O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados numericamente, com 41% cada, na simulação de segundo turno da eleição presidencial, aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). É a primeira rodada do levantamento desde o agravamento da crise no STF. O instituto ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro.
No cenário de primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto, e Flávio, 29%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8%. Na rodada anterior, divulgada em 2 de setembro, o petista tinha 37%, o senador, 30%, e Cury, 10%, segundo a Folha de S.Paulo. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3% cada, Romeu Zema (Novo) tem 2% e Samara Martins (UP), 1%. São 10% de indecisos e 8% que votam em branco, anulam ou não votarão.
Cenários de segundo turno
No embate direto com Flávio, Lula oscilou de 42% para 41%; o senador manteve 41%. Branco, nulo e não votar somam 13%, e os indecisos são 5%, segundo o g1. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo e registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.
Lula também empata tecnicamente com Ronaldo Caiado, por 41% a 38%, e com Augusto Cury, por 39% a 35%. Contra Renan Santos, o placar é de 42% a 37%; contra Romeu Zema, de 44% a 33%. Em todas as simulações, as variações em relação à rodada de 2 de setembro ficaram dentro da margem de erro.
A série histórica mostra estreitamento da corrida. Em julho, Lula tinha 45% contra 37% de Flávio no segundo turno, vantagem de oito pontos que desapareceu, segundo o InfoMoney. A nova rodada também não mostra, até agora, impacto claro sobre as intenções de voto da repercussão das mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, nem da abertura de investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A mesma pesquisa mede rejeição de 53% para Lula e de 55% para Flávio.
O que vem a seguir
O cenário de primeiro turno não inclui o influenciador Pablo Marçal (PRTB), inelegível até 2032, que registrou candidatura à Presidência após liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo. O caso será julgado pelo TSE, que já decidiu que ele não acessará recursos do fundo eleitoral, debates nem horário eleitoral. Segundo a Folha, dois magistrados da corte e interlocutores de outros dois avaliam que o pedido tende a ser rejeitado. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; um eventual segundo turno ocorre em 25 de outubro.