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Renan Santos defende bomba atômica e diz que não cumprirá decisões 'ilegais'

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MRPor Marina Rocha•27 de agosto de 2026•Fontes: InfoMoney, Folha de S.Paulo, G1 Política

O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares e afirmou que não cumprirá decisões judiciais que considerar ilegais. As declarações foram dadas em entrevista à TV Globo, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, dentro da série de sabatinas com os presidenciáveis da eleição de 2026.

Bomba atômica e saída do TNP

Questionado sobre declarações anteriores em que defendeu a bomba atômica, Renan Santos manteve a posição. "Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas", disse, segundo o G1.

O candidato reconheceu que o país não tem condições de produzir armamento nuclear nos próximos dez anos e defendeu a saída do Brasil do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), citando a Coreia do Norte, único país a deixar o acordo. "Por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente", afirmou. A proposta esbarra na legislação brasileira: como aponta a Folha de S.Paulo, o Brasil é signatário do TNP desde 1998 e a Constituição determina que a atividade nuclear no território nacional "somente será admitida para fins pacíficos".

STF, Previdência e segurança

Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Renan Santos disse que não pretende desrespeitar todas as decisões da Corte. "Não é que eu falei que vou sair desrespeitando todas as decisões do STF, que isso é um absurdo", declarou, conforme o InfoMoney. Ele manteve, porém, a defesa do descumprimento de decisões que considere ilegais.

"Qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode não cumprir. Na verdade, ele tem um dever de não cumprir. Decisão ilegal não se cumpre. Se vier uma decisão ilegal que faça as pessoas correrem um risco muito grande, você não pode cumprir."

Na economia, o candidato prometeu uma nova reforma da Previdência. "Eu não sou estelionatário eleitoral como outros candidatos que vão vir aqui e falar que não precisa. Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos", afirmou. Ele também confirmou a promessa de cortar R$ 1 trilhão em gastos públicos para estabilizar a trajetória da dívida e defendeu a desvinculação dos pisos de gastos com saúde e educação.

Na segurança pública, Renan Santos reafirmou o plano de retomar, em um ano de governo, todos os territórios dominados por facções criminosas e prometeu investir R$ 6 bilhões na construção de presídios. Segundo a Folha de S.Paulo, o candidato citou como inspiração o modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e disse que o Brasil vive uma "guerra declarada unilateralmente" contra o crime organizado.

A série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência segue até sexta-feira (29). Nos próximos dias, Renata Vasconcellos e César Tralli sabatinam os demais presidenciáveis.

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