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Véspera do 7 de Setembro: candidatos à Presidência mobilizam eleitores em redes e atos

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MRPor Marina Rocha•6 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, Estado de S. Paulo, G1

Candidatos à Presidência usaram redes sociais e agendas públicas neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro, para mobilizar eleitores e reforçar mensagens de campanha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, publicou um vídeo que contrapõe falas dele a declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado Eduardo Bolsonaro sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos. Flávio, rival do petista na disputa, fez uma transmissão ao vivo. Nas ruas, Renan Santos participou de uma carreata em Fortaleza e Ronaldo Caiado visitou a Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia (GO), segundo o G1.

Lula e Flávio trocam ataques nas redes

No vídeo divulgado neste domingo, Lula afirma que a eleição colocará o eleitor diante de uma escolha entre "dois lados". A peça intercala trechos dos irmãos Bolsonaro com falas do presidente. Depois de Flávio dizer que "a tarifa vai chegar para o Brasil", Lula responde: "São traidores da pátria. A história não os perdoa". Sobre o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, o presidente diz: "O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar sendo nosso". O vídeo termina com um contraste de slogans: Flávio aparece dizendo "God bless America", e Lula encerra com "Viva o povo brasileiro". Na legenda, a campanha escreve que o voto deste ano define "se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países".

Flávio Bolsonaro usou uma live para lembrar os oito anos da facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018, em Juiz de Fora. O candidato disse estar proibido de ter contato com o pai, que cumpre prisão domiciliar, e pediu que apoiadores deixassem recados ao ex-presidente como se ele estivesse assistindo à transmissão. Flávio também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula e as prisões de pessoas ligadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Segundo o Estado de S. Paulo, ele cobrou da ministra Cármen Lúcia o voto para a abertura de investigação contra Moraes e convocou apoiadores para um ato nesta segunda-feira (7).

Carreata em Fortaleza e feira em Goiás

Em Fortaleza, Renan Santos percorreu as ruas em uma carreata vestindo colete à prova de balas. Assessores da campanha disseram ao G1 que o equipamento é resposta a ameaças de facções criminosas. O candidato foi acompanhado do Delegado Huggo, que disputa o governo do Ceará. Em Aparecida de Goiânia, Caiado visitou a Feira do Garavelo e criticou a carga tributária, a taxa de juros e a criminalidade. Augusto Cury e Romeu Zema não tiveram agendas públicas, segundo as assessorias das campanhas. Cury anunciou próximos eventos nas redes sociais; Zema publicou uma foto na academia e um teaser da série "Os intocáveis", em que critica ministros do STF.

As duas campanhas tratam a data como estratégica. Segundo a CNN Brasil, o time petista admite que a crise no STF e vazamentos de investigações sobre o filho do presidente têm dado o tom da disputa, e avalia que a corrida eleitoral entrou em um "novo momento" depois que as pesquisas mostraram aproximação entre os dois líderes. O entorno de Flávio espera assumir a dianteira após o feriado e prepara um ato do PL na Avenida Paulista. Lula fará um pronunciamento no 7 de Setembro, com autorização da Justiça Eleitoral, e deve falar sobre soberania.

Nesta segunda-feira (7), o país assiste aos desfiles do feriado de Independência, ao ato do PL na Paulista e ao pronunciamento do presidente. Daí em diante, a campanha segue rumo ao primeiro turno, em outubro.

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