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Planos de Lula e Flávio Bolsonaro para educação têm metas fracas e reciclam propostas

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MRPor Marina Rocha•25 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

Os programas de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a educação deixam lacunas sobre um novo rumo para a área, mostram pouca disposição para metas efetivas e reciclam promessas. A conclusão é de uma análise da Folha de S.Paulo publicada na noite de segunda-feira (24), que comparou os planos dos dois candidatos à Presidência. Lula registrou seu programa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 7 de agosto, e Flávio, em 13 de agosto, segundo o Poder360.

De acordo com a Folha, os dois textos refletem a ideia de país de cada candidato, mas têm fragilidades comuns: falta de metas concretas, ausência de programas robustos para as diferentes etapas da vida escolar e acadêmica, reaproveitamento de promessas e pouca substância para enfrentar os desafios de aprendizagem com equidade na educação básica. O setor mobiliza um orçamento bilionário e um dos maiores sistemas de educação básica do mundo, com 46 milhões de matrículas, 80% delas em escolas públicas.

Avanços lentos na aprendizagem

Os dados mais recentes mostram avanços ainda lentos. O Ideb 2025, índice oficial de qualidade da educação básica, reforçou a tendência de melhora mais intensa nos anos iniciais do ensino fundamental, que perde força nos anos finais e no ensino médio. Somente 11 estados tiveram avanço relevante de aprendizagem em português e matemática no ensino médio entre 2015 e 2025, aponta o jornal. Entre 2005 e 2015, foram apenas três.

Promessas repetidas e poucas metas

O programa de Lula explora realizações da atual gestão e ressalta que o MEC precisou reconstruir políticas, orçamento e a própria estrutura da pasta após o desmonte da área no governo Jair Bolsonaro. Mas, segundo a análise, promessas citadas no plano já constam da legislação, como o compromisso de seguir as metas da lei do PNE (Plano Nacional de Educação), ou já haviam sido anunciadas no atual governo: 111 novos institutos federais (hoje são 39 institutos e dois Centros Federais de Educação Tecnológica), conectividade universal nas escolas e 80% das crianças alfabetizadas na idade certa, ante 66% atualmente.

A meta mais assertiva apontada pela Folha está no programa de Flávio: zerar até 2030 o número de escolas sem água. Hoje, 4% das 137 mil escolas públicas do país não têm acesso à água encanada. Na alfabetização, o senador propõe a adoção nacional do método fônico, política do governo de seu pai que, de acordo com o jornal, teve repercussão negativa e pouco resultado.

Apesar das diferenças, os programas convergem em parte dos temas. Comparação do Poder360 entre as propostas dos dois candidatos para o mandato de 2027 a 2030 aponta que ambos prometem ampliar o acesso ao ensino integral. Os planos foram apresentados no início da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

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