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PL cobra de Alcolumbre investigação individualizada e abertura de impeachment de Moraes

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MRPor Marina Rocha•2 de setembro de 2026•Fontes: SBT News, G1, Diário do Poder

As lideranças do PL na Câmara dos Deputados e no Senado cobraram nesta quarta-feira (2) do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), investigações individualizadas das autoridades envolvidas no caso Master e o andamento dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram feitas em coletiva à imprensa no Salão Verde da Câmara, em Brasília, pelo líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e pelo líder no Senado, senador Carlos Portinho (PL-RJ).

Segundo o G1, Sóstenes pediu apuração do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no escândalo do Banco Master. "A gente tem a responsabilidade de individualizar condutas no CPF e não nas instituições", afirmou o deputado. O partido, que tem as maiores bancadas da Câmara e do Senado, disse que vai manter cobrança sobre Alcolumbre para dar andamento aos processos que tramitam na Casa contra ministros do STF.

"O Ministério Público é uma instituição séria que sempre vamos defender, assim como o STF e a Polícia Federal. Não vamos misturar os erros e os possíveis erros de indivíduos com as instituições", disse Sóstenes.

Pressão sobre Alcolumbre

Portinho disse que os parlamentares vão pressionar o presidente do Senado para que os pedidos de impeachment sejam analisados. "Presidente Davi Alcolumbre será cobrado hoje. Ele diz que há mais de 109 pedidos de impeachment, mas basta um [andar]", declarou. Segundo o SBT News, um pedido protocolado pela oposição na terça-feira (1º) levou as iniciativas para retirar Moraes do cargo a 110, número sem precedente na história do Brasil. A abertura do processo é decisão exclusiva do presidente do Senado, e a aprovação exige dois terços da Casa: 54 dos 81 senadores. A oposição tem hoje 32 senadores.

Portinho admitiu a falta de maioria, mas disse que o caso Master mudou a disputa de 2026. "Largaremos campanha eleitoral, porque isso não importa mais", afirmou. Sóstenes concordou: "A eleição fica em segundo plano para nós. O que não pode é deixar um país ser dominado por pessoas que praticam crimes em altas posições da República. Isso não é possível". O senador avisou que a cobrança será diária: "Se Davi Alcolumbre estiver falando da boca para fora e empurrando com a barriga, ele será cobrado diariamente e nos cabe continuar cobrando. E onde que a gente vai dar a grande virada? Será nas eleições".

Segundo o Diário do Poder, Sóstenes disse ainda que o partido apoia um novo pedido de impeachment contra Moraes, que a oposição prepara medidas judiciais e que mais de 41 senadores apoiam uma das peças apresentadas. O deputado pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, para que acusações envolvendo a corporação sejam apuradas de forma independente. Portinho cobrou a renúncia de Moraes e a saída de Gonet.

O caso Master

A coletiva aconteceu um dia após o ministro André Mendonça, do STF, remover o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes. As conversas indicam que o ministro discutia com o ex-banqueiro a possibilidade de a PF deflagrar uma operação com ele como alvo. O conteúdo foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, e a TV Globo teve acesso às informações. Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai em um jato particular.

O próximo passo no Senado é de Alcolumbre: sem a decisão dele, nenhum processo é aberto. No STF, mesmo após o pedido de arquivamento feito pela PGR, Mendonça deve insistir que o plenário da Corte analise as mensagens entre Moraes e Vorcaro, segundo o G1.

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