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PF investiga vice de Marçal por suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo do PRTB

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MRPor Marina Rocha•25 de agosto de 2026•Fontes: Diário do Centro do Mundo

A Polícia Federal investiga Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB e candidato a vice na chapa presidencial de Pablo Marçal, por suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral do partido nas eleições municipais de 2024. A informação foi revelada nesta terça-feira (25) pelo colunista Artur Rodrigues, do UOL, e repercutida pelo Diário do Centro do Mundo. Segundo a apuração, os principais beneficiados seriam o próprio dirigente e seus familiares, que teriam recebido parte dos recursos por meio de empresas intermediárias.

A investigação começou após uma denúncia anônima sobre um repasse do partido ao escritório de advocacia de Samuel Alves de Azevedo, secretário-geral do PRTB. O escritório recebeu R$ 750 mil do fundo eleitoral no início de setembro de 2024. Com a quebra de sigilos bancários, os investigadores identificaram que, entre aquele mês e fevereiro de 2025, R$ 501 mil seguiram para contas ligadas a Avalanche e sua família por meio da JFX Consultoria e da Superstar Corporate Ltda., empresas suspeitas de integrar o esquema.

Conforme os dados examinados pela PF, o escritório transferiu R$ 100 mil para a mulher de Avalanche, Ana Cláudia Ferreira de Faria Alves, que devolveu o valor em três operações em outubro de 2024 e, dez dias depois, recebeu R$ 150 mil da Superstar. A mesma empresa enviou R$ 100 mil ao filho do dirigente, que tinha 13 anos à época. O adolescente movimentou R$ 751 mil nos oito meses abrangidos pela quebra de sigilo, incluindo repasses aos próprios pais. A PF também rastreou dois pagamentos de R$ 50 mil feitos pela empresa de Adevando Junior, então tesoureiro do PRTB, à esposa e ao filho de Avalanche.

Os investigadores apontaram indícios de que as empresas serviram para ocultar a origem e o destino dos valores. A JFX Consultoria, criada em abril de 2024, movimentou R$ 160 mil em operações com os investigados. A Superstar tinha endereço em uma rua residencial de Americanópolis, na periferia de São Paulo, enquanto seu sócio à época declarava endereço em Vilhena, Rondônia.

Não é o primeiro problema de Avalanche com a Justiça. Segundo O Globo, ele é réu na Justiça Eleitoral de São Paulo por violência política e associação criminosa, em processo que corre em segredo de Justiça. O Ministério Público o acusa de fraudar a eleição interna que o levou ao comando do PRTB em 2024, com o uso de supostos fundadores filiados retroativamente, e de ameaçar de morte uma dirigente partidária. Ele nega todas as acusações.

Sobre a investigação do fundo eleitoral, Avalanche negou irregularidades em nota e afirmou que colabora com as apurações. "Não me é possível comentar aspectos específicos do caso fora dos autos", declarou, acrescentando que prestará esclarecimentos "no momento processual adequado". Ele deve depor nas próximas semanas. Samuel Alves, a Superstar e Adevando Junior não responderam aos pedidos de manifestação.

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