo UOL Notícias. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Na mesma rodada da Quaest divulgada pelo G1, a simulação de segundo turno aponta Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%.

MRMarina Rocha
Politics

Ao menos sete capitais registram protestos contra o STF e Moraes no 7 de Setembro

Ao menos sete capitais registraram protestos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (7), em paralelo aos desfiles cívicos do 7 de Setembro. Segundo o G1, os atos foram organizados por partidos e movimentos de direita, com os motes "Fora Lula" e "Fora Moraes".Em Brasília, dois grupos se concentraram no Plano Piloto e pediram a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Moraes. Os manifestantes também criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar o pedido de impeachment do ministro. Um dos grupos protestou em frente ao Banco Central.Onde houve protestosNo Nordeste, o Movimento Brasil organizou uma caminhada em Maceió, do Corredor Vera Arruda até o Marco dos Corais, na Ponta Verde, com críticas a Moraes e apoio ao ministro André Mendonça, também do STF. Em Recife, um grupo se reuniu na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul, na tarde desta segunda, e pediu o afastamento de Moraes; havia candidatos às eleições deste ano entre os presentes. Em Salvador, manifestantes se reuniram no Farol da Barra em apoio a candidatos do PL, com a presença de deputados federais, estaduais e vereadores do partido. Em São Luís, uma motocarreata organizada por movimentos de direita percorreu a cidade e terminou no centro.Em Belo Horizonte, a União dos Movimentos de Direita de Minas Gerais convocou um ato na praça da Liberdade, descrito pela organização como apartidário. Em Goiânia, lideranças da direita se reuniram na Praça Tamandaré, na região central; o número de participantes não foi divulgado.Não houve atos contra Moraes em São Paulo nem no Rio de Janeiro. Na capital paulista, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) discursou na Avenida Paulista enquanto o público gritava "Fora Lula, Fora Moraes". O candidato a vice Alfredo Gaspar (PL) disse ao público que "não existe Lula sem Alexandre". Segundo a Folha de S.Paulo, as mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master, serviram de combustível para as convocações. No Rio, o presidenciável Augusto Cury (Avante) mandou "um abraço muito especial ao doutor André Mendonça" em ato em Copacabana e não fez menção à crise na Corte.O próximo capítulo é institucional. Segundo a CNN Brasil, o ministro Edson Fachin aguarda as explicações de Moraes e de André Mendonça sobre a crise, dentro do prazo de cinco dias que lhes deu. No Senado, o pedido de impeachment de Moraes segue sem pauta, decisão que depende de Alcolumbre.

MRMarina Rocha
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Renan Santos pede afastamento de Moraes, Toffoli, Andrei e Gonet em ato no Ibirapuera

O presidenciável Renan Santos (Missão) pediu nesta segunda-feira (7) a saída imediata dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. As exigências constam de um manifesto apresentado em ato no Obelisco do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, no feriado de 7 de Setembro.Segundo o G1, o documento também defende a continuidade das investigações sobre o Banco Master "custe a quem custar", com apuração da conduta de lideranças políticas, empresariais e do meio jurídico. "Que se abra a caixa-preta do Banco Master e que parem todos na cadeia", disse Renan no evento.A Folha de S.Paulo relata que o protesto buscou explorar o desgaste provocado no STF e na cúpula da PF pelas revelações sobre as relações de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Segundo o jornal, o manifesto sintetiza quatro exigências, entre elas a saída e a prisão imediata de Toffoli e Moraes.O manifestoO documento, chamado de "Manifesto pelo Futuro da Nação", foi lido diante da militância e apresentado como uma "última convocatória em favor do futuro da nação". O texto classifica o debate político brasileiro como "farsa" e nega que o país viva polarização ideológica."Não há polarização. A direita hegemônica e a esquerda governista são dominadas pelos mesmos sócios no crime, Daniel Vorcaro entre eles. O Supremo Tribunal Federal, peça central desse arranjo, tem gângsteres em seus quadros, homens que se acomodaram ao banditismo cotidiano", diz o manifesto lido pelo candidato.No discurso, Renan atacou as elites. "A nossa elite é um lixo. As pessoas que comandam as posições de poder no Brasil merecem o lixo que se tornou o nosso país. Elas são corresponsáveis por isso. Elas são o fracasso", afirmou. Ele mirou também os dois líderes das pesquisas, segundo a Folha: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem atribuiu o risco de um governo autoritário de esquerda, e Flávio Bolsonaro (PL), que representaria uma "oligarquia de corruptos do centrão".Nova ConstituiçãoRenan defendeu a convocação de uma nova Constituição. "Nós precisamos vencer as eleições para que o nosso país se torne uma nação, para que a gente tenha uma nova Constituição. Isso precisa ser dito: a nossa Constituição e os nossos constituintes fracassaram", afirmou. Segundo o G1, ele não detalhou como o processo constituinte seria convocado nem quais pontos da Carta de 1988 pretende mudar.Sobre segurança pública, o candidato defendeu que policiais atirem contra criminosos armados e rejeitou a classificação da proposta como radical. Em seguida, afirmou: "Eu não aceito essa democracia que torna brasileiros escravos do crime organizado e ladrões donos das nossas ruas. Se isso é democracia para vocês, eu não sou um democrata."O ato entra na disputa presidencial em que, segundo a Folha, Lula e Flávio Bolsonaro lideram as pesquisas. Renan disse ter ficado assustado com o cenário. "O povo brasileiro demonstra que o fim nunca foi combater a corrupção, nunca foi ter um país decente, mas falar que o seu ladrão rouba menos do que o ladrão do vizinho", afirmou.

MRMarina Rocha
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Zema exibe painel com Moraes atrás das grades na Paulista e cobra Cármen Lúcia

O candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) instalou, nesta segunda-feira (7), um painel gigante com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atrás das grades. A peça foi afixada na lateral do Edifício Anchieta, na avenida Paulista, em São Paulo, para o ato do 7 de Setembro organizado pelo partido. No palco, Zema falou em "turminha" de Moraes dentro da Corte e cobrou uma posição da ministra Cármen Lúcia.A montagem mostra o ministro com toga e uniforme de presidiário, ao lado da frase "Chega de Intocáveis". Segundo o Poder360, o nome é referência à websérie veiculada nas redes do presidenciável. O painel também reproduz foto do jornalista Brenno Carvalho, do O Globo, em que Moraes aparece rindo com outros ministros depois da sessão de 2 de setembro, imagem que circulou nas redes no auge da crise entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Antes do ato, Zema gravou um vídeo no alto do Edifício Chypre, também na Paulista, com a faixa ao fundo: "Nós temos, lá em Brasília, um bando de intocáveis que se consideram acima das leis, da Constituição e, principalmente, acima de todos nós, brasileiros de bem, que pagamos impostos".A "turminha" e a cobrança a Cármen Lúcia"O ministro Flávio Dino faz parte da turminha que quer que tudo continue como está, por que tem gente poderosa se beneficiando. Faz parte da turminha do Moraes, do Toffoli, do Gilmar Mendes, é a mesma turminha. E estamos vendo o que são capazes de fazer", declarou Zema, em transcrição da CNN Brasil.O candidato ampliou o ataque. "Em qualquer país minimamente civilizado, onde se tem vergonha na cara, um ministro como esse [Alexandre de Moraes], prestando serviços a um bandido, teria sido expelido, expulso, e muito provavelmente, encarcerado", afirmou, segundo o Poder360. A CNN Brasil lembra que as declarações vieram dias depois de o ministro André Mendonça derrubar o sigilo de relatório da PF (Polícia Federal) que revelou mensagens de Vorcaro a Moraes.Sobre Cármen Lúcia, mineira como Zema, o candidato disse esperar que "a consciência dela fale mais alto do que o espírito corporativista". "Vou passar uma mensagem pra ela, pensei ontem e anteontem, mas vou mandar. Tenho o contato dela, sei que é uma pessoa do bem. Hoje está isolada lá, é a única mulher no supremo, e vou reforçar essa questão com ela", afirmou. Zema prometeu ser "o presidente que mais vai nomear mulheres ao Supremo"; a CNN Brasil registra previsão de três vagas abertas na Corte ao longo do próximo mandato presidencial.O que vem a seguirO STF vive crise institucional desde 1º de setembro, com o caso Master como pano de fundo e revelações da Polícia Federal sobre envolvimento de autoridades com o esquema de favores comandado por Vorcaro. Mendonça liberou para o plenário o caso das conversas entre Moraes e o banqueiro; cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir os próximos passos. Segundo levantamento do Poder360, uma eventual votação do plenário sobre investigação de Moraes está dividida ao meio, e Cármen Lúcia é a única ministra com voto ainda indefinido.Mais tarde, a mesma avenida recebe a manifestação do senador e candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro, com os motes "Fora Lula, Fora Moraes" e "É agora ou nunca". A mensagem de Zema a Cármen Lúcia, segundo o próprio candidato, será enviada nos próximos dias.

MRMarina Rocha
Lula

Programa de Lula chamará Flávio Bolsonaro e família de 'traidores da pátria'

O programa eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), previsto para a noite desta terça-feira (8), subirá o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A peça chamará o presidenciável e sua família de "traidores da pátria", segundo o blog Brasília Hoje, da Folha de S.Paulo.O programa vai contrapor falas da família Bolsonaro sobre o tarifaço e sobre o governo de Donald Trump às críticas de Lula e de seus apoiadores, com menções à soberania do país. Logo no início, um narrador diz: "Não podemos esquecer que tem família que usa nossas cores e fala de patriotismo, mas, no final, serve a outro país".Em seguida, a peça encadeia três falas da família. Flávio Bolsonaro: "A tarifa vai chegar para o Brasil". O irmão, ex-deputado Eduardo Bolsonaro: "Se houver o cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado". E o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro: "A minha continência à bandeira americana".A linha já tinha ido ao arA expressão "traidores da pátria" não é novidade na campanha do PT. No programa de 1º de setembro, Lula já a usava ao falar das reservas brasileiras de terras-raras. "Tem gente lá fora de olho e tem gente aqui dentro pronta para entregar tudo de bandeja. São os verdadeiros traidores da pátria", disse o presidente na ocasião, segundo o Poder360.A soberania virou um dos motes da campanha desde o tarifaço imposto por Trump sobre produtos brasileiros no ano passado, como registra o G1. No pronunciamento de 7 de Setembro, em cadeia nacional de rádio e TV, Lula afirmou: "Não somos, e não seremos, colônia de ninguém". A Folha descreve Flávio Bolsonaro como o principal adversário do presidente na disputa.O programa vai ao ar quatro dias depois do desfile do 7 de Setembro, que levou o tema da soberania à Esplanada dos Ministérios, e um mês antes do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

PL leva "Fora Lula e Fora Moraes" à Paulista com meta de 100 mil pessoas

O PL (Partido Liberal) promove neste 7 de Setembro, feriado da Independência, um ato na avenida Paulista, em São Paulo, com a meta de reunir 100 mil pessoas. A concentração está marcada para as 15h e os motes centrais são "Fora Lula" e "Fora Moraes", dirigidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Segundo o Poder360, a manifestação é organizada pelo diretório paulista do partido e integra a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).Estão previstos discursos de Flávio, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Também devem falar o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), o presidente da Assembleia Legislativa André do Prado (PL) e o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. O pastor Silas Malafaia anunciou que participa e deve discursar. Segundo o InfoMoney, o diretório paulista e aliados de Tarcísio trabalharam para levar representantes de cerca de 300 municípios ao evento. A orientação dos organizadores, ainda segundo o site, é concentrar as críticas em Moraes, sem estender o ataque ao STF como instituição, e defender o avanço dos pedidos de impeachment contra o ministro.Teste de força sem Jair BolsonaroO ato funciona como teste da capacidade de mobilização do bolsonarismo sem Jair Bolsonaro (PL), preso por determinação de Moraes, e ocorre em paralelo ao desfile cívico-militar de Lula em Brasília. A campanha de Flávio ganhou impulso depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo das investigações sobre o Banco Master; o relatório de 218 páginas traz conversas do fundador do banco, Daniel Vorcaro, com Moraes, e o candidato do PL defende que o ministro seja investigado e afastado do tribunal. Na pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2), Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio, e um eventual segundo turno aparece tecnicamente empatado, com 42% a 41%. No ano passado, o Poder360 calculou 48.800 pessoas no ato de 7 de Setembro na Paulista, menos da metade da meta atual do partido.Em Brasília, mesmos gritos e apoio a MendonçaNa capital, dois atos contra Moraes ocuparam a manhã desta segunda-feira (7), e cerca de 600 pessoas participaram no total, segundo o Metrópoles. O ato do PL foi convocado pela deputada federal e candidata ao Senado Bia Kicis (PL-DF) e reuniu mais de 300 pessoas na Funarte. Segundo o UOL, houve gritos de "fora Lula" e "fora Moraes" e apoio a Mendonça. Bia disse que Moraes "quis incluir outro ministro, André Mendonça, no inquérito e persegui-lo porque ele está fazendo o seu papel de juiz". Ela também defendeu anistia a Jair Bolsonaro. "Quem tinha que estar na cédula 22 era Jair Bolsonaro", afirmou.Outro protesto, em frente ao Banco Central, foi convocado pelo desembargador e candidato ao Senado Sebastião Coelho (Novo) e contou com o senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice na chapa de Romeu Zema (Novo). Girão disse que Mendonça, a quem o grupo apoia, enviou ao plenário do STF a investigação do rival."Ontem, André Mendonça, que nós apoiamos de forma ampla e irrestrita, liberou para o julgamento no STF, a investigação do ministro Moraes, que tem 130 milhões de razões para ser afastado imediatamente"Segundo a Folha de S.Paulo, manifestantes também criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar o impeachment de Moraes. O ato da Paulista começa às 15h, e o tamanho da plateia será lido como um dos principais indicadores políticos do dia. Os pedidos de impeachment seguem pendentes no Senado, e o plenário do STF recebeu o caso das mensagens entre Moraes e Vorcaro. A eleição presidencial ocorre em outubro.

MRMarina Rocha
congress

Público grita pelo fim da escala 6x1 a Lula e chefes dos três Poderes no 7 de Setembro

O público do desfile de 7 de Setembro gritou pelo fim da escala de trabalho 6x1 na chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta segunda-feira (7). Segundo a Folha de S.Paulo, os gritos se alternaram com o coro "olê, olê, olá, Lula, Lula" e com os hinos tocados pela banda durante todo o desfile.Lula assistiu à cerimônia na tribuna de honra ao lado dos chefes dos três Poderes: o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin; o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A primeira-dama, Janja da Silva, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também participaram, segundo o G1. Em outro momento do desfile, parte da plateia gritou "sem anistia", relata a Folha.A escala 6x1 prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos de um único dia de descanso. A PEC da 6x1 tramita no Congresso Nacional. A mesma pauta tomou as ruas no mesmo dia: o Grito dos Excluídos levou às manifestações pedidos por moradia e pelo fim da escala 6x1, segundo o Brasil 247.Tom sóbrio em ano eleitoralO desfile marcou os 204 anos da Independência e teve como eixos a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da programação tradicional das Forças Armadas. O governo usou como mote da cerimônia a frase "A Força que Uni o Brasil", segundo a Folha. Por recomendação da Advocacia-Geral da União, o evento manteve caráter institucional, sem elementos que pudessem ser lidos como manifestação partidária durante a campanha, informa o G1. A Presidência estimou 70 mil pessoas nas comemorações.A presença de Fachin acontece em meio à crise no STF. Também estiveram no evento o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, citados no foco mais recente do embate institucional, o relatório da PF demandado pelo ministro Alexandre de Moraes. Os dois passaram próximos um do outro e não se cumprimentaram; Messias deixou o local por volta das 10h20, ainda durante o desfile, segundo a Folha. No ano passado, nenhum ministro do STF foi às comemorações, que ocorreram durante o julgamento da trama golpista, lembra o G1.O próximo passo está no Congresso. Alcolumbre já afirmou que as PECs da 6x1 e da segurança ficarão para depois da eleição de outubro, quando Lula disputa a reeleição.

MRMarina Rocha
Lula

Lula desfila no 7 de Setembro com Fachin, Alcolumbre e Motta em meio à crise do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã desta segunda-feira (7) do desfile cívico-militar do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Na primeira fila da tribuna de honra estavam os chefes dos três Poderes: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), segundo o G1.A cena colocou Executivo, Legislativo e Judiciário lado a lado em plena crise entre os Poderes. Segundo a Folha de S.Paulo, dois atos da oposição foram realizados em paralelo ao desfile na capital e pediram a saída de Lula e do ministro Alexandre de Moraes. Os manifestantes cantaram o hino nacional e criticaram Alcolumbre por não pautar no Senado o impeachment do ministro.A presença de Fachin marca contraste com o ano passado, quando nenhum ministro do STF compareceu às comemorações. Segundo o G1, o desfile de 2025 ocorreu durante o julgamento da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.Evento com tom institucionalA comemoração dos 204 anos da Independência foi organizada em três eixos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027. Segundo a Presidência, a estimativa é de que 70 mil pessoas tenham participado. Lula chegou em carro aberto, acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e a mulher dele, Lu Alckmin, também ficaram na tribuna.O desfile teve tom mais sóbrio por recomendação da Advocacia-Geral da União (AGU). Em ano eleitoral, o evento deveria manter caráter institucional, sem elementos que pudessem ser interpretados como manifestação político-partidária ou tentativa de influenciar o eleitorado, informou o G1.Recados de soberania e às mulheresA soberania nacional virou tema recorrente do governo desde o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros no ano passado. No pronunciamento de 7 de Setembro, transmitido em cadeia nacional de rádio e TV no domingo (6), Lula afirmou:"Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém."No eixo de enfrentamento à violência contra as mulheres, o desfile retomou medidas sancionadas por Lula em maio: três projetos de lei que endurecem a proteção a vítimas de violência doméstica, com a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar. As assinaturas marcaram os 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.O feriado termina, a crise não. O pedido de impeachment de Moraes segue sem data para ser pautado no Senado, e o calendário eleitoral avança rumo ao primeiro turno de outubro.

MRMarina Rocha
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Segurança divide Lula e Flávio: controle da polícia x castração química

Os planos de governo dos dois principais candidatos à Presidência colocam a segurança pública entre as prioridades da disputa e seguem caminhos opostos. Lula (PT) aposta na continuidade das políticas de seu governo, com foco no controle da atividade policial. Flávio Bolsonaro (PL) concentra as propostas no endurecimento penal: redução da maioridade para 16 anos, restrição da progressão de regime e castração química para condenados por crimes sexuais. A comparação entre os dois programas é da Folha de S.Paulo.Lula aposta em controle e gestãoO plano do petista prevê estimular o uso de câmeras corporais pelas forças policiais e criar padrões nacionais para o uso, a gestão e a preservação das imagens, segundo o Record News. "Estimularemos o fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da atividade policial", diz o documento. Para os jovens, o programa prioriza prevenção da violência, mediação comunitária e justiça restaurativa, sem propor reduzir a maioridade.Há propostas institucionais: criação do Ministério da Segurança Pública e de um Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado. "Seguiremos apoiando estados para implementar padrões nacionais de gestão, monitoramento e modernização das penitenciárias estaduais", afirma o plano. A Folha também lista a integração das forças de segurança, a asfixia financeira do crime organizado e o controle de armas como eixos do programa.Flávio propõe endurecimento penalO plano do PL defende reduzir a maioridade de 18 para 16 anos e punições mais severas para maiores de 14 que cometam crimes graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato, segundo a Folha. O programa não detalha como aplicar a mudança. Também propõe criar 500 mil vagas em presídios e restringir a progressão de regime. Em ato de campanha no Rio de Janeiro em 22 de agosto, Flávio falou em "tirar bandidos de circulação, em pé ou deitados", segundo a CNN Brasil.A vigilância tem papel central no programa: a "Muralha Brasileira", com mais de 1 milhão de câmeras e um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, além de cinco presídios federais de segurança máxima, relata o Record News. O modelo se inspira no Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, e no Muralha Paulista, do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A redução da maioridade, porém, esbarra na Constituição: o limite de 18 anos está no texto de 1988 e só pode mudar por uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) aprovada no Congresso.Nenhum dos dois programas detalha custos, metas e formas de implementação, e parte das promessas depende de mudanças legislativas, aponta a Folha. A pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Menos mulheres negras e mais homens brancos entre jovens candidatos em 2026

As candidaturas jovens ao Legislativo nas eleições de 2026 têm menos mulheres negras e mais homens brancos. O dado é do primeiro relatório do Monitor Jovem DX, divulgado em setembro e reportado pela Folha de S.Paulo. O levantamento cobre candidatos de até 29 anos aos cargos de deputado federal e estadual e interrompe, ao menos no retrato preliminar, uma trajetória de maior diversidade.Mulheres eram 49,1% das candidaturas jovens em 2022, após três eleições próximas da paridade. Agora representam 40,5% dos registros. A queda atravessa o espectro ideológico. Nas candidaturas jovens de esquerda, a participação feminina passou de 51% para 46,7%; nas de direita, de 48,3% para 37,5%. O perfil juvenil se aproxima, assim, do conjunto de todos os candidatos, em que as mulheres foram de 34% em 2022 para 35,3% em 2026.O efeito MissãoNa combinação entre gênero e raça, o quadro também se alterou bastante em relação ao pleito anterior, segundo a Folha. O movimento coincide com a chegada de um novo partido à disputa. O Missão, em sua primeira eleição, concentra 178 dos 912 registros de candidaturas jovens identificados pelo monitor, ou 19,5% do total registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). E 70,8% dos jovens candidatos da legenda são homens."A estreia do Missão é uma das principais novidades da disputa em 2026 e chama a atenção pela forte presença de jovens no partido", afirma Beatriz Besen, coordenadora do Monitor Jovem DX e pesquisadora do Nupmos (Núcleo de Pesquisas em Psicologia Política e Movimentos Sociais), da PUC de São Paulo.Para Besen, o desequilíbrio trazido pela entrada do Missão integra uma mudança mais ampla no perfil das candidaturas jovens. Entre os nomes do partido está o influenciador Vitor Antoun, de 26 anos, candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, segundo a Folha. O monitor é desenvolvido pelo Instituto Democracia em Xeque em parceria com o Nupmos, com apoio da Fundação Heinrich Böll Brasil, e analisou dados do TSE extraídos do Portal de Dados Abertos em 3 de setembro.Contraste com o conjunto das candidaturasO recorte jovem diverge do quadro geral da disputa. Levantamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e da consultoria CommonData, com dados do TSE até 16 de agosto divulgados pela Agência Brasil, aponta que pessoas negras chegaram a 49,8% das 20.448 candidaturas válidas. Homens brancos seguem como o maior grupo isolado, com 6.688 candidaturas (32,7% do total). Mulheres negras somam 3.719 registros (18,2%), ante 17,3% em 2022.Carmela Zigoni, assessora política do Inesc, pondera que a presença nas chapas não garante igualdade de condições na disputa. Financiamento, estrutura partidária, tempo de propaganda e mecanismos de heteroidentificação também precisam entrar na avaliação da representatividade, segundo ela. A Emenda Constitucional 133, aprovada em 2024, mudou os critérios de distribuição dos recursos eleitorais destinados às candidaturas negras.Os números seguem preliminares até a definição final das candidaturas. O Inesc e a CommonData apresentam os resultados completos do estudo no final de setembro. O Monitor Jovem DX prepara novos relatórios ao longo da campanha, segundo sua página institucional.

MRMarina Rocha
Elections

Planalto e ala do STF articulam preservar Moraes até depois da eleição

O Palácio do Planalto, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma ala do Supremo Tribunal Federal colocaram em prática um acordo para preservar o ministro Alexandre de Moraes de uma investigação até depois da eleição de outubro. A informação é do Poder360, em reportagem publicada neste domingo (6). Segundo o veículo, o presidente do STF, Edson Fachin, já cumpriu a primeira parte do acerto ao adiar para depois de 22 de setembro a análise das suspeitas que pesam sobre o ministro.As suspeitas tratam de um possível relacionamento impróprio entre Moraes, vice-presidente da corte e relator do inquérito das fake news, e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo o Poder360, o ministro André Mendonça tornou públicas em 1º de setembro 52 mensagens enviadas por Vorcaro ao celular de Moraes, recuperadas do bloco de notas do aparelho do banqueiro. As respostas de Moraes não aparecem no material. Em 6 de março, em nota publicada pela Secretaria de Comunicação do STF, Moraes negou por escrito ter recebido mensagens de Vorcaro. O Poder360 descreve o quadro atual como a maior crise institucional da história do tribunal.O grupo que defende a permanência de Moraes na corte, segundo o Poder360, reúne os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O objetivo do bloco, aponta a reportagem, é evitar que a crise modifique a correlação de forças dentro do tribunal. Dino se manifestou neste domingo em rede social."Problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais"Em outra passagem da publicação, o ministro escreveu que "institucionalidade é um assunto muito sério para ser embaralhado com interesses eleitorais ou com mentiras".O calendário empurra a decisão para a véspera do pleitoOs prazos definidos por Fachin aproximam as decisões do dia da votação. O presidente do STF deu até sexta-feira (11) para Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestarem informações sobre a crise. A decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes só pode sair depois de 14 de setembro. Já o pedido de Moraes de incluir Mendonça no inquérito das fake news, apresentado em 3 de setembro e retirado do inquérito por Fachin no dia seguinte, ficou para depois de 22 de setembro, 12 dias antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro. O Poder360 aponta como tendência o julgamento conjunto dos dois casos depois dessa data, com o argumento de aguardar o 1º turno ou até o 2º, em 25 de outubro.Fachin define se e quando o plenário julgaMendonça liberou neste domingo (6) para o plenário o relatório da Polícia Federal que aponta a suposta relação entre Moraes e Vorcaro, conforme o G1. Cabe a Fachin definir se e quando o caso vai a julgamento, e se a sessão será aberta ou fechada. A reportagem do G1 registra a preferência do presidente da corte por uma sessão pública. Segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, citado pelo G1, Fachin sinalizou a Lula que pretende levar os desdobramentos da crise ao plenário. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, pediu na terça-feira (1º) a nulidade da investigação conduzida por Mendonça e sustentou que a competência para examinar eventual apuração contra Moraes é do plenário.Em discurso no Planalto na sexta-feira (4), Fachin afirmou que "nenhuma autoridade está acima da Constituição" e que a gravidade dos fatos "não autoriza atalhos". Mendonça defendeu a análise pelo colegiado, que chamou de "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico". No campo eleitoral, a Folha de S.Paulo reporta que a campanha de Lula planeja assumir o debate sobre reforma do Judiciário, com medidas anticorrupção e contenção de gastos de juízes e procuradores, para evitar que a disputa presidencial seja contaminada pelo confronto entre ministros. O próximo passo é o prazo de sexta-feira (11). Vencido ele, Fachin pode colocar os dois casos na pauta do plenário ou deixar a decisão para depois da eleição.

MRMarina Rocha
Politics

Lula amplia ataque a Flávio Bolsonaro e critica postura diante dos EUA

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro, um vídeo que confronta as falas dele com as do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário na disputa pela Presidência, sobre os Estados Unidos. O vídeo chega a um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e depois de pesquisas que mostram a corrida acirrada.Segundo o O Globo, o cenário nas urnas vem gerando preocupação na campanha petista. O Datafolha, divulgado na sexta-feira (4), apontou empate técnico no segundo turno: 46% para Lula e 44% para Flávio, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Neste domingo, o instituto Veritá colocou o senador à frente no eventual segundo turno, com 48,5% contra 43,1%, e empate técnico no primeiro turno, 38,9% a 38,4%, segundo a CNN Brasil. A Veritá ouviu 3.804 eleitores entre 1º e 4 de setembro.As falas do vídeoNo vídeo, descrito pelo O Globo, um locutor avisa: "Este ano você vai escolher entre dois lados". As falas se alternam em seguida. Flávio Bolsonaro diz que "a tarifa vai chegar para o Brasil". Lula responde: "São traidores da pátria. A história não os perdoará". A peça traz ainda o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato, defendendo o aplicativo americano de pagamentos: "O Pix dos Estados Unidos é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos".Lula reage com uma fala sobre o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central: "O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim". Depois aparece uma declaração de Flávio sobre o presidente americano, Donald Trump: "Nós não estamos em condições de exigir nada do governo Trump. Ele vai fazer o que ele quiser, independente da nossa vontade". O presidente rebate: "Ninguém tem que ter medo de nada porque a gente não vai baixar a cabeça". No encerramento, Flávio diz em inglês "Deus abençoe a América", e Lula fecha com "Viva o povo brasileiro".A defesa da soberania nacional é um dos principais temas da campanha de Lula nesta eleição, segundo o O Globo. Na publicação que acompanha o vídeo, o presidente escreveu:"Amanhã é dia 7 de setembro, Independência do Brasil. Um dia fundamental para a gente lembrar que este ano o seu voto define se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países."Nesta segunda-feira (7), Lula participa do desfile do 7 de Setembro em Brasília pela manhã. Flávio Bolsonaro faz um ato à tarde em São Paulo e renova a ofensiva contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, segundo o O Globo. O jornal e a TV Globo divulgam também nesta segunda nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
justice

Dino defende decisões monocráticas e questiona fim do inquérito das fake news

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu neste domingo (6) as decisões monocráticas e questionou, sem citar nomes, que um julgador prometa o fim de um inquérito. A publicação no Instagram veio dois dias depois de o presidente da Corte, Edson Fachin, defender publicamente o encerramento do inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo a revista Veja, o trecho é lido como uma indireta ao presidente do tribunal. Dino afirmou que é favorável à conclusão das investigações, mas fez uma pergunta retórica sobre quem pode prometer encerrá-las: "É possível a um julgador, qualquer que seja ele, 'prometer' o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos? Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é 'tramitação longa'? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?" Sete anos em sigilo O inquérito das fake news (Inquérito 4.781) foi aberto em 14 de março de 2019 por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou de ofício Moraes como relator. Segundo o Poder360, o caso é atípico: investigações são atribuição de policiais e do Ministério Público, relatores costumam ser definidos por sorteio eletrônico, e o inquérito segue aberto, em sigilo e sem prazo para terminar. Nesta semana, Moraes pediu que o colega André Mendonça fosse investigado dentro do inquérito, e Fachin retirou o pedido do escopo da investigação, segundo o G1. O decano da Corte, Gilmar Mendes, defendeu em abril manter o caso. "Foi um momento importante abrir o inquérito e mantê-lo até as eleições", disse, em fala citada pelo Poder360. Monocráticas e jurisdição penal Dino rebateu também a crítica de que "as decisões monocráticas são um mal no STF". Para o ministro, decisões de um único ministro são essenciais em um sistema de precedentes vinculantes. "Se todas as questões com jurisprudência definida tiverem que ir aos Colegiados, o número de julgamentos vai desabar e a morosidade vai aumentar. Isso seria bom para os criminosos, devedores contumazes e similares", escreveu. Sobre propostas de tirar a jurisdição penal do STF, o ministro pediu cautela. "Se tira de lá, tem que colocar em algum lugar. Hoje há 23 mil processos no STF, enquanto que outros tribunais têm centenas de milhares", afirmou. Mudar a competência constitucional da Corte, segundo ele, exige "reformas coerentes e planejadas". A publicação chegou no meio do choque aberto entre Moraes e Mendonça. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal com mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Dino criticou o tom geral do debate. "Problemas reais e graves estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais", escreveu, ao citar frase atribuída a Ésquilo: "Na guerra, a primeira vítima é a verdade". Segundo o G1, Mendonça liberou o caso das mensagens para julgamento no plenário, e a decisão sobre os próximos passos cabe a Fachin. Os relatórios da PF, como registram os próprios documentos, não têm caráter probatório e não podem ser usados como prova judicial.

MRMarina Rocha
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Soberania vira tema central do pronunciamento de Lula pelo 7 de Setembro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformou a soberania nacional no eixo do pronunciamento do 7 de Setembro, exibido em cadeia nacional de rádio e TV na noite deste domingo (6). Segundo a Folha de S.Paulo, o petista usou a fala para reforçar temas de seu terceiro mandato que também pautam a campanha de reeleição: a defesa da soberania e a exploração de minerais estratégicos.O alvo dos recados indiretos foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O G1 identificou críticas ao tarifaço americano sobre produtos brasileiros. A Folha informa que o discurso repudiou a interferência estrangeira na exploração mineral, no petróleo da Foz do Amazonas e no comércio internacional, no contexto do esforço dos EUA para conter o avanço da China na América Latina."Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém", disse Lula.No discurso, o presidente definiu soberania como a capacidade de "defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros". Sobre comércio, foi direto: "Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém."Terras raras e marco dos mineraisLula citou a exploração de terras raras e de petróleo na Foz do Amazonas e lembrou a aprovação, no Senado, do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O marco prevê fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país, segundo o G1."Mais do que nunca, é preciso lutar pelo que é nosso. Temos a segunda maior reserva de Terras Raras do mundo, e a maior fonte de água doce. No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo. Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", declarou.Discurso autorizado pelo TSEA fala só foi ao ar porque o TSE liberou a transmissão. Em ano de eleição, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência pediu autorização ao tribunal para evitar questionamento na Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, autorizou a veiculação na sexta-feira (4) e classificou a divulgação como "de interesse público", por estar ligada a uma data com significado histórico e institucional próprio.O tema dos minerais já circulava na campanha antes do discurso. No programa eleitoral levado ao ar na semana passada, Lula usou rostos de pessoas sobre símbolos da tabela periódica para explicar o conceito de terras raras ao público, segundo a Folha. O jornal também lembra que Ronaldo Caiado, rival do presidente na disputa, chegou a propor parceria com os EUA para explorar minérios em Goiás, e que Trump rejeitou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, acenou à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e tentou enviar oficiais para fiscalizar a eleição brasileira.O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para outubro. A soberania segue como um dos argumentos centrais do presidente na busca pela reeleição.

MRMarina Rocha
Lula

Veritá: Flávio Bolsonaro tem 38,9% e Lula, 38,4% no 1º turno; Cury marca 12,2%

A pesquisa Veritá divulgada neste domingo (6) aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da corrida presidencial. O senador tem 38,9% das intenções de voto. Lula soma 38,4%. A diferença de meio ponto está dentro da margem de erro de dois pontos do levantamento, segundo a CNN Brasil.O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 12,2%. Depois dele vêm Renan Santos (Missão), com 3,7%, Ronaldo Caiado (PSD), com 1,9%, e Pablo Marçal (PRTB), com 1,4%. Hertz Dias (PSTU) registra 0,4%. Edmilson Costa (PCB), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC) somam 0,3% cada um, e Samara Martins (UP) tem 0,2%. Brancos e nulos chegam a 1,1% dos entrevistados; 0,9% não souberam ou não responderam.Cenários de segundo turnoEm um eventual embate direto, Flávio Bolsonaro abre 48,5% contra 43,1% de Lula. A vantagem de 5,4 pontos fica acima da margem de erro. Nesse cenário, brancos e nulos somam 4,9% e 3,6% não sabem ou não respondem.Lula lidera os outros quatro confrontos testados pelo instituto. O presidente aparece com 35,6% contra 27% de Cury; 38,4% contra 28,6% de Marçal; 37,8% contra 19,3% de Renan Santos, coordenador do MBL; e 36,8% contra 24,9% de Caiado, ex-governador de Goiás. A CNN Brasil observa que Marçal registrou a candidatura, mas está inelegível por oito anos por decisão do TRE-SP. A defesa dele tenta suspender os efeitos da condenação enquanto o TSE analisa recursos.MetodologiaO Veritá ouviu 3.804 eleitores de todo o país entre os dias 1º e 4 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O trabalho foi feito com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo BR-09426/2026. Os mesmos números foram reproduzidos pelo portal GP1.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam a Presidência no segundo turno, em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

No 7 de Setembro, Lula diz que Brasil 'não é colônia de ninguém'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou o pronunciamento do 7 de Setembro deste domingo (6) para declarar que o Brasil "não é e nem será colônia de ninguém". A fala foi transmitida em cadeia nacional de rádio e televisão e tratou da defesa da soberania, com críticas indiretas, segundo o G1, ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros."Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém", disse o presidente.Lula definiu o que entende por soberania. "Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros", afirmou. Em seguida, defendeu o livre comércio. "Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém." Para a Folha de S.Paulo, as frases foram recados indiretos ao presidente americano, Donald Trump, que já rejeitou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e acenou à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).Terras raras e petróleoO presidente citou ainda a exploração de terras raras e de petróleo na Foz do Amazonas. Ele lembrou a aprovação, no Senado, do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com fundo garantidor e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país. "Temos a segunda maior reserva de Terras Raras do mundo, e a maior fonte de água doce. No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo. Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", disse. Segundo a Folha, o tema entrou na campanha quando Ronaldo Caiado (PSD), adversário de Lula na disputa presidencial, sugeriu uma parceria com os EUA para explorar os minérios em Goiás.Autorização do TSEComo 2026 é ano de eleições, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência pediu autorização ao Tribunal Superior Eleitoral para veicular o pronunciamento em rede nacional. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, autorizou a transmissão na sexta-feira (4). Na decisão, ele escreveu que a divulgação "é de interesse público", porque a data "integra o calendário oficial brasileiro e possui significado histórico e institucional autônomo em relação às funções de governo".A Folha observa que soberania e minerais estratégicos viraram eixos da campanha de reeleição de Lula. O pronunciamento chegou exatamente a quatro semanas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Mendonça libera ao plenário do STF o caso das mensagens entre Moraes e Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para o plenário da Corte o caso das mensagens trocadas entre o colega Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O passo seguinte cabe ao presidente do tribunal, Edson Fachin.Segundo o g1, Fachin deve aguardar até sexta-feira (11) para se pronunciar. É o prazo que ele deu a Moraes, a Mendonça, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para se manifestar sobre os episódios que provocaram uma crise no tribunal. Na quinta-feira (3), conforme o Valor, Fachin pediu informações e quer saber, entre outros pontos, em que condições foi tomada a decisão de Mendonça que determinou a produção do relatório da PF e se houve acesso a documentos particulares e dados sob sigilo na diligência.As opções de FachinSe optar pelo plenário, Fachin ainda precisa definir se a sessão será aberta ou fechada. Os ministros decidirão então se abrem investigação contra Moraes ou se arquivam as apurações. Há outras duas saídas, segundo o g1: uma reunião reservada, como a de fevereiro, quando a Corte debateu outro relatório da PF, com mensagens entre o ministro Dias Toffoli e o ex-dono do Banco Master (Toffoli deixou a relatoria do caso após aquela reunião, lembra o Valor), ou uma decisão individual de Fachin, apontada por interlocutores ouvidos pela reportagem como a mais remota. A indicação é de que ele prefere uma sessão pública, a confirmar depois da consulta que vem fazendo aos colegas. O regimento do STF não diz como conduzir investigação contra ministro; prevê apenas que compete ao plenário processar e julgar.Como o caso chegou ao plenárioO relatório da PF sobre o celular de Vorcaro foi tornado público por Mendonça na terça-feira (1º), na ação PET 16.662, aberta depois que a polícia apresentou novas informações sobre a suposta rede de influência e monitoramento atribuída ao banqueiro na operação Compliance Zero. O despacho não citava Moraes nominalmente; a identificação do ministro como interlocutor das mensagens veio de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, segundo o Poder360. O documento indica que Moraes recebeu mensagens em que Vorcaro buscava interferir e obter detalhes da investigação que levou à primeira prisão dele, decretada em novembro do ano passado. Em uma delas, o ex-banqueiro teria perguntado se deveria deixar o país e pedido proteção da PF e da PGR. Dois dias antes de ser preso, em 15 de novembro, ele escreveu ao ministro, segundo o Valor: "Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso". A frase se referia a Gonet e a Rodrigues. O g1 também relata que mensagens do mesmo aparelho sugerem proximidade entre Vorcaro e Gonet, com o advogado Ciro Soares como principal intermediário.A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se na terça (1º) pela nulidade da apuração comandada por Mendonça. Para o órgão, o ministro não deveria ter solicitado à PF a análise sobre o destinatário das mensagens do ex-banqueiro, sem pedido do Ministério Público ou da própria polícia, e a competência para decidir sobre eventual investigação de Moraes é do plenário. Gonet afirma, ainda, que Mendonça usurpou competências da PF ao tentar conduzir ações policiais, segundo o Valor. Mendonça defendeu a avaliação pelo colegiado em sessão "pública e transparente", ao argumento de que o plenário é "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico" o material. Moraes reagiu na quinta (3) e pediu a Fachin a investigação de Mendonça por abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.Fachin tem afirmado que haverá uma resposta firme aos casos, mas que as medidas serão adotadas no momento "oportuno". Com o caso formalmente no plenário, a próxima etapa é a decisão dele até sexta-feira (11): sessão pública, reunião reservada ou deliberação individual.

MRMarina Rocha
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Dino: crise do STF mistura "problemas reais e graves" com interesses eleitorais

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (6) que "problemas reais e graves" do Judiciário "estão sendo misturados com interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódios pessoais". A frase está em uma publicação nas redes sociais sobre a crise que opõe os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça na Corte.Dino abriu o texto com uma frase atribuída a Ésquilo: "Na guerra, a primeira vítima é a verdade". Segundo o ministro, é o que ele tem visto no "atabalhoado debate sobre o Poder Judiciário". A publicação trata de três temas que, na avaliação dele, merecem "mais aprofundamento": as decisões monocráticas, a jurisdição penal do STF e o fim de inquéritos considerados antigos. "Insisto em um ponto: institucionalidade é um assunto muito sério para ser embaralhado com interesses eleitorais ou com mentiras", escreveu. Ele lembrou ainda o que chamou de "ensinamento cristão": "o DIABO é o 'pai da mentira'".Promessa de fim de inquéritoA parte mais política da publicação trata do inquérito das fake news, aberto há 7 anos para investigar ataques, ameaças e notícias falsas contra a Suprema Corte e relatado por Moraes. "É possível a um julgador, qualquer que seja ele, 'prometer' o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?", questionou Dino. Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro não citou nominalmente o presidente do STF, Edson Fachin. Na sexta-feira (4), dois dias antes, Fachin havia defendido o encerramento do inquérito das fake news e disse que a medida, junto com a aprovação de uma proposta de código de ética, é a solução para a crise do tribunal."Eu pessoalmente sou a favor da conclusão dos inquéritos, até porque eles foram feitos para terminar mesmo, mediante a propositura das ações penais ou dos arquivamentos cabíveis. De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é 'tramitação longa'? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?"Decisões monocráticas e jurisdição penalDino rebateu a crítica de que "as decisões monocráticas são um mal no STF". Para ele, as decisões individuais são essenciais em um sistema de precedentes vinculantes, no qual outros tribunais devem seguir a jurisprudência já definida pelas cortes superiores. "Se todas as questões com jurisprudência definida tiverem que ir aos Colegiados, o número de julgamentos vai desabar e a morosidade vai aumentar. Isso seria bom para os criminosos, devedores contumazes e similares", argumentou. Sobre a jurisdição penal do STF, defendeu a manutenção. "Se tira de lá, tem que colocar em algum lugar. Hoje há 23.000 processos no STF, enquanto outros tribunais têm centenas de milhares", escreveu. A mudança da competência constitucional, segundo o ministro, exige "reformas coerentes e planejadas".A crise começou na terça-feira (1º), quando Mendonça retirou o sigilo de relatórios produzidos pela Polícia Federal a seu pedido. Os documentos traziam mensagens que, segundo o G1, sinalizam proximidade entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master à época dos fatos investigados. Com base em apontamentos da PF, Moraes pediu a investigação da atuação do colega dentro do inquérito das fake news, citando indícios de assimetria na condução das apurações dos casos Master e do INSS, o instituto nacional de previdência. Fachin retirou o pedido do escopo do inquérito. Os documentos da PF não têm caráter probatório e não podem ser usados como prova judicial.O próximo passo anunciado é a resposta institucional da Corte à crise. "Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa", disse Fachin na sexta (4), segundo a Folha. O post de Dino, publicado 48 horas depois, questiona precisamente o encerramento defendido por Fachin. O debate ocorre em plena campanha presidencial.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro cobra de Cármen Lúcia voto para investigar Moraes

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobrou, em transmissão nas redes sociais no sábado (5), o voto da ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), pela abertura de investigação contra o colega de tribunal Alexandre de Moraes. Segundo o O Globo, ele disse que o país vai observar a decisão e que uma posição favorável a Moraes poderia prejudicar a biografia da ministra."Cármen Lúcia, o Brasil está aguardando para ver como vai ser o seu voto na semana que vem, se a senhora vai autorizar que Alexandre de Moraes seja formalmente investigado ou se a senhora vai passar a mão na cabeça dele com tudo isso que já veio à tona. Vai ficar muito ruim para a sua história, para a sua biografia", disse Flávio.Na mesma transmissão, o candidato perguntou como vai se posicionar uma ministra "sempre defensora da democracia, da liberdade, que sempre foi contra a impunidade". Ele defendeu o ministro André Mendonça, alvo do pedido de investigação apresentado por Moraes, e afirmou que o colega "nada mais faz do que ser um juiz justo que não persegue ninguém". Sobre Moraes, foi direto: "Ele não tem mais condições de permanecer no STF. Ele não esconde de mais ninguém que acha que manda no país".Por que o voto de Cármen Lúcia pesaCármen Lúcia é considerada o voto decisivo nas deliberações do plenário sobre a conduta dos dois ministros. Como mostrou a Folha de S.Paulo, ela vê erros tanto de Mendonça quanto de Moraes nas medidas que levaram o tribunal ao centro de uma crise institucional, e ainda não definiu qual dos dois terá o seu apoio. Moraes e Mendonça disputam o voto da magistrada em busca da hegemonia de seus grupos na corte. A Folha também relata que a ministra telefonou para Moraes na quinta-feira (3), antes de ele anunciar o contra-ataque.O tribunal tem dois episódios para examinar. No primeiro, se houve arbitrariedade nos métodos de Mendonça nas apurações sobre o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que resultaram no relatório em que a PF (Polícia Federal) aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No segundo, a regularidade do ato de Moraes ao usar o inquérito das fake news para pedir investigação de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.Flávio ligou o tamanho das ruas ao resultado do julgamento. "Se no 7 de Setembro as ruas estiverem cheias em todo o Brasil, o julgamento vai ser um; se estiverem vazias, vai ser outro", disse, dois dias antes dos atos convocados para o feriado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra Moraes. Segundo a Folha, a campanha tenta inflar o ato da avenida Paulista, em São Paulo, para sair do empate técnico nas pesquisas e assumir o favoritismo no segundo turno. O jornal registra ainda que o candidato ouviu, na transmissão, pessoas defendendo os ataques de 8 de janeiro de 2023.O calendário no tribunalAs decisões, porém, devem demorar mais do que o candidato sugeriu. Segundo o Poder360, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, definiu prazos que empurram a análise dos dois casos. No caso do Banco Master, as manifestações de Mendonça, de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, terminam na sexta-feira (11), o que coloca a decisão para depois de 14 de setembro. No caso do inquérito das fake news, Gonet tem cinco dias úteis para se manifestar e Mendonça, mais cinco depois dele, o que leva o tema ao plenário somente depois de 22 de setembro, a 12 dias do primeiro turno. Cármen Lúcia não declarou publicamente como vai votar.

MRMarina Rocha
Lula

Véspera do 7 de Setembro: candidatos à Presidência mobilizam eleitores em redes e atos

Candidatos à Presidência usaram redes sociais e agendas públicas neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro, para mobilizar eleitores e reforçar mensagens de campanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, publicou um vídeo que contrapõe falas dele a declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado Eduardo Bolsonaro sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos. Flávio, rival do petista na disputa, fez uma transmissão ao vivo. Nas ruas, Renan Santos participou de uma carreata em Fortaleza e Ronaldo Caiado visitou a Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia (GO), segundo o G1.Lula e Flávio trocam ataques nas redesNo vídeo divulgado neste domingo, Lula afirma que a eleição colocará o eleitor diante de uma escolha entre "dois lados". A peça intercala trechos dos irmãos Bolsonaro com falas do presidente. Depois de Flávio dizer que "a tarifa vai chegar para o Brasil", Lula responde: "São traidores da pátria. A história não os perdoa". Sobre o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, o presidente diz: "O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar sendo nosso". O vídeo termina com um contraste de slogans: Flávio aparece dizendo "God bless America", e Lula encerra com "Viva o povo brasileiro". Na legenda, a campanha escreve que o voto deste ano define "se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países".Flávio Bolsonaro usou uma live para lembrar os oito anos da facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, em Juiz de Fora. O candidato disse estar proibido de ter contato com o pai, que cumpre prisão domiciliar, e pediu que apoiadores deixassem recados ao ex-presidente como se ele estivesse assistindo à transmissão. Flávio também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula e as prisões de pessoas ligadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Segundo o Estado de S. Paulo, ele cobrou da ministra Cármen Lúcia o voto para a abertura de investigação contra Moraes e convocou apoiadores para um ato nesta segunda-feira (7).Carreata em Fortaleza e feira em GoiásEm Fortaleza, Renan Santos percorreu as ruas em uma carreata vestindo colete à prova de balas. Assessores da campanha disseram ao G1 que o equipamento é resposta a ameaças de facções criminosas. O candidato foi acompanhado do Delegado Huggo, que disputa o governo do Ceará. Em Aparecida de Goiânia, Caiado visitou a Feira do Garavelo e criticou a carga tributária, a taxa de juros e a criminalidade. Augusto Cury e Romeu Zema não tiveram agendas públicas, segundo as assessorias das campanhas. Cury anunciou próximos eventos nas redes sociais; Zema publicou uma foto na academia e um teaser da série "Os intocáveis", em que critica ministros do STF.As duas campanhas tratam a data como estratégica. Segundo a CNN Brasil, o time petista admite que a crise no STF e vazamentos de investigações sobre o filho do presidente têm dado o tom da disputa, e avalia que a corrida eleitoral entrou em um "novo momento" depois que as pesquisas mostraram aproximação entre os dois líderes. O entorno de Flávio espera assumir a dianteira após o feriado e prepara um ato do PL na Avenida Paulista. Lula fará um pronunciamento no 7 de Setembro, com autorização da Justiça Eleitoral, e deve falar sobre soberania.Nesta segunda-feira (7), o país assiste aos desfiles do feriado de Independência, ao ato do PL na Paulista e ao pronunciamento do presidente. Daí em diante, a campanha segue rumo ao primeiro turno, em outubro.

MRMarina Rocha
Augusto Cury

Augusto Cury passa de 10% nas pesquisas e supera ex-governadores na corrida presidencial

O escritor Augusto Cury (Avante) chegou à faixa dos dois dígitos nas pesquisas para a Presidência e assumiu o terceiro lugar na corrida eleitoral, à frente dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Segundo a Gazeta do Povo, sete institutos divulgaram na última semana levantamentos que registraram o crescimento do candidato, que superou a marca de 10% das intenções de voto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.A Quaest, em pesquisa divulgada em 2 de setembro a pedido do jornal O Globo e da Globo, deu 37% das intenções de voto ao presidente Lula (PT), candidato à reeleição, 29% ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e 10% a Cury. Caiado e Zema ficaram com 1% cada. Na rodada anterior do instituto, de 14 de agosto, Cury tinha 2%, embora os cenários das duas pesquisas não sejam inteiramente comparáveis porque a vaga do PRTB mudou de candidato. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.O mesmo movimento aparece em outros institutos. A Real Time Big Data, que ouviu 2 mil pessoas por telefone entre 27 e 31 de agosto, colocou Cury com 11% em sua pesquisa de 1º de setembro, atrás de Lula (38%) e de Flávio (30%), e registrou alta já detectada pelas pesquisas Nexus e AtlasIntel, divulgadas em 31 de agosto. O PoderData, do Grupo Poder360, deu 10% a Cury em 3 de setembro, com Lula (37%) e Flávio (34%) em empate técnico, conforme a Gazeta do Povo.O que explica o avançoO diretor da Quaest, Felipe Nunes, professor da Fundação Getúlio Vargas, atribui o crescimento ao desempenho do candidato entre os eleitores independentes."Nesse segmento, o candidato do Avante já alcança 24% e fica numericamente à frente de Lula."Na mesma pesquisa, Cury tem a menor rejeição entre os principais nomes da disputa: 25% dos eleitores dizem que o conhecem e não votariam nele, contra 55% de Flávio Bolsonaro e 53% de Lula. Pela primeira vez, a Quaest incluiu Cury em um cenário de segundo turno, no qual Lula vence por 40% a 34%, com 21% de votos brancos, nulos ou de quem não pretende votar. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Cury tem 4%.Avanço com o menor tempo de TVO crescimento ocorre com a menor estrutura de campanha da corrida. O Avante tem apenas sete deputados federais, o que reduz o tempo de propaganda eleitoral na televisão e o dinheiro disponível para a campanha, segundo a Gazeta do Povo. Lula tem o maior tempo de TV entre os presidenciáveis, com 5 minutos e 32 segundos. O UOL descreveu os eventos de Cury, conhecido pela expressão "gestor da emoção", com o jingle "Cury é a cura!" em ritmo de funk tocando à exaustão.O voto em Cury ainda é o mais volátil da disputa: 48% dos seus eleitores dizem que podem mudar de escolha até o dia 4 de outubro, contra 20% dos eleitores de Lula e 25% dos de Flávio, segundo a Quaest. O próximo teste é o debate presidencial marcado para 14 de setembro, cujos organizadores cobram de Lula e de Flávio a confirmação de presença. O Tribunal Superior Eleitoral aprovou em 3 de setembro o registro das seis chapas na disputa, e uma nova rodada da Quaest está prevista para a segunda-feira (7).

MRMarina Rocha
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Michelle Bolsonaro chama Mendonça de 'ungido do Senhor' e pede que não retroceda

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou na noite de sábado (5) uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Candidata ao Senado pelo PL no Distrito Federal, ela chamou o magistrado de "escolhido e ungido do Senhor". A publicação no Instagram veio um dia depois de o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, retirar do inquérito das fake news o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega.No texto, Michelle escreveu que a igreja ama Mendonça e que há pessoas que oram, choram e se alegram por ele. "Você foi chamado para este tempo. A nossa maior alegria é saber que você é um grande e verdadeiro homem de Deus", afirmou. Segundo a Revista Oeste, ela publicou também uma foto em que aparece de mãos dadas com o ministro e terminou a mensagem com uma ordem: "Seja forte e corajoso. Não retroceda!"De uma "visão" ao STFMichelle contou que teve uma visão antes da indicação de Mendonça ao tribunal, feita pelo então presidente Jair Bolsonaro em julho de 2021."Em um dia muito marcante, na nossa salinha de consagração, Deus me revelou a sua entrada naquele tribunal. Ele abriu a minha visão, e o vi entrando com uma nuvem branca sobre a sua cabeça."Pastor presbiteriano, ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça, Mendonça foi aprovado pelo Senado em 1º de dezembro de 2021, por 47 votos a 32. Na época, Bolsonaro prometia indicar um nome "terrivelmente evangélico". Michelle acompanhou a votação e celebrou o resultado ao lado de líderes religiosos.A crise entre Mendonça e MoraesMendonça é o relator das investigações sobre o caso do Banco Master. Na semana passada, ele retirou o sigilo de documentos da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao fundador do banco, Daniel Vorcaro, que indicam contato com Moraes. Moraes reagiu na quinta-feira (3): pediu que o colega fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução das operações Compliance Zero, sobre o Banco Master, e Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. Segundo Moraes, Mendonça teria direcionado investigações contra os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Mendonça contesta as acusações.Na sexta-feira (4), Fachin retirou os documentos do inquérito das fake news e os transferiu para a Petição 16.704, sob responsabilidade da Presidência do STF. A decisão não reconheceu a validade das acusações nem abriu automaticamente uma investigação. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem cinco dias úteis para se manifestar sobre o pedido de Moraes. Depois, Mendonça pode responder no mesmo prazo.A publicação chega em plena campanha para as eleições de outubro. Segundo a Folha de S.Paulo, Michelle pode se tornar a primeira ex-primeira-dama brasileira eleita a um cargo eletivo. O calendário do STF corre em paralelo: vencidos os prazos de Gonet e de Mendonça, cabe a Fachin decidir se abre a investigação pedida por Moraes.

MRMarina Rocha
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Operador de Vorcaro, o 'homem da mala', entrou no Planalto em janeiro de 2024

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, registrou entrada no Palácio do Planalto em 23 de janeiro de 2024. O registro consta dos controles da portaria obtidos pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, por meio da Lei de Acesso à Informação. Freixo é apontado, em delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), como o "homem da mala" do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.A entrada foi registrada às 14h42 de uma terça-feira. Segundo o Metrópoles, foi a única passagem de Freixo pelo Planalto no período coberto pelos registros, de janeiro de 2022 a março de 2025. O nome dele não aparece na agenda oficial de nenhuma das autoridades que trabalham no palácio, sede do Executivo federal.O que diz a delaçãoNa colaboração com a PGR, Freixo disse que convertia valores em dinheiro vivo e entregava quantias em malas, de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão, a destinatários definidos por Vorcaro. Ele afirma ter movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão nessa atividade entre 2020 e 2025 e disse entender que parte dos recursos era destinada ao pagamento de comissões e vantagens indevidas. Segundo o Metrópoles, o empresário afirmou ter vídeos das entregas das malas de dinheiro.Freixo é dono da Entre Investimentos, empresa usada por Vorcaro no aporte de ao menos US$ 14 milhões, cerca de R$ 72 milhões pelo câmbio da época, ao filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O dinheiro saiu do Banco Master, passou pela empresa de Freixo e chegou ao Havengate Development Fund, fundo aberto no Texas e administrado pelo advogado Paulo Calixto, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.A coluna do Metrópoles procurou a Secretaria de Comunicação da Presidência e o próprio Freixo. Até a publicação, não houve resposta de nenhum dos dois.Homologação pendenteA delação foi fechada com a PGR em agosto e encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não decidiu se homologa o acordo. Segundo o Metrópoles, um juiz auxiliar do gabinete do ministro deve ouvir Freixo na terça-feira (8/9) para verificar se a colaboração foi celebrada de forma espontânea, procedimento padrão nesse tipo de acordo. É a segunda delação do caso Master, que atravessa o STF: a primeira foi firmada por João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, que, segundo o O Antagonista, disse ter informações sobre cerca de R$ 20 bilhões em ativos ocultos no Brasil.

MRMarina Rocha
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Nova Quaest mede a corrida presidencial após a crise no STF; resultado sai na segunda (7)

A Quaest divulga na segunda-feira (7) a terceira pesquisa de intenção de voto para presidente encomendada neste ano pela TV Globo e pelo jornal O Globo. Segundo o Valor Econômico, é a primeira rodada capaz de medir o efeito da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a disputa eleitoral. O trabalho de campo começou na quinta-feira (3) e termina neste domingo (6).O período de entrevistas coincide com o auge do confronto entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Na terça (1), Mendonça retirou o sigilo de uma petição que expôs mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, Moraes e pessoas ligadas ao ministro e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pediu que a PGR se manifestasse sobre eventuais ilícitos. Na quinta (3), Moraes acusou o colega de crime de responsabilidade, improbidade administrativa, abuso de autoridade e violação do princípio da imparcialidade, dentro do inquérito das fake news. Na sexta (4), o presidente do STF, Edson Fachin, avocou a apuração do caso e deu cinco dias para os envolvidos prestarem explicações.O ponto de partidaA rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, mostra o cenário que a nova pesquisa vai testar. Lula (PT) tinha 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL) e 10% do escritor Augusto Cury (Avante), que saltou de 2% na medição anterior. Renan Santos (Missão) somava 3%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) apareciam com 1% cada. Foram 2.004 entrevistas entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE sob o número BR-07065/2026.No segundo turno, o levantamento registrou empate técnico entre Lula, com 42%, e Flávio, com 41%. Foi também a primeira vez que a Quaest mediu um cenário entre o presidente e Cury: 40% a 34%. O Valor destaca que a nova rodada vai avaliar a consistência do crescimento do escritor e trará simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Cury, Caiado e Zema.Recortes estaduaisNos estados, levantamentos da Quaest encomendados pela Globo e por emissoras afiliadas e reunidos pelo g1 mostram Lula à frente, fora da margem de erro, em oito: Alagoas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Flávio Bolsonaro lidera em sete: Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Os dois aparecem tecnicamente empatados em outros nove, entre eles os três maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Maranhão, a vantagem do presidente chega a 58% contra 20%; no Acre, o senador soma 42% contra 25%. Goiás é o único estado em que Caiado aparece numericamente à frente, com 32%, em empate técnico com Flávio, que tem 27%; Lula soma 20%. No Ceará, pesquisa encomendada pela TV Verdes Mares e divulgada na sexta (4) registrou 54% para Lula e 16% para Flávio.O resultado da nova rodada sai na segunda (7), feriado da Independência, com o primeiro turno a menos de um mês. No STF, o prazo de cinco dias dado por Fachin para as explicações sobre a crise corre desde a sexta (4), e a apuração do caso ficou com o próprio presidente da Corte.

MRMarina Rocha
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PECs da 6x1 e da Segurança ficam para depois da eleição, diz Alcolumbre

A semana de esforço concentrado no Congresso terminou com vitórias parciais para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Legislativo aprovou o fim da taxa das blusinhas, a política de minerais críticos e o regime tributário dos datacenters. As duas prioridades restantes, porém, ficaram para depois: as PECs do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública só devem ser votadas após a eleição de 4 de outubro.A decisão coube ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na quinta-feira (3), ele afirmou que a mudança na escala de trabalho será votada depois das eleições, sem deixar claro se após o primeiro ou o segundo turno, segundo o G1. A CNN Brasil reporta que Alcolumbre confirmou uma nova janela de esforço concentrado após o primeiro turno. Sem análise no plenário do Senado, as propostas de emenda à Constituição não podem ser promulgadas.A PEC da 6x1 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas parou no plenário. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse em coletiva, depois da sessão de quarta-feira (2), que consultou Alcolumbre sobre o quórum e avaliou que não havia senadores suficientes, segundo a CNN Brasil. O texto aprovado na CCJ reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais em duas etapas ao longo de 14 meses e garante dois dias de descanso, preferencialmente aos domingos, com vigência 60 dias após a promulgação.O que foi aprovadoO fim da taxa das blusinhas passou depois de um acordo entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A medida extingue o imposto de 20%, criado pelo próprio Executivo, sobre compras internacionais de até US$ 50 e precisava ser votada até 8 de setembro, sob risco de caducar. A sanção está prevista para a próxima semana. Para responder às críticas do varejo e da indústria, o Congresso incluiu uma avaliação periódica dos impactos da isenção. Também foram aprovadas a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com um fundo garantidor de R$ 5 bilhões, e o Redata, regime especial para datacenters com renúncia fiscal estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026, segundo o G1.Segurança e crise no STFNa PEC da Segurança, o governo já reconhece que não haverá votação antes das eleições. A proposta não terminou de ser apreciada na CCJ, onde três destaques seguem pendentes, segundo o G1. O texto dá status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), constitucionaliza os fundos nacionais de segurança pública e penitenciário e fixa fonte de financiamento permanente. Enfrentou resistência porque retira verbas de outros setores, como o esporte: o Comitê Olímpico do Brasil estimou perdas de cerca de R$ 500 milhões, e integrantes do movimento olímpico foram a Brasília durante a semana reivindicar a manutenção dos recursos, reporta a CNN Brasil.A articulação para votar a 6x1 antes do provável segundo turno ficou mais difícil com a crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Próximo de Moraes e adversário de Mendonça, Alcolumbre resiste à pressão de senadores da oposição para pautar pedidos de impeachment contra Moraes. Nesta semana, ele defendeu o ministro e alfinetou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula, segundo o G1."Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes", declarou Alcolumbre.Lula tratou o assunto de forma mais sóbria: defendeu que todos sejam investigados e criticou, sem citar nomes, os "vazamentos seletivos", segundo o G1. O Congresso não está em recesso, mas a atividade parlamentar quase parou desde o início do processo eleitoral, e os parlamentares voltam agora aos estados para campanhar. Governistas trabalham para convencer Alcolumbre a colocar a PEC da 6x1 em pauta na semana de trabalhos prevista para depois do primeiro turno, o que entregaria a Lula uma vitória política semanas antes do provável segundo turno.

MRMarina Rocha
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Planos de governo dividem candidatos entre restringir e extinguir o STF

A um mês das eleições, os planos de governo dos 13 candidatos à Presidência apontam caminhos distintos para o Supremo Tribunal Federal (STF). Levantamentos do g1 e do Poder360, publicados neste sábado (5), identificam seis presidenciáveis com propostas concretas de mudança na estrutura ou no funcionamento da Corte. As ideias vão de restrições à atuação dos ministros até a extinção do tribunal.O Judiciário virou tema de campanha com a crise em torno das investigações ligadas ao Banco Master, que envolvem ministros da Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, segundo o g1. O Poder360 cita nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça como centro do episódio e afirma que o caso ampliou o debate sobre conflitos de interesse e mecanismos de controle do Supremo.Quem quer restringir a CorteO plano do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo colocado na pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro, propõe o fim das competências criminais originárias do STF. Parlamentares passariam a ser julgados por instâncias inferiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os tribunais regionais federais. O candidato também promete restringir decisões monocráticas, impor quarentena de um ano para ministros de Estado indicados à Corte e impedir a atuação de escritórios que tenham parentes de até 3º grau de ministros. Para o Poder360, o plano concentra o Supremo na função de corte constitucional.O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) propõe combater o que chama de "ativismo judicial". O plano fixa idade mínima de 60 anos para novos ministros e exige "carreira jurídica exemplar e sem militância partidária". Zema quer acabar com as decisões monocráticas, limitar o foro privilegiado e retirar da Corte a competência para julgar matérias criminais e tributárias. Segundo o Poder360, prevê ainda uma corregedoria independente para fiscalizar os ministros.Quem quer mudar a composiçãoAugusto Cury (Avante) propõe a reforma mais ampla. Novos ministros teriam mandato fixo de oito anos; hoje, permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. O colegiado cairia de 11 para nove integrantes, com seis vindos da magistratura, dois do Ministério Público e um da advocacia. O presidente da República perderia o poder de escolha: os ministros seriam indicados pelas próprias classes. A idade mínima subiria para 50 anos, e quem tivesse filiação partidária nos cinco anos anteriores não poderia ser nomeado. Pelo menos três das nove vagas seriam reservadas a mulheres.À esquerda, Edmilson Costa (PCB) propõe mandato de 10 anos para integrantes de tribunais regionais e superiores, com possibilidade de revogação. Samara Martins (UP) defende eleição direta para juízes e tribunais superiores. Rui Costa Pimenta (PCO) defende extinguir o STF e eleger juízes e procuradores. As três propostas constam do levantamento do Poder360.Os outros seis candidatos não apresentam propostas específicas para o Supremo, segundo o Poder360: Pablo Marçal (PRTB), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Wilson Grassi (Partido Democrata) e Clariana Barão (DC). O plano do presidente Lula (PT), que busca a reeleição, não cita diretamente o tribunal. Reconhece a morosidade da Justiça por excesso de processos e recursos e propõe diálogo permanente com o Judiciário. O Poder360 diz que o petista fala em "aperfeiçoamento", sem detalhar reforma institucional. Caiado sugere aplicar inteligência artificial ao sistema de Justiça, e Renan Santos propõe tribunais especializados para julgar facções criminosas, segundo o g1.Hoje, o artigo 101 da Constituição exige que ministros do STF sejam brasileiros natos, tenham entre 35 e 70 anos e possuam notável saber jurídico e reputação ilibada. Eles são nomeados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado. Mudanças na estrutura da Corte dependem de emenda constitucional, aprovada por três quintos da Câmara e do Senado em duas votações.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A ordem dos candidatos no levantamento do g1 segue a pesquisa Datafolha de 3 de setembro: Lula aparece na frente, seguido de Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury.

MRMarina Rocha
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Gilmar Mendes protocola proposta para proibir policiais e militares em gabinetes do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), protocolou neste sábado (5) uma proposta para proibir que policiais e militares atuem como servidores cedidos nos gabinetes dos ministros da corte. O texto chega ao presidente do tribunal, Edson Fachin, no meio da crise entre o Supremo e a Polícia Federal.Abrangência da propostaSegundo o G1, a vedação alcança militares das Forças Armadas, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias civis dos estados, as polícias militares e os corpos de bombeiros militares dos estados e as polícias penais federal, estaduais e distrital. O JOTA informa que a exceção ficaria restrita às funções de segurança e que a medida exige alteração no regimento interno do tribunal.Hoje, dois delegados da PF assessoram o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis como as apurações do Banco Master, as fraudes no INSS e o caso Lulinha. Outros dois trabalham no gabinete de Alexandre de Moraes.O contexto da criseA possível saída dos delegados foi um dos motivos do embate entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Segundo interlocutores ouvidos pelo G1, Mendonça via na tentativa de retirá-los do gabinete uma forma de interferir nas investigações em andamento.A interlocutores, Gilmar Mendes disse que os gabinetes "estariam se transformando em delegacias de polícia", com decisões de investigações passando a ser tomadas pela corte, e não pela PF. Uma das críticas à permanência de delegados no Supremo é que eles poderiam interferir no ritmo dos inquéritos, cuja supervisão cabe ao ministro relator.Gilmar já havia levado a Fachin, antes do protocolo formal, uma versão restrita aos delegados da PF. Ele esteve com o presidente Lula na terça-feira (1º) para falar da crise Master e, segundo apurou o blog de Valdo Cruz, do G1, disse que o governo demorou a agir para evitar o agravamento do atrito entre Mendonça e Andrei Rodrigues.Como depende de mudança no regimento interno, a proposta precisa ser aprovada pelo plenário do STF para entrar em vigor. Segundo o G1, a medida pode ampliar os embates e desgastes internos na corte, já tensionada pela crise em torno de atos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

MRMarina Rocha
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Fachin adia casos de Moraes e Vorcaro para depois de 22 de setembro

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, empurrou para depois de 22 de setembro as decisões sobre os dois casos que envolvem o ministro Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o Poder360, os prazos fixados por Fachin deixam a análise dos processos a apenas 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.Como ficam os prazosNo caso aberto por Mendonça, o ministro retirou o sigilo das investigações sobre o Banco Master na terça-feira (1º) e expôs mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes. Segundo o G1, as trocas indicam que Moraes discutia com o então dono do banco a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar uma operação que teria Vorcaro como alvo. Fachin deu cinco dias úteis, até a sexta-feira (11), para manifestações de Mendonça, de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O plenário só deve analisar o material a partir de 14 de setembro.No caso movido por Moraes, que incluiu Mendonça no inquérito das fake news na quinta-feira (3), Fachin retirou o colega do inquérito na sexta (4) e abriu dois prazos seguidos: cinco dias úteis para Gonet dizer se o pedido é pertinente e, depois, mais cinco dias úteis para Mendonça se manifestar. Segundo o Poder360, esse caso só chega ao plenário depois de 22 de setembro.O que o plenário vai julgarO G1 informa que o caso Master era relatado por Mendonça e agora está sob o comando de Fachin, que pediu esclarecimentos à PGR (Procuradoria-Geral da República) e à PF. Gonet respondeu que instaurou um procedimento de controle externo da atividade policial sobre a produção do relatório."Informo a Vossa Excelência que, na forma do despacho que encaminho, determinei a instauração de Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial, resultado será, em tempo adequado, noticiado à Corte", escreveu o procurador-geral.Segundo a Folha de S.Paulo, os ministros vão discutir se houve arbitrariedade nos métodos de Mendonça nas apurações sobre o Banco Master e o INSS, que resultaram no relatório em que a PF aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro. Vão avaliar também a regularidade do ato de Moraes ao usar o inquérito das fake news para pedir investigação contra o colega por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O jornal relata que a ministra Cármen Lúcia vê erros nos dois lados e ainda não definiu seu voto, considerado decisivo.Fachin prometeu resposta "firme" em discurso no Palácio do Planalto na sexta-feira (4), mas ainda não levou o relatório ao plenário. Não está claro se os dois casos serão julgados juntos ou separados. Se forem julgados em conjunto, segundo o Poder360, a investigação sobre Moraes também fica para depois de 22 de setembro. As manifestações no caso Master terminam em 11 de setembro. A partir daí, cabe a Fachin decidir quando colocar os temas em votação.

MRMarina Rocha
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Quaest mede impacto da crise no STF na corrida presidencial; resultado sai segunda (7)

A terceira pesquisa Quaest para a Presidência encomendada neste ano pela TV Globo e pelo jornal O Globo deve ser divulgada na segunda-feira (7), feriado nacional da Independência. As entrevistas começaram no dia 3 e terminam neste domingo (6), com 2.004 participantes. Segundo o Valor Econômico, o campo coincide com o pico da repercussão da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e permitirá medir o efeito do embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).A cronologia da crise atravessa exatamente os dias de campo, segundo o jornal. Na terça (1), Mendonça retirou o sigilo de uma petição que expôs trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, Moraes e pessoas ligadas ao ministro e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pediu que a PGR se manifestasse sobre eventuais ilícitos. Na quinta (3), Moraes acusou Mendonça, dentro do inquérito das fake news, de crime de responsabilidade, improbidade administrativa, abuso de autoridade e violação do princípio da imparcialidade. Na sexta (4), o presidente do STF, Edson Fachin, avocou a apuração do caso e deu cinco dias para os envolvidos prestarem explicações.Empate técnico é o ponto de partidaA rodada anterior, divulgada na quarta (2), com campo de 30 de agosto a 1º de setembro e margem de erro de dois pontos, dava a Lula 37% das intenções de voto no primeiro turno, no cenário estimulado sem Pablo Marçal, contra 29% de Flávio Bolsonaro. O escritor Augusto Cury (Avante) subiu de 2% para 10%. No eventual segundo turno, empate técnico: 42% a 41% para Lula, que tinha três pontos de vantagem numérica em meados de agosto. Os dois também lideram a rejeição: 55% para o senador e 53% para o presidente.A nova rodada testará a consistência da ascensão de Cury. "Nesse segmento, o candidato do Avante já alcança 24% e fica numericamente à frente de Lula", afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV, sobre os eleitores independentes. O voto dele é menos consolidado que o dos líderes: 48% dos eleitores do escritor admitem mudar de candidato, contra 20% dos de Lula e 25% dos de Flávio. O levantamento simula segundos turnos de Lula contra Flávio Bolsonaro, Cury, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).Onde a disputa está mais apertadaOs recortes mais acirrados do segundo turno foram detalhados pelo G1. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Lula tem 42% contra 41%. Entre os independentes, 32% a 29%. Na região Centro-Oeste/Norte, Flávio soma 48% contra 38%, dentro da margem de erro de cinco pontos do segmento. Desde a pesquisa de 14 de agosto, o senador passou à frente entre os homens (47% a 39%) e abriu 13 pontos entre os mais jovens, de 16 a 34 anos (48% a 35%). As bases seguem distantes: Lula vence por 62% a 28% no Nordeste; Flávio, por 53% a 30% entre os evangélicos.O que vem a seguir: o resultado sai na segunda (7). Fachin espera as explicações sobre a crise em cinco dias. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o TSE ainda decidirá se Pablo Marçal (PRTB), inelegível, pode concorrer.

MRMarina Rocha
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Datafolha: 57% dos eleitores estão mais decididos a votar do que em 2022

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5) aponta que 57% dos eleitores se dizem mais decididos a votar na eleição presidencial deste ano do que estavam em 2022. O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 125 cidades nos dias 1º e 2 de setembro. O nível de confiança é de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem o número BR-03669/2026.Segundo o G1, 32% dos entrevistados dizem estar decididos no mesmo grau de 2022, 11% menos decididos e 1% não soube responder. Entre quem declarou voto nos presidenciáveis mais bem colocados, os eleitores de Flávio Bolsonaro (68%) e de Lula (61%) são os que mais demonstram decisão. Os de Romeu Zema (22%) e Ronaldo Caiado (17%) concentram a maior fatia dos que se dizem menos decididos do que há quatro anos. No eleitorado não alinhado nem ao petismo nem ao bolsonarismo, 40% se dizem mais decididos, 41% igualmente decididos e 18% menos decididos.Preocupação e informaçãoA preocupação com o resultado também cresceu em relação a 2022: 46% dizem estar mais preocupados, 28% no mesmo grau e 24% menos preocupados. Sobre as propostas dos candidatos, 41% se dizem mais informados do que na disputa anterior, 36% no mesmo grau e 21% menos informados. No acompanhamento de notícias, 42% dizem seguir mais a cobertura da corrida presidencial. O engajamento em campanha é o único item em que a maioria fica no mesmo patamar de quatro anos atrás: 45% igualmente engajados, 32% menos engajados e 18% mais engajados.Números do 1º turnoA mesma rodada de entrevistas, cujos números de 1º turno foram divulgados na quinta-feira (3), mantém Lula (PT) com 38% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) subiu seis pontos e chegou a 8%. Vêm depois Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Declararam voto branco ou nulo 6%, e 3% se dizem indecisos. Segundo a Folha, a diferença de cinco pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro é metade da registrada em maio; na rodada anterior, há duas semanas, o placar era de 39% a 33%.No simulado de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, por 46% a 44%, diferença dentro da margem de erro. A rejeição segue alta para os dois: 47% dizem que não votariam de forma alguma no senador do PL, e 45% dizem o mesmo do presidente. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se ninguém atingir a maioria dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Zanin pede responsabilização ao TRE-PR após Dallagnol expor seu sigilo fiscal

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin pediu neste sábado (5) a responsabilização, inclusive criminal, dos envolvidos na exposição do seu sigilo fiscal e bancário. Os dados foram anexados ao registro de candidatura do ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. A divulgação ocorreu na coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.Segundo o Metrópoles, os documentos incluem dados fiscais e bancários de Zanin, da esposa, do sogro, de uma cunhada e do escritório em que ele era sócio antes de ir ao STF. As informações foram obtidas pela Lava Jato em 2019, quando Zanin advogava para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão que autorizou os acessos era do ministro Marcelo Bretas e foi anulada depois pela Segunda Turma do STF. Zanin então protocolou representação contra Dallagnol e outros procuradores no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), e os dados fiscais passaram a integrar esses autos.Para responder a um pedido de impugnação apresentado pela coligação ligada ao PT no Paraná, os advogados de Dallagnol anexaram ao registro a íntegra dos processos sigilosos que tramitam contra ele no CNMP. Segundo o Poder360, o material entrou integralmente no sistema do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) e podia ser consultado na página pública do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em nota, a defesa negou qualquer intenção de exposição:"A defesa do candidato jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade."A reação do ministroZanin oficiou o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza. No documento, citou a reportagem do Metrópoles e pediu providências para a corte paranaense:"Diante disso, solicito a Vossa Senhoria providências objetivando sanar essa ilegalidade bem como as comunicações devidas objetivando a responsabilização dos envolvidos, inclusive no âmbito criminal."Sigilo e próximos passosA relatora do registro, Vanessa Jamus Marchi, determinou às 14h16 deste sábado que todos os documentos anexados às impugnações e às contestações recebessem, com urgência, anotação de segredo de Justiça. Às 15h12, a medida ainda não havia sido cumprida integralmente, segundo o Metrópoles. O TRE-PR informou, em nota, que "determinou a imediata atribuição de sigilo a documentos do processo, que soma mais de 5 mil páginas".O tribunal ainda precisa julgar o pedido de impugnação contra o registro de Dallagnol. O Metrópoles noticiou que o Ministério Público Eleitoral se manifestou a favor da elegibilidade do candidato. Zanin quer que o TRE-PR comunique os órgãos competentes para apurações criminais. A defesa de Dallagnol sustenta que os dados são essenciais para a decisão da Justiça Eleitoral sobre a candidatura.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro visita ex-assessor preso no PR e chama Moraes de 'laranja podre'

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) interrompeu a agenda de campanha neste sábado (5) para visitar Filipe Martins, ex-assessor especial para assuntos internacionais do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR). Segundo o Poder360, a visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também estiveram no presídio o candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), e o candidato ao Senado Filipe Barros (PL).Na saída, Flávio respondeu a perguntas da imprensa. Ele criticou a decisão de Moraes que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até o STF analisar as ações que questionam a norma e disse que caberá ao próximo presidente proteger a Corte, segundo o G1."Está aqui o Filipe Martins. Se estivesse em vigor, valendo a lei da dosimetria, já era para ele estar em casa. O Brasil vive tempos muito ruins, muito difíceis e mais uma vez a gente precisa proteger a instituição que é Supremo Tribunal Federal. Esse vai ser o meu papel como presidente da república, resgatar a credibilidade das instituições e não ficar protegendo pessoas, porque hoje o Alexandre Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal"Quem é Filipe MartinsMartins foi assessor especial para assuntos internacionais da Presidência no governo Jair Bolsonaro. No dia 16 de dezembro, a Primeira Turma do STF o condenou a 21 anos de prisão por tentar abolir o Estado Democrático de Direito, tentar depor o governo legitimamente constituído e integrar organização criminosa, entre outros crimes. Ele é um dos réus do chamado "núcleo 2" da trama golpista, acusado de integrar uma organização para manter Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota nas urnas. Outros cinco réus do mesmo núcleo também foram condenados.O ex-assessor estava em prisão domiciliar até 2 de janeiro deste ano. Nessa data, Moraes determinou a prisão depois de uma denúncia apontar descumprimento da medida que o proibia de usar redes sociais. Na decisão, o ministro afirmou que os próprios advogados de Martins reconheceram a utilização do LinkedIn. "O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas", escreveu Moraes.O que vem a seguirA visita ocorreu no meio da campanha presidencial de 2026, na qual Flávio Bolsonaro disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O STF ainda precisa julgar as ações que questionam a Lei da Dosimetria, cuja aplicação Moraes suspendeu. Filipe Martins segue preso em Ponta Grossa.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro empatam em cinco recortes do eleitorado, mostra Quaest

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro, mostra a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2). Lula tem 42% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, 41%. A diferença de um ponto fica dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, a pedido da Globo e do jornal O Globo. O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026 e nível de confiança de 95%. Na comparação com a rodada anterior, de 14 de agosto, Lula oscilou de 43% para 42%, e o senador, de 40% para 41%, variações dentro da margem.Onde a disputa empataA leitura por segmentos, publicada pelo G1 neste sábado (5), mostra que a corrida também está apertada em recortes específicos do eleitorado. Eleitores de 35 a 59 anos dividem-se em 42% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro. Entre os que se declaram independentes, o placar é de 32% a 29% para o presidente. Pessoas com ensino superior completo dão 44% ao senador e 40% a Lula. Quem recebe de 2 a 5 salários mínimos aponta 45% para Flávio Bolsonaro e 39% para Lula, empate no limite da margem de erro. No Centro-Oeste e no Norte, o senador soma 48%, contra 38% do presidente; a margem do recorte é de cinco pontos, o que também configura empate no limite.Redutos e movimentos desde 14 de agostoOs movimentos entre as duas rodadas favoreceram o senador em parte do mapa demográfico. Entre os homens, um empate técnico virou vantagem de 47% a 39%. No grupo de 16 a 34 anos, o placar saiu de 41% para cada um e chegou a 48% a 35% para Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com ensino superior, a vantagem de 11 pontos do senador virou o empate técnico atual. No Centro-Oeste e no Norte, o empate virou vantagem numérica de 10 pontos, ainda no limite da margem.Lula segue na frente nos grupos de menor renda e escolaridade, mas viu as diferenças caírem. Entre eleitores com ensino fundamental completo, a vantagem caiu de 21 para 14 pontos, agora em 49% a 35%. Entre quem ganha até 2 salários mínimos, o presidente tem 51% a 29%, e a vantagem caiu de 31 para 22 pontos. A maior folga de Lula está no Nordeste: 62% a 28%. Ele também lidera entre eleitores pretos (49% a 31%), entre os de 60 anos ou mais (49% a 32%) e entre católicos (48% a 35%).Os maiores apoios de Flávio Bolsonaro estão entre evangélicos (53% a 30%), no Sul (52% a 31%) e entre eleitores brancos (48% a 34%); entre quem ganha mais de 5 salários mínimos, o senador abre 15 pontos. No cenário de segundo turno entre os dois, brancos, nulos e quem não vai votar somam 13%, e 4% dos entrevistados estão indecisos. O primeiro turno acontece em outubro; se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno no último domingo do mês. O Globo e o Estadão também divulgaram os números gerais da rodada.

MRMarina Rocha
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Mapa Quaest: Lula lidera em 9 estados, Flávio em 7 e empate técnico em SP, MG e RJ

A série de pesquisas Quaest divulgadas entre 24 de agosto e 4 de setembro mapeia a disputa presidencial em 25 estados e no Distrito Federal. Segundo os dados, compilados pelo G1 em mapa publicado neste sábado (5), o presidente Lula (PT) lidera fora da margem de erro em nove estados e o senador Flávio Bolsonaro (PL), em sete, no 1º turno. Os dois estão tecnicamente empatados em outros nove, entre eles São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.As pesquisas foram encomendadas pela Globo e por emissoras afiliadas. As margens de erro são de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados. Não houve levantamento com eleitores do Piauí.Lula está à frente em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. As vantagens mais amplas estão no Maranhão (58% a 20%), no Ceará (54% a 16%) e na Bahia (50% a 17%). Flávio Bolsonaro lidera no Acre (42% a 25%), em Mato Grosso (43% a 26%), no Espírito Santo (37% a 30%) e ainda no Paraná, em Rondônia, em Roraima e em Santa Catarina. Os nove empates técnicos incluem Amazonas (38% a 33%), Amapá (36% a 33%) e Minas Gerais, onde o senador tem 31% contra 30% do presidente, com Romeu Zema (Novo) em 7%. Goiás é o único estado em que um terceiro nome aparece numericamente à frente: Ronaldo Caiado (PSD) tem 32%, contra 27% de Flávio, com empate técnico; Lula soma 20%.Governos estaduais e o efeito nas majoritáriasUm levantamento do Poder360 com as pesquisas mais recentes registradas na Justiça Eleitoral aponta que sete governadores podem ser reeleitos já no 1º turno, marcado para 4 de outubro: Tarcísio de Freitas (Republicanos, SP), Jorginho Mello (PL, SC), Arthur Henrique (PL, RR), Eduardo Braide (PSD, MA), Eduardo Riedel (PP, MS), Dr. Furlan (PSD, AP) e Rafael Fonteles (PT, PI). Para vencer sem 2º turno, é preciso obter mais de 50% dos votos válidos, conforme a Constituição de 1988.Entre esses sete, aliados de Flávio Bolsonaro superam os de Lula por quatro a um: Arthur Henrique, Braide, Jorginho e Tarcísio mantêm alinhamento com o senador, e apenas Fonteles é aliado do presidente. O petista também tem a maior vantagem registrada, com 62,4% das intenções de voto no Piauí, em pesquisa AtlasIntel/Meio Norte divulgada em 3 de setembro. Em Alagoas, Bahia, Ceará e Pernambuco, dois candidatos disputam empatados tecnicamente e próximos dos 50%; o Poder360 avalia que, nesses estados, a polarização do eleitorado pode criar uma espécie de "2º turno antecipado". O quadro mudou em uma semana: em 2 de setembro, o site contava nove governadores com vantagem ampla, e Raquel Lyra e Eduardo Paes perderam a condição.Em 2022, 14 estados e o Distrito Federal elegeram governador no 1º turno. As pesquisas da rodada atual estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral; a de Alagoas, por exemplo, ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%, segundo a CNN Brasil. O 1º turno de 2026 está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Lula ataca Tarcísio em comício com Haddad, que vê "máfia" no Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), neste sábado (5), em ato de campanha ao lado de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo estadual, em São José do Rio Preto (SP). No mesmo palanque, Haddad associou Tarcísio ao escândalo do Banco Master e classificou a instituição como "uma máfia para se perpetuar no poder".Lula falou por cerca de 20 minutos, segundo a Folha de S.Paulo. Chamou Tarcísio de "um cara do Rio de Janeiro" e de "um tenente do Exército", e comparou a trajetória do governador, que foi ministro de Jair Bolsonaro, à do petista formado na USP e ex-prefeito da capital."É uma coisa tão abominável que venha um cara do Rio de Janeiro, um tenente do Exército, que não sabia sequer a escola que ia votar, e o povo de São Paulo preferir ele do que um companheiro formado na USP, um companheiro que foi prefeito da cidade, foi ministro da Fazenda, ministro da Educação", disse Lula.Em seguida, desafiou o público a citar uma obra do governador. "Eu desafio vocês lembrarem de alguma obra que esse homem fez em São Paulo. Duvido, duvido. Vocês não lembram? Não tem uma obra do governo passado e não tem obra agora", afirmou. Segundo a Folha, o presidente não fez referências diretas ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência, nem à crise institucional no STF (Supremo Tribunal Federal). Usou o tempo para listar feitos do governo federal e mobilizar a militância em torno de Haddad.Haddad mira o Banco MasterHaddad subiu ao palco em tom mais duro. Segundo a Folha, disse que o banco manteve negócios com três ex-ministros do governo Jair Bolsonaro (PL) e que o dinheiro do Master alcançou também o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência."Três ministros, o presidente do Banco Central, o candidato a governador de São Paulo e o candidato à Presidência da República, todo mundo pôs o dinheiro, pôs a mão no dinheiro do Master, e nós não chamamos isso pelo nome que tem? Isso é uma máfia. Quem montou o Banco Master nesse país é uma máfia para se perpetuar no poder", declarou Haddad.O Poder360 registra que Haddad afirmou que o banco "nasceu, cresceu e se desenvolveu" na gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, indicado por Bolsonaro, e citou os ex-ministros Ciro Nogueira, Flávia Arruda e Fábio Faria como receptores de recursos do fundador do Master, Daniel Vorcaro. "O Master e o Daniel Vorcaro, sem dúvida, corromperam muita gente", disse. O petista também atacou Flávio Bolsonaro: o presidente Lula "está competindo com um sujeito que se sabe pouco sobre ele e que tudo se sabe é ruim". Chamou o rival de "pulha" e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro "tentou dar um golpe para impedir a posse de Lula e de Alckmin".A acusação contra Tarcísio se apoia em uma proposta de delação premiada de Vorcaro rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, conforme a Folha. O ex-banqueiro afirmou ter doado R$ 3 milhões à campanha de 2022 do então candidato a governador, sem citar o nome de Tarcísio, para manter o contrato do Credcesta, cartão de crédito consignado do Master. O Poder360 registra o valor de R$ 5 milhões e informa que a transação teria sido operacionalizada por Gilberto Kassab (PSD). Tarcísio e Kassab negam irregularidades.O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Tarcísio disputa a reeleição ao governo de São Paulo. Haddad, ex-ministro da Fazenda de Lula, tenta o Palácio dos Bandeirantes. Lula disputa a reeleição presidencial contra Flávio Bolsonaro e outros adversários.

MRMarina Rocha
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Governo terá folga para ampliar gastos com pessoal em até R$ 8 bi em 2027

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projetou a folha de salários do Poder Executivo para 2027 em R$ 361,5 bilhões. O valor fica R$ 8 bilhões abaixo do teto permitido pelo arcabouço fiscal, a regra que limita a expansão dos gastos públicos. Segundo a Folha de S.Paulo, é um indicativo de que o gatilho restritivo da norma deixou folga para gastar mais com servidores, em vez de forçar aperto adicional nas contas.Os números foram apresentados na segunda-feira (31 de agosto), na proposta de Orçamento de 2027 enviada ao Congresso pelos ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Dario Durigan (Fazenda). O teto permite que a despesa com pessoal e encargos do Executivo suba de R$ 350,4 bilhões neste ano para até R$ 369,5 bilhões em 2027. O governo propôs R$ 361,5 bilhões, alta nominal de 3,2%. O cálculo desconsidera despesas com sentenças judiciais, informa a Folha. Os mesmos números constam do levantamento do Poder360 sobre o anexo de pessoal da proposta.Como o gatilho apertou o limiteO limite mais baixo decorre do gatilho fiscal. As contas federais registraram déficit primário de R$ 61,7 bilhões em 2025, e a legislação passou a limitar a 0,6% acima da inflação o crescimento real da folha do Executivo em 2027. Moretti defendeu a desaceleração quando as diretrizes orçamentárias chegaram ao Congresso, em abril:"Fizemos uma recomposição fundamental para o serviço público brasileiro. É natural que haja uma desaceleração da taxa de crescimento dessa despesa, e ela é garantida pelo ativamento desse gatilho previsto no projeto de lei."Em tese, o Executivo pode preencher os R$ 8 bilhões de espaço e ampliar a folha no ano que vem. A condição é reduzir os valores reservados a outras ações de custeio e investimentos. Um técnico do governo ouvido sob reserva pela Folha avaliou que não há hoje espaço dentro do limite global do arcabouço para gastar mais com pessoal sem cortes em outras áreas. Para ele, o gatilho serviu para "reduzir as pretensões" de aumentos salariais e contratações dos demais órgãos da Esplanada dos Ministérios.O que vem a seguirA proposta reserva R$ 9,1 bilhões em despesas primárias para reajustes e reestruturação de carreiras do Executivo em 2027, segundo o Poder360, e autoriza 34.211 provimentos de cargos civis, dos quais 19.438 ligados à educação. O valor cria espaço orçamentário, mas não garante aumento: a decisão caberá ao governo que assumir em 1º de janeiro de 2027. O Brasil elege presidente em outubro.Moretti disse à Folha que manter a despesa abaixo do teto gera economia nos anos seguintes, porque o novo limite será calculado a partir da despesa programada no Orçamento. "O efeito é maior do que eu estou dizendo", afirmou. O projeto estima R$ 2,83 trilhões em despesas primárias e superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões. A tramitação agora está no Congresso Nacional, que precisa aprová-lo até o fim do ano.

MRMarina Rocha
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AtlasIntel: Lula tem 51,6% no 1º turno no Ceará; Flávio Bolsonaro, 25,7%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 51,6% das intenções de voto no Ceará para o primeiro turno da eleição presidencial, contra 25,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aponta pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (4), a um mês do pleito. A vantagem do petista no estado é de 25,9 pontos percentuais.No cenário de segundo turno contra Flávio, Lula chega a 54,6%, contra 30,1% do senador fluminense, uma diferença de 24,5 pontos. Brancos, nulos e eleitores que não sabem responder somam 15,3%. O instituto testou ainda três embates alternativos, e o presidente permanece acima de 54% em todos: contra o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), 54,3% a 29,7%; contra o ex-governador Romeu Zema (Novo), 54,8% a 27,5%; e contra Renan Santos (Missão), 54,5% a 24,8%.Em terceiro lugar no estado, o escritor Augusto Cury (Avante) marca 12,3%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3,2%, Ronaldo Caiado (PSD), com 1,6%, e Romeu Zema (Novo), com 0,7%. Hertz Dias (PSTU) alcança 0,1%. Clariana Barão (DC), Samara Martins (UP) e o veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuam. Brancos e nulos somam 1%, e 3,7% dos entrevistados não sabem.Contraste com o quadro nacionalOs números cearenses divergem da disputa nacional. Na pesquisa Datafolha mais recente, Lula tem 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro, e os dois aparecem em empate técnico no segundo turno, ou seja, com diferença dentro da margem de erro. No Ceará, estado do Nordeste, a distância entre os dois chega a quase 26 pontos.Como foi feita a pesquisaA AtlasIntel ouviu 1.834 eleitores do Ceará entre 28 de agosto e 2 de setembro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07411/2026. Segundo o Poder360, o estudo custou R$ 55 mil e foi pago pela empresa Focus Comunicação e Mídia, daí a marca Atlas/Focus. A CNN Brasil, que também divulgou os números, informa que a pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto.O mesmo levantamento mostra quadro oposto na disputa pelo governo do Ceará. Ciro Gomes tem 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 45% do governador Elmano de Freitas, candidato à reeleição, segundo a CartaCapital. O UOL classificou a diferença como empate técnico nos dois turnos.O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro. Um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Quaest: corrupção e defesa da democracia pesam mais na escolha do eleitor

A pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6) mostra que o eleitor decide o voto para presidente, antes de tudo, pela ficha do candidato. Para 31% dos entrevistados, a característica mais importante é não estar envolvido com corrupção. Para 28%, o que pesa mais é ter compromisso com a democracia. O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo, e os dados foram divulgados pelo G1.Ser duro no combate à violência e ao crime vem em seguida, com 15%. Ter experiência política soma 9%, e ser religioso, 4%. As posições sobre o STF e o Congresso pesam pouco na urna: ser crítico ao STF foi citado por 2% dos entrevistados, e ser crítico ao Congresso, por 1%. Ser aliado do STF aparece com 0%.O que afasta o votoA ordem se repete quando a pergunta é o que faz o eleitor vetar um candidato. Estar envolvido com corrupção é impeditivo para 40%. Não ter compromisso com a democracia afasta 21%. Ser fraco no combate à violência e ao crime afasta 13%. Nenhum outro item passa de 5%.As prioridades mudam conforme a identificação política. Entre os eleitores de Lula, a característica mais citada é o compromisso com a democracia (29%). Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 41% colocam em primeiro lugar não ter ligações com casos de corrupção. No eleitorado que se declara independente, o não envolvimento com corrupção lidera com 33%, seguido da defesa da democracia, com 26%.O cenário da disputaA rodada da Quaest circula junto com os números do 1º turno divulgados pelo G1: Lula tem 37% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro, 29%, e o escritor Augusto Cury, 10%. Renan Santos aparece com 3%, e Ronaldo Caiado e Romeu Zema, com 1% cada.A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em todo o país, entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026. Os números chegam um mês antes do primeiro turno, marcado para o início de outubro.

MRMarina Rocha
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Senado aprova política de minerais críticos com até R$ 7 bilhões em incentivos

O Senado aprovou na quarta-feira (2) o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta (PL 2.780/2024) é do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), foi relatada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) e passou sem mudanças de mérito, com ajustes apenas de redação. Por isso, não volta à Câmara dos Deputados.O projeto prevê até R$ 7 bilhões em incentivos governamentais, segundo a Agência Senado. Segundo o G1, serão R$ 5 bilhões em créditos tributários para empresas do setor mineral e um fundo garantidor com recursos federais de até R$ 2 bilhões. O objetivo é evitar que o país seja apenas um grande exportador de matéria-prima e estimular o beneficiamento dos minerais dentro do Brasil.A lista de minerais cobertos inclui as terras raras, conjunto de 17 elementos usados em smartphones, drones e equipamentos eólicos, o lítio, presente em baterias de celulares e carros elétricos, e o nióbio, usado em ligas metálicas resistentes e na indústria aeroespacial. Segundo o G1, o Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China."Minerais críticos se tornam coluna mestra de outras cadeias produtivas, e sua quebra ou desabastecimento pode causar efeitos indesejados e significativos nos outros setores relevantes nacionais"explicou o relator, Eduardo Braga, durante o debate. A proposta estava na lista de prioridades legislativas definida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, junto com Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta.Regras para as empresasPelas novas regras, empresas de pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação deverão destinar, por seis anos, 0,2% da receita operacional bruta ao Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) e outros 0,3% a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Após esse período, a parcela obrigatória do fundo pode ser redirecionada às pesquisas, elevando o total a 0,5%. O texto também inclui a prospecção e a pesquisa mineral entre os projetos que podem emitir debêntures incentivadas, títulos já usados por setores como energia, transporte e saneamento."Hoje, pesquisa e tecnologia, principalmente pensando em aplicação, são um investimento de risco. Elas precisam desse apoio para que elas consigam desenvolver a tecnologia", afirmou André Pimenta, coordenador do Laboratório de Terras Raras da FIEMG, ao Jornal Nacional.Controle estatal e reação do setorO projeto cria ainda um conselho nacional encarregado de aprovar fusões, aquisições, entrada de capital estrangeiro e outros movimentos de mercado. A maior parte dos integrantes será do governo federal, o que preocupa representantes das mineradoras, que temem mudanças de rumo em projetos de longo prazo, segundo o G1."É muito importante nós, como país, encontrarmos o equilíbrio que significa como a gente garante segurança para as pessoas, segurança para o país, mas garante também a continuidade desses fluxos de financiamento, que continuam sendo o grande desafio do setor"disse Pablo Cesário, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O senador Marcos Pontes (PL-SP) elogiou a aprovação: "Vai ajudar muitos setores e principalmente gerar nota fiscal, emprego, renda e desenvolvimento".O próximo passo é a decisão da Presidência da República. Lula pode sancionar o texto, total ou parcialmente, ou vetá-lo. Segundo a Agência Senado, os fundos privados de pesquisa previstos na lei ainda dependem de regulamento.

MRMarina Rocha
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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido de apurar atos que o citam

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos do caso Banco Master em que é citado. A entidade, que representa mais de 2.300 delegados da Polícia Federal, segundo a Folha de S.Paulo, divulgou nota em que também pede o arquivamento da apuração aberta pela PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a conduta da corporação.A apuração foi comunicada por Gonet ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, na noite de sexta-feira (4). O procedimento apura possível ordem ou interferência externa na elaboração do relatório da PF que apontou a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento foi encomendado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso, e cita nominalmente o próprio procurador-geral.O que a ADPF pede"A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF; e que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas"O argumento jurídico vem do Código de Processo Penal. "O art. 258 do Código de Processo Penal estende aos órgãos do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição dos juízes, pela mesma razão que veda a alguém decidir em causa própria", afirma a nota.Sobre os delegados que redigiram o relatório, a associação diz que eles cumpriram ordem judicial "nos estritos limites nela fixados", sem margem para juízo próprio de conveniência. O controle externo da atividade policial, sustenta a ADPF, "não é poder disciplinar sobre delegados e agentes e não é instância de revisão de decisões judiciais". A entidade afirma que a abertura do procedimento tem efeito objetivo intimidatório sobre os investigadores, "independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula".A defesa da PGRA Procuradoria-Geral alegou que não foi comunicada sobre a determinação de Mendonça. "A decisão proferida nos autos da Petição n. 15.556/DF foi ocultada do Ministério Público, que foi assim impedido de realizar o necessário controle externo da atividade policial", afirmou a PGR, segundo o G1. A corporação terá de esclarecer "quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo".Gonet escreveu a Fachin que determinou a instauração do Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial e que o resultado será noticiado à Corte "em tempo adequado". O procurador-geral já havia afirmado que a investigação é nula e não poderia ter sido feita sem pedido do Ministério Público ou da própria PF, de acordo com o G1.O processo saiu da relatoria de Mendonça e está sob o comando de Fachin, que havia pedido informações ao procurador-geral. Na decisão de terça-feira (1º), que retirou o sigilo do relatório, Mendonça sugeriu que os elementos fossem avaliados pelo plenário do STF. O pedido da ADPF aguarda agora a decisão de Gonet sobre o próprio impedimento.

MRMarina Rocha
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TSE autoriza pronunciamento de Lula no 7 de Setembro; tema será soberania

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou nesta sexta-feira (4) a veiculação em cadeia nacional de rádio e televisão de um pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alusivo ao 7 de Setembro, Dia da Independência. A mensagem vai ao ar no domingo (6) e dura 3 minutos e 43 segundos. A decisão chega em ano eleitoral, com Lula candidato à reeleição.Segundo o G1, Nunes Marques classificou a divulgação como "de interesse público". "Na medida em que a data integra o calendário oficial brasileiro e possui significado histórico e institucional autônomo em relação às funções de governo e, especialmente, às atribuições institucionais de Chefia de Estado", escreveu o ministro. O pedido partiu da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), que descreveu o pronunciamento como mensagem de "caráter cívico, histórico e institucional" sobre a Independência, a unidade do País e valores permanentes do Estado brasileiro. O Poder360 informa que a Advocacia-Geral da União emitiu parecer favorável à veiculação.O conteúdo da mensagemO texto foi gravado no Palácio da Alvorada e consta da decisão do TSE. Nele, o presidente defende a soberania e faz críticas indiretas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, segundo o G1. "Precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras", diz Lula na mensagem. "Não somos, e não seremos colônia de ninguém.""Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros. Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que seu povo precisa para conquistar a própria independência", afirma o texto.Havia preocupação com uma eventual recusa por causa do ano eleitoral, relata o Poder360. A soberania tem sido o mote do governo em 2026, ano de atritos com os Estados Unidos. Lula citou como prioridades a defesa nacional, a exploração de terras-raras e o ensino em tempo integral.Na segunda-feira (7), o presidente estará em Brasília para o desfile cívico-militar do Dia da Independência. Entre os convidados estão ministros de Estado e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

MRMarina Rocha
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Fachin sinaliza a Lula que levará casos de Moraes e Mendonça ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a intenção de dar andamento às acusações trocadas entre ministros nos últimos dias e levar os casos da crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça ao plenário da corte. A conversa ocorreu na sexta-feira (4), no Palácio do Planalto, segundo a Folha de S.Paulo.O chefe do Judiciário demonstrou insatisfação com os meios escolhidos pelos colegas para seguir com as medidas de cada lado, relatou a Folha. Fachin disse a Lula e aos presentes que os assuntos são muito sérios e precisam ser tratados com o critério devido. Ele afirmou que não pretende deixar de apreciar nenhum dos temas levados a ele e que tomará o tempo necessário.O encontro no PlanaltoParticiparam da conversa, além de Fachin e Lula, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O grupo se reuniu antes de uma cerimônia de sanção de projetos relacionados ao Judiciário.Um interlocutor a par do diálogo relatou à Folha um clima difícil, no início, entre Fachin e Gonet. O procurador-geral já pediu a anulação do relatório da Polícia Federal que incluiu o nome de Moraes no caso Master; Fachin, por sua vez, tem dito que ainda precisa de informações sobre as circunstâncias e os dados levantados. A crise no tribunal começou na terça-feira (1º), quando Mendonça determinou a retirada do sigilo de relatórios da PF que citavam Moraes, Gonet e o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Dias depois, Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação sobre a atuação do colega.Discursos na solenidadeNa cerimônia, Fachin declarou, sem citar nomes, que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa", de acordo com o Poder360. "Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", afirmou o ministro. Lula também discursou, criticou quem usa o cargo em benefício pessoal, sem citar Moraes, e prometeu: "Tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda no sistema Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça".O próximo passo é o plenário. Fachin se mostrou disposto a esclarecer as condutas e a marcar o debate final sobre a crise em sessão plenária do STF, segundo a Folha. Não há data definida. Lula, na conversa privada, defendeu que as respostas sejam dadas e que não deixem dúvidas à sociedade.

MRMarina Rocha
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Defesa terá 6º maior orçamento em 2027: R$ 148 bilhões para Gripen e submarino

O Ministério da Defesa terá o sexto maior orçamento do governo federal em 2027. A previsão está no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) encaminhado nesta semana ao Congresso Nacional, que reserva cerca de R$ 148 bilhões para a pasta. O tema foi citado repetidamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um contexto de tensões internacionais e de atritos com os Estados Unidos, segundo o G1. A reportagem é ilustrada com imagens de um exercício militar de proteção da Amazônia, em Boa Vista (RR).Do total previsto, R$ 108 bilhões vão para pessoal e encargos sociais, incluindo militares da ativa, inativos e pensionistas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Outros R$ 21,7 bilhões são despesas correntes, e R$ 12,7 bilhões ficam para investimentos, cerca de 8,6% do orçamento da pasta. Segundo o G1, os recursos da Defesa superam, somadas, as dotações de 17 ministérios, entre eles Justiça e Segurança Pública (R$ 27,5 bilhões), Transportes (R$ 19,4 bilhões) e Ciência e Tecnologia (R$ 15,9 bilhões). Dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), registram 365 mil militares ativos, 268 mil pensionistas e 91 mil militares reformados no país.Lula tem defendido gastos maiores com defesa nos últimos meses. Em junho, afirmou que ampliaria as verbas porque "está cheio de maluco no mundo" e disse não querer guerra, mas também não querer "ser pego de surpresa". Em julho, declarou que as Forças Armadas precisam estar "preparadas" e citou o interesse de Estados Unidos, Rússia e China em terras raras e minerais críticos. O G1 relaciona o tema à guerra no Oriente Médio e à decisão americana de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.Em agosto, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, avaliou que o Brasil não teria condições de enfrentar militarmente os Estados Unidos em um eventual cenário de invasão."Abrir o portão, porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão", disse Múcio, em evento, arrancando risadas dos presentes.Para onde vai o dinheiroNo orçamento de investimentos, o novo PAC prevê R$ 10,2 bilhões para 16 projetos da Defesa em 2027. A maior dotação individual é do projeto FX-2, dos caças Gripen: R$ 2,89 bilhões para aeronaves, armamentos, suporte e componentes associados, no contrato com a fabricante sueca Saab, conforme a Revista Fórum. Vêm ainda R$ 571,8 milhões para o cargueiro KC-390, da Embraer, com mais uma aeronave prevista para 2027, e R$ 337,6 milhões para modernizar os A-29 Super Tucano.Na Marinha, o programa nuclear recebe R$ 1,4 bilhão, incluindo o Labgene, em Iperó (SP), protótipo em terra da planta de propulsão do futuro submarino nuclear brasileiro. O submarino em si tem cerca de R$ 400 milhões orçados (R$ 388,8 milhões na proposta). Até maio deste ano, o programa já consumia R$ 5,8 bilhões de um total de R$ 22,6 bilhões, com término previsto para 2037. As fragatas Classe Tamandaré terão R$ 900 milhões para a construção de quatro navios.No Exército, destacam-se R$ 1,02 bilhão para o programa Forças Blindadas, com 116 viaturas previstas para 2027, e R$ 671,4 milhões para o sistema ASTROS-FOGOS, de foguetes e mísseis. O projeto MICLA, de mísseis de longo alcance, recebe R$ 11 milhões. O Sisfron, de monitoramento de fronteiras, terá R$ 467 milhões, e a aviação do Exército com drones, R$ 520 milhões.O próximo passo é no Congresso Nacional. A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização definirá a relatoria da LOA 2027, e o texto precisa ser aprovado pelas duas Casas para que o orçamento entre em vigor em 1º de janeiro de 2027.

MRMarina Rocha
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Telefone atribuído a Moraes no relatório da PF é o mesmo apontado pela CPMI, diz BBC

O número de telefone que a Polícia Federal atribui ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no relatório que registra conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, é o mesmo que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS localizou em março. A constatação é da BBC News Brasil, publicada nesta sexta-feira (4).Em verificação independente, a BBC consultou a plataforma OSINT Industries, que cruza dados públicos, e o número apareceu associado a contas digitais identificadas com o nome de Moraes e a perfis aparentemente ligados à sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e a uma das filhas do casal. No aparelho de Vorcaro, o contato está salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA", "STF TSE NOVO" e "Eu STF". Segundo a PF, esses contatos foram repassados ao banqueiro pelo ex-ministro Fábio Faria, do governo Jair Bolsonaro, em conversa no WhatsApp em dezembro de 2023.O relatório foi tornado público na terça-feira (1º) por decisão do ministro André Mendonça, do STF. A polícia não afirma ter confirmado com a operadora que a linha era usada pelo ministro. Apenas o celular de Vorcaro foi apreendido, e a investigação recuperou somente as mensagens enviadas por ele. Os diálogos mostram o banqueiro cobrando atenção especial aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane. O documento indica ainda que Vorcaro teria tratado com esse contato de informações sobre a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias no banco, e de medidas que poderiam afetar sua prisão preventiva.A trilha da CPMIA CPMI do INSS chegou ao número ao apurar fraudes no pagamento de aposentadorias e pensões. O Banco Master atuava no crédito consignado a beneficiários da Previdência, e a comissão quebrou o sigilo telemático de Vorcaro. Entre os dados dele estavam os registros associados ao nome de Moraes. Em 19 de março, o senador que presidia a comissão, Carlos Viana (PSD-MG), anunciou a resposta obtida pelo Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel): "Em resposta formal obtida via Sittel, foi informado que o referido número está vinculado ao Supremo Tribunal Federal."A corte já havia se manifestado antes. Em 6 de março, a pedido do gabinete de Moraes, a Secretaria de Comunicação do STF divulgou nota afirmando que uma análise técnica constatou que as mensagens enviadas por Vorcaro "não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos". Segundo o site SBT News, que teve acesso ao documento do Sittel, a linha foi ativada em 22 de fevereiro de 2017, o dia em que o Senado aprovou a nomeação de Moraes para o tribunal.Viana cobra agora nova explicação da corte sobre a titularidade da linha. "Agora, diante das novas informações reveladas pela Polícia Federal e das verificações independentes relatadas pela BBC News Brasil, essa pergunta se tornou ainda mais importante", afirmou o senador, em nota à BBC. Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República informou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que abriu procedimento de controle externo sobre a conduta da PF na produção do relatório. Mendonça já sugeriu que os elementos sejam avaliados pelo plenário da Corte.

MRMarina Rocha
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Grupo do STF quer Mendonça afastado dos casos Master e INSS durante apuração

A ala do STF (Supremo Tribunal Federal) que apoia o ministro Alexandre de Moraes defende que o presidente da corte, Edson Fachin, afaste temporariamente o ministro André Mendonça da condução das investigações sobre o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A informação é da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (4).O argumento do grupo é institucional. Para essa ala, enquanto houver qualquer tipo de dúvida sobre os métodos de Mendonça à frente dos dois casos, classificados por Moraes como abuso de autoridade, o ministro não pode seguir autorizando medidas judiciais e acessando provas das investigações.Pessoas próximas a Mendonça rebatem. Elas defendem a integridade das apurações e dos atos do ministro e afirmam, segundo a Folha, que o fim do inquérito das fake news, do qual Moraes é relator, também deve entrar na mesa como forma de solucionar as tensões entre as duas alas da corte.Como a crise começouO pedido é desdobramento do embate aberto na quinta-feira (3), quando Moraes requereu a Fachin a investigação de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. No documento, segundo o G1, Moraes escreveu que Mendonça "usurpou as autoridades policiais" da direção das investigações, conduziu irregularmente tratativas de eventual delação e direcionou, por "motivos pessoais e políticos", a apuração de determinados alvos, entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Para Moraes, o relatório da Polícia Federal indica medidas tomadas pelo colega "com flagrante perda de imparcialidade".O requerimento entrou no bojo do inquérito das fake news dois dias depois de Mendonça retirar, na terça-feira (1), o sigilo do relatório da Polícia Federal que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.Fachin começou a responder na sexta-feira (4). Ele retirou o pedido do âmbito do inquérito das fake news, transferiu o caso para a Presidência da Corte e deu cinco dias para a PGR (Procuradoria-Geral da República) e para Mendonça se manifestarem, informa o G1. Segundo a Folha, o presidente também abriu a instrução do processo que analisará a admissibilidade do pedido, e a regularidade do próprio ato de Moraes será examinada. Na noite de quinta, Fachin já havia determinado que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações sobre o relatório que aponta elo entre Moraes e Vorcaro.Em declaração pública, Fachin afirmou que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa" e disse que os "acontecimentos recentes" demonstram o acerto das metas de sua gestão, entre elas o encerramento do inquérito das fake news e a adoção de um código de ética. Encerradas as manifestações, cabe ao presidente do STF decidir se o pedido de investigação contra Mendonça é admitido.

MRMarina Rocha
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Lula diz a Trump que Brasil não aceita "ingerência de ninguém" nas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4) ter dito ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não aceita "ingerência de ninguém" nas eleições. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), a um mês do primeiro turno da eleição presidencial de outubro.Questionado se via possibilidade de interferência americana no processo eleitoral deste ano, o presidente respondeu:"Se tiver, vai perder. Eu disse para o Trump isso. Seguinte, nós não aceitamos ingerência de ninguém nas eleições. E se entrar, vai perder. Se tiver, vai perder", disse Lula.A ligação de 1h20Lula e Trump conversaram por telefone no fim de agosto. A ligação durou 1h20 e ocorreu após um pedido do presidente brasileiro, segundo o G1. O Palácio do Planalto descreveu o diálogo como de tom "amistoso e cordial". Na ocasião, Trump perguntou sobre as eleições de outubro, e Lula classificou de "infundadas" as justificativas americanas para as tarifas recentemente impostas a produtos brasileiros.Segundo fontes da diplomacia brasileira ouvidas pelo G1, Lula respondeu ao americano que o processo eleitoral brasileiro corre bem e de forma confiável. A abordagem foi considerada casual e não representou cobrança de explicações ao Brasil. Trump não levantou questionamentos sobre o sistema eleitoral nem sobre as urnas eletrônicas. Auxiliares presentes à conversa disseram à agência Reuters que o tema eleitoral passou apenas de passagem.Tarifaço e retomada das negociaçõesOs Estados Unidos anunciaram recentemente duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros vendidos no mercado americano: de 25%, com base no entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais contra empresários americanos em seis setores, como Pix, desmatamento, propriedade intelectual e etanol, e de 12,5%, aplicada a dezenas de países, incluindo o Brasil, sob a alegação de falha em coibir importações ligadas ao trabalho forzado. Em reação, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando tratamento discriminatório.Após a ligação entre os presidentes, os dois países retomaram as negociações. Os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) reuniram-se por vídeo na segunda-feira (31) com o representante comercial americano, Jamieson Greer. Em nota conjunta, as pastas afirmaram que o Brasil não concorda com o "tratamento discriminatório" e "injusto" aplicado aos seus produtos e que segue "aberto" ao diálogo.Na entrevista desta sexta, Lula disse ter boa relação com Trump e minimizou o efeito da taxação. "Se EUA não quiserem comprar da gente, vou ficar chorando, resmungando? Não, vou procurar quem quer comprar", afirmou. Segundo o presidente, a taxação derrubou o comércio bilateral, mas as exportações brasileiras cresceram em 17 países, mais de 10% em todos os países que ele visitou. "Nós precisamos ser muito respeitado, minha relação com Trump é boa", completou.O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro. Nas tratativas comerciais, o governo americano disse estar "à disposição" para conversar, mas não indicou se as tarifas serão revertidas. Diplomatas brasileiros dizem, nos bastidores, que não esperam reversão do tarifaço por decisão da OMC, mas avaliam que a medida fixa a posição do Brasil diante da comunidade internacional.

MRMarina Rocha
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Fachin consulta ministros do STF sobre assumir relatoria do caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, começou a consultar os colegas da Corte sobre assumir pessoalmente a relatoria do caso Master, hoje sob o ministro André Mendonça. A informação é do Valor Econômico, que ouviu integrantes do tribunal que confirmaram a movimentação do presidente.São dois caminhos em estudo, segundo o Valor. No primeiro, Fachin assumiria a relatoria completa do inquérito sobre as fraudes do Banco Master. A mudança depende de aval do plenário, porque o Regimento Interno não autoriza o presidente do STF a avocar processos com relator definido. No segundo, Fachin ficaria, em procedimento separado, apenas com a parte da investigação que cita o ministro Alexandre de Moraes e outros quatro ministros em relatórios da Polícia Federal (PF).Um segundo acordo de cavalheirosSe a saída se confirmar, será a segunda troca de relator no inquérito do Master. O primeiro relator, definido por sorteio, era o ministro Dias Toffoli. Ele renunciou em fevereiro, depois da revelação de que a família dele vendeu cotas do resort Tayayá, no Paraná, a um fundo ligado ao Master. A renúncia resultou de um acordo interno entre todos os integrantes da Corte. Em nota, a presidência do STF informou que, "considerados os altos interesses institucionais", o processo seria redistribuído, e novo sorteio deu o caso a Mendonça.Para Fachin se tornar relator, Mendonça também teria de renunciar, e o plenário teria de avalizar a decisão. Por isso, segundo o Valor, busca-se um novo "acordo de cavalheiros" para resolver o impasse.Crise com prazos em cursoA consulta acontece no auge do confronto entre Moraes e Mendonça. Na terça-feira, Mendonça levantou o sigilo de um relatório da PF com mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro, entre elas uma em que o ex-banqueiro pergunta se era hora de deixar o país. Na quinta (3), Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Na sexta (4), Fachin retirou o pedido dos autos do inquérito das fake news, do qual Moraes é relator, para tramitar em procedimento separado sob a Presidência da Corte.Segundo a Folha de S.Paulo, a ala do tribunal que apoia Moraes defende que Fachin tire temporariamente Mendonça das investigações sobre o Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Pessoas próximas a Mendonça defendem a integridade das apurações e dos atos do ministro. Fachin afirmou na sexta que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa". Em discurso no Planalto, citado pelo G1, disse que "os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça".Os próximos passos têm prazo definido. Fachin deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de investigação contra Moraes e, sucessivamente, mais cinco dias para Mendonça. Procurado pela assessoria de imprensa, o presidente do STF não retornou ao Valor.

MRMarina Rocha
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Sob pressão, Alcolumbre sinaliza a senadores impeachment cruzado de Moraes e Mendonça

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez circular entre colegas do Congresso Nacional um plano de impeachment cruzado. Segundo a coluna de Ana Flor no G1, ele autorizará a abertura de processo contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também contra André Mendonça, se a pressão por um processo contra um único ministro se tornar insustentável.O sinal, de acordo com o G1, baixou a temperatura no Senado ao longo dos últimos dias. O plano ganhou peso depois da decisão de Moraes, na noite de quinta-feira (3), de pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, a investigação de Mendonça. No texto, produzido no inquérito das fake news, Moraes citou indícios de crime de responsabilidade de Mendonça e registrou que o próprio Alcolumbre havia sido investigado. No G1, esses pontos foram lidos como senha para a atuação de Alcolumbre no Senado.Nesta sexta-feira (4), Fachin retirou o pedido de Moraes do âmbito do inquérito das fake news. Ele determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem em até cinco dias sobre o pedido e transferiu os casos para a Presidência da Corte. Os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passam a ser conduzidos por Fachin.Acusações entre ministrosNo pedido, Moraes afirma que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais na direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por "motivos pessoais e políticos", a apuração de determinados alvos, entre eles o próprio Moraes e Alcolumbre. Para Moraes, o relatório da Polícia Federal (PF) indica medidas tomadas por Mendonça "com flagrante perda de imparcialidade". O confronto veio à tona na terça-feira (1), quando Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF, feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.Reação e próximos passosO candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu em campanha em São Carlos, no interior de São Paulo. Segundo a Folha de S.Paulo, ele afirmou que Alcolumbre não tem interesse no impeachment de Moraes e que o Senado não apreciou nenhum dos 54 pedidos apresentados contra o ministro."Preferiu proteger um amigo do que a instituição. Está perdendo uma grande oportunidade de resgatar a credibilidade do Senado e devolver o Supremo ao povo. Estão preocupados com a sua autoproteção."A PGR e Mendonça têm cinco dias para responder ao pedido de Moraes. Fachin já abriu a instrução que analisará a admissibilidade da investigação de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, e também examinará a regularidade do próprio ato de Moraes, segundo a Folha. O presidente do STF afirmou que a resposta à crise será "firme, proporcional e rigorosa".

MRMarina Rocha
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Lula sanciona lei que cria o Fundo do Sistema de Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (4) a lei que cria o Fundo do Sistema de Justiça. A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, e teve a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Luis Felipe Salomão, segundo o G1 e o próprio STJ.Na prática, o fundo funcionará como uma conta que reúne recursos arrecadados pelas instituições do sistema de Justiça, entre eles os valores pagos em custas judiciais e as taxas cobradas em processos. Segundo o G1, o dinheiro será usado para financiar ações de ampliação do acesso da população à Justiça, como mutirões e programas de Justiça itinerante, que levam atendimento a regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços judiciais. Também poderá custear melhorias de infraestrutura e de funcionamento dos órgãos do sistema.Outra meta é fortalecer em especial a Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela assistência jurídica gratuita a quem não tem condições de pagar por um advogado. O saldo do fundo será reajustado todos os anos com base na Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional em agosto.Cerimônia em meio à crise no STFSegundo o STJ, a nova lei também atualiza as regras de custas da Justiça Federal e do próprio tribunal, modelo vigente há mais de duas décadas. No evento, Fachin destacou o diálogo entre as instituições e afirmou que a destinação de recursos ao sistema de Justiça contribuirá para ampliar a eficiência do Judiciário e melhorar o atendimento à população. Em seguida, comentou a crise envolvendo o Supremo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal nas investigações ligadas ao Banco Master. Ele afirmou que os fatos estão sendo apurados e que as instituições precisam ser preservadas, especialmente em momentos de maior tensão."O que é certo será feito, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor ao Estado Democrático de Direito"Fachin também disse que a gravidade dos fatos não autoriza atalhos e prometeu uma resposta institucional firme, proporcional e rigorosa. Nos últimos dias, ele assumiu a condução dos procedimentos relacionados aos pedidos apresentados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, decisões que seguem pendentes. A sanção acontece a cerca de um mês da eleição presidencial, na qual Lula concorre à reeleição, segundo o G1.

MRMarina Rocha
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Fachin defende fim do inquérito das fake news e código de ética no STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (4) o fim do inquérito das fake news e a aprovação do seu código de ética como resposta à crise que atravessa a Corte. A declaração foi dada em discurso no Palácio do Planalto, em evento sobre fundos destinados ao sistema de Justiça, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.Segundo a Folha de S.Paulo, Fachin afirmou que não haverá "precipitação, tampouco omissão" e prometeu uma resposta institucional "firme, proporcional e rigorosa". Ao G1, o ministro declarou que "a gravidade dos fatos não autoriza atalhos"."Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", disse Fachin.O inquérito das fake news foi aberto pelo STF em 2019 para apurar notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, ameaças e outros ataques contra o tribunal, seus ministros e familiares. Está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes há sete anos, segundo o G1.O embate que originou a criseA fala veio depois de o ministro André Mendonça, relator dos casos do Banco Master e do INSS na Corte, retirar o sigilo de um relatório da PF que expõe mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra o colega, citando indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade, com "quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos". O pedido se baseou em um relatório de inteligência da PF que, segundo a própria ressalva do documento, não pode ser usado como prova.Na manhã desta sexta, Fachin retirou do inquérito das fake news o pedido de Moraes contra Mendonça. Os dois procedimentos que envolvem ministros da Corte passaram a tramitar na Presidência do STF, e caberá a Fachin definir o rito e decidir se os casos irão ao plenário, segundo o G1. A PGR e Mendonça têm cinco dias para se manifestar sobre o pedido, de acordo com a InfoMoney.Os próximos passos estão com o presidente da Corte: definir o trâmite dos dois procedimentos, decidir sobre o envio ao plenário e aprovar, junto aos demais ministros, a proposta de código de ética que apresentou.

MRMarina Rocha
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Lula avalia indicar Ricardo Couto ao STF no lugar de Jorge Messias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar o governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, ao STF (Supremo Tribunal Federal). A vaga estava reservada ao ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. A informação foi publicada pela CNN Brasil na quinta-feira (3) e confirmada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (4).Segundo a Folha, apoiadores da troca veem na escolha de Couto "uma demonstração de respeito institucional". O presidente abriria mão de nomear Messias, um aliado leal, em favor da pacificação do Judiciário. Petistas lembram que o governador fluminense não integra o círculo de amizades de Lula.Nome voltou à mesa com a crise no tribunalO nome de Couto vinha sendo cogitado há cerca de dois meses, dizem auxiliares do presidente ouvidos pela Folha, e voltou à mesa após a eclosão de novo confronto entre ministros. A ideia chegou também à cúpula da campanha pela reeleição e foi bem vista, segundo a CNN Brasil. O STF atravessa um embate público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, ligado ao caso do Banco Master. Para a coluna de Caio Junqueira, na CNN Brasil, a indicação ajudaria a "distanciar Lula do desgaste na Corte provocado pela exposição das relações de Alexandre de Moraes e de Daniel Vorcaro", empresário investigado no caso.Couto presidia o Tribunal de Justiça do Rio e assumiu o governo do estado por ser o terceiro na linha sucessória, depois que o governador, o vice e o presidente da Assembleia Legislativa perderam os cargos sob suspeita de corrupção. A gestão é marcada pela substituição de servidores com ligações suspeitas ao crime organizado, descreve a CNN Brasil. Lula tem elogiado publicamente o trabalho do desembargador, registra a Folha.Cálculo eleitoralA escolha pode render capital político ao presidente. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país, lembra a Folha. Depois de quatro meses de governo, 47% dos eleitores fluminenses aprovam o trabalho do interino e 31% o reprovam, segundo o Datafolha. As pesquisas internas da campanha petista apontam aprovação superior a 80%, segundo a CNN Brasil, que reporta ainda que a indicação antes das eleições de outubro associaria Lula ao governador. No segundo turno da disputa presidencial, Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados nas pesquisas. Na eleição fluminense, o candidato apoiado pelo presidente, Eduardo Paes (PSD), vê o bolsonarista Douglas Ruas (PL) crescer.A Folha reporta ainda que aliados do presidente defendem a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, uma das autoridades cobradas a explicar a crise. Segundo o Metrópoles, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu respostas de Moraes, de Mendonça, de Andrei e da PGR. Nada está decidido: o Planalto não confirmou a indicação e todo nome ao STF depende de sabatina e votação no Senado.

MRMarina Rocha
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Congresso aprova financiamento do Redata com jabuti que facilita emendas a 5 mil cidades

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) o PLC 74/2026, projeto que destrava o financiamento do Redata, o programa de incentivos fiscais para data centers. A Câmara e o Senado aprovaram o texto no mesmo dia. Na Câmara, foram 364 votos favoráveis, 46 contrários e três abstenções, segundo o G1. O projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Dentro do texto está um dispositivo do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), descrito como "jabuti" pelo G1. Ele dispensa municípios de até 65 mil habitantes de duas exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal para receber emendas parlamentares: estar em dia com as obrigações financeiras junto à União e prestar contas de recursos federais recebidos em anos anteriores. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a mudança alcança mais de cinco mil cidades, cerca de 90% dos 5.569 municípios do país."Aqueles municípios que são os menores do país, em todos os recantos, de Sul a Norte, de Norte a Nordeste, devem ter tratamento especial, porque cada vez mais eles querem aperfeiçoar, buscar capacidade técnica, para cumprir esse tipo de exigência, que, às vezes, os leva, por falta de adimplência, em motivos simples, a não estarem aptos a receber alguns recursos", disse Bulhões em plenário.O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a mudança. Para ele, o dispositivo retira da lei a exigência de responsabilidade fiscal, segundo o G1. Não é o primeiro avanco do Congresso no tema: a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 já previa a dispensa para cidades pequenas. Lula vetou o trecho, e os parlamentares derrubaram o veto.O que é o RedataO Redata, Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, foi aprovado pelo Congresso na terça-feira (1º), segundo o Poder360. O Orçamento de 2026 reserva R$ 5,2 bilhões em isenções de tributos federais para o programa. O PLC aprovado nesta quinta inclui o Redata entre as exceções às regras fiscais da lei complementar 229/2026. Sem essa brecha, a sanção do programa ficaria comprometida, segundo o Poder360. O G1 informa que o texto dispensa o regime do teto de 2% do PIB para benefícios fiscais.O projeto é de autoria do ex-deputado José Guimarães (PT-CE), atual ministro das Relações Institucionais. O relator incluiu ainda outras medidas no pacote, como o programa federal de apoio a pessoas com câncer e com deficiência e a isenção de IRPJ e CSLL para resseguradoras com sede no Brasil, informa o Poder360. O próximo passo está no Planalto: Lula pode sancionar o texto integralmente, vetar trechos ou vetar o projeto por completo.

MRMarina Rocha
Politics

Moraes usou documento da PF sem valor probatório contra Mendonça, aponta Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), usou um documento interno da PF (Polícia Federal) que a própria corporação classifica como "sem valor probatório" para pedir a investigação do colega André Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. A revelação é da Folha de S.Paulo, em reportagem de José Marques publicada nesta sexta-feira (4).O relatório não é assinado por nenhum delegado. Trata-se de "análise de cenário" sobre suspeitas de "possível avanço sobre competência do plenário e sobre prerrogativa de membro do Ministério Público". O próprio texto define seus limites de uso."As informações presentes nele não se prestam a instruir procedimento de qualquer natureza, a fundamentar representação, a subsidiar peça de defesa ou a ser citado como fonte em documento externo."Graus de confiançaSegundo a Folha, a PF atribui grau de confiança "baixo" ou "moderado" a boa parte das informações do material. Na decisão, Moraes cita os trechos sem fazer essa discriminação. Um deles sustenta a hipótese de que Mendonça estaria direcionando as investigações contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)."Avalia-se que Davi Alcolumbre constitui provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal."O relatório apócrifo levanta ainda a hipótese de que os movimentos de Mendonça "integrem estratégia mais ampla do relator, com a intenção de ampliar seu poder no Supremo Tribunal Federal, a fim de aumentar as chances de fazer prosperar as visões de mundo do grupo político do qual faz parte". Logo em seguida, o próprio texto registra o grau de confiabilidade dessa avaliação."Grau de confiança: BAIXA. Juízo integralmente inferencial, sobre estado mental e intenção estratégica, construído a partir de indicadores em sua maioria reportados. Confiança baixa não significa descarte: significa que a hipótese permanece aberta e sob observação, e que qualquer uso externo seria prematuro."O G1 teve acesso ao mesmo material e confirma a ressalva da PF: trata-se de um relatório de inteligência de difusão restrita, sem caráter decisório e sem valor probatório. Segundo o portal, em despacho publicado na quinta-feira (3), Moraes afirmou que a PF identificou o direcionamento de investigações por Mendonça contra Alcolumbre. Os relatórios também apontam assimetria no tratamento dado pelo ministro a políticos no caso Master, com padrões distintos de exigência probatória nos casos dos senadores Weverton Rocha (PDT-MA) e Ciro Nogueira (PP-PI).O pedido está com FachinMoraes endereçou o pedido ao ministro Edson Fachin, que conduz a crise entre os dois ministros na Corte. Fachin abriu prazo de cinco dias para Moraes, Mendonça, a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF prestarem explicações sobre o confronto. A decisão sobre a investigação de Mendonça depende agora dele.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

PT aciona Conselho de Ética do Senado contra Flávio Bolsonaro pelo caso Dark Horse

O PT protocolou na quarta-feira (2.set.2026) representação no Conselho de Ética do Senado contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O partido pede a perda do mandato do senador por quebra de decoro parlamentar. A ação tem como base o caso Dark Horse, o filme que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro e cujo financiamento, segundo a legenda, expõe contradições nas declarações do parlamentar. Flávio é candidato do PL à Presidência na eleição de outubro.O pedido foi assinado pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE). Segundo o Poder360, a revista Piauí publicou nesta semana que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, fez repasses ao projeto em valor superior ao admitido pelo senador.Os números do financiamentoFlávio negociou com Vorcaro um financiamento de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para o filme, segundo o Congresso em Foco. Documentos já divulgados indicavam ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, pagos entre fevereiro e maio de 2025. O relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) registra, porém, uma transferência de US$ 1,6 milhão em 16 de setembro de 2025 ao fundo americano Havengate Development, que financiou o filme. O repasse ocorreu oito dias depois de o senador cobrar de Vorcaro pagamentos atrasados. Com o novo valor, os aportes conhecidos somam US$ 12,3 milhões, ou cerca de R$ 65 milhões, conforme o Poder360.Depois que áudios em que pede dinheiro a Vorcaro vieram a público, Flávio afirmou em entrevista que o último repasse ocorrera em maio de 2025. O registro do Coaf aponta pagamento em setembro daquele ano, quatro meses depois. Questionado nesta semana sobre o novo repasse, o senador direcionou as explicações à produtora do filme. Ele nega vantagem pessoal e contrapartidas a Vorcaro, e diz que o filme sobre o pai foi viabilizado com patrocínio privado, sem dinheiro público ou da Lei Rouanet. A assessoria de Flávio não respondeu ao Poder360 até a publicação da reportagem."O Senado Federal não pode ignorar fatos dessa gravidade. Quem ocupa um mandato concedido pelo povo tem o dever de agir com verdade, responsabilidade e respeito às instituições. A imunidade parlamentar protege a liberdade de expressão e o exercício do mandato, mas não pode servir de escudo para enganar a sociedade", disse Camilo Santana em nota.Conselho paralisadoA representação chega a um colegiado paralisado. Segundo o Poder360, o Conselho de Ética não delibera desde julho de 2024, reuniu-se apenas cinco vezes nos últimos sete anos e não tem reunião marcada para este ano, embora o sistema do Senado o registre como em funcionamento. O site oficial do PT informa que o documento também leva a assinatura do presidente nacional do partido, Edinho Silva, e lembra cassações históricas, como as de Luiz Estevão e Demóstenes Torres.A iniciativa integra a ofensiva do partido no caso Dark Horse, a um mês do primeiro turno da eleição presidencial, em 4 de outubro. Parlamentares governistas pedem a retirada do sigilo das investigações e cobram apuração sobre a eventual suspeição do ministro André Mendonça, do STF, mas o PT descarta apoiar pedidos de impeachment contra o ministro. O próximo passo depende do Conselho: para que a representação avance, o colegiado precisa ser convocado, aceitar o pedido e instalar comissão processante.

MRMarina Rocha
Economy

Governo aponta necessidade de rever R$ 53,7 bilhões em gastos obrigatórios até 2030

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aponta necessidade de rever ao menos R$ 53,7 bilhões em gastos obrigatórios até 2030. A projeção está no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, entregue ao Congresso Nacional em 31 de agosto. Segundo a Folha de S.Paulo, a revisão é condição para manter as demais políticas públicas no patamar atual.O valor pode subir para R$ 63,6 bilhões. A conta passa a incluir o espaço adicional exigido para cumprir o piso da Saúde em 2028 e 2029. As estimativas medem a diferença entre o que os órgãos esperam gastar para manter as políticas e o espaço de fato disponível para ações discricionárias do Executivo dentro do limite do arcabouço fiscal, a regra que disciplina as despesas federais desde 2023.O documento não detalha quais medidas seriam adotadas. Se elas não se concretizarem, o número serve de alerta do tamanho do corte que o Executivo teria de fazer nas ações não obrigatórias para continuar cumprindo as regras. As projeções estão no chamado Orçamento de médio prazo, seção do PLOA que antecipa gargalos de gastos para os três anos seguintes, de 2028 a 2030. O O Globo noticiou que, sem a revisão, o próprio governo admite que pode faltar recursos para políticas públicas a partir de 2028.O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reconheceu a necessidade da revisão e fez ressalva ao valor. Em entrevista à Folha, disse que o instrumento tem limitações metodológicas e que precisará ser aprimorado. Para o ministro, que assumiu a pasta em 31 de março, a conclusão é correta, mas não necessariamente os números."A conclusão da necessidade da revisão é correta, mas os limites metodológicos desse instrumento ser usado como projeção são grandes", disse Moretti à Folha. Segundo ele, o cálculo parte de valores agregados de despesa.O Orçamento de 2027Apresentado pelos ministros Moretti (Planejamento) e Dario Durigan (Fazenda), o PLOA de 2027 prevê superávit primário de R$ 83,4 bilhões, cerca de R$ 10 bilhões acima da meta de R$ 73,2 bilhões (0,5% do PIB), segundo a Agência Brasil. Com os gastos fora do arcabouço, como os precatórios, o resultado positivo efetivo cai para R$ 18,6 bilhões. A proposta estima receitas líquidas de R$ 2,849 trilhões e despesas totais de R$ 2,83 trilhões."Uma das nossas mensagens centrais é que, no próximo ano, teremos um Orçamento equilibrado", disse Moretti na coletiva de apresentação. Ele citou gatilhos do arcabouço que seguram gastos obrigatórios: o limite de reajuste de servidores a 0,6% acima da inflação deve poupar cerca de R$ 9 bilhões, e o teto de 2,5% acima da inflação para despesas vinculadas à receita deve gerar economia adicional de R$ 8,9 bilhões. Segundo a CNN Brasil, Durigan afirmou que o governo pretende revisar benefícios fiscais de forma gradual.O PLOA tramita agora no Congresso, que precisa aprovar a lei orçamentária até 31 de dezembro. Pendente fica a definição de quais gastos obrigatórios serão revistos para fechar a conta de R$ 53,7 bilhões projetada até 2030.

MRMarina Rocha
Lula

Lula rompe silêncio sobre crise no STF e defende reforma no Judiciário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rompeu nesta quinta-feira (3) o silêncio sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo gravado no Palácio do Planalto e divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência, Lula afirmou que o país "não pode ficar refém de vazamentos seletivos" e defendeu reformas profundas no sistema político e no Judiciário. Segundo o G1, é a primeira vez que o presidente comenta a crise na Corte.Lula chamou o escândalo do Banco Master de "maior roubo da história do Brasil" e lembrou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso e o banco foi fechado durante o seu governo."Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios. O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. (...) Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos", disse o presidente no vídeo.Depois, apontou a saída. "Fica claro que o nosso sistema político e Judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade", declarou, segundo a InfoMoney.Cobrança sobre Fachin e a PGRA fala acontece em meio às revelações sobre a relação de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes e sobre o encontro do então dono do Master com o ministro André Mendonça, em março de 2025. Lula disse esperar que o presidente do STF, Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, liderem o processo. "Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira", afirmou.O presidente seguiu a linha do vídeo do presidente do PT, Edinho Silva, que defendeu que "ninguém está acima da lei" e a adoção de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público. Na terça-feira (1º), Lula recebeu o ministro Gilmar Mendes no Planalto para falar da crise e também conversou com Fachin. Segundo o blog de Valdo Cruz, no G1, Gilmar disse ao presidente que o governo demorou a agir para evitar que o atrito entre o gabinete de Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se agravasse.Próximos passosMinutos antes da divulgação do vídeo, Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça. Na petição, apontou fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na relatoria dos casos Master e INSS. Pouco depois, Fachin determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e Rodrigues se manifestem em até 5 dias úteis sobre os acontecimentos que geraram a crise no tribunal. O presidente do STF pediu explicações sobre o uso de credenciais institucionais, a revelação de informações sob sigilo judicial e o controle externo da atividade policial.

MRMarina Rocha
retail

Senado aprova fim da taxa das blusinhas e texto segue para sanção de Lula

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3), por votação simbólica, a medida provisória (MP) que acaba com a taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A Câmara dos Deputados havia aprovado o texto no mesmo dia, também por votação simbólica. Com isso, encerrou-se a tramitação no Congresso e a matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o g1.O imposto estava em vigor desde agosto de 2024, quando foi criado pelo próprio governo Lula no programa Remessa Conforme, que ajusta o comércio eletrônico internacional às regras da Receita Federal. Em maio, o governo editou a MP e zerou a alíquota. A mudança vale desde então, mas precisava do aval do Congresso para se tornar permanente: a medida perderia a validade em 8 de setembro e, sem aprovação, o imposto voltaria a ser cobrado. O avanço da matéria veio de um acordo entre Lula, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); segundo a CNN Brasil, o entendimento foi costurado em um almoço na semana passada. O tema tem apelo popular e é central na campanha de Lula, que busca a reeleição para um quarto mandato.O que o texto aprovado prevêNa quarta-feira (2), a comissão mista que analisou a MP aprovou o relatório da relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), sob a presidência do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A principal alteração cria um mecanismo de avaliação dos impactos econômicos da isenção. A primeira análise será três meses após a vigência; depois, a cada seis meses, caberá ao Ministério da Fazenda. O Congresso fará revisão anual, com base em dados que a Fazenda deve entregar até 30 de abril. A avaliação é obrigatória para têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos, e observará emprego, renda, arrecadação federal e a competitividade da indústria e do comércio varejista.Pelas novas regras, o ministro da Fazenda tem competência para alterar as alíquotas do imposto de importação de remessas postais internacionais, inclusive reduzindo a zero a tributação de compras de até US$ 50. O ICMS, imposto estadual, continua a ser cobrado normalmente, e sua isenção depende de cada governador; dez estados elevaram essa cobrança de 17% para 20% em abril de 2025, segundo o g1. Segundo a CNN Brasil, a relatora incluiu autorização para o Poder Executivo estabelecer limites de quantidade ou de frequência por pessoa física, para coibir o fracionamento de remessas. Ficaram de fora exigências especuladas, como o uso obrigatório dos Correios nas entregas e um cashback ao consumidor, tema que congressistas disseram reservar à reforma tributária. Na prática, segundo cálculo do g1 com o especialista em comércio exterior Jackson Campos, uma compra de US$ 50, que ficava em cerca de R$ 374 com o imposto federal e o ICMS, passa a cerca de R$ 312 apenas com o imposto estadual.Setores produtivos criticaram a mudança. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou o fim da cobrança, quando a MP foi editada, como "grave retrocesso econômico" e "ataque direto à indústria e ao varejo nacional". Segundo a Receita Federal, o imposto de importação sobre encomendas internacionais rendeu R$ 1,78 bilhão nos quatro primeiros meses de 2026, alta de 25% sobre o mesmo período de 2025 e recorde para o período. O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, defendeu a antiga cobrança e observou que a União Europeia e os Estados Unidos também passaram a taxar remessas de pequeno valor, para reduzir a entrada de produtos asiáticos baratos."Do ponto de vista macroeconômico, a medida ajudava a defender empregos nacionais e foi relevante para o país."O que vem a seguirO texto segue agora para sanção de Lula. Uma vez sancionado, o fim da cobrança, em vigor desde maio, passa a valer de forma permanente. O prazo de 8 de setembro foi cumprido. A primeira avaliação de impacto está prevista para três meses após a vigência da medida.

MRMarina Rocha
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Congresso aprova fim da 'taxa das blusinhas'; texto vai à sanção de Lula

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que extingue a "taxa das blusinhas", o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O Senado aprovou o texto por votação simbólica, no mesmo método adotado pela Câmara dos Deputados horas antes. Segundo o portal de notícias do Senado, a aprovação ocorreu às 20h51 de Brasília. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).A MP foi publicada em maio e zera a alíquota desde então. Sem o aval do Congresso até 8 de setembro, ela perderia a validade e o imposto voltaria a ser cobrado. Segundo o G1, a votação foi destravada por um acordo entre Lula, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A pauta tem forte apelo popular e é um tema central para Lula, que busca se reeleger para um quarto mandato, segundo a reportagem.Quanto custava e quanto passa a custarA taxa incide sobre compras em plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. Segundo cálculo do G1, uma compra de US$ 50 chegava a US$ 72,29 (R$ 374,53) com o imposto de importação de 20% e o ICMS de 17%, calculado "por dentro". Sem a taxa federal, o total cai para US$ 60,24, cerca de R$ 312. O ICMS, imposto estadual, continua cobrado; dez estados elevaram a alíquota dessas compras de 17% para 20% em abril de 2025.O texto aprovado traz mudanças em relação à MP original. A comissão mista do Congresso aprovou na quarta-feira (2), sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF) e presidência do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), um mecanismo de avaliação dos impactos econômicos da isenção sobre têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos. A primeira avaliação ocorrerá após três meses e, depois, a cada seis meses. O Congresso reavaliará o fim da taxa a cada ano, com dados que o Ministério da Fazenda deve disponibilizar até 30 de abril. O ministro da Fazenda também ganhou competência para alterar as alíquotas do imposto de importação de remessas internacionais, inclusive reduzindo-as a zero.Setor produtivo criticaA Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificou o fim da cobrança, quando a MP foi publicada em maio, como um "grave retrocesso econômico" e um "ataque direto à indústria e ao varejo nacional". O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, diz que o imposto funcionava como proteção à indústria brasileira, especialmente no setor de moda."Do ponto de vista macroeconômico, a medida ajudava a defender empregos nacionais e foi relevante para o país", afirma Galhardo. "Não por acaso, países da União Europeia e os próprios Estados Unidos também passaram a taxar remessas de pequeno valor recentemente", acrescenta.Segundo a Receita Federal, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais nos quatro primeiros meses de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período. A taxa havia sido criada em agosto de 2024, no programa Remessa Conforme, após aprovação do Congresso e sanção do próprio Lula. O próximo passo é a sanção presidencial: com a assinatura, a isenção em vigor desde maio passa a valer de forma permanente.

MRMarina Rocha
justice

Fachin dá 5 dias para Moraes, Mendonça, PGR e PF explicarem crise no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (3) que os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações, em até cinco dias úteis, sobre os acontecimentos que instalaram uma crise no tribunal. A decisão foi divulgada nesta quinta, segundo o G1.O que Fachin quer saberFachin pediu informações sobre quatro pontos:o cumprimento pela PF das regras da Lei Orgânica da Magistratura (Loman) em relação a autoridades com foro no STF;indícios de que credenciais de acesso institucional tenham sido usadas para avaliar documento estritamente particular e de que informações sujeitas a sigilo judicial foram reveladas a pessoa investigada;as circunstâncias em que Mendonça determinou a identificação de pessoas mencionadas nas investigações do caso Master;e as medidas tomadas para o controle externo da atividade policial."Cabe à Presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório", escreveu Fachin.Como a crise começouA decisão responde à crise aberta na terça-feira (1), quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que expõe mensagens e contatos entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes. No mesmo despacho, Mendonça sugeriu que os novos elementos fossem avaliados pelo plenário da Corte. "...o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial", escreveu o ministro.Gonet, que aparece mencionado nos relatórios divulgados por Mendonça, defendeu que a investigação é nula, porque teria sido feita sem pedido do Ministério Público ou da própria PF. Fachin anotou que, ao lado da apreciação posterior de eventuais vícios de forma suscitados pela PGR, as informações da PF, se reconhecidas, recomendam que a Presidência cumpra o dever de "velar pelas prerrogativas do Tribunal", previsto no regimento interno.Moraes contra-atacou na mesma quinta. Segundo o G1 e o InfoMoney, encaminhou a Fachin, no inquérito das fake news, pedido de investigação contra Mendonça por indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na condução dos casos Master e INSS. Ele afirmou ainda que Mendonça teria direcionado a investigação para alvos "por motivos pessoais e políticos", citando o próprio nome e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Mendonça ainda não se manifestou sobre o pedido.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também falou publicamente pela primeira vez desde a divulgação do relatório. "Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos", disse, em declaração gravada no Planalto, segundo a Folha de S.Paulo. Ele acrescentou que "é fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém".O prazo de cinco dias úteis corre a partir da decisão. Depois das manifestações, caberá a Fachin decidir se leva o caso ao plenário do STF, instância que analisaria de forma colegiada a conduta dos ministros da Corte.

MRMarina Rocha
Elections

Datafolha: 51% desaprovam o governo Lula e 45% aprovam

Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que 51% desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 45% aprovam a gestão. Outros 4% não souberam responder. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e chega um mês antes do primeiro turno da eleição presidencial.Na rodada anterior, de agosto, a desaprovação estava em 50% e a aprovação, em 47%. A desaprovação subiu um ponto e a aprovação caiu dois, segundo o G1. A diferença entre os dois números dobrou, de três para seis pontos. Segundo o InfoMoney, os movimentos ficaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.Avaliação do desempenhoNa avaliação da gestão, 42% consideram o governo ruim ou péssimo e 31%, ótimo ou bom. Outros 25% classificam a administração como regular. Em agosto, ruim ou péssimo somava 41% e ótimo ou bom, 33%. Segundo o G1, os números de Lula aos 3 anos e 8 meses de mandato são semelhantes aos do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, quando ele também tentou a reeleição.O instituto ouviu 2.002 pessoas a partir de 16 anos entre os dias 1º e 2 de setembro, segundo o G1. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03669/2026.Reta final da campanhaLula disputa a reeleição. No mesmo levantamento, ele aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Num eventual segundo turno entre os dois, o placar é de 46% a 44%, situação de empate técnico, segundo o InfoMoney.Segundo o G1, 71% dos eleitores ouvidos dizem que já decidiram o voto e 28% dizem que ainda podem mudar. O primeiro turno da eleição presidencial ocorre daqui a um mês.

MRMarina Rocha
polls

Datafolha: 42% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos eleitores, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Outros 31% consideram o governo ótimo ou bom, e 25% o classificam como regular.O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, em 125 cidades, nos dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03669/2026.Desempenho pessoal do presidenteNo recorte sobre o trabalho pessoal do presidente, 51% desaprovam a gestão e 45% a aprovam. Duas semanas antes, os dois indicadores estavam em empate técnico, com 50% de menções negativas. A avaliação negativa do governo também segue uma tendência de alta: era de 38% no fim de julho e chegou a 41% na rodada anterior, em agosto.Ainda que dentro da margem de erro, os números são desfavoráveis ao presidente principalmente porque seguem uma tendência, avalia a Folha. Segundo o jornal, no período entre os dois levantamentos Lula foi pressionado pelo caso Lulinha, de suspeitas sobre as relações de seu filho Fábio Luís, e por um debate público mais intenso sobre a deterioração das contas públicas. O PIB também desacelerou no segundo trimestre. No campo positivo, a Folha cita o avanço da tramitação do projeto que põe fim à escala 6x1 de trabalho, tema popular.Reta final da campanhaA mesma rodada do Datafolha mostrou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno entre os dois, o placar é de 46% a 44%, diferença dentro da margem de erro. Segundo o InfoMoney, o presidente entra na reta final da campanha com uma parcela maior do eleitorado desaprovando sua gestão do que aprovando.Falta cerca de um mês para o primeiro turno da eleição presidencial, na qual Lula disputa a reeleição. Entre as duas últimas rodadas do Datafolha, a distância entre desaprovação e aprovação passou de um empate técnico para seis pontos.

MRMarina Rocha
Augusto Cury

Datafolha: Lula tem 38% contra 33% de Flávio Bolsonaro no 1º turno; empate técnico no 2º

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 38% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), mostra a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Num eventual segundo turno entre os dois, Lula chega a 46% e Flávio, a 44%. Os dois pontos de diferença cabem dentro da margem de erro.O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 125 cidades entre os dias 1º e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03669/2026.Cury chega a 8%O escritor Augusto Cury (Avante) chega a 8% das intenções de voto, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%, lista o g1. Segundo a Folha, uma estratégia de divulgação nas redes fez o número de seguidores de Cury no Instagram saltar em 2,5 milhões.Rejeição e avaliação do governoNo segundo turno, a vantagem de Lula encurtou. Na rodada anterior do instituto, os dois estavam separados por quatro pontos. Agora, são dois pontos, situação que o InfoMoney descreve como empate técnico.A rejeição segue concentrada nos líderes da corrida. Segundo o Datafolha, 47% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, e 45% afirmam o mesmo sobre Lula. Duas semanas antes, esses índices estavam em 46% e 45%. A rejeição de Cury é de 9%.No governo, a desaprovação chegou a 51%, e a aprovação caiu para 45%. Em agosto, os números eram de 50% e 47%. A parcela que avalia a gestão como ruim ou péssima subiu de 41% para 42%, e a que a considera ótima ou boa recuou de 33% para 31%. Outros 25% classificam o governo como regular, aponta o InfoMoney. A Folha acompanha os números com um aviso:"Os resultados de uma pesquisa não são prognósticos, ou seja, não pretendem antecipar o que sairá das urnas. Eles formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores foram a campo."O levantamento chega faltando pouco mais de um mês para o primeiro turno, marcado para o início de outubro. Lula disputa a reeleição. Flávio Bolsonaro foi lançado à corrida pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o indicou como candidato da cadeia, recorda a Folha. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos, os dois primeiros disputam um segundo turno.

MRMarina Rocha
stf

Alcolumbre manda recado duro a Flávio Bolsonaro ao defender Moraes de impeachment

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mandou um recado em tom duro ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na noite de quarta-feira (2), em sessão do plenário. Ao defender o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre citou um pedido de R$ 130 milhões para a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.Segundo o G1, a fala carrega dois recados. Alcolumbre vai barrar qualquer tentativa de impeachment contra Moraes, hoje vice-presidente do STF, e advertiu que o pedido de verba para o filme pode voltar à tona se a oposição insistir em explorar o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Como presidente do Senado, cabe a Alcolumbre admitir ou arquivar pedidos de impeachment contra ministros do STF."Eu vou voltar para a pauta porque senão, terei que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar, todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes", disse Alcolumbre.Alcolumbre não citou nomes. A reportagem da CartaCapital aponta que o pedido de R$ 130 milhões mencionado por ele se refere ao financiamento de Dark Horse e à relação de Vorcaro com a produção ligada à família Bolsonaro. A campanha de Flávio interpretou a fala como um recado claro ao senador. Um interlocutor de Alcolumbre resumiu o recado ao G1: "um sujo não pode falar do mal lavado".Resposta em três frentesA campanha de Flávio discute uma resposta em três frentes, segundo a CartaCapital. A primeira é ampliar a pressão pela abertura do processo de impeachment contra Moraes. A segunda é levar a pauta às campanhas dos candidatos da oposição ao Senado, com o argumento de que a Casa precisa de nova composição para que os processos avancem. A terceira mira a sucessão de Alcolumbre no comando do Senado em 2027, com aliados avaliando impulsionar as pré-candidaturas de Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS). Segundo a revista, Alcolumbre recebeu um sinal informal de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar permanecer no cargo no próximo ano.Autodefesa e calendárioAliados de Flávio também leram a fala como autodefesa, relata a CartaCapital. Alcolumbre enfrenta questionamentos no caso Master por causa da Amprev, fundo de previdência dos servidores do Amapá administrado pelo aliado dele Jocildo Silva Lemos, que aplicou recursos em títulos do Banco Master. O senador nega ter interferido nos investimentos. O G1 aponta que a pressão de uma bancada suprapartidária favorável a Vorcaro no Congresso barrou a CPI do Master no primeiro semestre e que, por enquanto, o único caminho de apuração passa pelo próprio STF.O próximo teste do embate é o ato de 7 de Setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, na segunda-feira (7). A expectativa entre bolsonaristas, segundo a CartaCapital, é que o impeachment de ministros do STF seja uma das principais pautas. Senadores ouvidos pelo G1 avaliam que a blindagem de Alcolumbre a Moraes pode reforçar candidatos da oposição ao Senado que defendem renovar a Casa para iniciar processos contra ministros do Supremo nas eleições de outubro.

MRMarina Rocha
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Gilmar Mendes pede a Fachin proibição de delegados da PF em gabinetes do STF

O ministro Gilmar Mendes pediu nesta quinta-feira (3) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, que proíba delegados da Polícia Federal de atuarem nos gabinetes dos ministros da Corte como servidores cedidos. A proposta foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo g1 e pela CartaCapital.Hoje, cinco delegados estão cedidos ao tribunal. Segundo o g1, dois deles assessoram André Mendonça, relator de casos sensíveis como as apurações do caso Master e as fraudes no INSS; outros dois trabalham com Alexandre de Moraes; e um está no gabinete de Luiz Fux. A CartaCapital faz contagem diferente: um delegado com Moraes, um com Fux e um cedido à segurança do tribunal.O argumento de GilmarA interlocutores, o decano da Corte disse que os gabinetes estariam se transformando em "delegacias de polícia", com decisões de investigações passando a ser tomadas pelo tribunal, e não pela Polícia Federal, relata o g1. Uma das críticas à permanência dos delegados, aponta a reportagem, é de que eles poderiam interferir no ritmo das apurações, já que a supervisão dos inquéritos cabe ao ministro do STF.O pedido chega em meio ao embate entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A possível saída dos delegados do gabinete do relator foi um dos motivos da crise: segundo interlocutores ouvidos pelo g1, Mendonça via na tentativa uma interferência nas investigações em andamento. A corporação, por sua vez, pediu à Advocacia-Geral da União a abertura de uma ação contra o ministro, afirmando que ele extrapola a função de juiz ao interferir nas apurações, informa a CartaCapital.A conversa com Fachin foi solicitada por Gilmar há duas semanas, segundo a CartaCapital, e a proposta de proibição deve ser discutida em reunião prevista para esta quinta. Na terça-feira (1º), Gilmar esteve com o presidente Lula para falar da crise no tribunal e disse, segundo apurou o blog de Valdo Cruz no g1, que o governo demorou a agir para conter o desgaste. Lula também conversou com Fachin no mesmo dia.O próximo capítulo fica no plenário. Mendonça deve levar ao colegiado o relatório da PF sobre as mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, pedindo que os ministros decidam se abrem investigação contra um colega de Corte. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou e considera o procedimento nulo: apenas a PF e o Ministério Público podem pedir a apuração contra um ministro do STF.

MRMarina Rocha
Politics

Editoriais de Estadão, Folha e O Globo pedem saída de Moraes do STF

Os editoriais dos três principais jornais do país pediram a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). O Estado de S. Paulo e a Folha de S.Paulo defenderam a saída na terça-feira (1º) e O Globo aderiu na quarta-feira (2). O gatilho foi a divulgação, no dia 1º, de um relatório de 218 páginas da Polícia Federal sobre a relação entre o ministro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.Segundo a CNN Brasil e o Poder360, o relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, retirou o sigilo do documento na terça. O material reúne mensagens, contratos e registros de encontros extraídos do celular de Vorcaro. A PF apontou indícios de pelo menos seis encontros entre Vorcaro e Moraes entre novembro de 2024 e agosto de 2025. Em uma das mensagens, o ex-banqueiro pergunta se deveria deixar o Brasil dois dias antes de ser preso. Ele também pediu a Moraes que conversasse com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.Os pedidos dos jornaisO Estadão publicou em 1º de setembro o editorial "Moraes tem de deixar o Supremo". Para o jornal, "investigar resolve apenas parte da crise", diante do "peso de um ministro cuja permanência compromete a autoridade da própria Corte". O texto sustenta que a investigação ainda precisa esclarecer se houve tentativa de interferência nas apurações ou compartilhamento de informações sigilosas. Nesta quinta-feira (3), o jornal voltou ao tema no editorial "Um apelo ao que resta do Supremo", em que pede aos ministros que manifestem "sem medo seu horror diante do colapso moral que ameaça o STF".A Folha publicou na noite de terça o editorial "A Moraes cabe a renúncia". O jornal classificou as mensagens, os encontros e os contratos entre empresas ligadas ao Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, como uma "torrente de situações abomináveis". "Não há mais lugar no STF para Alexandre de Moraes. Se o ministro não renunciar, restará ao Senado, por meio de um processo de impeachment", escreveu o jornal."Enquanto o ministro permanecer na sua cadeira, a desonra e o descrédito se acumularão sobre o tribunal. A atitude mais digna e rápida seria a renúncia do magistrado. Ela pouparia as instituições nacionais de um desgaste desnecessário e longo."O Globo publicou na quarta o editorial "Alexandre de Moraes precisa deixar o STF". "Será uma vergonha se, mais uma vez, o STF tentar proteger um de seus membros diante de tantas evidências", escreveu o jornal. Segundo a CNN Brasil, O Globo cobrou que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, convoque com urgência o plenário e repudiou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de anulação do relatório da PF. "Se Moraes ou Gonet insistirem em impedir seus pares de julgar o parecer da PGR, estará claro o desejo de esconder tudo. Equivalerá a uma confissão de culpa, situação em que o melhor seria renunciarem ao cargo", registrou o jornal.O que vem a seguirFachin classificou as revelações como um momento de "especial gravidade" e afirmou que anunciará "medidas cabíveis" nos próximos dias. O plenário do STF precisa examinar o parecer da PGR, que pede a nulidade da investigação conduzida por Mendonça. Se a Corte não agir, os jornais apontam o Senado como instância seguinte, já que o impeachment de ministros do STF é julgado pela Casa. Moraes não havia se manifestado publicamente sobre as mensagens até a manhã desta quinta, segundo o Poder360. O relatório da PF não é conclusivo e outros aparelhos apreendidos na operação ainda podem ser examinados. Faltam 31 dias para o 1º turno da eleição presidencial.

MRMarina Rocha
congress

Renan Santos pede impeachment de Moraes e Toffoli e diz que não acatará decisões

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, protocolou na quarta-feira (2) dois pedidos de impeachment no Senado contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Segundo o Poder360, os documentos foram entregues ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Na mesma semana, em entrevista publicada nesta quinta-feira (3), o candidato afirmou que, se eleito, não acatará decisões de Moraes."Decisão ilegal não se cumpre. Decisões que saiam do Alexandre de Moraes não devem ser reconhecidas pelo Estado brasileiro", disse Renan Santos ao Brado Jornal, em entrevista reproduzida pelo g1. Ele afirmou que cobrará da Polícia Federal e de entidades de fiscalização que deixem de cumprir decisões atribuídas ao ministro, e classificou como "farra da impunidade" a atual relação entre o STF e o Senado.Sobre o impeachment, o candidato disse que pretende usar o período de transição, em novembro e dezembro, para pressionar o Senado a dar andamento aos pedidos contra os dois ministros, condicionando a isso a própria governabilidade do país. "O país vai ficar interditado até derrubar esses dois", afirmou. Segundo ele, o próximo presidente terá de assumir o cargo preparado para indicar seis ministros ao STF, quatro em vagas regulares e dois no lugar de Moraes e Toffoli.Os fundamentos dos pedidosOs pedidos chegaram um dia depois de o ministro André Mendonça, relator do caso, tornar público o relatório da Polícia Federal sobre a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, com integrantes do tribunal. Na petição contra Moraes, Renan Santos alega crime de responsabilidade com base no artigo 39 da Lei 1.079, que tipifica como crime proceder de modo "incompatível com a honra, dignidade e decoro" das funções. O candidato escreve que o ministro recebeu vantagens indevidas e atuava como "uma espécie de sócio" de Vorcaro."Certamente, Vorcaro não concedeu tais vantagens sem a expectativa de qualquer contrapartida", afirma a petição de Renan Santos contra Alexandre de Moraes.Contra Toffoli, o pedido segue linha semelhante. Renan Santos cita a informação de que o ministro manteve participação societária em um resort no interior do Paraná, empreendimento que teria recebido ao menos R$ 35 milhões de fundos ligados a empresas de Vorcaro, segundo o candidato.O recado de AlcolumbreAlcolumbre reagiu na noite de quarta-feira (2), em sessão do plenário do Senado. Segundo o blog de Gerson Camarotti, do g1, a fala em defesa de Moraes trouxe dois recados: o de que o presidente do Senado vai barrar qualquer tentativa de impeachment do vice-presidente do STF e uma ameaça velada ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Aliados de Flávio temem, segundo o g1, que Alcolumbre ressuscite politicamente o caso do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, às vésperas das eleições."Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes", disse Alcolumbre no plenário.Cabe a Alcolumbre decidir se arquiva ou admite as denúncias, etapa política que funciona como o primeiro filtro do processo. Questionado na terça-feira (1), o senador não disse se dará seguimento aos novos pedidos e afirmou que a Casa já acumula 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF, volume que classificou como "não normal". Se uma denúncia for aceita, o trâmite pode avançar para uma comissão especial e, em seguida, para o plenário.

MRMarina Rocha
Politics

Mendonça deixa a sociedade do Instituto Iter e nega ter obtido lucro da entidade

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3) que deixa a sociedade do Instituto Iter, entidade educacional da qual é fundador. Ele cederá a totalidade das cotas dele e da esposa, "sem qualquer contrapartida financeira", e afirmou que jamais obteve lucro com a entidade.A decisão foi tomada na quarta-feira (2), em conversa com o presidente do instituto, Victor Godoy, segundo a assessoria do ministro. O Iter será transformado em organização sem fins lucrativos. Mendonça seguirá vinculado à entidade apenas como professor, "prestando serviços exclusivamente acadêmicos"."O ministro André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e de sua esposa, sem qualquer contrapartida financeira. Criado em 2024, o Instituto Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social. O ministro jamais auferiu lucro do instituto", diz a nota.Repercussão e contratos públicosEm nota, o Instituto Iter confirmou a saída e afirmou que, ao longo de dois anos de atividade, "não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos". A entidade é dirigida por Victor Godoy Veiga, ex-ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro e auditor de carreira licenciado da Controladoria-Geral da União.O instituto foi citado nas últimas semanas em reportagens que questionaram sua atuação e contratos com órgãos públicos, segundo o G1. A Jovem Pan noticiou que a Prefeitura de São Paulo contratou a entidade sem licitação, por R$ 380 mil, para dois cursos de aperfeiçoamento de servidores, em contrato assinado em setembro de 2025; a Secretaria Municipal de Gestão afirmou que a contratação seguiu "estritamente" a Lei de Licitações. Segundo o UOL, o instituto recebeu R$ 8,2 milhões em verba pública em dois anos. A reportagem da Jovem Pan indica que o registro da entidade é de novembro de 2023, enquanto a nota do ministro diz que ela foi criada em 2024.Sobre as contratações públicas, o instituto defendeu que cursos de formação são "serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual" e que, por isso, a Lei nº 14.133/2021 admite a contratação direta por inexigibilidade de licitação. A decisão sobre a modalidade, argumentou a entidade, é sempre do órgão contratante.Mendonça, que também é pastor presbiteriano, já havia anunciado em fevereiro, em uma pregação, como usaria eventuais resultados da entidade: "Eu vou separar 10% por dízimo e os 90% restante será investido em obras sociais e em educação". Na sequência, cabem os trâmites para transferir as cotas e converter o Iter em entidade sem fins lucrativos. A instituição afirmou que suas atividades educacionais "prosseguirão normalmente".

MRMarina Rocha
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A um mês da eleição, Lula anuncia fim da fila do INSS em ato no Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reúne ministros e beneficiários nesta quinta-feira (3), às 15h, no Palácio do Planalto, para anunciar o fim da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O ato, batizado de "Atendimento Sem Fila na Previdência Social", acontece a um mês do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro.Zerar a fila do INSS é uma promessa que Lula carrega desde a campanha de 2022, e ele a tratou como prioridade no discurso de posse no Congresso Nacional, em 1º de janeiro de 2023."Estejam certos de que vamos acabar, mais uma vez, com a vergonhosa fila do INSS, outra injustiça restabelecida nestes tempos de destruição."A data do anúncio foi marcada pelo próprio presidente. Na sabatina da TV Globo de 27 de agosto, Lula disse ao jornalista César Tralli: "Se você prometer que vai a Brasília, eu, na semana que vem, vou anunciar que a fila zerou". Na mesma entrevista, afirmou que, a partir do anúncio, "a espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal". Segundo o Poder360, o governo considera a fila zerada quando nenhum requerimento ultrapassa o prazo legal de análise de 45 dias. Hoje, cerca de 1,3 milhão de pessoas aguardam a análise de benefícios, segundo o G1.Recorde de concessões e de recusasOs dados do Ministério da Previdência Social mostram queda expressiva na fila: eram 3,07 milhões de requerimentos iniciais em janeiro e 1,55 milhão no fim de julho, o menor nível em 21 meses. Segundo o G1, a redução no ano chega a 74%. Na mesma velocidade, cresceram as negativas. Os indeferimentos se aproximaram de 1 milhão em junho, alta de 70% no acumulado do ano, e o Poder360 calcula uma média de 812,6 mil rejeições por mês entre fevereiro e julho, recorde histórico. As concessões também bateram recorde, com 769,9 mil benefícios aceitos por mês em média no período. Entre os pedidos mais negados estão os de benefícios de incapacidade, como o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente.Troca no comando acelerou a quedaO governo trocou a chefia do INSS em abril. Lula demitiu Gilberto Waller, que havia assumido em abril de 2025 em meio ao escândalo de descontos irregulares em benefícios, e nomeou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que está no instituto desde 2003 e presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social por quase três anos. A mudança foi defendida pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT). Em junho, Lula fixou setembro como prazo para zerar a fila.O que vem agora: o número exato da fila de agosto só será divulgado no fim de setembro, com o boletim estatístico da Previdência Social, segundo o Poder360. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Em áudio, Nikolas chama Vorcaro de 'lindão' e pede ajuda para advogado

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro ajuda para destravar "um ativo minerário" ligado a seu advogado e ex-assessor de gabinete Thiago Rodrigues de Faria. O pedido está em um áudio enviado em 30 de março de 2025, ao qual a coluna de Juliana Dal Piva, no ICL Notícias, diz ter tido acesso exclusivo. No recado, Nikolas chama o dono do extinto Banco Master de "Dani" e de "lindão" e diz que não tem com ele "a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter".O deputado afirma não saber do que se trata o assunto e diz repassar o caso porque confia "totalmente" no amigo. "Ei Dani, tudo bom? (...) É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome", diz Nikolas no início do áudio."Ele falou: 'cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.' E eu falei: 'não, ué, eu posso dar um toque nele'. (...) Tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição."Vorcaro respondeu minutos depois com um áudio de visualização única. Nikolas agradeceu e mandou o contato de Faria. "Amém irmão. Estamos na guerra juntos", escreveu o banqueiro. Em 1º de abril de 2025, Nikolas avisou que o advogado estaria em Brasília e que "qualquer horário ele estará disponível". Vorcaro respondeu um dia depois: "Deixa comigo". Segundo o ICL Notícias, o conjunto de mensagens não permite saber se o banqueiro atendeu ao pedido.Desculpas no áudio e os voos de 2022No mesmo áudio, Nikolas pediu desculpas por publicações de abril de 2024 que incomodaram Vorcaro. Na época, o deputado questionou nas redes sociais o custeio de um fórum jurídico em Londres com a presença de ministros do STF, do STJ e do TSE; depois veio a público que o Banco Master também havia financiado o evento. "Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente", diz o deputado, ao relatar conversa com o pastor André Valadão. O áudio termina com "Um abraço, lindão".A relação dos dois também aparece em outras mensagens divulgadas. Segundo o Estado de Minas, em conversas de abril de 2024 com o empresário Flávio Carneiro, Vorcaro afirmou: "Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele". Na sequência, ameaçou expor o parlamentar: "Vouch (sic) mandar soltsr isso". O jornal recorda que, no segundo turno de 2022, Nikolas usou por cerca de dez dias um jato de Vorcaro em ações de campanha de Jair Bolsonaro, com passagem por nove estados e pelo Distrito Federal. O uso da aeronave foi revelado em março pela jornalista Malu Gaspar, d'O Globo; Nikolas disse à época que não sabia de quem era o avião quando aceitou o convite. As mensagens não detalham quantos voos teriam sido pagos pelo banqueiro nem a qual período se refere a afirmação.O advogado e a Operação RejeitoProcurados, Nikolas e Faria receberam cinco perguntas da coluna. Faria disse que o deputado está em campanha e não iria incomodá-lo. "Essas perguntas são nada a ver", afirmou. Em áudio, disse que trabalha na área de mineração, que mandou o ativo "pra todo mundo" e negou irregularidades: "eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso". Segundo o Estado de Minas, Faria atuou como intermediário, por contrato de confidencialidade, em negociação que envolve empresas investigadas na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025 contra um esquema de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; a PF prendeu 22 pessoas. De acordo com os investigadores, um contrato de janeiro de 2025 entre a Gmais Ambiental e o escritório de Faria previa 25% do lucro de uma negociação estimada entre US$ 30 milhões e US$ 45 milhões.As tratativas entre o deputado e o banqueiro vêm à tona enquanto a Polícia Federal apura as relações de Vorcaro com Carneiro, investigado sob suspeita de ser sócio oculto do banqueiro, e o caso Master segue em discussão no STF. Até aqui, as mensagens divulgadas não mostram se Vorcaro atendeu ao pedido feito por Nikolas.

MRMarina Rocha
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Moraes e Mendonça ficam lado a lado e não se falam na 1ª sessão do STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu nesta quarta-feira (2), um dia após a divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Foi a primeira sessão da Corte desde a revelação. Nenhum dos dez ministros presentes mencionou a crise, e Moraes e o ministro André Mendonça, relator do caso Master, dividiram a bancada sem conversar, segundo a CNN Brasil.A proximidade entre os dois não foi escolha. Como explica a CNN Brasil, a distribuição dos assentos no plenário segue a antiguidade de cada ministro, medida pela data de posse. O presidente da Corte, Edson Fachin, ocupa o centro, e os demais se sentam alternadamente à direita e à esquerda, do mais antigo ao mais recente. Moraes tomou posse em 2017; Mendonça, em 2021. Na composição atual, a regra coloca os dois lado a lado.Sessão de rotinaA sessão seguiu a rotina. Fachin abriu os trabalhos normalmente e priorizou processos com sustentações orais, relata a CNN Brasil. A pauta incluía, segundo o g1, a proclamação da tese do julgamento que discute a constitucionalidade da contribuição previdenciária do empregador rural pessoa física (Funrural). Os ministros debateram o alcance da tese, fizeram um intervalo e encerraram o dia sem tratar da crise. Mais cedo, Fachin havia classificado o momento como de "especial gravidade" e afirmado que medidas "cabíveis" seriam anunciadas nos próximos dias.Impasse sobre a respostaO silêncio no plenário contrasta com o cenário dos bastidores. Na segunda-feira (31), Moraes e Mendonça tiveram uma conversa descrita por fontes da CNN como "direta, dura e ríspida", depois de o relator informar que encaminharia à Procuradoria-Geral da República o relatório da Polícia Federal com referências ao colega. Na terça (1), Mendonça retirou o sigilo do material. Entre os trechos revelados estão conversas em que Vorcaro escreve ter "gratidão da minha vida" a Moraes e pergunta, dias antes de ser preso, se deveria deixar o país. Segundo o g1, a PF aponta que o banqueiro ofereceu contratos milionários, experiências de luxo e uma viagem a Londres ao ministro, e registra oito encontros entre os dois.A Corte discute agora como responder. Segundo a Folha de S.Paulo, Fachin foi aconselhado a deixar a temperatura baixar e a não pautar de imediato a decisão que pode resultar na abertura de investigação formal contra Moraes ou na declaração de nulidade dos atos de Mendonça. O jornal aponta que o único voto certo ao lado do relator é o do ministro Luiz Fux. Contra os métodos adotados por Mendonça, segundo a Folha, estão Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e o próprio Fachin aparecem como dúvidas. Um assessor da cúpula do tribunal ouvido pela Folha diz que Moraes não participaria da votação por estar diretamente implicado; Dias Toffoli já se declarou suspeito em casos ligados ao Master.O próximo passo é de Fachin. Ele prometeu anunciar medidas nos próximos dias, e o plenário terá de decidir o destino do relatório da PF e dos atos do relator. Nem Moraes nem Mendonça falaram com a imprensa sobre o caso ao fim da sessão, segundo a CNN Brasil.

MRMarina Rocha
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CCJ do Senado aprova fim da escala 6x1 e PEC segue para o plenário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2), em votação simbólica com 27 senadores presentes, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1, em que o trabalhador cumpre seis dias seguidos por uma única folga. O texto segue para o plenário, onde precisa de ao menos 49 dos 81 votos, em dois turnos. Aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional, sem sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), manteve intacto o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 27 de maio. Como não houve alteração, a proposta não precisa voltar à Câmara se o plenário do Senado confirmar a aprovação. As 36 emendas apresentadas foram rejeitadas. Pediram registro de voto contrário os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS). A votação só ocorreu nesta quarta porque o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista de apenas uma hora ao relatório, a pedido da oposição, que tentava adiá-la para a reunião seguinte.A PEC estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, um deles preferencialmente no domingo, sem redução salarial. Hoje, a Constituição permite até 44 horas semanais, em até seis dias de trabalho e um de descanso. As duas folgas passam a valer 60 dias após a promulgação. A jornada cai para 42 horas no mesmo prazo e chega a 40 horas um ano depois.Debate na comissãoAo ler o parecer, Aziz pediu a aprovação do texto sem mudanças e rejeitou alterações, entre elas o retorno das 44 horas, defendido pela bancada do PL. "Essa é uma PEC da empatia", disse o relator. "A PEC não é só para reduzir a jornada de trabalho, ela vai além da jornada de trabalho." O líder do MDB, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou que apresentará uma PEC paralela para mitigar os impactos econômicos da mudança em setores de funcionamento contínuo, como comércio, gastronomia, logística, saúde e serviços. "E a transição pura exige mais contratações, o que pode elevar, sem dúvida, o custo da folha de pagamento", afirmou.Rogério Marinho, líder da oposição, chamou a proposta de eleitoreira e defendeu sua PEC alternativa, de livre negociação entre empregador e trabalhador e remuneração por hora. "O governo está preocupado com esse projeto agora apenas por um motivo. Ele quer se reconectar com a sociedade, porque o desgaste está grande e vai perder as eleições", afirmou. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), respondeu que a proposta avançou por seu forte apelo popular e provocou os candidatos. "Quem é a favor do fim da jornada 6x1, candidatos, que o digam", disse. Segundo a BBC News Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), o candidato mais competitivo contra Lula nas pesquisas, evitou dizer no domingo (30) como votará a proposta no plenário.O que vem a seguirA Câmara aprovou a proposta em dois turnos em 27 de maio, após acordo entre Lula e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto ficou quase três meses parado no Senado e só foi destravado com a reaproximação entre o presidente e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. Faltando um mês para as eleições que renovam 54 das 81 cadeiras da Casa, o governo correu para colocar a votação antes da disputa, segundo a BBC News Brasil.Os senadores aprovaram também um regime especial de tramitação no plenário, que permite abreviar prazos mediante acordo dos líderes partidários. Aliados do governo pressionam por votação ainda nesta semana, mas Alcolumbre evitou garantir uma data. No plenário, a PEC precisa de dois turnos e de ao menos 49 votos para ser promulgada.

MRMarina Rocha
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Lula fala com Fachin, se distancia de Moraes e adota o "ninguém acima da lei"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou na terça-feira (1º) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, sobre a crise aberta no tribunal com a revelação das trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Folha de S.Paulo, o petista e seu grupo político buscam demarcar distância de Moraes, de quem foram próximos nos últimos anos, para tentar impedir que o caso contamine a campanha de reeleição.As mensagens foram divulgadas na mesma terça. Segundo a Polícia Federal, citada pelo g1, Vorcaro ofereceu a Moraes contratos milionários, experiências de luxo e uma viagem a Londres, e os dois teriam se encontrado oito vezes. O relatório da PF que expôs os diálogos foi encomendado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master na corte. No mesmo dia, segundo a Folha, o decano do tribunal, Gilmar Mendes, procurou Lula para alertá-lo sobre o que chama de falta de apoio das instituições de governo à cúpula da Polícia Federal.Na manhã de quarta-feira (2), Lula discutiu o assunto com aliados políticos. Ficou definido que as manifestações do grupo seguirão a linha de que ninguém está acima da lei, ideia já expressada pelo coordenador da campanha. O próprio presidente deverá falar sobre o caso, mas apenas quando perguntado em entrevistas, e é provável que use um tom mais brando.A voz da campanhaHoras após participar da reunião com Lula, o presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição, Edinho Silva, divulgou um vídeo nas redes sociais. Nele, afirma que o sistema político e judicial brasileiro vive uma "profunda crise" e "apodreceu", e defende a adoção de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público."Ninguém está acima da lei. Seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do poder Judiciário. O povo brasileiro não suporta mais viver nesse sistema de corrupção e privilégios", disse Edinho Silva.Sem citar diretamente o caso Master, que também envolve o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Edinho defendeu ainda o fim da "farra das emendas parlamentares", dos supersalários e da "promiscuidade entre interesses públicos e privados". Segundo o g1, até a última atualização da reportagem Lula não havia se pronunciado sobre o caso, enquanto outros candidatos à Presidência já haviam se manifestado.O que vem a seguirA resposta institucional agora depende do STF. Fachin afirmou nesta quarta que anunciará nos próximos dias medidas sobre os fatos em análise pela corte, para a qual "a elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades". Deputados da base do governo pediram em petição a quebra do sigilo das investigações sobre o filme "Dark Horse", biografia de Jair Bolsonaro que recebeu recursos de Vorcaro, e a declaração de suspeição de Mendonça no inquérito do Master. O plenário do tribunal fez na quarta sua primeira sessão após as revelações. Lula deve se pronunciar apenas quando for perguntado.

MRMarina Rocha
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Lula recebe Gilmar no Planalto para tratar da crise entre Moraes e Mendonça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o ministro Gilmar Mendes no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira (1º), para tratar da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta com a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O encontro não constava da agenda oficial da Presidência.Segundo interlocutores ouvidos pelo InfoMoney, Lula demonstrou preocupação com danos à imagem institucional da Corte e afirmou que é preciso evitar desgastes ao tribunal. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi procurada e não comentou. O ministro também não respondeu. Para a Folha de S.Paulo, o recado de Gilmar foi alertar o presidente para o que ele chama de falta de apoio à cúpula da Polícia Federal por parte das instituições de governo. O aviso ocorre em meio à disputa entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça pela condução das investigações do Banco Master. Foi Mendonça quem determinou a elaboração, pela PF, do relatório que expôs as conversas entre Moraes e Vorcaro.As mensagens foram divulgadas na terça por ordem de André Mendonça, relator do caso Master no tribunal. Segundo a PF, citada pelo G1, Vorcaro teria oferecido contratos milionários, experiências de luxo e uma viagem a Londres ao ministro, e os dois teriam se encontrado oito vezes. Em uma das mensagens, enviada em 15 de novembro de 2025, Vorcaro pergunta a Moraes se precisa deixar o país. A pergunta foi feita dois dias antes da primeira prisão do banqueiro, alvo de suspeitas de fraudes.Lula marca distância de MoraesLula conversou também na terça com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, sobre o escândalo, segundo a Folha. O petista busca marcar distância de Moraes, de quem foi próximo nos últimos anos, para evitar que o caso contamine a campanha de reeleição. Na manhã desta quarta-feira (2), o presidente definiu com aliados que o discurso do governo será o de que "ninguém está acima da lei". A frase já havia sido usada pelo presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, que publicou um vídeo afirmando que "o sistema apodreceu". Lula deve comentar o assunto apenas quando perguntado em entrevistas.No Senado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, cobrou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque em discussão um pedido de impeachment de Moraes. Alcolumbre descarta a medida por ora. Aliados do presidente veem com desconfiança o movimento de Mendonça e falam, sob reserva, em "seletividade". Um ministro do tribunal, também sob reserva, descreveu um clima "tenso" na Corte, dividida em duas alas, uma mais próxima de Moraes e outra de Mendonça.O que vem a seguirAndré Mendonça pretende levar o tema ao plenário do STF, segundo o InfoMoney. Fachin afirmou que analisará os fatos e anunciará medidas nos próximos dias. O tribunal realizou nesta quarta a primeira sessão após a divulgação das mensagens, com o caso fora da pauta.

MRMarina Rocha
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TSE forma maioria para aprovar registros de Lula, Flávio Bolsonaro e Zema

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para aprovar os registros de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) à Presidência da República. Os votos foram lançados no plenário virtual do tribunal, aberto na segunda-feira (31) e com encerramento previsto para a noite desta quarta-feira (2), segundo o G1.A chapa de Lula, com o candidato a vice Geraldo Alckmin (PSB), já reúne cinco dos sete votos da Corte. O mesmo placar vale para as chapas de Samara Martins (UP) e Raquel Brício, de Zema e Eduardo Girão (Novo) e de Hertz Dias (PSTU) e Vanessa Portugal. Votaram pela aprovação o relator, ministro André Mendonça, e os ministros Floriano de Azevedo Marques, Dias Toffoli, Nunes Marques e Antonio Carlos Ferreira. Faltam os votos de Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva.Flávio Bolsonaro e o vice Alfredo Gaspar (PL) já têm seis votos favoráveis; falta apenas o de Villas Bôas Cueva. Edmilson Costa (PCB) e Cleusa Santos estão na mesma situação. Os ministros também aprovaram o Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (Drap) das legendas, o documento que certifica as convenções partidárias, a escolha dos candidatos e o cumprimento das exigências legais para o lançamento das chapas.Parecer do Ministério Público EleitoralAntes do julgamento, o Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se favoravelmente aos registros e não pediu impugnação de nenhuma das candidaturas em análise, segundo a Rádio Itatiaia. No caso de Lula, o órgão apontou que o petista apresentou a documentação exigida e não tem condenação criminal ou por improbidade administrativa capaz de gerar inelegibilidade. Os processos aos quais o presidente respondeu foram arquivados sem condenação ou terminaram em absolvição.Os pareceres sobre Flávio Bolsonaro e Zema seguiram a mesma linha. O MPE considerou que os dois apresentaram a documentação necessária, incluindo proposta de governo e declaração de bens, e que as certidões criminais e cíveis não revelam elementos capazes de impedir as candidaturas. A decisão do TSE é necessária para a confirmação formal das chapas.O que ainda falta julgarO ministro Dias Toffoli retirou da pauta o registro de Renan Santos (Missão) diante de "indícios de ilicitude". No pedido protocolado em 7 de agosto, o candidato declarou uma conta na rede social X e um site; em 19 de agosto, apresentou 18 contas de redes sociais. Também aguardam julgamento os registros de Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Pablo Marçal (PRTB) e Ronaldo Caiado (PSD). O plenário virtual se encerra na noite desta quarta (2), e os resultados formalizam as candidaturas aprovadas para as eleições de outubro.

MRMarina Rocha
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Senado aprova marco dos minerais críticos com R$ 5 bi e conselho com poder de veto

O Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto que cria o marco legal para a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil. O texto prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, um fundo garantidor e um conselho ligado à Presidência da República com poder de veto a operações envolvendo estrangeiros. A votação foi simbólica, sem contagem nem declaração de votos, segundo a Folha de S.Paulo. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).O PL 2780/2024, de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) e relatado no Senado por Eduardo Braga (MDB-AM), avançou praticamente sem alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara. A aprovação era prioridade do governo e foi destravada após a reaproximação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A pauta andou mesmo com a crise política aberta pelas mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, como registrou a Folha.O que o texto prevêOs créditos fiscais começam em 2030. Empresas constituídas sob a legislação brasileira, com sede e administração no país, poderão receber até R$ 1 bilhão por ano até 2034. O benefício pode chegar a 20% dos gastos com beneficiamento, transformação e mineração urbana. O projeto também autoriza o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, de natureza privada, com participação da União limitada a R$ 2 bilhões. As empresas do setor terão de destinar 0,5% da receita nos seis primeiros anos, divididos entre pesquisa e o próprio fundo. Segundo Braga, o BNDES estima que R$ 5 bilhões são necessários para destravar os projetos."Esse projeto de lei vai possibilitar, finalmente, geração de emprego e renda no território nacional, agregando valor aos minérios críticos e aos minerais críticos que o Brasil possui e que, lamentavelmente, estavam sendo exportados in natura", afirmou o relator.O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) terá até 15 representantes do Executivo federal, além de estados, municípios, setor privado e academia. Caberá a ele homologar operações consideradas relevantes para a soberania nacional. Estão na lista mudanças de controle de empresas titulares de direitos minerários, contratos, acordos ou parcerias internacionais de fornecimento e a alienação de títulos minerários outorgados pela União. Sem a homologação, o negócio fica barrado. Emendas que trocavam a homologação por mero registro foram rejeitadas, e o texto ainda permite ao Executivo condicionar exportações a compromissos de agregação de valor.Disputa globalO Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e sistemas de defesa. Segundo a Folha, o projeto é prioridade para Lula responder ao avanço dos Estados Unidos sobre o setor: o governo de Donald Trump fechou acordo para comprar a Serra Verde, empresa sediada em Goiás, e o Departamento de Defesa americano anunciou aporte de US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões).Lula defende que eventuais parcerias garantam processamento no Brasil, transferência de tecnologia e controle nacional. "Por ser do Brasil, a gente tem que garantir que essas coisas se transformem em algo que faça o povo brasileiro sonhar com a possibilidade que nós temos de garimpar, tratar e produzir coisas importantes neste país", disse o petista, em almoço com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O que vem agora é a decisão de Lula: sancionar ou vetar o texto. Após a sanção, o Executivo terá 90 dias para regulamentar o conselho e definir os critérios de análise das operações.

MRMarina Rocha
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CCJ aprova texto-base da PEC da Segurança, mas votação não termina e plenário é adiado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o texto-base da PEC da Segurança Pública, seis meses depois de a proposta ficar engavetada na Casa. A votação foi simbólica, sem contagem nominal dos votos.A comissão não concluiu o trabalho. Os senadores encerraram a reunião sem analisar três destaques, trechos do texto apresentados para votação em separado. Por isso, segundo o G1, a proposta não pôde ir ao plenário do Senado nesta quarta. O texto segue para o plenário, onde ainda não há data para o início da análise.O texto e as apostasO parecer do relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo a Folha de S.Paulo, o relator acolheu quatro das 66 emendas apresentadas à PEC. Todas retiram da Constituição a vinculação de 30% da arrecadação das apostas de quota fixa ao financiamento dos fundos de Segurança Pública e Penitenciário, regra incluída na Câmara."Vale registrar, também, que a disposição prevista nesse artigo não estava contemplada na redação original da PEC, nem no substitutivo apresentado à Comissão Especial instituída pela Câmara dos Deputados, para elaborar parecer sobre a matéria. Apenas em Plenário, surgiu essa redação que privilegia as bets, sem que tivesse sido apresentada nenhuma emenda nesse sentido", escreveu Carvalho no parecer.O que prevê a propostaA PEC escreve na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que integra União, Estados e Distrito Federal no combate ao crime organizado, com forças-tarefa intergovernamentais e normas comuns para polícias e guardas municipais. "É preciso colocar os entes federados e as forças de segurança pública para colaborarem entre si, não para competirem", escreveu o relator.No combate a crimes violentos e facções, o texto prevê prisão obrigatória em estabelecimento penal de segurança máxima ou de natureza especial, restrições à progressão de regime, à liberdade provisória e à saída temporária, e a expropriação de bens ligados a organizações criminosas, paramilitares e milícias privadas. A proposta autoriza ainda polícias municipais de policiamento ostensivo e comunitário e permite que a Polícia Rodoviária Federal atue em hidrovias e ferrovias e apoie outras forças quando requisitada pelo governador.A aprovação da PEC é prioridade para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele condicionou a criação do Ministério de Segurança Pública, promessa da campanha de 2022, à aprovação da proposta, e acordou a votação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que segurava o texto desde março, segundo o G1.Antes do plenário, a CCJ ainda precisa votar os três destaques pendentes. Depois, segundo a Folha, a proposta tem de ser aprovada em dois turnos no Senado, já que a Câmara aprovou o texto. Não há data definida. Nesta semana de esforço concentrado, o foco dos senadores é a PEC do fim da escala 6x1, e os parlamentares voltam às campanhas na próxima semana, a um mês das eleições que renovam 54 das 81 cadeiras do Senado, segundo a BBC Brasil.

MRMarina Rocha
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PL cobra de Alcolumbre investigação individualizada e abertura de impeachment de Moraes

As lideranças do PL na Câmara dos Deputados e no Senado cobraram nesta quarta-feira (2) do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), investigações individualizadas das autoridades envolvidas no caso Master e o andamento dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram feitas em coletiva à imprensa no Salão Verde da Câmara, em Brasília, pelo líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e pelo líder no Senado, senador Carlos Portinho (PL-RJ).Segundo o G1, Sóstenes pediu apuração do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no escândalo do Banco Master. "A gente tem a responsabilidade de individualizar condutas no CPF e não nas instituições", afirmou o deputado. O partido, que tem as maiores bancadas da Câmara e do Senado, disse que vai manter cobrança sobre Alcolumbre para dar andamento aos processos que tramitam na Casa contra ministros do STF."O Ministério Público é uma instituição séria que sempre vamos defender, assim como o STF e a Polícia Federal. Não vamos misturar os erros e os possíveis erros de indivíduos com as instituições", disse Sóstenes.Pressão sobre AlcolumbrePortinho disse que os parlamentares vão pressionar o presidente do Senado para que os pedidos de impeachment sejam analisados. "Presidente Davi Alcolumbre será cobrado hoje. Ele diz que há mais de 109 pedidos de impeachment, mas basta um [andar]", declarou. Segundo o SBT News, um pedido protocolado pela oposição na terça-feira (1º) levou as iniciativas para retirar Moraes do cargo a 110, número sem precedente na história do Brasil. A abertura do processo é decisão exclusiva do presidente do Senado, e a aprovação exige dois terços da Casa: 54 dos 81 senadores. A oposição tem hoje 32 senadores.Portinho admitiu a falta de maioria, mas disse que o caso Master mudou a disputa de 2026. "Largaremos campanha eleitoral, porque isso não importa mais", afirmou. Sóstenes concordou: "A eleição fica em segundo plano para nós. O que não pode é deixar um país ser dominado por pessoas que praticam crimes em altas posições da República. Isso não é possível". O senador avisou que a cobrança será diária: "Se Davi Alcolumbre estiver falando da boca para fora e empurrando com a barriga, ele será cobrado diariamente e nos cabe continuar cobrando. E onde que a gente vai dar a grande virada? Será nas eleições".Segundo o Diário do Poder, Sóstenes disse ainda que o partido apoia um novo pedido de impeachment contra Moraes, que a oposição prepara medidas judiciais e que mais de 41 senadores apoiam uma das peças apresentadas. O deputado pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, para que acusações envolvendo a corporação sejam apuradas de forma independente. Portinho cobrou a renúncia de Moraes e a saída de Gonet.O caso MasterA coletiva aconteceu um dia após o ministro André Mendonça, do STF, remover o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes. As conversas indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de a PF deflagrar uma operação com ele como alvo. O conteúdo foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, e a TV Globo teve acesso às informações. Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai em um jato particular.O próximo passo no Senado é de Alcolumbre: sem a decisão dele, nenhum processo é aberto. No STF, mesmo após o pedido de arquivamento feito pela PGR, Mendonça deve insistir que o plenário da Corte analise as mensagens entre Moraes e Vorcaro, segundo o G1.

MRMarina Rocha
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PF: Vorcaro disse a Moraes que tinha informantes no BC e citou pressão de Galípolo

O ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro afirmou em mensagens ter "amigos" dentro do Banco Central que participaram de reuniões internas da autoridade monetária e lhe repassaram informações sobre o banco. A troca ocorreu em 30 de outubro de 2025, dias antes da primeira fase da Operação Compliance Zero, e foi enviada a um interlocutor que, segundo a Polícia Federal, é o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O relatório da PF foi tornado público nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, relator do caso.O que dizem as mensagensVorcaro relatou preocupação com a atuação do presidente do BC, Gabriel Galípolo. "O problema agora é que tive informações informais e em confidência da turma do Banco Central, de que G e os diretores estão na pressão máxima de novo para uma medida, pois o Bacen está sendo muito pressionado pela PF e MP, alegando que farão algo contra mim", escreveu. Para a PF, a letra "G" remete a Galípolo."Eles participaram das reuniões, por isso info 100%. Eu só não posso queimá-los porque tinham poucas pessoas, e saberão que eles me falaram, se isso chegar no G."Momentos antes, o banqueiro teria enviado a Moraes uma lista de nomes ligados à PF e ao MPF. "Esses nomes estiveram pessoalmente com Bacen. E o problema não é investigar, isso faz parte. O problema é falar com Bacen que farão em breve medida contra mim. Aí fica todo mundo lá em desespero querendo fazer hedge", escreveu, em referência à estratégia de proteção contra riscos usada no mercado financeiro. Na sequência, pediu reforço com "Andrei" e "Paulo" "para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem, que aí vai tudo pro saco". Segundo a PF, as referências são ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.Investigação e próximos passosAs mensagens antecedem a liquidação extrajudicial do Master, decretada em novembro de 2025. Segundo o Diário do Poder, a PF investiga se Vorcaro recebeu informações privilegiadas de dois ex-servidores do BC, suspeitos de favorecer o banco em troca de vantagens financeiras. Vorcaro prestou depoimento ao gabinete de Mendonça na semana anterior à divulgação do relatório. Na mesma conversa de outubro, ele ainda elogiou o ministro: "Tudo de importante no final fica no seu colo! Impressionante! Mas seu legado pro Brasil será eterno."Na noite de segunda-feira (31), Mendonça enviou ofício à PGR (Procuradoria-Geral da República) cobrando explicações sobre as menções a Andrei e Gonet, com prazo de cinco dias. A PGR já pediu o arquivamento da investigação conduzida pelo ministro sobre as mensagens. Segundo o G1, Mendonça deve insistir que o plenário do STF analise o material mesmo após o pedido.

MRMarina Rocha
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Oposição obtém vista de uma hora e atrasa votação do fim da 6x1 na CCJ

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu nesta quarta-feira (2) vista de uma hora sobre o parecer do fim da escala 6x1. A decisão atendeu em parte um pedido de senadores da oposição ao governo Lula, que pediam prazo maior, e atrasou a votação da proposta na comissão. O prazo termina às 14h47.O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), leu o parecer na abertura da sessão. Segundo o G1, Alencar concedeu apenas uma hora de análise aos integrantes do colegiado, e a CCJ pode iniciar a votação ao fim do período.O que prevê a propostaA Proposta de Emenda à Constituição (PEC) reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses. O limite de 8 horas diárias é mantido. O texto garante dois dias de descanso semanal sem possibilidade de corte salarial, preferencialmente com um deles no domingo. O fim da 6x1 passa a valer 60 dias após a promulgação.A transição tem duas etapas: em dois meses, a jornada cai para 42 horas semanais, com dois dias de repouso; em um ano, chega a 40 horas. Aziz não fez alterações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e rejeitou 36 emendas da oposição que tentavam manter a escala atual, segundo a Agência Brasil. As 44 horas semanais estão em vigor há 30 anos, lembrou o relator, que citou dados do Ipea segundo os quais a 6x1 recai de forma desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade."A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", escreveu Aziz no parecer.Tramitação e próximos passosA PEC, registrada como PEC 221/2019, foi aprovada pela Câmara em maio, segundo a CNN Brasil. Estava travada no Senado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que a incluiu na pauta da CCJ após se reaproximar de Lula nas últimas semanas, relatou o G1. Aziz apresentou o parecer favorável em 27 de agosto, de acordo com o Poder360.Após as 14h47, a CCJ pode votar o texto. Se aprovado, ele segue ao plenário do Senado em dois turnos. O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), negocia a chamada quebra de interstício, que permitiria votar os dois turnos no mesmo dia, segundo a CNN Brasil. Como não houve mudança no mérito, a PEC pode ser promulgada sem retornar à Câmara, caso o Senado aprove o texto sem alterações.

MRMarina Rocha
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Lula é pressionado a falar sobre caso Moraes e é aconselhado a não comentar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu diversos apelos para se pronunciar sobre o escândalo que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, desta quarta-feira (2). No Planalto, contudo, Lula é aconselhado a manter distância e a não comentar o caso, segundo reportagem da CNN Brasil.A pressão cresceu depois que o ministro André Mendonça, relator do processo do Banco Master no STF, suspendeu na terça-feira (1º) o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que revela as ligações de Moraes com Vorcaro, controlador do extinto banco e preso no âmbito do escândalo, segundo a Folha. O documento reúne mensagens atribuídas a contatos entre Vorcaro e um número vinculado ao ministro, segundo o G1.Por que o silêncio é difícilO relatório não envolve Lula diretamente nos fatos investigados. O problema, segundo a analista de política da CNN Jussara Soares, é de imagem: os documentos periciados pela PF mostram uma relação "bem pouco republicana" entre os dois, e aliados do presidente reconhecem que a associação entre Lula e Moraes já está consolidada na percepção pública. Dois episódios pesam. Moraes foi o relator do inquérito da trama golpista que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, e um encontro entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ocorreu na casa do ministro.Ainda que esteja sendo aconselhado a se manter distante neste momento de temperatura elevada, há reconhecimento interno no governo de que isso é "bastante difícil", segundo a analista. "Por mais que o presidente Lula esteja sendo aconselhado a tomar uma distância, há uma preocupação de buscar se distanciar deste caso", afirmou Jussara Soares.A oposição aperta pelo lado oposto. Na terça (1º), parlamentares reforçaram os pedidos de impeachment contra Moraes, e Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial, e aliados pediram a renúncia do ministro, segundo a CNN Brasil. O PL quer eleger uma bancada de senadores de direita disposta a avançar com o impeachment de ministros do STF a partir de 2027, já que a abertura do processo depende de o presidente do Senado pautá-lo.No campo governista, a avaliação é de que o embate entre Mendonça e Moraes é uma crise interna do Poder Judiciário e não cabe ao presidente se envolver, segundo dirigentes petistas ouvidos pela CNN. Eles também lembram que Mendonça é relator de investigações que envolvem Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. O partido mantém o discurso de que as investigações precisam seguir "doa a quem doer", e o comando da campanha de Lula usará a quebra de sigilo sobre Moraes para cobrar que Mendonça faça o mesmo com o inquérito sobre o financiamento do filme "Dark Horse", para o qual Flávio enviou a Vorcaro um áudio pedindo dinheiro, segundo a emissora.O que vem a seguirEnquanto Lula calibra o silêncio, o presidente do STF, Edson Fachin, começou nesta terça (1º) consultas internas com os demais ministros sobre os desdobramentos da crise e não indicou se o caso vai ao plenário, segundo o G1. Em evento na Corte nesta quarta (2), ele prometeu uma resposta."Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias."No governo, a avaliação, segundo a CNN, é de que o episódio contamina inevitavelmente o processo eleitoral e reforça a bandeira da oposição de críticas ao Supremo. "Há impacto. A gente não sabe ainda se isso vai ser definidor da eleição, mas que tem impacto e isso preocupa muito a campanha do presidente Lula", disse Jussara Soares.

MRMarina Rocha
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Comissão mista aprova fim da taxa das blusinhas; texto vai ao plenário

A comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (2), em votação simbólica, o parecer que extingue o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas. O relatório é da senadora Leila Barros (PDT-DF) sobre a Medida Provisória 1.357/2026. O texto segue agora para o plenário da Câmara, onde o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou sessão para as 14h desta quarta.O que o texto prevêO parecer mantém o fim da cobrança mínima de 20% e amplia o poder do Ministério da Fazenda sobre a tributação das remessas internacionais. O ministro passa a poder reduzir a alíquota a zero para compras de até US$ 50 e a até 30% para remessas de até US$ 3 mil; os pisos anteriores, de 20% e de 60%, saem da lei, segundo o Congresso em Foco. O ICMS, imposto estadual, continua a ser cobrado normalmente, e sua isenção depende da decisão de cada governador, informa o G1.A relatora incluiu no texto um mecanismo de avaliação dos impactos econômicos da isenção. A primeira análise da Fazenda será em três meses e, depois, a cada seis. Serão observados os efeitos sobre emprego, renda, arrecadação federal e a competitividade da indústria e do comércio varejista, com acompanhamento específico para têxteis e vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos."Vamos manter o texto-base da MP e incluir, a partir de uma demanda do setor produtivo, um mecanismo para que o Ministério da Fazenda avalie periodicamente os impactos da medida, dê transparência a esses dados e, caso sejam identificados efeitos relevantes, possa propor futuramente medidas de mitigação."A declaração foi dada por Leila Barros após reunião com o Palácio do Planalto. O Congresso também vai reavaliar o fim da taxa a cada ano, com base em dados que a Fazenda deve disponibilizar até 30 de abril. "É um critério de transparência, de avaliação e de monitoramento. Porque o setor industrial está falando que é muito prejudicial à indústria nacional. Então, criamos esse dispositivo", disse o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), presidente da comissão.Acordo entre Poderes e prazo finalUm pedido ligado aos Correios não foi acolhido. A ideia era dar exclusividade à estatal na logística das compras internacionais de até US$ 50, da liberação aduaneira até a entrega. O governo avaliou que a medida seria inconstitucional, já que monopólio não pode ser definido por lei, relata o G1. A votação veio após dois dias de adiamentos e um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Hugo Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fechado em um almoço no dia 26 de agosto. Foram apresentadas 112 emendas à MP; nove foram acolhidas, integral ou parcialmente, no parecer, segundo o Congresso em Foco.O próximo passo é o plenário da Câmara. Depois, a MP ainda precisa ser aprovada pelo Senado. A medida perde a validade em 8 de setembro; se o Congresso não concluir a votação até lá, o imposto volta a valer no dia 9. O objetivo, segundo Reginaldo Lopes, é finalizar a votação ainda nesta semana. A taxa de 20% está em vigor desde agosto de 2024, quando foi criada pelo Congresso dentro do programa Remessa Conforme, que submeteu o comércio eletrônico internacional às regras da Receita Federal, segundo a CNN Brasil.

MRMarina Rocha
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Mendonça diz que recebeu Vorcaro uma única vez, para tratar de precatórios no STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta quarta-feira (2) confirmando que se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, uma única vez, em março de 2025. Segundo o gabinete, o assunto foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, ação que discutia créditos de precatórios de interesse do banco em julgamento na Corte.A manifestação veio horas depois de o site ICL Notícias publicar mensagens em que o advogado Ciro Rocha Soares, próximo de Vorcaro, discute um encontro com o ministro. As conversas foram retiradas do celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Precatórios são dívidas da União, de estados e de municípios após decisões judiciais definitivas. O Master comprou fatias milionárias desses créditos, hoje sob suspeita de terem sido expedidos antes do fim dos processos, quando a União ainda podia recorrer.O que diz a nota"O ministro André Mendonça esclarece que recebeu o empresário Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro."Segundo a nota, a STP 976 estava, na exata data da reunião, com pedido de vista de outro ministro, ou seja, parada para exame individual. O encontro ocorreu antes de Mendonça virar relator do caso Master no STF, em fevereiro de 2026. O texto acrescenta que o empresário buscou interlocução semelhante com outros integrantes do tribunal para tratar do mesmo assunto e que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida por Vorcaro.Mensagens e desdobramentosSegundo a CartaCapital, que baseou a apuração em material do jornalista Paulo Motoryn, da newsletter Noites Húngaras, o advogado escreveu a Vorcaro em 7 de fevereiro de 2025: "Tô com André M." No dia seguinte, mandou uma foto ao lado do ministro e um áudio: "Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno." Em 16 de fevereiro, escreveu: "Opa, Dani!!! Preciso muito falar com você. O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes." Vorcaro respondeu: "Marca quarta." Ainda segundo a reportagem, o encontro ocorreu em 14 de março de 2025, no Instituto ITER, fundado por Mendonça em São Paulo, durou cerca de duas horas e teve a agenda fechada pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP).A revelação saiu um dia depois de o sigilo de um relatório da PF, com mensagens entre Vorcaro e um número ligado ao ministro Alexandre de Moraes, ser derrubado. Nesta quarta, o presidente do STF, Edson Fachin, disse que anunciará nos próximos dias as "medidas cabíveis e necessárias" sobre o caso, e a Corte realizou a primeira sessão de plenário desde as revelações. Mendonça segue como relator do caso Master no tribunal.

MRMarina Rocha
Elections

TSE fixa tese sobre deepfake e rejeita multa a Flávio Bolsonaro por vídeo de IA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fixou nesta terça-feira (1º) a tese que orientará os casos de deepfake nas Eleições 2026. A Corte decidiu, por maioria, que a vedação ao uso do recurso só incide quando o conteúdo sintético configurar propaganda eleitoral.No mesmo julgamento, o plenário rejeitou por 4 votos a 3 o pedido de multa e de retirada do vídeo com avatar de Jair Bolsonaro exibido na convenção nacional do PL, em 25 de julho. A ação foi protocolada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A federação sustentou propaganda eleitoral antecipada, transferência ilícita de capital político e uso de deepfake na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.A tesePor 5 votos a 2, segundo o Migalhas, o Tribunal definiu deepfake como o conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, dotado de grau de realismo ou verossimilhança e destinado a criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia. A proibição prevista na resolução de propaganda só incide se o conteúdo puder ser caracterizado como propaganda eleitoral. A transmissão de convenção partidária pela internet, fixou a Corte, não converte por si só manifestação de apoio dirigida aos convencionais em propaganda antecipada. A natureza do ato deve ser aferida pelo conteúdo, pela linguagem, pelos destinatários e pelo contexto.Os votosO relator e presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, votou pela rejeição, acompanhado dos ministros André Mendonça, Dias Toffoli e Antonio Carlos, segundo a Folha. O entendimento majoritário afastou a multa e a remoção do conteúdo. Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha ficaram vencidos no ponto da convenção; na definição de deepfake, registraram votos vencidos Villas Bôas Cueva e Floriano."A expressão não contém pedido de votos. A conclusão não se altera pela frase de encerramento, embora faça referência ao cargo almejado, não conclama os cidadãos. A discussão é juridicamente relevante porque a legislação permite a manifestação de apoio", disse Kassio.A regra está no artigo 9º-C da Resolução 23.610/2019, alterada em março deste ano, que proíbe o deepfake para prejudicar ou favorecer candidatura, mesmo com autorização da pessoa reproduzida. O descumprimento pode configurar abuso do poder político e uso indevido dos meios de comunicação, com risco de cassação do registro, segundo a Folha. O ex-presidente reproduzido no vídeo cumpre prisão domiciliar, informou a Agência Brasil.A tese passa a orientar processos semelhantes em tramitação na Justiça Eleitoral. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; o segundo, para o dia 25.

MRMarina Rocha
Lula

Quaest: Cury chega a 10% no 1º turno; Lula e Flávio empatam no 2º

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra o escritor Augusto Cury (Avante) com 10% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. Em um eventual segundo turno, o presidente Lula (PT) tem 42% e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 41%. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo.No primeiro turno, Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro, 30%, segundo a Folha de S.Paulo e o O Globo; o título da reportagem do g1 registrou 29% para o senador. Renan Santos (Missão) marca 3%, e os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. Segundo a Folha, é o primeiro levantamento nacional do instituto após o início oficial da campanha, e o quadro é de praticamente estabilidade em relação à rodada de 14 de agosto, quando Lula tinha 38% e Flávio, 31%.Avanço de CuryCury subiu oito pontos desde a rodada anterior da Quaest, quando tinha 2%. A Folha lembra que a comparação direta entre as duas medições é limitada, porque mudou o candidato do PRTB no cenário: saiu Leonardo Avalanche e entrou Pablo Marçal. O salto do escritor veio depois da pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira (31), que o colocou com 11%, atrás apenas de Lula e Flávio. Entre 16 e 29 de agosto, Cury ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, segundo relatório do Instituto Democracia em Xeque citado pela Folha. Campanhas adversárias levantaram suspeita de pagamento a influenciadores para promovê-lo; o marqueteiro de Cury, Sergio Lima, negou a prática em entrevista ao jornal.Rejeição e avaliação do governoNa pergunta de rejeição, Flávio Bolsonaro lidera com 55% de eleitores que dizem conhecê-lo e não votariam nele; Lula aparece com 53%. Cury ainda é desconhecido por 54% dos entrevistados, 21% dizem conhecê-lo e votariam, e 25% dizem conhecê-lo e não votariam. Sobre o governo Lula, 48% desaprovam e 45% aprovam, segundo o g1.A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato atingir mais da metade dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Fachin diz que analisará caso Master e anunciará medidas 'cabíveis e necessárias'

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (2) que analisará os fatos do caso Master e anunciará medidas "cabíveis e necessárias" nos próximos dias. Segundo o G1, a declaração foi dada durante um evento sobre resistência democrática. Fachin não citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes nem André Mendonça.O presidente do tribunal falou sobre os limites que cercam o cargo de ministro do STF. Segundo a Folha de S.Paulo, ele disse:"A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal."O que diz o relatório da PFA declaração chega um dia depois de Mendonça, relator do caso Master no STF, retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro com um contato salvo como Alexandre de Moraes. O material foi extraído de um celular apreendido na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no Banco Master. Segundo o G1, o documento aponta oito encontros entre Vorcaro e o ministro entre abril de 2024 e agosto de 2025.Os documentos tratam ainda de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e de uma segunda proposta, de R$ 50 milhões, que previa pagamento com cotas de um jatinho e de um helicóptero. Segundo a Folha, parte das mensagens é atribuída diretamente a Moraes; em outros trechos, a PF afirma apenas suspeitar de que ele era o interlocutor. A extração recuperou os conteúdos enviados por Vorcaro, mas não eventuais respostas, e os documentos não demonstram que os pedidos do ex-banqueiro tenham sido atendidos. A Folha relata ainda que Mendonça teve um encontro com Vorcaro em 2025, como mostrou o site ICL, e que parte da PF vê possível excesso na atuação do relator.Reações e próximos passosA divulgação das mensagens provocou reações imediatas na política. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Moraes "não tem mais condições de permanecer no cargo". O candidato presidencial Renan Santos anunciou pedidos de impeachment contra Moraes e contra o ministro Dias Toffoli, segundo a BBC News Brasil.O próximo passo é de Fachin. O presidente do STF prometeu anunciar as medidas nos próximos dias, sem detalhar o que será decidido. Mendonça segue como relator do caso.

MRMarina Rocha
Politics

Mendonça, do TSE, suspende 'Rap do Silva' de Lula por omitir nome de Alckmin

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta terça-feira (1º) a suspensão de uma propaganda da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência veiculada com o jingle "Rap do Silva". A peça não citava o nome do candidato a vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB). Segundo a CNN Brasil, a decisão é uma liminar e será submetida ao plenário da corte em sessão virtual.A ordem atende parcialmente a uma representação de Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao Planalto. A representação foi protocolada em 28 de agosto, mesmo dia em que a inserção foi exibida no primeiro bloco de inserções do horário eleitoral gratuito na televisão. Segundo a campanha de Flávio, a peça era dedicada exclusivamente à trajetória de Lula, com uma adaptação do "Rap do Silva", e não fazia nenhuma referência a Alckmin.A regra invocada por Mendonça está no artigo 36 da Lei das Eleições e em uma resolução do TSE de 2019. Propaganda de candidatos a cargos majoritários deve citar também o nome do vice, em tamanho de letra equivalente a pelo menos 30% do nome do titular da chapa. O ministro destacou que a jurisprudência do TSE trata a exigência como objetiva: cabe identificação do vice sempre que o nome do titular é divulgado.Alcance da decisãoA determinação vale apenas para a peça contestada. Mendonça negou o pedido de Flávio para obrigar a coligação de Lula a identificar Alckmin em todas as propagandas futuras, por considerar desnecessária uma ordem genérica neste momento. A inserção pode voltar a ser veiculada caso passe a cumprir as exigências legais de menção ao vice. O caso foi noticiado também pelo Estadão, por O Globo e pela UOL.O que vem a seguir: a liminar segue agora para o plenário do TSE em sessão virtual, onde os ministros podem confirmar, alterar ou reverter a medida. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
congress

CCJ do Senado vota nesta quarta fim da escala 6x1 e redução da jornada para 40 horas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vota nesta quarta-feira (2) a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, na qual o trabalhador cumpre seis dias de trabalho e uma folga por semana. A sessão está prevista para começar às 9h e traz outros itens na pauta, segundo a Folha de S.Paulo. O texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, mantém o limite diário de 8 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem corte de salário, sendo um deles preferencialmente o domingo.O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta terça-feira (1) que não vai alterar o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. "Nós vamos votar. Temos número para aprovar na CCJ", disse. A pauta foi liberada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas semanas, segundo o g1. Aziz afirmou que vai pedir calendário especial e que a oposição, que não quer votar a matéria, "vai usar do regimento".O que muda na jornada, nas folgas e nos saláriosPela cronologia do texto, a jornada cai de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação e chega a 40 horas doze meses depois. O fim da 6x1, com no mínimo duas folgas por semana, passa a valer 60 dias após a promulgação. A Folha reporta que cláusulas de acordos e convenções coletivas fixadas na jornada atual deixam de valer 60 dias após a publicação da emenda e que a PEC cria a figura do "superempregado", sem controle de jornada para salários a partir de R$ 21.188,88. Empresas que funcionam sete dias por semana deverão organizar revezamento; trabalho em domingo sem folga compensatória deve ser pago em dobro. Para o advogado trabalhista Jorge Soares, do IW Melcheds Advogados, manter o salário com jornada menor eleva em cerca de 10% o custo da hora trabalhada.Aziz defende a aprovação sem mudanças. No parecer, ele lembra que a jornada de 44 horas está em vigor há 30 anos e cita dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostram a escala 6x1 concentrada entre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade."A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", escreveu o relator.Críticas do setor empresarial e próximos passosEntidades patronais pedem transição mais longa e criticam a mudança por emenda constitucional. Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 70% das indústrias preveem queda de competitividade e 68% preveem queda de produtividade com o fim da 6x1. "A gente tem que ter um olhar mais amplo, uma discussão mais apurada e mais aprofundada sobre essa questão para não decidir no calor da emoção de um ano eleitoral", disse Rodrigo Hugueney do Amaral Mello, coordenador trabalhista da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em debate na Câmara. Elizabeth Regina Nunes Guedes, presidente da Confenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino), afirmou: "Falar em reduzir carga de trabalho, mantendo salário e sem fazer um planejamento objetivo, é fazer poesia e não política trabalhista. Nós precisamos deixar nossas escolas funcionando." O texto prevê que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, desde que mantidos os níveis de emprego.A proposta nasceu da PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e incorporou a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que pedia a escala 4x3. A Câmara aprovou o texto em dois turnos, por 472 votos a 22 e 461 a 19. Se passar na CCJ, a matéria segue ao plenário do Senado, onde precisa de dois turnos e de três quintos da Casa, o que equivale a 49 dos 81 senadores, segundo a Folha. A promulgação cabe à presidência do Senado, e não ao presidente da República. Aziz disse que pedirá calendário especial para acelerar a votação.

MRMarina Rocha
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Alcolumbre chama de 'não normal' os 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (1º) que o volume de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pendentes no Congresso "não é normal". São 109 pedidos de impeachment contra os 10 ministros da Corte. Questionado sobre o ministro Alexandre de Moraes, pressionado pela oposição por causa das mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ele disse que não comentaria o teor dos diálogos."A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. 109 pedidos de impeachment dos 10 ministros do STF", declarou Alcolumbre a jornalistas ao deixar o Senado, segundo o G1. Sobre as mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, o presidente do Senado foi curto: "Eu não achei nada, eu não devo achar nada."Segundo o G1, as mensagens sinalizam que Moraes discutia com Vorcaro a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo. Alcolumbre não disse se pretende dar seguimento aos pedidos. A decisão é dele: pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, e é o presidente da Casa quem arquiva ou admite cada denúncia. Só depois de admitida, a denúncia pode seguir para uma comissão especial e, em seguida, para o plenário. A pena máxima prevista é a perda do cargo, com inabilitação de até cinco anos para exercer funções públicas.Pressão no plenárioA cobrança começou dentro da própria sessão. Nesta terça, o partido Novo e o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolaram novos pedidos de impeachment contra Moraes. Viana também pediu que o ministro compareça ao Senado para prestar informações. "Excelência, estão sobre a sua mesa, sob a sua responsabilidade e a sua história", disse Viana, dirigindo-se a Alcolumbre. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato do partido à Presidência da República, afirmou: "É muito preocupante essa espécie de anestesia que nós estamos vendo por parte do Poder Legislativo, em especial por parte desta Casa."Segundo a Folha de S.Paulo, aliados de Alcolumbre consideram que a chance de um processo contra Moraes avançar é zero. O jornal relata que o presidente do Senado mantém relação de proximidade com o ministro, com quem janta com frequência, junto com o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A Folha também registra que Alcolumbre disse já sofrer pressão com pedidos de impeachment há muito tempo.O que vem agora depende de uma só pessoa. Alcolumbre decide se arquiva ou admite as denúncias, e não deu prazo para se pronunciar. Por ora, os 109 pedidos seguem sem destino definido.

MRMarina Rocha
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Mesmo com a PGR, Mendonça deve levar mensagens de Moraes e Vorcaro ao plenário do STF

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), pretende liberar para votação já na próxima semana o episódio das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão vem mesmo depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a nulidade da apuração que apontou a relação entre os dois. A informação é do G1, que ouviu fontes no tribunal.Quando o relator libera o caso, cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar a data da sessão. O plenário terá pela frente duas perguntas, segundo o G1: se Moraes, vice-presidente da corte, deve ser investigado pelas mensagens atribuídas a ele e por encontros com Vorcaro, ex-dono do Banco Master; e se Mendonça podia conduzir essa apuração sozinho, já que ministros do STF só podem ser investigados com autorização do plenário.Posição da PGRA PGR se manifestou na terça-feira (1º), antes do prazo de cinco dias que Mendonça havia concedido na segunda. Para o procurador-geral Paulo Gonet, a ordem de investigar dada pelo relator é nula. Gonet também é citado nas conversas de Vorcaro, segundo o blog de Ana Flor, do G1."A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual"Gonet acrescentou que, mesmo que fossem encontrados indícios de irregularidade, não caberia ao relator aprofundar as pesquisas sobre o colega. No tribunal, segundo o G1, circulam duas leituras sobre a conduta de Mendonça. Uma sustenta que ele não investigou ninguém: apenas pediu informações à Polícia Federal sobre as investigações do Master e recebeu material obtido por encontro fortuito de provas. Outra, seguida pela PGR, entende que houve investigação de um ministro sem autorização do plenário.O que aponta o relatório da PFAs mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo; Mendonça retirou o sigilo do relatório na terça. O documento da PF aponta trocas de mensagens e encontros entre Moraes e Vorcaro desde 2024 e traz informações sobre contratos do Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Um deles é avaliado em R$ 131 milhões, segundo a BBC News Brasil. Em uma das conversas, Vorcaro chamou o contrato de o "mais importante" do banco e pediu que os pagamentos não atrasassem nem um dia. A análise dos metadados do documento apontou que ele foi editado por Moraes. Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que seu setor de compliance consultou o ministro sobre eventuais impedimentos antes da contratação e que ele "jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master".O que vem agora é uma questão de calendário. Mendonça quer liberar o caso na semana que vem, segundo o G1, e a definição do dia cabe a Fachin. Na decisão que retirou o sigilo, o relator escreveu que a deliberação deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado, e chamou o plenário de "instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial".

MRMarina Rocha
Federal Police

Mensagens ligam pedidos atribuídos a Moraes a mudanças de Vorcaro no Brazil Journal

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele e o ex-ministro Fábio Faria atuaram em ao menos duas ocasiões para atender a pedidos atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o conteúdo de reportagens do site Brazil Journal. A apuração é da Folha de S.Paulo e se baseia em uma análise de 218 páginas produzida pela PF com dados do aparelho apreendido com Vorcaro na Operação Compliance Zero. O caso também foi noticiado pelo Valor Econômico e pelo Brasil 247.No primeiro episódio, em 26 de abril de 2024, Vorcaro procurou Geraldo Samor, fundador do Brazil Journal, durante um evento em Londres que reuniu ministros do Supremo. Segundo a PF, o banqueiro disse a Samor que "Alexandre pediu" a inclusão, em uma reportagem, da informação de que "os três ministros do STF se reuniram privativamente com o ex-primeiro ministro" Tony Blair. O relatório da polícia registra o diálogo com a descrição de que Vorcaro repassou a Samor um pedido de "Alexandre" sobre matéria jornalística.O fórum em LondresO contato ocorreu no contexto do Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado na capital britânica em abril de 2024. Outros trechos do relatório mostram Vorcaro participando da organização do encontro e tratando com auxiliares e com Fábio Faria sobre a presença e as demandas de Moraes. Dias antes, o banqueiro havia dito a outro interlocutor que organizava um "evento superexclusivo com Alexandre de Moraes em Londres".Em outro episódio localizado pela PF, Vorcaro voltou a tratar do conteúdo de uma notícia do Brazil Journal, desta vez com Fábio Faria. O banqueiro pediu ao ex-ministro que verificasse com "Alexandre" se ele queria "alterar algo ou acrescentar" ao texto e cobrou rapidez na consulta. Faria respondeu que o conteúdo estava bom e escreveu "pode liberar".Vínculos com o veículoReportagem do Estadão publicada em março mostrou que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é o cotista final de um fundo de investimentos que foi sócio das empresas do Brazil Journal e do site PlatôBR entre 2024 e o início de 2025. Em novembro do ano passado, Samor afirmou em texto público que "nem o Banco Master nem quaisquer de seus acionistas tem qualquer tipo de participação societária, direta ou indireta, no capital social do Brazil Journal". A Folha procurou o veículo, que não respondeu até a publicação desta terça-feira (1º).O destino do material passa agora pelo STF. A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se nesta terça pela nulidade da investigação comandada pelo ministro André Mendonça, que apontou relação entre Moraes e Vorcaro. De acordo com o G1, Mendonça pretende liberar o caso para votação na semana que vem, e caberá ao presidente da corte, Edson Fachin, marcar a data. Os ministros devem decidir se Moraes será investigado pelas mensagens atribuídas a ele e se Mendonça extrapolou suas atribuições ao apurar um colega sem autorização do plenário.

MRMarina Rocha
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Senado aprova Redata para atrair data centers e abre espaço ao gás natural

O Senado aprovou nesta terça-feira (1º), em votação simbólica, o projeto que cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter). O regime suspende impostos federais para estimular a instalação e a ampliação de data centers no país. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Para a Folha de S.Paulo, a aprovação foi o primeiro teste do acordo entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que destravou também a tramitação do fim da escala 6x1 e do marco legal dos minerais críticos. O projeto foi apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e substituiu uma medida provisória do governo federal, segundo o g1.O que o regime concedeSegundo a InfoMoney, as empresas habilitadas deixam de pagar PIS/Pasep e Cofins, inclusive nas importações, além de IPI e Imposto de Importação na compra de componentes eletrônicos e produtos de tecnologia da informação e comunicação. Os benefícios valem por cinco anos. O g1 reporta que o texto também zera tributos sobre a exportação de serviços do setor. Há limites: a suspensão do Imposto de Importação só vale para itens sem produção nacional equivalente, e a do IPI não alcança produtos industrializados na Zona Franca de Manaus.As empresas terão contrapartidas. Devem disponibilizar ao mercado interno pelo menos 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalada com o benefício. Também precisam investir no mínimo 2% do valor dos produtos adquiridos em pesquisa e inovação, segundo o g1 e a InfoMoney. As companhias ainda terão de publicar relatórios de sustentabilidade com o Índice de Eficiência Hídrica (WUE) e as fontes de energia usadas; a InfoMoney cita limite de 0,05 litro por quilowatt-hora, medido anualmente. Empresas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm os dois compromissos reduzidos em 20%. Quem descumprir os requisitos pode ser obrigada a recolher os tributos suspensos, com juros e multa.A manobra do gás naturalO texto original exigia que os data centers atendessem toda a demanda de energia elétrica com fontes "limpas ou renováveis", como eólica e solar. O Senado trocou essa regra por fontes de "baixa emissão", definidas como aquelas "que apresentem reduzido impacto ambiental e baixas emissões de gases de efeito estufa". O que se enquadra nessa categoria será definido por regulamento. Para a Folha, a mudança abre espaço para o gás natural.Segundo a InfoMoney, frentes parlamentares e entidades do setor haviam pedido a inclusão expressa do gás como fonte complementar. A menção explícita, porém, poderia obrigar o retorno da matéria à Câmara e atrasar a aprovação. O relator, senador Cid Gomes (PSB-CE), defendeu aproveitar a "janela de oportunidade" para atrair investimentos ao Brasil. Agora cabe a Lula sancionar o projeto, vetá-lo por inteiro ou vetar apenas trechos.

MRMarina Rocha
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Senado aprova Rodrigo Pacheco para o TCU por 63 votos a 4

O Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), de 49 anos, para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O placar foi de 63 votos a 4, em votação secreta. A vaga foi aberta pela renúncia do ministro Bruno Dantas, apresentada na segunda-feira (31), e a indicação é do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).Para a aprovação eram necessários ao menos 41 dos 81 votos. Antes da votação, o plenário aprovou um requerimento de urgência, e o nome foi analisado direto em plenário, sem sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O relator foi o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (MDB-AL), escolhido a pedido de Alcolumbre, segundo o InfoMoney. A indicação foi assinada pelo presidente da Casa e por 19 senadores, entre eles a líder do governo, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).Plenário em tom de homenagemNo parecer, Calheiros listou a biografia do indicado e defendeu o voto favorável."Faço as referências biográficas por necessárias para comprovar a qualificação do indicado, para que não paire nenhuma dúvida diante do voto favorável ao nome de Rodrigo Pacheco. Ele certamente irá abrilhantar o Tribunal de Contas da União como fez na condução serena, sábia e competente desta Casa", disse Calheiros.O senador Otto Alencar (PSD-BA) pediu aprovação por unanimidade e lembrou a atuação de Pacheco na presidência do Senado durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. "Na sustentação da democracia diante das ameaças à lisura das urnas eletrônicas e do 8 de Janeiro foi o presidente Rodrigo Pacheco um dos brasileiros mais importantes naquele momento", afirmou. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que o aliado está "balizado para qualquer posto na nossa República". Pacheco agradeceu a "missão honrosa" e a "confiança da ampla maioria". "Minha gratidão é imensa neste instante, a emoção toma conta", discursou, segundo a Folha de S.Paulo.A vaga e o que vem a seguirDantas renunciou em ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e afirmou, em nota, que deixa o cargo para se dedicar a "novos projetos". Disse encerrar o ciclo no tribunal com a convicção de que "a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude". Parlamentares já davam como certa a ida de Pacheco ao TCU desde que ele foi preterido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga do STF aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, segundo o InfoMoney. Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo Senado. Pacheco, um dos principais aliados de Alcolumbre, desistiu de concorrer ao governo de Minas Gerais e anunciou que encerrará a carreira eletiva.A indicação segue agora para a Câmara dos Deputados, que deve votá-la nesta quarta-feira (2). Se aprovada, Lula nomeia Pacheco para um cargo com mandato até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, e salário de cerca de R$ 44 mil. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a interlocutores que a votação deve ocorrer sem transtornos, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, relatou que Lula disse ter "muito gosto" pela aprovação do nome, segundo o InfoMoney.

MRMarina Rocha
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Toffoli libera campanha digital de Renan Santos e autoriza debates e repasses

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta terça-feira (1º) a campanha digital de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão. A decisão reverteu as restrições impostas no domingo (30), que suspenderam a propaganda digital do candidato, vetaram debates e bloquearam repasses do Fundo Eleitoral.A pedido da defesa, segundo a InfoMoney, Toffoli autorizou a propaganda eleitoral da chapa por todos os endereços eletrônicos já registrados no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), entre eles os 16 perfis declarados fora do prazo e suspensos no fim de semana, relata o G1. Liberou também a participação em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação, além do acesso aos recursos do Fundo Eleitoral, inclusive valores já repassados à campanha. As plataformas digitais tiveram duas horas para restabelecer os perfis do candidato.A liberação mantém controles. Os perfis continuam excluídos dos sistemas de recomendação de conteúdo das plataformas, que devem restabelecer as contas registradas no Divulgacand, sistema oficial do TSE, mantendo a guarda cautelar dos registros de acesso, sob pena de multa de R$ 10 mil por hora e por perfil, informa a Folha de S.Paulo. Renan tem 72 horas para informar quando cada perfil foi criado e passou a ser usado eleitoralmente e para declarar a existência de outras contas. A Procuradoria-Geral Eleitoral foi intimada a se manifestar em até 24 horas e a avaliar eventuais infrações eleitorais e criminais. O descumprimento pode resultar no indeferimento do registro da candidatura, segundo a InfoMoney.Por que a campanha havia sido suspensaAs restrições foram determinadas no domingo (30), depois que Renan informou ao TSE a existência de 16 perfis em redes sociais com 12 dias de atraso. Ao pedir o registro da candidatura, o empresário, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e estreante em eleições, havia declarado apenas um site e um perfil no X. A norma do TSE exige que todas as contas usadas na campanha sejam registradas e determina que as plataformas as retirem dos sistemas de recomendação. Segundo a Folha, a suspensão veio depois que o jornal revelou a omissão, que deixou os perfis não declarados sujeitos às recomendações algorítmicas, ao contrário dos perfis dos concorrentes. Na terça, Meta e TikTok informaram ao TSE que retiraram do ar as contas citadas na decisão de domingo.Toffoli afirmou que as medidas de domingo tinham finalidade cautelar, de preservar informações e subsidiar a análise do registro da candidatura, e que a área técnica do TSE produziu mais de mil páginas de capturas de tela das redes do candidato. Na decisão desta terça, destacou que a "omissão intencional ou tardia" na entrega dos dados configura indício de fraude, relatou a InfoMoney.Pouco antes da nova decisão, Renan criticou a suspensão em coletiva de imprensa e ligou as restrições às críticas que faz aos envolvidos no caso Banco Master. Ele disse não acreditar em coincidência e orientou seus advogados a não comparecer a uma reunião no gabinete de Toffoli, pedida pela própria defesa. "Nós não vamos nos reunir, nós não vamos ceder em nada do que nós falamos, em nada do que nós fizemos", declarou. O registro da candidatura segue pendente no TSE: o candidato tem 72 horas para entregar as informações exigidas, e a Procuradoria-Geral Eleitoral, 24 horas para se manifestar.

MRMarina Rocha
Politics

Moraes editou contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e escritório da esposa

Registros digitais obtidos em investigações apontam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atuou na edição de um contrato de prestação de serviços advocatícios de cerca de R$ 130 milhões entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi publicada nesta terça-feira (1º) pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo.Os metadados do arquivo, enviado por aplicativo de mensagens e extraído do celular de Vorcaro, registram o nome e o usuário vinculados ao ministro como autor da última modificação do documento, segundo a apuração. O contrato previa a contratação da banca Barci de Moraes Sociedade de Advogados para atuação jurídica e consultoria estratégica, com honorários globais de cerca de R$ 130 milhões.O que diz o escritórioEm nota, o escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro participou da análise da minuta contratual. A banca disse que seu setor de compliance o consultou "na condição de marido da sócia diretora" sobre a eventual existência de impedimentos legais para o negócio, como ações no STF sob sua relatoria.Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados.O contexto das investigaçõesVorcaro foi preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado, na operação Compliance Zero, quando tentava embarcar em jato particular rumo a Malta e a Dubai, nos Emirados Árabes. Segundo a revista VEJA, os registros do celular dele também mostram mensagens trocadas com Moraes antes da prisão, em 17 de novembro. O banqueiro perguntou se "Galípolo tá sabendo", se "conseguimos fazer algo" e se "acha que segunda já tenho que estar fora?", em referência ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.Ainda segundo a VEJA, os investigadores apontam que Vorcaro autorizou cartões de crédito para os dois filhos do ministro, cada um com limite de R$ 300 mil. Os materiais apreendidos foram encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no STF das investigações sobre o Master.Na segunda-feira (31), Mendonça enviou ofício à Procuradoria-Geral da República pedindo esclarecimentos sobre uma mensagem do celular de Vorcaro em que ele dizia precisar de proteção do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A PGR tem cinco dias para se manifestar e, segundo o G1, não retornou aos contatos da reportagem. O caso segue sob análise de Mendonça.

MRMarina Rocha
Politics

Lula assina decretos com água gratuita em eventos e freio ao cambismo em shows

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta segunda-feira (31), em cerimônia no Palácio do Planalto, dois decretos que mudam as regras de shows e outros eventos culturais no país. Um deles regulamenta a venda e a transferência de ingressos pela internet e cria mecanismos contra o chamado cambismo digital, a revenda especulativa de ingressos. O outro obriga a distribuição gratuita de água potável em grandes eventos.Segundo o governo, o objetivo é combater práticas abusivas e enganosas e garantir transparência no preço cobrado nos ingressos, informa o g1. Na cerimônia, Lula se dirigiu aos administradores de portais de fãs de artistas convidados para o ato. "Esses decretos foram assinados graças a vocês", discursou o presidente, segundo o Correio Braziliense. Estavam presentes a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a primeira-dama, Janja, o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, e os ministros Guilherme Boulos, Sidônio Palmeira e Míriam Belchior, além dos fãs.Regras para ingressosO decreto sobre ingressos determina que o vendedor original adote medidas para:"prevenir e impedir a aquisição massiva, abusiva ou especulativa de ingressos, inclusive por meio de sistemas automatizados, softwares, scripts ou outros meios"As bilheterias digitais deverão usar filas virtuais, pré-cadastro e limites de ingressos por consumidor, além de individualizar os ingressos e garantir autenticidade e rastreabilidade, para impedir duplicações e falsificações. O comprador passa a ver, desde o início, o preço total e a discriminação das taxas, com a posição na fila virtual e o tempo estimado de espera. Ficam proibidas taxas duplicadas, de natureza semelhante ou sem serviço prestado, e a inclusão automática de serviços adicionais sem anuência do consumidor.Plataformas de revenda terão de deixar claro que não são canais oficiais de venda, declarar o preço de face do ingresso e avisar quando ele for vendido por valor superior. Elas também devem identificar padrões de revenda habitual, profissional ou organizada e remover anúncios irregulares. As regras protegem a meia-entrada: é proibido limitar artificialmente o benefício, as taxas não podem esvaziar o desconto e as empresas devem informar quantos ingressos com desconto foram disponibilizados e vendidos. A transferência de titularidade será gratuita, e o cancelamento gera reembolso integral, inclusive das taxas. Segundo o Correio Braziliense, a norma vale para as vendas digitais e não se aplica a bilheterias exclusivamente físicas nem a eventos esportivos.Água gratuitaO segundo decreto transforma em regra de nível presidencial uma obrigação que, desde 2023, constava de portaria da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça. A portaria surgiu após a morte da fã Ana Benevides, de 23 anos, que passou mal durante o show de Taylor Swift no Rio de Janeiro, marcado pelo forte calor. Com o decreto, as regras passam a ter força de lei regulamentar em todo o país.Eventos com previsão de mais de mil pessoas deverão oferecer bebedouros ou distribuir água gratuitamente. O público tem o direito de entrar com garrafas ou recipientes pessoais com água potável, e a venda de bebidas no local não elimina a obrigação de hidratação gratuita. Os pontos de água e de venda de bebidas devem ficar em locais de fácil acesso, e deve haver estrutura para o resgate rápido em emergências. O que vem agora é fiscalização: os órgãos de defesa do consumidor vão acompanhar os preços da água mineral vendida nos eventos para coibir altas sem justa causa, e as plataformas de ingressos ficam sujeitas às novas obrigações de transparência e à remoção de anúncios irregulares de revenda.

MRMarina Rocha
justice

Mendonça dá 5 dias para PGR explicar mensagem de Vorcaro sobre "Andrei e Paulo"

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou na segunda-feira (31) à PGR (Procuradoria-Geral da República) um ofício com um relatório da Polícia Federal em que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e preso na operação Compliance Zero, pede a um interlocutor a atuação de "Andrei e Paulo" a seu favor. Para a PF, as referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação, e a Paulo Gonet, que comanda a própria PGR. Mendonça, relator do caso na Corte, fixou cinco dias para a procuradoria se manifestar.A divulgação do documento ocorreu nesta terça-feira (1º). O site Metrópoles publicou a informação primeiro. A Folha de S.Paulo e a TV Globo confirmaram o teor do material.O que diz a mensagemA anotação foi encontrada em um dos celulares de Vorcaro no fim de outubro do ano passado, segundo o G1. No texto, o banqueiro descreveu a situação do banco e os problemas que enfrentava. Disse ter recebido informações confidenciais de integrantes do Banco Central de que "G", que o relatório associa ao presidente Gabriel Galípolo, e os demais diretores estavam sob forte pressão para adotar alguma medida contra a instituição, em razão de cobrança intensa da PF e do MPF."Daniel Vorcaro também afirmou ser importante que o interlocutor reforçasse, junto a Andrei (provavelmente Andrei Augusto Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal) e Paulo (provavelmente Paulo Gonet Branco, Procurador-Geral da República), a necessidade de impedir que subordinados, dentro das estruturas hierárquicas da PF e do MPF, praticassem 'alguma sacanagem', pois, segundo ele, 'aí vai tudo pro saco'", diz o relatório, citado pelo G1.Quem receberia o recadoO interlocutor não foi identificado. Vorcaro tinha o hábito de salvar anotações, tirar prints e encaminhar a imagem como visualização única, o que dificulta o rastreamento das conversas. Investigadores da PF não descartam que a mensagem fosse um pedido de proteção dirigido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.Procuradas, as assessorias de Andrei Rodrigues, de Gonet e de Moraes não haviam respondido até a publicação desta reportagem. A Folha informa que enviou mensagens aos três às 9h40 desta terça. A PGR também não retornou os contatos feitos pela equipe do G1.O próximo passo é da PGR: a procuradoria tem cinco dias, contados do envio do ofício na segunda (31), para se manifestar sobre o relatório da PF.

MRMarina Rocha
congress

Alcolumbre indica Rodrigo Pacheco para o TCU após saída de Bruno Dantas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou nesta segunda-feira (31) o senador e ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco para o Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta pela saída antecipada do ministro Bruno Dantas, que formalizou a decisão em ofício enviado ao presidente do tribunal, Vital do Rêgo Filho.Em nota e vídeo divulgados na segunda, Dantas disse que deixa o cargo para se dedicar a "novos projetos". Segundo o G1, ele afirmou encerrar o ciclo no tribunal com a convicção de que "a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude". A vaga é da cota de indicação do Senado. Como no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro do TCU permanece no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, caso não decida sair antes.A indicação foi assinada por Alcolumbre e por 19 senadores, entre eles a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). Segundo a Folha de S.Paulo, Alcolumbre pediu que os líderes partidários assinassem o ato para reforçar publicamente o caráter coletivo da escolha. No início do mês, o líder do MDB, Eduardo Braga (AM), disse ao jornal que a vaga de Dantas pertencia ao partido e que a bancada só abriria mão dela em favor de Pacheco. Três líderes ouvidos pela Folha preveem uma das maiores votações da história da Casa.O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), defendeu o nome à Folha:"Pacheco foi um dos maiores e melhores presidentes do Senado e do Congresso com o qual convivi. Um democrata que demonstrou sua coragem e força nas eleições de 2022, quando defendeu a lisura das urnas eletrônicas, e quando se posicionou fortemente contra os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023."A indicação chega depois de uma ruptura entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alcolumbre defendia Pacheco para o STF na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Lula optou pelo então advogado-geral da União, Jorge Messias, rejeitado em votação no Senado. Depois da derrota, segundo o G1, Lula se afastou politicamente de Alcolumbre por considerar que ele atuou para inviabilizar a aprovação. Em agosto, os dois retomaram o diálogo, em meio à busca do governo por apoio no Congresso para pautas do ano eleitoral, como as propostas de emenda à Constituição (PECs) do fim da escala 6x1 e da segurança pública.O que vem a seguirSegundo a Folha, Alcolumbre pretende colocar o nome em votação no plenário nesta terça-feira (1º); se o quórum estiver baixo, até quarta (2). O G1 noticiou que a indicação seguiria para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com sabatina, mas a Folha relatou que Alcolumbre telefonou a Otto Alencar para dizer que quer a votação direta no plenário, sem sabatina, o que será feito. O regimento interno dispensa sabatina para os escolhidos do Senado; a última ocorreu em 2021, quando três senadores disputavam a vaga e o então presidente Pacheco decidiu realizá-la, vencida por Antonio Anastasia sobre Kátia Abreu e Fernando Bezerra. Depois do Senado, o nome ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados. Aprovado nas duas casas, o presidente da República nomeia o novo ministro.

MRMarina Rocha
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Câmara aprova MP com até R$ 30 bi em crédito para taxistas e motoristas de app

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (31) a medida provisória que disponibiliza até R$ 30 bilhões em linhas de crédito para motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar comprarem veículos novos que atendam a critérios de sustentabilidade. O texto segue agora para análise do Senado.A MP foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho, como continuação do programa Move Brasil, que não teve todos os recursos do crédito colocados à disposição, segundo o G1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a votação. "Todo o esforço para que essa medida provisória fosse votada foi no sentido de podermos dar a esses profissionais, esses motoristas, a condição de poder acessar um crédito mais justo, com juros subsidiados", declarou.Como funcionará o créditoAs linhas serão oferecidas pelo BNDES, pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, ou por instituições habilitadas por eles. O texto autoriza o uso de recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para cobrir os financiamentos: a garantia pode chegar a 100% do valor de cada operação, com limite de 50% da carteira garantida de cada banco.Segundo a CNN Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá taxas, prazos e carências, e poderá fixar condições diferenciadas para motoristas mulheres. Cada motorista de transporte remunerado terá acesso a um veículo; nas cooperativas de taxistas, o limite é de um carro por pessoa. O crédito também pode ser usado para financiar seguros e artigos de segurança para mulheres.Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços definirão os critérios de elegibilidade dos veículos, levando em conta "critérios de sustentabilidade ambiental, social ou econômica", diz o texto. Duas semanas antes da votação, o Planalto ampliou o teto de financiamento por veículo de R$ 150 mil para R$ 200 mil. Segundo o BNDES, o programa já soma mais de R$ 1 bilhão em financiamentos aprovados, com valor médio de cerca de R$ 102 mil até julho.O próximo passo é o Senado. A casa precisa votar o texto para que as regras do crédito sejam mantidas em definitivo.

MRMarina Rocha
Economy

Orçamento 2027: gatilho fiscal limita gastos com pessoal a 0,6% acima da inflação

O projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, entregue ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), condiciona os reajustes dos servidores públicos federais ao gatilho da regra fiscal. Enquanto as contas do governo seguirem no vermelho, os gastos com pessoal não poderão crescer mais do que 0,6% ao ano acima da inflação. A proposta foi reportada pelo G1 e pela Agência Brasil.O mecanismo está previsto no Artigo 6 do arcabouço fiscal e foi reforçado pelo Congresso no fim de 2024. Ele é acionado no ano seguinte ao registro de déficit primário, quando as receitas ficam abaixo das despesas sem contar os juros da dívida pública, e só pode ser desligado quando voltar o superávit primário. Como o governo registrou déficit em 2025 e projeta rombo de R$ 52 bilhões para 2026, a limitação deve valer em 2027, o primeiro ano de um novo mandato presidencial.Limite até 2030Até 2030, se as contas permanecerem no vermelho, as despesas com servidores não poderão crescer acima do piso permitido pelo arcabouço fiscal (0,6% ao ano acima da inflação). O teto alcança ativos, aposentados e pensionistas, mas não vale para o pagamento de sentenças judiciais, como os precatórios, segundo a Agência Brasil. Na prática, a regra impede aumentos com ganho real em 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu o efeito em junho:"Temos o novo marco fiscal, criamos um gatilho adicional. Ano que vem não vamos ter ganho real ao servidor público, o que é um ganho [em termos de contenção de despesas] em um primeiro ano de governo", disse Durigan.O arcabouço fiscal foi aprovado em 2023, no primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A regra limita o crescimento da despesa a 70% da alta da receita, ou a 2,5% ao ano acima da inflação.Acordos de 2024A restrição chega depois dos acordos salariais fechados em 2024 entre o Executivo federal e a maior parte do funcionalismo. As negociações contemplaram reajustes para 2025 e 2026 e reestruturações de carreiras, e cobriram 98,2% dos servidores federais. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou na época que os acordos garantiriam a reposição da inflação ao longo do mandato de Lula, com ganho real adicional.O projeto segue agora para análise no Congresso Nacional, que pode alterar a proposta na tramitação. A peça precisa estar aprovada antes de 1º de janeiro, quando começa o exercício de 2027 e a limitação passa a valer.

MRMarina Rocha
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Moraes marca para setembro julgamento contra Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), colocou na pauta do plenário virtual o julgamento do caso penal que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra instituições brasileiras. A janela de votação vai de 11 a 18 de setembro, segundo a Folha de S.Paulo.O caso tramita na Primeira Turma do tribunal, formada por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A Folha descreve a pauta como o julgamento da ação penal, que apura os crimes de coação, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de Direito. A CartaCapital e o Globo tratam a mesma sessão como o julgamento do recurso da Defensoria Pública da União (DPU) contra a condenação de Eduardo Bolsonaro aplicada em junho.A condenação de junhoEduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado em junho a quatro anos e dois meses de reclusão por coação no curso do processo. Segundo a CartaCapital, ele tentou, por meio de chantagens contra o Brasil, livrar o pai da condenação por liderar a tentativa de golpe de Estado. O recurso incluído agora na agenda foi apresentado pela DPU, que defende Eduardo no tribunal.No voto que levou à condenação, Moraes apontou ao menos nove ações de Eduardo Bolsonaro para intimidar autoridades brasileiras envolvendo a atuação do governo dos Estados Unidos. Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o relator."No intuito de beneficiar seu próprio pai, a atividade criminosa de Eduardo Bolsonaro prejudicou todo o País e não amedrontou essa Corte, como jamais amedrontará o STF", declarou Moraes no julgamento.O julgamento de setembroA Folha relata que a ação penal tem como réus Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. Os dois respondem por articular ações junto ao governo americano com o objetivo de intervir nos processos contra Jair Bolsonaro no Brasil. Em julho, a CartaCapital noticiou que a defesa pede aos ministros o benefício da redução da pena.Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o início de 2025, segundo a CartaCapital, e só poderá cumprir a pena depois de se apresentar à Justiça. A Folha o identifica como deputado federal licenciado pelo PL-SP; a CartaCapital o trata como ex-parlamentar. No plenário virtual, os ministros da Primeira Turma votam de forma eletrônica ao longo da semana. O julgamento começa em 11 de setembro e a janela se encerra em 18 de setembro; um pedido de vista pode adiá-lo.

MRMarina Rocha
Elections

Toffoli suspende propaganda digital de Renan Santos e veta debates e repasses

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a propaganda eleitoral digital de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. A decisão foi tomada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31). Além da suspensão, o ministro bloqueou novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha à chapa e proibiu a participação em debates de rádio, TV, podcasts e outros meios de comunicação. Toffoli é o relator do pedido de registro da candidatura, e a medida alcança também o candidato a vice, Aroldo Medina.A "omissão estratégica" apontada por ToffoliA decisão atinge os perfis não declarados à Justiça Eleitoral. No pedido de registro, protocolado em 7 de agosto, Renan informou apenas um perfil no X e um site, que podem continuar ativos. Somente em 19 de agosto a chapa apresentou 18 contas em redes sociais, 16 delas fora do prazo, segundo o TSE. A legislação eleitoral exige que os candidatos declarem, no ato do registro, todas as redes que serão usadas em propaganda.Para Toffoli, houve uma "omissão estratégica" da chapa ao demorar a prestar as informações. "A omissão estratégica da informação sobre as redes sociais, fundante de toda a legitimidade da campanha digital a ser desenvolvida, denota, por si, descompromisso com aqueles bens jurídicos", escreveu o ministro."As redes não informadas beneficiam-se de algoritmos opacos e se furtam ao controle social e legal. Dissimulam-se como usuários comuns, transitando à margem do espaço legítimo de disputa no ambiente digital."Em trecho citado pela BBC News Brasil, Toffoli afirma que o candidato sabia da obrigação e que "os benefícios já auferidos são irreversíveis". Para o ministro, informar os endereços "por simples peticionamento nos autos, sem requerimento de urgência ou sequer justificativa para a atuação tardia, impõe a adoção de medidas imediatas".Multas e prazos da decisãoO descumprimento tem multa definida. Cada postagem de propaganda após a decisão gera multa de R$ 50 mil, inclusive em perfis de terceiros, e cada participação em debate também custa R$ 50 mil. Gastos com recursos já repassados do fundo ficam suspensos, sob pena de 1% dos valores. Toffoli deu 24 horas para a campanha informar a data de criação de cada perfil e o início da sua utilização para fins de propaganda. As plataformas digitais também foram alcançadas: devem preservar os conteúdos postados desde 7 de agosto, suspender as contas irregulares e retirá-las dos sistemas de recomendação, sob multa de R$ 10 mil por hora e por perfil, além de entregar dados de postagens, impulsionamentos e anúncios, sob multa diária de R$ 50 mil.Toffoli já havia retirado da pauta do TSE, no fim de semana, o julgamento do registro da candidatura, ao apontar indícios de ilicitude, e repetiu o argumento agora. O registro segue pendente. Empresário e fundador do MBL, Renan Santos disputa a primeira eleição dele. Ele ainda não se pronunciou publicamente sobre a decisão e convocou uma coletiva de imprensa para as 17h desta segunda, em São Paulo.

MRMarina Rocha
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Augusto Cury assume o 3º lugar na corrida presidencial com 11% na Nexus e 7,8% na Atlas

O escritor Augusto Cury (Avante) alcançou o terceiro lugar na corrida presidencial nas pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Bloomberg divulgadas nesta segunda-feira (31). Na BTG/Nexus, saltou de 2% para 11% das intenções de voto no primeiro turno. Segundo a CNN Brasil, ele é o primeiro nome da chamada terceira via a registrar dois dígitos nessa disputa.Na Atlas/Bloomberg, Cury foi de 1,6% para 7,8%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem na liderança. Lula tem 43,4% contra 33,7% de Flávio na Atlas e 39% contra 33% na Nexus, segundo o Estadão. Atrás de Cury vêm, na Atlas, Renan Santos (Missão), com 7,6%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 3,3%. Na Nexus, Caiado aparece em quarto, com 5%, seguido por Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%. Em outra projeção de primeiro turno, o coach Pablo Marçal, inelegível por decisão da Justiça Eleitoral, pontua 3%.Como as pesquisas foram feitasA BTG/Nexus ouviu 2.005 pessoas por telefone entre 28 e 30 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-08900/2026. A AtlasIntel ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de um ponto percentual, e tem registro BR-07972/2026. Segundo o Estadão, os dois levantamentos registram o movimento do eleitorado após o debate promovido por Band e Estadão, as sabatinas da TV Globo e o início do horário eleitoral gratuito, no dia 28.Onda nas redes e reação das campanhasO crescimento acompanha uma onda nas redes sociais. Segundo levantamento da Vox Radar divulgado pela CNN Brasil, Cury foi o presidenciável que mais ganhou seguidores no Instagram após o primeiro debate, com alta de 19,4%, de 8,3 milhões para 9,9 milhões de seguidores. As buscas pelo seu nome no Google subiram 900% na semana seguinte ao encontro. Na série da Nexus, o escritor tinha 1% em 3 de agosto e 2% na rodada de 24 de agosto.Nas campanhas rivais, a leitura é de ceticismo. Dirigentes do PT e do PL ouvidos pela CNN Brasil tratam a alta como um "voo de galinha" e avaliam que Cury não tem estrutura partidária para alcançar o segundo turno. Há, porém, um alerta compartilhado. Segundo a CNN, as duas campanhas temem que o eleitor que migrou para Cury, desiludido com a polarização, não compareça às urnas em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio.O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Nenhum dos dois institutos projetou cenários de segundo turno com Cury. Nas simulações divulgadas sem o escritor, a Atlas dá a Lula 47,1% contra 42,6% de Flávio, e a Nexus mostra 46% a 45%, diferença dentro da margem de erro.

MRMarina Rocha
Elections

BTG/Nexus: Lula abre 6 pontos no 1º turno, e Flávio cai para 33%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 39% das intenções de voto no primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu quatro pontos, de 37% para 33%, na nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31). O escritor Augusto Cury (Avante) saltou de 2% para 11% e assumiu isolado o terceiro lugar na disputa.Lula tinha 41% na rodada anterior e recuou dois pontos. É a primeira medição da Nexus depois do primeiro debate na televisão, das entrevistas dos presidenciáveis ao Jornal Nacional e do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, segundo a revista VEJA. Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado não recebe lista de nomes, Lula tem 37%, Flávio 30% e Cury passou de 1% para 8%. Os indecisos recuaram de 15% para 13%.Empate técnico no segundo turnoEm um eventual segundo turno, Lula tem 46% e Flávio, 45%, apura o Poder360. A diferença de um ponto fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. Na rejeição, os dois seguem como os candidatos mais rejeitados da corrida: 50% dos eleitores dizem que não votariam em Flávio, e 49% dizem o mesmo de Lula.No cenário de primeiro turno que inclui Pablo Marçal (PRTB), Lula tem 37% e Flávio, 31%. Atrás dos três primeiros colocados, Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 3%, e Romeu Zema e Samara Martins com 1% cada, segundo a VEJA.Desaprovação do governo sobe a 51%A desaprovação do governo Lula subiu de 49% para 51%, e a aprovação caiu de 48% para 46%. Os cinco pontos de distância entre os dois indicadores são os maiores desde maio na série do levantamento. Entre os que desaprovam o presidente, 62% apontam a insatisfação com os resultados das políticas, ações, obras e leis como principal motivo, e 20% dizem rejeitar as ideias de Lula.A Nexus ouviu 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026 e foi pago pelo banco BTG Pactual. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Economy

Governo retoma negociação com os EUA e teme tarifaço permanente

O governo Lula retoma nesta segunda-feira (31) as negociações comerciais com os Estados Unidos com auxiliares céticos quanto à possibilidade de um acordo. A equipe do presidente teme que o tarifaço se torne permanente caso o impasse se prolongue, segundo a Folha de S.Paulo.A rodada de conversas será virtual, por volta das 14h30 de Brasília, entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e Jamieson Greer, do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O encontro foi confirmado pelo ministério depois do telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na sexta-feira (21), quando os dois presidentes concordaram com a necessidade de retomar o diálogo, relata o Brasil de Fato.O precedente de aço e alumínioUm representante do governo lembrou à Folha que as barreiras comerciais sobre aço e alumínio foram impostas em 2018, no primeiro mandato de Trump, e que Joe Biden, seu sucessor, nada fez para revogá-las. Parte do Palácio do Planalto receia que o cenário se repita com a sobretaxa de 25%, aplicada com base em práticas comerciais do Brasil apontadas como injustas pelos americanos.Em julho, os Estados Unidos estabeleceram sobretaxas adicionais de 25% e 12,5% sobre parcelas das importações brasileiras. As medidas combinadas atingem 23,1% das exportações brasileiras para o mercado americano, segundo o Brasil de Fato. O governo recorreu à Organização Mundial do Comércio e mantém em análise medidas de reciprocidade. Ainda assim, Márcio Elias Rosa defende que a negociação seja a prioridade.O telefonema e a eleiçãoO telefonema de 21 de agosto descongelou a relação entre os dois países, na avaliação de um integrante da equipe de Lula. Ele disse à Folha que a ligação levou representantes da Casa Branca a procurar o Planalto e que, sem ela, apenas uma proposta vantajosa aos EUA teria destravado as conversas. A ligação foi facilitada novamente por grandes empresários com interlocução direta com o gabinete de Trump. Em 2025, a Folha mostrou que Joesley Batista, dono da JBS, teve papel fundamental no encontro entre os presidentes do Brasil e dos EUA.Segundo auxiliares, Lula pediu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e tente fechar um acordo. A tese de que um estado frequente de embate com Trump beneficia o petista na disputa de outubro não é consenso no governo. Parte dos assessores avalia que o presidente sairia fortalecido com um entendimento econômico entre os dois países, embora as expectativas de acordo antes da eleição sejam baixas. A reunião de segunda-feira tem caráter técnico e não contará com Lula nem Trump. Os próximos passos dependem das conversas entre Rosa e Greer até o pleito presidencial de outubro.

MRMarina Rocha
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Campanha de Lula pede no TSE cassação de Flávio por 'showmício' em Barretos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou neste sábado (29) quatro representações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra adversários na eleição presidencial. Os alvos são os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL). Segundo a Folha de S.Paulo, as peças tratam de informações falsas, uso de inteligência artificial, ofensas e abuso de poder.As ações foram assinadas pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PC do B. O pedido mais duro recai sobre a Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, um dos maiores festivais do gênero na América Latina.O caso BarretosNa representação sobre o festival, a coligação de Lula afirma que a chapa do PL usou estrutura profissional de som e luz e reuniu 60 mil pessoas em um "showmício" disfarçado, custeado e patrocinado por empresas privadas e órgãos estatais. Para a campanha, o episódio configuraria financiamento empresarial indevido. A federação pede a cassação do registro de candidatura da chapa e a declaração de inelegibilidade de Flávio.Segundo a Folha, Flávio subiu ao palco acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. Ele disse à plateia que "todos que acreditam em Deus" sabem que o agronegócio é o coração do país e se apresentou como futuro presidente. O locutor do evento o anunciou como "nosso candidato à Presidência do Brasil", e o público gritou "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão". O jornal afirma ter procurado a assessoria do senador e a organização da festa por WhatsApp, sem retorno.A escalada no tribunalA ofensiva começou antes do sábado. Na quarta-feira (26), a equipe jurídica de Lula apresentou ao TSE duas representações contra Renan Santos (Missão) e Caiado por falas no primeiro debate presidencial, do qual o petista não participou, segundo a CNN Brasil. Os pedidos incluem a remoção dos conteúdos das redes sociais e multa de R$ 30 mil a cada candidato. O advogado Ricardo Penteado, que representa a campanha de Caiado, respondeu em nota: "É uma desfaçatez que, além de recusar-se a responder às críticas que lhe foram feitas, queira calar seu adversário com essa tentativa de censura. Evidentemente, a Justiça brasileira não o atenderá."As quatro representações protocoladas no sábado agora aguardam decisão dos ministros do TSE. A campanha de Flávio já havia acionado o tribunal na quinta-feira (27) para questionar o uso do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, para fins eleitorais por Lula. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo gira em torno de Vorcaro e do filme 'Dark Horse'

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, foi sabatinado nesta sexta-feira (28) pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, na TV Globo. A entrevista foi transmitida dos Estúdios Globo, no Rio, e foi a quinta de uma série com os seis presidenciáveis melhor colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto. Nesta eleição, pela primeira vez, as sabatinas são exibidas depois do "Jornal Nacional". Nas eleições anteriores, elas ocorriam dentro do telejornal. A ordem dos entrevistados foi sorteada com a presença de representantes dos partidos.Vorcaro e 'Dark Horse'O maior espaço da sabatina ficou com o caso do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato. Flávio afirmou que não há nada de errado em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção."Não tem absolutamente nada de irregular nesse filme (...) Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro", disse o candidato.Em maio, o site The Intercept Brasil revelou mensagens e um áudio em que Flávio cobra dinheiro de Vorcaro para o filme. Segundo a reportagem, o ex-banqueiro repassou R$ 61 milhões à produção. Os pagamentos são investigados pela Polícia Federal, em inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura se parte dos recursos pagou contas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato, nos Estados Unidos, e se houve desvio de emendas parlamentares. Perguntado sobre a natureza da relação com Vorcaro, Flávio respondeu: "A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada". E acrescentou: "Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida (...) Era um sonho que tava se realizando ali".As checagens e o que vem a seguirPressionado a divulgar o contrato e a planilha de gastos do filme, Flávio disse que a prestação de contas foi feita antes do prazo de 30 dias que ele próprio fixou, inclusive na investigação da Polícia Civil de São Paulo. A equipe do Fato ou Fake, do g1, classificou a afirmação como falsa. Segundo a checagem, o laudo apresentado em junho pela empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, aponta custos de R$ 75,1 milhões, mas não traz notas fiscais, recibos ou comprovação da origem do dinheiro. O perito contratado admitiu não ter tido acesso ao fundo americano Havengate. Outra declaração, a de que o repasse foi um "patrocínio" privado, recebeu o selo "não é bem assim" do g1: em maio, o próprio Flávio havia dito à GloboNews que os recursos foram para um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. Segundo o blog de Andréia Sadi, do g1, a PF apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos negócios envolvendo o candidato e o filme.Questionado se foi adequado visitar Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já estava preso com tornozeleira eletrônica, Flávio não respondeu diretamente e atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro (...) quem deve explicações é o Lula", afirmou. Lula disse em fevereiro que recebeu Vorcaro no fim de 2024, a pedido do ex-ministro Guido Mantega, em compromisso sem registro na agenda oficial do Planalto, e que garantiu ao banqueiro que haveria "uma investigação técnica, feita pelo Banco Central".Sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, Flávio foi perguntado que garantias pode dar ao eleitor de que não tentará um golpe de Estado. O candidato criticou a condenação do pai pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão e disse que "uma grande farsa foi armada" para "tirar Bolsonaro da vida pública".Na mesma sexta, a CNN Brasil informou que a produtora de "Dark Horse" adiou para a semana que vem a entrega à PF dos documentos sobre o filme. O pedido foi feito em 18 de agosto, com solicitação de faturas, contratos, demonstração de despesas e comprovantes da origem dos recursos. O inquérito segue sob relatoria de Mendonça no STF. A série de sabatinas terminou no sábado (29), com Augusto Cury (Avante). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Segundo a BBC News Brasil, Lula e Flávio Bolsonaro estão à frente nas pesquisas de intenção de voto.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Quaest em 23 estados e no DF: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em SP, MG e RJ

Uma série de pesquisas estaduais da Quaest divulgada nesta semana coloca o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os levantamentos, compilados pelo G1, cobrem 23 estados e o Distrito Federal e medem a intenção de voto para o 1º turno, marcado para 4 de outubro.Em São Paulo, Lula e Flávio aparecem com 30% cada um, segundo o G1 e O Globo. Em Minas Gerais, o senador tem 31% e o presidente, 30%. No Rio de Janeiro, Flávio registra 31% e Lula, 29%. No Distrito Federal, o petista aparece com 28% contra 26% do adversário. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nas demais unidades da federação, o que mantém todas essas disputas empatadas tecnicamente.Onde cada candidato lideraLula abre as maiores vantagens no Nordeste e no Norte. O presidente tem 38 pontos de frente no Maranhão (58% a 20%), 35 em Pernambuco (54% a 19%), 34 em Sergipe e 33 na Bahia (50% a 17%), de acordo com o G1. A CNN Brasil confirmou os números do Maranhão e informou que o instituto ouviu 900 eleitores no estado entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de três pontos. No Amapá (36% a 33%) e no Amazonas (38% a 33%), Lula também aparece à frente, em placares dentro da margem.Flávio Bolsonaro lidera no Sul e em parte do Norte e do Centro-Oeste. Segundo o G1, o senador tem 35 pontos de vantagem em Roraima, 25 em Santa Catarina (45% a 20%), 20 em Rondônia e 17 no Acre (42% a 25%). No Paraná, registra 41% contra 23% de Lula. No Mato Grosso, são 43% contra 26%. Goiás é o único estado em que o governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece numericamente à frente, com 32%, em empate técnico com Flávio, que tem 27%. Lula soma 20% no estado.Indecisos concentram atenção das campanhasO Rio Grande do Sul tem o maior índice de indecisos da série, 18%, seguido por Minas Gerais e Paraná, com 17% cada, e Rio de Janeiro, com 16%, segundo o G1. No estado do Rio, outros 16% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.Todas as pesquisas da série estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral. No Maranhão, o levantamento foi encomendado pela Rede Mirante, afiliada da Globo, informou a CNN Brasil. Os relatórios publicados pela Quaest identificam os levantamentos como "Rodada 1", o que indica novas medições estaduais até o 1º turno de 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Omar Aziz mantém texto da Câmara e rejeita as 12 emendas à PEC do fim da escala 6x1

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC do fim da escala 6x1 no Senado, apresentou nesta quinta-feira (27) parecer favorável à proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e rejeitou as 12 emendas apresentadas por outros senadores. Com a decisão, Aziz manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, o que evita que a matéria tenha de voltar aos deputados, segundo o Poder360.A PEC 221/2019 altera a Constituição para reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso semanal remunerado, o fim da escala 6x1, sem redução de salário. A transição ocorre em duas etapas: a jornada cai para 42 horas dois meses após a promulgação e chega a 40 horas após 12 meses. O texto preserva acordos e convenções coletivas e exclui do controle de jornada profissionais com diploma de nível superior e salário igual ou superior a 2,5 vezes o teto do INSS, salvo acordo coletivo.Emendas rejeitadasSegundo o Poder360, as emendas barradas tentavam, na maioria, flexibilizar os novos direitos. O senador Izalci Lucas (PL-DF) propôs manter o limite de 44 horas e condicionar a redução à negociação coletiva. Hermes Klann (PL-SC) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) tentaram abrir exceções para jornadas de até 44 horas em setores específicos, e Hamilton Mourão (Republicanos-RS) sugeriu fixar na Constituição a escala 12x36. Outras emendas tentavam estender a transição de pouco mais de um ano para quatro anos.Aziz argumentou que as emendas descaracterizavam a proposta, eram inconstitucionais por contrariar o objeto da PEC ou geravam insegurança jurídica. No relatório, citado pela Agência Senado, o senador afirmou que o limite de 44 horas foi fixado pela Constituição de 1988 e permanece inalterado há 38 anos."A revisão desse limite não é uma ruptura, mas uma atualização há muito devida", escreveu Aziz. "A instituição do segundo dia de repouso semanal remunerado, núcleo da proposição e origem da ampla mobilização social que a impulsionou, amplia o tempo destinado ao descanso efetivo e à recuperação física e mental."A PEC foi aprovada pela Câmara em maio por ampla maioria: 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. A proposta entrou na lista de prioridades do Congresso após reunião do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, na quarta-feira (26), informou a Agência Senado.O próximo passo é a votação do parecer na CCJ. De acordo com o Poder360, Aziz trabalha para que a PEC seja o primeiro item da pauta da comissão na quarta-feira da próxima semana, durante o esforço concentrado do Congresso. Se aprovada na CCJ, a proposta segue para dois turnos de votação no plenário do Senado. Como o relator rejeitou todas as emendas, se os senadores mantiverem o texto sem alterações de mérito, a PEC poderá ser promulgada diretamente, sem nova análise da Câmara.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro participa de sabatina da Globo no dia de estreia do horário eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL) é o entrevistado da TV Globo nesta sexta-feira (28), dentro da série de sabatinas da emissora com os candidatos à Presidência nas eleições de 2026. Segundo o g1, a conversa começa às 21h30, ao vivo, logo após o Jornal Nacional, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.A data coincide com a estreia do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa nesta sexta-feira conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. A sabatina também ocorre em um momento de disputa apertada nas pesquisas. O levantamento PoderData/Aya mais recente apontou Lula (PT) com 38% e Flávio Bolsonaro com 35% das intenções de voto no primeiro turno, em empate técnico dentro da margem de erro. Pesquisas estaduais da Quaest também registraram empates entre os dois em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.Formato inédito após o Jornal NacionalDe acordo com o g1, esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com presidenciáveis são exibidas depois do Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Além da TV aberta, a transmissão pode ser acompanhada pela GloboNews e pelo g1. Após cada sabatina, a GloboNews apresenta a Central das Eleições, com análises das declarações dos candidatos. O conteúdo fica disponível na íntegra no Globoplay e no g1 depois da exibição.A emissora convidou os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto, informou o InfoMoney. A ordem das participações foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Antes de Flávio Bolsonaro, foram entrevistados Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Lula (PT), que participou da sabatina na quinta-feira (27).Durante o período das entrevistas, o Jornal Nacional é apresentado por Ana Paula Araújo e Hélter Duarte dos estúdios da emissora no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.A série da Globo termina neste sábado (29), com a sabatina de Augusto Cury (Avante). A partir de então, a campanha segue com a propaganda gratuita diária no rádio e na TV até a véspera do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Vice-prefeito de SP diz ter alertado Nunes sobre 'sangria' no contrato de iluminação

O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), disse ao Ministério Público ter alertado a gestão Ricardo Nunes (MDB), inclusive o próprio prefeito, sobre uma "sangria de dinheiro público" no contrato de iluminação da capital. As afirmações constam do depoimento que ele prestou na terça-feira (25), segundo a Folha de S.Paulo.Araújo foi ouvido pelos promotores Karyna Mori e Silvio Antonio Marques em um inquérito que apura possível improbidade administrativa de agentes e ex-agentes públicos na condução do contrato. No depoimento, o vice-prefeito defendeu a redução imediata dos pagamentos à concessionária e a retomada urgente da licitação que deu origem à concessão.A disputa na licitaçãoO contrato nasceu de uma concorrência internacional aberta em 2015 para uma parceria público-privada. A empresa Ilumina SP foi contratada em 2018. No centro da disputa está a exclusão do consórcio Walks, que propôs executar o serviço por cerca de R$ 5,6 bilhões em 20 anos, valor aproximadamente R$ 1,3 bilhão menor que o da vencedora, segundo a Folha. A Ilumina SP nega ter sido beneficiada e afirma que as questões da licitação já foram investigadas e esclarecidas.Procurada pelo jornal, a gestão Nunes respondeu com uma nota na qual lista decisões judiciais cumpridas em sequência até a reabertura da concorrência, autorizada pela Justiça em meados deste ano. A prefeitura afirma que a SP Regula reabriu a licitação em junho e que "é equivocada qualquer afirmação de que o município estaria descumprindo determinação judicial transitada em julgado". A administração refuta que o contrato vigente esteja irregular.Um dia depois do depoimento de Araújo, a 14ª Vara de Fazenda Pública deu à prefeitura prazo de 15 dias para comprovar medidas de cumprimento de uma sentença sobre o caso, segundo o G1. A decisão, da juíza Nathalia Christina Caputo Gomes, determina a retomada da licitação de 2015, a reinclusão imediata do consórcio Walks e a invalidação dos atos administrativos que excluíram o grupo do certame. A juíza admitiu a possibilidade de multa diária em caso de descumprimento.O inquérito segue em andamento na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, que obteve neste mês a decretação de indisponibilidade de bens de investigados, conforme a própria nota da prefeitura. Os próximos passos são o prazo de 15 dias fixado pela Justiça para a prefeitura provar o cumprimento da sentença e a continuidade dos depoimentos no inquérito do Ministério Público.

MRMarina Rocha
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Congresso instala comissão para analisar fim da taxa das blusinhas às vésperas da eleição

O Congresso Nacional instalou nesta sexta-feira (28) a comissão mista de deputados e senadores que vai analisar a medida provisória que pôs fim à taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 258). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) presidirá o colegiado, e a senadora Leila Barros (PDT-DF) será a relatora. As informações são da Folha de S.Paulo e do G1.Reginaldo Lopes integra a ala econômica do PT e foi um dos articuladores da reforma tributária no Legislativo. Ao assumir a presidência, ele classificou a isenção como justiça tributária e já convocou reunião para apresentar e votar o relatório na segunda-feira (31)."Isentar até US$ 50 é quase uma prática internacional. É uma simetria de direitos. Quem tem mais poder econômico compra US$ 1 mil na mala e US$ 1 mil dólares no shopping [...] Alguém acha que quem mais paga imposto não tem o direito de também ter acesso a compras internacionais?", questionou o deputado.A relatora afirmou ser "absolutamente a favor" do texto enviado pelo governo, mas disse que vai ouvir os setores produtivos contrários à derrubada da cobrança. Segundo Leila Barros, haverá reunião com a base governista ainda nesta sexta. "Vamos na maior tranquilidade possível dialogar com todos que apresentaram suas manifestações. Vai ser uma força-tarefa no sábado e no domingo", disse. Reginaldo Lopes afirmou ao G1 que está "com a agenda aberta para ouvir todos" e não descartou mudanças no texto.A instalação da comissão ocorreu após pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de uma primeira tentativa frustrada do governo de fechar acordo sobre a presidência e a relatoria. O avanço foi acertado na quarta-feira (26), em almoço no Palácio do Alvorada entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre, que se reaproximou do petista após meses de relação estremecida, garantiu que a MP "não vai caducar".A chamada taxa das blusinhas foi criada pelo próprio governo Lula em 2024 e enfrentou resistência de grande parte dos consumidores, que apontaram encarecimento de produtos populares vendidos por plataformas internacionais de comércio eletrônico. Empresários do varejo nacional, por sua vez, argumentam que a isenção cria concorrência desigual com o comércio brasileiro. A pauta tem apelo popular e se tornou central para Lula, candidato à reeleição em outubro.O calendário agora é curto. O relatório de Leila Barros será apresentado e poderá ser votado pela comissão na segunda-feira (31). Na quarta-feira (2), a MP deve ir aos plenários da Câmara e do Senado. A medida precisa ser aprovada até 8 de setembro. Se caducar, o imposto de 20% volta a ser cobrado em 9 de setembro, a menos de um mês do primeiro turno da eleição.

MRMarina Rocha
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Alcolumbre escala aliados de Lula para relatar pautas prioritárias do governo no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), definiu nesta quinta-feira (27) os relatores de cinco propostas consideradas prioritárias pelo governo Lula. Os escolhidos têm dois pontos em comum: são aliados do presidente e estão envolvidos na disputa eleitoral de 2026. A informação é da CartaCapital.As matérias serão analisadas durante o esforço concentrado do Congresso, marcado para a semana de 31 de agosto a 4 de setembro. A distribuição das relatorias saiu um dia depois de Lula receber Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para um almoço no Palácio da Alvorada. No encontro, os três acertaram o avanço de propostas como o fim da escala 6x1, a derrubada da taxa das blusinhas, o marco dos minerais críticos e a PEC da Segurança Pública.Aliados no comando das pautasO caso mais explícito é o de Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que acaba com a escala 6x1 e candidato ao governo do Amazonas com apoio de Lula. Aziz já havia sido escolhido para a função pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), em 21 de agosto. A PEC da Segurança Pública ficará com Rogério Carvalho (PT-SE), que disputa a reeleição ao Senado no palanque de Lula em Sergipe. Segundo a CartaCapital, a proposta deve avançar na CCJ durante o esforço concentrado e pode seguir para o plenário.O projeto sobre minerais críticos, incluindo as terras raras, será relatado por Eduardo Braga (MDB-AM), candidato à reeleição e nome apoiado por Lula no Amazonas. A medida provisória da taxa das blusinhas ficará com Leila Barros (PDT-DF), candidata à reeleição no Distrito Federal na chapa do PT. O quinto projeto é o Redata, que estabelece desonerações para a instalação de data centers no país e é prioridade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O relator será Cid Gomes (PSD-CE), escolhido por Lula para integrar a chapa do PT no Ceará.Taxa das blusinhas corre contra o prazoA comissão mista que analisa a MP que acabou com a taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, foi instalada nesta sexta-feira (28), com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) na presidência e Leila Barros na relatoria, informou o G1. Leila apresenta o parecer na segunda-feira (31), e a comissão pode votar o texto no mesmo dia. Na quarta-feira (2), a MP deve ser votada nos plenários da Câmara e do Senado."Estou com a minha agenda aberta para ouvir todos", disse Reginaldo Lopes ao G1. Leila Barros, que se declarou "absolutamente a favor" do texto inicial do governo, afirmou à Folha de S.Paulo: "Vamos na maior tranquilidade possível dialogar com todos que apresentaram suas manifestações. Vai ser uma força-tarefa no sábado e no domingo."Publicada em maio, a MP tem até 8 de setembro para ser aprovada. Se a votação não ocorrer, o imposto volta a ser cobrado em 9 de setembro, às vésperas da eleição. O tema foi destravado no almoço do Alvorada. "Eu faço compromisso, como foi com Motta, com o Brasil, que precisa dessa matéria em vigência, que na semana que vem, no tempo curto de esforço concentrado, vamos deliberar, para sancionar e virar lei", declarou Alcolumbre, segundo o G1.A distribuição das relatorias ocorre em meio à reaproximação entre Lula e Alcolumbre. A relação havia se deteriorado após a indicação e a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Nas últimas semanas, os dois retomaram o diálogo e tiveram pelo menos três reuniões, segundo a CartaCapital. À Folha, Alcolumbre afirmou que a MP das blusinhas "não vai caducar" e elogiou a "coragem" de Lula. Na próxima semana, o esforço concentrado vai testar o acordo: além da MP, a PEC da escala 6x1 está pronta para votação na CCJ, e a PEC da Segurança Pública pode chegar ao plenário do Senado.

MRMarina Rocha
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Congresso instala comissão do fim da taxa das blusinhas com aliados de Lula no comando

O Congresso Nacional instalou nesta sexta-feira (28) a comissão mista que vai analisar a medida provisória do fim da taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) foi escolhido para presidir o colegiado, e a senadora Leila Barros (PDT-DF) será a relatora, segundo o G1 e a Folha de S.Paulo.O cronograma é curto. Segundo Reginaldo Lopes, a relatora apresenta o parecer na segunda-feira (31), e a comissão pode votar o texto no mesmo dia. Na quarta-feira (2), a MP deve ir a voto nos plenários da Câmara e do Senado. O deputado afirmou que os integrantes da comissão vão ouvir o setor produtivo, apesar do prazo apertado, e não descartou mudanças no texto. "Estou com a minha agenda aberta para ouvir todos", disse.Em entrevista à Folha, o presidente da comissão defendeu a isenção como "justiça tributária". "Isentar até US$ 50 é quase uma prática internacional. É uma simetria de direitos. Quem tem mais poder econômico compra US$ 1 mil na mala e US$ 1 mil no shopping. Alguém acha que quem mais paga imposto não tem o direito de também ter acesso a compras internacionais?", questionou o petista, que foi um dos articuladores da reforma tributária no Legislativo.Relatora se diz favorável ao texto do governoLeila Barros declarou ser "absolutamente a favor" do texto inicial do governo, mas afirmou que vai conversar com representantes do setor produtivo, contrários ao fim da cobrança. A senadora disse à Folha que se reúne com a base governista ainda nesta sexta-feira. "Vamos na maior tranquilidade possível dialogar com todos que apresentaram suas manifestações. Vai ser uma força-tarefa no sábado e no domingo", afirmou.A MP foi publicada em maio e precisa ser aprovada até 8 de setembro, sob pena de perder a validade. Pela medida, o ministro da Fazenda passou a ter competência para alterar as alíquotas do imposto de importação sobre remessas postais internacionais, inclusive zerar a tributação de compras de até US$ 50, cerca de R$ 258. A taxa das blusinhas foi criada pelo próprio governo Lula em 2024 e enfrentou resistência de consumidores, que apontaram encarecimento de produtos baratos vendidos por plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Do outro lado, empresários do varejo nacional argumentam que a isenção favorece importados e cria concorrência desigual com o comércio brasileiro.O avanço da MP foi destravado em um almoço na quarta-feira (26) no Palácio do Alvorada, entre Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre garantiu que a medida "não vai caducar". "Vamos deliberar, para sancionar e virar lei, para milhões de brasileiros terem qualidade de vida melhor", declarou o presidente do Senado. A pauta tem apelo popular e é central para Lula, candidato à reeleição para um quarto mandato.O próximo passo é a apresentação do parecer de Leila Barros na segunda-feira. Se o Congresso não votar a MP até 8 de setembro, o imposto de 20% volta a ser cobrado no dia seguinte.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Campanha de Lula abre horário eleitoral na TV com ataques a Flávio Bolsonaro

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu o primeiro dia do horário eleitoral na televisão, nesta sexta-feira (28), com ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na disputa. Segundo a Folha de S.Paulo, uma inserção de 30 segundos, exibida nos intervalos da programação das emissoras, associa o candidato de direita ao escândalo do Banco Master, a matadores de aluguel e ao caso das rachadinhas.A ofensiva combina as peças de TV com postagens de conteúdo semelhante nas redes sociais e tem dois objetivos, de acordo com a Folha: elevar a rejeição do eleitorado ao senador ao longo da campanha e pressioná-lo antes da entrevista ao vivo que ele concede nesta noite ao Jornal Nacional, na TV Globo. O material em exibição classifica o adversário como "o pior dos Bolsonaros". A campanha petista também lançou um site dedicado a peças de crítica a Flávio, com incentivo ao compartilhamento pelo WhatsApp. Integrantes da equipe avaliam que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode determinar a retirada da página do ar em algum momento, segundo o jornal.A entrevista ao Jornal Nacional, telejornal de maior audiência do país, dura 40 minutos e é uma das principais vitrines dos candidatos. Flávio Bolsonaro será o quarto entrevistado do ciclo. Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e o próprio Lula já passaram pela bancada. Augusto Cury (Avante) encerra a série no sábado (29). Os cinco foram selecionados por terem as maiores intenções de voto.Programa completo estreia no sábadoAs inserções curtas antecipam o programa eleitoral completo, que estreia no sábado (29) na TV e no rádio. Segundo o Estadão, a campanha de Lula terá a maior fatia do horário, com 5 minutos e 31 segundos por dia. Flávio terá 4 minutos e 20 segundos, Caiado 2 minutos e 2 segundos, e Cury, 35 segundos. A propaganda presidencial vai ao ar às terças, quintas e sábados.De acordo com integrantes da campanha ouvidos pelo Estadão, a propaganda de Lula foi dividida em duas frentes. A primeira defende os resultados do terceiro mandato, com temas como emprego, saúde, educação e soberania nacional, e compara a gestão atual com a de Jair Bolsonaro. A segunda explora desgastes do adversário: o caso das rachadinhas, a relação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o financiamento do filme Dark Horse. Parte das gravações foi feita em uma casa no Lago Sul, em Brasília, com Lula usando o chapéu-panamá que aparece na foto da urna eletrônica. A campanha também produziu peças voltadas ao eleitorado feminino, segmento em que Lula tem 50% das intenções de voto contra 40% de Flávio em um eventual segundo turno, segundo o Datafolha.A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, planeja priorizar economia e segurança pública na largada e, ao longo do programa, atacar o petista com as suspeitas que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, segundo o Estadão. O próximo capítulo da disputa acontece nesta noite, com a sabatina de Flávio ao vivo no Jornal Nacional. No sábado, Cury fecha o ciclo de entrevistas e o programa eleitoral completo entra no ar.

MRMarina Rocha
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Sem edital publicado, alunos cegos devem iniciar 2027 sem livros em braile

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ainda não publicou o edital para a produção de livros didáticos em braile para 2027. Segundo a Abridef (Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência), milhares de estudantes cegos da rede pública vão iniciar o próximo ano letivo sem o material. Será o segundo ano consecutivo de falha na distribuição sob o governo Lula (PT).A produção de um exemplar em braile-tinta leva de seis a nove meses, segundo a entidade. O prazo inclui transcrição, revisão especializada, impressão em relevo e distribuição às escolas. Editoras ouvidas pela Folha de S.Paulo afirmam que os chamamentos precisam ser publicados entre maio e julho do ano anterior para que os livros cheguem às escolas antes de fevereiro. Essa janela já está comprometida."É um contrassenso enorme. O governo diz ter solucionado o problema deste ano, mas o edital para 2027 ainda não foi publicado, o que coloca novamente a produção do material em risco", afirmou Rodrigo Rosso, presidente da Abridef.Procurado pela reportagem, o FNDE, autarquia vinculada ao MEC (Ministério da Educação), não informou quando pretende publicar o edital. O órgão disse que está encaminhando um documento com vigência de cinco anos, destinado a atender diferentes etapas e ciclos do PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático). Afirmou ainda que há recursos orçamentários previstos para a produção do material em 2027 e que existem contratos vigentes para a impressão de materiais já transcritos, destinados aos anos finais do ensino fundamental e à EJA (Educação de Jovens e Adultos).Repetição do problema de 2026O atraso repete o cenário deste ano. Alunos cegos ou com baixa visão iniciaram 2026 sem os livros adaptados após atrasos na produção. A Abridef classificou o episódio como "uma crise institucional e pedagógica sem precedentes" e estima que cerca de 45 mil estudantes em idade escolar foram afetados. Em maio, o G1 noticiou que o MEC havia entregue menos de 40% dos livros em braille previstos para alunos cegos da rede pública em 2026.Em julho, quando a Folha mostrou que a demora na publicação do edital ameaçava deixar novamente estudantes sem o material, o FNDE negou atraso. Segundo o órgão, a publicação seguia o cronograma do PNLD e dependia da conclusão de etapas anteriores, especialmente a escolha das obras pelas redes de ensino. Agora, segundo a Abridef, o cenário de atraso é uma certeza. O próximo passo cabe ao FNDE: sem a publicação do edital, não haverá tempo hábil para produzir e entregar os livros antes do início das aulas de 2027.

MRMarina Rocha
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Bruno Dantas renuncia ao TCU e abre vaga do Senado que pode ir para Pacheco

O ministro Bruno Dantas decidiu renunciar ao cargo no TCU (Tribunal de Contas da União). Pela regra da aposentadoria compulsória, ele só precisaria deixar a corte de contas em 2053, quando completará 75 anos. A informação foi revelada pela Veja e confirmada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (28).Dantas já comunicou a decisão ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho, segundo a Folha. O anúncio público deve ocorrer nos próximos dias. O destino do ministro é a iniciativa privada. De acordo com a Folha, ele negocia com três empresas, entre elas um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. A Veja afirma que Dantas deve assumir o comando da Avibras, fabricante de mísseis e sistemas de defesa criada nos anos 1960 que, após uma crise financeira, está em processo de aquisição pelo grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A Folha cita a Avibras como uma das opções em conversa.Vaga é de indicação do SenadoA renúncia abre uma cadeira cuja indicação cabe ao Congresso, que preenche parte dos nove assentos do tribunal. No caso, é uma vaga do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou interesse em indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o posto, segundo a Folha. A Veja também aponta Pacheco, que está em fim de mandato, como beneficiário direto da saída de Dantas.Pacheco era o nome preferido de Alcolumbre para o STF (Supremo Tribunal Federal), mas foi preterido pelo presidente Lula (PT), que indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, derrotado no plenário do Senado em abril. Depois do episódio, o senador mineiro anunciou que deixará a política e não disputará nenhum cargo neste ano.O calendário agora depende da formalização da renúncia. Segundo integrantes do TCU ouvidos pela Folha, se a saída for oficializada até a próxima semana, o Senado pode votar a indicação do substituto já no esforço concentrado previsto para a semana de 31 de agosto a 4 de setembro, quando o Congresso retoma as votações. Caso contrário, a escolha do novo ministro ficará para depois das eleições de outubro.

MRMarina Rocha
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TSE deve manter proibição a deepfake e se divide sobre multa a Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga na terça-feira (1º) a ação do PT contra o vídeo produzido com inteligência artificial que reproduz a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibido na convenção do PL que confirmou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Segundo o blog de Valdo Cruz, no G1, os ministros tendem a manter a proibição ao uso de deepfake na campanha, mas devem se dividir sobre a aplicação de multa ao candidato.O PT alega uso irregular de inteligência artificial e propaganda eleitoral antecipada, segundo o Congresso em Foco. Na gravação, uma versão artificial de Bolsonaro declara apoio ao filho e afirma, em um dos trechos, estar "preso e calado por uma decisão injusta". O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses na ação da trama golpista e está proibido de divulgar manifestações de caráter político-eleitoral, inclusive por terceiros.Ministros ouvidos pelo G1 sob reserva apontam duas correntes sobre a multa. Uma ala defende a punição, por entender que o material se enquadra como deepfake e poderia levar parte do público a acreditar que a manifestação era autêntica. Outra corrente avalia que não cabe sanção porque o vídeo foi exibido em um evento partidário fechado, destinado principalmente a convencionais e filiados. As conversas continuam, e ainda não há posição definitiva sobre o caso específico.Veto a deepfake deve ser mantidoJá a proibição geral prevista na resolução eleitoral tende a ser preservada. De acordo com o G1, o entendimento reúne maioria entre os ministros e conta com o apoio do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques. O critério central seria o grau de realismo: passível de punição é o conteúdo capaz de levar o eleitor a acreditar que um fato ocorreu de forma verdadeira. Memes, caricaturas, montagens satíricas e animações com caráter artificial evidente receberiam tratamento distinto.O Congresso em Foco reporta que o ministro André Mendonça propôs nesta semana que o plenário adote esse critério para orientar casos semelhantes. Segundo o site, Nunes Marques havia defendido antes a possibilidade de admitir uma espécie de "IA do bem", usada sem ofensas e fora da campanha negativa, mas a interpretação encontrou resistência entre os colegas. A resolução do TSE para as eleições de 2026 proíbe o uso, para favorecer ou prejudicar candidaturas, de conteúdo sintético em áudio ou vídeo que crie, substitua ou altere a imagem ou a voz de pessoas vivas, falecidas ou fictícias. A vedação vale mesmo quando houver autorização da pessoa retratada.Defesa fala em "boneco tecnológico"A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que o uso da tecnologia não foi ocultado e que o público foi informado de que não se tratava de presença física, transmissão ao vivo ou gravação autêntica. Os advogados comparam o recurso a máscaras, bonecos e outros instrumentos de representação usados historicamente em campanhas políticas."Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro, com o apelo que nem de longe sequer tangencia o pedido explícito de voto, de que os convencionais 'recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir'", afirmou a defesa.Ministros ouvidos pelo G1 afirmam que o foco principal do julgamento não é a situação específica do ex-presidente, mas a definição de parâmetros válidos para qualquer candidato ou partido que use inteligência artificial na campanha. A sessão do TSE está marcada para as 19h de terça-feira (1º), segundo o Congresso em Foco. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, e o eventual segundo turno, em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Lula diz não conhecer lobista, e Poder360 reúne 12 fotos dos dois juntos

O Poder360 reuniu nesta sexta-feira (28) 12 fotografias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da lobista Roberta Luchsinger. As imagens foram publicadas pela própria empresária em seu perfil no Instagram, entre 2018 e 2023. O levantamento saiu um dia depois de Lula afirmar, em sabatina à TV Globo, que não a conhecia.Na entrevista ao Jornal Nacional, na quinta-feira (27), o presidente foi questionado sobre mensagens atribuídas à lobista e ao filho mais velho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A resposta foi direta."Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próxima de mim", declarou Lula, que também chamou a empresária de "pilantra".Em uma das imagens compiladas pelo Poder360, publicada em 20 de julho de 2022, a lobista aparece com Lula e a primeira-dama, Janja Lula da Silva. Na legenda, escreveu: "Quem tem amigos, tem tudo". Em outubro de 2023, ela publicou outra foto com o petista para felicitá-lo pelo aniversário. Um levantamento do Fato ou Fake, do G1, identificou ao menos três fotografias e um vídeo dos dois juntos.A campanha de Lula divulgou nota nesta sexta em resposta à repercussão. "O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política", diz o comunicado, que conclui: "Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela."O inquérito da PFRoberta Luchsinger é amiga de Lulinha e é investigada pela Polícia Federal no inquérito que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo o InfoMoney, a empresária e o filho do presidente são investigados por suspeita de tráfico de influência no governo. Nas apurações, a PF identificou repasses da lobista ao então chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo repercutida pelo Poder360, mensagens obtidas pela PF mostram que Luchsinger pediu a Marcola que pressionasse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, para fechar a compra de kits de teste de dengue. As tratativas ocorreram no fim de 2024 e no primeiro semestre de 2025, período em que a lobista tentava vender produtos à base de canabidiol à pasta. Nenhum dos dois contratos foi assinado. A defesa de Marcola afirma que ele "jamais intermediou negociações" no Ministério da Saúde, e a defesa de Lulinha disse não poder atestar a autenticidade das mensagens.O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu no X com um vídeo que contrapõe a declaração de Lula às fotos. "Mentir é tudo que ele sabe", escreveu. Segundo o InfoMoney, a oposição passou a explorar o tema nas redes logo após a sabatina. O inquérito da PF segue em andamento sob sigilo, e o episódio entra para o repertório da campanha no caminho até o primeiro turno, em outubro.

MRMarina Rocha
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Dino: ultraprotagonismo do Judiciário não é desejável, mas STF não pode 'sair correndo'

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta sexta-feira (28), em Salvador, que o "ultraprotagonismo" do Judiciário não é desejável. A declaração foi dada em uma palestra para estudantes da UFBA (Universidade Federal da Bahia), segundo a Folha de S.Paulo."É verdade que nós temos um ultraprotagonismo do Judiciário. E é verdade que isso não é desejável", disse Dino. Na sequência, ele defendeu que a corte não recue diante de pressões e continue a proteger direitos fundamentais."O Supremo não deve ficar no centro da praça [dos Três Poderes], mas também não pode sair correndo da praça, como se tivesse em fuga, acossado, com medo de quem se sente contrariado por decisões. Se o Supremo sai correndo, não fica nada hoje lá para poder garantir o cumprimento da Constituição", afirmou o ministro.Dino afirmou que o desafio é redesenhar o espaço ocupado pelo Judiciário no cenário político brasileiro, sem sacrifícios ao Estado Democrático de Direito. Segundo ele, parte da atuação da Justiça responde a problemas estruturais que outros Poderes não solucionaram. O ministro citou decisões do STF sobre direito das famílias, saúde indígena, sistema penitenciário, letalidade policial e proteção ambiental. Ele disse ainda que a Justiça pode fixar metas, estabelecer prazos, acompanhar a execução de medidas e cobrar políticas públicas dos demais Poderes por meio dos chamados processos estruturais.Emendas de relatorRelator da ADPF 854, ação que trata da expansão das chamadas emendas de relator, Dino afirmou que os processos estão "quase prontos para julgar" e defendeu um amplo debate sobre o tema. A definição sobre o futuro das emendas de relator agora depende do julgamento da ação no plenário do STF.

MRMarina Rocha
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Orçamento de 2027 prevê superávit efetivo de R$ 18 bi a R$ 20 bi, diz ministro

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai prever um superávit de R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões na proposta de Orçamento para 2027. A informação foi antecipada à Folha de S.Paulo pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Segundo ele, o valor já é o resultado efetivo das contas públicas, calculado depois de contabilizadas todas as exceções que permitem despesas fora do limite do arcabouço fiscal."Independentemente de contingenciamento ou não, hoje as contas que eu faço me entregam um resultado primário cheio superavitário e com as políticas públicas funcionando, a valorização real do salário mínimo, o Bolsa Família e o piso de saúde e de educação. Voltamos a ter um Orçamento equilibrado", disse Moretti à Folha.O número exato do superávit será anunciado na segunda-feira (31), quando o Executivo envia ao Congresso o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027. Será o primeiro Orçamento da gestão do próximo presidente, que assume em janeiro. Em entrevista ao Valor Econômico, Moretti afirmou ainda que a peça prevê aumento de cerca de 20% da despesa discricionária, a parcela do Orçamento em que o governo tem liberdade para decidir onde aplicar os recursos.A faixa agora indicada representa melhora em relação aos R$ 8 bilhões positivos projetados em abril, quando o governo encaminhou ao Congresso o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027. Mais cedo, segundo o portal Terra, o ministro já havia dito que o governo terá superávit fiscal em 2027 mesmo considerando as exceções à meta.Proposta mais benigna desde 2015A realização de um superávit efetivo tem sido cobrada pelos críticos da política fiscal do governo Lula. Nos últimos anos, a meta foi cumprida com a ajuda de exceções previstas na legislação. O saldo final, sem esses artifícios, é o que os especialistas chamam de um superávit "para valer". O superávit primário indica arrecadação maior do que as despesas e ajuda a pagar os juros da dívida pública, evitando novo endividamento.Com os valores previstos, segundo a Folha, a proposta de 2027 deve ser a mais benigna para as contas públicas desde o PLOA de 2015, enviado em 2014, que projetava um superávit de R$ 86 bilhões em valores da época.O prazo constitucional para o envio do Orçamento termina na segunda-feira (31). Depois do envio, o texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que precisa votar a peça até o fim do ano para que ela possa ser sancionada.

MRMarina Rocha
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Haddad leva Lula à TV e Tarcísio exalta obras na estreia do horário eleitoral em SP

Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) estrearam nesta sexta-feira (28) o horário eleitoral gratuito na televisão com estratégias distintas na disputa pelo governo de São Paulo. O petista levou o presidente Lula ao programa e atacou a gestão do adversário. O governador, que busca a reeleição, apostou na reconstrução de São Sebastião e não citou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu padrinho político na corrida eleitoral, segundo o G1. O primeiro programa de Tarcísio, sem jingle e com trilha sonora emotiva, dedicou quase todo o tempo a depoimentos de sobreviventes das chuvas que deixaram 65 mortos no litoral norte paulista em fevereiro de 2023, cerca de dois meses após a posse do governador. O republicano apareceu de volta à cidade, com o colete da Defesa Civil, e se emocionou ao ouvir agradecimentos de moradores que tiveram as casas reconstruídas. "Aqui, a gente entendeu o que é se doar, a gente entendeu o que é servir", afirmou o candidato à reeleição, de acordo com o Estadão. Críticas à gestão e apoio de Lula A peça de Haddad abriu com eleitores vendados diante de uma televisão, referência à ideia de que parte da população não enxergaria os problemas do estado sob a gestão atual. O ex-ministro da Fazenda acusou o adversário de oferecer "mentiras" e "migalhas" à população e disse que Tarcísio "tem apequenado São Paulo", segundo o Estadão. A propaganda atribuiu ao governo cortes em áreas essenciais, recuos na educação e perda de espaço para o crime organizado, além de mencionar o recorde de feminicídios, a Cracolândia e as privatizações. Como contraponto, o programa do PT exibiu apoios de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do candidato a vice Márcio França (PSB) e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), informou o Estadão. A campanha lembrou a criação do Prouni, a expansão de universidades e institutos federais e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. A peça terminou com um jingle em ritmo de sertanejo, estilo musical associado às campanhas do campo adversário, apontou o G1. Tarcísio terá 6 minutos e 20 segundos de propaganda na TV, mais que o dobro dos 2 minutos e 40 segundos destinados a Haddad, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A diferença decorre do tamanho das alianças: oito partidos apoiam o governador, contra cinco do petista. A ordem de exibição dos programas foi definida em sorteio realizado pelo TRE-SP. A propaganda gratuita segue no ar até 1º de outubro, com inserções também na programação comercial, segundo o Estadão. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Ministros do STF veem poucas chances de nova delação de Vorcaro, diz R7

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que há poucas chances de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro firmar um novo acordo de delação premiada, segundo reportagem do R7 publicada nesta sexta-feira (28). A leitura na corte é de que o antigo controlador do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, dificilmente transformará a nova ofensiva de sua defesa em um acordo homologado.A defesa de Vorcaro tenta viabilizar uma terceira proposta de colaboração. De acordo com a CNN Brasil, a equipe foi reforçada com o criminalista Daniel Bialski e pediu audiência com o relator do caso no STF, ministro André Mendonça. Os advogados também solicitaram autorização para despachos de até seis horas diárias com o cliente preso. A estratégia é recomeçar do zero a relação com o relator, após os atritos entre Mendonça e o advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca, apontados nos bastidores como uma das causas do fracasso da primeira tentativa de delação.Mendonça já sinalizou distância. Em 14 de agosto, o ministro disse ao ICL Notícias que não negocia condições de delação com os advogados de Vorcaro. Investigadores ouvidos pelo mesmo veículo afirmaram, em 20 de agosto, que só aceitariam reabrir a negociação diante de uma delação completa, com o compromisso de que o ex-banqueiro não volte a mentir.As duas tentativas anteriores naufragaram. A Gazeta do Povo informou em julho que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal decidiram encerrar as negociações do acordo então em curso. No domingo (23), a Folha de S.Paulo noticiou que a PF vai recusar a nova proposta de delação de Vorcaro.Depoimento à PFNesta sexta-feira, Vorcaro depôs por quatro horas e meia à PF, por videoconferência, no inquérito que apura se ele beneficiou os ex-supervisores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana durante a fiscalização do Master, segundo o G1. Em nota, a defesa afirmou que o ex-banqueiro respondeu "de forma clara e consistente" às perguntas e sustentou que não houve ato de corrupção envolvendo os servidores.Vorcaro está preso preventivamente desde março. Ele já havia sido detido em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero, e solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os próximos passos estão agora com as instituições. A PF previa concluir o inquérito sobre as fraudes do Master e indiciar o ex-banqueiro, e cabe a Mendonça decidir se recebe a defesa para a audiência solicitada. Qualquer novo acordo de delação dependeria antes de aceitação da PF e da PGR, para só depois seguir à homologação no STF.

MRMarina Rocha
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PDT desiste do Senado em MG, e Aécio Neves é anunciado na chapa de Kalil

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (28) que será candidato ao Senado por Minas Gerais na chapa de Alexandre Kalil (PDT), que disputa o governo do estado. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa na sede do PSDB, em Belo Horizonte, ao lado de correligionários, segundo o jornal O Tempo. A vaga só abriu porque o PDT retirou a candidatura própria que tinha à Casa.Na quarta-feira (26), Marcelo Heringer (PDT), irmão do líder do partido em Minas, deputado Mário Heringer, desistiu de disputar o Senado. Na quinta (27), foi a vez de Gustavo Galassi (PSDB) se retirar da corrida. Os dois haviam marcado 1% cada um na última pesquisa Quaest, informa o Estado de Minas. Com as duas saídas, Aécio será o único candidato ao Senado da Federação PSDB-Cidadania na chapa de Kalil. Minas Gerais elege este ano duas de suas três cadeiras no Senado.O movimento foi articulado pelos próprios partidos. Na quarta-feira, a Federação PSDB-Cidadania e o PDT publicaram nota defendendo a entrada de Aécio na disputa. O texto, assinado por Mário Heringer e pelo deputado Paulo Abi-Ackel, presidente do PSDB mineiro, citava pedidos de prefeitos, vereadores e deputados e terminava com um apelo:"Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado."Aécio havia dito em 4 de agosto que não seria candidato a nada e que se dedicaria à presidência nacional do PSDB. Nesta sexta, ele justificou a mudança de rota. "Volto ao jogo, volto à disputa eleitoral, por responsabilidade para com Minas Gerais e por ter a consciência de que posso, sim, ajudar Minas a enfrentar e superar suas gravíssimas dificuldades. Que o povo diga o que acha dessa decisão", afirmou, segundo o Estado de Minas. Se eleito, ele disse que pretende formar uma "Bancada da Resistência" no Senado para reunir os estados endividados e pressionar pela renegociação do Propag, o programa federal de recuperação fiscal.A aliança marca uma reviravolta na trajetória de Kalil. Em 2022, o ex-prefeito de Belo Horizonte disputou o governo ao lado do presidente Lula (PT). Neste ano, ele recusou nova composição com os petistas e fechou coligação com o PSDB. Há duas semanas, em entrevista ao UOL, Kalil reconheceu o interesse eleitoral no acordo: "Se a gente não tiver senador, nós perderemos tempo de televisão", disse. Nesta sexta, Aécio negou contradição na parceria e citou Tancredo Neves: "Se estivemos distantes no passado, nada impede que estejamos juntos hoje".A troca é permitida porque a legislação eleitoral admite a substituição de candidatos por desistência até 20 dias antes do pleito. Segundo o Estado de Minas, o prazo final é 14 de setembro. A eleição está marcada para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Antibolsonaristas são os mais dispostos a consultar programas de governo, diz BTG/Nexus

Os eleitores que se identificam como antibolsonaristas são os que demonstram maior disposição para consultar os programas de governo dos candidatos à Presidência. É o que mostra um recorte exclusivo da pesquisa BTG/Nexus publicado nesta sexta-feira (28) pela colunista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. Nesse grupo, 68% afirmam que pretendem buscar informações sobre as propostas eleitorais. Segundo a Folha, o recorte classifica como antibolsonaristas os eleitores que pretendem votar em Lula (PT) para que Flávio Bolsonaro (PL) não ganhe a eleição. O dado sobre programas de governo foi publicado apenas pelo jornal. Outros veículos que repercutiram a pesquisa, divulgada na segunda-feira (24), não detalharam esse recorte. A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus por telefone, entre os dias 21 e 23 de agosto, com 2.006 eleitores nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09028/2026, segundo a CartaCapital. Disputa apertada entre Lula e Flávio O mesmo levantamento mostra os dois principais adversários em empate técnico nas simulações de voto e empatados também na rejeição. Segundo o Congresso em Foco, 49% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, ante 48% que dizem o mesmo de Flávio Bolsonaro. Num eventual segundo turno, o presidente aparece com 46% das intenções de voto e o senador, com 45%. Outros 8% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 1% não soube responder. No primeiro turno, a CartaCapital informa que Lula tem 41% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro, no cenário principal. Com Pablo Marçal (PRTB) na disputa, o petista marca 40% e o senador, 34%. Marçal registrou candidatura mesmo estando inelegível. O TSE registrou 13 candidaturas à Presidência, segundo o G1. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno será em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
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Mendonça não vê margem para trégua com a PF no caso Lulinha, diz Folha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), sinalizou a auxiliares que não vê margem para uma trégua com a Polícia Federal nas tensões em torno dos inquéritos contra o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha. A informação é da Folha de S.Paulo, em reportagem publicada nesta sexta-feira (28). Até o momento, nenhum outro veículo confirmou o conteúdo da apuração.O presidente do STF, Edson Fachin, acompanha a crise com preocupação e tenta evitar uma escalada. Segundo a Folha, ele disse a interlocutores que é seu dever preservar as instituições e que, com discrição, busca dialogar com todos os envolvidos. Na semana passada, Fachin se reuniu com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em encontros descritos por um interlocutor como "audiências para aparar arestas".Mendonça é o relator dos inquéritos no Supremo. Segundo a reportagem, ele se queixa da demora da PF nas apurações sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e vê uma tentativa de impedir que as investigações avancem sobre aliados e familiares do presidente Lula (PT), candidato à reeleição em 2026. Um magistrado aliado do ministro descreveu o clima nos bastidores da corte como "um corre-corre para baixar a temperatura".Do outro lado, a cúpula da PF enxerga intromissão do relator na autonomia da corporação. Um dos pontos de atrito, segundo a Folha, é a determinação de que qualquer mudança na equipe de investigadores seja comunicada ao ministro de antemão. Integrantes da direção da PF afirmam que o pedido de abertura de três frentes de investigação contra Lulinha e a operação contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), no caso do Banco Master, demonstram que não há uso político das apurações. Dizem ainda que Mendonça levou menos tempo para autorizar diligências contra Wagner do que contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o presidente do PP, Ciro Nogueira, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.O caso Banco Master, um dos focos do desgaste, seguiu em movimento nesta sexta-feira. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente desde março, depôs à PF por videoconferência, em uma oitiva de quatro horas e meia, no inquérito que apura a suspeita de favorecimento por servidores do Banco Central, segundo o G1. A defesa afirmou que ele respondeu a todos os questionamentos e negou atos de corrupção.Por ora, não há trégua à vista. Fachin mantém as conversas discretas com os dois lados, enquanto Mendonça permanece à frente dos inquéritos como relator. Os próximos passos dependem das decisões do ministro e do andamento das investigações da PF, em um cenário que a corte tenta impedir que se agrave.

MRMarina Rocha
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Campanha de Lula adia 'TariFlávio' e foca na ligação de Flávio com Vorcaro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adiar o uso do apelido "TariFlávio", criado pelo partido para associar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. A informação é do Poder360, que apurou que a prioridade imediata do comando petista é explorar a relação do adversário com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, hoje preso.Segundo o Poder360, a peça não estará na estreia de Lula no horário eleitoral gratuito de TV neste sábado (29), nem nos primeiros programas. Com o maior tempo de propaganda entre os candidatos, o petista vai apresentar realizações do governo e atacar o senador com o episódio do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro que teve financiamento negociado com Vorcaro. No rádio, a campanha já usou uma adaptação do hit "Osmarzinho" para ligar Flávio ao dinheiro do banqueiro, segundo o UOL.O hit "Osmarzinho"A versão petista da música ganhou as redes nesta semana. O perfil "Lulaverso", no Instagram, publicou um vídeo com o jingle, que foi replicado por apoiadores, informou o blog Sonar, de O Globo. A letra cita a negociação de R$ 61 milhões com Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro, depósitos em dinheiro na loja de chocolate ligada ao senador, a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e o autoexílio de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Também menciona as suspeitas de rachadinha no gabinete de Flávio, caso em que as acusações foram arquivadas."Quem pediu pro Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro! Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro! Quem está fugido nos Estados Unidos porque se voltar para o Brasil pode ser preso? É o Eduardo, irmão do Flávio!"O jingle original é de 2016, da campanha de Osmar Vieira, o Osmarzinho, à prefeitura de Cocal dos Alves (PI), cidade de 6,3 mil habitantes. Eleito pelo PT, ele governou o município de 2017 a 2024. A música voltou a circular nas últimas semanas, e o ex-prefeito obteve na Justiça uma decisão para derrubar postagens com o hit, segundo O Globo.O "TariFlávio" fica para depoisO apelido "TariFlávio" surgiu durante a escalada das tarifas americanas neste ano e passou a ser usado pelo PT nas redes sociais. O partido chegou a preparar respostas diferentes conforme o desfecho das negociações com Washington, apurou o Poder360. A defesa da soberania nacional será um dos motes da campanha, estratégia adotada pelo Planalto a partir do segundo semestre de 2025, sob o comando do ministro da Secom, Sidônio Palmeira. Naquele período, a aprovação a Lula chegou a 51% e superou pela primeira vez a desaprovação.O histórico alimenta a peça. Em 2025, o deputado Eduardo Bolsonaro defendeu o primeiro tarifaço anunciado por Donald Trump ao argumentar que a pressão econômica poderia favorecer a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela trama golpista. A posição foi criticada por aliados da direita, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o próprio Flávio. A campanha petista também pretende explorar a viagem mais recente do senador aos Estados Unidos, onde participou de audiência pública do USTR, o escritório de comércio americano, pediu o adiamento da tarifa de 25% para depois das eleições brasileiras e defendeu uma negociação com um eventual governo seu.Lula estreia no horário eleitoral de TV neste sábado (29). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o "TariFlávio" ficou guardado para uma etapa posterior da disputa, segundo o Poder360.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro promete novo teto de gastos em jantar com nomes da Faria Lima

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu substituir o arcabouço fiscal por um novo teto de gastos caso seja eleito presidente, em jantar com banqueiros e empresários na noite de quinta-feira (27), em São Paulo. O encontro reuniu 14 executivos do mercado financeiro e foi oferecido por Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse Brasil, segundo o SBT News.De acordo com o Valor Econômico, o pré-candidato apresentou um esboço da plataforma de governo e apontou três frentes de atuação para um eventual mandato: segurança pública, disciplina fiscal e articulação política com o Congresso. A lista de convidados divulgada pelo SBT News inclui Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Milton Maluhy (Itaú), Gilson Finkelsztain (Santander), Roberto Campos Neto (Nubank), Fábio Barbosa (Natura) e Pedro Parente (BRF), entre outros. A administradora Dani Marques também participou.Segundo o SBT News, a equipe do senador defendeu a troca do arcabouço pelo retorno do teto de gastos com o argumento de que o governo Lula teria "banalizado" a regra de limitação das despesas públicas. Os pedidos de recuperação judicial do Habib's e das Casas Bahia foram citados como sintomas do momento econômico. A coluna de Graciliano Rocha, no UOL, informou que Flávio prometeu acabar com o arcabouço e criar um novo mecanismo de controle dos gastos públicos.Brincadeiras sobre ministério e Banco CentralEm tom de brincadeira, executivos citaram Dani Marques e Kayath como eventuais ministros da Casa Civil e da Fazenda, respectivamente, relata o SBT News. Flávio foi chamado de "mais afortunado" do que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por contar com "dois poços de petróleo" em vez de apenas "um posto Ipiranga", em referência ao ex-ministro da Economia Paulo Guedes. O senador também brincou que Roberto Campos Neto teria um terceiro mandato no Banco Central. O ex-presidente da autoridade monetária respondeu que prefere seguir no conselho do Nubank.Convidados ouvidos pelo SBT News ressaltaram que o jantar não representou adesão formal à campanha, mas uma oportunidade de ouvir as propostas. O encontro, ainda assim, marca uma mudança de postura do setor. Em maio, após o escândalo envolvendo o filme "Dark Horse" e o banqueiro Daniel Vorcaro, poucos executivos aceitaram se encontrar publicamente com o senador.O jantar ocorreu logo após viagem de Flávio a Alagoas, onde cumpriu agenda de carreatas em Maceió e no interior do estado. A pouco mais de um mês do primeiro turno, pesquisa PoderData citada pelo SBT News aponta Lula com 45% e Flávio com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno. A campanha do senador ainda não detalhou como funcionaria o novo teto de gastos prometido aos executivos.

MRMarina Rocha
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Flávio não presta contas sobre dinheiro do Master em 'Dark Horse' e mira Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, se recusou nesta sexta-feira (28) a explicar o destino do dinheiro dado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao filme Dark Horse, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sabatina da TV Globo, após o Jornal Nacional, o senador classificou a relação com Vorcaro como privada e afirmou não ver irregularidade no caso."Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento privado para um filme do próprio pai", disse, segundo a Folha de S.Paulo. "Mais uma vez: todo o patrocínio que foi feito no filme foi usado no filme. Foi um patrocínio de boa-fé. Não há nada de irregular."Flávio resumiu a prestação de contas a uma perícia privada contratada pela própria produtora. Disse que "tudo já veio à tona" e que o caso é um "livro fechado". Recusou-se a mostrar o contrato com o Master, a planilha de gastos e a lista de demais investidores. Segundo reportagem do G1, o perito contratado pela produtora não teve acesso ao fundo americano que recebeu recursos de Vorcaro e não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferência nem o caminho percorrido por R$ 75 milhões.Mensagem a Vorcaro e pedido de R$ 61 milhõesEm maio, o site The Intercept Brasil revelou mensagens e áudios em que o senador pede R$ 61 milhões a Vorcaro para bancar o filme. Na sabatina, Flávio não explicou o que quis dizer ao escrever ao banqueiro "estou e estarei contigo sempre". "A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada", afirmou, segundo o G1. "Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida. Era um sonho que estava se realizando ali."Questionado sobre a visita que fez a Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já estava preso e usava tornozeleira eletrônica, o candidato não respondeu diretamente e dirigiu as críticas ao presidente Lula (PT). "O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro, prometendo ajudá-lo a resolver o problema do seu banco. Quem deve explicações é o Lula", disse. Segundo a Folha, Flávio também afirmou ter defendido a criação de uma CPI do Master para que o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), desse explicações.O senador voltou a criticar a condenação do pai pelo STF e o sistema eletrônico de votação. Segundo o G1, não respondeu se respeitará o resultado das urnas em caso de derrota. "Ele foi julgado pelos seus inimigos", disse sobre Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.O caso Master segue em investigação. Vorcaro está preso e é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa, entre outros crimes. A sabatina de Flávio foi a quinta da série do Jornal Nacional com presidenciáveis, que se encerra neste sábado (29) com Augusto Cury. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro defende relação com Vorcaro e diz que Eduardo errou no tarifaço

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, disse nesta sexta-feira (28) que não há "absolutamente nada de errado" na relação dele com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, hoje preso. A declaração foi dada em entrevista à TV Globo, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli e exibida ao vivo após o Jornal Nacional. No mesmo programa, o candidato afirmou que o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, errou ao agradecer as tarifas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e evitou responder diretamente se respeitará o resultado das urnas em caso de derrota.Caso Master e o filme 'Dark Horse'Em maio, áudios revelaram que Flávio pediu R$ 61 milhões a Vorcaro para bancar Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro", disse o senador, segundo o G1. Questionado sobre a mensagem em que escreveu ao banqueiro "estarei sempre contigo", respondeu: "A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada".O candidato afirmou que exigiu da produtora uma prestação de contas em 30 dias e que ela foi apresentada antes do prazo, inclusive à investigação da Polícia Civil de São Paulo. Conforme apuração do G1, porém, o perito contratado pela produtora não teve acesso ao fundo americano que recebeu os recursos de Vorcaro e não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferência nem o caminho percorrido por R$ 75 milhões. Flávio não tornou públicas as planilhas de custos nem o contrato do filme.Perguntado se era adequado ter visitado Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já estava preso e usava tornozeleira eletrônica, o senador não respondeu diretamente e voltou as críticas ao presidente Lula. "O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro, prometendo ajudá-lo a resolver o problema do seu banco. Quem deve explicações é o Lula", afirmou. Vorcaro é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa, entre outros crimes.Tarifaço e Eduardo BolsonaroSobre o tarifaço dos Estados Unidos a produtos brasileiros, Flávio responsabilizou o governo Lula e defendeu o irmão, mas reconheceu um erro. "Ele nunca pediu tarifas para empresas brasileiras. Errou ao agradecer com relação às tarifas. O trabalho que ele fez foi para conscientizar, e a decisão quem tomou foi o governo americano", afirmou, segundo o Poder360. À época do anúncio das tarifas, Eduardo publicou na rede X que a carta de Trump confirmava "o sucesso na transmissão" das informações que ele apresentava a autoridades americanas. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde o início de 2025 e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, por tentar interferir em ações penais ligadas ao ex-presidente.Questionado sobre a credibilidade das urnas, o candidato do PL declarou: "Não estou questionando as urnas eletrônicas. Vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições". Quando os entrevistadores voltaram a perguntar se ele aceitaria uma derrota, Flávio não respondeu de forma direta, disse que vencerá no primeiro turno e pediu voto aos mais de 32 milhões de eleitores que não compareceram às urnas em 2022, informou o Poder360.O senador também criticou a condenação do pai pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. "Uma grande farsa foi armada" para "tirar Bolsonaro da vida pública", disse. "Ele foi julgado pelos seus inimigos". Sobre o general Mario Fernandes, que confirmou ter escrito o documento que planejava o assassinato de Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, Flávio respondeu: "Se esse general planejou isso, a responsabilidade é dele".A sabatina de Flávio Bolsonaro foi a quinta da série da TV Globo com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto. A rodada termina neste sábado (29), com a entrevista de Augusto Cury (Avante), após o Jornal Nacional.

MRMarina Rocha
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Flávio promete respeitar resultado das eleições em entrevista ao Jornal Nacional

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi o entrevistado desta sexta-feira (28) na série de sabatinas do Jornal Nacional com os candidatos à Presidência. A entrevista, conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos, foi transmitida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo após o telejornal. O senador respondeu a perguntas sobre urnas eletrônicas, o patrocínio do Banco Master ao filme sobre seu pai, a condenação de Jair Bolsonaro no STF e suas propostas para a economia.Perguntado sobre as críticas que já fez ao sistema eletrônico de votação, Flávio garantiu que aceitará o resultado das urnas. "Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições. Eu estou concorrendo com essas regras", afirmou. Segundo a BBC News Brasil, o senador reconheceu ter falado "equivocadamente" ao dizer, em julho, que as urnas brasileiras seriam fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia negado a informação.A relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ocupou parte central da sabatina. Flávio disse que o patrocínio de R$ 61 milhões ao filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, foi feito de "boa-fé" e comparou o aporte a outros investimentos do banqueiro. "É o mesmo tipo de relação privada de um banqueiro que investiu R$ 160 milhões para um programa do Luciano Huck aqui da Globo", disse, segundo a CNN Brasil. Pressionado a apresentar o contrato do patrocínio e a planilha de gastos, o candidato respondeu que "tudo já veio à tona pela imprensa" e que não há dinheiro público no filme. A Polícia Federal investiga se os recursos do banco foram de fato usados na obra.Sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, Flávio chamou o julgamento no Supremo Tribunal Federal de "farsa" e disse que o pai foi julgado por "inimigos", citando os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, segundo a BBC News Brasil. "Eu sou o único candidato que pode recolocar as instituições no seu devido lugar", afirmou, sem detalhar como.Ajuste fiscal e o irmão nos EUANa economia, o candidato prometeu fazer o ajuste fiscal sem mexer na Previdência nem na política de valorização do salário mínimo. "Não precisa fazer economia em cima dos aposentados", disse, de acordo com a Folha de S.Paulo. Ele defendeu corte de ministérios, de cargos comissionados e de impostos. "Vou fazer um governo enxuto, reduzir a quantidade de ministérios, cortar a burocracia, tesouraço nos impostos", afirmou. O senador não respondeu às perguntas sobre qual seria o patamar da dívida pública em seu governo, informou a Folha.Flávio também comentou a atuação do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. "Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas", disse, referindo-se ao agradecimento público de Eduardo a Donald Trump após o tarifaço de 2025 contra produtos brasileiros. Ele negou, porém, que o irmão tenha influenciado a decisão americana. "A decisão, quem tomou, foi o governo americano", afirmou, segundo a CNN Brasil.A série do Jornal Nacional termina neste sábado (29), com a entrevista do escritor Augusto Cury. Foram convidados os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto. Na próxima semana, o instituto divulga um novo levantamento da disputa presidencial, que vai medir os efeitos da semana de sabatinas.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Quaest inclui Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal em nova pesquisa presidencial

O instituto Quaest divulga na próxima quarta-feira (2) uma nova pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, segundo o G1. O questionário, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevê dois cenários de primeiro turno: um com 12 candidatos e outro com 13.A diferença entre os dois cenários é Pablo Marçal (PRTB). O influenciador está inelegível, mas registrou a candidatura mesmo assim. A Justiça Eleitoral ainda vai decidir se ele pode concorrer. Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 14 de agosto, o nome testado pelo PRTB era Leonardo Avalanche, que não pontuou. Avalanche agora é candidato a vice na chapa de Marçal. O senador Flávio Bolsonaro (PL) também aparece no questionário, ao lado do presidente Lula (PT) e de outros dez nomes.Estes são os candidatos incluídos no cenário de primeiro turno com 13 nomes:Clariana Barão (DC)Edmilson Costa (PCB)Augusto Cury (Avante)Flávio Bolsonaro (PL)Hertz Dias (PSTU)Lula (PT)Pablo Marçal (PRTB)Renan Santos (Missão)Romeu Zema (Novo)Ronaldo Caiado (PSD)Rui Costa Pimenta (PCO)Samara Martins (UP)Wilson Grassi (Democrata)Segundo os dados enviados pela Quaest ao TSE, serão entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07065/2026.Cenários de segundo turno e outros temasA Quaest vai simular cinco possíveis cenários de segundo turno, todos com Lula: contra Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. O questionário também mede o interesse dos eleitores pelas eleições e as percepções sobre as características dos candidatos.O levantamento traz ainda a aprovação e a desaprovação do governo Lula, a avaliação dos eleitores sobre a economia e perguntas sobre as investigações dos casos "Dark Horse" e Lulinha, que envolvem, respectivamente, o filme financiado por Daniel Vorcaro sobre Jair Bolsonaro e o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva.Os resultados serão divulgados na quarta-feira (2). Até lá, segue pendente na Justiça Eleitoral a decisão sobre o registro da candidatura de Marçal, que define se o nome do PRTB permanece nos questionários das próximas pesquisas.

MRMarina Rocha
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Lula e Flávio lideram em 7 estados cada um e empatam em 9, mostra série da Quaest

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideram, fora da margem de erro, em sete estados cada um no 1º turno da eleição presidencial. É o que mostra uma série de pesquisas Quaest divulgadas entre segunda-feira (24) e quinta-feira (27) em 23 estados e no Distrito Federal, compilada pelo G1. Em outras nove unidades da federação, os dois estão tecnicamente empatados. Entre elas estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.Todas as sete vantagens de Lula estão no Nordeste. Segundo a Quaest, o presidente vence com folga na Bahia (50% contra 17% de Flávio), no Maranhão (58% a 20%), na Paraíba (50% a 21%) e em Alagoas (44% a 29%). Também lidera em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Flávio Bolsonaro abre vantagem fora da margem em Roraima (54% a 17%), Santa Catarina (45% a 20%), Mato Grosso (43% a 26%), Acre (42% a 25%) e Paraná (41% a 23%), além de Espírito Santo e Rondônia.Empate técnico nos maiores colégios eleitoraisA disputa está aberta onde está a maioria dos eleitores. Em Minas Gerais, Flávio tem 31% e Lula 30%, dentro da margem de erro, com o governador Romeu Zema (Novo) marcando 7% em seu próprio estado. No Distrito Federal, Lula aparece com 28% e Flávio com 26%. O G1 informa que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Amapá e Tocantins também registram empate técnico entre os dois principais candidatos.Goiás é o único estado em que um terceiro nome aparece numericamente à frente. O governador Ronaldo Caiado (PSD) tem 32%, em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que soma 27%. Lula marca 20%. De acordo com o G1, as margens de erro são de dois pontos percentuais na pesquisa de São Paulo e de três pontos nas demais. Ceará, Pará e Piauí ainda não foram pesquisados pelo instituto.O que vem a seguirO 1º turno está marcado para 4 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começou neste sábado (29), com Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Augusto Cury (Avante) dividindo o horário. A Quaest anunciou que divulgará uma nova pesquisa nacional na próxima semana, segundo o G1, com cenários que devem testar também outros nomes da disputa.

MRMarina Rocha
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MPT recebe 223 denúncias de assédio eleitoral em 2026; registros dobram com o início da campanha

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 223 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em 2026, segundo balanço atualizado do órgão publicado pelo G1. Agosto, ainda em andamento, concentra 95 registros: 42,6% do total e mais que o dobro dos 46 contabilizados em julho. O aumento coincide com o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, quando passou a ser permitido pedir votos e fazer propaganda nas ruas e na internet. Os números representam relatos encaminhados ao MPT, não ocorrências já comprovadas. Há registros nos 26 estados e no Distrito Federal. São Paulo lidera em números absolutos, com 29 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro, com 21, e por Pernambuco, com 14. Minas Gerais e Pará somam 13 cada. De janeiro a julho, a base reúne 128 registros: 25,5% acima dos 102 recebidos no mesmo período de 2024 e 16 vezes os oito de 2022. Para o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, a maior articulação entre os órgãos e a facilidade para comunicar irregularidades explicam parte do crescimento. Ele espera, porém, novas denúncias com o acirramento do pleito deste ano. "As eleições presidenciais, elas têm uma polarização maior do que as municipais, então, a tendência é que esse ano a nossa atuação seja mais intensa do que nas últimas eleições", afirmou Gláucio ao G1. Promessas, ameaças e condenações recentes Promessas de aumento salarial em troca de voto e ameaças de demissão estão entre as formas de pressão citadas pelo procurador-geral. No serviço público, a escolha política também pode virar alvo de ameaças de exoneração ou de perda de gratificações. Em Eldorado (SP), o prefeito Noel Castelo da Costa (Solidariedade) foi condenado a pagar R$ 30 mil por danos morais coletivos após intimidar um servidor associado à oposição, segundo o MPT. A decisão, de primeira instância, admitia recurso. Há precedentes de maior peso. Em janeiro de 2024, a Havan e seu proprietário, Luciano Hang, foram condenados em primeira instância a pagar R$ 85 milhões por assédio eleitoral na campanha presidencial de 2018. Segundo o MPT, o empresário questionou a intenção de voto dos funcionários e indicou que poderia demitir 15 mil pessoas dependendo do resultado. Hang negou irregularidades, e o processo foi encerrado por acordo em fevereiro de 2025. Em julho de 2024, o TRT da 15ª Região confirmou a condenação da Química Amparo, dona da Ypê, por uma palestra on-line na campanha de 2022 considerada tentativa de persuadir empregados a votar pela reeleição de Jair Bolsonaro (PL). A empresa negou constrangimento e informou, à época, que recorreria. O assédio não precisa partir do dono da empresa, explica Rodrigo Trindade, juiz auxiliar da presidência do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). Condutas de gerentes e outros superiores hierárquicos também configuram o crime. "Uma única prática pode, sim, caracterizar o assédio eleitoral. O assédio eleitoral não precisa ter um somatório, uma continuidade de práticas para que seja caracterizado", afirmou ao G1. A pressão tampouco fica restrita ao espaço físico. A procuradora da República Nathália Mariel Ferreira de Souza Pereira chama atenção para grupos de mensagens dos quais o empregado precisa participar para receber orientações profissionais. "Todo mundo tem suas liberdades de pensamento, política, de manifestação, mas o espaço do trabalho, o espaço onde esse trabalhador vai estar naturalmente vulnerável, ele tem que ser respeitado", disse. Segundo ela, trabalhadores informais, como entregadores pressionados a usar adesivos de candidatos, também podem sofrer assédio. "O fato do trabalho estar informal não quer dizer que não possa acontecer assédio ali naquele contexto também", afirmou. Com a campanha aberta e a propaganda eleitoral em rádio e TV iniciada neste sábado (29), a expectativa do procurador-geral é de atuação mais intensa do órgão até a votação. O MPT continuará recebendo denúncias ao longo do pleito, e os relatos de agosto ainda podem crescer, já que o mês segue em andamento.

MRMarina Rocha
Lula

Quaest: Lula tem desaprovação maior que aprovação em 15 das 24 unidades pesquisadas

Uma série de pesquisas Quaest divulgadas nesta semana em 23 estados e no Distrito Federal mostra que a desaprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera a aprovação em 15 das 24 unidades federativas levantadas. Os números foram compilados pelo G1.O Maranhão é o estado onde Lula tem a maior aprovação: 66%, contra 27% de desaprovação. No mesmo levantamento, o presidente registra 57% das intenções de voto no 1º turno no estado, contra 20% de Flávio Bolsonaro (PL). Na ponta oposta, Roraima e Santa Catarina apresentam os piores índices para o governo, com apenas 28% de aprovação em cada um. Em Roraima, a desaprovação chega a 66%; em Santa Catarina, a 69%.Nordeste à frente, Sul e Sudeste abaixoSegundo o G1, o Nordeste é a região onde Lula apresenta os melhores resultados. Além do Maranhão, o presidente tem aprovação acima de 50% em Pernambuco (62%), Paraíba (61%), Rio Grande do Norte (60%), Sergipe (60%), Bahia (59%) e Alagoas (52%). O eixo Sul-Sudeste forma um bloco de baixa aprovação: São Paulo registra 37% de aprovação e 58% de desaprovação; Minas Gerais, 41% e 52%; Rio de Janeiro, 40% e 51%; Paraná, 36% e 60%; Rio Grande do Sul, 38% e 55%; e Espírito Santo, 41% e 53%. No Distrito Federal, 39% aprovam e 55% desaprovam.Nos demais estados pesquisados, a desaprovação também predomina. Goiás registra 33% de aprovação e 58% de desaprovação; Mato Grosso, 36% e 55%; Acre, 36% e 57%; Rondônia, 35% e 56%; e Mato Grosso do Sul, 39% e 55%. Exceções fora do Nordeste são Amazonas, com 54% de aprovação, e Tocantins, com 49% contra 44% de desaprovação. No Amapá, o índice está dividido: 46% aprovam e 47% desaprovam.Os levantamentos estaduais têm margem de erro de três pontos percentuais, com exceção de São Paulo, onde a margem é de dois pontos, segundo o G1. Até o momento, a Quaest não realizou pesquisas no Ceará, no Pará e no Piauí.Próxima pesquisaA Quaest divulga na próxima quarta-feira (2) uma nova pesquisa nacional de intenção de voto para a eleição presidencial, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Serão entrevistadas 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais, segundo o registro no Tribunal Superior Eleitoral. O questionário inclui novamente a medição de aprovação e desaprovação do governo Lula. O 1º turno das eleições será em outubro.

MRMarina Rocha
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Patrimônio de candidatos do PL sobe 184% em quatro anos e lidera ranking partidário

O PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, teve o maior crescimento patrimonial entre as legendas nas eleições de 2026. Segundo levantamento do G1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os bens declarados pelos 1.636 candidatos da sigla somam R$ 4,9 bilhões, alta de 184% sobre os R$ 1,7 bilhão registrados em 2022. O aumento é de R$ 3,2 bilhões em quatro anos, com o número de candidatos praticamente estável: eram 1.629 na eleição passada.Somados todos os partidos e cargos, o patrimônio declarado neste ano chega a R$ 31,1 bilhões, 30% acima dos R$ 23,9 bilhões de 2022. A relação de bens é uma autodeclaração obrigatória apresentada à Justiça Eleitoral no momento do registro da candidatura. O candidato informa imóveis, veículos, ações e aplicações financeiras, entre outros itens, e pode declarar o valor de compra do bem em vez do preço atual de mercado. Até a publicação desta reportagem, apenas o G1 havia divulgado o cruzamento completo dos dados do TSE por partido.Com o salto, a média patrimonial dos candidatos do PL passou de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões, e o partido subiu da sétima para a segunda posição no ranking de médias entre as legendas. O patrimônio, porém, é concentrado. Apenas doze candidatos respondem por metade dos bens da sigla, cerca de R$ 2,5 bilhões, enquanto 319 declararam não possuir qualquer bem em seus nomes.O maior patrimônio do partido é o de Luiz Osvaldo Pastore, empresário e primeiro suplente na chapa do senador Eduardo Gomes (PL-TO), que disputa a reeleição. Pastore declarou R$ 677,7 milhões e é o terceiro candidato mais rico do país. Na sequência aparece Wilson Picler, suplente na chapa do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná, com R$ 478,7 milhões declarados. Quase metade do valor vem de participações no Centro Universitário Internacional (Uninter), fundado por ele.Maior alta proporcional é do DemocrataO maior aumento proporcional ficou com o Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Mesmo com 396 candidaturas a menos que em 2022, a soma de bens saltou de R$ 164 milhões para R$ 702 milhões, alta de 328%. Dois candidatos a deputado estadual em Minas Gerais, Antonio dos Reis Gonçalves Lerin e Sérgio Cassemiro, puxaram o resultado: juntos, declararam R$ 533 milhões, 76% do total do partido.Na média por candidato, a liderança é do PRTB, partido de Pablo Marçal, que tem apenas 12 candidatos e R$ 663,6 milhões somados. Na ponta oposta, o PCB tem a menor média, com 23 candidatos e R$ 4,1 milhões no total. O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece na 20ª posição, com média de R$ 714 mil para cada um de seus 1.103 candidatos.Em valores absolutos, os cinco maiores patrimônios por partido são:PL: R$ 4,9 bilhões (1.636 candidatos)MDB: R$ 3,3 bilhões (1.409 candidatos)PSDB: R$ 2,6 bilhões (1.070 candidatos)PSD: R$ 2,5 bilhões (1.129 candidatos)Republicanos: R$ 2,5 bilhões (1.301 candidatos)As declarações seguem disponíveis para consulta pública no portal do TSE. O primeiro turno das eleições acontece em outubro, quando os eleitores decidem os 27 governos estaduais, a Presidência da República e as vagas no Congresso.

MRMarina Rocha
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Democracia Cristã troca Eymael por Clariana Zacarkim na corrida ao Planalto

O partido Democracia Cristã (DC) oficializou a candidatura da advogada Clariana Zacarkim Barão, de 39 anos, à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão encerra uma sequência de seis disputas presidenciais consecutivas encabeçadas por José Maria Eymael, fundador e líder histórico da legenda, segundo informações apuradas pelo jornal Folha de S.Paulo.Esta é a primeira vez que Clariana disputa um cargo eletivo. Ela preside o diretório do partido em Mato Grosso e terá como candidata a vice-presidente a também advogada Fabiana Torquato, compondo uma chapa inteiramente feminina. Eymael, ex-deputado constituinte de 1988 que exerceu mandato na Câmara entre 1986 e 1995, optou por reduzir o ritmo de atividades políticas no comando da sigla.Em declaração registrada pela convenção partidária, a nova postulante do DC afirmou estar pronta para o desafio eleitoral:"Não me sinto intimidada pelo peso do cargo. Sou uma mulher honrada, de princípios firmes, que valoriza a família e não negocia com a desonestidade."No registro de candidatura entregue à Justiça Eleitoral, Clariana declarou um patrimônio total de R$ 1,8 milhão. Conforme os dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 74% desse montante corresponde a um imóvel avaliado em R$ 979,5 mil e a um veículo de R$ 376 mil.A chapa concorre com o número de urna 27 e integra a lista de 13 candidaturas registradas para a disputa presidencial deste ano, segundo registros consolidados pelo TSE. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro, e os pedidos formais de registro aguardam o julgamento definitivo do tribunal.

MRMarina Rocha
Politics

Lula e Flávio Bolsonaro focam no eleitor de centro na estreia na TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estrearam neste sábado (29) no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Os dois líderes das pesquisas adotaram um tom moderado e priorizaram mensagens voltadas ao eleitor indeciso de centro no primeiro dia de propaganda oficial.A propaganda de Flávio Bolsonaro apresentou o parlamentar como um perfil conciliador e focado na família. O candidato do PL destacou a própria idade, de 45 anos, em contraponto aos 80 anos do rival. A menção ao ex-presidente Jair Bolsonaro ficou restrita a uma citação pontual. O senador abordou temas socioeconômicos como o endividamento das famílias e associou a gestão petista a problemas na segurança pública, segundo a Folha de S.Paulo.A campanha de Lula concentrou a maior parte do tempo em conquistas sociais e entregas administrativas. Antes do bloco principal, a equipe petista veiculou inserções curtas com questionamentos sobre o histórico de investigações do senador fluminense. Na sequência, a peça principal priorizou propostas para o custo de vida e programas assistenciais.A moderação nos primeiros programas segue a prática de campanhas de evitar confrontos diretos na largada televisiva. A regra informal do marketing político parte da premissa de que o ataque agressivo no início gera rejeição imediata entre os eleitores não alinhados.O horário eleitoral gratuito na TV e no rádio segue até o final de setembro. Os eleitores vão às urnas em 4 de outubro para a votação do primeiro turno das eleições presidenciais.

MRMarina Rocha
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Moro lidera primeira Quaest para o governo do Paraná com 37%; Requião Filho tem 21%

O senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa pelo governo do Paraná com 37% das intenções de voto, segundo a primeira pesquisa Quaest contratada pela RPC, divulgada no dia 24 de agosto. O deputado estadual Requião Filho (PDT), que disputa com o apoio do PT, aparece em segundo, com 21%. O deputado federal Sandro Alex (PSD), candidato do governador Ratinho Junior, tem 15%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.Ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, Moro soma pouco mais de 49% dos votos válidos, segundo o g1. Dentro da margem de erro, ele teria chance de se eleger já no primeiro turno. A liderança se mantém em relação aos levantamentos anteriores do instituto, divulgados em abril e julho, como registrou a Folha de S.Paulo.Aprovação alta de Ratinho não vira votoO levantamento expõe a dificuldade do governador Ratinho Junior (PSD) em transferir prestígio. Ele tem 79% de aprovação e 68% de avaliação positiva. Para 65% dos eleitores, ele merece eleger o sucessor. Ainda assim, apenas 15% declaram voto no nome que ele apoia. Segundo a Quaest, 62% dos paranaenses não conhecem Sandro Alex, e só 21% sabem que ele é o candidato do governador."Os dados mostram que Ratinho Junior tem capital político para transferir, mas essa transferência ainda não aconteceu. O 'problema', portanto, não é rejeição ao governo, mas a falta de associação entre esse legado e Sandro Alex", disse ao g1 Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas.Ratinho Junior definiu o sucessor tarde. Em março, o governador desistiu da pré-candidatura à Presidência para focar na sucessão estadual, e o nome de Sandro Alex, ex-secretário de Infraestrutura e Logística, só foi anunciado em 13 de abril. Nesse intervalo, dois aliados deixaram o PSD e se colocaram como pré-candidatos por outras siglas. O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca migrou para o MDB e acabou anunciado como vice na chapa de Sandro Alex em 31 de julho. O deputado Alexandre Curi foi para o Republicanos e disputa o Senado. "Sem dúvida, o Rafael Greca tem uma trajetória consolidada e é um nome com capital político muito mais forte que o Sandro Alex", avaliou ao g1 Nilton Sainz, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná.Para Karolina Roeder, doutora em Ciência Política pela UFPR e professora da Uninter, a escolha de um nome pouco conhecido do eleitor reflete um clima de "já ganhou" no grupo do governador. "Em vários momentos ele sempre tenta colar ali com o Ratinho Junior. Só que isso acaba deixando ele sem uma cara, sem identidade própria. E o eleitor precisa conhecer ele, não o Ratinho Junior", afirmou ao g1.A disputa tem outros cinco candidatos. Segundo a Folha, a produtora cultural Tayná Miessa (Unidade Popular) e o advogado Luiz França (Missão) marcaram 1% cada um. Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO) e o Professor Samuel Mattos (PSTU) não pontuaram. O cenário segue aberto: a soma de indecisos e de eleitores que ainda podem mudar o voto passa de 60% do eleitorado, segundo o g1. A propaganda eleitoral na TV começou na sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro, às vésperas do primeiro turno. Se houver segundo turno, a programação volta ao ar entre 9 e 23 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Candidaturas no RJ caem 45% em oito anos e chegam ao menor nível desde 1998

O Rio de Janeiro tem 2.017 candidatos registrados para as eleições de 2026. É o menor número desde 1998 e representa uma queda de 45% em oito anos, segundo levantamento do G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2018, ano do recorde da série histórica, o estado teve 3.695 candidaturas. Em 2022, foram 2.785.A maioria disputa uma vaga na Assembleia Legislativa (Alerj). São 1.168 candidatos a deputado estadual, 57% do total, e 783 a deputado federal, 38%. O levantamento registra ainda 16 candidatos ao Senado, 9 a governador, 9 a vice-governador e 16 para cada uma das duas vagas de suplente de senador.Legislação explica a quedaO G1 aponta três mudanças na estrutura partidária como causa da redução: a diminuição do número de partidos, a criação das federações partidárias e novas regras para as candidaturas proporcionais. Nas eleições para deputado, partidos e federações podem registrar candidatos até o limite de 100% das vagas em disputa mais uma. Quando legendas se unem em uma federação, passam a dividir esse teto. As federações foram criadas em 2021 e valeram pela primeira vez em 2022.A cláusula de desempenho, criada pela Emenda Constitucional 97/2017, reforçou o movimento. Em 2026, os partidos precisam alcançar pelo menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em ao menos um terço dos estados, com mínimo de 1,5% em cada um, ou eleger 13 deputados federais em ao menos um terço das unidades da Federação. Sem isso, perdem acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de rádio e TV."Com menos partidos, porque se fundiram ou formaram federação, a tendência é que se tenha um número menor de candidatos", disse ao G1 o advogado eleitoral Fabrício Souza Duarte, mestre em Direito Público.Para Duarte, a redução torna a disputa menos competitiva para quem quer entrar na política partidária. "Há uma grande concentração de poder nas mãos da cúpula do partido, o que interfere diretamente na competitividade dos candidatos que não têm poder de influência nesse círculo", afirmou. Ele cita ainda as emendas parlamentares impositivas, que ampliam a capacidade de quem já tem mandato de construir apoios junto a prefeitos e vereadores.Perfil dos candidatosDo total de pedidos de registro, 67% são de homens e 33% de mulheres. Nas eleições proporcionais, a lei exige que cada gênero fique entre 30% e 70% das candidaturas. A faixa etária mais numerosa é a de 50 a 54 anos, com 372 candidatos, seguida pelas de 45 a 49 (344) e 55 a 59 (274). Somadas, as três concentram 990 pessoas, cerca de 49% do total. Há 13 candidatos entre 21 e 24 anos e dois na faixa de 90 a 94 anos.Mais da metade dos candidatos, 51%, se declara preta ou parda. Na escolaridade, 48% concluíram o ensino superior e outros 11% chegaram a frequentar a universidade sem concluir o curso.Os pedidos de registro ainda passam pelo julgamento da Justiça Eleitoral, que pode deferir ou indeferir cada candidatura. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Lula promete aprovação do fim da escala 6x1 na próxima semana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (29) que o Congresso deve aprovar na próxima semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. A declaração foi feita no ato de campanha Mulheres com Lula, em Belo Horizonte.Lula apresentou a mudança como uma ganância de tempo para a vida familiar:"Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6x1 para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da própria vida, mais tempo de cuidar das crianças, mais tempo para passear e mais tempo para namorar também", disse Lula, segundo o Brasil de Fato.Segundo o Correio Braziliense, o presidente chamou a proposta de "coisa sagrada" para o governo. No mesmo discurso, disse que "nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho nesse País" e afirmou que dedicaria cada minuto de um eventual quarto mandato para deixar a juventude "mais bem informada e melhor remunerada".A PEC 221/2019 tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou na quinta (27) um voto pela aprovação e rejeitou as 12 emendas apresentadas por senadores. Com isso, manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, cujo primeiro signatário é o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Segundo o Correio Braziliense, a CCJ deve analisar a matéria na quarta (2/9), e a expectativa do governo é que a votação na comissão e no Plenário ocorra no mesmo dia.O que a PEC mudaA proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução de salário. A implantação é gradual: dois meses após a promulgação, o limite cai para 42 horas; após 12 meses, chega a 40 horas. O texto preserva acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados como a escala 12x36 (12 horas de trabalho seguidas de 36 de descanso), e prevê exceções para trabalhadores com salários mais elevados e diploma de nível superior. A Agência Senado lembra que Chile, Colômbia e México já reduziram ou aprovaram a redução de suas jornadas nos últimos anos.O ato de sábado mirou o eleitorado feminino, que corresponde a 52,84% dos votantes do país, ou 83,9 milhões de mulheres, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Participaram a primeira-dama, Janja, as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), o candidato ao governo de Minas Patrus Ananias (PT) e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). Foi a segunda viagem de Lula a Minas Gerais desde o início da campanha. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada na quinta, o presidente tem 46% das intenções de voto em eventual segundo turno no estado, contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL); com margem de erro de dois pontos, os dois estão tecnicamente empatados.O próximo passo é a votação na CCJ, prevista para a quarta (2/9). No Plenário, a matéria precisa de 49 votos, o equivalente a três quintos do Senado, em dois turnos. A PEC foi definida como prioridade em reunião de quarta (26) entre Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

MRMarina Rocha
Elections

Lula vai a Salvador impulsionar Jerônimo e conter o avanço do 'voto LuNeto'

O presidente Lula (PT) desembarca em Salvador nesta sexta-feira (28) para reforçar a campanha à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e tentar conter o avanço do chamado "voto LuNeto", segundo a Folha de S.Paulo. O termo designa o eleitor que escolhe Lula para a Presidência e ACM Neto (União Brasil) para o Governo da Bahia.O ato, batizado pela campanha de "Sextou com Lula", tem concentração marcada para as 16h no Largo do Guarani, no bairro da Liberdade, e percurso em caminhada até o Plano Inclinado, informa o Jornal Grande Bahia. Além de Jerônimo, participam o vice-governador e candidato à reeleição, Geraldo Júnior, e os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, que disputam as duas vagas da Bahia ao Senado. É a segunda visita de Lula ao estado em um mês, de acordo com a Folha, e a primeira atividade de campanha do petista na Bahia desde o início oficial do período eleitoral, no mesmo dia da estreia da propaganda gratuita no rádio e na TV, aponta a Rádio Itatiaia.A viagem traduz a estratégia do PT de voto casado em Lula e Jerônimo. A campanha petista quer nacionalizar a disputa estadual e transformá-la em uma escolha entre projetos a favor e contra o presidente, segundo a Folha. A coligação governista, que reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e partidos aliados, apresenta a chapa com o selo "Time de Lula na Bahia", relata o Jornal Grande Bahia.O mote repete a tática de 2022. Naquela eleição, Jerônimo teve 52,8% dos votos e derrotou ACM Neto no segundo turno. No mesmo pleito, Lula alcançou 72,1% no estado e venceu Jair Bolsonaro (PL) com vantagem superior a 4 milhões de votos. A diferença entre as duas votações mede o tamanho do voto cruzado, que há quatro anos ganhou força em Salvador e em cidades médias do interior, segundo a Folha.Neste ano, a combinação de votos passou a circular nas redes sociais, com jingles e esquetes de humor que defendem explicitamente o "voto LuNeto". ACM Neto, por sua vez, tem evitado atacar Lula na campanha, afirma a Folha. A mais recente pesquisa Quaest sobre a disputa apontou ACM Neto com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Jerônimo com 37%.A caminhada na Liberdade abre a agenda de rua de Lula no fim de semana. Na manhã de sábado (29), o presidente participa em Belo Horizonte do Encontro Nacional Mulheres com Lula, às 10h, na Serraria Souza Pinto, segundo a Itatiaia. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Candidatos ao Senado direcionam anúncios na Meta a nichos como Bíblia e Apple Watch

Candidatos ao Senado nas eleições de 2026 estão usando interesses como Bíblia, policiais militares, agronegócio e Apple Watch para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram. É o que mostra o levantamento "O eleitorado sob medida", do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab UFRJ), apurado pelo g1 na Biblioteca de Anúncios da Meta.Das 24 candidaturas ao Senado que recorreram a esse tipo de segmentação, as 12 classificadas pelo estudo como oposição ao governo federal fizeram 312 escolhas de interesses. As 12 reunidas na base governista fizeram 208. Somados os dois grupos, foram 520 seleções distribuídas por 294 categorias, agrupadas pelos pesquisadores em 13 temas. A divisão entre base e oposição foi feita pelo NetLab a partir de declarações e posicionamentos públicos dos candidatos.A ferramenta permite que as campanhas peçam à Meta que exiba seus anúncios com mais frequência para usuários associados pela plataforma a determinados interesses, comportamentos ou perfis demográficos. Segundo o g1, isso não significa que só o público selecionado verá a peça, nem que o interesse corresponda a uma característica real da pessoa. Um anúncio marcado como voltado a quem se interessa por "Apple Watch", por exemplo, indica apenas que a Meta associou aquele usuário ao tema.Oposição mira nichos variados; base governista foca em políticaEntre os governistas, a segmentação se concentrou em política, tema usado por 8 das 12 candidaturas analisadas, e em interesses ligados a ativismo, educação e sociedade civil organizada. O grupo não registrou nenhuma seleção na categoria religião e teologia. Já a oposição usou as 13 macrocategorias do relatório, com destaque para agronegócio, militarismo, família e consumo. As maiores diferenças entre os dois grupos foram:Agronegócio: 59 seleções da oposição, contra 14 da base governista;Forças de segurança e militarismo: 48 da oposição, contra 11 da base;Religião e teologia: 31 da oposição, contra nenhuma da base;Ativismo, educação e sociedade civil: 10 da oposição, contra 44 da base;Política: 16 da oposição, contra 36 da base.Entre os oposicionistas, Alexandre Curi (Republicanos-PR) adotou a estratégia mais diversificada: usou 12 das 13 macrocategorias e foi quem mais selecionou opções de segmentação. Os anúncios miraram usuários associados a produtos eletrônicos premium, como Apple Watch e MacBook Pro, a comerciantes e a pessoas ligadas a pastores e à Bíblia. Zequinha Marinho (Podemos-PA) concentrou-se em agronegócio e família, com interesses como agricultura, fertilizante, pecuária de leite, paternidade, Bíblia e patriotismo. Bruno Scheid (PL-RO) fez 17 seleções ligadas a religião e teologia, e Mariana Carvalho (União-RO), 15 ligadas a forças de segurança e militarismo, como policiais militares.Débora Salles, coordenadora-geral do NetLab UFRJ, ressalva que a vantagem numérica da oposição não prova superioridade técnica das campanhas:"Embora o relatório apresente evidências de que os candidatos da oposição utilizaram o recurso da segmentação de forma mais diversificada, não é possível afirmar que essa atuação é mais sofisticada ou mais eficaz. O levantamento mede a quantidade e a diversidade das categorias selecionadas para a segmentação do público, mas não temos como aferir o desempenho dessas estratégias"O g1 localizou na Biblioteca de Anúncios peças de Vander Loubet e Alexandre Curi, mas a Meta divulga os dados apenas no nível do anunciante, o que impede associar cada anúncio aos interesses selecionados pela campanha.O acompanhamento tende a ganhar peso nesta eleição. Segundo o NetLab UFRJ, a Meta será uma das duas únicas plataformas, ao lado do Kwai, a permitir formalmente a veiculação de publicidade político-eleitoral no Brasil em 2026. O laboratório informou que vai analisar o ecossistema da publicidade política digital ao longo de todo o período de campanha, até a votação de outubro.

MRMarina Rocha
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Redes de Renan Santos escapam de filtro do TSE por mais de dez dias de campanha

As redes sociais do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) passaram mais de dez dias da campanha eleitoral fora do filtro que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obriga as plataformas a aplicar aos perfis dos candidatos. A informação é da Folha de S.Paulo, até agora o único veículo a reportar o caso. Na prática, as contas de Renan no Instagram, no YouTube e no TikTok puderam ser recomendadas a usuários que não seguem o candidato, enquanto as dos rivais seguiam restritas.Por uma regra do TSE de 2024, as plataformas devem excluir dos algoritmos de recomendação os perfis declarados pelos candidatos à Justiça Eleitoral. Na prática, isso impede que uma rede exiba a postagem de um candidato para quem não segue aquela conta.Renan Santos registrou a candidatura em 7 de agosto e declarou ao tribunal apenas o perfil no X (antigo Twitter) e um site, segundo a Folha. A campanha começou oficialmente em 16 de agosto. Três dias depois, em 19 de agosto, a equipe jurídica do candidato pediu ao TSE a inclusão das demais contas.O pedido ficou parado. Até o início da noite de quinta-feira (27), os perfis seguiam fora da base de dados do TSE e da ficha oficial do candidato no DivulgaCand. Segundo a Folha, o processo só teve andamento depois que o jornal procurou o tribunal na tarde de quinta. Às 19h, foi anexado um documento que certifica o pedido de inclusão das redes.As regras de propaganda eleitoral determinam que os perfis sejam informados no ato do registro da candidatura. Contas criadas durante a campanha precisam ser reportadas em 24 horas. Perfis preexistentes não informados de imediato só podem ser usados na campanha 48 horas após o registro na Justiça Eleitoral. A Folha procurou a campanha de Renan Santos e não obteve resposta.O próximo passo está com as plataformas. Mesmo com a base do TSE atualizada, a aplicação do filtro às contas de Renan depende de uma atualização feita por cada rede social. Até lá, o candidato do Missão segue com um alcance de recomendação que os rivais não têm. O primeiro turno da eleição será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Horário eleitoral começa sem definição do TSE sobre limites para IA e deepfakes

A propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV para o primeiro turno das eleições de 2026 começa nesta sexta-feira (28) sem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha concluído a discussão sobre os limites do uso de inteligência artificial e deepfakes na campanha. Segundo o g1, a tendência é que o plenário da Corte julgue o tema na próxima semana.O horário eleitoral vai ao ar de segunda a sábado e segue até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. Nesta sexta, são exibidas as propagandas dos candidatos ao Senado, a deputado estadual e a governador. No sábado (29), começam os programas dos presidenciáveis. Pela divisão de tempo calculada pelo TSE, a coligação de Lula (PT) terá 5 minutos e 31 segundos por bloco, Flávio Bolsonaro (PL) terá 4 minutos e 20 segundos, Ronaldo Caiado (PSD), 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury (Avante), 35 segundos. Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) ficaram sem tempo em rede porque seus partidos não cumpriram a cláusula de desempenho.As regras atuais do TSE proíbem o uso de deepfakes, vídeos, imagens ou áudios manipulados por inteligência artificial para simular falas ou ações de pessoas reais, quando a ferramenta é usada para beneficiar ou prejudicar candidatos. Na terça-feira (25), o vice-presidente do TSE, André Mendonça, propôs que a Corte discuta uma tese sobre o alcance dessa vedação nas eleições de 2026. O debate ganhou força depois de uma ação do PT contra o PL e Flávio Bolsonaro por um vídeo feito com IA e exibido na convenção nacional do partido, em julho.O que dizem os partidosO g1 procurou os cinco principais partidos com candidatos à Presidência. O PT informou que seus dirigentes tratam o uso de inteligência artificial na campanha com cautela e esperam o posicionamento do TSE, previsto para a próxima semana, para definir sua estratégia. O PL não respondeu, mas a campanha de Flávio Bolsonaro se posicionou: para a equipe do senador, a legislação eleitoral não pode ter como objetivo proibir tecnologias, e a resolução do TSE, na leitura da campanha, "não proíbe o uso de inteligência artificial nas propagandas eleitorais, mas disciplina seu uso e impõe o critério da transparência". A vedação valeria, segundo a equipe, apenas quando a ferramenta é usada para criar e difundir o que chamou de falso qualificado.O Novo defendeu o uso livre de IA generativa em campanhas e separou a tecnologia do deepfake. Em nota ao g1, o partido afirmou: "Não há qualquer problema em se usar a inteligência artificial na campanha para os mais diversos fins. O próprio Zema usa com frequência, inclusive na série satírica 'Os Intocáveis'. Mas é evidente que, no caso do uso de deepfake, sem o consentimento de quem está sendo retratado e com o objetivo de enganar o eleitor, não deveria ser permitido".O Missão se disse favorável ao uso de IA, argumentando que a tecnologia reduz custos para partidos sem grande estrutura, e classificou como "excesso" a regra que veda conteúdo sintético com imagem ou voz de uma pessoa mesmo com autorização e rotulagem. O PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência, não respondeu ao g1.O próximo passo é do TSE. O plenário deve julgar na próxima semana quais são os limites do uso de inteligência artificial na campanha, com a propaganda de rádio e TV já no ar. A veiculação segue até 1º de outubro, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Grupo de Armínio Fraga propõe reforma da Previdência com idade mínima de 67 anos

Um grupo de cinco economistas apresentou nesta quinta-feira (27) uma proposta de reforma da Previdência que unifica em 67 anos a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres e divide as contribuições dos trabalhadores em duas contas, uma delas de capitalização. O documento será entregue aos candidatos à Presidência da República, segundo a Folha de S.Paulo e o Poder360.O grupo foi organizado por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, e coordenado por Paulo Tafner, economista que participou do debate da reforma de 2019. Também assinam o texto Leonardo Rolim, Rogério Nagamine e Sérgio Guimarães. "Feita de forma mais ampla, como propomos, não será preciso discutir novamente outras reformas tão cedo", disse Tafner à Folha.O diagnóstico é demográfico. Segundo o estudo, a despesa previdenciária equivale hoje a 8% do PIB. Sem novas mudanças, chegaria a 13% em 2070 e a 17,4% em 2100. Com a reforma, ficaria em torno de 10% do PIB no fim do século. Rolim, que presidiu o INSS entre 2020 e 2021 e foi secretário de Previdência no governo Jair Bolsonaro, afirmou ao Poder360 que a população com 65 anos ou mais dobrou desde 2001, enquanto a população em idade de trabalhar cresceu 30%.O que mudaA proposta eleva gradualmente a idade mínima dos atuais 65 anos para homens e 62 para mulheres até 67 anos para ambos, nas áreas urbana e rural, e cria um gatilho automático: a idade subiria quatro meses a cada acréscimo de seis meses na expectativa de vida. Mecanismo semelhante foi rejeitado pelo Congresso na reforma de 2019. Para as mulheres, o texto prevê um crédito de 1,5 ano de contribuição por filho, biológico ou adotado, limitado a cinco filhos."No Brasil, a mulher se aposenta mais cedo como uma compensação pela chamada dupla jornada. É algo inadequado, porque a mulher não fica incapacitada para o trabalho mais cedo que o homem", disse Rolim.No eixo mais profundo, as contribuições previdenciárias seriam divididas igualmente em duas contas. Metade do saldo seria aplicada no mercado financeiro, em regime de capitalização. A outra metade seria corrigida pela variação da soma dos salários pagos no país. A transição de alguns itens levaria até 30 anos.O documento é uma proposta técnica e não tramita no Congresso. Parte das mudanças exigiria uma Proposta de Emenda à Constituição. Rolim disse não ver diferença nas chances de aprovação caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição de outubro, e lembrou que o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL), foi secretário especial de Previdência e Trabalho no governo Bolsonaro. O próximo passo é a entrega do texto às campanhas presidenciais, que decidirão se incorporam a reforma aos programas de governo para 2027.

MRMarina Rocha
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Na Globo, Lula diz que Lulinha pagará se cometeu ilícito e critica Marcola

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi entrevistado nesta quinta-feira (27) pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A sabatina foi transmitida ao vivo logo após o Jornal Nacional e foi a quarta de uma série com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto, segundo o G1.Lulinha e MarcolaQuestionado sobre as investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, Lula disse que não interferirá nas apurações. "Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho", afirmou. "Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro." O presidente classificou as acusações contra o filho como "ilações" e disse ter certeza de que ele será inocentado. "Não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho."Lula também foi perguntado sobre os pagamentos da lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. "Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete", disse. O presidente chamou a lobista de "pilantra", afirmou que não a conhece e sustentou que as mensagens obtidas pela PF não comprovam crime. "O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás? Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime", declarou, segundo o G1. Segundo o Estadão, ele resumiu: "Era uma pessoa de total confiança, cometeu o erro, paga o preço."Sobre a fraude no INSS, Lula afirmou que o governo atuou para punir os responsáveis e ressarcir aposentados e pensionistas. "Nós fizemos questão de pegar na cadeia as pessoas, fizemos questão de pagar o devido", disse, segundo o Estadão. Ao ser questionado sobre o caso Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA), o presidente disse que há um caso "mais grave" que estaria "silenciado", sem dar detalhes.Contas públicas e CorreiosNo bloco econômico, perguntado se pretende cortar gastos obrigatórios, como defende o ministro da Fazenda, Dário Durigan, Lula não especificou despesas e garantiu que o país terá superávit. "O déficit era 2,8%. O último foi 0,8% e, agora, vai ser positivo. Nós vamos fazer superávit", afirmou. Ele disse querer uma "revolução tecnológica" em um eventual novo mandato, com investimentos em inteligência artificial, minerais críticos, terras raras e defesa. "Eu já acabei com a fome duas vezes. É por isso que eu estou pleiteando o quarto mandato."Lula também descartou a privatização dos Correios, que acumulam quatro anos de prejuízo e um rombo histórico de R$ 15 bilhões. "Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios", disse, ao reconhecer que a estatal "não se adaptou a um novo tempo". Segundo o G1, o candidato ainda falou sobre o avanço do crime organizado nas últimas décadas e sobre a qualidade do ensino médio.A série de entrevistas da Globo continua nesta sexta-feira (28), com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e termina no sábado (29), com Augusto Cury. O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Lula diz que Marcola errou com lobista e quer 'recuperar território' do crime

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista à Globo, que seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, errou ao pedir dinheiro à lobista Roberta Luchsinger. Na sabatina conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli no Jornal Nacional, o candidato à reeleição também disse que o filho Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, pagará como qualquer cidadão caso tenha cometido ilícitos e defendeu "recuperar território" hoje dominado pelo crime organizado, segundo o G1.Caso Marcola"Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete", disse Lula sobre os repasses da lobista ao ex-auxiliar. De acordo com o G1, o presidente reconheceu que o episódio "gera desconfiança" e leva suspeitas para dentro do Palácio do Planalto.Segundo a CNN Brasil, Lula afirmou acreditar, por ora, na versão do empréstimo: "Ele disse que tomou 249 mil reais de empréstimo, é o que está na imprensa, só ele sabe a verdade. Quando tiver uma acareação entre os dois, vai saber se houve empréstimo ou não. Por enquanto, acredito que ele pediu empréstimo." E completou: "Agora é o seguinte, ele cometeu o erro, ele que vai pagar o erro. Era uma pessoa da minha total confiança."Caso LulinhaA Polícia Federal investiga Lulinha e a lobista por suspeita de corrupção e tráfico de influência, em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, segundo a CNN Brasil. Questionado, Lula disse que não vai interferir: "Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro." E acrescentou: "Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, eu não vou fazer qualquer movimento pelo meu filho. Não haverá da parte da Presidência da República um milímetro de movimento para proteger o meu filho."Lula classificou as acusações contra o filho como "ilações" e comparou o caso ao que ele próprio enfrentou na Operação Lava Jato, quando chegou a ser preso. "Ele sabe que a Marisa morreu por conta da falsa acusação que foi feita a mim na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito o erro", afirmou, em referência à ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em 2017.O presidente também chamou Roberta Luchsinger de "pilantra" ao comentar as mensagens obtidas pela PF e negou conhecê-la: "Eu não conheço essa moça, essa moça nunca esteve próxima de mim." Sobre a mensagem em que a lobista diz ter recebido de Lula a oferta de um cargo, ele ironizou: "Só faltou ela dizer que eu ofereci para ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha da Aeronáutica." Para Lula, as conversas por telefone, sozinhas, não provam crime: "O que nós precisamos saber é o seguinte: essa mulher conseguiu liberar o dinheiro que ela disse que estava atrás? Tem prova de que tem dinheiro público? Porque aí é que está o crime."Crime organizadoSegundo o G1, Lula falou ainda sobre o crescimento do crime organizado no Brasil nas últimas décadas e disse que quer "recuperar território" dominado pela criminalidade. A entrevista fez parte da série de sabatinas do Jornal Nacional com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto.A série continua nesta sexta-feira (28), com Flávio Bolsonaro, e termina no sábado (29), com Augusto Cury. As investigações da Polícia Federal sobre a lobista, Lulinha e os repasses a Marcola seguem em andamento no STF, sem prazo divulgado para conclusão.

MRMarina Rocha
Politics

Lula chama de 'ilações' acusações contra Lulinha e diz que ex-chefe de gabinete errou

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (27) que as acusações contra seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, são "ilações". A declaração foi feita em entrevista à TV Globo, transmitida ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, após o Jornal Nacional."São ilações, ilações e ilações tiradas de telefonemas", disse o presidente, segundo a Folha de S.Paulo. Lula afirmou que o filho precisa se defender e garantiu que não haverá interferência do governo na investigação. O petista também acusou a Polícia Federal de vazar informações para a imprensa. "Eu conheço isso muito bem porque já vivi isso", declarou, em referência aos processos da Operação Lava Jato.Críticas ao ex-chefe de gabineteLula criticou a conduta de seu ex-chefe de gabinete na Presidência, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola. De acordo com as investigações, a empresária e lobista Roberta Luchsinger pagou R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito, no financiamento de um veículo e em outras despesas do ex-assessor. Ele diz que os valores foram empréstimos."Não é adequado, é totalmente errado e o Marcola sabe o erro que cometeu, porque não é esse o papel de um chefe de gabinete."O presidente disse acreditar na versão de Marcola sobre os empréstimos, mas cobrou explicações do ex-auxiliar: "Por que ele não falou comigo? Eu disse: 'cara, sou quase que nem seu pai'. Ele cometeu erro? Ele pagará pelo erro que cometeu."Questionado sobre as mensagens de Roberta em que Lulinha é citado, Lula chamou a lobista de "pilantra". "O que uma pilantra pode fazer num telefone ou um cara qualquer pode fazer num telefone? O fato de ter pego conversa num telefone não justifica absolutamente nada", afirmou. Sobre a empresária, completou: "Eu não conheço essa moça. Ela nunca esteve perto de mim. Malandro é igual em qualquer lugar do mundo."As relações de Roberta Luchsinger com o Palácio do Planalto seguem sob investigação da Polícia Federal. A entrevista a Lula integrou a série da TV Globo com os seis candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto. O ciclo continua nesta sexta-feira (28), com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

MRMarina Rocha
Elections

ACM Neto tem 39% e Jerônimo 37% na Bahia, aponta Quaest; empate se repete no 2º turno

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) estão em empate técnico na disputa pelo Governo da Bahia. É o que mostra pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27), segundo a Folha de S.Paulo e o InfoMoney. Neto tem 39% das intenções de voto. Jerônimo, que tenta a reeleição, tem 37%.Os demais candidatos ficaram muito atrás. Ronaldo Mansur (PSOL), Ariel Capistrano (DC), Aroldo Felix (UP) e Maria Bona (PCO) marcaram 1% cada um. Votos em branco, nulos e abstenções somam 8%. Os indecisos são 12% do eleitorado baiano.O levantamento foi encomendado pela TV Bahia e registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-06206/2026. A Quaest ouviu 900 eleitores em entrevistas presenciais entre domingo (23) e quarta-feira (26). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.Segundo turno também empatadoNa simulação de segundo turno, o cenário se repete. ACM Neto aparece com 44% contra 41% de Jerônimo Rodrigues, de acordo com a Folha. Outros 9% se dizem indecisos e 6% votariam em branco ou nulo. Na pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o ex-prefeito tinha 43% e o petista 39% nessa simulação.Para o Senado, onde os baianos vão escolher dois nomes neste ano, o ex-governador Rui Costa (PT) lidera com 23% das menções, na soma das duas vagas. O senador Jaques Wagner (PT) tem 17%. Na sequência aparecem o ex-ministro João Roma (PL), com 7%, e o senador Angelo Coronel (Republicanos), com 5%. Brancos e nulos somam 20% e os indecisos, 22%, segundo o InfoMoney.O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato obtiver a maioria dos votos válidos, Neto e Jerônimo se enfrentam no segundo turno, em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro se reunirá no domingo com ministro da Justiça de Bukele

O candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, anunciou nesta quinta-feira (27) que se encontrará no domingo (30) com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça de El Salvador, para discutir políticas de segurança pública. O anúncio foi feito durante a live semanal do candidato no YouTube, segundo o G1 e o InfoMoney."Villatoro é simplesmente o ministro da Justiça de El Salvador, um país que se destacou mundialmente por ter conseguido praticamente zerar a criminalidade, um local que era dominado por facções criminosas de narcotraficantes, muito parecido com o que acontece aqui no Brasil hoje", disse Flávio na transmissão."A taxa de homicídios de El Salvador era de 128/100.000 habitantes, uma das mais altas do mundo. Era um dos países mais violentos do mundo. E hoje essa taxa está abaixo de 2/100.000 habitantes. El Salvador se tornou um dos países mais seguros, e por isso que a gente fala que é uma inspiração sim pro que nós pretendemos fazer aqui no Brasil na Segurança Pública", completou o senador.O governo de Nayib Bukele, presidente de El Salvador desde 2019, tem sido citado como referência de segurança por candidatos de direita no Brasil. Além de Flávio, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) já elogiaram o modelo salvadorenho, de acordo com o G1. As medidas de Bukele, porém, são alvo de críticas: o país construiu megaprisões e prendeu milhares de pessoas sem mandado, sob estado de exceção. O governo salvadorenho responde a acusações de violações de direitos humanos, como registra o InfoMoney.Novos nomes na campanhaA live contou com a presença de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha. Segundo o candidato, a equipe ganhou o economista Adriano Pires, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. Flávio disse ainda que o time conta com "oito PhDs em economia".Na mesma transmissão, o senador voltou a criticar a reforma tributária aprovada em 2023. Ele classificou de "preocupante" a alíquota estimada de 28% do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA). "Não pode existir uma reforma tributária boa que aumente imposto, ela tem que reduzir imposto", afirmou, segundo o InfoMoney.O encontro com Villatoro está marcado para domingo (30). Antes disso, Flávio prometeu anunciar nesta sexta-feira (28) mais um nome para a equipe de campanha. O candidato não detalhou o local nem a pauta da reunião com o ministro salvadorenho.

MRMarina Rocha
Lula

Flávio Bolsonaro aciona TSE para impedir uso do Alvorada por Lula na campanha

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta quinta-feira (27) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. O alvo é a entrevista que Lula concedeu à Record no domingo (23), gravada no Palácio do Alvorada, a residência oficial da Presidência da República. Segundo o G1, a petição ficará sob a relatoria do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.A entrevista foi ao ar no mesmo horário do primeiro debate presidencial, promovido pela Band, do qual Lula e Flávio não participaram, segundo a Folha de S.Paulo. Na peça, os advogados do senador afirmam que o uso do palácio violou o princípio da isonomia eleitoral e citam julgamentos anteriores do próprio TSE."O candidato à reeleição apareceu ao eleitorado, em entrevista exclusiva, utilizando como cenário e suporte material um bem público ao qual possui acesso em razão exclusivamente do cargo que exerce", escreveu a defesa, segundo o G1.Os advogados de Flávio pedem que Lula se abstenha de usar as dependências do Alvorada e outros serviços públicos de acesso restrito para "gravação, produção ou transmissão de entrevistas, lives, pronunciamentos ou conteúdos de natureza eleitoral". Segundo a Folha, a campanha também quer que o presidente retire das redes sociais os trechos da entrevista até a decisão final da Corte e que a campanha petista seja condenada ao pagamento de multa e ao ressarcimento da verba pública usada na gravação.A legislação eleitoral proíbe que candidatos que ocupam cargos usem "bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta". O TSE, porém, admite exceções: conteúdo eleitoral em residências oficiais é permitido quando o ambiente é neutro, sem símbolos, sem uso de recursos públicos e com participação restrita ao detentor do cargo. A campanha de Flávio argumenta que a entrevista de domingo não se enquadra nessas condições. A petição cita ainda a jurisprudência de que "o emprego de bens públicos inacessíveis aos demais competidores em favor da candidatura viola a isonomia eleitoral".O caso agora está com Kassio Nunes Marques. Até a noite desta quinta-feira, não havia decisão do relator sobre o pedido, que inclui medida liminar para impedir novas gravações de conteúdo eleitoral no palácio.

MRMarina Rocha
Federal Police

Lula manda chefe da PF procurar André Mendonça para reduzir tensão com STF

O presidente Lula determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, procure o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para reduzir a tensão entre a corporação e a Corte. A ordem foi noticiada nesta quinta-feira (27) pelo G1 e pelo Correio Braziliense, com os bastidores apurados pela CartaCapital.A crise começou em julho, quando a PF acionou a Advocacia-Geral da União para pedir a abertura de uma ação contra Mendonça por suposta "interferência" nos trabalhos da corporação nas apurações sobre a fraude no INSS. O ministro é o relator no STF do processo que envolve Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Ele determinou o envio imediato de todas as investigações ao seu gabinete e exigiu aviso prévio sobre qualquer eventual afastamento de integrantes da equipe policial.As medidas causaram incômodo entre os investigadores, que veem na decisão uma ingerência sobre a autonomia da PF. De acordo com agentes ligados ao caso ouvidos pela CartaCapital, o rito tradicional prevê que o inquérito seja conduzido pela polícia, submetido à análise de legalidade do Ministério Público Federal após a conclusão e só então encaminhado ao relator no Supremo.Mediação da AGUA intermediação coube ao advogado-geral da União, Jorge Messias. Depois de uma reunião entre Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, mediada por Messias, ficou acertado que as equipes do gabinete do ministro e da PF se encontrariam para melhorar o fluxo de trabalho. Segundo fontes da AGU e do gabinete de Mendonça, as reuniões já começaram. Interlocutores do relator minimizam o atrito e dizem que o ruído foi um "problema isolado".A CartaCapital apurou que Messias não pretende levar a ação ao STF. O chefe da AGU pondera que uma representação contra Mendonça, para apurar possível extrapolação de suas atribuições de juiz, poderia abrir espaço para que defesas de investigados questionem a validade das provas, inclusive em outros processos sob relatoria do ministro, como o caso Banco Master. O Correio Braziliense lembra que Mendonça concentra decisões relevantes sobre diligências e desdobramentos das apurações do Banco Master e do INSS.O próximo passo acontece ainda nesta quinta-feira. O presidente do STF, Edson Fachin, se reúne com Messias à tarde. A pauta do encontro não foi divulgada, mas a expectativa é de que o atrito entre a PF e o gabinete de Mendonça esteja na conversa. A reunião entre Andrei Rodrigues e o ministro, determinada por Lula, ainda não tem data anunciada.

MRMarina Rocha
polls

PoderData/Aya: Lula tem 38% contra 35% de Flávio no 1º turno, em empate técnico

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (27) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 38% das intenções de voto no 1º turno, contra 35% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Com margem de erro de 2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Segundo o Poder360, é a menor diferença entre os candidatos desde maio. Há 15 dias, Lula tinha 6 pontos de vantagem sobre o senador.Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), com 4% cada um. Pablo Marçal (PRTB) tem 3%. Romeu Zema (Novo) e Hertz Dias (PSTU) marcam 2% cada. Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP) alcançam 1% cada um. Clariana Barão (Democracia Cristã), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram. Outros 5% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% não souberam responder.Segundo turno também empatadoEm um eventual 2º turno, o levantamento aponta Lula com 45% e Flávio com 44%, diferença também dentro da margem de erro. Os dois oscilaram 1 ponto percentual para baixo em 15 dias. De acordo com o Poder360, o petista aparece tecnicamente empatado com Zema e Caiado em cenários de 2º turno e abre vantagem de 7 pontos apenas sobre Renan Santos.Lula lidera entre as mulheres, com 48% contra 39% do senador. O presidente tem vantagem ainda no Nordeste (53%), entre eleitores com renda de até 2 salários-mínimos (47%) e entre os que cursaram o ensino superior (46%). Flávio vai melhor no Centro-Oeste (50%), no Sul (53%) e entre eleitores que estudaram até o ensino médio (46%).É a 1ª rodada do PoderData/Aya realizada depois do fim do prazo para registro das candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 15 de agosto. O instituto ouviu 2.400 eleitores em 555 municípios das 27 unidades da Federação, entre 23 e 26 de agosto, por ligações para celulares e telefones fixos. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04974/2026.Outro levantamento divulgado nesta quinta-feira aponta quadro semelhante. Segundo a VEJA, o instituto Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de agosto e registrou Lula com 39% e Flávio com 34% no 1º turno no Estado, colégio eleitoral onde todos os presidentes eleitos desde a redemocratização venceram.As candidaturas enviadas ao TSE ainda precisam ser aprovadas pela Justiça Eleitoral e podem ser contestadas. O 1º turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato obtiver a maioria dos votos válidos, o 2º turno será realizado em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
congress

Orçamento de 2027 terá superávit mesmo com gastos fora da meta, diz Moretti

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta quinta-feira (27) que a proposta de Orçamento de 2027 prevê superávit primário mesmo quando computados os gastos hoje excluídos do cálculo da meta fiscal. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, segundo a Folha de S.Paulo e a Reuters. Na segunda-feira (31), o governo entregará ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, o primeiro da próxima gestão presidencial. A meta fiscal proposta é de superávit de R$ 73,2 bilhões, o equivalente a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Hoje, parte das despesas fica de fora desse cálculo, como uma parcela dos gastos com precatórios. No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado ao Congresso em abril, a equipe econômica do governo Lula previa a exclusão de R$ 65,7 bilhões em despesas, incluindo parte das sentenças judiciais e os investimentos ligados às áreas de defesa, saúde e educação. "Computadas todas as despesas, nosso horizonte para o ano que vem é entregar um resultado primário positivo", disse Moretti à GloboNews. Segundo a Reuters, o ministro afirmou que o projeto vai prever uma queda das despesas federais como proporção do PIB. "Mesmo com os chamados descontos da meta, nossa expectativa real é de que no ano que vem nós vamos ter mais arrecadação do que despesa", declarou. Moretti informou ainda que, para atingir a meta fiscal, o governo não precisará enviar ao Congresso projetos para elevar a arrecadação, ao contrário do que foi feito nos últimos anos. O Orçamento de 2027 chega ao Legislativo na segunda-feira. Depois da entrega, o texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e votado em sessão do Congresso Nacional.

MRMarina Rocha
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TSE julga na terça ação do PT contra vídeo de Bolsonaro feito por IA

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para a próxima terça-feira (1º) o julgamento da ação do PT contra um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial. O material foi exibido na convenção que confirmou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato do PL ao Planalto. Segundo o G1, ministros da Corte indicam que o julgamento deve fixar a interpretação do tribunal sobre os conteúdos feitos por IA nas eleições de 2026. A resolução do TSE publicada neste ano veda o uso da tecnologia "para prejudicar ou favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos", mesmo com autorização da pessoa retratada. De acordo com o G1, a questão central é se o material pode enganar o eleitor a ponto de induzir que determinado fato ocorreu, com percepção de autenticidade. Essa linha seria classificada como deepfake e ficaria proibida, sendo o conteúdo positivo ou negativo. A maioria dos ministros tem votado nesse sentido em casos no plenário virtual. O vice-presidente do TSE, André Mendonça, propôs tese com essa interpretação ao determinar a retirada de um vídeo que ligava Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. Ouvidos sob reserva pelo G1, ministros sinalizam que o vídeo exibido na convenção pode ser considerado irregular e que, se houver punição, ela seria de multa. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos e três meses na chamada trama golpista e está proibido pela Justiça de divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros. Os argumentos do PT e da defesa Na ação, o PT afirma que, embora o vídeo informe tratar-se de uma simulação, as regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer uma candidatura, ainda que haja autorização para reproduzir imagem ou voz. "Trata-se, portanto, de expediente que potencializa a propaganda eleitoral antecipada e, simultaneamente, afronta a vedação do uso de inteligência artificial que objetive criar conteúdo sintético para substituir imagem e voz de pessoa viva, além de burlar a restrição judicial imposta ao ex-presidente mediante o emprego de tecnologia de reprodução sintética." A campanha de Flávio Bolsonaro sustentou ao TSE que o vídeo não violou a lei eleitoral, pois não ocultou o uso da tecnologia. Nas imagens, o avatar se identifica como uma "simulação" da imagem e da voz do ex-presidente. A defesa comparou o recurso ao uso de máscaras e bonecos de papel, comuns em campanhas. "Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro", escreveram os advogados, que pedem ao TSE que não vete totalmente a IA na disputa. O PT rebateu a tese em nova petição, informou a CNN Brasil. O partido citou o precedente de Evandro Leitão (PT-CE), multado em R$ 15 mil pelo próprio TSE após publicar vídeos de IA com Barack Obama e Taylor Swift nas eleições municipais de 2024. A legenda também apontou leis da União Europeia, da Coreia do Sul e dos estados americanos do Texas e Minnesota, nas quais a identificação do vídeo como deepfake não autoriza seu uso. "A própria circulação normalizada de simulações realistas de figuras públicas corrói o valor probatório do registro audiovisual", argumentaram os advogados petistas. Os ministros do TSE já se reuniram em agosto para buscar um entendimento comum sobre os limites da IA antes do julgamento de mérito, segundo a CNN Brasil. A votação está marcada para terça-feira (1º), em sessão do plenário presidida por Kassio Nunes Marques, e deve indicar se o uso identificado de IA segue proibido ou se a Corte vai rever suas diretrizes.

MRMarina Rocha
Politics

Contrato de 'Dark Horse' foi assinado após repasse de US$ 2 mi de Vorcaro a fundo

O contrato para que o fundo Havengate, ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, financiasse o filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, foi assinado 11 dias depois do primeiro repasse milionário feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao fundo. A informação consta de um laudo pericial elaborado pela defesa da produtora Go Up Entertainment e apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo reportagem do ICL Notícias publicada nesta quinta-feira (27).De acordo com o laudo, o contrato entre o fundo, sediado nos Estados Unidos, e a produtora foi formalizado em 24 de fevereiro de 2025. Documentos publicados originalmente pelo site The Intercept Brasil mostram que, em 13 de fevereiro de 2025, a Entre Investimentos e Participações transferiu US$ 2 milhões ao Havengate por determinação de Vorcaro, a pedido do senador Flávio Bolsonaro, conforme o ICL. Um comprovante bancário SWIFT registra a operação. No dia seguinte, o empresário Fabiano Zettel encaminhou o comprovante a Vorcaro com a mensagem "Filme!". Segundo o ICL, o laudo não aponta nenhum documento anterior ao contrato que vinculasse essa primeira remessa ao projeto.Cronograma de quase US$ 24 milhõesA perícia indica que todo o dinheiro usado na produção de "Dark Horse", US$ 13,39 milhões (cerca de R$ 69 milhões), saiu do Havengate. Foram US$ 3,7 milhões em despesas no Brasil e US$ 9,66 milhões nos Estados Unidos. Pelos documentos, Vorcaro havia se comprometido com um cronograma de repasses de quase US$ 24 milhões: duas parcelas de US$ 2 milhões em janeiro de 2025 e pagamentos mensais de US$ 1,66 milhão entre março de 2025 e janeiro de 2026. Ao menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente pagos ao fundo, com atraso em parte das seis primeiras parcelas.As conversas obtidas pelo Intercept mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato do PL à Presidência, passou a cobrar Vorcaro com mais frequência quando a crise do Banco Master se agravou. Em 15 de novembro de 2025, um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, o senador escreveu: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!" Os diálogos indicam que Vorcaro era procurado para bancar o filme desde ao menos dezembro de 2024.Em maio, Flávio Bolsonaro afirmou que divulgaria em até 30 dias o contrato e a prestação de contas do filme. O prazo não foi cumprido. Segundo a Revista Fórum, integrantes da família Bolsonaro passaram a apresentar o próprio laudo produzido pela defesa da produtora como comprovação pública da regularidade da operação.O que vem a seguirO financiamento de "Dark Horse" é alvo de inquérito aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar suspeita de corrupção envolvendo Flávio, Eduardo Bolsonaro e Vorcaro. Nesta semana, o ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a PF a acessar material apreendido na investigação sobre a produtora. Nesta sexta-feira (28), Vorcaro deve depor à PF por videoconferência no inquérito que investiga servidores do Banco Central suspeitos de receber pagamentos para favorecer o Master. A sessão prevista para quinta-feira foi adiada por problemas técnicos.

MRMarina Rocha
Elections

TSE aprova envio de tropas federais para as eleições em 66 cidades do Ceará

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na manhã desta quinta-feira (27), o envio de tropas federais para reforçar a segurança no primeiro turno das eleições de 2026 no Ceará, marcado para 4 de outubro. O pedido partiu do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) e contempla 66 municípios, entre eles a capital, Fortaleza. A decisão foi noticiada pelo g1.O relator do processo foi o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal, que votou pelo deferimento. Acompanharam o relator os ministros Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.O reforço foi pedido em meio a relatos de interferência de facções criminosas no processo eleitoral cearense. Segundo o g1, membros do Comando Vermelho cobraram R$ 200 mil de candidatos a deputado para permitir campanha em Forquilha, na região norte do estado. No início deste mês, três vereadores de Sobral foram presos em uma operação que investiga a atuação da facção carioca nas eleições municipais de 2024 e no pleito deste ano.Pedido partiu de juízes eleitoraisO TRE-CE aprovou o pedido por unanimidade no início de julho, após indicação da Comissão Permanente de Segurança da Corte. Segundo o Tribunal Regional, o colegiado recebeu manifestações de juízes eleitorais de mais de 60 municípios que defenderam o reforço para garantir que os eleitores possam votar com segurança. Consultadas no processo, as autoridades estaduais de segurança pública afirmaram não haver necessidade de força federal, mas não se opuseram à cooperação institucional entre forças estaduais e federais. O Ministério Público Eleitoral opinou pelo envio do pedido ao TSE.O Ceará não foi o único estado atendido. Segundo o Valor Econômico e a Gazeta do Povo, o TSE autorizou nesta quinta o emprego de forças federais nas eleições de cinco estados. No Acre, o pedido citou o avanço de facções criminosas, informou a Gazeta.A requisição de forças federais para garantir a ordem e a regularidade do pleito é competência privativa do TSE. O próximo passo é a Corte encaminhar a solicitação à Presidência da República, que tem a atribuição de autorizar o emprego das tropas. Sem esse aval, o efetivo federal não atua no dia da votação, em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
minas-gerais

Aécio Neves deve anunciar nesta sexta se disputa o Senado por MG

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) deve anunciar nesta sexta-feira (28) se disputará uma vaga no Senado por Minas Gerais. A decisão reverte o que ele próprio declarou no início de agosto, quando afirmou que ficaria fora das urnas em 2026, o que interromperia uma sequência de 40 anos de candidaturas e mandatos consecutivos. A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.O caminho foi aberto pelo PDT. Segundo O Globo, o partido informou nesta quinta-feira (27) que abrirá mão da candidatura ao Senado em Minas para articular a entrada de Aécio na chapa do candidato ao governo Alexandre Kalil (PDT). A desistência é de Marcelo Heringer, até então o nome da sigla para o Senado e irmão do presidente do diretório do PDT em Minas, o deputado Mário Heringer. A renúncia foi formalizada na quarta-feira (26).A brecha na lei eleitoralO prazo do Tribunal Superior Eleitoral para o registro de candidaturas terminou no dia 15 de agosto. A legislação, porém, permite que partidos e coligações substituam candidatos que renunciaram até 20 dias antes da eleição, informa O Globo. Para que a troca valha, Heringer precisa enviar o pedido de renúncia ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que vai analisar e homologar a decisão. Como o PSDB forma federação com o Cidadania e está coligado ao PDT de Kalil, a substituição pode ocorrer dentro da mesma chapa.Em nota conjunta, a federação PSDB-Cidadania e o PDT disseram ter recebido nos últimos dias "manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de Minas" pedindo que Aécio revisse sua decisão e aceitasse disputar novamente uma cadeira no Senado pelo estado."Esse movimento traduz uma preocupação legítima com o futuro de Minas. Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado", afirma o comunicado.De acordo com a coluna de Diego Amorim, no PlatôBR, Aécio já teria comunicado a lideranças do PSDB que aceita entrar na corrida. Falta uma conversa definitiva com Kalil, que já disse que o tucano seria "muito bem-vindo". A coluna apurou que mais de 150 prefeitos assinaram um manifesto pedindo que o deputado reconsiderasse a aposentadoria eleitoral. A pressão cresceu em meio às indefinições do quadro mineiro, incluindo as idas e vindas do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa ao governo.Na pesquisa Genial/Quaest de julho, Aécio aparecia com 16% das intenções de voto para o Senado, em empate técnico com a líder, Marília Campos (PT), que tinha 18%, segundo o PlatôBR. No plano estadual, o Cidadania, federado ao PSDB nacionalmente, anunciou apoio à reeleição do governador Mateus Simões (PSD), de acordo com O Globo.O próximo passo é o anúncio de Aécio, previsto para esta sexta-feira. Depois disso, a troca depende do envio do pedido de renúncia de Heringer ao TRE-MG e da homologação pela Corte eleitoral estadual, dentro do prazo de substituição que se estende até 20 dias antes do primeiro turno.

MRMarina Rocha
Politics

CGU dá 30 dias para AGU detalhar honorários de sucumbência pagos a servidores

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente, em 30 dias, dados detalhados dos honorários de sucumbência pagos aos servidores do órgão. A decisão atende a um pedido da ONG Transparência Brasil, que poderá acessar o material. A informação foi publicada pelo G1 nesta quinta-feira (27) e confirmada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo.Os valores envolvidos são altos. Em 2025, os honorários de sucumbência pagos a membros da AGU chegaram a R$ 6,1 bilhões, o maior valor já registrado, segundo o G1. Cerca de 12 mil advogados públicos foram beneficiados. A verba vem de pagamentos feitos pela parte que perde ações judiciais contra o governo federal e é classificada como uma espécie de penduricalho, ou seja, um ganho que se soma ao salário.Recurso da AGU foi rejeitadoEm maio, a CGU já havia liberado o acesso aos dados à ONG, atendendo a um pedido feito via Lei de Acesso à Informação. A AGU recorreu. O órgão alegou que era inviável disponibilizar as informações no detalhamento solicitado e que a divulgação dos microdados afrontaria o princípio da proporcionalidade, permitindo mineração maciça, cruzamento com outras bases e perfilamento excessivo da vida financeira dos servidores. A AGU afirmou ainda que as informações já são objeto de transparência ativa em nível suficiente.A CGU rejeitou o recurso. Para a Controladoria, a Lei de Acesso à Informação regulamenta como os órgãos devem buscar a transparência e a prestação de contas, e a lei digital do governo obriga entidades públicas a disponibilizar dados abertos com detalhamento adequado para permitir o controle social."Esse direito visa a garantir o acesso a dados, processados ou não, que possam ser utilizados para produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato", afirmou a CGU na decisão.A Controladoria respondeu ainda ao argumento de que os dados já estariam em portais públicos. "A mera indicação dos portais institucionais, onde os conteúdos públicos produzidos pela Administração estão inseridos, não equivale ao fornecimento da base de dados subjacente que alimenta o painel de pagamentos de honorários advocatícios de sucumbência", diz o texto.Procurada pelo G1, a AGU informou que deve se manifestar sobre a decisão por meio de nota. Com o recurso rejeitado, o prazo de 30 dias para a entrega dos dados detalhados passa a correr, e a Transparência Brasil poderá acessar e analisar o material.

MRMarina Rocha
Elections

Entidades que defendem taxar super-ricos se reúnem com coordenador do programa de Lula

Entidades que integram uma campanha pela taxação dos "super-ricos" reuniram-se na terça-feira (25) com José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo para um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (27).Gabrielli, 76 anos, é economista formado pela Universidade Federal da Bahia. Presidiu a Petrobras de 2005 a 2012, nos governos Lula e Dilma Rousseff, e depois comandou a Secretaria de Planejamento da Bahia na gestão de Jaques Wagner (PT). Agora coordena a elaboração do programa da candidatura à reeleição, segundo o Poder360.O encontro com as entidades ocorreu um dia depois de a Folha publicar entrevista em que Gabrielli defendeu elevar a tributação sobre os super-ricos. De acordo com o Poder360, o economista afirmou que a alta da dívida pública brasileira se deve aos encargos dos juros. Ele também sugeriu que o Tesouro Nacional intervenha no mercado de títulos públicos, por meio de recompras, para reduzir os juros de longo prazo.Programa de governoO programa de governo do PT foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 7 de agosto e dedica um capítulo à justiça tributária e à redução de desigualdades. Sob a diretriz de "colocar o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda", o documento cita como avanços a tributação de offshores e de fundos exclusivos. A maior contribuição dos super-ricos é apresentada no texto como a fonte de financiamento do alívio fiscal para as famílias brasileiras, informou o Poder360.No plano fiscal, Gabrielli citou como referência as recompras de títulos públicos feitas pelo Tesouro em março, que somaram R$ 43,6 bilhões. Segundo o Poder360, foi a maior intervenção da história em valor nominal, acima dos R$ 35,56 bilhões recomprados em 2020, durante a pandemia de covid-19.As propostas tributárias de um eventual novo mandato serão detalhadas ao longo da campanha. A candidatura de Lula já está registrada no TSE, e o primeiro turno da eleição presidencial está marcado para outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Lula e Flávio estreiam no horário eleitoral com 'Dark Horse' e endividamento

A propaganda eleitoral para a Presidência da República estreia na TV e no rádio neste sábado (29). Lula (PT) vai explorar o caso "Dark Horse" contra Flávio Bolsonaro (PL). O senador, por sua vez, vai apostar na alta de preços e no endividamento das famílias para desgastar o governo, segundo a Folha de S.Paulo.Pelo revezamento sorteado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o programa de Flávio abre o horário e o de Lula fecha. O petista terá 5 minutos e 31 segundos, contra 4 minutos e 20 segundos do adversário. A diferença vem da coligação: Lula somou ao tempo do PT os minutos de PSOL, Rede, PC do B, PV, PSB e PDT. Flávio concorre apenas pelo PL. O tempo de cada partido é proporcional ao tamanho de sua bancada no Congresso.Ficha corrida e clipe musicalSegundo a Folha, a primeira peça de Lula terá ataques ao adversário. A biografia do senador será apresentada em forma de ficha corrida, como em registros policiais. O programa deve lembrar as conversas de Flávio com Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro, e as antigas acusações de rachadinha no gabinete do então deputado estadual. Aliados de Lula disseram à reportagem que a ofensiva não ocupará a maior parte do programa e será mais frequente nas inserções curtas de rádio e TV. O Globo apurou que o QG petista ainda discutia se o presidente atacaria já na estreia e que uma ofensiva específica sobre o filme e sobre negócios imobiliários da família Bolsonaro está guardada para os programas seguintes.O programa também vai misturar defesa de ações do governo e propostas para um eventual novo mandato. A trajetória de Lula aparecerá em formato de clipe musical, com a infância pobre, a entrada na política como líder sindical e os três mandatos, informou O Globo. As mulheres terão destaque, com menções ao combate ao feminicídio. As gravações foram feitas em uma casa no Lago Sul, em Brasília, onde funciona o QG de comunicação da campanha.Supermercado e contas no fim do mêsDo lado do PL, a estreia terá tom mais leve. Flávio gravou parte do material em um supermercado, cenário escolhido para falar de preço dos alimentos, combustíveis, endividamento e perda de poder de compra, segundo O Globo. Aliados resumem os dois eixos da estreia como o receio de "sair de casa sem ter o celular roubado" e a dúvida sobre "como vão fazer para pagar as contas no final do mês". A equipe econômica do candidato prepara uma proposta para endividados, a ser detalhada pelo próprio senador. Integrantes da campanha citam a recuperação judicial das Casas Bahia como imagem capaz de reforçar a mensagem de que empresas e famílias enfrentam dificuldades.Jair Bolsonaro terá espaço relevante na estreia do filho. Michelle Bolsonaro fará apenas uma ponta. O vice Alfredo Gaspar (PL) aparecerá na frente de segurança pública. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está previsto para os próximos programas. O PL guarda para mais adiante as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.A ordem e a duração dos programas de sábado já estão definidas pelo TSE. Os temas das próximas peças ainda serão decididos pelas duas campanhas, que calibram a dosagem dos ataques com base em pesquisas qualitativas.

MRMarina Rocha
tse

PL repassa R$ 31 milhões a candidaturas via fundação partidária sob análise do TSE

O Partido Liberal (PL) transferiu R$ 31 milhões de sua fundação partidária para abastecer campanhas eleitorais em todo o país. A movimentação financeira foi identificada nas prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral e está sob análise técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo apuração do UOL Notícias e da revista VEJA.Os repasses saíram das contas da fundação ligada à legenda e foram destinados a candidaturas proporcionais e majoritárias. A legislação brasileira determina que as fundações doutrinárias e de formação política devem aplicar seus recursos exclusivamente na difusão de ideais programáticos e na capacitação de quadros políticos. O uso direto ou indireto dessa verba na estrutura cotidiana de campanha é vedado pela Lei dos Partidos Políticos.Auditores e técnicos eleitorais examinam a conformidade das transferências com as resoluções vigentes do TSE. O órgão busca verificar se a operação funcionou como um duto para contornar os limites e critérios regulares de distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Em caso de irregularidade comprovada, os valores podem ser glosados, com exigência de devolução aos cofres públicos.Integrantes do PL sustentam que os desembolsos cobriram atividades de treinamento e formação de candidatos realizadas durante o período pré-eleitoral e de convenções. O comando da legenda afirma que todas as despesas contam com respaldo documental e obedecem às normas de contabilidade partidária em vigor no país.O plenário do Tribunal Superior Eleitoral aguarda o parecer conclusivo da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) para pautar o caso. A análise final sobre a regularidade dos repasses e o eventual julgamento das contas devem ocorrer antes da homologação final dos resultados eleitorais.

MRMarina Rocha
justice

Lula avalia criar Ministério da Segurança Pública por medida provisória

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia editar uma medida provisória para criar o Ministério da Segurança Pública. A iniciativa depende da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança no Congresso Nacional. As informações foram publicadas pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. A medida prevê o desmembramento do atual Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas distintas. A nova estrutura isolaria a gestão das forças policiais e do sistema penitenciário da área jurídica do Executivo. A divisão já foi adotada em governos anteriores e voltou às discussões internas do Palácio do Planalto nas últimas semanas. O texto da PEC em tramitação busca ampliar a atuação da União no combate a facções criminosas e na coordenação das polícias estaduais. Integrantes do governo afirmam que a aprovação da emenda exigirá uma estrutura ministerial própria para executar os novos instrumentos de segurança pública em nível federal. O Congresso Nacional abre nesta segunda-feira (31) a semana de esforço concentrado de votações. A apreciação da PEC da Segurança está entre as prioridades dos parlamentares. O governo federal aguarda o desfecho da votação no plenário para oficializar o formato da medida provisória.

MRMarina Rocha
health

Flávio Bolsonaro propõe reduzir ministérios e anuncia Lottenberg para a Saúde

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (28), em entrevista à Globo, que pretende reduzir o número de ministérios e de cargos comissionados para cortar gastos públicos caso seja eleito. Na mesma entrevista, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, ele anunciou o médico Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde, segundo o g1.Ajuste fiscal sem meta definidaPerguntado sobre como pretende estabilizar e reduzir a dívida pública, Flávio defendeu um "ajuste fiscal forte" e um governo mais enxuto. "Eu vou cortar ministérios. Eu vou fazer um tesouraço inclusive nos cargos comissionados", disse. O candidato não informou o tamanho do corte pretendido, em reais ou em pontos do PIB, nem estabeleceu prazo para atingir a meta. Ele afirmou ainda que pretende reduzir a burocracia e revogar mais de mil atos normativos no início do governo.Flávio atribuiu a situação fiscal e o nível dos juros aos gastos do governo Lula. Segundo ele, o corte de despesas criaria condições para a queda da taxa Selic, o que reduziria as despesas com juros da dívida. O candidato também relacionou o endividamento das famílias à política econômica atual. "Você que está me acompanhando provavelmente está endividado ou conhece alguém que está endividado, mas a culpa não é sua. A culpa é desse atual governo", afirmou.Sobre o salário mínimo, Flávio não respondeu se pretende manter ou alterar a atual fórmula de reajuste, baseada na inflação e no crescimento real do PIB. "Eu não vou fazer economia com o povo mais sofrido brasileiro", disse, sem assumir compromisso explícito com a regra em vigor. Ele também não esclareceu se manterá a vinculação das aposentadorias ao mínimo, limitando-se a dizer que não fará economia "em cima dos aposentados". Segundo o candidato, os recursos viriam do combate a fraudes e à corrupção no INSS e do uso de ferramentas tecnológicas de controle de gastos.Médico do Einstein na SaúdeOftalmologista, Lottenberg presidiu o Hospital Israelita Albert Einstein e hoje preside o conselho deliberativo do hospital, além da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do Instituto Coalizão Saúde (Icos). Tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e já foi conselheiro consultivo do Unicef. "Eu vou transformar a saúde pública numa saúde de qualidade, o SUS vai ser moderno", prometeu Flávio, que classificou a área como uma das prioridades de um eventual governo.A entrevista foi a quinta da série da Globo com os candidatos à Presidência, após Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e o presidente Lula, que disputa a reeleição. Neste sábado (29), o entrevistado será Augusto Cury (Avante). O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

Lula diz que foto com lobista Roberta Luchsinger não indica relação pessoal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (28) que não mantém relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger e que nunca teve interlocução com ela. A declaração consta de nota divulgada pela equipe de campanha do petista, que disputa a reeleição, após a circulação de fotos dos dois nas redes sociais.Segundo o comunicado, reproduzido pelo G1 e pelo InfoMoney, o registro fotográfico não indica vínculo de nenhuma natureza:"O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política. Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela."A nota reafirma o que Lula disse na véspera, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Questionado sobre a empresária, o presidente negou conhecê-la. "Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim", declarou.Logo após a entrevista, a oposição passou a explorar o tema e a publicar imagens de Lula ao lado de Roberta, divulgadas originalmente pela própria empresária em suas redes sociais, segundo o InfoMoney. Um levantamento do Fato ou Fake, do G1, identificou ao menos três fotografias e um vídeo em que os dois aparecem juntos, em ocasiões diferentes.Investigação da Polícia FederalRoberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Ela é investigada pela Polícia Federal no inquérito que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o G1, as apurações identificaram repasses da empresária a Marco Aurélio Santana, o Marcola, então chefe de gabinete da Presidência, além de uma minuta de contrato para a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Segundo o InfoMoney, Roberta e Lulinha são investigados por suspeita de tráfico de influência no governo.O inquérito da Polícia Federal sobre as fraudes no INSS segue em andamento, sem prazo divulgado para a conclusão. Na campanha, a oposição já deixou claro que pretende manter o assunto em pauta, enquanto a equipe de Lula sustenta que as fotos fazem parte da rotina de uma figura pública em agendas abertas.

MRMarina Rocha
Politics

Aziz entrega relatório favorável ao fim da escala 6x1 na CCJ do Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM) entregou nesta quinta-feira (27) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. O parecer é favorável e mantém o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, segundo o G1.Ao não alterar o texto, Aziz atendeu a um pedido do governo e abriu caminho para a promulgação direta pelo Congresso, caso o Senado aprove a proposta sem mudanças. Qualquer modificação obrigaria a PEC a voltar à Câmara, o que dificultaria a aprovação antes das eleições de outubro. O Congresso terá apenas mais uma semana de votações, entre 31 de agosto e 4 de setembro, conforme anunciou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).O que prevê a PECA proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso semanal, sem redução de salário. Preferencialmente, um dos dias deve ser o domingo. A transição é gradual: em dois meses, a jornada cai para 42 horas; em um ano, chega a 40 horas. De acordo com a Agência Senado, o texto prevê exceções para regimes diferenciados de trabalho e para trabalhadores com salários mais altos e diploma de nível superior.No relatório, Aziz lembrou que a jornada de 44 horas está em vigor há 30 anos e citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo os quais a escala 6x1 pesa mais sobre trabalhadores de menor renda e escolaridade. "A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", escreveu o relator.Emendas rejeitadasForam apresentadas 12 emendas no Senado. Aziz rejeitou todas. Entre elas estão três propostas do senador Izalci Lucas (PL-DF) para manter as 44 horas semanais e emendas dos senadores Hermer Klann (PL-SC) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) para estender o período de transição para até quatro anos. O PL é crítico do fim da escala 6x1. O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, assinou com colegas de partido uma PEC alternativa, que institui remuneração por hora de trabalho com jornada flexível. O texto está parado no Senado.A tramitação avançou depois da reunião entre o presidente Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quarta-feira (26), no Palácio da Alvorada. No encontro, o fim da 6x1 entrou na lista de prioridades do Congresso. "Uma coisa eu posso garantir: nós vamos deliberar essas matérias na semana do esforço concentrado, pois será a última semana [de votação] que teremos antes das eleições", afirmou Alcolumbre, segundo a Agência Senado.O próximo passo é a votação na CCJ, prevista para a próxima quarta-feira (2), de acordo com a Folha. Depois, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no plenário do Senado, com intervalo regimental de cinco dias úteis entre eles. Alcolumbre não garantiu que a proposta vá a plenário já na próxima semana. Aliados de Lula pressionam para que os dois turnos sejam votados no mesmo dia e argumentam que os prazos regimentais podem ser superados se houver vontade política, informou o G1.

MRMarina Rocha
congress

Aziz rejeita emendas e fim da escala 6x1 fica pronto para votação na CCJ do Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM) entregou nesta quinta-feira (27) o relatório da PEC que acaba com a escala 6x1 à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator manteve o texto aprovado pela Câmara em maio e rejeitou todas as 12 emendas apresentadas por senadores, segundo o G1. Com isso, a proposta fica pronta para ser votada na comissão na próxima quarta-feira (2), informa a Folha de S.Paulo.Pelo texto mantido por Aziz, a jornada semanal de trabalho cai de 44 para 40 horas, com limite de 8 horas diárias. A PEC garante dois dias de descanso semanal, sem redução de salário, e estabelece que um deles deve ser, preferencialmente, o domingo. O relator também não alterou o prazo de transição: dois meses após a promulgação, a jornada cai para 42 horas, com dois dias de repouso; em um ano, chega a 40 horas.Entre as emendas rejeitadas estão três propostas do senador Izalci Lucas (PL-DF) para manter a jornada de 44 horas, segundo o G1. Também ficaram de fora emendas de Hermer Klann (PL-SC) e Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), que pediam um período de transição de até quatro anos. O PL, partido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, é crítico do fim da escala 6x1.No relatório, Aziz citou dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que mostram que a escala 6x1 afeta mais os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. O senador lembrou ainda que a jornada de 44 horas está em vigor há 30 anos."A jornada prolongada não é, portanto, fenômeno neutramente distribuído na estrutura produtiva: recai de modo desproporcional sobre os trabalhadores de menor renda e menor escolaridade. Reduzi-la é, nessa exata medida, providência de justiça distributiva, e não apenas de política laboral", escreveu Aziz.O avanço da pauta foi selado depois da reunião do presidente Lula com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na noite de quarta-feira (26), segundo a Folha. O governo corre para aprovar o fim da escala 6x1 antes da eleição de outubro, para explorar o tema na campanha pela reeleição. O Congresso tem apenas mais uma semana de funcionamento, de 31 de agosto a 4 de setembro, antes do pleito.O calendário é apertado. Uma PEC precisa passar pela CCJ e depois por dois turnos de votação no plenário do Senado, com intervalo de cinco dias úteis entre eles. Aliados de Lula pressionam para que os dois turnos sejam votados no mesmo dia e argumentam que os prazos regimentais podem ser superados, de acordo com o G1. Alcolumbre, porém, não garantiu que a proposta vá ao plenário na próxima semana. Se o texto de Aziz for aprovado sem alterações, a PEC não precisa voltar à Câmara e pode ser promulgada diretamente pelo Congresso.

MRMarina Rocha
Lula

Governo estuda prorrogar por 60 dias imposto de 12% sobre exportações de petróleo

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda prorrogar por mais 60 dias o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo. A cobrança é mantida hoje por uma resolução da Camex (Câmara de Comércio Exterior) que vence no início de setembro, e o colegiado se reúne nesta quinta-feira (27) para deliberar sobre o tema. A informação é da Folha de S.Paulo, que teve acesso a um ofício enviado nesta semana pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). No documento, Ceron aponta a viabilidade técnica de manter a alíquota nesse patamar por mais 60 dias.O imposto foi instituído por medida provisória em março. O objetivo era usar a arrecadação excepcional para bancar a subvenção ao óleo diesel e evitar que o preço do combustível disparasse com a elevação do barril de petróleo durante a guerra no Irã. A MP perdeu a validade em 9 de julho. Para manter a cobrança, o governo editou a Resolução Gecex nº 938, do colegiado da Camex que define alíquotas de importação e exportação, com vigência de 60 dias.Fazenda defende cautelaA equipe econômica já sinalizou sua posição. Em nota técnica de 13 de agosto, a Secretaria de Reformas Econômicas da Fazenda afirmou não ver fundamentos para retirar ou reduzir a alíquota diante da persistência da flutuação dos preços do petróleo, segundo o Poder360. O documento, assinado pelo secretário Régis Dudena, cita as incertezas sobre a reabertura plena do estreito de Ormuz e os ataques a embarcações no Mar Vermelho e no Golfo de Omã."A reavaliação intermediária indica que o risco geopolítico que motivou a edição da Resolução Gecex nº 938, de 2026, não se dissipou", diz a nota técnica.Na avaliação do governo, a taxa desestimula as exportações de óleo bruto e ajuda a assegurar o abastecimento das refinarias no mercado interno, de acordo com o Poder360.Petroleiras recorrem à JustiçaDo outro lado, petroleiras acionaram a Justiça Federal do Distrito Federal para derrubar a resolução. No mandado de segurança apresentado pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás), o mecanismo adotado pelo governo é chamado de "artifício grosseiro" para contornar a caducidade da medida provisória. Para o presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Roberto Ardenghy, a imposição do tributo "já era complicada por medida provisória". "Tomar uma resolução da Camex é mais complicado ainda do ponto de vista jurídico", disse ele à Folha.O Gecex decide nesta quinta-feira se mantém, retira ou prorroga a taxa. Sobre o prazo final da resolução atual, há divergência entre os veículos: a Folha informa que ela perde a validade em 8 de setembro, enquanto o Poder360 registra 9 de setembro como data de encerramento. O mandado de segurança da Abep segue sem decisão na Justiça Federal do Distrito Federal.

MRMarina Rocha
Politics

Lula articula com cúpula do Congresso solução para a taxa das blusinhas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou um acordo com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para instalar uma comissão mista no Congresso Nacional na próxima terça-feira (1º). O colegiado vai analisar a medida provisória que suspendeu a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como a "taxa das blusinhas", segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.A alíquota federal para importações de pequeno valor está suspensa desde maio por decisão do Palácio do Planalto. A medida desagrada a setores do comércio e da manufatura nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota nesta quarta-feira (26) em defesa da manutenção do tributo. Segundo a entidade, a eliminação permanente da taxa coloca em risco 109 mil empregos no país.O levantamento da CNI utilizou dados de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A entidade calcula que a produção nacional perde R$ 3,11 a cada real gasto pelos consumidores em compras em plataformas estrangeiras. No cálculo dos analistas da confederação, o fim do imposto pode acarretar um prejuízo direto de R$ 21,8 bilhões para as indústrias brasileiras.O tributo havia sido incorporado às diretrizes do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, que regula a entrada de mercadorias adquiridas em plataformas de comércio eletrônico fora do país. Representantes do varejo físico brasileiro argumentam que a isenção cria uma concorrência desleal com os produtos fabricados localmente, que arcam com a carga tributária integral.O Congresso Nacional corre contra o relógio para deliberar sobre a matéria. A medida provisória perde a validade no dia 8 de setembro caso não seja votada e aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Se o texto caducar sem votação, a alíquota de 20% voltará a vigorar de forma automática a menos de um mês do primeiro turno das eleições de 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

PoderData aponta Caiado com vantagem numérica sobre Lula no 2º turno

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual simulação de segundo turno na eleição presidencial de 2026. O levantamento nacional do instituto PoderData/AYA, divulgado nesta quinta-feira (27), aponta o candidato do PSD com 44% das intenções de voto, contra 43% do atual presidente.O resultado configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Votos brancos e nulos somam 10%, enquanto 2% dos entrevistados declararam não saber em quem votar. Na pesquisa anterior realizada pelo mesmo instituto no início de agosto, Lula liderava a disputa de forma numérica com 45%, enquanto Caiado marcava 44%.Outros cenários testadosO levantamento do PoderData/AYA também avaliou outros três confrontos diretos na segunda etapa da disputa presidencial. Contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula tem 45% das intenções de voto, contra 44% do parlamentar, em novo empate técnico. Diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 44% contra 43% do mineiro. Já no confronto com Renan Santos (Missão), Lula lidera fora da margem de erro, com 44% a 37%.No primeiro turno, a sondagem nacional mostra Lula com 38% e Flávio Bolsonaro com 35%. A avaliação do Palácio do Planalto indica 50% de desaprovação e 42% de aprovação à gestão federal, enquanto a taxa de rejeição atinge 49% tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro.A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 2.400 eleitores por telefone entre os dias 23 e 26 de agosto em 555 municípios das 27 unidades da federação. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04974/2026. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa nesta sexta-feira (28), quando as campanhas iniciam as transmissões diárias em rede nacional.

MRMarina Rocha
Elections

DataTempo: Cleitinho lidera com 35,5% disputa pelo governo de Minas

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com folga as intenções de voto na disputa pelo governo de Minas Gerais. De acordo com a terceira rodada da pesquisa DATATEMPO, divulgada pelo jornal O TEMPO, o parlamentar atinge 35,5% da preferência no primeiro turno. O resultado representa mais do que o triplo do índice registrado pelos seus principais concorrentes na corrida ao Palácio Tiradentes.O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o deputado federal Patrus Ananias (PT) aparecem empatados tecnicamente na segunda colocação. O levantamento aponta que ambos disputam voto a voto a vaga para um eventual segundo turno. O atual vice-governador, Mateus Simões (PSD), e o presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), completam o grupo de candidatos com pontuação expressiva nas simulações.Vantagem consolidada no segundo turnoNas simulações de confronto direto para o segundo turno, o senador mantém ampla vantagem sobre todos os concorrentes. Conforme dados do DataTempo e do instituto Real Time Big Data, Cleitinho supera Kalil por 47% a 33% e vence Patrus Ananias por 48% a 36%. Contra o candidato do Palácio Tiradentes, Mateus Simões, o senador atinge 49% contra 27% do vice-governador.Ao comentar os números, Cleitinho celebrou o resultado e afirmou que manterá a postura inicial: "Comemoramos com alegria, mas com os pés no chão e muita humildade". Kalil, por sua vez, defendeu seu histórico executivo durante agendas públicas recentes. "Não prometo terreno na lua e nem faço papagaiada nas redes", declarou o candidato do PDT ao criticar a presença digital de adversários.O Instituto DATATEMPO entrevistou 1.000 eleitores de forma presencial em domicílios mineiros entre 17 e 20 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os códigos MG-03794/2026 e BR-08275/2026. A campanha eleitoral entra agora no período de exibição do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão antes da votação do primeiro turno em outubro.

MRMarina Rocha
health

Cinco candidatos a presidente incluem pauta do autismo em planos de governo

Cinco das 13 candidaturas à Presidência da República registraram propostas específicas para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para a neurodiversidade em seus programas de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O dado consta em levantamento publicado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (27).Entre as principais medidas apresentadas está a criação do Mapa Nacional da Neurodiversidade. A iniciativa prevê um levantamento censitário de pessoas autistas, com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia e altas habilidades. O mapeamento busca identificar índices de evasão escolar, ocorrências de bullying e o nível de acesso ao atendimento educacional especializado na rede pública.Na área da educação e da saúde, as diretrizes dos postulantes defendem a expansão do diagnóstico precoce e a oferta de terapias especializadas próximas às residências das famílias. As propostas também tratam da obrigatoriedade do Plano Educacional Individualizado (PEI) nas escolas, da ampliação de vagas em instituições especializadas e do credenciamento de clínicas privadas com financiamento estatal.Um dos projetos citados nos documentos registrados no tribunal eleitoral é o "Projeto Brasil Neuroinclusivo". O texto propõe alterar a abordagem pedagógica tradicional no país para focar nas habilidades individuais de aprendizagem de cada estudante.Com o registro das diretrizes formalizado na Justiça Eleitoral, os programas passam a integrar as discussões da campanha nas sabatinas e no horário eleitoral gratuito. A votação do primeiro turno ocorre no primeiro domingo de outubro, quando o eleitorado decidirá a composição do próximo mandato no Palácio do Planalto.

MRMarina Rocha
labor

Entidades alertam para risco de corte de 500 mil vagas no Estatuto do Aprendiz

O Senado Federal enfrenta um impasse na tramitação do Projeto de Lei 6.461/2019, que institui o Estatuto do Aprendiz. A proposta tramita em regime de urgência, mas a falta de consenso entre os senadores ameaça adiar a votação prevista para o início de setembro. O texto busca regulamentar as normas de contratação de jovens aprendizes no país, após sete anos de debate no Congresso Nacional.Entidades que intermedeiam vagas corporativas alertam para os impactos de alterações no projeto. Segundo o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes (Febraeda), emendas parlamentares em discussão podem eliminar cerca de 500 mil vagas de trabalho para jovens no Brasil. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo.Por outro lado, o setor aponta potencial de crescimento caso o texto original avance sem cortes nas obrigações. O diretor-executivo do CIEE, Humberto Casagrande, afirma que a aprovação da legislação sem as emendas redutoras permitiria elevar o número de aprendizes dos atuais 800 mil para 1,2 milhão. A estimativa tem como base os registros oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).A resistência no Senado decorre de emendas apresentadas por setores empresariais. As propostas buscam flexibilizar a cota mínima obrigatória de contratação de jovens, que varia conforme o quadro total de funcionários de cada empresa. O grupo também defende a redução das penalidades financeiras aplicadas às companhias que descumprirem as metas legais de admissão.O futuro da proposta depende de novos acordos entre as lideranças partidárias. Com o calendário legislativo pressionado, os senadores avaliam se mantêm o projeto na pauta de setembro ou se adiam a deliberação para negociar um texto de consenso.

MRMarina Rocha
Politics

Em sabatina da Globo, Caiado defende anistia ao 8/1 e ajuste fiscal via PEC

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, foi sabatinado pela TV Globo na noite de terça-feira (25), nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro. Na entrevista conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, Caiado defendeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, um ajuste fiscal por emenda constitucional e a criação de uma polícia sul-americana. Ele foi o segundo entrevistado da série da Globo com seis presidenciáveis, segundo o G1 e a BBC News Brasil.No primeiro bloco, Caiado prometeu enviar ao Congresso um projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro, grupo que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado e preso no caso. "Nós precisamos acabar com essa polarização, nós temos que pacificar o país. Ninguém aguenta mais essa situação", afirmou."Encaminharei, sim, ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral, ampla. Da mesma maneira, de uma forma especial, o Supremo concedeu uma anistia ao ex-presidente Lula", disse Caiado.A comparação não corresponde ao que decidiu o Supremo Tribunal Federal. Como apontaram o G1 e a BBC, a Corte anulou as condenações de Lula na Operação Lava Jato ao entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era competente para julgar os casos e que o então juiz Sergio Moro atuou de forma parcial. Não houve anistia.Ajuste fiscal e corte de gastosCaiado disse que encaminhará ao Congresso, no primeiro dia de um eventual governo, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento das despesas federais à inflação mais 50% do crescimento do PIB. Perguntado sobre os cálculos da proposta, pediu paciência: "Um paciente foi atropelado por um ônibus. Quais são os pontos que você vai priorizar? Poxa, eu nem examinei o paciente. Calma." O candidato chamou o arcabouço fiscal vigente de "grande farsa" e defendeu uma reforma administrativa com cortes em todos os poderes. "Eu vou trabalhar em relação à reforma administrativa, o corte não só no Executivo, mas também no Legislativo, no Judiciário, no TCU, em todos os órgãos", afirmou, citando como alvos "salários extorsivos" e desvios de recursos de emendas parlamentares.Polícia sul-americana e PrevidênciaNa segurança pública, Caiado defendeu a criação da Sulpol, uma força policial conjunta dos países da América do Sul inspirada na Europol. "O Brasil é a Disneylândia do narcotráfico", disse. Segundo o candidato, policiais de outros países poderiam operar em território brasileiro em casos de contrabando, armas, lavagem de dinheiro e drogas. Perguntado se autorizaria ações dos Estados Unidos no Brasil, respondeu: "Eu não tenho porque autorizá-los. Pra quê, se nós vamos tratar entre nós aqui. Somos dez países." O governo americano anunciou nas últimas semanas ações contra o narcotráfico na América Latina, e o governo Lula vê com preocupação a possibilidade de operações dos EUA em território nacional, informou a BBC.Caiado também disse que fará uma reforma da Previdência, mas não respondeu se mudará a idade mínima de aposentadoria. Sobre tributos, afirmou que vai "revisitar" a reforma tributária, que atribuiu ao economista Bernard Appy, e defendeu reduzir a carga para autônomos e microempreendedores. Ele criticou a estimativa de alíquota de 28% para o novo Imposto sobre Valor Agregado e o Imposto Seletivo, chamado por ele de "imposto do pecado". Ao fim da sabatina, fez um apelo ao STF para abrir os sigilos das investigações sobre fraudes no INSS, o caso Master e a Operação Carbono Oculto, apurações que, segundo o G1, podem atingir as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro.A série de sabatinas da Globo continua nesta quinta-feira (27), com o presidente Lula (PT). Nos próximos dias serão entrevistados Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante). As principais propostas apresentadas por Caiado, como a anistia e a PEC do teto de gastos, dependem de aprovação do Congresso caso ele seja eleito em outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Dinheiro de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro pesa contra Flávio em 2026, diz Folha

A revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro abalou a campanha presidencial do parlamentar. A constatação é de uma análise publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (27), que detalha o que pesa contra o candidato nas eleições de 2026.Segundo a Folha, Flávio vinha tentando atribuir o escândalo do Banco Master ao PT e à esquerda. O discurso perdeu força depois que o senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro de Jair Bolsonaro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nas investigações sobre o banco. A análise lista ainda contra o candidato o peso do sobrenome Bolsonaro, a falta de experiência em cargos do Executivo, o caso das rachadinhas, escândalo de corrupção nunca inteiramente esclarecido, as compras feitas com dinheiro vivo, o apoio ao governo Trump com discurso de entrega de recursos naturais e a rejeição do candidato.O áudio e os R$ 134 milhõesO caso Vorcaro veio à tona em maio, quando o Intercept Brasil divulgou áudio e mensagens das negociações. Segundo o material, Flávio pediu ao banqueiro até US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para bancar Dark Horse, cinebiografia ficcional do pai. As transferências identificadas somam pelo menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões. Em uma gravação de setembro de 2025, o senador cobra mais dinheiro de Vorcaro, hoje preso.O destino dos repasses foi o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, representado pelo escritório do advogado Paulo Calixto, que também atua para Eduardo Bolsonaro, irmão do senador. Flávio confirmou que pediu os recursos. Disse que uma cláusula de confidencialidade explicava por que não havia mencionado antes a relação com Vorcaro.A produtora Go Up Entertainment afirma, em laudo pericial anexado a um processo judicial, que o filme custou R$ 75 milhões, com R$ 54 milhões gastos nos Estados Unidos e R$ 20,9 milhões no Brasil. O documento diz que a origem dos recursos é privada e passou pelo Havengate, mas não identifica os financiadores. O nome de Vorcaro não aparece. A produtora nega ter recebido dinheiro do ex-banqueiro."Página virada"Em campanha, Flávio trata o assunto como encerrado. "Já aconteceu", disse no dia 20, em São Paulo, ao afirmar que viu a prestação de contas e que "estava tudo certinho". Para o senador, Dark Horse é "página virada". Na segunda-feira (24), em evento na Fiesp, foi cobrado de novo. "Quem tem que prestar conta não sou eu, é o Lula que tem que prestar conta", respondeu. Aos jornalistas, perguntou: "Vocês vão parar no tempo?"O prazo anunciado pelo próprio senador para divulgar uma prestação de contas detalhada da produtora terminou em 18 de junho, sem publicação dos documentos. Em julho, ele afirmou estar "100% disposto" a apresentar o contrato do filme. O contrato também não foi divulgado.A produção segue sob investigação. Segundo o Brasil de Fato, as apurações incluem o possível uso irregular de verbas públicas e a ausência de licenças obrigatórias da Ancine, a agência nacional do cinema. A menos de seis semanas do primeiro turno, em outubro, a campanha do PL tenta conter o desgaste, enquanto a Folha aponta que o episódio complicou a estratégia de Flávio de se apresentar como moderado sem abrir mão da defesa da anistia e do legado do pai.

MRMarina Rocha
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Candidatos arrecadam R$ 78 mi e recebem R$ 650 mi de partidos em 10 dias de campanha

As campanhas das eleições gerais de 2026 levantaram R$ 770 milhões nos primeiros dez dias de campanha. Os partidos políticos são a principal fonte do dinheiro, com R$ 648,5 milhões, cerca de 85% do total. Os dados são do sistema Divulgacand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), extraídos nesta quarta-feira (26) em levantamento da Folha. As doações de pessoas físicas, somadas ao financiamento coletivo e a repasses de outros candidatos, chegaram a R$ 78,4 milhões. Os candidatos também desembolsaram R$ 42,7 milhões do próprio bolso. Os valores ainda estão distantes do que as campanhas devem movimentar. Em 2022, as doações de pessoas físicas superaram R$ 1,1 bilhão, em valores corrigidos pela inflação, segundo a Folha. Fundão concentra o dinheiro dos partidos O peso dos partidos vem do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), o fundão. As legendas repassaram até agora cerca de 12% dos quase R$ 5 bilhões reservados ao fundo: R$ 591 milhões. O PL, partido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, tem direito à maior fatia, mais de R$ 880 milhões, e já entregou cerca de 30% do valor aos candidatos. O PT, do presidente Lula, tem cerca de R$ 615 milhões e repassou 15% da verba, segundo os dados desta quarta. O PCdoB distribuiu o maior percentual do fundão: cerca de metade dos R$ 60,5 milhões disponíveis. O Novo repassou 44% dos R$ 37 milhões a que tem direito. Além do fundo eleitoral, os partidos financiam campanhas em menor volume com doações privadas e o fundo partidário. Repasse de R$ 1 bilhão fica fora da conta O levantamento da Folha não somou um repasse de R$ 1 bilhão do PL a Diogo Siqueira, candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, registrado no sistema do TSE. A assessoria do candidato afirmou ao jornal que o valor real é de R$ 1 milhão e que houve erro no registro. A campanha oficial começou no dia 16 de agosto. As cifras seguem distantes do que deve ser gasto pelas campanhas, segundo a Folha, e perto de 90% do fundão ainda está nas mãos dos partidos. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro grava vídeo em apoio a Eduardo Cunha, candidato a deputado federal

O candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, gravou um vídeo em apoio à candidatura do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal por Minas Gerais. A gravação foi publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (26) e compartilhada por Cunha no Instagram, segundo a Folha de S.Paulo e o Metrópoles.No vídeo, Flávio diz que Cunha teve um papel importante na história do país ao conduzir, como presidente da Câmara, o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)."Foi aquele que abriu os olhos da população brasileira e derrubou a Dilma, talvez a pior presidente que esse país tenha tido na sua história e que, graças a Deus, o Brasil reagiu e reagiu a tempo", afirmou Flávio, segundo transcrição do Metrópoles.Cunha agradeceu o apoio e afirmou que faz campanha para Flávio em Minas Gerais e no país, apesar da decisão do Republicanos de ficar neutro na disputa presidencial. "Eu estou apoiando Flávio Bolsonaro, meu partido, Republicanos, está neutro, mas eu estou apoiando Flávio Bolsonaro", respondeu o ex-deputado no vídeo.Da condução do impeachment à cassaçãoComo presidente da Câmara, Cunha aceitou, em dezembro de 2015, o pedido de impeachment de Dilma. A Casa autorizou a abertura do processo em abril de 2016, e o Senado afastou a petista em definitivo em 31 de agosto daquele ano, segundo a Folha. Em 12 de setembro de 2016, o plenário cassou o mandato de Cunha por 450 votos a 10, sob acusação de mentir à CPI da Petrobras ao negar que tinha contas no exterior. Documentos entregues pelo Ministério Público da Suíça comprovaram a existência das contas, de acordo com o Metrópoles. À época, Cunha disse ser vítima de perseguição política.Ainda em 2016, Cunha foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, acusado de receber propina em contratos da Petrobras. Chegou a ser condenado a quase 16 anos de prisão, mas as condenações foram anuladas em 2021 e 2023. Em 2022, disputou uma vaga de deputado estadual por São Paulo pelo PTB e não se elegeu, informou o Metrópoles.A candidatura por Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, marca a tentativa de Cunha de voltar à Câmara dez anos depois da cassação. A disputa será decidida nas urnas na eleição de outubro, quando os mineiros escolhem seus deputados federais.

MRMarina Rocha
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Lula lidera todos os cenários de 2º turno para 2026, diz Indexa/Broadcast

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria qualquer adversário em um eventual segundo turno da eleição de 2026. É o que indica a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira (26), segundo a CartaCapital. O rival mais próximo do petista é o senador Flávio Bolsonaro (PL): Lula tem 46% das intenções de voto contra 41% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.O instituto testou quatro cenários de segundo turno, e Lula aparece à frente em todos. A vantagem varia de 5 a 12 pontos percentuais, a depender do adversário. Veja os números:Lula: 46% contra 41% de Flávio Bolsonaro (PL);Lula: 45% contra 34% de Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais;Lula: 44% contra 38% de Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás;Lula: 46% contra 34% de Renan Santos (Missão).Primeiro turnoNa disputa de primeiro turno, o levantamento testou dois cenários, um deles com o nome de Pablo Marçal (PRTB), que lançou candidatura, mas está inelegível. Nas duas simulações, Lula lidera com 39%, segundo a CartaCapital. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 34% no cenário sem Marçal e 33% no cenário com Marçal. Caiado tem 5% nos dois casos, e Renan Santos, 4%. Quando incluído, Marçal marca 2%.A Indexa ouviu 2.000 eleitores por telefone entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06366/2026 e foi encomendado pelo Broadcast, serviço de notícias ligado ao jornal O Estado de S. Paulo.Lula busca a reeleição. Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o candidato do PL. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato obtiver a maioria dos votos válidos, os dois mais votados se enfrentam no segundo turno, no fim do mesmo mês.

MRMarina Rocha
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Brasileiros temem sair de casa para votar em NY, e consulado busca local protegido do ICE

Imigrantes brasileiros que vivem em Nova Jersey afirmam que pretendem ficar em casa no dia 4 de outubro, primeiro turno das eleições presidenciais, por medo das ações do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos. Os relatos foram feitos à Folha de S.Paulo, que apurou que o temor orientou o Consulado-Geral do Brasil em Nova York na escolha do local de votação.Segundo a reportagem, a rotina mudou nas cidades com mais operações de migração. Parte dos brasileiros evita sair de casa durante o dia, passou a pedir comida por aplicativos para não ir a restaurantes e acompanha grupos de WhatsApp criados para alertar sobre a presença de agentes. Por causa da repressão a imigrantes do governo Donald Trump, a expectativa é de participação reduzida dos eleitores brasileiros nos EUA neste ano.O Consulado-Geral em Nova York responde pelos eleitores que vivem em Nova York, em Nova Jersey e na Filadélfia. De acordo com a apuração da Folha, a representação tinha duas preocupações principais: encontrar um espaço em que os imigrantes se sentissem protegidos e reduzir a chance de boca de urna e de atritos entre eleitores de campos políticos opostos.Complexo educacional no QueensO local escolhido é um complexo educacional no Queens, distante de Manhattan e de cidades de Nova Jersey com forte presença de brasileiros, como Newark. A estrutura, segundo a reportagem, evita a formação de filas em espaços públicos e mantém os eleitores sempre dentro dos prédios.A escolha tem base na legislação americana. Agentes do ICE não podem entrar em áreas privadas, como casas e escolas, sem mandado judicial assinado por um juiz. Por isso, a maioria das prisões ocorre em locais públicos, e casos isolados, como uma prisão na Universidade Columbia, em Manhattan, ganharam repercussão. A Folha informou ainda que a preocupação com os eleitores brasileiros foi compartilhada pela Secretaria de Relações Internacionais da prefeitura de Nova York e pela Polícia de Nova York.Brasileiros residentes no exterior votam apenas para presidente. O próximo teste é o dia 4 de outubro, quando o comparecimento aos postos de votação do consulado deve medir o tamanho do efeito do medo sobre o eleitorado da região.

MRMarina Rocha
Politics

Renan Santos defende bomba atômica para o Brasil e minimiza violações sob Bukele

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir soberania. Na mesma entrevista à TV Globo, ele minimizou as violações de direitos humanos no regime de exceção de El Salvador, segundo a Folha de S.Paulo. A sabatina foi conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, do Jornal Nacional."Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas", disse o candidato, segundo o G1. Ele reconheceu que o país não tem condições de produzir a bomba nos próximos dez anos e falou em fabricação "no médio e longo prazo".Renan afirmou que não precisa de estudos para sustentar a proposta. "Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por causa disso", declarou.A proposta esbarra na legislação brasileira. O país é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear desde 1998, e a Constituição determina que a atividade nuclear em território nacional "somente será admitida para fins pacíficos". Renan defendeu deixar o tratado e citou a Coreia do Norte, único país a abandoná-lo, segundo o G1. "[A Coreia do Norte] por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente. É uma forma de defender a sua própria soberania", afirmou.O presidenciável negou que a medida comprometeria a relação com os Estados Unidos e disse que caberia a Washington sentar para negociar com o Brasil, segundo a Folha. Ele comparou a posição atual do país na política externa à de um "Zé Carioca do mundo", um destino de festas. "Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo, aceitamos nossa posição submissa. Agora, se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares", disse.Segurança pública e modelo BukeleNa segurança pública, Renan reafirmou a promessa de retomar em até um ano de governo os territórios dominados por facções criminosas. Questionado sobre o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, que custou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos e terminou com o crime organizado mais forte no estado, ele disse que o país vive uma "guerra unilateral" e declarou ser favorável a uma "declaração de guerra contra o crime organizado". "Hoje quase 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob a influência do crime", afirmou.O candidato citou como inspiração o modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Confrontado com as violações de direitos cometidas sob o regime de exceção salvadorenho, Renan as minimizou, segundo a Folha. De acordo com o G1, o presidenciável também propõe investir R$ 6 bilhões na construção de presídios e defende regime de exceção em favelas.A entrevista foi a terceira da série da Globo com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, segundo o G1. Nesta quinta-feira (27) é a vez de Lula (PT). Flávio Bolsonaro (PL) fala na sexta (28), e Augusto Cury (Avante) encerra a série no sábado (29). O primeiro turno da eleição será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Renan Santos defende armas nucleares e R$ 6 bilhões para presídios em sabatina da Globo

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares e propôs destinar R$ 6 bilhões à construção de presídios. As declarações foram dadas em sabatina da TV Globo conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Até sábado (29), a emissora entrevista os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, em um especial exibido pela primeira vez depois do Jornal Nacional.Bomba atômicaPerguntado sobre declarações anteriores em que defendeu uma bomba atômica para o país, Renan Santos manteve a posição. "Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas", disse, segundo o G1. O candidato afirmou que não precisa de estudo científico para sustentar a tese. "As nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por causa disso", declarou. Ele defendeu ainda a saída do Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e citou a Coreia do Norte, único país que deixou o acordo. "Por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente. É uma forma de defender a sua própria soberania", afirmou."Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo [...], aceitamos nossa posição submissa. Agora, se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares."Renan reconheceu que o Brasil não tem condições de produzir armas nucleares nos próximos dez anos e falou em fabricação "no médio e longo prazo", segundo a Folha de S.Paulo. Ele negou que a proposta abalaria a relação com os Estados Unidos e disse que caberia a Washington sentar para negociar. A medida esbarra na legislação brasileira: o país é signatário do Tratado de Não Proliferação desde 1998, e a Constituição determina que toda atividade nuclear em território nacional "somente será admitida para fins pacíficos", lembra a Folha.Presídios e crime organizadoNa segurança pública, o candidato propôs investir R$ 6 bilhões na construção de presídios e defendeu um "regime de exceção" nas favelas, segundo o G1. Ele reafirmou a promessa de retomar, em até um ano de governo, todos os territórios dominados por facções criminosas. "Hoje quase 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob a influência do crime", disse. Renan também quer mudar a Lei de Execução Penal para tratar o integrante de facção como um "ente anômalo". Questionado sobre o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, que custou R$ 1,2 bilhão e terminou com o crime organizado mais forte, respondeu que o país vive uma "guerra declarada unilateralmente" e defendeu uma "declaração de guerra contra o crime organizado", informou a Folha. O modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, é citado por ele como inspiração.Na sabatina, Renan voltou a dizer que descumpriria decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerasse ilegais. "Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem um dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre", afirmou. Ele negou, porém, que fosse desrespeitar todas as determinações da Corte, segundo o InfoMoney. Na economia, prometeu uma nova reforma da Previdência. "Eu não sou estelionatário eleitoral como outros candidatos que vão vir aqui e falar que não precisa. Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência", disse.A série de sabatinas da Globo continua nesta quinta-feira (27), com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio Bolsonaro (PL) é o entrevistado de sexta (28), e Augusto Cury (Avante), o de sábado (29). Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) já passaram pela sabatina na segunda e na terça.

MRMarina Rocha
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Renan Santos defende bomba atômica e diz que não cumprirá decisões 'ilegais'

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares e afirmou que não cumprirá decisões judiciais que considerar ilegais. As declarações foram dadas em entrevista à TV Globo, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, dentro da série de sabatinas com os presidenciáveis da eleição de 2026.Bomba atômica e saída do TNPQuestionado sobre declarações anteriores em que defendeu a bomba atômica, Renan Santos manteve a posição. "Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas", disse, segundo o G1.O candidato reconheceu que o país não tem condições de produzir armamento nuclear nos próximos dez anos e defendeu a saída do Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), citando a Coreia do Norte, único país a deixar o acordo. "Por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente", afirmou. A proposta esbarra na legislação brasileira: como aponta a Folha de S.Paulo, o Brasil é signatário do TNP desde 1998 e a Constituição determina que a atividade nuclear no território nacional "somente será admitida para fins pacíficos".STF, Previdência e segurançaSobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Renan Santos disse que não pretende desrespeitar todas as decisões da Corte. "Não é que eu falei que vou sair desrespeitando todas as decisões do STF, que isso é um absurdo", declarou, conforme o InfoMoney. Ele manteve, porém, a defesa do descumprimento de decisões que considere ilegais."Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem um dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre. Se vier uma decisão ilegal que faça as pessoas correrem um risco muito grande, você não pode cumprir."Na economia, o candidato prometeu uma nova reforma da Previdência. "Eu não sou estelionatário eleitoral como outros candidatos que vão vir aqui e falar que não precisa. Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos", afirmou. Ele também confirmou a promessa de cortar R$ 1 trilhão em gastos públicos para estabilizar a trajetória da dívida e defendeu a desvinculação dos pisos de gastos com saúde e educação.Na segurança pública, Renan Santos reafirmou o plano de retomar, em um ano de governo, todos os territórios dominados por facções criminosas e prometeu investir R$ 6 bilhões na construção de presídios. Segundo a Folha de S.Paulo, o candidato citou como inspiração o modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e disse que o Brasil vive uma "guerra declarada unilateralmente" contra o crime organizado.A série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência segue até sexta-feira (29). Nos próximos dias, Renata Vasconcellos e César Tralli sabatinam os demais presidenciáveis.

MRMarina Rocha
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Renan Santos propõe R$ 6 bilhões para presídios e regime de exceção em favelas

O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou em entrevista à Globo nesta quarta-feira (26) que pretende destinar R$ 6 bilhões à construção de presídios federais e adotar um regime de exceção em favelas para combater o crime organizado.Pela proposta, seriam construídos dez novos presídios federais, cada um com capacidade para 30 mil a 40 mil presos. Somadas, as unidades criariam entre 300 mil e 400 mil vagas. Hoje, o Sistema Penitenciário Federal conta com cinco penitenciárias de segurança máxima, com 1.040 vagas no total, voltadas principalmente a presos de alta periculosidade, como líderes de facções criminosas."Só na parte de presídio, R$ 6 bilhões nós precisamos fazer para abrir vagas e construir dez presídios, cada um de 30 mil a 40 mil vagas. O processo precisa se iniciar desde já", disse Renan Santos.Questionado sobre a viabilidade da promessa de recuperar, em um ano, todas as áreas dominadas por facções no país, o candidato afirmou que o Brasil vive uma "guerra declarada unilateralmente" pelo crime organizado. Segundo ele, cerca de 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob influência de criminosos."Se você mora numa favela, o crime organizado manda em você, pode te desalojar da tua casa", afirmou. "A vida num país que está em guerra é uma vida triste."Regime de exceção e inspiração em BukeleRenan defendeu mudanças na Lei de Execução Penal para que integrantes de facções criminosas sejam tratados como um "ente anômalo" pela legislação. Segundo o candidato, não adianta prender um traficante se ele for solto pouco tempo depois.O presidenciável também citou como referência o modelo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, cuja política de combate às gangues é alvo de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias e torturas. "A ideia de enfrentamento usando um regime especial, aqui, o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime, eu vou adotar. Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela", afirmou.Segundo a Folha de S.Paulo, ao ser questionado sobre o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, que custou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos e terminou com o crime organizado ampliando o domínio sobre o estado, Renan respondeu que é favorável a uma "declaração de guerra contra o crime organizado".Aos 42 anos, Renan Santos é empresário e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a fundar em 2014. O Missão, partido criado em 2025, disputa sua primeira eleição presidencial. A segurança pública é o tema central da candidatura. No lançamento da campanha, o candidato chegou a defender "matar quem roubar".A entrevista a Renan foi a terceira de uma série da Globo com os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest de 14 de agosto. Nesta quinta-feira (27) é a vez de Lula (PT), seguido por Flávio Bolsonaro (PL) na sexta (28) e Augusto Cury (Avante) no sábado (29). O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Governo Lula avalia reverter venda de mineradora de terras raras de Goiás aos EUA

O governo federal é contra a exploração de terras raras em Minaçu, no norte de Goiás, pela americana USA Rare Earth e estuda formas de reverter o negócio, segundo apuração do G1 publicada nesta terça-feira (26). A empresa fechou acordo para comprar a Serra Verde, que opera a única mina de terras raras em produção no país. O negócio ainda depende de aprovação dos acionistas em assembleia marcada para sexta-feira (28).O negócioA compra da Serra Verde foi anunciada em abril por US$ 2,8 bilhões, cerca de R$ 14 bilhões, de acordo com o Metrópoles e o Poder360. A mineradora detém as oito concessões de lavra de terras raras do Brasil, todas em Goiás, segundo o Poder360. O plano das duas companhias é montar uma cadeia completa de produção de ímãs, da extração à fabricação, fora da Ásia, região que domina esse mercado, informa o G1. O ponto mais criticado pelo governo é a previsão de envio de 100% da produção inicial para os Estados Unidos.O negócio avançou com dinheiro público americano. O Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira (24) um aporte de US$ 750 milhões, cerca de R$ 3,9 bilhões, em um fundo criado para comprar a produção da mina Pela Ema, além de um compromisso de compra de US$ 300 milhões, segundo o Poder360."Esta parceria estratégica estabelecerá uma cadeia de suprimentos segura para elementos de terras raras críticos para a defesa nacional e a segurança econômica", afirmou o governo americano em comunicado.Segundo integrantes do governo ouvidos pelo G1, está em estudo uma estratégia para rever o contrato. A avaliação é de que as terras raras estão no subsolo e, portanto, são patrimônio da União. Nessa leitura, a empresa não teria direito adquirido de exploração desses recursos depois que o Congresso aprovar o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos. Se o texto demorar, o governo avalia acionar a Justiça. O Ministério de Minas e Energia, porém, já informou à Câmara dos Deputados que a operação não exige anuência prévia do governo federal porque altera o controle societário da empresa sem transferir formalmente a concessão, segundo o Poder360.Votação no SenadoO projeto que cria a política nacional foi aprovado pela Câmara em maio e aguarda aval do Senado. O texto prevê o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República, responsável por definir diretrizes do setor e validar os projetos de mineração no país. Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que o projeto deve ser votado na próxima semana.Lula já havia defendido a regulação do setor no dia 17 de agosto, em agenda no Amapá, segundo o Metrópoles."A gente não vai deixar que ninguém de fora venha querer explorar os nossos minérios porque queremos fazer a transformação deles aqui", disse Lula.Ministros de Lula afirmam que a política deve incentivar o investimento privado nacional e que capital estrangeiro será aceito se os minerais forem transformados no Brasil, em produtos de alta tecnologia como chips, baterias e equipamentos de defesa, segundo o G1.Duas datas definem o futuro do caso. Os acionistas votam o negócio na sexta-feira (28). O Senado deve votar o projeto dos minerais críticos na próxima semana. Sem a lei, o conselho não será instalado no curto prazo, e o Planalto prepara a via judicial para tentar reverter a exploração em Minaçu.

MRMarina Rocha
Politics

TRE-SP reverte uma das condenações que tornaram Pablo Marçal inelegível

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) reverteu nesta terça-feira (25), por 5 votos a 1, uma das decisões que haviam condenado Pablo Marçal à inelegibilidade por oito anos. A Corte julgou improcedente uma ação movida pelo PSB e afastou as acusações de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024, quando Marçal disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, segundo o G1 e a CNN Brasil.A decisão não altera a situação eleitoral do empresário, que a CNN Brasil descreve como candidato à Presidência em 2026. Marçal segue inelegível por outra condenação, mantida pelo TRE-SP em dezembro de 2025 no processo que apurou a realização de um "concurso de cortes" para redes sociais durante a campanha. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).A ação julgada nesta terça foi apresentada pelo diretório municipal do PSB, que apontou dez supostas irregularidades cometidas por Marçal na eleição para prefeito. Em primeira instância, a Justiça Eleitoral reconheceu dois fatos: a divulgação, nas redes sociais, de conteúdos que questionavam o processo eleitoral e a imparcialidade da Justiça Eleitoral, além de ataques a adversários, e um site do então candidato que, segundo a acusação, incentivava eleitores a imprimir materiais de campanha e a burlar regras de arrecadação e gastos eleitorais.O juiz Regis de Castilho, cujo voto foi seguido pela maioria, entendeu que as falas de Marçal não representaram ameaça ao funcionamento da Justiça Eleitoral."Há uma irresignação e o exercício do direito de manifestação em relação ao funcionamento do Poder Judiciário. Não há no sistema jurídico, inclusive na Constituição Federal, qualquer linha que impeça críticas ao Poder Judiciário, assim como o Poder Legislativo e o Poder Executivo podem ser amplamente criticados. As decisões do Poder Judiciário podem ser, sim, criticadas", afirmou o magistrado, segundo a CNN Brasil.O voto de Castilho foi acompanhado pelos desembargadores Roberto Maia e Mairan Maia Junior e pelas juízas Cláudia Bedotti e Danyelle Galvão. O relator original da ação, juiz Cláudio Langroiva, defendeu a manutenção da condenação e ficou vencido. Para ele, as falas de Marçal ultrapassaram os limites da liberdade de expressão ao disseminar informações falsas e atacar instituições democráticas. Segundo o G1, Langroiva afirmou que o uso de termos como "ditadura" e "censura", somado ao alcance do então candidato nas redes sociais, poderia comprometer a confiança no sistema eletrônico de votação. Sobre o site de impressão de materiais, os dois magistrados concordaram que não havia provas suficientes para caracterizar arrecadação ou gasto irregular de recursos, ou abuso de poder econômico.Outros processosEm novembro de 2025, o TRE-SP já havia revertido outra condenação de Marçal à inelegibilidade, em ação movida pelo PSB e pelo então candidato a prefeito Guilherme Boulos. O processo apurava a suspeita de venda de apoio a candidatos a vereador em troca de pagamentos via Pix. Os embargos de declaração foram rejeitados em fevereiro, e o caso segue para análise de recurso especial no TSE, segundo a CNN Brasil.A condenação que mantém Marçal inelegível, relativa ao "concurso de cortes" que estimulava a produção e a divulgação de vídeos com falas do então candidato, foi confirmada pela Corte em dezembro de 2025, com multa de R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial. Os embargos de declaração foram rejeitados em 5 de agosto. O próximo passo do processo é o recurso ao TSE, ainda pendente. A decisão desta terça-feira também cabe recurso.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Empate técnico no Sudeste deve levar Lula e Flávio a reforçar agenda na região

Pesquisas Quaest divulgadas nesta terça-feira (25) mostram empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O cenário, segundo o G1, deve levar as duas campanhas a intensificar agendas na região Sudeste nas próximas semanas.Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, Flávio Bolsonaro aparece com 30% das intenções de voto contra 29% de Lula, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em Minas Gerais, Flávio tem 31% e Lula, 30%. No Rio de Janeiro, o senador soma 31% ante 29% do presidente. Nesses dois estados a margem de erro é de três pontos percentuais, o que também caracteriza tecnicamente um empate.A pesquisa da Quaest em São Paulo ouviu 1.800 pessoas entre os dias 21 e 24 de agosto, com nível de confiança de 95% e registro sob o número BR-02096/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. Os levantamentos apontam ainda um contingente relevante de eleitores indecisos: 17% em Minas Gerais, 16% no Rio de Janeiro e 13% em São Paulo, segundo o G1.Estratégias das campanhasUm integrante do núcleo duro da campanha de Lula disse ao G1 que o Sudeste será prioridade. "Vamos priorizar esses três estados. Seja pela importância política, peso do eleitorado, seja pelo volume de investimentos que o presidente realizou", afirmou. A avaliação interna é de que Lula tem obras e investimentos concluídos na região ao longo do mandato e palanques estaduais mais fortes do que os disponíveis na eleição de 2022.Do lado de Flávio Bolsonaro, o coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou à GloboNews que não comenta pesquisas eleitorais, mas confirmou o foco estratégico na região. "Faremos campanha no Nordeste e em todo o Brasil. Porém, o nosso foco é vencer. E onde há o maior número de eleitores é no Sudeste", disse Marinho. Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que o contingente de indecisos pode ser decisivo na reta final de uma disputa apertada, o que tende a puxar as campanhas para os estados com mais eleitores ainda sem voto definido.Nas duas primeiras semanas de campanha, os dois candidatos já concentraram parte da agenda no Sudeste. Lula abriu a campanha com um ato em São Paulo, enquanto Flávio lançou a candidatura no Rio de Janeiro. Na semana seguinte, ambos cumpriram compromissos em Minas Gerais e voltaram ao Rio em busca de apoio eleitoral. A eleição está marcada para 4 de outubro, e o ritmo de agendas na região deve se intensificar até lá, à medida que as campanhas buscam converter o eleitorado indeciso do Sudeste.

MRMarina Rocha
justice

STF recebe 87 propostas para reforma do Judiciário, incluindo mandato de ministros

O grupo de trabalho criado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a reforma do Judiciário recebeu 87 propostas de órgãos e entidades da sociedade civil, segundo o G1. As sugestões incluem a adoção de mandato para ministros da Corte, limitação de decisões individuais e novos mecanismos de controle e responsabilização.Entre os pontos mais polêmicos está a criação de mandatos de 10 a 12 anos para ampliar a autonomia do STF, hoje ocupado por ministros com cargo vitalício até a aposentadoria compulsória. Outras propostas pedem competência disciplinar sobre os próprios ministros do STF, redução das férias de 60 para 30 dias, instituição de código de ética para ministros dos tribunais superiores, teto remuneratório efetivo que vede gratificações acima do salário dos ministros, e um período de quarentena para juízes que deixarem os cargos.A maior parte das propostas trata de mecanismos para evitar disputas judiciais, prevenir conflitos e reduzir demandas repetitivas, privilegiando soluções consensuais. Há também sugestões para modernizar a gestão do Judiciário e fortalecer o peso dos entendimentos consolidados pelos tribunais.Uso de inteligência artificial gera atençãoAs propostas mostram forte preocupação com o uso de inteligência artificial na Justiça. Uma recomendação pede o estabelecimento de um marco de governança para uso de IA nos tribunais, com supervisão humana obrigatória em etapas sensíveis do processo. A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDRP-USP) defende a proibição constitucional ou legal de que a IA substitua o juízo humano. Segundo o G1, a entidade propõe o seguinte texto:Propõe-se elevar essa vedação a garantia de estatura constitucional, mediante emenda que acrescente parágrafo ao art. 93, ou, alternativamente, a estatura legal, mediante alteração da Lei Complementar 35/1979, estabelecendo que toda decisão fundamentada com apoio em inteligência artificial deve ser proferida, revista e assinada por magistrado, vedada a delegação, total ou parcial, da função decisória.A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) também tratou do tema, defendendo que a governança de IA constitua uma política institucional permanente, baseada em transparência, participação democrática, supervisão humana, responsabilidade pública, proteção de dados e avaliação contínua dos impactos sociais e institucionais das tecnologias empregadas, segundo o G1. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio de suas seccionais e entidades vinculadas, propõe limitação de decisões monocráticas, revisão das competências do STF, promoção de diversidade de gênero e raça, transparência remuneratória e regras de governança para inteligência artificial.As 87 propostas serão analisadas a partir de setembro por um grupo formado por 19 juristas, magistrados e acadêmicos, que tem até o fim do ano para consolidar um relatório com recomendações de modernização do sistema. A última reforma do Judiciário ocorreu em 2004. O presidente do STF, Edson Fachin, já designou a ministra Cármen Lúcia como relatora de uma proposta de código de ética, mas o tema só deve avançar depois das eleições de outubro, e há quem indique, dentro da própria Corte, que a discussão pode ser adiada para 2027.

MRMarina Rocha
congress

Pesquisas da Quaest reforçam aposta de Lula nas PECs da 6x1 e da Segurança

Pesquisas estaduais da Quaest divulgadas nesta quarta-feira (26) apontam estabilização das intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e oscilação positiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O cenário reforçou, segundo o blog do jornalista Valdo Cruz no G1, a avaliação de integrantes da campanha petista de que será preciso criar novos fatos políticos com potencial de impacto eleitoral antes do primeiro turno, em 4 de outubro.Nos levantamentos estaduais da Quaest, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em São Paulo (30% a 29%), em Minas Gerais (31% a 30%) e no Rio de Janeiro (31% a 29%), dentro da margem de erro. A campanha de Lula avalia que a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e da PEC da Segurança Pública, antes das eleições, daria ao presidente novos argumentos para a propaganda eleitoral na televisão e no rádio.Reunião com Motta e AlcolumbreNesta quarta-feira, Lula se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para alinhar a estratégia de votação das duas PECs e da medida provisória que extingue a chamada 'taxa das blusinhas'. Antes do encontro, Lula publicou em rede social: 'Hoje é um dia importante para o nosso futuro. Vou me reunir com os presidentes Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) para tratar, com a urgência que o povo brasileiro precisa, de quatro assuntos: fim da escala 6 por 1 e da taxa das blusinhas, PEC da Segurança Pública e o Marco Legal dos Minerais Críticos', segundo reportagem do G1.De acordo com o G1, a PEC do fim da escala 6x1 está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pode ser votada já na próxima quarta-feira (2). Aliados de Lula pressionam para que a votação em plenário ocorra no mesmo dia, unindo primeiro e segundo turnos, prática já usada em outras PECs quando há acordo político. Alcolumbre não descartou a possibilidade, mas também não fez promessas aos governistas, segundo a mesma reportagem.A Folha de S.Paulo confirmou que os relatórios da PEC do fim da 6x1 e da PEC da Segurança serão levados à CCJ na semana do chamado 'esforço concentrado' do Congresso, mesmo período em que a comissão mista que analisa a medida provisória da taxa das blusinhas deve ser instalada, na terça-feira (1º). Segundo o jornal, a MP perde validade se não for votada até 8 de setembro, o que faria a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 voltar a valer a menos de um mês do primeiro turno. 'Essa medida provisória não vai caducar', disse Alcolumbre, segundo a Folha.Resistência da oposiçãoA oposição pretende dificultar o avanço das votações, mas reconhece a dificuldade de barrar a PEC da 6x1 caso ela chegue ao plenário. 'Se o Senado colocar em votação o fim da escala 6 por 1, senadores que disputam a reeleição terão dificuldade para votar contra uma pauta que tem amplo apoio popular', afirmou um líder da oposição ao blog de Valdo Cruz, sem se identificar. A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, trabalha com a expectativa de alcançar empate técnico com Lula no primeiro turno nas próximas pesquisas e de assumir a liderança numérica até setembro, segundo interlocutores citados pelo G1. A votação da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ do Senado está prevista para a próxima quarta-feira (2), e o desfecho no plenário, ainda incerto quanto ao calendário, deve definir se o governo terá a vitória legislativa que busca antes de outubro.

MRMarina Rocha
trade

Lula fecha acordo com Motta e Alcolumbre para votar fim da taxa das blusinhas

O presidente Lula (PT) anunciou nesta quarta-feira (26) um acordo com o presidente da Camara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Uniao-AP), para votar no Congresso a medida provisoria que acaba com a chamada taxa das blusinhas. O encontro ocorreu no Palacio da Alvorada, em Brasilia.Segundo Alcolumbre, a comissao mista que analisa a MP sera instalada na proxima terca-feira (1o de setembro), abrindo caminho para a votacao em plenario. 'Ela (a MP) precisa ser deliberada na comissao, no plenario da Camara e do Senado. Eu faco o compromisso com o senhor e com os brasileiros que precisam dessa materia em vigencia: na semana que vem, no tempo curto de esforco concentrado, no meio do processo eleitoral, vamos deliberar para o senhor sancionar essa lei', disse o presidente do Senado, segundo o InfoMoney. Alcolumbre tambem afirmou que 'essa MP nao vai caducar'.A medida provisoria, publicada pelo governo em 13 de maio, suspendeu a cobranca de 20% de imposto de importacao sobre compras internacionais de ate US$ 50 (cerca de R$ 258). O texto perde validade em 8 de setembro: se nao for votado ate la, a taxacao volta a valer automaticamente, menos de um mes antes do primeiro turno das eleicoes, marcado para 4 de outubro. Ate esta quarta-feira, apenas a comissao responsavel por analisar a MP havia sido criada, sem acordo entre as liderancas sobre os principais postos do colegiado, segundo a Folha de S.Paulo.Outras pautas na mesaSegundo Motta, a presidencia da comissao especial sera indicada pela Camara e a relatoria pelo Senado. 'A finalidade e aproveitarmos a janela do esforco concentrado da proxima semana para votarmos no plenario da Camara e em seguida no Senado', afirmou o presidente da Camara, de acordo com o InfoMoney. Apos a reuniao, Motta entregou a presidencia da comissao ao deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), da ala economica do partido e um dos articuladores da reforma tributaria no Congresso, segundo a Folha.O encontro tambem definiu o avanco de outras pautas prioritarias do governo: a PEC do fim da escala de trabalho 6x1, a PEC da Seguranca Publica e o projeto sobre minerais criticos. Os relatorios da escala 6x1 e da seguranca publica devem ser levados a Comissao de Constituicao e Justica (CCJ) na mesma semana de esforco concentrado, segundo a Folha. A proxima semana sera a ultima com sessoes de votacao no Congresso antes do recesso eleitoral, o que aumenta a pressao do Palacio do Planalto para fechar acordos antes que parlamentares se voltem de vez as campanhas em seus estados.A aproximacao entre Lula e Alcolumbre ocorre apos mais de tres meses de distanciamento entre os dois, motivado pela rejeicao, em abril, da indicacao de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal pelo Senado. Os dois retomaram o contato no inicio de agosto, segundo a Folha. A instalacao da comissao mista da MP das blusinhas e a votacao em plenario nas duas Casas ainda precisam ocorrer antes do prazo de 8 de setembro para que a suspensao da taxa nao perca validade.

MRMarina Rocha
Politics

Alcolumbre anuncia votação da MP das blusinhas e análise de 6x1 no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta quarta-feira (26) que o Congresso vai votar na próxima semana a medida provisória que acabou com a chamada "taxa das blusinhas". A declaração veio após um almoço no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)."Essa MP não vai caducar, vai ser deliberada na comissão na próxima terça. Eu faço compromisso, como foi com Motta, com o Brasil, que precisa dessa matéria em vigência, que na semana que vem, no tempo curto de esforço concentrado, vamos deliberar, para sancionar e virar lei, para milhões de brasileiros e terem qualidade de vida melhor", declarou Alcolumbre, segundo o G1.A medida provisória zerou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 e foi publicada em maio. O texto tem até 8 de setembro para ser aprovado pelo Congresso: se a votação não ocorrer até lá, a cobrança volta a valer em 9 de setembro. Até agora, Câmara e Senado não chegaram a um acordo sobre os principais postos da comissão mista responsável por analisar a MP antes da votação em plenário, segundo o InfoMoney. Motta afirmou que a presidência da comissão será indicada pela Câmara e a relatoria, pelo Senado. "A finalidade é aproveitarmos a janela do esforço concentrado da próxima semana para votarmos no plenário da Câmara e em seguida no Senado", disse o presidente da Câmara.Alcolumbre também informou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vai analisar, na próxima semana, as propostas de emenda à Constituição (PECs) da Segurança Pública e do fim da escala 6x1. Ele não garantiu, porém, que os dois textos cheguem ao plenário principal da Casa no mesmo período, marcado pelo "esforço concentrado" de votações antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Aliados de Lula pressionam para que a PEC da jornada de trabalho seja votada em plenário no mesmo dia da aprovação na CCJ, mas uma PEC precisa passar por dois turnos no Senado, com intervalo de cinco dias úteis entre eles, salvo acordo político para acelerar o rito.Resistência da indústria e outras pautasA Confederação Nacional da Indústria (CNI) contestou o fim da taxa das blusinhas. Em nota citada pelo G1, o superintendente de Economia da entidade, Marcio Guerra, afirmou que "zerar o imposto sobre produtos de até US$ 50 estabelece um tratamento tributário diferenciado para as importações" e que a medida "prejudica o mercado interno, viola a isonomia, a livre concorrência e o preceito constitucional de proteção do mercado interno como patrimônio nacional". A CNI estima que a mudança pode colocar em risco R$ 21,8 bilhões em produção doméstica e 109 mil postos de trabalho em 2026.Alcolumbre disse ainda que o Senado deve avançar com o Redata, regime de tributação para datacenters, e com a política nacional para minerais críticos, ambos parados no plenário. Segundo ele, a Comissão Mista para o Redata não havia sido instalada anteriormente, o que teria deixado os senadores sem segurança para votar o tema no início do ano. Agora, um novo projeto enviado pelo governo e já aprovado pela Câmara deve ser analisado pela relevância dos "investimentos" que a medida pode atrair ao país, afirmou o presidente do Senado.O próximo marco é a instalação da comissão mista da MP das blusinhas, prevista para terça-feira, seguida da votação nos plenários da Câmara e do Senado durante o esforço concentrado da próxima semana, a última janela de votações antes do primeiro turno das eleições em 4 de outubro. A CCJ do Senado deve deliberar sobre a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública no mesmo período, mas ainda não há data confirmada para que essas propostas cheguem ao plenário principal.

MRMarina Rocha
trade

Lula reúne Motta e Alcolumbre para negociar fim da 'taxa das blusinhas'

O presidente Lula (PT) recebeu nesta quarta-feira (26) os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em um almoço no Palácio da Alvorada. O encontro teve como principal objetivo destravar a tramitação da medida provisória que suspendeu a chamada 'taxa das blusinhas', segundo apurou o site O Antagonista.A MP suspendeu o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto perde validade em 8 de setembro caso não seja aprovado pela Câmara e pelo Senado até essa data. Se caducar, a cobrança pode voltar a valer, o que pressiona o cronograma de votação nas duas Casas.No domingo (23), Lula afirmou esperar anunciar, após o encontro com os presidentes do Congresso, o fim da 'taxa das blusinhas', segundo reportagens que acompanharam suas declarações. O governo quer aproveitar o que considera o último esforço concentrado do Congresso antes da pausa eleitoral para avançar com a votação da MP.Outras pautas na mesaAlém da MP das blusinhas, o almoço também tratou da PEC da Segurança Pública e da PEC que extingue a escala de trabalho 6x1, ambas encaminhadas por Alcolumbre à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado após meses sem despacho, de acordo com O Antagonista. Na PEC da Segurança, o relator Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou parecer pela manutenção do texto já aprovado pela Câmara, numa estratégia para evitar que a proposta precise retornar aos deputados. O texto dá status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e aos fundos nacionais de Segurança Pública e Penitenciário.Já na PEC do fim da escala 6x1, o relator Omar Aziz (PSD-AM) informou que apresentará o relatório na CCJ nesta quinta-feira (27) e pretende manter a versão aprovada pela Câmara, também para evitar nova demora na tramitação, segundo o G1. Aziz vai propor uma transição de até um ano para a redução das horas semanais trabalhadas, com exceções para setores específicos. O projeto sobre minerais críticos e estratégicos, já aprovado pela Câmara e encaminhado às comissões do Senado, também entrou na pauta do encontro.O desfecho da negociação depende agora do calendário que Lula, Motta e Alcolumbre discutiram no almoço. A MP das blusinhas precisa ser votada pela Câmara e pelo Senado antes de 8 de setembro para não perder a validade, enquanto o relatório de Omar Aziz sobre a escala 6x1 será apresentado na CCJ do Senado nesta quinta-feira.

MRMarina Rocha
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Cerimedo disse que 'lutaria' por Flávio Bolsonaro, afirma ex-companheira

O consultor político argentino Fernando Cerimedo, conhecido por admitir o uso de robôs em campanhas eleitorais da direita radical na América Latina, disse à ex-companheira, a advogada Nadia Beller, que "lutaria" pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. O relato foi dado por Nadia em entrevista por videoconferência à Folha de S.Paulo nesta terça-feira (25).Cerimedo, amigo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), foi preso no dia 18 de agosto na Bolívia, acusado de ter ordenado o assassinato de Nadia, que está grávida. Ele nega envolvimento no crime. Segundo a reportagem, a advogada foi baleada em frente a um hotel em Santa Cruz de la Sierra na noite de segunda-feira (17), em uma emboscada que envolveu dois homens vestidos como entregadores. Ela passou por cirurgia, sobreviveu e já recebeu alta.Questionada pela Folha sobre as relações de Cerimedo com a família Bolsonaro, Nadia contou que perguntou diretamente ao consultor se Flávio tinha chance de vencer a eleição presidencial. "Ele me disse que estava difícil, mas que eles iriam lutar. Esse foi o único comentário que ele fez para mim", relatou."Foi o que entendi na hora, que eles iam tentar. Isso foi logo que a candidatura foi anunciada. Eu perguntei: 'E ele tem alguma chance?' Ele respondeu: 'Hummm, vamos lutar'", disse Nadia à Folha, ao ser perguntada se entendeu a fala de Cerimedo como uma promessa de ajuda à campanha.A Folha encaminhou três perguntas à campanha de Flávio Bolsonaro: se o senador conhece ou já falou com Cerimedo, se sabe de alguma conversa entre o consultor e Eduardo Bolsonaro sobre apoio à candidatura presidencial deste ano, e se tem conhecimento de que Cerimedo trabalhou para a campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Até a publicação da reportagem, não havia resposta.Histórico com o bolsonarismoSegundo o Diário do Centro do Mundo, Cerimedo ficou conhecido no Brasil por liderar ataques às urnas eletrônicas após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022, quando apresentou em uma transmissão ao vivo um dossiê alegando falhas em determinados modelos de urnas, alegações posteriormente desmentidas pela Justiça Eleitoral. Ele foi indiciado pela Polícia Federal em 2024 por suspeita de organização criminosa e golpe de Estado, mas não constou na denúncia final apresentada pela Procuradoria-Geral da República por falta de provas suficientes sobre seu conhecimento do esquema.O caso segue sob apuração das autoridades bolivianas, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro ainda não respondeu publicamente às perguntas da reportagem sobre os laços com o consultor argentino.

MRMarina Rocha
justice

Lula aciona TSE contra Renan Santos e Caiado por ataques em debate

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou duas representacoes ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra os candidatos Renan Santos (Missao) e Ronaldo Caiado (PSD), segundo apurou a Folha de S.Paulo. As pecas alegam que os dois ofenderam a honra do presidente durante o debate promovido pela Band, ao qual Lula nao compareceu. A representacao contra Renan Santos e datada de terca-feira (25), e a que mira Caiado, de segunda-feira (24).O principal alvo da ofensiva juridica e Renan Santos. A defesa de Lula, comandada pelo advogado Angelo Ferraro, lista seis declaracoes do candidato do Missao feitas durante o debate que considera ofensivas, alem de suas reproducoes nas redes sociais do proprio Renan Santos e do partido. Entre as falas citadas na representacao estao: "Lula tinha que vir aqui defender o legado dele. Eu to aqui chamando ele de ladrao. Por que que nao veio se defender?" e "A maior parte do tempo ou ele esta bebado ou ta com a Janja. E melhor ficar bebado nessas horas, ne, presidente?".Argumento da defesaOs advogados da campanha petista afirmam ser "inequivoco que essas imputacoes atingem a honra e a reputacao" de Lula, segundo trecho da representacao citado pela Folha. A equipe juridica tambem alega preocupacao com o alcance das falas nas redes sociais depois do debate."Em especial, a primeira ofensa a honra perpetrada pelo candidato, a saber, a pecha de que seria Luiz Inacio Lula da Silva um 'ladrao', ja registra mais de 900 mil visualizacoes no TikTok e com quase 200 mil 'curtidas' no Instagram", afirma a equipe juridica da campanha de Lula, segundo a Folha.A defesa classifica as publicacoes como "caluniosas, difamatorias e injuriosas com altissimo poder de alcance, sendo compartilhadas em uma diversidade de plataformas". A peca relaciona 20 publicacoes nos perfis de Renan Santos e do Missao nas redes sociais e pede ao TSE que determine a exclusao desse conteudo, alem de multas contra os dois candidatos e contra o partido Missao.A Folha de S.Paulo e a fonte desta reportagem; outros veiculos nao haviam publicado detalhes adicionais sobre as representacoes ate o momento. O TSE ainda nao se manifestou publicamente sobre os dois pedidos. Cabe agora ao tribunal decidir se abre prazo para resposta de Renan Santos, Caiado e do Missao antes de julgar os pedidos de remocao de conteudo e de aplicacao de multas.

MRMarina Rocha
Elections

Lula e Flávio adotam estratégias opostas na 1ª semana de propaganda nas redes

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) abriram a primeira semana de propaganda eleitoral na internet com estratégias opostas, segundo levantamento da Folha de S.Paulo com 89 postagens dos dois candidatos no Instagram entre 16 e 24 de agosto.Lula concentrou o conteúdo em vídeos autorreferenciais, com apelo emocional e elementos que remetem à sua trajetória política e a governos anteriores. A ênfase é institucional: o presidente não ataca pontos fracos do adversário, como a ligação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, segundo a análise da Folha.Esse padrão é típico de quem lidera a corrida eleitoral, avalia o pesquisador Camilo Aggio, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, em entrevista à Folha. Na primeira pesquisa Datafolha feita após o registro das candidaturas, Lula lidera os dois cenários eleitorais: no primeiro turno, aparece com 39% contra 33% de Flávio; no cenário de segundo turno, marca 47% a 43%, distância que fica no limite da margem de erro.Aggio afirma que a campanha negativa costuma ser usada por quem precisa assumir a dianteira, e é essa a lógica que orienta o perfil de Flávio Bolsonaro nas redes. O senador alterna diariamente ataques ao governo Lula com conteúdo leve, como um vídeo com o cachorro que recebeu de presente no lançamento da campanha em Copacabana e um quiz descontraído ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que remete à figura do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a pesquisadora Monalisa Soares, professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC), o candidato usa o Instagram como um perfil pessoal, na tentativa de se aproximar do usuário comum.Debate da Band e ataques diretosUm dos ataques de Flávio ao petista ocorreu no último domingo, dia do debate promovido pela emissora Band, do qual o senador não participou. Aliados de Flávio afirmam à Folha que a estratégia de evitar debates sem a presença de Lula busca antagonizar diretamente o presidente sem expor o senador a ataques dos demais candidatos na disputa. No mesmo dia, Flávio gravou um vídeo longo, falando diretamente para a câmera, no qual defendeu sua disposição para debater segundo os próprios termos, de acordo com o registro da Folha.A disputa pelas redes deve se intensificar nas próximas semanas, à medida que a campanha eleitoral avança rumo ao primeiro turno. A tendência apontada pelos pesquisadores é que Flávio mantenha o ritmo de ataques enquanto tentar reduzir a distância nas pesquisas, enquanto Lula deve seguir priorizando o discurso institucional enquanto liderar os cenários do Datafolha.

MRMarina Rocha
justice

Dois candidatos ultrapassam limite legal de autofinanciamento de campanha

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultados pelo g1 nesta quarta-feira (26) mostram que 1.768 candidatos já declararam doações às próprias campanhas para as eleições deste ano. Desse total, dois ultrapassaram o limite legal de autofinanciamento: Joaquim Passarinho (PL-PA), que disputa a reeleição para deputado federal, e José Eduardo Botelho (MDB-MT), candidato à reeleição para deputado estadual.A lei eleitoral permite que um candidato financie a própria campanha, mas limita esse aporte a 10% do teto total de gastos fixado pelo TSE para o cargo. Passarinho declarou R$ 500 mil em recursos próprios. Como o teto de gastos para deputado federal é de R$ 3.176.572,53, o limite de autofinanciamento seria de R$ 317,6 mil: ele excedeu em R$ 182,3 mil. Procurado pelo g1, o candidato afirmou que não sabia do limite e que vai devolver o valor excedente. O diretório do PL no Pará não respondeu ao pedido de comentário.Botelho declarou R$ 200 mil em recursos próprios. O teto de gastos para deputado estadual no Mato Grosso é de R$ 1.270.629,01, o que fixaria o limite de autofinanciamento em R$ 127 mil: o excesso foi de R$ 72,9 mil. Nem Botelho nem o MDB se manifestaram até a publicação da reportagem do g1. Em ambos os casos, os dois candidatos são os maiores doadores de suas próprias campanhas: Passarinho financiou 89% de tudo que arrecadou, e Botelho, 90%.O que diz a leiSegundo o g1, o excesso de autofinanciamento pode gerar multa de até 100% do valor excedente e levar à rejeição das contas de campanha, mas não provoca automaticamente nem a cassação da candidatura nem a inelegibilidade do candidato. Essas consequências dependem da abertura de processos específicos na Justiça Eleitoral. Em um precedente citado pelo g1, um candidato a deputado estadual no Pará que estourou o limite em 318% após as eleições de 2022 teve as contas recusadas e recebeu multa equivalente a todo o valor excedente.Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o descumprimento da regra não configura, por si só, abuso de poder econômico. O advogado eleitoral Michel Bertoni Soares afirmou que a análise deveria considerar o peso do valor excedente sobre o total arrecadado pela campanha. "Um parâmetro seria se a irregularidade correspondesse a mais de 20% do total arrecadado pela campanha", disse. Por esse cálculo, o excesso de Passarinho equivale a 32,62% dos R$ 559 mil arrecadados por sua campanha, e o de Botelho, a 33,15% dos R$ 220 mil arrecadados pela dele.A advogada eleitoralista Emma Roberta Bueno afirmou que o abuso de poder econômico só estaria configurado se o autofinanciamento permitisse ao candidato bancar uma campanha mais cara do que o teto legal, gerando desigualdade na disputa. Segundo ela, as contas dos dois candidatos "deverão ser desaprovadas", mas a lei não prevê cassação nem inelegibilidade como sanção automática nesses casos, apenas a devolução dos valores usados de forma indevida. Já a advogada Gabriela Rollemberg, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, ponderou que é preciso verificar se os valores classificados como recursos próprios incluem pagamentos de serviços advocatícios ou contábeis, que não entram no teto de autofinanciamento. "Juridicamente, não é possível cravar a existência de infração sem antes auditar a prestação de contas", afirmou. O número de candidatos com doações próprias, hoje em 1.768, ainda deve crescer até o fim do período de campanha, à medida que novas doações forem registradas no sistema do TSE. A apuração final das contas de campanha, que pode confirmar ou não irregularidades, cabe à Justiça Eleitoral após o pleito.

MRMarina Rocha
rondonia

Quaest detalha intenção de voto por perfil para governos de MS e Rondônia

O instituto Quaest divulgou nesta terça-feira (25) pesquisas de intenção de voto para os governos de Mato Grosso do Sul e de Rondônia, com os resultados segmentados por gênero, idade, escolaridade, renda, cor, religião e posicionamento político. Os dois levantamentos ouviram 804 pessoas com 16 anos ou mais em cada estado, entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, segundo o G1.Em Rondônia, Marcos Rogério (PL) aparece na frente com 24%, seguido por Adailton Furia (PSD), com 21%, os dois em empate técnico dentro da margem de erro. Expedito Netto (PT) e Hildon Chaves (União) somam 10% cada, enquanto Samuel Costa (PSB) tem 2% e Pedro Abib (MDB), 1%. O levantamento foi registrado no TSE sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026. Entre os homens, Rogério amplia a vantagem para 31% contra 22% de Furia; entre as mulheres, os dois empatam em 19%. Furia leva vantagem entre eleitores com ensino superior (26% a 23%) e entre eleitores negros (21% a 18%), enquanto Netto, do PT, tem seu melhor desempenho entre eleitores com 60 anos ou mais, onde chega a 18%.Em Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, lidera com folga: 40% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa encomendada pela TV Morena. Atrás dele aparecem Fábio Trad (PT), com 13%, e Delcídio Amaral (PRD), com 8%. Completam a lista João Henrique Catan (Novo), com 3%, Lucien Rezende (Psol), com 2%, e Daniel Lemes (PCO), o economista Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir), com 1% cada. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números MS-00793/2026 e BR-04312/2026.Vantagem em quase todos os recortesRiedel aparece à frente em praticamente todos os estratos analisados pela Quaest em MS. Entre eleitores com ensino superior, sua vantagem é ainda maior, com 55% das intenções de voto contra 15% de Trad. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, ele soma 46%, seu melhor resultado por faixa etária. Trad, por sua vez, tem seu desempenho mais forte entre eleitores com 60 anos ou mais, quando chega a 20%. O governo de Riedel tem aprovação de 62% e desaprovação de 16%, segundo a mesma pesquisa Quaest, enquanto em Rondônia a gestão de Marcos Rocha (PSD) tem 46% de aprovação e 34% de desaprovação.As pesquisas também trouxeram números para outras disputas nos dois estados. Em Mato Grosso do Sul, a Quaest mostrou intenção de voto espontânea para o Senado com Nelson Azambuja em 22%, Marcos Contar em 15%, Soraya Thronicke em 11% e Vander Loubet em 9%, mas 86% dos eleitores ainda estão indecisos nesse formato. No cenário presidencial dentro do estado, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33% e Lula (PT), com 27%. Em Rondônia, a corrida presidencial mostra Flávio com 45% e Lula com 25%, segundo a mesma rodada de pesquisas do instituto.Os eleitores dos dois estados vão às urnas no primeiro turno em outubro. Caso nenhum candidato atinja maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno entre os dois mais votados em cada estado.

MRMarina Rocha
justice

Diretoria da PF pressiona AGU contra Mendonça e gera impasse no caso Lulinha

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pressiona a Advocacia-Geral da União para interpor recurso judicial contra decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O pedido atinge a apuração sobre fraudes no INSS, que envolve Fábio Luís Lula da Silva. A cúpula da PF alega que o magistrado violou a autonomia investigativa ao determinar a entrega de dados brutos e ao proibir trocas na equipe policial sem aviso prévio. O advogado-geral da União, Jorge Messias, trava a medida e defende negociações de bastidor. Segundo a CNN Brasil, a Polícia Federal demorou mais de sete meses para repassar ao gabinete do relator as informações de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de alvos do inquérito. A retenção dos dados motivou a ordem de Mendonça para acesso direto aos arquivos brutos das investigações. Analistas e juristas avaliam que a investida da PF contra o ministro do STF expõe a AGU a riscos jurídicos severos. Em análise publicada no portal Metrópoles, o colunista Mario Sabino destacou reportagem da jornalista Roseann Kennedy sobre os alertas internos no governo. Aliados do chefe da AGU argumentam que contestar judicialmente as ordens do relator colocaria o órgão na posição de obstaculizar os trabalhos do Judiciário. A apuração do Metrópoles indicou preocupação direta com os desdobramentos sobre o Palácio do Planalto. "Era uma armadilha. Não perceberam que aquela solicitação iria explodir no colo de Lula" afirmou um interlocutor do gabinete da AGU citado por Kennedy. A relação direta entre o órgão de representação judicial e a Presidência da República amplia o desgaste político no caso do filho do presidente. A tensão entre as instituições permanece alta. Segundo a CNN Brasil, a direção da Polícia Federal tentou redistribuir o inquérito para a presidência do STF, mas o sorteio manteve a relatoria com André Mendonça. O analista Caio Junqueira pontuou a ausência de conciliação no horizonte imediato. "Não tem acerto possível porque um lado acha que o outro lado é vazador e bloqueador de investigação contra os seus grupos políticos" afirmou Junqueira. O caso aguarda definição do chefe da AGU sobre o protocolo formal do recurso. A Advocacia-Geral da União mantém as conversas reservadas com o Supremo Tribunal Federal para tentar evitar o confronto direto, enquanto a Polícia Federal aguarda o desdobramento para definir a entrega do material bruto exigido pelo relator.

MRMarina Rocha
Lula

Indexa/Broadcast: Lula tem 46% contra 41% de Flávio Bolsonaro no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de segundo turno para a Presidência da República. Lula tem 46% das intenções de voto, contra 41% do adversário. Os números são da pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quarta-feira (26) e registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-06366/2026.A vantagem de cinco pontos percentuais supera a margem de erro do levantamento, de 2,2 pontos para mais ou para menos. Nesse confronto, 2% dos entrevistados se disseram indecisos, 6% afirmaram que não iriam votar e 5% declararam voto nulo ou branco. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio é o adversário que mais se aproxima do petista nas simulações feitas pelo instituto.Os demais cenáriosSegundo o levantamento, Lula venceria qualquer adversário em um eventual segundo turno. Contra Romeu Zema (Novo), o presidente marca 45% a 34%. Diante de Ronaldo Caiado (PSD), o placar é de 44% a 38%. Contra Renan Santos (Missão), Lula tem 46% a 34%. A depender do adversário, a vantagem do petista passa de dez pontos percentuais.No primeiro turno, o instituto testou dois cenários. Sem o nome de Pablo Marçal (PRTB), que lançou candidatura, mas está inelegível, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%, Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4%, e Zema e Augusto Cury, com 1% cada um. Com Marçal na disputa, o empresário aparece com 2%, e Flávio cai para 33%, enquanto Lula mantém os 39%.Foram realizadas 2 mil entrevistas por telefone entre os dias 20 e 23 de agosto. A pesquisa foi contratada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real ligado ao jornal O Estado de S. Paulo.O resultado diverge de outros institutos. Levantamento da Gerp divulgado neste mês mostrava Flávio Bolsonaro à frente no segundo turno, com 47% contra 42% de Lula. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Lula diz que Brasil 'está pronto' para o fim da escala 6x1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que o Brasil "está pronto" para avançar com o fim da escala 6x1 e de outras três pautas do governo. A declaração foi publicada em uma rede social pouco antes de uma reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segundo o G1."Hoje é um dia importante para o nosso futuro. Vou me reunir com os presidentes Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) para tratar, com a urgência que o povo brasileiro precisa, de quatro assuntos: fim da escala 6 x 1 e da taxa das blusinhas, PEC da Segurança Pública e o Marco Legal dos Minerais Críticos. O Brasil está pronto para dar estes passos e para garantir mais tempo e segurança para as famílias brasileiras", escreveu Lula.A expectativa do governo é que os quatro temas avancem na próxima semana, quando o Congresso fará as últimas votações antes da eleição de 4 de outubro, de acordo com o G1.Escala 6x1 pode ser votada na CCJ na próxima quartaA PEC que reduz a jornada de trabalho tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pode ser votada na próxima quarta-feira (2). O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse ao blog de Ana Flor, no G1, que entregará o relatório nesta quinta-feira (27). Segundo ele, há acordo com o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), para que a proposta seja o primeiro item da pauta. Aziz vai propor uma transição de dois meses para a redução de 44 para 42 horas semanais e de até um ano para chegar às 40 horas. O texto foi desenhado para não precisar voltar à Câmara, onde foi aprovado em maio.Aliados de Lula pressionam para que o plenário do Senado vote a PEC no mesmo dia da CCJ. Pelas regras da Casa, uma PEC aprovada em comissão passa por dois turnos no plenário, com intervalo de cinco dias úteis entre eles. Alcolumbre não descartou a possibilidade, mas não fez promessas, segundo o G1.Taxa das blusinhas vence em 8 de setembroOutro tema da reunião é a medida provisória que acabou com a taxa das blusinhas, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP foi publicada em maio e precisa ser votada pelo Congresso até 8 de setembro. Sem votação, o imposto volta a ser cobrado em 9 de setembro. Até agora, o Congresso apenas instalou a comissão responsável por analisar a MP. Em entrevista à TV Record no domingo (23), Lula disse que sua expectativa é "anunciar o fim da taxa das blusinhas, para o bem das pessoas que gostam de comprar coisinha pouca".A PEC da Segurança também será analisada pela CCJ do Senado na próxima quarta (2), confirmou Otto Alencar, segundo o InfoMoney. O texto, aprovado pela Câmara em 4 de março por 461 votos a 14, cria base constitucional para um regime jurídico mais rígido contra organizações criminosas. O relator no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), manteve integralmente o texto dos deputados, o que dispensa novo aval da Câmara caso o Senado o aprove sem mudanças.O calendário é apertado. A CCJ vota as duas PECs na próxima quarta-feira, o prazo da MP das blusinhas termina em 8 de setembro e a próxima semana é a última de votações no Congresso antes da eleição de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Omar Aziz propõe transição de até um ano para fim da escala 6x1

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator no Senado da proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1, vai apresentar um texto com transição de até um ano para a redução da jornada semanal, além de exceções para setores específicos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (26) pelo blog da jornalista Ana Flor, no G1.Segundo Aziz, o relatório será entregue nesta quinta-feira (27) para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado possa votar o texto na semana seguinte. O senador afirmou ao blog que há um acordo com o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), para que a proposta seja o primeiro item da pauta.De acordo com o G1, os principais pontos do relatório preveem uma transição de dois meses para a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, seguida de um prazo de até um ano para a redução de 42 para 40 horas. O texto também estabelece que os dois dias de descanso não precisam necessariamente coincidir com sábado e domingo, podendo ser alternados. Atividades consideradas atípicas, como o trabalho de profissionais que passam dias em alto mar em plataformas, poderão ter escalas especiais, a serem definidas por leis complementares.O relatório foi formulado de modo que a proposta não precise retornar à Câmara dos Deputados, onde já havia sido aprovada em maio. Segundo o G1, a rapidez na tramitação está ligada à proximidade das eleições de outubro: tanto o governo de Lula quanto senadores candidatos ao pleito querem se apresentar aos eleitores como responsáveis pela redução da jornada de trabalho.A reportagem também associa o avanço da proposta a uma recente aproximação entre o presidente da República e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), movimento que teria levado o Senado a retomar a tramitação do texto, até então parado.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest: Cleitinho lidera todos os cenários de 2º turno para o governo de MG

Uma nova pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) à frente em todas as simulações de segundo turno testadas para o governo de Minas Gerais. O levantamento, encomendado pela TV Globo, ouviu 1.506 eleitores mineiros de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04060/2026.Na pesquisa estimulada para o primeiro turno, Cleitinho aparece disparado com 29% das intenções de voto. Em seguida vêm Patrus Ananias (PT), com 11%, Alexandre Kalil (PDT), com 10%, e o atual governador Mateus Simões (PSD), com 7%, tecnicamente empatado com os dois adversários dentro da margem de erro. Completam a lista Gabriel (MDB), com 5%, e outros candidatos com percentuais menores. Indecisos somam 19% e votos em branco, nulo ou 'não vai votar' chegam a 12%.Simulações de segundo turnoA Quaest testou seis cenários hipotéticos de segundo turno. Nos três que incluem Cleitinho, o senador vence com folga: contra Patrus Ananias, tem 51% a 26%; contra Mateus Simões, 49% a 17%; e contra Alexandre Kalil, 48% a 27%. Nos cenários sem Cleitinho, as disputas ficam mais equilibradas: Kalil venceria Patrus por 42% a 18%, enquanto Kalil superaria Simões por margem apertada de 32% a 30%, e Patrus bateria Simões por 35% a 31%, ambos dentro ou próximos da margem de erro.A pesquisa também mediu a chamada intenção espontânea de voto, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse formato, 80% dos eleitores mineiros se declararam indecisos sobre o voto para governador, e Cleitinho aparece com apenas 11% de menções espontâneas, mesmo liderando com folga na pesquisa estimulada. Para o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, esse alto nível de indecisão e desconhecimento sinaliza que o cenário eleitoral mineiro ainda pode sofrer 'grandes reviravoltas' até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.O instituto também perguntou aos eleitores sobre os rumos que esperam do próximo governo: 43% defendem mudar apenas o que não está bom, 37% querem mudança total e 16% preferem que o eleito dê continuidade ao trabalho atual. Sobre alianças políticas, 34% preferem um governador aliado de Lula, 30% um aliado de Flávio Bolsonaro e 31% querem um nome independente dos dois.

MRMarina Rocha
Lula

Voto de homens e mulheres se distancia e pode definir corrida entre Lula e Flávio

Uma diferença crescente entre as intenções de voto de homens e mulheres vem se consolidando como um dos fatores mais relevantes da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo reportagem da BBC News Brasil. O fenômeno, batizado de 'gap de gênero' por cientistas políticos, mede o distanciamento entre as preferências eleitorais femininas e masculinas e tem ganhado força no país desde 2018.'Está na mão das mulheres, em certa medida, a reeleição do Lula. Se o Flávio consegue quebrar essa rejeição que tem entre as mulheres, aí é um passo para vencer as eleições', afirmou à BBC News Brasil o cientista político Jairo Nicolau, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro 'O país dividido', que analisa as disputas presidenciais das últimas duas décadas. Segundo Nicolau, o fosso entre os votos de homens e mulheres já existia antes de 2018, mas era bem menor do que o observado agora.O pesquisador lembra que, em 2018, Jair Bolsonaro enfrentou maior rejeição entre mulheres jovens, mas venceu a eleição com margem pequena entre as eleitoras e margem muito ampla entre os eleitores. Já em 2022, o cenário se inverteu de forma inédita: Lula venceu com certa vantagem entre as mulheres e perdeu, por pouco, entre os homens, segundo os testes feitos por Nicolau a partir das pesquisas de intenção de voto daquele ano. Foi, segundo ele, a primeira vez que um candidato foi eleito vencendo em apenas um dos dois segmentos de gênero.O que mostram as pesquisas de 2026As sondagens deste ano indicam que o padrão pode se repetir. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest realizada no início de agosto, Lula tem 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 39%. No Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, a distância é menor: 45% a 44% em favor do presidente.A vantagem de Lula é puxada quase inteiramente pelo eleitorado feminino. Segundo a Genial/Quaest, 47% das mulheres dizem que votariam no presidente contra 35% que optariam por Flávio, uma diferença de doze pontos percentuais. A pedido da BBC News Brasil, o instituto Quaest detalhou essa preferência a partir da média de pesquisas feitas entre fevereiro e agosto: entre as mulheres nordestinas, Lula tem 62% contra 23% de Flávio; entre as mulheres negras, 55% a 24%; e entre as de renda de até dois salários mínimos, 52% a 29%. Por faixa etária, o presidente tem vantagem superior a dez pontos entre as mulheres mais jovens e as mais idosas, enquanto entre as eleitoras de 35 a 59 anos a diferença é menor, de 43% a 37%. Entre os homens, o quadro se inverte, mas com margem mais estreita: 44% declaram voto em Flávio contra 40% em Lula.O equilíbrio numérico do eleitorado reforça o peso do voto feminino no resultado final. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados pela reportagem, há 83,8 milhões de mulheres registradas para votar nesta eleição, o equivalente a 52,8% do total do eleitorado, cerca de 9 milhões a mais que os 74,8 milhões de homens habilitados a votar. A diferença reflete principalmente o fato de as brasileiras viverem, em média, mais que os homens.Reação de Flávio BolsonaroNo final de julho, Flávio Bolsonaro manifestou surpresa com a rejeição da maioria das mulheres ao seu nome nas pesquisas, defendendo que a direita tem propostas melhores em pautas como segurança pública e combate às drogas. 'Falta o quê? A gente comunicar melhor. Não dá para compreender como é que as pesquisas mostram, por exemplo, que as mulheres estão votando mais lá do que aqui', disse o senador, segundo a BBC News Brasil. 'Pergunta para uma mãe se ela quer o filho drogado. É a direita ou a esquerda que é contra as drogas? A esquerda faz programa de liberação de drogas.'A reportagem também observa que o aumento da diferença entre os votos femininos e masculinos tem sido acompanhado, nas redes sociais, por um crescimento de discursos que atacam o voto feminino. Trechos de podcasts com frases como 'o voto feminino é o erro da democracia ocidental' circulam em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram, segundo a BBC News Brasil.

MRMarina Rocha
Politics

Quaest: Tarcísio tem 40% contra 27% de Haddad e lidera 2º turno em SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 40% das intenções de voto na disputa pela reeleição, contra 27% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento, encomendado pela Globo, ouviu presencialmente 1.800 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.Os demais candidatos aparecem distantes dos dois líderes. Policial Edjane (Agir) registra 2%, enquanto Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP) têm 1% cada um, segundo a CartaCapital. Outros 14% disseram que votariam em branco, nulo ou não votariam, e 13% estavam indecisos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-06946/2026.Na comparação com a rodada anterior do instituto, divulgada em 29 de julho, Tarcísio oscilou um ponto para baixo, de 41% para 40%, e Haddad subiu um ponto, de 26% para 27%. A vantagem numérica do governador passou de 15 para 13 pontos percentuais, movimento dentro da margem de erro, de acordo com o Estadão Conteúdo.Segundo turno e recortes do eleitoradoTarcísio também lidera os cenários de segundo turno simulados pela Quaest contra Haddad, segundo a CNN Brasil. A CartaCapital informa que o governador segue favorito em eventual segundo turno contra o petista. Haddad é ex-prefeito da capital paulista e disputa o Palácio dos Bandeirantes após deixar o comando da Fazenda.O detalhamento por segmentos, publicado pelo G1, mostra que a vantagem de Tarcísio é maior entre eleitores evangélicos: 49% contra 17% de Haddad, com margem de erro de quatro pontos nesse grupo. Entre eleitores pretos, o petista aparece numericamente à frente, com 33% contra 27%, situação de empate técnico diante da margem de oito pontos do recorte. O instituto também mediu a avaliação da gestão estadual: 56% aprovam o governo Tarcísio e 31% desaprovam, segundo o G1.A mesma rodada mediu a corrida presidencial em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com Flávio Bolsonaro (PL) em 30% e o presidente Lula (PT) em 29%, dentro da margem de erro. Na disputa pelo Senado pelo estado, Derrite e Marina Silva têm 12% cada um, e Simone Tebet, 11%, em empate técnico, enquanto André do Prado registra 7%. As eleições acontecem em outubro.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Pesquisa Gerp mostra Flávio com 47% e Lula com 42% em cenário de 2º turno

Uma pesquisa da Gerp divulgada nesta quarta-feira (26) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro. Segundo o levantamento, publicado pelo Poder360, o candidato do PL tem 47% das intenções de voto, contra 42% do petista. Outros 8% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos dois, e 3% não souberam responder.O instituto ouviu 2.400 eleitores em todo o território nacional entre os dias 21 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03547/2026, custou R$ 20 mil e foi contratada pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo.No cenário de primeiro turno, a Gerp aponta Flávio com 38% e Lula com 37%, um empate técnico dentro da margem de erro. Atrás dos dois líderes aparecem Pablo Marçal (PRTB), com 4%, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%. A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos: 49% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula 'de jeito nenhum', ante 40% que rejeitam Flávio. Sobre o governo Lula, 51% desaprovam a gestão e 43% aprovam.Divergência com outras pesquisasO resultado da Gerp contrasta com o de outros institutos que têm medido a corrida presidencial. Uma pesquisa PoderData/Aya divulgada em 13 de agosto, também pelo Poder360, mostrou um cenário bem mais apertado no segundo turno, com Lula à frente por 46% a 45%, dentro da margem de erro. Naquele levantamento, o petista liderava o primeiro turno com 41% ante 35% de Flávio. A diferença entre os dois estudos, feitos por institutos distintos com semanas de intervalo, ilustra a instabilidade que tem marcado as pesquisas eleitorais nesta fase da campanha.Segundo o Poder360, o Tribunal Superior Eleitoral exige que todo instituto registre metodologia completa e financiamento das pesquisas divulgadas em ano eleitoral. A oscilação entre levantamentos reforça a recomendação de analistas de acompanhar a média de várias pesquisas, e não um único estudo isolado, para avaliar tendências na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

MRMarina Rocha
Elections

TRE-SP reverte uma das decisoes que tornavam Marcal inelegivel

O Tribunal Regional Eleitoral de Sao Paulo (TRE-SP) reverteu, na terca-feira (25), uma das decisoes que haviam tornado Pablo Marcal, hoje candidato a Presidencia pelo PRTB, inelegivel ate 2032. A informacao foi divulgada pelo site O Antagonista.Por cinco votos a um, o tribunal afastou a existencia de abuso de poder e uso indevido das redes sociais durante a campanha de Marcal a prefeitura de Sao Paulo nas eleicoes municipais de 2024. A acao havia sido ajuizada pelo diretorio municipal do PSB, que apontava dez irregularidades cometidas pelo entao candidato durante o pleito, mas foi julgada improcedente pelo colegiado.O unico voto vencido foi o do juiz Claudio Lagroiva, relator original do processo, que considerou que Marcal ultrapassou os limites da liberdade de expressao ao propagar informacoes falsas e discursos que incitam o odio. Segundo ele, o uso reiterado de termos inflamados como 'ditadura' e 'censura', veiculados por candidato dotado de expressivo alcance nas redes sociais, possui gravidade suficiente para solapar a confianca no sistema eletronico de votacao e comprometer a normalidade do pleito.Ja o juiz Regis de Castilho, autor do voto vencedor, argumentou que o discurso de Marcal nao representou ameaca ao funcionamento da Justica Eleitoral. Nao ha no sistema juridico, inclusive na Constituicao Federal, qualquer linha que impeca criticas ao Poder Judiciario, afirmou, acrescentando que decisoes do Judiciario podem ser sim criticadas, assim como o Legislativo e o Executivo. O voto de Castilho foi acompanhado pelos desembargadores Roberto Maia e Mairan Maia Junior e pelas juizas Claudia Bedotti e Danyelle Galvao.Outros processos seguem em abertoA decisao de terca-feira nao encerra as pendencias juridicas de Marcal. Segundo o CartaCapital, o TRE-SP tambem havia revertido, em novembro de 2025, a condenacao a inelegibilidade em outro processo, relativo a venda de apoio do influenciador a candidatos a vereador em troca de doacoes via Pix para sua campanha de 2024. Naquele caso, o relator Lagroiva concluiu nao haver provas suficientes para sustentar a condenacao original, imposta em primeira instancia pelo juiz Antonio Maria Patino Zorz.Ainda ha, porem, um terceiro processo pendente: o chamado campeonato de cortes, estrategia de campanha de 2024 que estimulava colaboradores a produzir e divulgar videos de Marcal nas redes sociais. Nesse caso, o TRE-SP manteve a condenacao por 4 votos a 3 e aplicou multa de 420 mil reais ao influenciador. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda precisa julgar recursos sobre esse e outros processos envolvendo Marcal antes que sua situacao eleitoral esteja definitivamente resolvida.

MRMarina Rocha
Politics

PEC da Segurança será analisada na CCJ do Senado na próxima quarta

A chamada PEC da Segurança, uma das prioridades legislativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro. A informação foi confirmada à GloboNews pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), segundo reportagem do G1. 'Agora que o relatório está pronto, vamos pautar na reunião da próxima quarta', afirmou o senador.A proposta busca endurecer o combate ao crime organizado, ampliar os instrumentos de enfrentamento a facções criminosas e alterar dispositivos constitucionais ligados à segurança pública. O texto foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados em 4 de março deste ano, mas ficou parado no Senado desde 10 de março. Segundo o G1, a proposta só foi despachada para a CCJ na sexta-feira anterior (21 de agosto), depois de uma conversa entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), movimento que parlamentares governistas interpretaram como sinal de retomada da tramitação de pautas de interesse do Palácio do Planalto.Relator manteve texto da CâmaraO relator da matéria na CCJ é o senador Rogério Carvalho (PT-SE), aliado de Lula, que decidiu manter integralmente a versão aprovada pelos deputados. Com isso, caso a proposta seja aprovada pelos senadores sem alterações, ela não precisará retornar à Câmara para nova votação, o que acelera a tramitação. Carvalho argumenta que o texto já é resultado de ampla negociação envolvendo governadores, secretários estaduais de Segurança Pública, forças policiais e representantes da sociedade civil, e que mudanças nesta fase poderiam atrasar a promulgação.Entre os principais pontos da PEC estão o endurecimento do tratamento a chefes e integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade, que passarão a cumprir pena em presídios de segurança máxima com regras mais rígidas e menos benefícios; a possibilidade de expropriação, sem indenização, de dinheiro, imóveis e outros bens ligados a atividades criminosas; e a autorização para que municípios ampliem a atuação das guardas municipais em policiamento ostensivo e comunitário. A proposta original enviada pelo governo previa maior papel da União na coordenação das políticas de segurança pública, mas essa parte enfrentou resistência de governadores e da oposição durante a tramitação na Câmara, que temiam interferência federal sobre competências estaduais. Por isso, os deputados aprovaram uma versão mais enxuta, que reduziu a participação da União em relação à proposta original do Planalto.A votação na CCJ ocorrerá na mesma sessão em que está prevista a análise da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, outra prioridade do governo. Em ambos os casos, senadores ainda podem apresentar pedido de vista, mecanismo que adia a deliberação para permitir mais tempo de análise. Segundo o G1, bastidores do Senado indicam que a PEC da Segurança reúne mais consenso entre os parlamentares do que a proposta sobre jornada de trabalho e tem maiores chances de avançar rapidamente.Se aprovada pela CCJ, a PEC seguirá para votação em plenário, onde precisará do apoio de pelo menos três quintos dos senadores, em dois turnos, para ser promulgada. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, não há sanção presidencial.

MRMarina Rocha
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Caiado defende anistia e polícia sul-americana em sabatina da Globo

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, foi entrevistado nesta terça-feira (25) pela Globo, em sabatina conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A entrevista integra uma série com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo instituto Quaest em 14 de agosto, e foi a primeira a ser exibida após o Jornal Nacional, e não mais durante o telejornal.Segundo a BBC News Brasil, Caiado defendeu o envio ao Congresso Nacional de um projeto de anistia para todos os condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram depredados em Brasília. O candidato disse que a medida busca pacificar o país e encerrar o que chamou de processo de revanche eterna. Para justificar a proposta, ele comparou a situação à anulação das condenações do presidente Lula na Operação Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a Corte também teria concedido anistia ao petista.Checagem aponta erro na comparação com LulaA equipe de checagem do Fato ou Fake, do G1, classificou essa declaração como falsa. Em março de 2021, o STF anulou quatro processos contra Lula por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba, então sob responsabilidade do juiz Sergio Moro, não era o foro competente para julgá-lo. O relator, ministro Edson Fachin, não avaliou o mérito das acusações nem declarou Lula inocente: a decisão tratou de vício processual, restabelecendo os direitos políticos do petista. Isso é juridicamente distinto de anistia, que segundo o glossário do Senado é o perdão concedido por lei a quem cometeu um ato sujeito a punição, e que é atribuição exclusiva do Congresso Nacional, não do Judiciário.Ainda de acordo com a BBC, Caiado defendeu a criação de uma força policial multinacional formada por países da América do Sul, batizada de Sulpol em seu programa de governo e inspirada na Europol europeia. Segundo o candidato, agentes de outros países sul-americanos poderiam atuar em território brasileiro em casos de contrabando, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas, e agentes brasileiros teriam a mesma liberdade nos países vizinhos. O Brasil é a Disneylândia do narcotráfico, disse Caiado, segundo a reportagem. Questionado se autorizaria ações dos Estados Unidos em solo brasileiro, algo diretamente ligado ao anúncio recente do governo americano de medidas contra o narcotráfico na América Latina, ele respondeu que não via necessidade, defendendo que os dez países sul-americanos deveriam resolver o problema entre si.Sobre segurança pública, Caiado afirmou que 60 milhões de brasileiros estão em condição de hoje escravizados pelo narcotráfico. O G1 classificou a declaração como fato, com ressalvas: uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o Datafolha, divulgada em maio, estima que 68 milhões de brasileiros (41% da população) percebem a presença de grupos criminosos ligados a tráfico ou milícias em seu bairro, mas apenas 12% dos entrevistados disseram ter sido obrigados a contratar serviços oferecidos por criminosos. Já a afirmação de que 38 milhões de eleitores não votaram na última eleição presidencial foi classificada como imprecisa: os dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram 32,7 milhões de abstenções no primeiro turno de 2022 e 32,1 milhões no segundo.Caiado também afirmou que 80% da população brasileira está tomada por dívidas, declaração confirmada pelo G1 com base em levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC): em julho, 82% das famílias brasileiras estavam endividadas, o maior nível da série histórica da entidade. Na entrevista, o candidato disse ainda que pretende revisitar a reforma tributária desenhada pelo economista Bernard Appy, propondo ajustes para reduzir a carga sobre autônomos e microempreendedores, e afirmou que fará uma reforma da Previdência, sem detalhar se pretende alterar a idade mínima para aposentadoria. A série de sabatinas da Globo segue nos próximos dias com Renan Santos (Missão), Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).

MRMarina Rocha
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Economistas mantêm ceticismo sobre ajuste fiscal, seja com Lula ou Flávio

A eleição presidencial de outubro apresenta aos eleitores brasileiros uma disputa acirrada entre esquerda e direita, mas investidores veem poucas diferenças reais na frente fiscal entre os dois principais candidatos, segundo reportagem da agência Reuters publicada pela Folha de S.Paulo. A avaliação de analistas de mercado é que a dívida pública do país deve continuar aumentando independentemente de quem vencer a corrida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).Flávio tem criticado duramente a política econômica do governo atual em sua tentativa de derrotar Lula, que aparece com vantagem apertada nas pesquisas eleitorais. Segundo a reportagem, analistas já precificam uma eventual vitória de Lula seguida por um ajuste fiscal pequeno, capaz apenas de desacelerar o ritmo de crescimento da dívida, sem revertê-lo. Os mercados, no entanto, demonstram ceticismo de que qualquer um dos dois candidatos consiga iniciar de forma crível uma mudança significativa na trajetória do endividamento público.O tamanho do desafio fiscalEstabilizar a dívida brasileira até 2031 exigiria um esforço fiscal de pelo menos 2,5 pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a cerca de R$ 350 bilhões, segundo cálculo de Roberto Secemski, economista-chefe para o Brasil do banco Barclays, em Nova York. Para ele, esse tipo de ajuste esbarra na rigidez orçamentária do país e num Congresso fragmentado, o que torna o esforço "excepcionalmente difícil" independentemente de quem ocupe o Planalto."Parece improvável que qualquer um dos candidatos consiga promover um esforço fiscal completo [dessa magnitude]", avaliou Secemski.O economista do Barclays destacou que as primeiras medidas adotadas pelo vencedor da eleição servirão como um indicativo importante para os investidores, já que precisam ser suficientemente robustas para convencer o mercado de que novas ações de ajuste virão em seguida.Números da dívida e do déficitDados do Banco Central citados pela reportagem mostram que o déficit nominal brasileiro teve média de 8,6% do PIB entre 2023 e 2025, e subiu para 9,99% do PIB nos 12 meses encerrados em junho. A dívida bruta do governo geral atingiu 81,9% do PIB, uma alta de 3,3 pontos percentuais no período recente considerado pela análise.O cenário eleitoral acrescenta outra camada de incerteza sobre a capacidade de qualquer presidente eleito de aprovar medidas de ajuste. Além do Palácio do Planalto, os eleitores também vão escolher em outubro todos os 513 deputados federais e 54 dos 81 senadores, o que torna a composição do próximo Congresso um fator determinante para a viabilidade de qualquer proposta fiscal, seja ela de Lula ou de Flávio Bolsonaro.

MRMarina Rocha
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Pesquisas Quaest em 17 estados e no DF expõem mapa desigual entre Lula e Flávio

O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apenas um ponto à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026, com 45% contra 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno, segundo dados consolidados até a segunda-feira (24/8). O placar nacional apertado, porém, esconde um cenário bem mais desigual quando os institutos de pesquisa vão a campo estado por estado: uma rodada de pesquisas Quaest divulgada nesta semana em diversas unidades da federação mostra Lula com vantagens de até 30 pontos percentuais em alguns redutos nordestinos, enquanto Flávio lidera com folga em estados do Sul.Segundo o agregador da BBC, Lula ultrapassou Flávio no segundo turno em maio, após a revelação da ligação do filho de Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro. Já uma pesquisa Genial/Quaest feita no início de agosto apontava vantagem um pouco maior para o presidente, de 44% a 39% no cenário de segundo turno, distância que o agregador da emissora britânica reduziu ao incorporar outros levantamentos nacionais mais recentes.No detalhamento por estado, divulgado pela Quaest com entrevistas realizadas entre 20 e 23 de agosto e reportado pelo G1, os contrastes regionais aparecem com nitidez. Em Alagoas, Lula tem 44% contra 29% de Flávio, uma vantagem de 15 pontos. No Maranhão, a distância passa de 30 pontos, com o petista somando 58% ante 20% do senador do PL. Já no Paraná o quadro se inverte: Flávio aparece com 41% e Lula com 23%, uma vantagem de 18 pontos para o candidato bolsonarista. Em Minas Gerais e no Distrito Federal a disputa está dentro da margem de erro, com os dois candidatos tecnicamente empatados.Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, a Quaest encontrou um empate técnico ainda mais apertado: Flávio aparece numericamente à frente, com 30%, contra 29% de Lula, diferença de um ponto dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, segundo reportagem da revista Veja. O levantamento paulista, encomendado pela Globo, ouviu 1.800 eleitores entre 21 e 24 de agosto.Voto feminino pesa a favor de LulaParte da vantagem nacional de Lula vem do eleitorado feminino, segundo reportagem da BBC News Brasil assinada pela jornalista Mariana Schreiber. Pela média das pesquisas Genial/Quaest de fevereiro a agosto, a preferência das mulheres pelo petista é puxada sobretudo por eleitoras nordestinas (62% a 23%), pretas (55% a 24%) e de renda até dois salários mínimos (52% a 29%). Entre os homens, o quadro se inverte de forma mais moderada: 44% declaram voto em Flávio contra 40% em Lula. O cientista político Jairo Nicolau, da Fundação Getúlio Vargas, avalia que essa diferença de gênero, mais acentuada desde 2018, pode ser decisiva porque as mulheres são maioria do eleitorado: segundo o Tribunal Superior Eleitoral, são 83,8 milhões de eleitoras registradas contra 74,8 milhões de eleitores homens.A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente em 16 de agosto, com 13 candidaturas registradas no TSE. No primeiro debate entre presidenciáveis, promovido pelo Grupo Bandeirantes no domingo (23/8), participaram apenas Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado; Lula e Flávio não compareceram. Pablo Marçal (PRTB), inelegível até 2032, protocolou candidatura e passou a pontuar em pesquisas recentes, mas foi impedido pelo TSE de participar dos debates, fazer campanha ou usar o fundo eleitoral.

MRMarina Rocha
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TSE detalha regras sobre uso de IA em propaganda eleitoral para 2026

As eleicoes de 2026 serao as primeiras realizadas no Brasil apos a popularizacao de ferramentas de inteligencia artificial capazes de produzir imagens, audios e videos cada vez mais realistas. Diante desse cenario, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou as regras para o uso da tecnologia durante a campanha, por meio da Resolucao no 23.755, aprovada em 2 de marco, que altera a norma de propaganda eleitoral em vigor desde 2019, segundo o G1. As regras sobre o conteudo que circula na internet relacionado as eleicoes vem ganhando novas camadas a cada pleito, o que tem levado a um cenario cada vez mais complexo, avalia a Folha de S.Paulo.O uso de inteligencia artificial na propaganda eleitoral continua permitido, mas passa a ser obrigatorio informar que o conteudo foi gerado por IA, com aviso explicito, em local destacado e de facil visualizacao, inclusive em material impresso. Entre as novidades de 2026 esta a proibicao da circulacao de conteudos gerados por IA nas 72 horas que antecedem a eleicao e nas 24 horas seguintes a votacao. A corte tambem determinou que plataformas de IA, como o ChatGPT e o Gemini, nao podem recomendar candidatos nem ranquear candidaturas, mesmo que o usuario solicite.Onus da prova invertido divide especialistasUma das mudancas mais discutidas e a possibilidade de os juizes eleitorais inverterem o onus da prova em representacoes que envolvam uso de inteligencia artificial, quando for excessivamente oneroso ao autor da acao comprovar tecnicamente a manipulacao digital. Na pratica, quem for acusado de produzir conteudo falso com IA pode ter de provar que nao houve fraude ou explicar como o material foi feito.A medida divide juristas ouvidos pelo G1. Fabiano Garrido, diretor do Instituto Democracia em Xeque, considera a mudanca positiva porque reconhece uma assimetria tecnica evidente: muitas vezes e extremamente dificil para quem foi alvo de um conteudo manipulado demonstrar tecnicamente a fraude. Ja o advogado eleitoral Guilherme Barcelos chama a medida de incabivel:A inversao do onus da prova, nesse caso, impoe ao representado, portanto, ao reu, o dever de demonstrar que o conteudo nao e manipulado. Isso conflita com os parametros do direito eleitoral sancionador e pode significar, na pratica, uma especie de confissao forcada ou a exigencia de produzir uma prova extremamente dificil: provar que nao praticou a irregularidade.Remocao de conteudo e regras para eleitores comunsO TSE tambem ampliou as hipoteses em que plataformas devem remover ou tornar indisponiveis, sem necessidade de decisao judicial, conteudos que ataquem a integridade do sistema eletronico de votacao, incitem crimes contra o Estado Democratico de Direito, incentivem a ruptura da ordem constitucional ou configurem violencia politica contra a mulher. Campanhas tambem terao de identificar de forma inequivoca publicacoes patrocinadas e divulgar quanto foi gasto no impulsionamento, segundo o advogado eleitoral Acacio Miranda, para quem o eleitor tem direito, dentro da transparencia da publicidade, de saber quanto custou o impulsionamento daquela publicacao.Para os eleitores comuns, a manifestacao do pensamento na internet segue livre, mas deve ser identificavel, ou seja, nao anonima, segundo a Folha. A manifestacao pode ser limitada quando ofender a honra ou a imagem de candidatos, partidos ou coligacoes, ou quando divulgar fatos sabidamente inveridicos. Apenas candidaturas e partidos podem pagar para impulsionar posts de propaganda eleitoral, sempre em beneficio de quem concorre, nunca para atacar um adversario: quem impulsionar de forma irregular pode pagar multa de R$ 5.000 a R$ 30 mil, conforme o valor investido. A advogada eleitoral Emma Roberta Bueno explica que o proprio candidato beneficiado pode ser multado se tinha conhecimento previo, e que a Justica pode usar uma curtida ou comentario dele como prova.A resolucao tambem proibe o pagamento a pessoas fisicas ou juridicas, inclusive por meio de rankings ou premiacoes, para produzir conteudo politico-eleitoral em seus perfis, pratica associada ao chamado concurso de cortes promovido pelo entao candidato Pablo Marcal (PRTB) nas eleicoes municipais de Sao Paulo em 2024. Em 2024, o TSE tambem criou uma biblioteca de transparencia para as plataformas que oferecem impulsionamento pago, o que reduziu o numero de empresas habilitadas: em 2026, apenas Meta (dona de Facebook e Instagram) e Kwai devem manter esse servico, segundo a Folha.

MRMarina Rocha
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Lula defende investimentos em Defesa em cerimônia no QG do Exército

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira (25) a ampliação dos investimentos em Defesa durante a cerimônia do Dia do Soldado, realizada no quartel-general do Exército, em Brasília, segundo o O Globo e o G1. Em rápido pronunciamento a jornalistas após o evento, o presidente afirmou que 'a defesa não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro' e disse que o tema entra como prioridade da política brasileira.Segundo o G1, Lula destacou as dimensões territoriais do país para justificar o investimento no setor: 'Um país com fronteira terrestre, marítima, reserva florestal, minerais críticos. E nem sabemos tudo o que temos, petróleo. A defesa não pode ser pra quando sobrar dinheiro, temos que preparar o país, não para a guerra, mas pra paz, e defender nosso território e riquezas', disse o presidente, segundo a reportagem.O evento também marcou a primeira participação de mulheres soldadas em um desfile militar do Dia do Soldado, fato celebrado por Lula em sua fala. Participaram da cerimônia o ministro da Defesa, José Múcio, o comandante do Exército, Tomás Paiva, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, de acordo com o O Globo.Discurso contrasta com números do OrçamentoApesar do discurso, dados do sistema Siga Brasil, citados pelo O Globo, mostram que o governo Lula desembolsou 11% a menos em investimentos nas Forças Armadas do que a gestão anterior. Entre 2023 e 2026, o atual governo reservou R$ 40,7 bilhões para investimentos em Exército, Marinha e Aeronáutica, ante R$ 45,7 bilhões usados pelo governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022.O presidente já havia defendido o tema em outras ocasiões recentes. Durante a convenção nacional do PT em São Paulo, no início do mês, quando teve sua candidatura à reeleição chancelada, Lula pediu à esquerda que parasse com essa 'bobagem' de não priorizar a defesa, citando os 16,8 mil quilômetros de fronteira seca e os 8 mil quilômetros de fronteira marítima do país. Na semana anterior, em visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP), ele também prometeu buscar recursos para concluir o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.Questionado pela imprensa sobre as apurações da Polícia Federal que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o presidente não respondeu e deixou o local, segundo o G1. O tema tem sido usado pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, principal opositor de Lula na corrida eleitoral.

MRMarina Rocha
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Presidente do TSE avalia desistir de selo de acurácia para institutos de pesquisa

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, avalia desistir da criação de um "selo de acurácia" para institutos de pesquisa nas eleições de 2026, depois de sofrer uma série de críticas à ideia de premiar empresas que mais se aproximarem dos resultados das urnas. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.Segundo o jornal, quarenta dias após a proposta ser apresentada, a avaliação do magistrado é de que a receptividade não foi boa, tanto entre os institutos de pesquisa, que viram na iniciativa um erro, quanto entre colegas na própria corte eleitoral. Ainda assim, Kassio tem dito a auxiliares que o selo não está descartado e pode ser adotado em eleições futuras.A ideia foi apresentada pelo ministro em 14 de julho, em reunião com representantes de 16 institutos de pesquisa. A proposta previa uma premiação às empresas cujos levantamentos, na reta final da campanha, mais se aproximassem dos resultados das eleições gerais. A audiência com os institutos foi convocada depois que o próprio Kassio impôs restrições a uma pesquisa da Atlas/Bloomberg que apontou queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto para um dos candidatos, segundo a Folha.Além do selo, o TSE estuda outras medidas para regulamentar as pesquisas eleitorais e dar mais transparência às metodologias usadas pelos institutos. Pessoas próximas ao presidente do tribunal afirmam que ele trata essa agenda como prioridade de sua gestão, mas reconhece que o debate sobre o uso de inteligência artificial nas eleições é mais urgente no momento.Prioridade nas deepfakesUm dos casos que pressiona o TSE é o uso de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela campanha do filho dele, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Auxiliares de Kassio dizem que o caso deve ir a julgamento em plenário "em breve" e que o próprio presidente do TSE deve votar para proibir de forma abrangente os chamados deepfakes, o que representaria um recuo em relação a uma sinalização anterior dele, favorável à proibição de vídeos artificiais críticos mas à liberação de conteúdo positivo gerado por IA, numa espécie de "IA do bem".

MRMarina Rocha
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Renda do trabalho estabiliza após bater recorde no governo Lula

A renda média do trabalho no Brasil mostrou sinais de acomodação nos últimos meses após atingir recorde durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados pela Folha de S.Paulo. O rendimento médio renovou a máxima da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) no trimestre encerrado em março deste ano, quando chegou a R$ 3.795 por mês. Nos meses seguintes, o indicador recuou levemente: R$ 3.776 no trimestre até abril, R$ 3.743 até maio e R$ 3.738 até junho.A Pnad Contínua, iniciada em 2012, mede a renda real habitualmente recebida em todos os trabalhos, já ajustada pela inflação. O cálculo soma os rendimentos de todas as atividades profissionais e divide o total pelo número de pessoas ocupadas, o que significa que tanto a entrada de trabalhadores com salários mais altos quanto a abertura de vagas de menor remuneração podem alterar a média para cima ou para baixo.Ao longo do terceiro mandato de Lula, o rendimento médio acumulou alta de quase 13%. A comparação usa o dado mais recente, do trimestre até junho de 2026 (R$ 3.738), e o valor registrado nos últimos três meses de 2022 (R$ 3.310), ainda sob o governo de Jair Bolsonaro (PL). Naquele momento, o mercado de trabalho ainda tentava se recuperar dos efeitos da pandemia de Covid-19: o menor patamar de toda a série histórica foi observado no trimestre até dezembro de 2021, quando a renda média caiu para R$ 3.061.Desaceleração esperadaPara especialistas ouvidos pela Folha, a acomodação recente pode antecipar uma desaceleração mais ampla do mercado de trabalho, associada ao cenário de juros elevados usado pelo Banco Central para conter a inflação. "O ano de 2026 ainda é positivo para a renda, mas menos do que os últimos. É um cenário de desaceleração, de crescimentos menores. A perspectiva daqui para frente é de uma certa acomodação", afirmou o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, à reportagem.Entre as medidas adotadas pelo governo Lula para elevar a renda dos trabalhadores está o reajuste do salário mínimo acima da inflação. A retomada dos últimos anos também ocorreu em um contexto de desempenho positivo do PIB (Produto Interno Bruto), o que, segundo analistas, aumentou a demanda por mão de obra e ajudou a puxar os salários para cima.A desigualdade regional segue marcada. No segundo trimestre de 2026, a renda média mensal variou de R$ 2.284 no Maranhão a R$ 6.171 no Distrito Federal, que tradicionalmente lidera o ranking por concentrar cargos de alto escalão do funcionalismo público em Brasília. São Paulo aparece em segundo lugar, com R$ 4.447, o quarto maior valor da própria série histórica do estado. Já o Amazonas é a única unidade da Federação em que a renda média do período (R$ 2.771) segue abaixo do patamar do início da série, em 2012 (R$ 2.914).

MRMarina Rocha
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MP pede multa diária de R$ 100 mil a Nunes por contrato de iluminação irregular

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da SP Regula, João Manoel da Costa Neto, sejam intimados a cumprir decisões judiciais relacionadas ao contrato de iluminação pública da capital paulista, sob pena de multa diária individual de R$ 100 mil, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quarta-feira (26).O órgão quer que a gestão Nunes e a agência reguladora municipal retomem e concluam, em até 120 dias, uma concorrência internacional aberta em 2015 para o setor de iluminação pública. O pedido, apresentado na última quinta-feira (20), também exige o envio mensal à Justiça de relatórios sobre as providências adotadas pela prefeitura.A exigência do Ministério Público busca respaldo em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determina a reinclusão de um participante irregularmente excluído do processo licitatório. A conclusão se tornou definitiva em 18 de dezembro de 2024, com o trânsito em julgado da sentença.Diferença bilionária entre propostasRetirado da disputa à época, o consórcio Walks apresentava uma proposta cujo valor total ao longo de 20 anos custaria aos cofres municipais cerca de R$ 1,3 bilhão a menos do que o proposto pela Ilumina SP. A atual concessionária assinou o contrato de parceria com o município em 2018, no valor aproximado de R$ 6,9 bilhões.Embora a contratação não tenha ocorrido na atual gestão, o Ministério Público pede a aplicação de penalidades aos gestores municipais atuais sob a alegação de que a determinação do Supremo ainda não foi cumprida pela prefeitura. A PGM (Procuradoria-Geral do Município), órgão responsável pela defesa jurídica da administração Nunes, nega que a decisão do STF esteja sendo descumprida. A prefeitura, por meio da SP Regula, afirma ainda que a concessão beneficia a cidade, já que a contratação da Ilumina SP teria permitido ampla modernização do parque de iluminação pública. A concessionária também nega irregularidades e diz que todos os pontos do certame foram investigados e esclarecidos.

MRMarina Rocha
Flavio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro faz primeira visita ao Nordeste com centrão ausente

A primeira agenda de campanha de Flávio Bolsonaro no Nordeste expôs o isolamento político do candidato do PL à Presidência na região, considerada decisiva para o resultado da eleição. Segundo a Folha de S.Paulo, o presidenciável foi recepcionado nesta terça-feira (25) em Maceió apenas por políticos e militantes de direita, viu aliados de outros partidos evitarem o palanque e apostou no apoio de líderes religiosos para tentar ampliar sua base na região.A falta de apoio mais amplo chamou atenção justamente em Alagoas, estado do vice na chapa de Flávio, o deputado Alfredo Gaspar. Segundo aliados do candidato ouvidos pela reportagem, a dificuldade reflete o cenário que a candidatura bolsonarista enfrenta em todo o Nordeste por causa da popularidade do presidente Lula (PT) na região. A estratégia da campanha, segundo esses aliados, é trabalhar agora por alianças que só devem se tornar públicas em um eventual segundo turno.O histórico eleitoral recente ajuda a explicar a cautela. Em 2022, Lula venceu a eleição nacional com uma vantagem de apenas 2,1 milhões de votos sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL), resultado fortemente influenciado pela margem de 12,5 milhões de votos que o petista obteve no Nordeste. Diante desse cenário, a campanha de Flávio Bolsonaro tenta reduzir a diferença na região com o apoio de governadores eleitos já no primeiro turno, em estados onde enfrentam candidatos apoiados pelo PT.Neutralidade tática na primeira faseSegundo a Folha, o plano da campanha prevê que, nesta primeira etapa, candidatos do centrão e do centro-direita coligados ao PL permaneçam neutros na disputa presidencial, para não arriscar perder votos do eleitorado lulista, sobretudo no interior dos estados. Só numa segunda fase, já com as disputas estaduais decididas, esses aliados devem atuar abertamente contra Lula e o PT.Por essa razão, o PL apoiou candidaturas a governos estaduais e ao Senado sem exigir reciprocidade pública imediata. É o caso de ACM Neto (União Brasil) na Bahia, de Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e de Joel Rodrigues (PP) no Piauí. O partido também apoia Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, mesmo sem expectativa de declaração de voto futura. Na Bahia, ACM Neto rivaliza com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) mas declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência, evitando um confronto direto com Lula. Como a disputa estadual baiana tende a se decidir no primeiro turno, aliados de Flávio e de Neto afirmam que a promessa é que o político baiano se engaje na campanha nacional após a eleição local.A reportagem da Folha é, até o momento, a única fonte disponível sobre os detalhes dessa agenda em Maceió; outros veículos ainda não publicaram cobertura própria do episódio.

MRMarina Rocha
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Governo reduz previsão de gastos da Previdência em R$ 5 bi para 2027

O governo federal reduziu em R$ 5 bilhões a estimativa de gastos da Previdência Social para 2027. Segundo o G1, as despesas com aposentadorias e outros benefícios devem somar R$ 1,218 trilhão no próximo ano, conforme projeção apresentada nesta terça-feira (25) ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Na estimativa divulgada em agosto, o valor previsto era de R$ 1,223 trilhão.Mesmo com o corte, a projeção para 2027 representa uma alta de 7,92% em relação à previsão de gastos para 2026, que é de R$ 1,129 trilhão. A revisão foi aprovada por unanimidade pelo CNPS.De acordo com o G1, a mudança na estimativa ocorreu depois que o governo incorporou o efeito do crescimento no número de concessões de benefícios e da implementação de medidas para reduzir a fila de requerimentos à espera de análise do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho, o menor patamar em 21 meses. No acumulado do ano, a redução da fila chegou a 74%.Mais benefícios pagos, mais despesaA redução da fila de pedidos represados tem um efeito direto sobre as contas públicas: quanto mais rápido o INSS analisa e concede os benefícios, maior é o volume de pagamentos feitos pela Previdência. Por isso, mesmo com o corte na projeção total, a maior parte do dinheiro previsto para 2027 será destinada ao pagamento de benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. Para esse grupo específico, a previsão é de R$ 1,161 trilhão, uma alta de 8,76% em relação à projeção para 2026.O espaço orçamentário aberto pela redução de R$ 5 bilhões nas despesas previdenciárias poderá agora ser usado pelo governo na elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto, segundo o G1.

MRMarina Rocha
Elections

Moro processa ex-juíza que o acusa de agressão; audiência é antes das eleições

A Justiça do Paraná marcou para 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno das eleições, a audiência de conciliação do processo movido pelo senador Sergio Moro (PL) contra a ex-juíza federal Luciana Dias Bauer, segundo apurou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Moro, hoje candidato ao governo do Paraná, pede ao menos R$ 100 mil de indenização por danos morais.A ação foi apresentada em janeiro deste ano, depois de Bauer afirmar em entrevista à TV 247 que havia sido agredida por Moro em 2016, quando os dois eram juízes federais em Curitiba. Segundo reportagem do Brasil 247, o processo tramita na 6ª Vara Cível de Curitiba, sob o número 0002520-98.2026.8.16.0001, e foi distribuído em 27 de janeiro.O que Bauer relatouNa entrevista à TV 247, Bauer disse que o episódio ocorreu após ela determinar, durante um plantão judicial, o cumprimento de um habeas corpus que libertava um preso, em atendimento a uma decisão de instância superior. Segundo seu relato, servidoras ligadas à 13ª Vara Federal teriam tentado demovê-la da decisão, e ao revisar os processos posteriormente ela teria constatado que a ordem havia sumido do sistema eletrônico: "Eu vi que foi apagado", afirmou, de acordo com o Brasil 247.Bauer relatou que o suposto ataque aconteceu logo depois, dentro de um elevador reservado a magistrados. "Assim que fechou o elevador, ele segurou a minha garganta", disse a ex-juíza, segundo a mesma reportagem, acrescentando que Moro teria ordenado que ela ficasse quieta.A defesa de MoroNa petição inicial da ação, os advogados de Moro classificam as declarações de Bauer como "imputações gravíssimas e manifestamente falsas" e argumentam que atingiram a honra, a imagem e a reputação do senador. A defesa chama o relato da ex-juíza de "fábula vingativa" e sustenta que a acusação só foi tornada pública quase dez anos após o episódio narrado, sem registro de boletim de ocorrência nem representação formal à Corregedoria do TRF-4 na época dos fatos, segundo a reportagem do Brasil 247. Moro nega ter agredido a ex-colega.A data da audiência de conciliação, marcada para poucos dias antes do primeiro turno das eleições de outubro, deve manter o caso em evidência durante a reta final da campanha de Moro ao governo paranaense. Até o momento, não há registro público de perícia técnica ou de outras provas que confirmem ou refutem o relato de Bauer sobre o episódio no elevador.

MRMarina Rocha
Politics

Debates radicais em podcasts viram formato de campanha e geram engajamento

Debates hostis entre pré-candidatos radicais em podcasts se tornaram um formato recorrente da campanha eleitoral de 2026 e têm gerado grande engajamento nas redes sociais, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. O caso mais citado envolveu o historiador Jones Manoel (PSOL) e o vereador Eduardo Moura (Novo), pré-candidatos a deputado federal por Pernambuco, em um confronto de mais de três horas no dia 22 de julho.O debate foi promovido pelo podcast Fala Ordinário, braço do perfil Recife Ordinário, que soma 2,2 milhões de seguidores no Instagram, segundo a Folha. O episódio mobilizou tanta expectativa que bares do Recife exibiram a transmissão ao vivo em telões, como se faz em decisões de futebol. Antes de começar, Moura chegou a avisar que não iria comparecer, gerando desespero no apresentador Gabriel Oliveira, mas surpreendeu ao aparecer de última hora, e o clima de desconfiança já deu o tom do que viria a seguir.A troca de ofensas marcou o encontro. Jones chamou Moura de "canalha", "desequilibrado", "misógino", "imbecil", "surtado" e "vagabundo", enquanto Moura chamou o adversário de "lixo humano", "semianalfabeto", "frouxo" e "escória", chegando a dizer que ele merecia pena de morte e prisão. O momento de maior tensão veio quando Moura perguntou a Jones se ele defendia estupros cometidos pelo Hamas contra mulheres na guerra contra Israel, ao que o historiador respondeu acusando Israel de cometer estupros em massa e genocídio em Gaza, segundo o relato da Folha."Ficou um clima bem pesado, os gritos e xingamentos estavam tão altos que quem estava de fora escutava", disse o apresentador Gabriel Oliveira à reportagem. Ele afirmou ter saído do estúdio incomodado com o rumo da conversa, mas reconheceu depois o efeito do bate-boca sobre o público: "A briga, a baixaria, eu realmente não gosto, mas para uns pode ser legal." Segundo ele, mais de 20 mil pessoas acompanharam a transmissão simultaneamente pelo YouTube nos momentos de pico.Desdobramentos na JustiçaO bate-boca teve consequências além das redes. Segundo reportagem do portal Jamildo, Jones Manoel obteve na Justiça uma tutela de urgência que determina a remoção de vídeos que o associam à apologia ao estupro, sob multa diária de R$ 1 mil para Moura e para o pré-candidato a deputado estadual Gabriel Asafe (Missão), que também replicou o conteúdo. Na decisão, o juiz do caso escreveu que "a própria documentação juntada indica que o autor, durante o debate, manifestou expressamente repúdio à violência sexual", o que fragilizaria a narrativa divulgada depois nas redes. Jones também pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito contra Moura por suposta posse de material de abuso infantil, com base em uma fala do vereador durante o programa.Eduardo Moura chamou a decisão judicial de censura em discurso na Câmara Municipal do Recife, dizendo ter "feito o debatedor assumir a verdade dele". Já a vereadora Liana Cirne (PT) criticou publicamente a postura do colega: "Não conte comigo para concordar com esse tipo de prática que viola a moral, a intimidade e os direitos da criança e do adolescente." O episódio ilustra como, segundo a Folha, debates radicalizados em podcasts viraram estratégia deliberada de pré-candidatos para ganhar visibilidade digital às vésperas da eleição de outubro.

MRMarina Rocha
Elections

Aliados de João Campos intensificam pressão por Lula na campanha de Pernambuco

A campanha de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco intensificou a pressão para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe o quanto antes de atos eleitorais no estado. A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, segundo a qual o apelo ganhou força diante da consolidação da desvantagem do candidato para a governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição.Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25) e encomendada pela Globo mostra Raquel Lyra com 44% das intenções de voto, contra 36% de João Campos, prefeito do Recife. Em simulação de segundo turno, a governadora tem 47% e o adversário, 37%. O instituto ouviu 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais, segundo o G1.O peso de Lula no estadoO apelo ao presidente se explica pelos números dele entre os pernambucanos. Na mesma pesquisa, Lula lidera com folga a disputa presidencial em Pernambuco, com 54% das intenções de voto, contra 19% de Flávio Bolsonaro (PL). Metade dos eleitores (50%) diz preferir um governador aliado de Lula, enquanto 29% querem um governador independente e 17%, um aliado de Flávio Bolsonaro.O levantamento também mede os limites desse endosso: para 44% dos ouvidos, o apoio de Lula não muda a escolha do voto a governador; para 34%, aumenta a chance de votar no candidato apoiado por ele; para 18%, diminui. Na avaliação da Quaest, os dois principais candidatos têm rejeição elevada: 40% dizem conhecer João Campos e não votar nele, ante 34% no caso de Raquel Lyra.A governadora, por sua vez, se beneficia da boa avaliação da própria gestão: 68% aprovam o governo e 61% afirmam que ela merece ser reeleita. "O cenário de Pernambuco é um cenário em que a governadora conseguiu transformar aprovação em intenção de voto, nesse momento, com 44% a 36%", disse ao G1 Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).Filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014, João Campos tenta reconduzir o PSB ao comando de Pernambuco, estado que o partido governou por 16 anos até a vitória de Raquel Lyra em 2022. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
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Quaest: 80% dos eleitores de MG estão indecisos sobre voto para governador

Oito em cada dez eleitores de Minas Gerais ainda não sabem em quem vão votar para governador nas eleições de outubro. É o que aponta a primeira pesquisa espontânea da Quaest no estado, divulgada nesta terça-feira (25) e encomendada pela Globo. Na disputa pelo Senado, a indecisão é ainda maior: 94% dos entrevistados não souberam citar um nome para a vaga.Na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem ver a lista de candidatos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é o nome mais lembrado para o governo mineiro, com 11% das citações. Em seguida aparecem Patrus Ananias (PT), com 3%, e Alexandre Kalil (PDT), com 2%. Gabriel (MDB) e o governador Mateus Simões (PSD) têm 1% cada um. Outros nomes somam 1%, e 1% disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam.Na consulta espontânea para o Senado, Marília Campos (PT) aparece com 2%, Carlos Viana (PSD) com 1% e Áurea Carolina (PSOL) com 1%. Nenhum outro candidato foi citado espontaneamente. Além dos 94% de indecisos, 2% declararam voto em branco, nulo ou que não vão votar."Boa parte dos candidatos que se apresenta para o governo e para o Senado são muito desconhecidos. Esse alto nível de desconhecimento, somado à indecisão, mostra porque a recomendação é olhar para esse cenário mineiro com muita cautela, acompanhando a evolução das intenções de voto para ver como a campanha, que começa na televisão logo na próxima semana, pode ajudar o eleitor a tomar uma decisão", explicou Felipe Nunes, cientista político e diretor da Quaest.Segundo o g1, Nunes avalia que índices tão altos de indecisão apontam para a possibilidade de "grandes reviravoltas" até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.Cenário estimuladoNas perguntas estimuladas, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor, o quadro é diferente. Cleitinho lidera a corrida ao governo com 29%, seguido por Patrus (11%), Kalil (10%), Simões (7%) e Gabriel (5%), segundo a mesma pesquisa. Para o Senado, Marília Campos aparece na frente, com 15%, e Carlos Viana tem 8%. Em simulações de segundo turno para o governo, Cleitinho vence todos os adversários testados, como informou o Poder360.A Quaest ouviu 1.506 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04060/2026. De acordo com o Poder360, o levantamento custou R$ 212.346 e foi pago pela Globo.

MRMarina Rocha
Politics

Vaquinhas eleitorais ja somam R$ 8,8 milhoes em 2026, com dez nomes concentrando metade

Os eleitores brasileiros ja doaram ao menos R$ 8,8 milhoes por meio de vaquinhas para as campanhas eleitorais de 2026, segundo levantamento do G1 feito nesta terca-feira (25) na plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Metade desse valor, cerca de R$ 4,2 milhoes, esta concentrada em apenas dez candidatos. Os numeros foram informados ao TSE por quatro empresas de financiamento coletivo que ja comecaram a prestar contas: Elegis (R$ 336.486,48), Conectei (R$ 20.212,00), Contribua (R$ 20.236,59) e QueroApoiar (R$ 8.481.538,80).O G1 ressalva que, apesar da atualizacao constante dos dados do TSE, os valores reportados pelas plataformas nao correspondem necessariamente ao total ja arrecadado, ja que a prestacao de contas so ocorre depois que os fundos sao transferidos para a conta bancaria de campanha, dentro de um prazo de 72 horas definido pela legislacao eleitoral. Sao os proprios candidatos que enviam essas informacoes ao sistema da Justica Eleitoral. O prazo para partidos e candidatos acertarem a prestacao de contas de toda a campanha vai de 9 a 13 de setembro, com envio da prestacao completa possivel ate 14 de novembro.Quem lidera o rankingConsiderando apenas as plataformas de doacao virtual, os dez candidatos mais apoiados somam R$ 4,2 milhoes, mais da metade do total reportado ate agora. Lideram a lista Renan Santos (Missao), pre-candidato a Presidencia, com R$ 1,26 milhao, e Marcel Van Hattem (Novo), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, com R$ 743 mil. Em seguida aparecem Jones Manoel (Psol), candidato a deputado federal por Pernambuco, com R$ 573 mil, Rodrigo Spada (PSD), candidato a deputado federal por Sao Paulo, com R$ 469 mil, e Kim Kataguiri (Missao), candidato a deputado federal por Sao Paulo, com R$ 216 mil. Completam o top dez Humberto Matos (PCdoB, deputado estadual pelo RS, R$ 207 mil), Flavio Bolsonaro (PL, pre-candidato a Presidencia, R$ 203 mil), Deputado Caravina (PSDB, deputado estadual pelo MS, R$ 196 mil), Professor Jose (PSB, deputado federal pelo RJ, R$ 185 mil) e Elias Jabbour (PCdoB, deputado federal pelo RJ, R$ 184 mil).Segundo o G1, quase todos os nomes no topo do ranking tem forte presenca nas redes sociais, e a maioria e de direita. O cientista politico Marco Antonio Teixeira, professor da FGV, avalia que isso nao e acaso. Ele disse ao G1 que os politicos de direita atuam nas redes sociais ha mais tempo, enquanto a esquerda comecou a enfrentar as redes sociais recentemente. Para ele, ha uma correlacao direta entre apoio monetario e forca digital: as redes permitem que candidatos mobilizem eleitores que nao participam de partidos, sindicatos ou associacoes tradicionais, mas que se engajam politicamente a partir das telas.Teixeira destaca ainda que o resultado do ranking reflete estrutura de organizacao e anos de trabalho por tras dos nomes, nao um fenomeno espontaneo. Renan Santos e Kim Kataguiri contam com a infraestrutura do partido Missao, enquanto Jones Manoel, filiado ao PSOL desde marco, tem quase 2 milhoes de seguidores no Instagram e historico de ativismo individual anterior a filiacao partidaria. Elias Jabbour, professor de Economia da UERJ, foi assessor da ex-presidente Dilma Rousseff no Novo Banco de Desenvolvimento, em Xangai, e Rodrigo Spada foi auditor fiscal da Receita Estadual de Sao Paulo e presidente da Associacao Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais.Dentro da plataforma QueroApoiar, o Missao e o partido com maior valor arrecadado ate o momento, uma das siglas pequenas que recebera apenas a cota minima do Fundo Eleitoral do TSE, de R$ 3.307.679,85. A vereadora paulistana Amanda Vettorazzo, coordenadora da campanha de Santos, disse ao G1 que o Missao tera um recurso bem limitado de Fundo Eleitoral, sem Fundo Partidario, que sera dividido entre os outros candidatos, exceto o pre-candidato Renan Santos, que tera arrecadacao propria atraves de vaquinha online. O advogado eleitoral Francisco Zardo apontou ao G1 que essa dependencia de recursos proprios explica por que outros pre-candidatos a Presidencia ainda nao abriram vaquinhas.

MRMarina Rocha
Politics

Presidenciáveis propõem cooperação de fronteira contra o crime organizado

Os seis candidatos à Presidência da República mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto defendem parcerias com países vizinhos e investimento em tecnologia para combater o crime organizado nas regiões de fronteira, segundo levantamento do G1 com base nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) apresentaram propostas para a área ao registrar suas candidaturas.A segurança pública figura entre as principais preocupações da população segundo pesquisas de opinião, e os candidatos ao Planalto defendem maior atuação das autoridades federais nas regiões de fronteira, em parceria com autoridades de outros países, como forma de tornar o combate ao crime organizado mais efetivo. O tema ganha relevância em meio a uma sequência de operações recentes: em julho, a Polícia Federal deflagrou uma ação contra suspeitos de tráfico de pessoas na fronteira entre Brasil e Guiana; em junho, outra operação da PF prendeu suspeitos de contrabando de combustível na fronteira com a Bolívia; e, também em junho, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 26 fuzis, 16 pistolas e milhares de munições no oeste do Paraná, próximo à fronteira com o Paraguai, em um caminhão que teria saído da Argentina com destino a Minas Gerais.O que propõe cada candidatoLula defende patrulhamento fluvial e aéreo pelas Forças Armadas, investimentos em radares, drones, sensores e imagens de satélite, além de cooperação internacional com países vizinhos. Flávio Bolsonaro propõe a criação de um Sistema Nacional de Fronteiras, reunindo Exército, Marinha e Aeronáutica, com investimento em inteligência e tecnologia para a atuação militar e ampliação da cooperação com países vizinhos contra crimes ambientais transfronteiriços. Ronaldo Caiado quer criar um Comando Nacional de Fronteiras, envolvendo Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais, com uso de inteligência artificial e aeronaves remotamente pilotadas.Renan Santos apresenta a proposta mais ambiciosa do ponto de vista institucional: um 'Pacto Interamericano contra o Crime Organizado' liderado pelo Brasil, a criação de um Centro de Operações Central na América Latina e um tribunal internacional especializado em criminalidade transnacional. Romeu Zema defende coordenação com os Estados Unidos e países sul-americanos no combate a facções classificadas como terroristas, com compartilhamento de inteligência e ação conjunta contra redes financeiras e operacionais que atravessam fronteiras. Augusto Cury propõe fortalecer a cooperação com organismos internacionais e países vizinhos para combater tráfico internacional, crimes financeiros, terrorismo, lavagem de dinheiro e organizações criminosas transnacionais.Apesar de convergirem na necessidade de parcerias externas e no uso de tecnologia, os planos variam em grau de detalhamento e ambição institucional, de reforços operacionais nas fronteiras existentes até a criação de novos comandos federais e mecanismos internacionais inéditos. O tema deve seguir em debate ao longo da campanha para as eleições de outubro, à medida que os candidatos detalham suas propostas para a área de segurança pública.

MRMarina Rocha
Politics

Paraná Pesquisas: Paes lidera disputa pelo governo do Rio em todos os cenários

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) lidera a corrida ao governo do estado em todos os cenários testados por uma nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta terça-feira (25). No cenário com todos os candidatos, Paes aparece com 44,5% das intenções de voto, seguido por Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, com 15,5%, e pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), com 11,6%.Completam essa primeira lista André Marinho (Novo), com 3,1%; Cyro Garcia (PSTU), com 2,9%; Coronel Busnello (Missão), com 2,3%; Juliete Pantoja (UP) e William Siri (PSOL), com 1,3% cada; e Luan Monteiro (PCO), com 0,4%. Votos brancos e nulos somam 10,9%, enquanto os que não souberam ou não opinaram chegam a 6,3%, segundo o levantamento, divulgado pelo instituto e replicado por veículos como a CNN Brasil e O Antagonista.Cenário sem GarotinhoA pesquisa também testou um cenário sem Anthony Garotinho, hipótese que ganhou força depois que o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara de Fazenda Pública da capital fluminense, determinou em 10 de agosto o início do cumprimento de uma sentença que suspende os direitos políticos do ex-governador por oito anos. A condenação, por improbidade administrativa, decorre de acusações de desvio de cerca de R$ 234 milhões da Secretaria de Saúde do estado durante sua gestão. A sentença foi expedida em 2018 e Garotinho recorreu até o Supremo Tribunal Federal (STF), mas o magistrado declarou o trânsito em julgado do caso nesta segunda-feira. Em 17 de agosto, o Ministério Público Eleitoral já havia pedido ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a impugnação da candidatura do ex-governador.Sem Garotinho na disputa, Paes sobe para 48,3% das intenções de voto e Ruas avança para 18,6%. Os demais candidatos somam: André Marinho, 3,8%; Cyro Garcia, 3,6%; Coronel Busnello, 2,7%; William Siri, 1,6%; Juliete Pantoja, 1,4%; e Luan Monteiro, 0,8%. Segundo o levantamento, votos brancos, nulos e indecisos somam 19,4% nesse cenário.Apesar de manter ampla vantagem, o desempenho de Paes nos levantamentos do Paraná Pesquisas tem recuado nas últimas semanas. Em pesquisa de 31 de julho, o ex-prefeito tinha 48,6% das intenções de voto, contra 11,1% de Ruas e 11% de Garotinho. Um mês antes, em 2 de julho, Paes aparecia com 54,2%, ante 14,6% de Ruas; no cenário com Garotinho incluído, o ex-prefeito tinha 50,7%, Ruas 13,8% e Garotinho 9,8%.O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.600 eleitores em 58 municípios do Rio de Janeiro entre os dias 22 e 24 de agosto, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O levantamento foi custeado com recursos próprios do instituto e está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo RJ-02422/2026.

MRMarina Rocha
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Flávio Bolsonaro sonega explicações sobre repasses do caso Dark Horse

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, voltou a evitar detalhar suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta terça-feira (25). Questionado pelo jornal na segunda-feira (24) sobre por que não tornou público o contrato do filme com o ex-dono do Banco Master, como havia prometido em maio, o senador reagiu com irritação: "Vocês vão parar no tempo? Vocês querem insistir com relação de fundo privado, que não tem contrapartida pública de nada?", disse, segundo a publicação.O caso veio à tona em maio, quando vieram a público conversas entre Flávio e Vorcaro nas quais o senador cobrava o pagamento dos R$ 134 milhões prometidos pelo banqueiro para a produção de "Dark Horse". No dia da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, Flávio enviou uma mensagem de apoio: "Irmão, estou e estarei contigo sempre". Ao final, segundo a Folha, foram repassados R$ 61 milhões para o projeto. Logo após a divulgação dos diálogos, o candidato afirmou publicamente estar "100% disposto" a divulgar o contrato do filme, mas o documento não foi apresentado até o momento.Duas frentes de investigação no STFO episódio gerou duas apurações distintas no Supremo Tribunal Federal, segundo reportagem do jornal O Globo publicada na mesma data. A primeira, sob relatoria do ministro André Mendonça, é um desdobramento do inquérito sobre as fraudes do Banco Master, que causaram um custo à sociedade brasileira estimado em ao menos R$ 60 bilhões. O inquérito foi aberto em julho, a pedido da Polícia Federal e com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República, para apurar suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção nos repasses de Vorcaro à produtora do filme, feitos por meio de um fundo sediado nos Estados Unidos. Segundo o Globo, a investigação também busca esclarecer se as verbas teriam bancado gastos no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos.A segunda frente, conduzida pelo ministro Flávio Dino, apura o possível desvio de emendas parlamentares Pix, no valor total de R$ 2,6 milhões, destinadas em 2024 por deputados aliados de Jair Bolsonaro a uma ONG presidida pela sócia da produtora do filme. Segundo o Globo, os parlamentares Mário Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MT) sustentam que as emendas foram destinadas a projetos culturais sem relação com o filme. Na segunda-feira (24), Dino autorizou que a Polícia Federal acesse provas coletadas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up Entertainment em uma investigação que apura suposta fraude em licitação e confusão patrimonial entre a ONG e a produtora.Para a Folha, o problema central do caso não está no financiamento privado em si, mas no fato de o fundo usado para bancar o filme integrar uma rede que operou, segundo a reportagem, a maior fraude financeira do país, com ramificações que alcançam autoridades dos três Poderes, em nível federal e estadual, levantando indícios de tráfico de influência e corrupção. O jornal argumenta que cabe à imprensa fiscalizar o poder público e que é dever de agentes públicos esclarecer seu envolvimento em um caso criminal dessa magnitude.Procurada pela Folha, a campanha de Flávio Bolsonaro não apresentou o contrato prometido nem detalhes adicionais sobre a relação com Vorcaro até a publicação da reportagem. O senador segue como um dos principais candidatos à Presidência em pesquisas de intenção de voto para 2026, disputando o posto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros candidatos.

MRMarina Rocha
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Caiado defende anistia ampla ao 8 de Janeiro e detalha corte fiscal em sabatina do JN

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, reafirmou nesta terça-feira (25) que, se eleito, vai encaminhar ao Congresso um projeto de anistia 'geral e ampla' aos condenados pela tentativa de golpe de 8 de Janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada em entrevista à TV Globo, nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, dentro de uma série de sabatinas com candidatos à Presidência em 2026, segundo o G1.Caiado comparou a medida à anulação das condenações da Lava Jato contra o presidente Lula (PT) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, que restabeleceu os direitos políticos do petista. 'Da mesma maneira, de uma forma especial, o Supremo concedeu uma anistia ao ex-presidente Lula', disse o candidato, segundo o G1. A Folha de S.Paulo, porém, observou que a comparação é imprecisa: Lula não foi anistiado pelo STF, que anulou as condenações da Operação Lava Jato por identificar nulidades processuais, e não por ato de perdão. Lula ficou preso por 580 dias após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, sendo solto em novembro de 2019.Sobre o ajuste fiscal, Caiado prometeu enviar ao Congresso, já no primeiro dia de um eventual governo, uma proposta de emenda constitucional para limitar o crescimento das despesas do governo federal à inflação mais 50% da variação do Produto Interno Bruto (PIB). Questionado por Tralli e Vasconcellos sobre os cálculos que embasam a meta, o candidato pediu 'calma' e comparou a situação fiscal do país à de uma vítima de atropelamento que ainda não foi examinada. Segundo a Folha, Caiado evitou responder diretamente se pretende mudar a idade mínima de aposentadoria e afirmou não ter 'condição de detalhar minúcias' nesse momento. Ele também classificou o atual arcabouço fiscal como uma 'grande farsa' e disse que fará cortes na administração pública, incluindo o Legislativo, o Judiciário e o Tribunal de Contas da União (TCU).Segurança pública e PrevidênciaEm segurança pública, o ex-governador de Goiás voltou a defender a criação de uma força policial transnacional entre países da América Latina, batizada de SulPol nos moldes da Europol, agência de cooperação policial da União Europeia, segundo a Folha. De acordo com o G1, Caiado argumentou que a maioria dos governos da região hoje é de centro-direita, citando Argentina e Colômbia como exemplos, e afirmou que o Brasil se tornou o 'maior hub de narcotráfico' da região, com atuação de facções brasileiras, colombianas e mexicanas. A proposta prevê que a força conjunta possa realizar prisões em território brasileiro e nos demais países participantes, entregando os detidos às autoridades locais, além de ampliar o compartilhamento de inteligência entre os países.Sobre o salário mínimo, Caiado disse que pretende preservar o poder de compra de trabalhadores e aposentados e prometeu cortar 'salários abusivos' no serviço público como forma de dar o exemplo. Já sobre a reforma da Previdência, evitou detalhar propostas próprias, afirmando que buscaria as 'melhores cabeças' do país para formular sugestões, em referência ao economista Bernard Appy, responsável pela reforma tributária.Caiado defendeu o fim da polarização política como condição para pacificar o país. 'Nós precisamos acabar com essa polarização, nós temos que pacificar o país. Ninguém aguenta mais essa situação', afirmou, segundo o G1. A entrevista faz parte de uma série de sabatinas da TV Globo com candidatos à Presidência realizadas entre os dias 24 e 29 de agosto.

MRMarina Rocha
senate

Quaest indica disputa acirrada pelo Senado em Rondonia, com Maximo a frente com 17%

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta terca-feira (25) mostra disputa apertada pelas duas vagas ao Senado por Rondonia nas eleicoes de outubro. Segundo o G1, o levantamento foi encomendado pela Rede Amazonica e aponta o candidato Dr. Fernando Maximo (PL) numericamente a frente, com 17% das intencoes de voto na soma das mencoes para a primeira e a segunda vaga, seguido de perto por tres outros nomes: Silvia Cristina (PP) e Bruno Bolsonaro Sheid (PL), ambos com 11%, e Mariana Carvalho (Republicanos), com 10%.Em 2026, cada estado elege dois senadores, e cada eleitor deve escolher dois nomes diferentes, sem poder repetir o mesmo candidato nas duas escolhas. Por isso, a Quaest apresenta os resultados de tres formas: a soma das mencoes para as duas vagas, e separadamente os numeros para a primeira e a segunda vaga. Na primeira vaga, Maximo aparece com 20%, Silvia Cristina com 16%, Sheid com 12% e Mariana Carvalho com 10%. Na segunda vaga, Maximo lidera com 15%, seguido por Sheid (10%) e Mariana Carvalho (9%), enquanto Silvia Cristina cai para 6%.Completam a lista, na soma geral, Acir Gurgacz (PDT) com 5%, Luciana Oliveira (PT) com 4%, e Engenheiro Thulio (Missao), Luis Fernando (PSD) e Neidinha (PSB), cada um com 1%. Aires Mota (PV) nao pontuou. Os votos em branco, nulos ou de quem nao pretende votar somam 13%, e os indecisos chegam a 26% do total.A pesquisa espontanea, na qual os nomes dos candidatos nao sao apresentados ao eleitor, revela o tamanho do desafio de quem disputa a vaga: 83% dos entrevistados nao souberam citar espontaneamente nenhum candidato ao Senado. Ja o levantamento sobre rejeicao mostra que Acir Gurgacz e Mariana Carvalho tem os maiores indices de eleitores que conhecem o candidato mas nao votariam nele, com 23% e 22% respectivamente. Maximo e o mais conhecido do grupo: 37% dizem conhece-lo e votar nele, contra 47% que nao o conhecem.MetodologiaSegundo o G1, a Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro e de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nivel de confianca de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob os numeros RO-05711/2026 e BR-00490/2026. Para 58% dos entrevistados, a escolha do candidato ja e definitiva, enquanto 42% afirmam que ainda podem mudar de voto ate o dia da eleicao, em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Caiado compara anistia a golpistas do 8 de Janeiro a decisões do STF favoráveis a Lula

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, comparou nesta terça-feira (25) uma eventual anistia ampla e geral aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 à anulação de sentenças por corrupção contra o presidente Lula (PT), segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A declaração foi dada durante entrevista a Caiado na Globo, dentro da série de sabatinas do Jornal Nacional com os principais candidatos à Presidência em 2026, conduzida pelos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.Caiado afirmou que, se eleito, encaminhará um projeto de anistia geral e irrestrita aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, argumentando que a medida ajudaria a pacificar o país. Segundo ele, o perdão seria equivalente ao que classificou como concessão do STF a Lula, dizendo que pretende agir da mesma maneira que, de uma forma especial, o Supremo também concedeu ao presidente Lula.A comparação feita pelo candidato contém uma imprecisão factual apontada pela própria Folha: Lula não foi anistiado pelo STF. O tribunal anulou as condenações do petista na Operação Lava Jato em 2021 por identificar nulidades processuais, entre elas a parcialidade do então juiz Sergio Moro, e não por meio de um ato de perdão político como o que Caiado propõe para os condenados do 8 de Janeiro.Durante a entrevista, o candidato do PSD também disse nunca ter contestado resultados eleitorais e se declarou democrata. Para justificar a anistia aos golpistas, ele citou precedentes históricos de perdão no país, mencionando como exemplo a anistia concedida pelo então presidente Juscelino Kubitschek na década de 1950, e afirmou que o traço do brasileiro não é de construir o ódio.Economia e segurança públicaQuestionado sobre medidas econômicas, Caiado evitou detalhar como pretende reformular a idade das aposentadorias ou conduzir o ajuste fiscal, alegando não ter condição de detalhar minúcias no momento. Disse pretender limitar as despesas públicas a no máximo 50% do PIB, corrigidas pela inflação, por meio de emenda a ser enviada no primeiro dia de um eventual governo. Ele também reafirmou sua proposta de segurança pública, batizada de SulPol, uma força policial conjunta com países vizinhos do Brasil inspirada na Europol, agência de cooperação policial da União Europeia, dizendo pretender negociar com presidentes de países limítrofes a realização de prisões conjuntas.

MRMarina Rocha
Politics

Campanha de Flávio Bolsonaro já espera veto do TSE ao uso de deepfakes na eleição

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República já admite internamente que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve proibir por completo o uso de conteúdos gerados por inteligência artificial que simulem candidatos na propaganda eleitoral. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a equipe do senador "jogou a toalha" sobre o assunto e passou a tratar o veto como o desfecho mais provável do julgamento sobre o alcance das regras de IA nas eleições de 2026. A resolução do TSE publicada neste ano veda o uso, para prejudicar ou favorecer candidaturas, de conteúdo sintético em áudio, vídeo ou combinação de ambos, gerado ou manipulado digitalmente, "ainda que mediante autorização", para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, morta ou fictícia. Nos bastidores das campanhas, circulava a interpretação de que usos considerados positivos da tecnologia poderiam ser liberados pela Corte, cenário que a equipe de Flávio agora considera improvável, segundo a Folha. A tese em análise no tribunal A discussão ganhou novos contornos nesta terça-feira (25), quando o ministro André Mendonça propôs que o TSE estabeleça uma tese definindo o que configura deepfake. Para o ministro, a proibição deve se aplicar quando o áudio ou vídeo sintético apresentar "grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade", ou seja, quando puder enganar o eleitor e se passar por um registro verdadeiro, informou o G1. Se aprovada, a tese ajudaria a Justiça Eleitoral a diferenciar deepfakes de memes, caricaturas, animações e outras representações evidentemente fantasiosas feitas com IA. Mendonça afirmou ainda que a simples identificação de um conteúdo como produzido por inteligência artificial não torna lícito o material que preencha os requisitos de deepfake, que segue submetido ao regime especial de proibição. O ministro justificou a proposta diante da relevância do tema e da perspectiva de proliferação de disputas semelhantes ao longo da campanha. A tese foi apresentada em uma decisão que atendeu a um pedido da própria campanha de Flávio Bolsonaro e determinou a retirada do ar de um vídeo feito com IA. A peça associava o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente na operação Compliance Zero, sugerindo acerto financeiro e recebimento de repasses de um esquema de "rachadinha". Mendonça caracterizou o conteúdo, em juízo preliminar, como deepfake e apontou a ausência da sinalização obrigatória de IA. A decisão se limitou ao pedido de retirada e não reiteração daquele vídeo específico.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest no Amazonas: Omar Aziz lidera com 26%; Cidade tem 18% e Maria do Carmo, 16%

O senador e ex-governador Omar Aziz (PSD) lidera a disputa pelo Governo do Amazonas com 26% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) e encomendada pela Rede Amazônica. Em segundo lugar aparece o deputado Roberto Cidade (União Brasil), com 18%, seguido pela empresária e professora Maria do Carmo Seffair (PL), com 16%, e pelo ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), com 15%. De acordo com a Folha de S.Paulo, os três estão empatados dentro da margem de erro, de três pontos percentuais.Aziz concorre por uma coligação entre PSD, MDB e Republicanos. Aliado do presidente Lula (PT), ele é o relator no Senado da PEC que propõe o fim da escala 6x1. Cidade, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, integra o grupo político de Wilson Lima (União Brasil), que disputa uma vaga no Senado. Maria do Carmo lidera o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Cabo Daciolo (Mobiliza) marcou 2%, Isael Munduruku (Rede), 1%, e Gilberto Vasconcelos (PSTU) não pontuou. Brancos e nulos somaram 6%, e os indecisos, 16%, segundo o G1.Esta é a primeira pesquisa do instituto no estado após a oficialização das candidaturas. No levantamento anterior, de março, Aziz tinha 33%, e David Almeida e Maria do Carmo apareciam em empate técnico, com 23% e 21%, respectivamente. O nome de Roberto Cidade não foi testado na ocasião.Rejeição e cenários de segundo turnoNa pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados ao eleitor, Aziz também lidera, com 10%, mas 70% não souberam ou não quiseram responder. A Quaest simulou ainda seis cenários de segundo turno. Aziz aparece à frente em todos os confrontos em que é incluído: 45% a 44% contra Maria do Carmo, 44% a 40% contra Cidade e 49% a 36% contra David Almeida. Sem o senador, Cidade venceria Maria do Carmo por 43% a 38% e David Almeida por 41% a 39%, e a candidata do PL superaria o ex-prefeito de Manaus por 41% a 40%.David Almeida registra o maior índice de rejeição: 54% dizem que o conhecem e não votariam nele. Aziz e Cidade aparecem em seguida, com 41% cada, enquanto Maria do Carmo tem 26%. Para 57% dos entrevistados, o voto já é definitivo, e 43% afirmam que ainda podem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.Sobre o perfil do próximo governo, 34% preferem um aliado de Lula, 28% um aliado de Flávio Bolsonaro e 33% querem um governador independente. A saúde foi citada como o principal problema do Amazonas por 32% dos eleitores, seguida da violência, com 17%. O governo estadual é aprovado por 56%, mas 58% avaliam que Wilson Lima não merece eleger um sucessor.A pesquisa ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro máxima é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06252/2026.

MRMarina Rocha
paraiba

Quaest PB: Lucas Ribeiro lidera corrida ao governo com 38%

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), lidera as intenções de voto para a reeleição com 38%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) aparece em segundo lugar, com 19%, e o senador Efraim Filho (PL) tem 18%, segundo o G1 e a Folha de S.Paulo.Os demais candidatos registram números baixos na pesquisa estimulada: Pedro Coutinho (DC) tem 2%, Camilo Duarte (PCO) marca 1% e Yuri Ezequiel (UP) não pontuou. Brancos, nulos ou eleitores que dizem não votar somam 10%, enquanto os indecisos representam 12% do total. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados previamente aos entrevistados, Ribeiro também lidera, com 26% das citações, seguido por Lucena e Efraim Filho, empatados com 7% cada.O levantamento foi encomendado pelas TVs Cabo Branco e Paraíba e ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas domiciliares realizadas entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa tem registro no TSE sob o código PB-07850/2026.Cenários de segundo turno e aprovaçãoA pesquisa também simulou três cenários de segundo turno. Ribeiro venceria em ambos os confrontos em que aparece: teria 47% contra 33% de Efraim Filho, e 48% contra 29% de Lucena. Num cenário hipotético sem a presença do atual governador, Lucena levaria vantagem sobre Efraim Filho, com 39% a 32%.A avaliação da gestão de Lucas Ribeiro também aparece favorável no levantamento: 61% dos entrevistados aprovam o governo, contra 17% que desaprovam, e 22% não souberam responder. Já entre os candidatos da oposição, os índices de rejeição são altos: segundo o G1, 46% dos eleitores dizem conhecer e não votariam em Cícero Lucena, e a mesma proporção afirma o mesmo sobre Efraim Filho.A eleição para o governo da Paraíba ocorre em 4 de outubro, junto com o restante do pleito nacional. Segundo a pesquisa, 69% dos eleitores ouvidos afirmam que a escolha do candidato já é definitiva, enquanto 30% dizem que ainda podem mudar de voto até a data da votação.

MRMarina Rocha
Elections

Vice de Nunes diz ter sido excluído de agendas de campanha de Tarcísio em SP

O vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), afirmou que tem ficado de fora das agendas de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na capital paulista, mesmo em compromissos com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB), segundo reportagem da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (25).De acordo com a Folha, Mello Araújo tem relatado a aliados que vem sendo deixado de lado nos eventos oficiais da chapa governista, ainda que Nunes, seu companheiro na Prefeitura, participe das agendas ao lado de Tarcísio. A reportagem não detalha os motivos apontados pelo vice-prefeito para a ausência nem cita resposta do governo estadual ou da campanha de Tarcísio sobre o caso.Mello Araújo é uma figura vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro dentro do PL e foi eleito vice na chapa de Nunes na disputa municipal de 2024, quando a dupla venceu no segundo turno a candidatura de Guilherme Boulos (Psol) e Marta Suplicy (PT). Em entrevista à Revista Oeste em julho, ele já havia revelado atrito com a cúpula de seu partido ao confirmar que chegou a ser cotado para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo, mas que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado Eduardo Bolsonaro optaram pelo deputado estadual André do Prado em seu lugar.O episódio ocorre em meio à corrida eleitoral em São Paulo, hoje o maior colégio eleitoral do país. Pesquisa Quaest citada pelo G1 e pelo portal Metrópoles mostra Tarcísio com 40% das intenções de voto no primeiro turno para o governo estadual, contra 27% do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Já no cenário presidencial em São Paulo, outra sondagem da Quaest aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), ambos com 30%.A Folha é, até o momento, a única publicação a noticiar o afastamento relatado por Mello Araújo das agendas de campanha, e nem o governo de Tarcísio nem a Prefeitura de São Paulo se manifestaram publicamente sobre o assunto.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest no MT: Wellington Fagundes tem 27% e Otaviano Pivetta, 23%, pelo governo

O senador Wellington Fagundes (PL) aparece numericamente à frente na disputa pelo governo de Mato Grosso, com 27% das intenções de voto, contra 23% do atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que tenta a reeleição. Os dados são de pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), encomendada pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC). Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, a médica e professora Natasha Slhessarenko (PSD), a Doutora Natasha, aparece em terceiro lugar, com 8%. Sargento Laudicério (Agir) e Rafaell Milas (Missão) registram 2% cada, e Maurício Coelho (Mobiliza) tem 1%. Outros 29% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 8% estavam indecisos, segundo os resultados publicados pelo g1 e pela Folha.Na consulta espontânea, sem a apresentação de nomes, Pivetta lidera com 9%, seguido por Fagundes, com 6%; nesse cenário, 78% dos eleitores não souberam ou não quiseram responder. A Quaest também mediu a firmeza do voto: para 52% dos entrevistados, a escolha é definitiva, enquanto 47% admitem mudar de candidato até a eleição, marcada para 4 de outubro.Cenários de segundo turno e rejeiçãoEm simulações de segundo turno, Fagundes venceria Pivetta por 38% a 29% e Doutora Natasha por 45% a 20%. Num confronto entre o governador e a candidata do PSD, Pivetta teria 34% contra 23% dela. Os índices de indecisos nesses cenários variam de 22% a 27%.O levantamento mediu ainda a rejeição dos candidatos. Fagundes é conhecido por 70% dos eleitores: 38% dizem que votariam nele e 32% afirmam que não votariam. Pivetta, por sua vez, é desconhecido por 46% do eleitorado; 30% votariam no governador e 24% o rejeitam. A gestão estadual tem aprovação de 53% e desaprovação de 12%. Sobre alianças, 41% preferem um governador aliado do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), 20% querem um aliado do presidente Lula (PT) e 34% preferem um governante independente.Empresário e produtor rural, Pivetta assumiu o governo em 2022, após a saída de Mauro Mendes (União Brasil), de quem era vice. Antes, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e deputado estadual, segundo a Folha. Fagundes é senador desde 2015, soma seis mandatos de deputado federal e representa o campo bolsonarista na disputa pelo Palácio Paiaguás. A Quaest ouviu 804 eleitores de Mato Grosso com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto; o nível de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é MT-04846/2026 e BR-00817/2026.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest MG: Cleitinho lidera corrida ao governo de Minas Gerais com 29%

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida pelo governo de Minas Gerais com 29% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) e encomendada pela Globo. Ele aparece à frente do deputado federal Patrus Ananias (PT), com 11%, e do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 10%, segundo o G1.Na sequência do levantamento estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, aparecem Mateus Simões (PSD), atual governador do estado, com 7%, e Gabriel Azevedo (MDB), com 5%. Completam a lista Flávio Roscoe (PL), com 3%, Ben Mendes (Missão), com 2%, e os candidatos Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU), cada um com 1%. Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO) não pontuaram. Indecisos somam 19% e os que responderam branco, nulo ou que não vão votar chegam a 12%.A pesquisa também mediu a intenção de voto espontânea, sem que os nomes fossem apresentados aos eleitores. Nesse formato, Cleitinho aparece com 11%, Patrus com 3% e Kalil com 2%, enquanto 80% dos entrevistados se declararam indecisos, o que indica baixo reconhecimento espontâneo da maioria dos pré-candidatos.Cenários de segundo turnoA Quaest simulou seis cenários de segundo turno. Em todos os confrontos diretos testados, Cleitinho aparece na frente: contra Kalil, tem 48% a 27%; contra Patrus, 51% a 26%; e contra Simões, 49% a 17%. Nos duelos que não envolvem o senador, Kalil supera Patrus por 42% a 18% e Simões por uma margem apertada de 32% a 30%, enquanto Patrus vence Simões por 35% a 31%.Segundo o G1, o levantamento ouviu 1.506 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04060/2026. Para 54% dos entrevistados, a escolha do candidato já é definitiva, enquanto 45% afirmam que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição, em 4 de outubro.O levantamento também perguntou aos eleitores mineiros qual o principal problema do estado: saúde lidera com 28% das menções, seguida por violência (13%), economia (10%), educação (9%), corrupção (7%) e infraestrutura (7%). Sobre o rumo do próximo governo, 43% defendem mudar apenas o que não está bom, 37% querem mudança total e 16% preferem que o eleito dê continuidade ao trabalho atual.

MRMarina Rocha
tocantins

Quaest no Tocantins: Professora Dorinha lidera com 37%; Vicentinho Júnior tem 28%

A senadora Professora Dorinha (União Brasil) lidera a disputa pelo Governo do Tocantins com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) aparece em segundo lugar, com 28%. É a primeira pesquisa do instituto no estado para as eleições de 2026.Laurez Moreira (PSD) ocupa a terceira posição, com 7%. Ataídes de Oliveira (Novo) registrou 3%, e Subtenente Luiz Carlos (Democrata), 2%. Witer Naves (PSOL) e Du Pereira (DC) não pontuaram. Os indecisos somam 16%, enquanto votos brancos, nulos e eleitores que dizem não pretender votar chegam a 7%.A Quaest ouviu 804 pessoas entre sexta-feira (21) e segunda-feira (24). A margem de erro máxima prevista é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código TO-02161/2026 e, segundo o G1, foi encomendado pela TV Anhanguera.Em um eventual segundo turno, Dorinha aparece com 46% das intenções de voto, contra 38% de Vicentinho Júnior, aponta o mesmo levantamento.Dorinha é senadora pelo Tocantins, e Vicentinho Júnior é deputado federal. Dias antes do trabalho de campo da pesquisa, os candidatos ao governo participaram do primeiro debate da campanha de 2026 no estado, marcado por embates sobre gestão pública, saúde e geração de empregos, de acordo com o G1.

MRMarina Rocha
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Quaest no Amapá: Dr. Furlan lidera disputa pelo governo com 55%; Clécio Luís tem 35%

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) aponta Antônio Furlan (PSD), conhecido como Dr. Furlan, na liderança da disputa pelo governo do Amapá, com 55% das intenções de voto. O atual governador, Clécio Luís (União Brasil), aparece em segundo lugar, com 35%. O levantamento, o primeiro do instituto no estado neste ciclo eleitoral, foi encomendado pela Rede Amazônica.Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Jairo Palheta (PCO) registra 1%, enquanto Carlos Cley (PSTU) e Delegado Marcos (Democracia Cristã) não pontuam. Somam 8% os indecisos e 1% os que afirmam que vão votar em branco, anular o voto ou não comparecer. Na consulta espontânea, em que nenhum nome é citado, Dr. Furlan marca 43% e Clécio Luís, 22%, com 35% de indecisos.Em simulação de segundo turno, Dr. Furlan venceria por 54% a 36%. Brancos, nulos e abstenções somam 4%, e 6% estão indecisos. Para 80% dos entrevistados, a escolha do candidato já é definitiva.Rejeição e cenário políticoA Quaest também mediu a rejeição dos candidatos. Clécio Luís tem o maior índice: 50% dos eleitores dizem que o conhecem e não votariam nele, contra 22% no caso de Dr. Furlan. Segundo a Folha de S.Paulo, o governador é aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e aguarda uma definição de apoio do presidente Lula à sua reeleição, no contexto da retomada das negociações entre o governo federal e o comando do Senado.Dr. Furlan foi reeleito prefeito de Macapá em 2024 com 85,08% dos votos válidos, de acordo com a Folha. A pesquisa mostra ainda que 53% dos eleitores aprovam o atual governo estadual e 37% desaprovam. Questionados sobre o principal problema do Amapá, 43% citam a saúde, seguida por desemprego (10%) e infraestrutura (9%).A corrida eleitoral no estado ocorre em meio à descoberta de indícios de petróleo na bacia Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas na costa amapaense. O tema vem sendo explorado politicamente pelos candidatos, que disputam o discurso sobre a instalação de uma base da Petrobras na região, segundo a Folha.A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número AP-09438/2026. As eleições acontecem em 4 de outubro.

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rondonia

Quaest em RO: Marcos Rogério tem 24% e Adailton Fúria, 21%, em empate técnico

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) aponta empate técnico na liderança da disputa ao Governo de Rondônia. Principal nome do bolsonarismo no estado, o senador Marcos Rogério (PL) aparece com 24% das intenções de voto no primeiro turno, contra 21% de Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, cidade conhecida como a "capital do café" da Amazônia. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.Hildon Chaves (União Brasil), ex-prefeito de Porto Velho, e Expedito Netto (PT), ex-deputado federal que migrou do PSDB, marcam 10% cada um. Completam o levantamento Samuel Costa, com 2%, e Pedro Abib (MDB), com 1%. Votos brancos, nulos e eleitores que dizem não ir votar somam 10%, enquanto os indecisos chegam a 22%.É a primeira pesquisa do instituto no estado neste ciclo eleitoral. A Quaest ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026, com nível de confiança de 95%.Na pesquisa espontânea, sem a apresentação de nomes, 65% dos entrevistados não souberam dizer em quem votariam. Entre os que citaram um candidato, Adailton Fúria lidera com 12%, seguido de perto por Marcos Rogério, com 11%. Hildon Chaves aparece com 4% e Expedito Netto, com 3%.Nas simulações de segundo turno, Marcos Rogério vence nos três cenários em que é testado: bateria Fúria por 40% a 29%, Expedito Netto por 49% a 23% e Hildon Chaves por 47% a 20%. Nos confrontos sem o senador, Fúria superaria Chaves por 37% a 23% e Netto por 41% a 18%. No único cenário sem os dois primeiros colocados, Chaves venceria Netto por 33% a 27%.

MRMarina Rocha
Lula

No Dia do Soldado, Lula defende reforço em investimentos nas Forças Armadas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (25) a ampliação dos investimentos na defesa nacional durante cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Segundo o G1, Lula afirmou que o setor de defesa precisa de recursos para 'proteger o território e riquezas' do país.A fala ocorreu ao lado do comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, e do ministro da Defesa, José Múcio. De acordo com o R7, Lula disse que o investimento em defesa 'não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro' e defendeu que o país se prepare 'não para a guerra, para a paz', visando proteger o território, as riquezas nacionais e a população.Um país com fronteira terrestre, marítima, reserva florestal, minerais críticos. E nem sabemos tudo o que temos, petróleo. A defesa não pode ser pra quando sobrar dinheiro, temos que preparar o país, não para a guerra, mas pra paz, e defender nosso território e riquezas, disse o presidente, segundo o G1.O compromisso com o aumento de verbas militares não é novo. Segundo o R7, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, no interior de São Paulo, na semana anterior, Lula já havia prometido buscar recursos para concluir o primeiro submarino nuclear brasileiro e criticado a falta de continuidade no financiamento de projetos considerados estratégicos para a soberania nacional.Acenos aos militares e questões não respondidasNa cerimônia desta terça, Lula também destacou a participação inédita de mulheres soldados no desfile militar. São as primeiras recrutas do Exército que entraram este ano e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, declarou, segundo o R7. O G1 observa que a cerimônia aconteceu no Setor Militar Urbano de Brasília, área onde se concentraram os acampamentos golpistas após as eleições de 2022.O presidente foi questionado por jornalistas presentes ao evento sobre apurações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo o G1, Lula não respondeu às perguntas e deixou o local logo depois da fala sobre defesa. Em entrevista à TV Record no domingo (23), o presidente já havia afirmado que ninguém ficará impune 'se cometeu erro' e que Lulinha terá de 'provar inocência'.

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Elections

Justiça condena vice de Tarcísio a indenizar o PT por associar partido ao narcotráfico

A Justiça condenou o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), a indenizar o PT por declarações que associaram o partido ao narcotráfico. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. A decisão ainda cabe recurso.As declarações foram feitas em janeiro, durante uma agenda oficial. Ao comentar a crise na Venezuela, Ramuth chamou o PT de "partido narcoafetivo", expressão que sugere uma afinidade entre a legenda e o crime organizado. Segundo O Globo e a CNN Brasil, a fala ocorreu quando o vice-governador comentava a prisão de Nicolás Maduro.Dias depois do episódio, Ramuth reafirmou a declaração e o PT anunciou que iria processá-lo, conforme registrou a Jovem Pan na época.Ramuth é o vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa a reeleição ao governo paulista nas eleições deste ano. A condenação sai em meio à campanha, com o PT novamente na disputa estadual.A coluna não detalhou o valor da indenização nem a vara que proferiu a sentença.

MRMarina Rocha
Politics

Quaest em MS: Riedel lidera corrida à reeleição com 40%; Trad tem 13%

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), na liderança da disputa à reeleição, com 40% das intenções de voto. O ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que lidera a chapa de oposição, aparece em segundo lugar, com 13%, seguido pelo ex-senador Delcídio Amaral (PRD), com 8%. O levantamento, o primeiro da Quaest no estado neste ciclo eleitoral, foi encomendado pela TV Morena.Outros cinco candidatos registrados no estado aparecem mais atrás. João Henrique Catan (Novo) marcou 3%, e Lucien Rezende (PSOL), 2%. Com 1% cada um figuram a liderança indígena Daniel Lemes (PCO), o economista Renato Gomes (DC) e Jefferson Bezerra (Agir). Os eleitores que pretendem votar em branco, anular ou não votar somam 11%, e os indecisos, 20%. Metade dos entrevistados afirma que a escolha do candidato é definitiva; a outra metade diz que ainda pode mudar o voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados aos eleitores, Riedel aparece com 18% e Trad, com 4%, enquanto 77% dizem não saber em quem votar. A Quaest ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de cerca de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MS-00793/2026 e BR-04312/2026.Cenários de segundo turno e avaliação do governoRiedel larga em vantagem em todas as simulações de segundo turno. Venceria Delcídio por 54% a 23%, Trad por 59% a 22% e Catan por 61% a 13%, segundo o levantamento. O governador também tem o menor índice de rejeição: 22% dizem conhecer Riedel e não votar nele, contra 47% de Delcídio e 44% de Trad.A gestão estadual é aprovada por 62% dos entrevistados e desaprovada por 16%, e 66% afirmam que Riedel merece ser reeleito. Quando perguntados sobre o principal problema do estado, 39% citam a saúde, seguida por infraestrutura (13%) e economia (9%).Riedel foi eleito em 2022 pelo PSDB e migrou para o PP. Atualmente reúne uma aliança com Republicanos, União Brasil, PL, MDB, Avante, PSDB, PSD e Cidadania. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Economy

Relator da PEC da escala 6x1 prevê entregar parecer na CCJ do Senado nesta quinta

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1, afirmou que pretende apresentar seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quinta-feira, dia 27. A proposta, parada desde maio na Casa, ganhou novo impulso nos últimos dias em meio à expectativa de governistas de que a matéria avance durante o esforço concentrado do Congresso na próxima semana.Segundo o G1, Aziz decidiu manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados sem alterações. A escolha é estratégica: qualquer mudança no conteúdo da PEC obrigaria o texto a retornar à Câmara para nova votação, o que atrasaria a tramitação. O projeto reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, substitui o modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para descansar apenas um por uma escala com dois dias de descanso remunerado, e mantém os salários vigentes, segundo reportagem do Jornal GGN.Se aprovada na CCJ, a proposta segue para o plenário do Senado, onde precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação, por se tratar de uma emenda constitucional. O regimento interno do Senado exige um intervalo mínimo de cinco sessões entre a votação de primeiro e segundo turnos, prazo que a oposição pretende usar como argumento para tentar adiar a apreciação da matéria.Resistência da oposiçãoA coordenação da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trabalha para evitar a votação da PEC da escala 6x1 ainda neste ano eleitoral, segundo apurou o G1. Aliados do candidato avaliam, porém, que a proposta tem boas chances de aprovação caso chegue ao plenário, já que seria difícil para senadores da oposição votarem contra a medida durante o período eleitoral. Segundo interlocutores do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, a estratégia será defender publicamente a importância do tema, mas argumentar que ele precisa de mais debate e não deveria ser votado 'no calor da campanha presidencial'.O PL contava com o desgaste entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para travar a matéria, mas a reaproximação entre os dois frustrou essa expectativa, segundo o G1. Nesta quarta-feira (26), Lula se reúne com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar das votações previstas para a semana seguinte. Nas redes sociais, Lula tem defendido a proposta como um compromisso de seu governo com os trabalhadores, afirmando que o fim da escala 6x1 avançará no Congresso sem redução de salário.Ao UOL, segundo o Jornal GGN, Aziz rebateu críticas do setor produtivo sobre possíveis prejuízos econômicos da mudança, argumentando que discursos alarmistas costumam acompanhar historicamente as revisões da legislação trabalhista no país. Deputados do próprio PL votaram majoritariamente a favor da proposta durante a tramitação na Câmara, um fato que integrantes do partido no Senado citam como sinal de que a aprovação também é viável na Casa.

MRMarina Rocha
debate

Sem Lula e Flávio Bolsonaro, primeiro debate presidencial de 2026 reúne só três candidatos

O primeiro debate entre candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 reuniu, no domingo (23), apenas três dos postulantes mais bem colocados nas pesquisas: Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). O confronto, organizado pela Rede Bandeirantes e pelo jornal O Estado de S. Paulo, durou cerca de uma hora e meia e foi descrito pela BBC News Brasil como o mais esvaziado desde 1989, já que os dois líderes nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), não compareceram.Segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, os três participantes somam juntos cerca de 10% das intenções de voto no primeiro turno. Lula lidera a corrida com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%, e Caiado aparece em terceiro lugar isolado, com 5%, conforme o levantamento mais recente, divulgado nesta terça-feira (25). Durante o debate, os três candidatos presentes defenderam suas propostas e dirigiram críticas aos favoritos ausentes.Romeu Zema (Novo), outro nome convidado, também não participou do debate na Band. Ele havia confirmado presença, mas cancelou a ida ao confronto no sábado (22), após ser informado de que Lula e Flávio Bolsonaro não estariam presentes. No lugar do debate, Zema optou por participar de uma entrevista individual ao Jornal Nacional, da TV Globo, na segunda-feira (24), abrindo uma série de sabatinas que a emissora promove com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto.Sabatinas na GloboA série de entrevistas do Jornal Nacional segue ao longo da semana: depois de Zema, foi a vez de Ronaldo Caiado nesta terça (25); Renan Santos vai à sabatina na quarta (26); Lula, na quinta (27); Flávio Bolsonaro, na sexta (28); e Augusto Cury encerra a rodada no sábado (29). Na entrevista à Globo, Caiado defendeu uma anistia ampla e geral aos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e comparou a medida à anulação das condenações de Lula pelo Supremo Tribunal Federal na Operação Lava Jato, segundo a Folha de S.Paulo. O jornal ressalva que Lula não foi anistiado: o STF anulou os processos por identificar nulidades, em decisão de 2021.Questionado sobre ajuste fiscal, Caiado não detalhou como pretende reformar a Previdência, mas disse que vai propor, já no primeiro dia de eventual governo, uma emenda para limitar os gastos públicos a 50% do Produto Interno Bruto (PIB), descontada a inflação. Ele voltou a defender a criação de uma força policial conjunta com países vizinhos, batizada de SulPol, inspirada na Europol.Enquanto isso, Augusto Cury seguiu com agenda de campanha própria. Segundo o G1, o candidato do Avante esteve em São Paulo e depois em Montes Claros (MG), onde discutiu propostas para o agronegócio, defendeu medidas de responsabilidade fiscal para reduzir os juros e prometeu financiar 10 milhões de microempresas, além de propor mudanças no Bolsa Família para que beneficiários com carteira assinada ou microempresa não percam o auxílio por um período de transição.

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stf

Caiado é sabatinado na Globo e defende anistia ampla a condenados do 8 de Janeiro

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, defendeu nesta terça-feira (25) uma anistia "ampla, geral e irrestrita" aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, durante entrevista à TV Globo. A sabatina, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli no programa especial sobre as eleições de 2026, foi ao ar logo após o Jornal Nacional, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Caiado foi o segundo dos seis principais candidatos a participar da série de entrevistas, que começou no dia anterior com Romeu Zema (Novo) e segue até o dia 29 com Renan Santos (Missão), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o escritor Augusto Cury (Avante).Segundo a Folha de S.Paulo, Caiado afirmou que pretende enviar um projeto de anistia ampla, que incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como forma de "pacificar o país". Ele comparou a medida à anulação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), das condenações de Lula na Operação Lava Jato, dizendo que faria "da mesma maneira que, de uma forma especial, o Supremo também concedeu ao presidente Lula". A comparação é imprecisa: Lula não foi anistiado pelo STF, que em 2021 anulou os processos por identificar nulidades, entre elas a suspeição do então juiz Sergio Moro, e não por conceder perdão político aos crimes imputados a ele.Candidato disse nunca ter contestado o resultado de eleições e se declarou democrata. Para justificar a anistia aos golpistas, citou o que chamou de tradição brasileira de perdões políticos, mencionando como exemplo uma medida assinada pelo então presidente Juscelino Kubitschek nos anos 1950. "O traço do brasileiro não é de construir o ódio", disse, segundo a Folha.Ajuste fiscal sem detalhesQuestionado sobre medidas econômicas, Caiado não respondeu diretamente se pretende alterar a idade mínima de aposentadoria nem como faria o ajuste das contas públicas. "Não tenho condição de detalhar minúcias", afirmou. Ele disse que sua meta é limitar as despesas públicas a, no máximo, 50% do Produto Interno Bruto (PIB), corrigidas pela inflação, e que enviaria uma emenda ao Congresso com essa proposta já no primeiro dia de governo, caso eleito.Na área de segurança pública, o candidato voltou a defender a criação de uma força policial conjunta com países vizinhos do Brasil, batizada de SulPol, inspirada na Europol, agência de cooperação policial da União Europeia. Segundo o G1, que também acompanhou a entrevista ao vivo, Caiado foi questionado sobre a participação de militares na tentativa de golpe e sobre o chamado "Punhal Verde e Amarelo", plano das forças golpistas para assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.De acordo com o agregador de pesquisas da BBC News Brasil, que reúne levantamentos de institutos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel e MDA, Caiado aparecia em terceiro lugar na corrida presidencial na terça-feira, com 5% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula, com 40%, e Flávio Bolsonaro, com 34%. Os seis candidatos entrevistados na sabatina da Globo foram escolhidos por serem os mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto.

MRMarina Rocha
Elections

Mendonça propõe ao TSE tese vinculante para definir o que é deepfake nas eleições

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (25) que a Corte fixe uma tese vinculante para definir os critérios que separam um deepfake proibido de outros usos de inteligência artificial na propaganda eleitoral. Segundo o ministro, só deve ser enquadrado como deepfake o conteúdo sintético de áudio ou vídeo que apresente 'grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade', ou seja, capaz de enganar o eleitor a ponto de parecer um registro verdadeiro.A proposta foi apresentada em uma decisão individual que atendeu a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), determinando a retirada de um vídeo feito com inteligência artificial. Segundo o O Globo, o conteúdo foi publicado em 11 de agosto pelo perfil '@forabolsonaronacional' no Instagram e mostra um intérprete falando em primeira pessoa como se fosse o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente na operação Compliance Zero, associando o senador a um suposto esquema de 'rachadinha'. Mendonça classificou o material como deepfake em juízo preliminar e determinou sua retirada e não reiteração.De acordo com o O Globo, a tese diferencia duas categorias já previstas na resolução do TSE publicada neste ano: de um lado, conteúdo sintético produzido com IA que pode circular desde que identificado; de outro, o deepfake propriamente dito, submetido a um regime de proibição mais rigoroso. Mendonça argumenta que apenas rotular um conteúdo como feito por IA 'não tem aptidão para tornar lícito' um material que, pelas suas características, se enquadra como deepfake. O ministro também afirmou que não é necessário provar que algum eleitor de fato acreditou no conteúdo: basta que o material, pelo contexto e pela verossimilhança, tenha capacidade objetiva de passar por um registro autêntico.Tese busca uniformizar decisõesMendonça justificou a iniciativa pela 'relevância da matéria' e pela expectativa de multiplicação de casos semelhantes ao longo da campanha de 2026, defendendo mais segurança jurídica e previsibilidade nas decisões da Justiça Eleitoral. A proposta foi feita em decisão individual e ainda precisa ser submetida ao plenário do TSE. Segundo o O Globo, a tendência é que ela vá primeiro ao plenário virtual, sem entrar na pauta da sessão presencial desta quinta-feira, embora algum ministro possa pedir destaque e levar o tema ao plenário físico.A proposta de Mendonça, porém, contraria um entendimento que já vinha se forming entre outros ministros do TSE. Ainda segundo o O Globo, julgamentos recentes no plenário virtual da Corte, capitaneados pela ministra Estela Aranha, vinham adotando leitura mais abrangente da resolução, considerando irregular o uso de IA para colocar candidatos em falas, comportamentos ou situações que não ocorreram na realidade, independentemente do grau de realismo da peça. Nesses casos, Mendonça ficou vencido até a interrupção das análises. A coluna Painel, da Folha de S.Paulo, informou que a própria campanha de Flávio Bolsonaro já prevê derrota no julgamento sobre o uso de deepfake e espera que o TSE acabe proibindo peças com esse tipo de tecnologia.

MRMarina Rocha
sao-paulo

Quaest em SP: Tarcísio lidera com 40% para o governo; Haddad tem 27%

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lidera as intenções de voto para a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes com 40% no primeiro turno, segundo pesquisa da Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aparece na segunda posição com 27% das preferências no principal colégio eleitoral do país. O levantamento encomendado pela TV Globo mostra o atual chefe do Executivo paulista à frente na corrida eleitoral. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que consolida a vantagem de Tarcísio fora do limite de empate técnico no cenário estimulado. Além da disputa pelo comando do estado, o instituto também avaliou a aprovação da gestão estadual. Segundo o levantamento da Quaest, 56% dos eleitores paulistas aprovam o governo de Tarcísio de Freitas, enquanto 31% desaprovam a administração paulista. O desempenho reflete suporte consolidado na capital e no interior do estado. A sondagem da Quaest faz parte de uma rodada de pesquisas estaduais que também mensurou a corrida presidencial em São Paulo. No cenário nacional testado no estado, o deputado federal Flávio Bolsonaro obteve 30% das intenções de voto no eleitorado paulista, ante 29% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma disputa acirrada no maior estado do país.

MRMarina Rocha
Elections

Quaest em SP: Flávio Bolsonaro tem 30% e Lula, 29%, em empate técnico

Uma nova pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial entre os eleitores de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. No cenário estimulado de primeiro turno, Flávio aparece numericamente à frente, com 30% das intenções de voto, contra 29% de Lula, segundo a VEJA.A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos, o que caracteriza um empate técnico entre os dois principais candidatos. A pesquisa foi encomendada pela Globo e ouviu 1.800 eleitores paulistas entre os dias 21 e 24 de agosto.Demais candidatos distantes na disputaAtrás dos dois líderes, a pesquisa mostra uma distância expressiva para os demais nomes testados. Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 5% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) registra 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) tem 3%. Considerada a margem de erro de dois pontos, os três estão tecnicamente empatados entre si.Augusto Cury (Avante) aparece com 2%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) registram 1% cada, enquanto Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) aparecem com 0%. No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), candidato considerado inelegível pela Justiça Eleitoral, ele soma 4% das intenções de voto.O levantamento ainda registra 13% de eleitores indecisos e 12% que pretendem votar em branco, anular o voto ou dizem que não vão votar. Esses percentuais reforçam a competitividade da disputa em um estado que concentra o maior número de eleitores do Brasil e costuma ser decisivo para o resultado nacional das eleições presidenciais.A mesma rodada da Quaest em São Paulo também mediu outras disputas no estado nesta terça-feira, incluindo a corrida ao governo estadual, com vantagem de Tarcísio de Freitas sobre Fernando Haddad, e a disputa ao Senado, marcada por triplo empate técnico entre Guilherme Derrite, Marina Silva e Simone Tebet.

MRMarina Rocha
Elections

Suprema Corte dos EUA autoriza governo Trump a restringir voto pelo correio

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta segunda-feira (24) o governo do presidente Donald Trump a avançar com um decreto que restringe o voto pelo correio, a pouco mais de dois meses das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso americano. Em decisão de emergência, os ministros suspenderam uma liminar da juíza federal Indira Talwani, de Boston, que desde junho impedia a implementação da diretiva em 23 estados e na capital, Washington, segundo reportagens da Folha de S.Paulo e do InfoMoney.A decisão não foi assinada, como é comum em ordens de emergência. A maioria conservadora da corte, de 6 ministros contra 3, aceitou o argumento do Departamento de Justiça de que o governo "provavelmente sofreria danos irreparáveis" se o bloqueio fosse mantido. As três ministras progressistas divergiram. Ketanji Brown Jackson escreveu que a maioria "introduz desnecessariamente caos e incerteza nas próximas eleições de meio de mandato".O que determina o decretoAssinado por Trump em março, o decreto determina que o Departamento de Segurança Interna compile listas de cidadãos aptos a votar em cada estado e que o Departamento de Justiça priorize a investigação de autoridades eleitorais que distribuam cédulas a pessoas consideradas inelegíveis. O texto também exige que o Serviço Postal entregue cédulas apenas a eleitores incluídos nas listas estaduais aprovadas de votação por correspondência.Em junho, Talwani concluiu que o presidente não tinha autoridade para impor mudanças na forma como os estados administram eleições federais, já que a Constituição americana atribui aos estados a definição dos requisitos de elegibilidade dos eleitores. A juíza também apontou que as agências federais não têm capacidade de compilar listas precisas de cidadãos. Os estados que entraram com a ação, a maioria governada por democratas, argumentaram que a mudança apressada às vésperas do pleito poderia privar "um número substancial de eleitores" do direito ao voto.Apesar da vitória de Trump, o alcance prático da decisão ainda é limitado. A corte não se pronunciou sobre uma segunda liminar de Talwani, emitida em 11 de agosto em ação separada movida por grupos de defesa do direito ao voto, que continua impedindo o Serviço Postal de aplicar as regras mais rígidas em todo o país. Com a votação antecipada prestes a começar em vários estados, não está claro se as regras da Casa Branca estarão em vigor no dia da eleição.O decreto integra um esforço mais amplo de Trump para mudar as regras eleitorais dos EUA. O presidente há anos questiona a segurança das cédulas enviadas pelo correio e fez alegações falsas de fraude generalizada, inclusive sobre sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden, embora as evidências de fraude eleitoral no país sejam raras. Ele também pressiona o Congresso, controlado pelos republicanos, a aprovar o pacote de restrições eleitorais chamado SAVE America Act. A restrição ao voto pelo correio tende a beneficiar os republicanos, já que eleitores democratas historicamente usam mais essa modalidade.

MRMarina Rocha
Lula

Pesquisa Real Time Big Data: Flávio tem 38% e Lula, 33% em SP no 1º turno

O senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para a Presidência da República em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (24). No cenário de primeiro turno, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro registra 38% das intenções de voto, contra 33% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.Na sequência aparecem Renan Santos (Missão) e Pablo Marçal (PRTB), com 7% cada. Marçal registrou candidatura mesmo estando inelegível até 2032; nesta segunda, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve a punição, segundo a Revista Oeste. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), 3%, e o escritor Augusto Cury (Avante), 1%. Os demais candidatos testados somam 1%. Votos brancos e nulos representam 3% do total, mesmo percentual dos indecisos.No único confronto de segundo turno testado pelo instituto, Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Brancos e nulos somam 3%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.A pesquisa também mediu rejeição e avaliação do governo federal, segundo a CNN Brasil e a Exame. Lula é o nome mais rejeitado: 51% dos paulistas dizem que não votariam nele de jeito nenhum, contra 49% que afirmam o mesmo sobre Flávio. O governo é desaprovado por 55% e aprovado por 41% no estado; para 40%, a gestão é ruim ou péssima, 25% a consideram ótima ou boa, e 32%, regular. Por perfil de eleitor, há empate entre as mulheres, com 36% para cada candidato. Lula tem seu melhor desempenho entre eleitores com mais de 60 anos (39%) e na faixa de até dois salários mínimos (43%), enquanto Flávio lidera entre os homens (40%) e nas faixas de renda mais altas (40%), de acordo com a Exame.Vantagem menor que a do pai em 2022O resultado mantém São Paulo como um estado mais favorável ao campo bolsonarista, mas com margem menor que a de 2022, observa o InfoMoney. No segundo turno daquela eleição, Jair Bolsonaro venceu Lula no estado por 55,23% a 44,77% e ficou à frente em 547 dos 645 municípios paulistas. Os 44% atribuídos agora a Lula na simulação de segundo turno ficam próximos dos 44,77% que ele obteve nas urnas há quatro anos; a maior diferença aparece no lado do PL, já que o pai de Flávio superou os 55%. No cenário nacional, o quadro é diferente: pesquisa Nexus/BTG, também divulgada nesta segunda-feira, aponta Lula à frente no primeiro turno, com 41% contra 37% de Flávio, segundo a CNN Brasil.A Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores em todo o estado de São Paulo entre os dias 19 e 22 de agosto. O levantamento foi feito com recursos do próprio instituto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-06537/2026.

MRMarina Rocha
Federal Police

PF investiga vice de Marçal por suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo do PRTB

A Polícia Federal investiga Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB e candidato a vice na chapa presidencial de Pablo Marçal, por suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral do partido nas eleições municipais de 2024. A informação foi revelada nesta terça-feira (25) pelo colunista Artur Rodrigues, do UOL, e repercutida pelo Diário do Centro do Mundo. Segundo a apuração, os principais beneficiados seriam o próprio dirigente e seus familiares, que teriam recebido parte dos recursos por meio de empresas intermediárias.A investigação começou após uma denúncia anônima sobre um repasse do partido ao escritório de advocacia de Samuel Alves de Azevedo, secretário-geral do PRTB. O escritório recebeu R$ 750 mil do fundo eleitoral no início de setembro de 2024. Com a quebra de sigilos bancários, os investigadores identificaram que, entre aquele mês e fevereiro de 2025, R$ 501 mil seguiram para contas ligadas a Avalanche e sua família por meio da JFX Consultoria e da Superstar Corporate Ltda., empresas suspeitas de integrar o esquema.Conforme os dados examinados pela PF, o escritório transferiu R$ 100 mil para a mulher de Avalanche, Ana Cláudia Ferreira de Faria Alves, que devolveu o valor em três operações em outubro de 2024 e, dez dias depois, recebeu R$ 150 mil da Superstar. A mesma empresa enviou R$ 100 mil ao filho do dirigente, que tinha 13 anos à época. O adolescente movimentou R$ 751 mil nos oito meses abrangidos pela quebra de sigilo, incluindo repasses aos próprios pais. A PF também rastreou dois pagamentos de R$ 50 mil feitos pela empresa de Adevando Junior, então tesoureiro do PRTB, à esposa e ao filho de Avalanche.Os investigadores apontaram indícios de que as empresas serviram para ocultar a origem e o destino dos valores. A JFX Consultoria, criada em abril de 2024, movimentou R$ 160 mil em operações com os investigados. A Superstar tinha endereço em uma rua residencial de Americanópolis, na periferia de São Paulo, enquanto seu sócio à época declarava endereço em Vilhena, Rondônia.Não é o primeiro problema de Avalanche com a Justiça. Segundo O Globo, ele é réu na Justiça Eleitoral de São Paulo por violência política e associação criminosa, em processo que corre em segredo de Justiça. O Ministério Público o acusa de fraudar a eleição interna que o levou ao comando do PRTB em 2024, com o uso de supostos fundadores filiados retroativamente, e de ameaçar de morte uma dirigente partidária. Ele nega todas as acusações.Sobre a investigação do fundo eleitoral, Avalanche negou irregularidades em nota e afirmou que colabora com as apurações. "Não me é possível comentar aspectos específicos do caso fora dos autos", declarou, acrescentando que prestará esclarecimentos "no momento processual adequado". Ele deve depor nas próximas semanas. Samuel Alves, a Superstar e Adevando Junior não responderam aos pedidos de manifestação.

MRMarina Rocha
Economy

Campanha de Flávio Bolsonaro age para adiar votação da PEC do fim da escala 6x1

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência mobilizou aliados no Senado para tentar adiar a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, segundo reportagem de O Globo. O movimento começou depois que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que pode pautar a proposta, uma das bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca aprová-la antes das eleições de outubro.De acordo com O Globo, a articulação está concentrada no senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da candidatura de Flávio. Durante a primeira semana de esforço concentrado do Congresso, em agosto, Marinho tentou um acordo com Alcolumbre para que a PEC não fosse votada no período eleitoral. A estratégia sofreu um revés: na mesma semana, Alcolumbre se reuniu com Lula, comprometeu-se a destravar a proposta e a enviou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator será o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do Planalto.Ainda segundo o jornal, o plano da oposição é usar pedidos de vista e emendas para ganhar tempo e impedir que o texto passe pela CCJ e pelo plenário na última semana de esforço concentrado, marcada para começar em 31 de agosto. Aliados do governo, como o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), e o próprio Aziz, admitem que o cenário é indefinido e que não há garantia de acordo para votar antes do pleito. Aziz afirma que apresentará o relatório na semana de votações, mas que a data caberá aos líderes das bancadas.Aprovada pela Câmara em 27 de maio, a PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado, sem corte de salário, conforme a Agência Senado. A transição é progressiva: 60 dias após a promulgação, a jornada cai para 42 horas; após 12 meses, chega às 40 horas definitivas. Para virar emenda constitucional, o texto precisa de ao menos 49 votos no plenário do Senado, em dois turnos.Marinho apresentou uma PEC alternativa, que permite ao empregado escolher entre o regime tradicional da CLT e um modelo baseado em horas efetivamente trabalhadas, com negociação individual ou coletiva. Alencar disse que não designará relator para essa proposta, mas admitiu que trechos dela podem ser incorporados ao texto principal se houver acordo. No discurso público, a campanha de Flávio evita atacar o mérito da medida e defende que o debate ocorra fora do período eleitoral. "Lula está desesperado, o seu governo foi um desastre", disse o deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa, que votou a favor da PEC na Câmara. Já Daniella Marques, da equipe econômica do candidato, classificou a discussão como "um debate populista" em evento empresarial na sexta-feira.Do outro lado, o g1 informa que Lula se reúne nesta quarta-feira (26) com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para destravar pautas com potencial impacto eleitoral, entre elas a PEC do fim da 6x1, a PEC da Segurança Pública, o marco de minerais críticos e a medida provisória que derrubou a chamada "taxa das blusinhas".

MRMarina Rocha
children

Discord negocia TAC com governo federal para se adequar às regras do Brasil

O Discord negocia com o governo federal a assinatura de um TAC (termo de ajustamento de conduta) para adaptar suas funcionalidades às regras brasileiras, encerrar investigações e evitar novas punições à plataforma. A informação é da Folha de S.Paulo, que apurou que as tratativas envolvem o Ministério da Justiça e a AGU (Advocacia-Geral da União). A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), ao menos a princípio, ficaria de fora do acordo e seguiria com seu próprio processo contra a empresa.O cerco das autoridades ao aplicativo se intensificou após a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, em julho. Segundo as investigações, a jovem teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio, em cenas transmitidas pela plataforma. O caso ganhou repercussão nacional e levou a primeira-dama, Janja Lula da Silva, a defender o bloqueio do Discord no país.Suspensão das lives e recursoEm 7 de agosto, a ANPD abriu processo de fiscalização para apurar falhas na proteção de crianças e adolescentes. Cinco dias depois, determinou a suspensão das transmissões ao vivo, incluindo a função "Go Live", e de outros recursos de vídeo até que a empresa comprove medidas efetivas de proteção a menores. O Discord cumpriu a ordem em 17 de agosto, mantendo mensagens e áudio disponíveis, mas recorreu. Nesta segunda-feira (24), apresentou um novo recurso pedindo a anulação da medida, que classificou como "desproporcional", segundo o G1. A empresa argumenta que a suspensão equivale a uma sanção que, pela sua leitura do ECA Digital, a lei de proteção de crianças no ambiente digital, só poderia ser imposta pela Justiça.Em documentos enviados à ANPD e obtidos pela CNN Brasil, o Discord contesta a relação direta entre a morte e a plataforma. A empresa afirma que a adolescente morreu às 5h03 de 22 de julho, enquanto o servidor ligado ao caso já havia sido removido às 4h15. Por essa cronologia, o primeiro alerta externo chegou às 3h50, por meio de um pedido de emergência do NOAD (Núcleo de Observação e Análise Digital); o caso foi escalado internamente às 4h10 e o servidor derrubado cinco minutos depois. A plataforma diz ainda ter encontrado indícios de que parte da atividade criminosa foi coordenada em outros aplicativos, como Telegram e TikTok, embora tenha reconhecido que sinais de risco presentes no servidor não acionaram alertas antes do episódio.Frentes paralelasA negociação do TAC corre em paralelo ao processo da ANPD. De acordo com a Folha, as conversas começaram antes da suspensão das lives: a AGU já havia recebido uma proposta do Discord para reforçar a segurança dos usuários, sobretudo menores de idade, e avaliava convertê-la em um termo formal. A agência, por sua vez, já sinalizou que as transmissões podem ser retomadas se a empresa apresentar medidas consideradas razoáveis. O caso também é acompanhado pelo Ministério Público Federal, que abriu em 18 de agosto um procedimento para fiscalizar mecanismos de verificação de idade, a moderação de conteúdo audiovisual e a representação institucional da empresa no Brasil.Procurado pela CNN Brasil, o Discord não comentou o caso.

MRMarina Rocha
media

Governo Lula discute regra sobre transparência de anúncios de big techs, diz Folha

O governo Lula (PT) discute a publicação de um regramento que determinará como as big techs devem disponibilizar os dados sobre os anúncios e impulsionamentos vendidos em suas plataformas. A informação é da Folha de S.Paulo, que ouviu integrantes do governo e publicou a apuração nesta terça-feira (25). Segundo o jornal, as discussões estão centradas no Ministério da Justiça e ainda não há consenso sobre quais dados as empresas teriam de abrir nem sobre o nível de acesso público a essas informações.Hoje, as únicas obrigações de transparência sobre publicidade digital no Brasil valem para empresas que permitem propaganda eleitoral paga, por força de regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Nesta eleição, apenas Meta e Kwai oferecem esse tipo de serviço. Uma eventual portaria, conforme a Folha, alcançaria publicidade de qualquer tema.O foco principal declarado por integrantes do governo é combater e investigar fraudes e golpes aplicados por meio de anúncios nas redes sociais. O decreto editado pelo governo em maio, com base nos termos de um julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), já previa que as empresas mantivessem por um ano os dados dos anúncios veiculados em suas plataformas. O texto, porém, deixou para uma regulamentação posterior a forma de acesso a essas informações para fiscalização.Se a nova regra for publicada e entrar em vigor ainda durante a campanha, abrirá mais um caminho para fiscalizar plataformas que hoje afirmam não permitir o impulsionamento de conteúdo político. A medida ajudaria a verificar se elas de fato estão barrando esse tipo de anúncio.De acordo com a Folha, membros do governo se reuniram nas últimas semanas com representantes de empresas e de organizações ligadas ao setor para tratar do tema, mas não há certeza de que uma decisão saia antes do fim do atual mandato. Um dos interlocutores ouvidos pelo jornal citou como dados mais básicos, que potencialmente poderiam ser públicos, o anúncio veiculado e o nome do contratante. O valor pago pela publicidade é visto como informação mais sensível.

MRMarina Rocha
Corruption

Promotoria exige explicações da gestão Nunes por contrato de iluminação de R$ 7 bi

O Ministério Público de São Paulo abriu uma nova frente na investigação sobre supostas irregularidades no contrato de iluminação pública da capital paulista, avaliado em R$ 6,9 bilhões. Em despacho de quinta-feira (20), a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social exigiu explicações da procuradora-geral do Município, Luciana Sant'Ana Nardi, por supostamente impor obstáculos ao cumprimento de decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal) que resultariam no cancelamento do contrato vigente, segundo revelou a Folha de S.Paulo.A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou, em resposta ao jornal, que executa o contrato de forma regular e que, assim que for oficialmente intimada, apresentará à Justiça todos os esclarecimentos necessários.O contrato com o consórcio Ilumina SP, formado pelas empresas FM Rodrigues e CLD Construtora, nasceu de uma licitação concluída em 2018 e prevê a prestação dos serviços de iluminação por 20 anos. Em processo encerrado em dezembro de 2024, o STF considerou que o certame desclassificou irregularmente o consórcio Walks, que havia apresentado proposta cerca de R$ 1,3 bilhão mais barata. Em 2022, já sob a gestão Nunes, um aditivo sem licitação incluiu os serviços semafóricos no contrato, ao custo de R$ 3,8 bilhões.O Ministério Público calcula que a manutenção do contrato tido como irregular gerou um prejuízo acumulado de R$ 513 milhões até julho deste ano, incluindo pagamentos já feitos. Com base nesse valor, a Promotoria pediu e obteve do TJ-SP, no dia 14 de agosto, o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão em bens de ex-agentes públicos e das empresas envolvidas, montante que soma o suposto prejuízo e uma multa de igual valor. Na quinta-feira (20), o desembargador Borelli Thomaz, da 13ª Câmara de Direito Público, rejeitou recurso das empresas e manteve o bloqueio, fixado em R$ 1.026.618.672,72, segundo o g1.Suspeita de favorecimentoAs investigações apontam suposto favorecimento ao consórcio vencedor na concorrência internacional aberta em 2015. Segundo o g1, uma sindicância da Corregedoria Geral do Município concluída em janeiro de 2020 encontrou "indícios robustos e convergentes" de que servidores do Ilume, o departamento municipal de iluminação, atuaram para inabilitar o consórcio Walks antes da abertura das propostas comerciais. A então diretora do órgão, Denise Maria Ayres de Abreu, é suspeita de receber pagamentos mensais da FM Rodrigues, suspeita reforçada por gravações de áudio de 2017. Ela está entre os alvos do bloqueio de bens, ao lado do ex-secretário municipal de Serviços e Obras, Marcos Rodrigues Penido, e de João Manoel da Costa Neto, diretor-presidente da SP Regula.Em nota, Penido disse que apresentará sua defesa técnica e prestará os esclarecimentos necessários. A Ilumina SP afirmou que os pontos abordados pelo MP já foram alvo de investigações anteriores, nas quais a concessionária prestou todos os esclarecimentos.

MRMarina Rocha
defense

Lula e Erdogan acertam cooperação em defesa; Brasil enviará comitiva a Ancara

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (24) com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e os dois líderes acertaram o aprofundamento da cooperação bilateral em defesa. O Brasil vai enviar a Ancara uma comitiva formada por representantes dos ministérios da Defesa e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para começar a implementar o Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa, já ratificado pelos parlamentos dos dois países.Segundo o Poder360, Lula afirmou que o Brasil pretende ampliar os investimentos no setor de defesa e quer estimular parcerias entre empresas brasileiras e turcas. Os dois governos também decidiram criar um conselho estratégico comandado pelos respectivos vice-presidentes, encarregado de elaborar um roteiro para o aprofundamento das relações bilaterais, conforme reportagem do Congresso em Foco.Em nota, o governo turco informou que Erdogan disse acreditar que os dois países podem implementar "um modelo de cooperação econômica capaz de ampliar a prosperidade de seus povos diante de tendências protecionistas". O presidente turco também elogiou a política externa brasileira, que, na avaliação dele, "contribui para a paz mundial" ao priorizar a paz em questões regionais e globais.Convite para a COP31Durante a ligação, Erdogan formalizou o convite para Lula participar da COP31, a Conferência do Clima da ONU marcada de 9 a 20 de novembro em Antália, no litoral da Turquia, semanas depois do segundo turno das eleições no Brasil. Lula confirmou presença. Será a terceira conferência do clima com a participação dos dois líderes, que estiveram juntos na COP28, nos Emirados Árabes Unidos, e na COP29, no Azerbaijão.Segundo nota do Planalto, os presidentes "lamentaram a persistência de conflitos ao redor do mundo e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio".

MRMarina Rocha
Politics

'Dark Horse' obtém registro na Ancine em meio a investigações envolvendo produtora

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) concedeu em 7 de agosto o Registro de Obra Estrangeira (ROE) de "Dark Horse", longa de ficção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protagonizado pelo ator americano Jim Caviezel. O registro, uma etapa preliminar para o lançamento comercial do filme no Brasil, foi obtido em meio a investigações que têm como alvo a produtora da obra, a Go Up Entertainment.Segundo a Folha de S.Paulo, o filme deve receber o título nacional "O Azarão", tem 1h40 de duração e ainda não tem previsão de estreia. Para ser exibido nos cinemas, falta obter o Certificado de Registro de Título (CRT), documento que comprova os direitos de exploração comercial da obra no país. De acordo com a Ancine, a distribuidora Europa Filmes ainda não entrou com esse pedido. Depois da emissão do certificado, será preciso ainda obter a classificação indicativa no Ministério da Justiça.O pedido de registro havia sido feito em junho. No mesmo período, a agência abriu um processo administrativo contra a Go Up Entertainment após uma denúncia de que a obra, falada em inglês e dirigida e estrelada por americanos, foi gravada em território brasileiro sem comunicação prévia à Ancine, como determina a regulamentação para produções estrangeiras. Se a irregularidade for confirmada, a empresa pode ser multada em valores de R$ 2 mil a R$ 100 mil. Na semana passada, a Polícia Federal solicitou à agência informações sobre o processo. Segundo a Ancine, a produtora não havia apresentado a documentação exigida para as filmagens.Repasses de recursos sob apuraçãoTambém em junho, a Go Up esteve no centro de uma operação da Polícia Civil ligada a um inquérito que apura se houve irregularidades e desvios de um contrato municipal e se os recursos foram parar na equipe do longa, informou a Folha. Já em julho, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito para investigar repasses feitos à produção pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, segundo o G1. A investigação busca verificar se o dinheiro foi efetivamente usado para financiar o filme.A apuração sobre o financiamento partiu de mensagens e áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil que indicam que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, pediu dinheiro a Vorcaro para bancar a produção. O valor inicialmente mencionado nas negociações chegou a US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões), mas os valores efetivamente transferidos ainda são objeto de investigação.Conforme a Ancine, os procedimentos de registro têm prazo de até 30 dias para ser concluídos quando não há exigências a cumprir. O lançamento comercial da obra só poderá ocorrer depois de cumpridas todas as etapas.

MRMarina Rocha
Elections

Moraes diz que modelo eleitoral "faliu" e defende migração para voto distrital misto

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou nesta segunda-feira (24) que o modelo eleitoral brasileiro "faliu" e defendeu a substituição gradual do sistema proporcional pelo voto distrital misto. As declarações foram feitas durante palestra no Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), em evento do Congresso Nacional de Direito Público, Controle Externo e Governança Pública, segundo o Estadão e o Estado de Minas.Para o ministro, o modelo atual favorece a eleição de parlamentares sem identificação com as legendas e contribui para enfraquecer o Congresso Nacional."Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não têm vinculação nenhuma a partidos, que se preocupam muito mais em ficar fazendo live da Câmara do que discutir o projeto que está sendo votado. [Candidatos e eleitos] que enfraquecem o Congresso", afirmou Moraes.Transição progressivaNo voto distrital misto, parte dos parlamentares é eleita diretamente nos distritos e outra parcela é definida pelo desempenho dos partidos. Na avaliação de Moraes, o formato aumentaria a vinculação entre eleitores, candidatos e legendas. Ele defendeu que a mudança comece com uma fatia menor das cadeiras e avance nas eleições seguintes."Eu defendo há muito tempo, desde o tempo de promotor, que o Brasil saia do proporcional puro e vá para o distrital misto. Podemos começar com 30% distrital. Daí, na outra, 40%, 60%", disse. Hoje, deputados federais, estaduais, distritais e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, enquanto senadores e os titulares do Executivo são escolhidos pelo voto majoritário.Moraes ligou o sistema eleitoral às dificuldades de governabilidade e disse que a Constituição de 1988 foi desenhada para uma democracia com partidos fortes. "Se nós não tivermos partidos fortes, vamos ter sempre esse problema de governabilidade", afirmou. Segundo o portal Claudio Dantas, ele também defendeu rever as regras de financiamento partidário como parte de uma reforma política mais ampla. Na mesma palestra, o ministro citou os dois impeachments presidenciais desde 1988 e os ataques de 8 de janeiro de 2023 como crises superadas pelas instituições. "Não há caminho mais seguro para a manutenção da democracia, mesmo com todos os problemas, do que fortalecer as instituições", declarou, ao defender reformas nos três Poderes, incluindo decisões mais rápidas do Judiciário em processos sobre obras e investimentos.Moraes também disse que o país foi "ingênuo" ao acreditar que as big techs eram neutras e afirmou que os algoritmos das plataformas podem influenciar o debate eleitoral. Por fim, defendeu atuação integrada de polícia, Ministério Público e Judiciário no combate ao crime organizado, com respostas mais rápidas e coordenadas.

MRMarina Rocha
Politics

Governo estima salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, anuncia Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (24) que o governo federal estima o salário mínimo em R$ 1.741 para 2027. O valor constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado ao Congresso até o dia 31 deste mês, segundo o G1. A estimativa subiu em relação à Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, na qual o governo havia calculado o piso em R$ 1.717. Se confirmado, o novo valor representará um reajuste de cerca de 7,4%, ou R$ 120, sobre o mínimo atual de R$ 1.621. De acordo com o Poder360, Durigan falou a jornalistas no Ministério da Fazenda após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros da área econômica para fechar a proposta orçamentária de 2027. "Aproveito para mencionar que também o salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. Ele, necessariamente, cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm a indexação do salário mínimo", disse o ministro, conforme o G1. Valor final só sai em dezembro O número ainda pode mudar até dezembro de 2026. O salário mínimo definitivo só será conhecido quando for divulgado o INPC de novembro, índice de inflação usado para corrigir o piso. Pela regra atual, o reajuste considera o INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento do PIB de dois anos antes. Durigan afastou a possibilidade de desvincular o salário mínimo dos benefícios sociais, o que significa que aposentadorias e outros pagamentos indexados ao piso também refletirão o reajuste. Segundo o ministro, a proposta de Orçamento para 2027 prevê superávit, ou seja, o governo deve gastar menos do que arrecada no próximo ano. O salário mínimo está hoje em R$ 1.621, após reajuste de 6,79% concedido neste ano. Instituído em janeiro de 1936, no governo Getúlio Vargas, o piso completou 90 anos em 2026. O Dieese calcula que o salário necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo vigente.

MRMarina Rocha
Politics

Quaest em SC: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 20% na disputa presidencial

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto dos eleitores de Santa Catarina na disputa pela Presidência da República, contra 20% do presidente Lula (PT), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). O levantamento, encomendado pela NSC, mede a corrida presidencial no estado para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.Atrás dos dois líderes aparecem Renan Santos (Missão), com 4%, e, empatados com 3% cada, Romeu Zema (Novo), o escritor Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). Samara Martins (UP) tem 1%, e os demais candidatos não passam de 0%, segundo o G1. Os indecisos somam 13%, e 8% dizem que vão votar em branco, anular o voto ou não pretendem votar.A Quaest também testou um cenário com Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura apesar de estar inelegível e aguarda julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nessa versão, Flávio Bolsonaro mantém 45% e Lula, 20%. Marçal aparece com 2%, empatado com Cury, enquanto Renan Santos fica com 4% e Zema e Caiado, com 3% cada. Os votos em branco, nulos ou a abstenção caem para 7%.Voto decididoPara 70% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva. Outros 30% dizem que ainda podem mudar o voto até a eleição. De acordo com a NSC, entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 79% consideram a decisão fechada; entre os de Lula, o índice chega a 80%.Avaliação do governo LulaA pesquisa também mediu a imagem do governo federal no estado: 69% dos catarinenses desaprovam a gestão Lula e 28% aprovam. Na avaliação do governo, 60% classificam a gestão como negativa, 19% como regular e 20% como positiva.A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026.

MRMarina Rocha
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Quaest no RS: Zucco tem 26% e Juliana Brizola, 23%, em empate técnico

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT) em empate técnico na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul: ele tem 26% das intenções de voto, contra 23% dela, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento, encomendado pelo Grupo RBS, ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto, segundo o G1.Gabriel Souza (MDB) aparece em terceiro lugar, com 9%, seguido por Marcelo Maranata (PSDB), com 2%, e Priscila Voigt (UP), com 1%. Cesar Pontes (PCO) e Rejane de Oliveira (PSTU) registraram 0%. Os indecisos somam 27% dos eleitores, e 12% dizem que votarão em branco, nulo ou não comparecerão. Para 61% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva; outros 39% afirmam que ainda podem mudar o voto até a eleição de 4 de outubro.Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Zucco lidera com 13%, seguido por Juliana, com 7%, e Gabriel Souza, com 2%. Nesse formato, os indecisos chegam a 74%. O nível de confiança do levantamento é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é RS-06875/2026.Cenários de segundo turnoA Quaest simulou três confrontos de segundo turno. Num duelo direto, Juliana aparece com 36% e Zucco, com 33%, também em empate técnico. Contra Gabriel Souza, a pedetista venceria por 32% a 24%. Já numa disputa entre Zucco e Souza, o candidato do PL levaria a melhor por 33% a 22%.Rejeição e governo LeiteJuliana é a candidata mais rejeitada: 36% dos eleitores dizem que a conhecem e não votariam nela de jeito nenhum, enquanto 33% ainda não a conhecem. Zucco tem rejeição de 19% e é desconhecido por 53% dos ouvidos. Gabriel Souza é o menos conhecido entre os três primeiros colocados: 72% dizem não conhecê-lo.O governo Eduardo Leite é desaprovado por 45% dos gaúchos e aprovado por 42%, e 56% afirmam que o governador não merece eleger um sucessor. Saúde e enchentes aparecem empatadas como o principal problema do estado, citadas por 22% dos entrevistados cada. Sobre o perfil do próximo governador, 39% preferem um nome independente, 32% querem um aliado de Flávio Bolsonaro e 25%, um aliado do presidente Lula.Para o Senado, a pesquisa aponta empate técnico entre cinco candidatos na disputa pelas duas vagas do estado, segundo o InfoMoney. Na soma dos votos, Manuela d'Ávila (PSOL) aparece com 12%, seguida por Pimenta (PT) e Marcel van Hattem (Novo), com 9% cada, e por Sanderson (PL) e Rigotto (MDB), com 8% cada. Os indecisos somam 37%.

MRMarina Rocha
Politics

Quaest no Paraná: Moro lidera com 37%; Requião e Sandro Alex empatam tecnicamente

O senador Sergio Moro (PL) lidera a disputa pelo governo do Paraná com 37% das intenções de voto, segundo a primeira pesquisa Quaest contratada pela RPC, afiliada da TV Globo no estado, divulgada nesta segunda-feira (24). Requião Filho (PDT) aparece na segunda posição, com 21%, seguido por Sandro Alex (PSD), com 15%. De acordo com o InfoMoney, os dois estão tecnicamente empatados ao se considerar a margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos.Luiz França (Missão) e Tayná Miessa (Unidade Popular) registram 1% cada, enquanto Alexandre Salomão (Mobiliza), Adriano Funileiro (PCO) e Samuel de Mattos (PSTU) não pontuam. Os indecisos somam 18%, e 7% dizem que votarão em branco, nulo ou não irão às urnas. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados ao eleitor, Moro tem 13%, Requião Filho, 7%, e Sandro Alex, 4%; nesse formato, 73% se dizem indecisos. Segundo o g1, para 56% dos entrevistados a escolha do candidato já é definitiva, enquanto 44% afirmam que ainda podem mudar o voto até a eleição de 4 de outubro.Simulações de segundo turnoNas simulações de segundo turno, Moro vence os dois adversários testados pela Quaest. Contra Requião Filho, o placar é de 51% a 27%. Contra Sandro Alex, 48% a 19%, cenário em que os indecisos chegam a 22%. Num confronto sem o senador do PL, Requião Filho superaria Sandro Alex por 37% a 24%.Rejeição e avaliação do governoRequião Filho, filho do ex-governador Roberto Requião, tem o maior índice de rejeição da disputa: 44% dos eleitores dizem conhecê-lo e afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Moro, ex-juiz da Operação Lava Jato, registra rejeição de 33% e potencial de voto de 54%. Sandro Alex, ex-prefeito de Ponta Grossa, é o menos conhecido dos três: 62% dos entrevistados dizem não conhecê-lo, e sua rejeição é de 16%.O levantamento mediu ainda a popularidade do governador Ratinho Junior (PSD): 79% aprovam a administração estadual, 14% desaprovam e 65% avaliam que ele merece eleger um sucessor. Sobre o perfil desejado para o próximo governador, 38% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro, 35% um aliado do presidente Lula e 24% querem um governante independente.A Quaest ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-05388/2026. O instituto também mediu a corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado: segundo o InfoMoney, Alexandre Curi (Republicanos) lidera com 15% dos votos totais, seguido por Gleisi Hoffmann (PT), com 11%.

MRMarina Rocha
Elections

Zema garante só inflação no salário mínimo e não mexeria em aposentadorias 'por ora'

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (24) que, se eleito, garantirá a reposição da inflação no salário mínimo, mas não se comprometeu com aumento real para os trabalhadores. Em entrevista à Globo, a primeira da série da emissora com presidenciáveis, o ex-governador de Minas Gerais também disse que, "por ora", não alteraria as idades mínimas de aposentadoria.Segundo o G1, Zema condicionou reajustes acima da inflação ao desempenho da economia e disse que manteria o ganho em relação ao crescimento dos dois anos anteriores se a economia "estiver indo bem". Hoje o salário mínimo é de R$ 1.621, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou R$ 1.741 para 2027 na proposta orçamentária que será enviada ao Congresso até o fim do mês; o valor definitivo só será conhecido em dezembro. Como aposentadorias e benefícios sociais são indexados ao mínimo, a política de reajuste afeta também milhões de beneficiários do INSS.Na mesma entrevista, Zema afirmou que sua prioridade econômica é derrubar a taxa básica de juros. "Com um governo sério, com credibilidade, combatendo corrupção e fraudes, essa taxa cai para 6%. Só aí nós vamos ter uma economia de R$ 800 bilhões por ano", disse, sem detalhar as medidas do ajuste fiscal que propõe.AposentadoriasSobre a Previdência, o candidato disse que, "por ora", não pretende elevar as idades mínimas de aposentadoria. Ele não descartou mudanças futuras e condicionou eventuais alterações a fatores como o aumento da expectativa de vida da população e uma maior formalização do mercado de trabalho. Perguntado sobre as regras para trabalhadores rurais e militares, também amarrou decisões ao resultado do ajuste fiscal que pretende implementar. Segundo Zema, cortar gastos, combater fraudes e corrupção e tornar a administração pública mais eficiente podem reduzir a necessidade de novas mudanças nas regras previdenciárias."A aposentadoria vai depender muito disso. Agora, o brasileiro já trabalha muito. Eu não quero o brasileiro trabalhando mais. Eu quero a renda do brasileiro aumentando", afirmou Zema.A sabatina foi conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A emissora convidou os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, e a ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Zema, que renunciou ao governo mineiro em março para disputar o Planalto, abriu a série; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será sabatinado na quinta-feira (27) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na sexta (28). O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Governo espera aprovar no Senado projeto de minerais críticos na próxima semana

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (24) que o governo espera aprovar no Senado, já na próxima semana, o projeto de lei que cria a política nacional para os minerais críticos. A declaração foi dada durante o congresso de mineração Exposibram, em Belo Horizonte (MG), segundo a Folha de S.Paulo.A estratégia do Planalto é que o texto seja aprovado da mesma forma que saiu da Câmara dos Deputados, evitando que a matéria precise retornar à Casa vizinha. "Naturalmente nós aguardamos, eu como ministro de Minas do Brasil, ansiosamente para que ele seja aprovado. Entendo que o projeto está muito adequado ao interesse nacional", disse Silveira.O que prevê o projetoDe acordo com a Folha, o texto aprovado pelos deputados amplia os poderes do Executivo para regulamentar o setor e cria uma política para os minerais críticos voltada à defesa da soberania nacional, ao incentivo ao refino dos minérios no Brasil, para que o país não seja apenas um exportador de commodities, e ao fomento da transição energética. O projeto também prevê a criação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos, órgão que poderá validar ou barrar contratos, acordos ou parcerias internacionais "em condições que possam afetar a segurança econômica ou geopolítica do país".A proposta foi aprovada pela Câmara no início de junho, mas travou no Senado antes do recesso parlamentar de julho, em meio ao atrito entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme apurou a CNN Brasil. À época, a matéria ainda não tinha relator definido, embora fosse tratada pelo Planalto como uma de suas prioridades no semestre.Segundo Silveira, Lula convocou para quinta-feira (27) uma reunião com ele, com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e com os ministros do Planejamento e da Fazenda para discutir os desdobramentos do projeto. "A partir daí, vamos desdobrá-lo nos decretos, nas políticas que possam promover o crescimento do país", afirmou, ao defender que o Brasil aproveite a "janela de oportunidade" para decidir como aplicar seus recursos naturais. No mesmo evento, o ministro defendeu ampliar os projetos de minerais estratégicos, em especial as terras raras: "O Brasil com as terras-raras vai ser uma oportunidade de reindustrializar o país, de fortalecer o emprego, a renda, a inclusão", disse, de acordo com a Rede 98. Para o ministro, o país vive um momento de "paraíso dos minerais".Receios do setorApesar do otimismo do governo, a proposta divide opiniões. Conforme a CNN Brasil, a indústria mineral reconhece a necessidade de uma política nacional para o setor, mas manifesta preocupação com dispositivos que ampliam a intervenção estatal, como exigências de beneficiamento no país, condições para exportações e o poder do futuro conselho de vetar operações consideradas contrárias aos interesses nacionais. As mineradoras defendem que os critérios para esses vetos sejam definidos de forma objetiva no próprio texto, e não deixados para regulamentação posterior, por temor de insegurança jurídica em meio à disputa global por terras raras, lítio, grafite e níquel, insumos essenciais para a transição energética e a indústria de defesa.

MRMarina Rocha
alagoas

Quaest em Alagoas: Renan Filho tem 42% e JHC, 40%, em empate técnico

O senador Renan Filho (MDB) aparece com 42% das intenções de voto para o governo de Alagoas, contra 40% de João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos estão em empate técnico. É o primeiro levantamento do instituto no estado, encomendado pela TV Asa Branca, afiliada da Globo em Alagoas.De acordo com o G1, Lenilda Luna (UP) marcou 1% e Márcio Jambo (DC) não pontuou na pesquisa estimulada, em que a lista de candidatos é apresentada ao eleitor. Votos em branco e nulos somam 7%, e 10% dos eleitores dizem estar indecisos.Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, Renan Filho, senador e ex-governador de Alagoas, tem 17% e JHC, 16%, com 65% de indecisos. Em simulação de segundo turno, os dois empatam com 42% cada. Para 65% dos entrevistados, o voto já é definitivo; 34% admitem mudar de candidato até a eleição, em 4 de outubro.Rejeição e avaliação do governo Paulo DantasA Quaest também mediu o grau de conhecimento e a rejeição dos candidatos. Renan Filho é o mais conhecido: 55% dizem que votariam nele e 31% afirmam que não votariam. JHC tem 52% de "conhece e votaria", rejeição de 24% e ainda é desconhecido por 24% dos eleitores.O governo de Paulo Dantas (MDB) tem aprovação de 56% e desaprovação de 28%, e 55% dos entrevistados acham que o governador merece eleger o sucessor. A saúde foi apontada como o principal problema do estado por 41% dos eleitores, seguida por violência (16%) e desemprego (8%).No plano nacional, 42% preferem um governador aliado do presidente Lula, 22% querem um aliado de Flávio Bolsonaro e 30% preferem um governador independente. A Quaest ouviu 804 pessoas em domicílio entre os dias 20 e 23 de agosto, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob os protocolos AL-05503/2026 e BR-09091/2026.

MRMarina Rocha
Economy

Lula se reúne com Alcolumbre e Motta para destravar pautas do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quarta-feira (26) com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar destravar projetos que o governo quer aprovar ainda neste ano, segundo o G1. O encontro tem como alvo a semana de 31 de agosto a 4 de setembro, único período de esforço concentrado do Congresso antes das eleições de outubro. O Legislativo não está de recesso, mas as atividades parlamentares praticamente pararam desde o início da campanha.No Senado, o Planalto quer avançar com a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho, com a PEC da Segurança Pública e com o projeto que cria o marco legal de minerais críticos e terras raras. Segundo o G1, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), acertou com Alcolumbre que a relatoria da PEC da 6x1 ficará com Omar Aziz (PSD-AM), enquanto Rogério Carvalho (PT-SE) relatará a PEC da Segurança. A proposta da jornada foi aprovada pela Câmara em maio e está parada no Senado desde então, de acordo com a CNN Brasil, que apurou que, após encontro com Lula no dia 14, Alcolumbre sinalizou que o texto deve tramitar só em novembro.Taxa das blusinhas corre contra o tempoNa Câmara, a prioridade é a medida provisória que acabou com a taxa das blusinhas, a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP 1.357/2026 perde a validade em 8 de setembro se não for votada, segundo o Congresso em Foco e o InfoMoney. A comissão mista que analisará o texto deve ser instalada em 1º de setembro, depois de dois adiamentos, e ainda não tem presidente nem relator definidos, informou o G1.Há pressão de empresários do varejo para que a MP caduque, o que faria a taxação voltar a valer. Ao InfoMoney, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), integrante do grupo de trabalho da MP, defendeu a cobrança. "Sou a favor da volta da taxa. Se não controlarmos a entrada de produto sem imposto no Brasil, várias áreas do varejo, principalmente o varejo têxtil, serão afetadas, e isso pode realmente desencadear uma série de quebradeiras no país", afirmou.Lula também quer que a Câmara vote o projeto que autoriza o uso do excesso de arrecadação com a venda de petróleo para conter aumentos nos preços da gasolina e do diesel, segundo o G1. Ao anunciar a reunião, na quinta-feira (20), durante comício no Rio Grande do Norte, o presidente ligou as pautas à campanha pela reeleição. "Eu, o Hugo e o Alcolumbre vamos na quarta decidir acabar com a taxação da blusinha", disse, conforme o Congresso em Foco. "Quero que votem em deputados nossos para aprovar o fim da escala 6x1, para acabar com a taxa das blusinhas, para que as mulheres comprem o que quiser por 50 dólares."Relação com AlcolumbreO encontro ocorre após meses de tensão entre Lula e Alcolumbre, desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Em entrevista à TV Record no domingo (23), Lula chamou o presidente do Senado de "amigo", noticiou o G1. Após se reunir com Lula no dia 14, Alcolumbre classificou o diálogo como "maduro, republicano e franco", segundo a CNN Brasil.

MRMarina Rocha
Politics

Coordenador do programa de Lula defende recompra de títulos e mais imposto a super-ricos

O economista José Sergio Gabrielli, coordenador-geral do programa de governo da campanha do presidente Lula (PT), defende que o Tesouro Nacional intervenha no mercado de títulos públicos para reduzir os juros de longo prazo. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou ainda que a campanha discute elevar novamente o Imposto de Renda cobrado dos "super-ricos" em um eventual novo mandato, além das mudanças que entraram em vigor neste ano.Segundo Gabrielli, que foi presidente da Petrobras, uma das medidas possíveis seria a recompra de títulos públicos pelo Tesouro, a exemplo da anunciada na semana passada pelo governo dos Estados Unidos para conter a alta dos juros. No Brasil, esse tipo de atuação é adotado para estabilizar o mercado em momentos de disfunção. Em março, o Tesouro comprou quase R$ 30 bilhões em títulos diante da perspectiva de que a Selic permanecesse elevada por causa da guerra no Irã. Segundo a Folha, foi a maior intervenção do órgão no mercado de juros desde 2020, quando foi declarada a pandemia de Covid-19.Gabrielli atribui o aumento da dívida pública aos encargos dos juros. O setor privado, em sentido oposto, defende restrição fiscal para conter as despesas do governo. O economista criticou ainda um editorial da Folha publicado na edição de 16 de agosto, que cobrava medidas urgentes de redução das despesas federais para evitar uma crise fiscal e a continuidade dos juros altos. Para o coordenador do programa de Lula, o texto colocou o Brasil "à beira do caos".Nova alta do imposto sobre super-ricosAs mudanças no Imposto de Renda citadas por Gabrielli estão em vigor desde janeiro, por força da lei sancionada por Lula em novembro de 2025, que isentou quem ganha até R$ 5.000 por mês e criou uma tributação mínima sobre altas rendas, de até 10% para quem recebe acima de R$ 600 mil por ano. À Folha, o economista disse que a campanha discute elevar novamente essa cobrança em um próximo mandato.Apesar de coordenar o programa de governo, Gabrielli não tem sido escalado para falar em nome da campanha de Lula desde uma entrevista à Folha em junho, segundo o jornal. Suas críticas ao arcabouço fiscal provocaram o que ficou conhecido como "efeito Gabrielli" e levaram o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a atuar para reduzir os danos no mercado. Lula disputa um novo mandato nas eleições de outubro.

MRMarina Rocha
stf

STF realiza segundo dia de audiência pública sobre a Lei Antifacção

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (25) o segundo e último dia de audiência pública para discutir pontos questionados da Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), o marco legal de combate ao crime organizado aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março. O debate é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das quatro ações que pedem a inconstitucionalidade de dispositivos da lei, e reúne 48 autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil na sala de sessões da Primeira Turma, com transmissão pela TV Justiça e pelo canal do tribunal no YouTube.A lei é alvo das ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958, apresentadas pela Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos (ANPV), pela Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), pela União Nacional das Advogadas Criminalistas e Acadêmicas de Direito (Unaa) e pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). Segundo o STF, as manifestações colhidas nos dois dias de audiência vão subsidiar o julgamento das ações pelo plenário da Corte, que ainda analisará os pontos contestados.Na abertura dos trabalhos, na segunda-feira (24), Moraes defendeu a cooperação entre polícias e estados e afirmou não ser possível enfrentar o crime organizado de forma pontual, no estilo de "cada estado faz o seu". "As organizações criminosas hoje são interestaduais, internacionais. Se não houver uma coordenação, uma cooperação, nós não vamos avançar", disse. O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, apontou o que chamou de paradoxo de uma criminalidade organizada em escala nacional enfrentada por um Estado que ainda atua de forma fragmentada. Moraes também disse que o simples aumento de penas não é suficiente para reduzir a criminalidade: "O Brasil prende muito, mas infelizmente prende mal".Pontos questionadosAs ações contestam, entre outros dispositivos, a criação de crimes com conceitos considerados vagos e penas que podem chegar a 60 anos para líderes de organizações criminosas ultraviolentas; a proibição de livramento condicional e o fim do auxílio-reclusão para condenados por crime de domínio social estruturado; a presunção de necessidade de prisão preventiva nesses casos; e o julgamento de homicídios cometidos por integrantes dessas organizações por varas colegiadas, e não pelo tribunal do júri. Também são questionados a perda, o bloqueio e a alienação antecipada de bens antes do trânsito em julgado, a inclusão de nomes em um banco nacional de dados de organizações ultraviolentas com presunção de vínculo e o monitoramento e a gravação de encontros de presos com visitantes e com advogados.ManifestaçõesNesta terça-feira, Alessandra Martins Gonçalves Jirardi, da ANPV, afirmou que, na prática, as penas previstas na lei equivalerão a prisão perpétua e classificou como inconstitucional o monitoramento da comunicação entre advogado e cliente. "Combater o crime organizado é dever inegociável do Estado. Punir é necessário, mas nenhum objetivo legítimo transforma meios inconstitucionais em constitucionais", disse, segundo o G1.Em sentido oposto, o procurador da República Vladimir Aras, que falou pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), defendeu as medidas patrimoniais previstas na lei, como o perdimento de bens sem condenação definitiva. "Estamos diante de ferramentas que são extremamente importantes para a sufocação econômica do crime", afirmou. Helena Morgado, representante das defensorias públicas estaduais e distrital, pediu que a Corte revise as penas, que classificou de desproporcionais, e sugeriu o uso de sanções de crimes correlatos já previstos no ordenamento jurídico, como na Lei do Genocídio. Na noite de segunda-feira, Moraes também reuniu presidentes de tribunais no STF para discutir a atuação do Judiciário diante da nova realidade do crime organizado, segundo a assessoria do tribunal.

MRMarina Rocha
Lula

Planos de Lula e Flávio Bolsonaro para educação têm metas fracas e reciclam propostas

Os programas de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a educação deixam lacunas sobre um novo rumo para a área, mostram pouca disposição para metas efetivas e reciclam promessas. A conclusão é de uma análise da Folha de S.Paulo publicada na noite de segunda-feira (24), que comparou os planos dos dois candidatos à Presidência. Lula registrou seu programa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de agosto, e Flávio, em 13 de agosto, segundo o Poder360.De acordo com a Folha, os dois textos refletem a ideia de país de cada candidato, mas têm fragilidades comuns: falta de metas concretas, ausência de programas robustos para as diferentes etapas da vida escolar e acadêmica, reaproveitamento de promessas e pouca substância para enfrentar os desafios de aprendizagem com equidade na educação básica. O setor mobiliza um orçamento bilionário e um dos maiores sistemas de educação básica do mundo, com 46 milhões de matrículas, 80% delas em escolas públicas.Avanços lentos na aprendizagemOs dados mais recentes mostram avanços ainda lentos. O Ideb 2025, índice oficial de qualidade da educação básica, reforçou a tendência de melhora mais intensa nos anos iniciais do ensino fundamental, que perde força nos anos finais e no ensino médio. Somente 11 estados tiveram avanço relevante de aprendizagem em português e matemática no ensino médio entre 2015 e 2025, aponta o jornal. Entre 2005 e 2015, foram apenas três.Promessas repetidas e poucas metasO programa de Lula explora realizações da atual gestão e ressalta que o MEC precisou reconstruir políticas, orçamento e a própria estrutura da pasta após o desmonte da área no governo Jair Bolsonaro. Mas, segundo a análise, promessas citadas no plano já constam da legislação, como o compromisso de seguir as metas da lei do PNE (Plano Nacional de Educação), ou já haviam sido anunciadas no atual governo: 111 novos institutos federais (hoje são 39 institutos e dois Centros Federais de Educação Tecnológica), conectividade universal nas escolas e 80% das crianças alfabetizadas na idade certa, ante 66% atualmente.A meta mais assertiva apontada pela Folha está no programa de Flávio: zerar até 2030 o número de escolas sem água. Hoje, 4% das 137 mil escolas públicas do país não têm acesso à água encanada. Na alfabetização, o senador propõe a adoção nacional do método fônico, política do governo de seu pai que, de acordo com o jornal, teve repercussão negativa e pouco resultado.Apesar das diferenças, os programas convergem em parte dos temas. Comparação do Poder360 entre as propostas dos dois candidatos para o mandato de 2027 a 2030 aponta que ambos prometem ampliar o acesso ao ensino integral. Os planos foram apresentados no início da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

MRMarina Rocha
Politics

Propostas presidenciais reagem à violência infantil em vez de prevenir, diz Unicef

Os planos de governo dos principais candidatos à Presidência tratam da violência contra crianças e adolescentes com foco na resposta aos casos, e não na prevenção, segundo análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgada nesta segunda-feira (24). O órgão examinou os programas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das cinco candidaturas com maiores intenções de voto: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).De acordo com o G1, os cinco programas somam 178 menções a crianças e adolescentes, distribuídas entre educação (42), violência ou segurança pública (39), saúde (30), proteção social (28), esporte (8) e outros direitos (31). Nas referências à violência, predominam propostas de resposta à criminalidade, como aumento de penas, ampliação do policiamento e fortalecimento da investigação criminal. Medidas de prevenção, o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos e respostas que envolvam áreas além da segurança pública aparecem com menos frequência."Não se trata de escolher entre prevenção ou repressão. É preciso, sim, investigar e responsabilizar os autores da violência. Mas, para proteger crianças e adolescentes, é fundamental também agir antes que a violência aconteça, por meio de políticas de Educação e oportunidades para jovens, da Assistência Social, da Saúde, do fortalecimento das famílias e de sistemas que identifiquem e referenciem situações de violência", afirmou Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do Unicef no Brasil.Diferenças entre os candidatosSegundo o levantamento, os programas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema concentram-se em punição e resposta às violências contra crianças e adolescentes ou cometidas por eles. O plano de Caiado enfatiza a investigação e a penalização dos autores, mas inclui propostas intersetoriais de prevenção, enquanto o de Lula está mais voltado a ações preventivas. O Metrópoles detalha que Caiado lidera em número de menções à infância, com 86, seguido por Lula (37), Flávio Bolsonaro (28) e Zema (24). Renan Santos faz apenas três menções, todas ligadas à educação, e não aborda a violência contra crianças de forma explícita. O Unicef ressalvou que a análise contabilizou menções explícitas e que políticas com outros termos podem não ter sido captadas.A violência sexual é citada nos planos de Lula, Flávio Bolsonaro e Caiado. Riscos em ambientes digitais e violência doméstica aparecem apenas nos programas de Lula e Caiado, e os homicídios de crianças e adolescentes, somente no de Caiado. Nenhum plano traz propostas sobre mortes decorrentes de intervenção policial. Para o Unicef, as únicas medidas dedicadas aos adolescentes, ligadas à redução da maioridade penal e a mudanças no sistema socioeducativo, refletem uma visão do adolescente como "perpetrador" da violência, e não como uma das maiores vítimas de violação de direitos. O órgão também aponta que os planos tratam meninos e meninas como grupo homogêneo, sem recortes de raça, gênero, deficiência ou território, e não mencionam crianças negras e indígenas.O tamanho do problemaOs dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, citados pelo G1, dimensionam a questão: em 2025, 2.079 crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no país, quase seis por dia, a maioria adolescentes negros do sexo masculino. Os casos de maus-tratos dentro de casa cresceram 106% entre 2024 e 2025, com mais de 38 mil registros no último ano, e foram contabilizados 61 mil estupros ou estupros de vulnerável, a maior parte ocorrida em casa.

MRMarina Rocha
Politics

Quaest para o Senado em Alagoas: Arthur Lira tem 20%, Renan, 18%, e Marina JHC, 15%

A disputa pelas duas vagas ao Senado em Alagoas está aberta, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). O deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) aparece na frente, com 20% das intenções de voto, seguido pelo senador e ex-governador Renan Calheiros (MDB), com 18%, e por Marina JHC (PSDB), mulher do ex-prefeito de Maceió JHC, com 15%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os três estão em situação de empate técnico, segundo o blog Pulso, de O Globo. O levantamento foi encomendado pela TV Asa Branca Alagoas.Nas eleições de outubro, cada estado e o Distrito Federal vão eleger dois senadores, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa. Por isso, o eleitor precisa escolher dois nomes diferentes na urna. Na pesquisa estimulada da Quaest, cada entrevistado respondeu duas vezes em quem pretende votar, para a primeira e para a segunda vaga, e o resultado combinado soma 100% das intenções. Veja os números:Arthur Lira (PP): 20%Renan (MDB): 18%Marina JHC (PSDB): 15%Davi Davino Filho (Republicanos): 10%Dr. Wanderley (MDB): 5%Mariedson (Democrata): 1%Alexandre Fleming (UP): 0%Branco, nulo ou não vai votar: 12%Indecisos: 19%Considerando apenas a primeira vaga, Lira tem 25%, Renan, 21%, e Marina JHC, 17%. Na segunda vaga, a ordem se inverte: Renan aparece com 16%, Lira com 15% e Marina com 13%. Davi Davino Filho marca 10% na primeira vaga e 11% na segunda, também empatado com Marina dentro da margem de erro, segundo o Pulso. Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao eleitor, a indefinição domina: 86% não souberam citar um candidato. Lira foi lembrado por 4% e Renan, por 3%.Rejeição e voto definitivoOs dois candidatos mais conhecidos são também os mais rejeitados. Renan é conhecido por 82% dos entrevistados: 48% dizem que votariam nele e 34% afirmam que não votariam. Lira é conhecido por 79%, com 48% de eleitores que votariam nele e 31% que o rejeitam. Marina JHC é conhecida por 52% dos eleitores, dos quais 30% votariam nela e 22% a rejeitam. Para 61% dos ouvidos, a escolha para o Senado já é definitiva, enquanto 38% dizem que ainda podem mudar o voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026. A mesma pesquisa mostrou a disputa pelo governo de Alagoas em empate técnico, com Renan Filho (MDB) com 42% e JHC (PSDB) com 40%.

MRMarina Rocha
Elections

Campanha de Haddad pede ao TRE que impeça ônibus de Salles com Lula presidiário

A coligação de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para tirar de circulação um ônibus da campanha de Ricardo Salles (Novo), candidato ao Senado, decorado com o mote "Fora Lula!" e um boneco do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido como presidiário. A representação foi revelada nesta segunda-feira (24) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e confirmada pela CNN Brasil. Segundo a Folha, o veículo percorre o interior paulista desde a semana passada e já esteve em cidades como Mogi das Cruzes e Limeira. Na ação, a coligação de Haddad argumenta que o ônibus funciona como um outdoor ambulante e desrespeita as normas de propaganda eleitoral, que autorizam em veículos apenas adesivos de até 0,5 m². "A propaganda eleitoral em veículos automotores é autorizada pela legislação somente na hipótese específica e excepcional do adesivo que não exceda 0,5 m², sendo vedada, ainda, a justaposição de peças, proibição que existe para impedir que, por meio de bem particular, se produza o efeito outdoor", diz a peça. "Todas essas regras foram e continuam sendo desrespeitadas pelo candidato representado, que circula com seu outdoor motorizado, percorrendo ilicitamente todo o estado de São Paulo." O boneco de Lula é uma reprodução do "pixuleco", a figura que ficou famosa nas manifestações em defesa da operação Lava Jato na década passada. Em outra frente da disputa, o Novo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para garantir o uso do boneco e do mote "Fora Lula". De acordo com a CNN Brasil, o ministro Carlos Pires Brandão entendeu que não havia justa causa para proibir a peça e permitiu sua utilização. "Essa é uma manifestação legítima de expressão", disse Salles à CNN. Sobre o ônibus, o deputado federal afirmou que vai ajustar o tamanho dos adesivos para se adequar aos critérios do TRE. O PT pede que o veículo seja impedido de circular por todo o estado de São Paulo. Caberá ao TRE-SP analisar a representação da coligação de Haddad.

MRMarina Rocha
Elections

Campanha de Flávio propõe a Tarcísio pacto de um mandato só

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) procurou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para propor um pacto pelo fim da reeleição, com o compromisso de que a medida valeria já para o mandato do candidato do PL caso ele vença a eleição de outubro ao Palácio do Planalto. A informação é do blog de Ana Flor, no G1, que ouviu duas fontes próximas à campanha do PL e uma fonte ligada ao governador paulista. Segundo o relato, o fiador do pacto seria o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. Em conversas reservadas, Marinho tem dito que uma emenda constitucional com o fim da reeleição poderia ser proposta logo depois da eleição ou que, caso vença a disputa pela presidência do Senado, ele garante a aprovação do texto na casa. O pacote foi desenhado para garantir o engajamento de Tarcísio na campanha presidencial, até agora visto como incerto nos bastidores. Conforme o G1, a articulação revela o baixo engajamento de nomes importantes da direita com a candidatura de Flávio. Dois apoios são considerados centrais pela campanha: o de Tarcísio, que pode agregar votos em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, vista como capaz de ampliar o alcance entre eleitores mulheres e religiosos. Na sexta-feira (21), durante um evento ao lado de Tarcísio, Flávio afirmou ao governador que aceita fazer um "mandato de transição": "Eu pretendo entrar pra história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar esse mar revolto nesse momento", disse o senador. Nesta segunda-feira (24), Tarcísio minimizou a ausência em agendas da campanha de Flávio em São Paulo e evitou falar sobre uma eventual candidatura à Presidência em 2030. Coordenador da campanha do PL no estado, o governador negou qualquer afastamento do aliado e afirmou que a estratégia prevê agendas separadas, segundo o G1. PEC parada no Congresso Em maio de 2025, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que acaba com a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos e amplia os mandatos para cinco anos. O texto ainda aguarda análise no plenário do Senado e, se aprovado, também precisa passar pela Câmara dos Deputados para começar a valer.

MRMarina Rocha
tocantins

STF mantém no concurso da PM do Tocantins candidata eliminada por ter 1,55 m

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade manter Jordana Alves Jardim, de 25 anos, no concurso da Polícia Militar do Tocantins (PMTO). A candidata, que mede 1,55 m, havia sido eliminada na etapa de verificação de documentos e exames médicos mesmo depois de aprovada no Teste de Aptidão Física (TAF). O julgamento ocorreu em sessão virtual encerrada na sexta-feira (21), com a rejeição do recurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-TO), que tentava manter a desclassificação pelo critério de altura, segundo o g1.Jordana foi desclassificada por ficar cinco centímetros abaixo do 1,60 m exigido pelo edital e pela Lei Estadual nº 2.578/2012. Em abril, a defesa recorreu diretamente ao Supremo por meio da Reclamação Constitucional nº 93.642/TO, instrumento usado quando há descumprimento de precedentes da própria Corte. O relator, ministro Cristiano Zanin, concedeu uma liminar que suspendeu a eliminação, e o caso seguiu para julgamento na Primeira Turma.Ao analisar o agravo do Estado, Zanin afirmou que a eliminação violou precedentes do STF, em especial o Tema 1.424 da Repercussão Geral e a ADI 5.044/DF. Pela jurisprudência consolidada, a exigência de altura mínima em concursos das forças de segurança deve seguir os parâmetros do Exército, previstos na Lei Federal nº 12.705/2012: 1,60 m para homens e 1,55 m para mulheres. Como Jordana tem exatamente 1,55 m e já havia sido aprovada no TAF, o entendimento foi o de que a desclassificação não poderia ser mantida.Votaram com o relator os ministros Flávio Dino, presidente da Turma, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. De acordo com o Jornal Opção, Cármen Lúcia apresentou ressalva quanto à fixação de honorários advocatícios em reclamações constitucionais, embora tenha acompanhado o colegiado. A Turma aplicou o artigo 85, parágrafo 11, do Código de Processo Civil e majorou em 10% os honorários devidos pelo Estado à defesa da candidata.Os argumentos do EstadoNo recurso, o governo do Tocantins sustentou que a reclamação não seria o instrumento adequado para questionar a norma estadual e que o afastamento da exigência configuraria controle de constitucionalidade sem observância da cláusula de reserva de plenário prevista no artigo 97 da Constituição. A PGE-TO também alegou que a flexibilização do requisito poderia afetar os princípios da legalidade, da vinculação ao edital e da isonomia entre os candidatos.Em nota, a PMTO informou que cumprirá integralmente a decisão e adotará as providências administrativas necessárias para garantir a permanência de Jordana no concurso, ressaltando que o efeito é individual e que a corporação seguirá as normas legais para preservar a isonomia e a regularidade do certame. A defesa classificou o resultado como uma vitória unânime e afirmou que a decisão "possui relevância que ultrapassa o caso concreto", por reafirmar o cabimento de honorários advocatícios em Reclamações Constitucionais.

MRMarina Rocha
Politics

Plano de governo de Marçal promete manter Bolsa Família, que ele criticou no passado

O empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) promete, no plano de governo registrado na Justiça Eleitoral, manter o Bolsa Família caso seja eleito presidente da República. A informação foi publicada nesta segunda-feira (24) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. O compromisso marca uma mudança de posição do candidato, que já prometeu acabar com o programa e voltou a criticá-lo durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024.O documento foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira passada (18), junto com o pedido de registro da candidatura. Segundo o SBT News, o plano tem 28 páginas, está organizado em sete "missões" e reúne mais de 230 itens, apresentados praticamente sem custo estimado, fonte de financiamento ou prazo de execução.Além da manutenção do Bolsa Família, o texto traz compromissos com os direitos constitucionais de indígenas, quilombolas e povos tradicionais, regularização fundiária, combate ao desmatamento ilegal e regulamentação do mercado de carbono, conjunto que o SBT News classificou como uma "inflexão à esquerda". Ao mesmo tempo, o plano promete reduzir a relação dívida/PIB, rever despesas de forma permanente e cortar progressivamente tributos sobre produção, investimento e geração de empregos. Marçal também se compromete a fixar o salário mínimo como "o melhor da América do Sul", o que exigiria mais que dobrar o valor atual, e propõe a criação de um "Ministério da Empresarização", com abertura de empresas pelo CPF digital em até 24 horas.Críticas no passadoAs críticas de Marçal ao Bolsa Família vêm de anos anteriores. Em 2024, ainda como pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, ele prometeu encerrar o benefício, segundo levantamento do portal FDR. Durante sabatina promovida por UOL e Folha na campanha municipal, o então candidato afirmou que quem recebe o programa fica impedido de trabalhar. A afirmação não corresponde às regras do programa, que permitem aos beneficiários trabalhar com carteira assinada.Criado em 2003, o Bolsa Família foi rebatizado de Auxílio Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e recuperou o nome original com a volta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. Em 2024, o programa atendia 20,7 milhões de famílias em situação de pobreza em todo o país, com benefício mínimo de R$ 600.Apesar do protocolo feito pelo PRTB, a candidatura de Marçal segue sob incerteza. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve, por unanimidade, em agosto a condenação que o deixa inelegível por oito anos a partir de 2024, por uso indevido dos meios de comunicação na campanha municipal, incluindo a estratégia conhecida como "concurso de cortes", na qual seguidores eram remunerados para produzir e divulgar vídeos do candidato. A decisão ainda pode ser alvo de recurso ao TSE.

MRMarina Rocha
Elections

Primeiro debate de 2026 tem críticas às ausências de Lula e Flávio Bolsonaro

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência nas eleições de 2026, realizado na noite de domingo (23) em São Paulo pela Band em parceria com Estadão, Jovem Pan e Gazeta, reuniu apenas três dos seis presidenciáveis convidados e teve as ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) como tema central. Subiram ao palco Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Além de Lula e Flávio, também não compareceu Romeu Zema (Novo), e os púlpitos reservados aos três faltantes ficaram vazios no palco, segundo o G1.As críticas aos ausentes atravessaram o debate do início ao fim. Antes de o programa começar, Renan exibiu fraldas com os nomes de Lula e Flávio. Ao responder à primeira pergunta, sobre segurança pública, o candidato do Missão se posicionou entre os púlpitos vazios e chamou os dois de "covardes". Caiado afirmou que eram aguardados no estúdio os "dois pré-candidatos que são também os mais rejeitados no país". Cury se dirigiu diretamente ao presidente: "Lula da Silva, você tinha que estar aqui para responder o caos que está a educação". No primeiro confronto direto, Renan tentou fazer sua pergunta a Lula e foi informado pela mediação de que as regras obrigavam a escolher um candidato presente. Ele então citou o mensalão e o petrolão e perguntou a Cury por que parte do eleitorado segue votando no petista.Cury chegou a anunciar que não participaria do encontro. Segundo a BBC News Brasil, o candidato do Avante entrou na emissora, mas se recusou a seguir para o estúdio ao saber que Lula daria uma entrevista à Record no mesmo horário do debate, o que chamou de "a gota d'água". Ele acabou recuando e subiu ao palco. Do lado de fora, integrantes da Unidade Popular (UP) protestaram contra a ausência da candidata Samara Martins no evento.Nas propostas, Renan defendeu decretar estado de defesa e empregar operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em regiões dominadas pelo crime organizado, construir "superpresídios" com entre 300 mil e 500 mil vagas e promover intervenção federal nos estados que não enfrentarem as facções. Caiado prometeu um "choque de credibilidade" na economia, com contenção de despesas e inflação na faixa de 3% a 4%. Cury disse que a educação vive "o caos", afirmou que o país tem "32 milhões de neurodivergentes" e apontou a "intoxicação digital" dos alunos como um dos problemas. Os três também debateram violência contra a mulher, relações do Brasil com os Estados Unidos e o fim da escala 6x1.Sem vencedor claroO encontro foi o debate presidencial de estreia mais esvaziado desde 1989, quando Lula disputou a Presidência pela primeira vez, de acordo com a BBC News Brasil. Analistas ouvidos pela emissora não viram um vencedor claro, mas avaliaram que Renan foi quem mais aproveitou o palco para se apresentar ao eleitorado. O candidato do Missão tem 4% das intenções de voto no agregador de pesquisas da BBC, não terá tempo de propaganda na TV e no rádio e pode ficar de fora dos próximos debates: pela Lei das Eleições, só têm vaga garantida candidatos de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso, e o Missão tem apenas um, o deputado Kim Kataguiri. O próximo debate está marcado para 14 de setembro.

MRMarina Rocha
Lula

Lula tem 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro no 2º turno, diz pesquisa BTG/Nexus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aponta pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (24). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico entre os dois presidenciáveis.O instituto ouviu 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09028/2026. Segundo o Poder360, o levantamento custou R$ 164.888,89 e foi pago pelo Banco BTG Pactual.Disputa apertada também no 1º turnoNo principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% de Flávio. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) marcam 3% cada um, e o escritor Augusto Cury (Avante) registra 2%. A CartaCapital classifica o resultado como empate técnico no limite da margem de erro; o Poder360, por sua vez, destaca que o petista fica à frente nos dois cenários testados. Na simulação que inclui Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura apesar de estar inelegível até 2032, Lula tem 40%, Flávio soma 34%, Caiado mantém os 5% e Marçal estreia com 4%.A pesquisa também mediu rejeição e avaliação de governo. Lula é o candidato mais rejeitado: 49% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto 48% afirmaram o mesmo sobre Flávio. O governo petista é aprovado por 48% e desaprovado por 49% dos eleitores; 43% avaliam a administração como ruim ou péssima, e 35%, como boa ou ótima.O levantamento entrou em campo após o início oficial da campanha eleitoral e encerrou as entrevistas no domingo (23), mesmo dia do primeiro debate presidencial do ano, promovido pela Band e esvaziado pelas ausências de Lula, Flávio e Zema. Uma nova pesquisa nacional, do Instituto Vox Brasil, começa a ser feita nesta terça-feira (25) justamente para medir o impacto do debate na corrida, segundo a VEJA.

MRMarina Rocha
Politics

Campanha de Lula leva ao TSE suspeita de ação coordenada sobre preço dos alimentos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu levar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma suspeita de divulgação em massa de vídeos e imagens sobre o preço dos alimentos, classificada como ação coordenada e inautêntica. A informação foi publicada nesta segunda-feira (24) pela coluna de Daniela Lima, no UOL, e repercutiu em veículos como Brasil 247 e Diário do Centro do Mundo.O levantamento preparado pelo PT lista mais de 20 influenciadores e aponta o uso de roteiros e arquivos de imagem idênticos em postagens contra o petista. A suspeita é que perfis impulsionados por lideranças do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula na eleição de 2026, tenham atuado de forma coordenada para espalhar mensagens sobre a carestia.Roteiro repetido e foto de contrafilé em 33 contasSegundo o Diário do Centro do Mundo, o documento que a campanha pretende apresentar à Justiça Eleitoral sustenta que as coincidências entre os conteúdos vão além do tema. "É o roteiro. O mesmo lugar de gravação, o mesmo objeto em quadro, o mesmo gesto e a mesma estrutura de fala", diz o relatório, que identificou uma mesma estrutura em sete postagens de seis perfis. Uma fotografia de um pedaço de contrafilé com o mesmo código de barras na etiqueta circulou por 33 contas; em 25 de junho, três delas publicaram o arquivo num intervalo de seis minutos e 23 segundos.O material reúne ainda nove registros em que criadores de conteúdo descrevem benefícios concretos obtidos após as publicações, como aumento de seguidores, acesso pessoal a políticos, status ou benfeitorias físicas. Uma mulher do Rio Grande do Norte afirma, em um dos vídeos, que recebeu uma televisão depois de expor sua situação nas redes: "Eu ganhei essa TV aqui porque eu fui lá falar sobre a pobreza do país, porque eu mostrei a pobreza aqui na minha casa nas redes sociais". O levantamento cita também três moções de congratulação apresentadas por um vereador do PL, em 5 de março de 2026, a três influenciadores incluídos na lista. Parte dos influenciadores relatou em suas próprias páginas ter recebido doações de empresários e de canais bolsonaristas após publicar ataques ao governo.Do outro lado, o PL também acionou o TSE contra perfis que acusa de divulgar conteúdos falsos e manipulados contra Flávio Bolsonaro. Em uma das ações, a legenda apontou 409 perfis que teriam atuado de forma coordenada. A assessoria do senador afirmou que a Justiça determinou o bloqueio de contas e que a Meta, dona de Facebook e Instagram, pediu mais prazo para cumprir as ordens diante do volume de material.Os conteúdos sobre supermercado e preço dos alimentos se tornaram uma das principais frentes da disputa entre petistas e bolsonaristas nas redes sociais, em uma campanha em que o custo de vida é um dos temas centrais. Caberá ao TSE decidir se abre investigação sobre o material apresentado pela campanha de Lula.

MRMarina Rocha
Politics

Governo destina R$ 4 bilhões em crédito subsidiado para fertilizantes e minerais críticos

O governo federal destinou R$ 4 bilhões em crédito subsidiado aos setores de fertilizantes e minerais críticos na terceira fase do programa Brasil Soberano, pacote lançado em resposta ao tarifaço de 37,5% aplicado pelos Estados Unidos em julho. A alocação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Interministerial do plano e consta de resolução publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24), segundo o G1.Os R$ 4 bilhões equivalem a cerca de 29% dos R$ 13,5 bilhões disponibilizados pelo Tesouro para a linha, embora adubos, fertilizantes e minerais críticos não estejam entre os produtos tarifados pelos EUA, aponta a Folha de S.Paulo. A maior fatia, de R$ 5 bilhões (37%), ficou com exportadores e fornecedores diretamente afetados pelas tarifas americanas, como os setores de madeira processada, calçados e máquinas e equipamentos. Outros R$ 3,5 bilhões irão para empresas que comercializam com países do Golfo Pérsico e foram atingidas pelo fechamento do estreito de Hormuz, e R$ 1 bilhão para setores considerados estratégicos para a balança comercial.Juros abaixo do mercadoDo montante reservado à terceira fase, R$ 2 bilhões financiarão projetos industriais e tecnológicos de lavra associada ao beneficiamento, refino ou transformação de minerais, e outros R$ 2 bilhões irão para a produção de fertilizantes e de insumos intermediários do setor, detalha o G1. O governo projeta juros de 3% a 9,8%, em geral melhores que os de mercado: as linhas de capital de giro terão as taxas mais altas, enquanto a de minerais críticos terá a menor taxa do programa, segundo a Folha. A linha ainda depende de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) para começar a operar.No caso dos fertilizantes, o objetivo é reduzir a dependência crônica de importações em um setor essencial para a agricultura. Os importadores brasileiros enfrentam escassez e preços altos no mercado internacional desde o fechamento do estreito de Hormuz e em meio à Guerra da Ucrânia, e o governo tenta impulsionar a fabricação em território nacional, informa a Folha.Poderão acessar as linhas empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, além de produtores e exportadores da agricultura, pecuária e pesca e empresas ligadas à exportação de recursos minerais. Os recursos poderão ser usados na compra de máquinas, reforço de capital de giro e inovação tecnológica, entre outras finalidades.Além dos R$ 13,5 bilhões regulamentados, o BNDES destinará R$ 5 bilhões em recursos próprios ao Brasil Soberano, elevando o total a R$ 18,5 bilhões, segundo a Folha. O banco também ficará responsável pela fiscalização das operações e deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial com o volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores desembolsados, de acordo com o G1.

MRMarina Rocha
Economy

Relator da PEC do fim da escala 6x1 promete parecer para quinta-feira

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que acaba com a escala 6x1, disse à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (24) que pretende entregar seu parecer na quinta-feira (27). A expectativa é votar o texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na quarta-feira da semana seguinte. Aziz, porém, não garantiu que manterá a versão aprovada pela Câmara dos Deputados."Quero apresentar o relatório na quinta, para podermos votar na outra quarta-feira [na CCJ]. Ainda vou analisar a proposta, não decidi se manterei ou não o texto da Câmara", afirmou o senador.Para chegar ao plenário, a PEC precisa antes do aval da CCJ, presidida por Otto Alencar (PSD-BA), considerado, assim como Aziz, aliado do Palácio do Planalto no Senado. Segundo a CartaCapital, a proposta foi despachada ao colegiado na semana passada, depois de um período de mal-estar entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Lula (PT), que retomaram o diálogo.Calendário apertado por causa da eleiçãoO fim da escala 6x1, regime em que o trabalhador atua seis dias e folga um por semana, virou tema central da campanha de reeleição de Lula, e o governo tem pressa para aprovar a proposta antes do pleito de outubro. Por causa do calendário eleitoral, o Congresso terá apenas uma semana de votações, entre 31 de agosto e 4 de setembro. A articulação do Planalto é aprovar o texto na CCJ e, se possível, no plenário no mesmo dia. De acordo com a CartaCapital, a expectativa é de que Aziz não proponha mudanças substanciais, já que qualquer alteração obrigaria a matéria a voltar à Câmara e atrasaria a aprovação definitiva.Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência é contra votar o fim da 6x1 antes da eleição e defende uma proposta de livre negociação entre patrões e empregados, com pagamento por hora trabalhada, como mostrou a Folha. Para conter a oposição, o governo estuda reduzir o tempo de pedidos de vista, de modo a permitir a leitura do parecer sem que a votação escorregue para o dia 3.Nesta segunda-feira, Lula usou as redes sociais para criticar, sem citar Flávio, a articulação para adiar a votação, segundo a CartaCapital. "O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família", escreveu o presidente.

MRMarina Rocha
Economy

Lula associa fim da escala 6x1 a tempo com a família e pressiona Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associou nesta segunda-feira (24) o fim da escala 6x1 à maior disponibilidade de tempo dos trabalhadores com suas famílias, em uma ofensiva pública para pressionar o Congresso a aprovar a proposta antes das eleições de outubro. A declaração foi feita em publicação no X (antigo Twitter), segundo a Folha de S.Paulo e a CNN Brasil."Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1, sem redução do salário", escreveu Lula. "O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família".A redução da jornada é um dos temas centrais da campanha de Lula, que disputa a reeleição este ano, e uma pauta prioritária de sindicatos próximos ao PT. De acordo com a Folha, aliados ouvidos pelo jornal veem no tema uma forma de traduzir o legado do governo para eleitores que tradicionalmente não votam no petista. A intenção do Planalto é que a proposta seja aprovada antes do pleito de outubro, embora interlocutores do governo admitam à CNN Brasil que ainda não é possível contar com esse calendário.Tramitação destravada após acordo com AlcolumbreA PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e ficou quase três meses parada no Senado. Nesse período, a relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), azedou após a Casa rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF, de acordo com o Congresso em Foco. Os dois retomaram o diálogo na primeira quinzena de agosto e se encontraram no Palácio da Alvorada no dia 14, num gesto público de reaproximação.Na sexta-feira (21), Alcolumbre enviou o texto à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde o relator é o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado de Lula e candidato ao governo do Amazonas na aliança petista. Aziz prometeu dar "a maior agilidade possível" à análise e antecipou que pretende preservar os principais pontos aprovados pelos deputados.O texto da Câmara reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante dois dias de repouso semanal remunerado. A mudança seria gradual: a jornada cairia duas horas em até 60 dias após a promulgação e outras duas horas 12 meses depois. Para virar lei, a PEC precisa de ao menos 49 dos 81 votos do Senado, em dois turnos. Qualquer alteração de mérito devolve a proposta à Câmara.

MRMarina Rocha
Politics

Dino autoriza PF a acessar provas de operação contra produtora do filme 'Dark Horse'

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal (PF) a acessar as provas reunidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma operação contra a Go Up Entertainment, produtora do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada na sexta-feira (21), corre em sigilo e foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha de S.Paulo.O material vai alimentar o inquérito aberto no STF, sob relatoria de Dino, para apurar se emendas parlamentares destinadas por deputados do PL abasteceram a produção do longa-metragem. Segundo o G1, a PF argumentou ao Supremo que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produtora, está no centro dessa apuração e que os elementos recolhidos pela Polícia Civil podem aprofundar e até acelerar a investigação.Contrato de R$ 108 milhõesA operação da Polícia Civil paulista, batizada de Operação Wi-Fi, foi deflagrada em junho em endereços ligados à produtora e a uma secretaria da Prefeitura de São Paulo. Os investigadores apuram se houve fraudes e desvios em um contrato de R$ 108 milhões por ano firmado entre a gestão Ricardo Nunes (MDB) e o ICB para o fornecimento de internet sem fio gratuita a comunidades carentes, e se parte dos recursos foi usada para financiar a equipe do filme.De acordo com o G1, foram liberados à PF dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros, incluindo dados brutos e relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas. Dino considerou o pedido e a justificativa da PF pertinentes e de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento.O inquérito no Supremo foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre emendas dos deputados Mário Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades apontadas como parte de um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama, dona do instituto e sócia da Go Up. A PF detalha agora as relações empresariais de Karina e de suas empresas e analisa eventuais doações eleitorais ligadas aos investigados.O filme está no centro do desgaste da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, após a divulgação de áudios em que ele pede R$ 61 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para finalizar a obra. Segundo a produtora, Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento do longa. Procurada pela Folha, Karina Ferreira da Gama não respondeu aos pedidos de comentário.

MRMarina Rocha
Politics

Ministro da Fazenda defende combater 'pejotização' para conter déficit da Previdência

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (24) o combate à chamada pejotização como forma de conter o crescente déficit da Previdência Social. A declaração foi dada em entrevista à Broadcast, da Agência Estado, na qual o ministro voltou a falar como representante da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um quarto mandato, segundo o G1.A pejotização é a contratação sistemática de trabalhadores como pessoas jurídicas, em vez de empregados com carteira assinada. O modelo é legal em diversas atividades, mas gera controvérsia quando é usado para substituir vínculos formais previstos na legislação trabalhista. De acordo com o ministro, estudos mostram que algumas empresas migraram empregados celetistas para o modelo de pessoa jurídica, o que estaria piorando o rombo da Previdência. Esses trabalhadores podem ser contratados, por exemplo, como microempreendedores individuais (MEI), que recolhem contribuição previdenciária reduzida.Durigan afirmou que a equipe econômica estuda uma regra para limitar a parcela da força de trabalho contratada como pessoa jurídica por empresa:"Poderia se ter uma regra no país de uma porcentagem do que uma empresa contrata como pejotizado ou não. Se tem 10% [contratado como pejotizado], está terceirizando um serviço e que é da regra do jogo, é ok. Agora uma empresa que tem 80% da sua força de trabalho pejotizada, eventualmente pode ter de obrigar essa empresa a ter uma contribuição previdenciária para nivelar e poder oferecer aos seus trabalhadores um futuro um pouco mais protegido do ponto de vista da seguridade social."Segundo o ministro, uma proposta nesse sentido pode ser apresentada ao Congresso Nacional em um eventual novo mandato de Lula. "A gente já fez alguns debates nesse sentido", acrescentou.Ministro do Trabalho já havia criticado o uso do MEIO tema já havia sido abordado pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. No fim de junho, ele afirmou que o MEI não pode ser usado para fraudes trabalhistas e que o microempreendedor não pode ter características de empregado com carteira assinada. Como exemplo, Marinho citou o caso de um hospital que abre licitação para terceirizar uma atividade e cuja contratada emprega MEIs como funcionários formais. Segundo ele, essa prática poderia "arrebentar" recursos da Previdência, do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema S, que reúne instituições como Senai, Sesi e Senac.Na ocasião, Marinho disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga uma ação sobre a pejotização na economia, não permita esse tipo de contratação. "Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor", afirmou a jornalistas.

MRMarina Rocha
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Em sabatina, Haddad promete câmeras corporais contínuas e descarta reestatizações em SP

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, foi sabatinado nesta segunda-feira (24) pelo UOL e pela Folha de S.Paulo, na série de entrevistas dos dois veículos com os postulantes ao Palácio dos Bandeirantes. Na conversa, o ex-ministro da Fazenda prometeu fazer as câmeras corporais da Polícia Militar funcionarem sem interrupção, descartou reestatizar serviços privatizados na gestão atual e afirmou que a letalidade policial dobrou sob Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa a reeleição.Câmeras corporais e letalidade policialConforme o G1, Haddad afirmou: "Eu vou colocar as câmeras corporais para funcionar ininterruptamente. Eu acho que ele comprou as câmeras, que foi uma boa coisa, mas essa coisa do cara desligar quando quer, não dá." O modelo em vigor foi alterado após acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2025 e não prevê gravação contínua: os equipamentos podem ser ligados manualmente pelo policial ou acionados à distância pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Organizações sociais e de direitos humanos criticam o formato porque ocorrências podem deixar de ser filmadas quando não há acionamento.O petista disse ainda que a letalidade da polícia dobrou no governo Tarcísio e criticou a falta de investimento em inteligência, tecnologia e análise de dados. "Isso não vai acontecer com os BOs sendo feitos da maneira que são, burocratizados, sem que você trabalhe os dados dos BOs para orientar o patrulhamento nas ruas", declarou. Segundo Haddad, menos de 5% dos crimes cometidos no estado chegam à identificação dos autores e à condenação.Reestatização e contratosQuestionado sobre as privatizações tocadas por Tarcísio, Haddad negou que vá reestatizar concessões, informou o Poder360. "Reestatizar é uma coisa muito complicada, porque os contratos são feitos com uma amarração tal, que às vezes sai mais caro reestatizar do que impor à concessionária regras mais justas com o consumidor", declarou, na posição que o UOL resumiu em manchete com a frase "Melhor trocar gestor". O candidato prometeu, em vez disso, fazer um "pente fino" nos contratos da atual gestão e afirmou que Tarcísio, como ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, "assinou contratos prejudiciais ao Tesouro Nacional". Ele citou a revisão de contratos da malha ferroviária feita com acompanhamento do TCU e disse que sua gestão na Fazenda identificou R$ 4 bilhões devidos pela Vale, valor que, segundo ele, já foi pago.Cracolândia e Polícia FederalSobre a Cracolândia, Haddad rebateu a versão da prefeitura e do governo estadual de que o problema acabou. "Eu convido as pessoas a dar uma caminhada no Brás, depois das 8h, 9h da noite, para ver se a Cracolândia acabou", disse, citando ainda concentrações de usuários em Itaquera, na Marginal Tietê e na Marginal Pinheiros. O candidato defendeu uma abordagem sanitária, com tratamento, abrigo e reinserção no trabalho, na linha do programa De Braços Abertos, criado em 2014 quando era prefeito da capital, e pregou divisão de tarefas: ao estado caberia combater o tráfico, e às prefeituras tratar os dependentes.Haddad também comentou as suspeitas de vazamento de dados sigilosos na investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Ele disse confiar na Polícia Federal como instituição, mas afirmou que a população não pode ser ingênua a ponto de achar que "a polarização não atravessa as instituições", e elogiou o ministro André Mendonça, do STF, por determinar a apuração dos vazamentos. A propaganda eleitoral gratuita em São Paulo começa na sexta-feira (28); segundo o TRE-SP, Tarcísio terá 6 minutos e 20 segundos diários de TV e rádio, contra 2 minutos e 40 segundos de Haddad, informou o G1.

MRMarina Rocha
Elections

Zema abre nesta segunda série de entrevistas da Globo com presidenciáveis

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) é o entrevistado desta segunda-feira (24) na série de entrevistas que a TV Globo realiza com os candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A conversa vai ao ar a partir das 21h05, ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, logo após o Jornal Nacional, segundo o g1.A série acontece entre 24 e 29 de agosto e reúne os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto da Quaest divulgada em 14 de agosto. A ordem das participações foi definida em sorteio, com a presença de representantes dos partidos. Depois de Zema, passam pelo estúdio Ronaldo Caiado (PSD) na terça-feira (25), Renan Santos (Missão) na quarta (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta (27), Flávio Bolsonaro (PL) na sexta (28) e Augusto Cury (Avante) no sábado (29).As entrevistas são conduzidas pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. É a primeira vez que a Globo exibe suas entrevistas com presidenciáveis depois do Jornal Nacional, e não dentro do telejornal. Além da TV aberta, o público pode acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1; depois da exibição, o conteúdo fica disponível na íntegra no Globoplay. Logo após cada conversa, a GloboNews apresenta a Central das Eleições, com análises das declarações e propostas dos candidatos. Durante o período, o Jornal Nacional será comandado por Ana Paula Araújo e Márcio Bomfim, dos estúdios da emissora no Jardim Botânico, no Rio.Empresário, Zema governou Minas Gerais de 2019 até março deste ano, quando deixou o cargo. No sábado (23), ele ficou de fora do primeiro debate televisivo da campanha de 2026, transmitido pela Band, que reuniu apenas três candidatos: Caiado, Renan Santos e Cury, segundo o Poder360. Lula e Flávio Bolsonaro também não compareceram ao debate.

MRMarina Rocha
Politics

Estreantes nas urnas são 27% dos candidatos de 2026, segundo dados do TSE

Quase três em cada dez registros de candidatura para as eleições de 2026 são de pessoas que nunca disputaram um pleito desde 1994. Segundo levantamento do G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 20.608 registros deste ano, 5.587 são de estreantes nas urnas, o equivalente a 27,1%. Os outros 15.021 registros (72,9%) são de candidatos que já haviam concorrido a pelo menos uma eleição no período.O levantamento classifica como estreantes os candidatos que não aparecem em eleições gerais ou municipais anteriores nas bases do TSE analisadas, de 1994 a 2024. Nos arquivos de 1994 e 1996, que não trazem CPF ou título de eleitor de forma utilizável, a checagem também considerou nome e data de nascimento. O critério mede apenas a ausência de candidaturas anteriores: essas pessoas podem ter exercido cargos não eletivos, ocupado funções partidárias ou concorrido antes de 1994.Deputados concentram 92,5% dos estreantesMais de nove em cada dez estreantes disputam vagas no Legislativo. As candidaturas a deputado estadual, federal e distrital reúnem 5.169 registros sem candidatura anterior localizada, o equivalente a 92,5% do grupo. Em números absolutos, a disputa para deputado estadual lidera, com 2.923 estreantes entre 11.139 candidatos (26,2%). Proporcionalmente, a maior presença de novatos está na corrida para deputado distrital: 54% dos 426 candidatos ao cargo nunca haviam concorrido. Na ponta oposta, a vice-presidência tem a menor proporção de estreantes, com apenas um dos 13 registros (7,7%), seguida por senador (14,3%) e governador (17,3%). Entre os 13 candidatos à Presidência, três (23,1%) disputam pela primeira vez.Entre os partidos, as maiores proporções de estreantes aparecem nas siglas mais recentes. O Missão, que teve o registro aprovado pelo TSE em novembro de 2025 e disputa sua primeira eleição nacional, tem 77,4% de candidatos estreantes; a UP tem 62,2%. Os menores percentuais estão no PT (17,1%), no PP (17,7%), no PL (19,1%) e no União Brasil (19,5%). Para Luciana Santana, professora de Ciência Política da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a baixa presença de novatos está ligada à forma como os partidos escolhem seus candidatos."As direções partidárias acabam preservando algumas candidaturas para lideranças que já acumularam cargos, têm visibilidade pública, redes políticas mais amplas e capacidade de garantir financiamento", disse Luciana Santana ao G1.Proporção de estreantes é maior entre as mulheresDas 7.214 candidaturas femininas, 2.637 são de estreantes, ou 36,6%; entre os homens, são 3.325 em um universo de 13.468 candidatos, o que representa 24,7%. As mulheres correspondem a 34,9% de todos os candidatos de 2026, mas somam 44,2% do grupo que não havia disputado uma eleição desde 1994. Para Hannah Maruci, cientista política pela Universidade de São Paulo (USP), o índice mais alto entre as mulheres pode estar relacionado às barreiras históricas que dificultaram a construção de carreiras eleitorais femininas."Quando as mulheres chegam à disputa, estamos olhando para o final de uma trajetória de sub-representação e de barreiras que começaram muito antes, inclusive para definir quem é considerado um nome viável para ocupar posições de poder", afirmou Hannah Maruci.Por estado, São Paulo concentra o maior número absoluto de estreantes: 678, equivalentes a 26,2% dos 2.590 registros locais. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 594, e Minas Gerais, com 450. Proporcionalmente, o Distrito Federal ocupa o primeiro lugar: 51,5% dos candidatos não haviam disputado uma eleição desde 1994. As menores proporções estão em Mato Grosso do Sul (21,2%) e no Rio Grande do Sul (21,9%).

MRMarina Rocha
Corruption

Dino diz que emendas parlamentares são hoje o maior vetor de corrupção no Brasil

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, afirmou nesta segunda-feira (24) que as emendas parlamentares são hoje o "maior vetor da corrupção" no Brasil. A declaração foi feita durante a participação remota do ministro em um evento do Grupo de Estudos de Lavagem de Dinheiro da Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.Dino atribuiu o problema ao afrouxamento das regras fiscais durante a pandemia de Covid-19. "Surge a ideia de um novo orçamento, que foi chamado de orçamento de guerra. Uma regra que permitiria o banimento de praticamente todos os limites fiscais. É algo a ser estudado: como tão rapidamente engenhos criminosos se formaram por dentro disso", disse o ministro, de acordo com a Folha.Na avaliação de Dino, as emendas se afastaram do objetivo de aprimorar "políticas públicas nacionais e regionais" e passaram a servir a "interesses de cunho privatista e eleitoral, muitas vezes envolvendo esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos de amplitude nacional".Atuação no STFAs declarações ocorrem em meio à atuação de Dino como relator da ADPF 854, ação que trata da expansão das emendas de relator, conhecidas como RP9. O ministro herdou a relatoria após a aposentadoria da ministra Rosa Weber e já determinou bloqueio e devolução de valores, o que aumentou as tensões entre o Judiciário e o Congresso Nacional.No domingo (23), Dino declarou a nulidade absoluta de repasses de emendas indicados por presidentes de partidos e por políticos sem mandato eletivo. As suspeitas em apuração envolvem o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos), que atualmente não ocupa uma vaga no Congresso, além de outros nomes, segundo a Folha. Também nesta segunda, Podemos e Solidariedade negaram ao STF interferência de dirigentes partidários na destinação das emendas, em resposta a uma determinação de Dino para que presidentes de siglas explicassem se existem "cotas" para a distribuição dos recursos, de acordo com O Globo e a CNN Brasil.A palestra, intitulada "Criminalidade, Estado e Mercado", teve a mesa composta pelos professores Renato de Mello de Jorge Silveira e Pierpaolo Cruz Bottini e pela diretora da faculdade, Ana Elisa Bechara. Para Dino, o tema é relevante porque essas categorias nunca estiveram tão "amalgamadas".

MRMarina Rocha
senate

Morte de veterinária atacada por cão do Senado é apurada como acidente de trabalho

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para apurar a morte da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, 36, atacada por um cão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal. Segundo a Folha de S.Paulo, o caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia como acidente de trabalho.Vitória foi mordida na terça-feira (18) enquanto fazia um atendimento no canil do Senado, em Brasília. De acordo com a Polícia Civil, ela estava no exercício de suas atividades profissionais quando, "por circunstâncias ainda a serem devidamente esclarecidas", foi atacada pelo animal. Ela sofreu lesões graves no pescoço e teve uma parada cardiorrespiratória antes de ser socorrida por colegas. Atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar, foi encaminhada ao Hospital de Base, passou por cirurgia e ficou em estado grave. O Senado confirmou a morte no sábado (22).Resgate e linha de investigaçãoSegundo a coluna Na Mira, do portal Metrópoles, um colega que chegou ao canil após o ataque encontrou o cão ainda solto e conseguiu contê-lo dentro de uma caixa antes de localizar Vitória, caída no chão e com grande perda de sangue. Funcionários usaram o kit de atendimento pré-hospitalar do Senado para comprimir os ferimentos até que a brigada da Casa e, depois, o serviço de emergência assumissem o atendimento.A ocorrência foi registrada como "omissão de cautela na guarda ou condução de animais", e o local passou por perícia. Policiais da 5ª DP fizeram diligências no canil e no hospital e ouviram testemunhas para esclarecer a dinâmica do ataque. À Folha, a Polícia Civil afirmou que, a depender da conclusão, o inquérito pode embasar a responsabilização de eventuais culpados e também um pedido de indenização da família.Em nota, o Senado lamentou a morte e informou que Vitória atuava como tratadora dos cães: foi estagiária de medicina veterinária na Casa de 2022 a 2024 e depois voltou como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado aos animais. "Neste momento de dor, o Senado expressa sua solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades", diz o comunicado. A Folha procurou o Senado nesta segunda-feira (24) para comentar a apuração, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.O cão que atacou a veterinária é um pastor-belga-malinois, raça de médio a grande porte usada em operações policiais e de guarda e que exige condutores experientes. De acordo com o Metrópoles, o animal foi treinado para atuar no Serviço de Cinotecnia da Polícia Legislativa, responsável pela segurança do Congresso. Segundo a Folha, o cão foi retirado das atividades após o ataque. A cinotecnia é a área dedicada ao treinamento e ao manejo de cães de trabalho.

MRMarina Rocha
Politics

Carter Center volta atrás e enviará missão de observação às eleições de outubro

O Carter Center voltou atrás e decidiu enviar uma missão de observação às eleições de outubro no Brasil, cerca de 20 dias depois de comunicar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que não participaria do pleito. A informação foi publicada nesta segunda-feira (24) pela Folha de S.Paulo. A organização é a única dos Estados Unidos convidada pela corte eleitoral a analisar as eleições deste ano.De acordo com pessoas que acompanham o tema ouvidas pela Folha, a equipe de especialistas do centro deve concentrar o trabalho no sistema eletrônico de votação e em educação eleitoral. Ao final do processo, os observadores produzirão um relatório sobre essas duas áreas.A desistência inicial foi comunicada à corte no início de agosto. Na época, a entidade alegou dificuldades financeiras provocadas pelo corte de US$ 9 bilhões na ajuda externa americana, proposto pelo presidente Donald Trump e aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos no ano passado, que resultou no fechamento da USAID, a agência de desenvolvimento internacional do país. Segundo a CartaCapital, as perdas do Carter Center foram estimadas em US$ 11 milhões, agravadas pelo redirecionamento de recursos de doadores europeus para a missão da União Europeia que acompanhará o pleito.A aposta do TSE em observadores internacionaisO presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, tem defendido a interlocutores a ampliação do monitoramento internacional como forma de proteger o processo eleitoral de possíveis questionamentos aos resultados e às urnas eletrônicas. Em 17 de agosto, ele recebeu em Brasília representantes de dezenas de embaixadas estrangeiras e afirmou que as missões de observação "avaliarão a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais brasileiras". Na ocasião, o Carter Center não foi citado entre as organizações confirmadas justamente porque a corte já havia sido informada da impossibilidade de participação da entidade."Neste pleito, tal qual vem sendo feito desde as eleições de 2018, as missões internacionais de observação poderão acompanhar oficialmente diferentes etapas do processo eleitoral, incluindo cerimônias públicas de auditoria, preparação das urnas eletrônicas, votação, apuração e totalização de votos", disse Kassio no encontro com os diplomatas.Além do Carter Center, devem atuar como observadoras a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a União Interamericana de Organismos Eleitorais, segundo a CartaCapital. A Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais, outra organização americana, também informou que não participará do pleito deste ano. O vaivém ocorre em meio ao atrito diplomático entre Brasília e Washington: no mês passado, o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do governo dos Estados Unidos sob a justificativa de que eles viriam interferir nas eleições brasileiras, segundo a revista.Fundado em 1982 pelo ex-presidente americano Jimmy Carter (1924-2024) e por sua esposa, Rosalynn Carter (1927-2023), o Carter Center já organizou mais de cem missões de observação eleitoral em cerca de 40 países. No Brasil, acompanhou a eleição de 2022, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL), com uma equipe de quatro especialistas ao longo de dois meses. No relatório final daquele pleito, a entidade atestou a lisura do processo e a confiabilidade das urnas eletrônicas, ao mesmo tempo em que recomendou ao TSE reforçar o combate à desinformação.

MRMarina Rocha
Lula

Governo define plano de R$ 13,5 bilhões em crédito a empresas afetadas pelo tarifaço

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24) uma resolução que aprova a aplicação de R$ 13,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e por conflitos internacionais. Segundo o G1, a alocação dos recursos foi aprovada pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, pacote de medidas anunciado pelo Executivo em julho.A maior fatia do montante, de R$ 5 bilhões, será destinada ao apoio de exportadores e de cadeias de fornecimento atingidos pelo aumento das alíquotas aplicadas pelo governo americano. Outros R$ 3,5 bilhões serão alocados a companhias e fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico, com o objetivo de amortecer os reflexos econômicos do conflito no Oriente Médio.Os R$ 5 bilhões restantes vão para áreas consideradas estratégicas pelo governo. De acordo com o InfoMoney, R$ 2 bilhões serão direcionados a projetos industriais e tecnológicos ligados a minerais, cobrindo etapas de lavra associadas ao beneficiamento, refino ou transformação da matéria-prima. Outros R$ 2 bilhões financiarão a produção de fertilizantes ou de insumos intermediários para o setor, e R$ 1 bilhão atenderá setores industriais de relevância para a balança comercial brasileira.Quem pode acessar as linhasPoderão recorrer ao crédito empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, bem como seus respectivos fornecedores. A resolução também contempla produtores e exportadores da agricultura, pecuária e pesca e empresas ligadas à exportação de recursos minerais; o InfoMoney informa que aquicultura e florestas plantadas também entram na lista. Os recursos poderão ser usados para aquisição de máquinas e equipamentos, reforço do capital de giro, ampliação da capacidade produtiva e inovação tecnológica.A fiscalização e o acompanhamento das operações ficarão a cargo do BNDES. O banco deverá enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial detalhando o volume de propostas aprovadas, contratos firmados e valores efetivamente desembolsados. A distribuição dos valores entre as linhas poderá ser revista pelo colegiado conforme o ritmo de utilização dos recursos e as prioridades estabelecidas pelo governo.

MRMarina Rocha
Corruption

Lula diz que Lulinha deve se defender de acusações e nega blindagem à PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista exclusiva à Record, que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve se defender das acusações que enfrenta e que ninguém está acima da lei. As declarações foram divulgadas neste domingo (23), dia em que a íntegra da conversa seria exibida no programa Domingo Espetacular, em meio às investigações da Polícia Federal (PF) que envolvem Lulinha e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.Questionado sobre as apurações, Lula disse que não cabe a ele atuar como juiz, procurador ou delegado e negou qualquer intenção de interferir no trabalho dos investigadores, segundo trechos da entrevista repercutidos pelo InfoMoney e pelo jornal Folha de S.Paulo."Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente", afirmou o presidente.Lula acrescentou que a mesma regra vale para o próprio filho. "Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está [acima da lei] se cometer erro", disse. De acordo com o InfoMoney, o presidente afirmou ainda que, se irregularidades comprovadas tiverem causado prejuízo aos cofres públicos, os responsáveis "terão que pagar".Investigação envolve lobista e ex-chefe de gabineteSegundo a Folha de S.Paulo, Lulinha foi apontado como beneficiário indireto da atuação da lobista Roberta Luchsinger, que buscou contatos políticos para facilitar a venda de um medicamento ao governo federal. Marcola, que tinha a confiança de Lula e por vezes intermediava ligações do presidente — que não tem celular —, também foi alvo da PF, sob suspeita de ter recebido vantagens indevidas, inclusive financeiras, para auxiliar a lobista."Meu filho sabe que, se cometeu erro, vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", declarou Lula. O presidente disse ainda que há "muitas ilações" em torno do caso e defendeu cautela diante de acusações ainda não comprovadas, segundo o InfoMoney.Ao explicar a orientação que dá ao filho, Lula recorreu à própria trajetória diante de investigações e mencionou a ex-mulher Marisa Letícia, mãe de Lulinha, de quem afirmou que "morreu por causa da Lava Jato", operação à qual o presidente atribui publicamente a morte da ex-primeira-dama.As declarações ocorrem em ano de eleição presidencial. Segundo a Folha, um dos pilares da estratégia do PT no caso é ressaltar que, no atual governo, a PF tem liberdade para investigar, em contraposição ao governo Jair Bolsonaro, que acumulou denúncias de interferência na corporação para proteger os filhos — entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora disputa a Presidência.

MRMarina Rocha
Elections

Sem Lula, Flávio e Zema, debate de estreia de 2026 tem menor quórum desde 1989

O primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pela Band a partir das 20h deste domingo (23), nos estúdios da emissora no Morumbi, zona sul de São Paulo, terá apenas três candidatos no palco: Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Segundo a Folha de S.Paulo, é o menor número de participantes em um confronto de estreia desde 1989, ano em que as emissoras de televisão passaram a realizar debates entre presidenciáveis na redemocratização. As ausências concentram os holofotes. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), líderes das pesquisas de intenção de voto, já haviam decidido não comparecer. Neste domingo, Romeu Zema (Novo) também anunciou desistência, atribuindo a decisão à ausência dos dois favoritos e à mudança de data do encontro — originalmente marcado para 16 de agosto e adiado por uma semana na tentativa de viabilizar a participação do presidente, segundo o Poder360. "A mudança de data do debate promovido pela Rede Bandeirantes de Televisão de 16/08 para 23/08 havia sido considerada sob a premissa e a expectativa de que o candidato Lula fosse participar, garantindo a pluralidade do encontro. Diante da ausência de Lula e de outros concorrentes, a alteração de data perdeu o seu propósito inicial", afirmou a assessoria de Zema, em nota. De acordo com o Poder360, a equipe de Lula avalia que o presidente seria o principal alvo dos adversários no palco e afirma que ele está concentrado na campanha e em agendas de governo — a tendência é que o petista priorize debates de maior audiência ao longo da disputa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, condicionou a participação nos debates à presença de Lula: sem o petista, calcula sua campanha, o senador passaria a concentrar os ataques dos demais candidatos. Pesquisas e um candidato impedido Os números ajudam a explicar o palco esvaziado. Na pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Caiado tem 5%, Renan Santos, 4%, Zema, 3%, e Cury, 2% — somados, os três candidatos que sobem ao palco neste domingo representam 11 pontos percentuais. Pablo Marçal (PRTB) nem chegou a ser convidado: na quinta-feira (20), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu, por unanimidade, impedi-lo de participar de debates, acessar o fundo eleitoral e aparecer no horário eleitoral gratuito até que a corte julgue a validade do registro de sua candidatura, segundo a Folha. A desistência de Zema tem custo próprio. Como mostrou a coluna Painel, da Folha, o debate era uma das poucas oportunidades de o ex-governador de Minas Gerais aparecer na TV, já que o Novo não tem direito à propaganda eleitoral gratuita. O convite ao partido, aliás, foi uma concessão da emissora, sem obrigação legal. Reações Os três confirmados reagiram às ausências. Caiado disse que não dá marcha a ré nem para trem carregado de dinamite e completou: "Estarei lá." Renan Santos afirmou que "é uma vergonha o que estão fazendo" e que, "de direita a esquerda, todo mundo [está] descompromissado". Ao chegar aos estúdios, o candidato do Missão exibiu fraldas com os nomes de Lula e de Flávio, chamou os dois de "criminosos que fazem negócios com o crime organizado" e disse que a ausência é prova de covardia. Sobre Zema, cravou: "Eu nem lembrava." A estreia esvaziada contrasta com a história. O primeiro debate televisionado entre presidenciáveis do país, também promovido pela Band, em julho de 1989, teve no palco nomes como Paulo Maluf, Mario Covas e o próprio Lula — além de um jovem deputado chamado Ronaldo Caiado, elo entre dois pleitos separados por 37 anos, segundo registro do acervo da Folha.

MRMarina Rocha
Politics

Brasil revoga visto de assessor de Trump que planejava visitar Bolsonaro na prisão

O governo brasileiro revogou o visto de Darren Beattie, assessor de extrema-direita do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, após ele tentar organizar uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão, anunciada na sexta-feira, evidencia as tensões diplomáticas persistentes entre os dois países, mesmo em um momento de relativo aquecimento nas relações bilaterais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a revogação durante um evento público no Rio de Janeiro, estabelecendo uma equivalência direta com ações anteriores do governo americano. "Aquele americano que disse que viria aqui visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar", declarou Lula, referindo-se à decisão como uma resposta recíproca à revogação de vistos de autoridades brasileiras em Washington, incluindo o do ministro da Saúde Alexandre Padilha. O presidente brasileiro afirmou que a entrada de Beattie permaneceria vetada até que os Estados Unidos restabelecessem o visto de Padilha. Autoridades brasileiras informaram às agências de notícias, incluindo a AFP, que Beattie havia apresentado informações falsas sobre o propósito de sua viagem na solicitação de visto, o que constituiria motivação adicional para a revogação. A equipe jurídica de Bolsonaro já havia peticionado ao Supremo Tribunal Federal na mesma semana solicitando autorização para a visita de Beattie, mas o pedido foi rejeitado pelo tribunal na quinta-feira. O episódio se insere em um contexto mais amplo de fricções entre Brasília e Washington. Em agosto do ano passado, Trump impôs tarifas elevadas sobre produtos brasileiros — entre as mais altas aplicadas globalmente — em protesto contra o processo judicial e a condenação de Bolsonaro, seu aliado político. Após encontros diplomáticos realizados em setembro e outubro, as relações entre os dois governos mostraram sinais de distensão, e em novembro Trump modificou o escopo tarifário sobre determinados produtos brasileiros. Beattie, que tem sido um crítico vocal do governo Lula, carrega um histórico controverso: durante o primeiro mandato de Trump, ele foi demitido após revelações de que havia participado de uma conferência de nacionalistas brancos. O caso ganha dimensões ainda mais complexas no atual cenário político brasileiro, com as eleições presidenciais de outubro se aproximando e Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente, aparecendo como principal candidato da oposição nas pesquisas eleitorais. A diplomacia entre Brasil e Estados Unidos segue em um equilíbrio delicado, onde gestos de aproximação coexistem com demonstrações de firmeza em questões de soberania e reciprocidade institucional.

MRMarina Rocha
Politics

Bolsonaro permanece internado na UTI com broncopneumonia bilateral e sem previsão de alta

O ex-presidente Jair Bolsonaro continua hospitalizado na unidade de terapia intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, onde foi admitido no dia 13 de março após apresentar um quadro grave de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa. Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar privada socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após manifestar febre alta, queda significativa da saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. O ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses no complexo penitenciário da Papuda por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, foi transferido da unidade prisional diretamente para o hospital. Exames de imagem e análises laboratoriais realizados na admissão confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana afetando ambos os pulmões. Segundo os boletins médicos assinados pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo coordenador-geral da UTI Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor-geral hospitalar Allisson B. Barcelos Borges, o tratamento inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo, fisioterapia respiratória e motora. Ao longo dos dias seguintes, os comunicados médicos indicaram melhora clínica e laboratorial progressiva, porém Bolsonaro segue na UTI sem previsão de alta. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa Michelle Bolsonaro como acompanhante hospitalar, além de visitas dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e da enteada Letícia. A segurança no hospital é mantida por esquema policial permanente, com dois agentes posicionados na porta do quarto e equipes adicionais nos acessos internos e externos da unidade. Equipamentos eletrônicos como computadores e celulares seguem proibidos, com exceção dos aparelhos médicos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, foi o primeiro a comunicar a internação por meio das redes sociais. Após visitar o pai no hospital, Flávio declarou que "os médicos disseram que essa foi a pior internação dele aqui no que diz respeito à quantidade de líquido nos pulmões". O senador também fez apelos pela concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários, argumentando que as condições da unidade prisional dificultam os cuidados médicos adequados ao ex-presidente, que já possui histórico de complicações de saúde decorrentes do atentado a faca sofrido em 2018.

MRMarina Rocha