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Lula avalia indicar Ricardo Couto ao STF no lugar de Jorge Messias

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar o governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, ao STF (Supremo Tribunal Federal). A vaga estava reservada ao ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias. A informação foi publicada pela CNN Brasil na quinta-feira (3) e confirmada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (4).

Segundo a Folha, apoiadores da troca veem na escolha de Couto "uma demonstração de respeito institucional". O presidente abriria mão de nomear Messias, um aliado leal, em favor da pacificação do Judiciário. Petistas lembram que o governador fluminense não integra o círculo de amizades de Lula.

Nome voltou à mesa com a crise no tribunal

O nome de Couto vinha sendo cogitado há cerca de dois meses, dizem auxiliares do presidente ouvidos pela Folha, e voltou à mesa após a eclosão de novo confronto entre ministros. A ideia chegou também à cúpula da campanha pela reeleição e foi bem vista, segundo a CNN Brasil. O STF atravessa um embate público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, ligado ao caso do Banco Master. Para a coluna de Caio Junqueira, na CNN Brasil, a indicação ajudaria a "distanciar Lula do desgaste na Corte provocado pela exposição das relações de Alexandre de Moraes e de Daniel Vorcaro", empresário investigado no caso.

Couto presidia o Tribunal de Justiça do Rio e assumiu o governo do estado por ser o terceiro na linha sucessória, depois que o governador, o vice e o presidente da Assembleia Legislativa perderam os cargos sob suspeita de corrupção. A gestão é marcada pela substituição de servidores com ligações suspeitas ao crime organizado, descreve a CNN Brasil. Lula tem elogiado publicamente o trabalho do desembargador, registra a Folha.

Cálculo eleitoral

A escolha pode render capital político ao presidente. O Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país, lembra a Folha. Depois de quatro meses de governo, 47% dos eleitores fluminenses aprovam o trabalho do interino e 31% o reprovam, segundo o Datafolha. As pesquisas internas da campanha petista apontam aprovação superior a 80%, segundo a CNN Brasil, que reporta ainda que a indicação antes das eleições de outubro associaria Lula ao governador. No segundo turno da disputa presidencial, Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados nas pesquisas. Na eleição fluminense, o candidato apoiado pelo presidente, Eduardo Paes (PSD), vê o bolsonarista Douglas Ruas (PL) crescer.

A Folha reporta ainda que aliados do presidente defendem a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, uma das autoridades cobradas a explicar a crise. Segundo o Metrópoles, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu respostas de Moraes, de Mendonça, de Andrei e da PGR. Nada está decidido: o Planalto não confirmou a indicação e todo nome ao STF depende de sabatina e votação no Senado.

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