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Pesquisa Gerp mostra Flávio com 47% e Lula com 42% em cenário de 2º turno

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MRPor Marina Rocha•26 de agosto de 2026•Fontes: Poder360

Uma pesquisa da Gerp divulgada nesta quarta-feira (26) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro. Segundo o levantamento, publicado pelo Poder360, o candidato do PL tem 47% das intenções de voto, contra 42% do petista. Outros 8% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos dois, e 3% não souberam responder.

O instituto ouviu 2.400 eleitores em todo o território nacional entre os dias 21 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03547/2026, custou R$ 20 mil e foi contratada pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo.

No cenário de primeiro turno, a Gerp aponta Flávio com 38% e Lula com 37%, um empate técnico dentro da margem de erro. Atrás dos dois líderes aparecem Pablo Marçal (PRTB), com 4%, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%. A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos: 49% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula 'de jeito nenhum', ante 40% que rejeitam Flávio. Sobre o governo Lula, 51% desaprovam a gestão e 43% aprovam.

Divergência com outras pesquisas

O resultado da Gerp contrasta com o de outros institutos que têm medido a corrida presidencial. Uma pesquisa PoderData/Aya divulgada em 13 de agosto, também pelo Poder360, mostrou um cenário bem mais apertado no segundo turno, com Lula à frente por 46% a 45%, dentro da margem de erro. Naquele levantamento, o petista liderava o primeiro turno com 41% ante 35% de Flávio. A diferença entre os dois estudos, feitos por institutos distintos com semanas de intervalo, ilustra a instabilidade que tem marcado as pesquisas eleitorais nesta fase da campanha.

Segundo o Poder360, o Tribunal Superior Eleitoral exige que todo instituto registre metodologia completa e financiamento das pesquisas divulgadas em ano eleitoral. A oscilação entre levantamentos reforça a recomendação de analistas de acompanhar a média de várias pesquisas, e não um único estudo isolado, para avaliar tendências na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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