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Lula defende investimentos em Defesa em cerimônia no QG do Exército

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MRPor Marina Rocha•26 de agosto de 2026•Fontes: O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira (25) a ampliação dos investimentos em Defesa durante a cerimônia do Dia do Soldado, realizada no quartel-general do Exército, em Brasília, segundo o O Globo e o G1. Em rápido pronunciamento a jornalistas após o evento, o presidente afirmou que 'a defesa não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro' e disse que o tema entra como prioridade da política brasileira.

Segundo o G1, Lula destacou as dimensões territoriais do país para justificar o investimento no setor: 'Um país com fronteira terrestre, marítima, reserva florestal, minerais críticos. E nem sabemos tudo o que temos, petróleo. A defesa não pode ser pra quando sobrar dinheiro, temos que preparar o país, não para a guerra, mas pra paz, e defender nosso território e riquezas', disse o presidente, segundo a reportagem.

O evento também marcou a primeira participação de mulheres soldadas em um desfile militar do Dia do Soldado, fato celebrado por Lula em sua fala. Participaram da cerimônia o ministro da Defesa, José Múcio, o comandante do Exército, Tomás Paiva, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, de acordo com o O Globo.

Discurso contrasta com números do Orçamento

Apesar do discurso, dados do sistema Siga Brasil, citados pelo O Globo, mostram que o governo Lula desembolsou 11% a menos em investimentos nas Forças Armadas do que a gestão anterior. Entre 2023 e 2026, o atual governo reservou R$ 40,7 bilhões para investimentos em Exército, Marinha e Aeronáutica, ante R$ 45,7 bilhões usados pelo governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022.

O presidente já havia defendido o tema em outras ocasiões recentes. Durante a convenção nacional do PT em São Paulo, no início do mês, quando teve sua candidatura à reeleição chancelada, Lula pediu à esquerda que parasse com essa 'bobagem' de não priorizar a defesa, citando os 16,8 mil quilômetros de fronteira seca e os 8 mil quilômetros de fronteira marítima do país. Na semana anterior, em visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP), ele também prometeu buscar recursos para concluir o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Questionado pela imprensa sobre as apurações da Polícia Federal que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o presidente não respondeu e deixou o local, segundo o G1. O tema tem sido usado pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, principal opositor de Lula na corrida eleitoral.

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