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'Não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua', diz Lula ao citar interferência dos EUA

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MRPor Marina Rocha•10 de setembro de 2026•Fontes: G1, Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer nesta quarta-feira (9) que o Brasil não aceita interferência dos Estados Unidos nas eleições de outubro. Em ato de campanha à reeleição em Teresina (PI), ele afirmou ainda que espera "que não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua". Segundo o G1 e o Metrópoles, o presidente não deixou claro se se referia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Queremos provar que o brasileiro não deve nada a ninguém. Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Que não venha o tribunal eleitoral querer falcatrua. Porque a gente sabe do que são capazes, e se vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los, vai derrotar os americanos e vai derrotar quem se meter."

A fala veio logo depois da menção ao governo do americano Donald Trump. Lula disse que "a gente sabe do que são capazes" e voltou a atacar o presidente dos EUA. "O Trump que se meta no país dele. Aqui é problema nosso, dos brasileiros, e ninguém tasca. Eles vão ter que aprender conosco uma lição. Nós somos pobres, mas somos orgulhosos", declarou, segundo o G1.

Segundo o G1, Lula e Trump conversaram por telefone no fim de agosto, durante 1h20, a pedido do presidente brasileiro. Na ligação, Trump perguntou sobre as eleições de outubro. Lula afirma que disse ao americano que o Brasil não aceita ingerência de ninguém no processo eleitoral.

No mesmo discurso, Lula criticou quem carrega bandeiras dos Estados Unidos em comícios da oposição, segundo o Metrópoles. "Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para comício com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria, que não têm nenhum compromisso com este país", disse. Ao lado do presidente estavam o governador do Piauí e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), e a primeira-dama, Janja, que também discursou.

O que vem a seguir

O tribunal eleitoral tem decisões pendentes nesta eleição. O TSE ainda analisa o pedido de Flávio Bolsonaro, principal rival de Lula na disputa presidencial, para cassar a chapa Lula-Alckmin por causa de um desfile na Sapucaí, no Rio de Janeiro. Pesquisas recentes mostram empate técnico entre os dois no primeiro turno e vantagem de Flávio na maioria dos cenários de segundo turno. O primeiro turno está marcado para outubro.

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