O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com folga as intenções de voto na disputa pelo governo de Minas Gerais. De acordo com a terceira rodada da pesquisa DATATEMPO, divulgada pelo jornal O TEMPO, o parlamentar atinge 35,5% da preferência no primeiro turno. O resultado representa mais do que o triplo do índice registrado pelos seus principais concorrentes na corrida ao Palácio Tiradentes.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o deputado federal Patrus Ananias (PT) aparecem empatados tecnicamente na segunda colocação. O levantamento aponta que ambos disputam voto a voto a vaga para um eventual segundo turno. O atual vice-governador, Mateus Simões (PSD), e o presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), completam o grupo de candidatos com pontuação expressiva nas simulações.
Vantagem consolidada no segundo turno
Nas simulações de confronto direto para o segundo turno, o senador mantém ampla vantagem sobre todos os concorrentes. Conforme dados do DataTempo e do instituto Real Time Big Data, Cleitinho supera Kalil por 47% a 33% e vence Patrus Ananias por 48% a 36%. Contra o candidato do Palácio Tiradentes, Mateus Simões, o senador atinge 49% contra 27% do vice-governador.
Ao comentar os números, Cleitinho celebrou o resultado e afirmou que manterá a postura inicial: "Comemoramos com alegria, mas com os pés no chão e muita humildade". Kalil, por sua vez, defendeu seu histórico executivo durante agendas públicas recentes. "Não prometo terreno na lua e nem faço papagaiada nas redes", declarou o candidato do PDT ao criticar a presença digital de adversários.
O Instituto DATATEMPO entrevistou 1.000 eleitores de forma presencial em domicílios mineiros entre 17 e 20 de agosto de 2026. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os códigos MG-03794/2026 e BR-08275/2026. A campanha eleitoral entra agora no período de exibição do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão antes da votação do primeiro turno em outubro.