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Relator da PEC do fim da escala 6x1 promete parecer para quinta-feira

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MRPor Marina Rocha•24 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que acaba com a escala 6x1, disse à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (24) que pretende entregar seu parecer na quinta-feira (27). A expectativa é votar o texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na quarta-feira da semana seguinte. Aziz, porém, não garantiu que manterá a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

"Quero apresentar o relatório na quinta, para podermos votar na outra quarta-feira [na CCJ]. Ainda vou analisar a proposta, não decidi se manterei ou não o texto da Câmara", afirmou o senador.

Para chegar ao plenário, a PEC precisa antes do aval da CCJ, presidida por Otto Alencar (PSD-BA), considerado, assim como Aziz, aliado do Palácio do Planalto no Senado. Segundo a CartaCapital, a proposta foi despachada ao colegiado na semana passada, depois de um período de mal-estar entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Lula (PT), que retomaram o diálogo.

Calendário apertado por causa da eleição

O fim da escala 6x1, regime em que o trabalhador atua seis dias e folga um por semana, virou tema central da campanha de reeleição de Lula, e o governo tem pressa para aprovar a proposta antes do pleito de outubro. Por causa do calendário eleitoral, o Congresso terá apenas uma semana de votações, entre 31 de agosto e 4 de setembro. A articulação do Planalto é aprovar o texto na CCJ e, se possível, no plenário no mesmo dia. De acordo com a CartaCapital, a expectativa é de que Aziz não proponha mudanças substanciais, já que qualquer alteração obrigaria a matéria a voltar à Câmara e atrasaria a aprovação definitiva.

Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência é contra votar o fim da 6x1 antes da eleição e defende uma proposta de livre negociação entre patrões e empregados, com pagamento por hora trabalhada, como mostrou a Folha. Para conter a oposição, o governo estuda reduzir o tempo de pedidos de vista, de modo a permitir a leitura do parecer sem que a votação escorregue para o dia 3.

Nesta segunda-feira, Lula usou as redes sociais para criticar, sem citar Flávio, a articulação para adiar a votação, segundo a CartaCapital. "O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família", escreveu o presidente.

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