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Público grita pelo fim da escala 6x1 a Lula e chefes dos três Poderes no 7 de Setembro

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MRPor Marina Rocha•7 de setembro de 2026•Fontes: Brasil 247, Folha de S.Paulo, G1

O público do desfile de 7 de Setembro gritou pelo fim da escala de trabalho 6x1 na chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta segunda-feira (7). Segundo a Folha de S.Paulo, os gritos se alternaram com o coro "olê, olê, olá, Lula, Lula" e com os hinos tocados pela banda durante todo o desfile.

Lula assistiu à cerimônia na tribuna de honra ao lado dos chefes dos três Poderes: o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin; o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A primeira-dama, Janja da Silva, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também participaram, segundo o G1. Em outro momento do desfile, parte da plateia gritou "sem anistia", relata a Folha.

A escala 6x1 prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos de um único dia de descanso. A PEC da 6x1 tramita no Congresso Nacional. A mesma pauta tomou as ruas no mesmo dia: o Grito dos Excluídos levou às manifestações pedidos por moradia e pelo fim da escala 6x1, segundo o Brasil 247.

Tom sóbrio em ano eleitoral

O desfile marcou os 204 anos da Independência e teve como eixos a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da programação tradicional das Forças Armadas. O governo usou como mote da cerimônia a frase "A Força que Uni o Brasil", segundo a Folha. Por recomendação da Advocacia-Geral da União, o evento manteve caráter institucional, sem elementos que pudessem ser lidos como manifestação partidária durante a campanha, informa o G1. A Presidência estimou 70 mil pessoas nas comemorações.

A presença de Fachin acontece em meio à crise no STF. Também estiveram no evento o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, citados no foco mais recente do embate institucional, o relatório da PF demandado pelo ministro Alexandre de Moraes. Os dois passaram próximos um do outro e não se cumprimentaram; Messias deixou o local por volta das 10h20, ainda durante o desfile, segundo a Folha. No ano passado, nenhum ministro do STF foi às comemorações, que ocorreram durante o julgamento da trama golpista, lembra o G1.

O próximo passo está no Congresso. Alcolumbre já afirmou que as PECs da 6x1 e da segurança ficarão para depois da eleição de outubro, quando Lula disputa a reeleição.

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