O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro, mostra a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2). Lula tem 42% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, 41%. A diferença de um ponto fica dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, a pedido da Globo e do jornal O Globo. O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026 e nível de confiança de 95%. Na comparação com a rodada anterior, de 14 de agosto, Lula oscilou de 43% para 42%, e o senador, de 40% para 41%, variações dentro da margem.
Onde a disputa empata
A leitura por segmentos, publicada pelo G1 neste sábado (5), mostra que a corrida também está apertada em recortes específicos do eleitorado. Eleitores de 35 a 59 anos dividem-se em 42% para Lula e 41% para Flávio Bolsonaro. Entre os que se declaram independentes, o placar é de 32% a 29% para o presidente. Pessoas com ensino superior completo dão 44% ao senador e 40% a Lula. Quem recebe de 2 a 5 salários mínimos aponta 45% para Flávio Bolsonaro e 39% para Lula, empate no limite da margem de erro. No Centro-Oeste e no Norte, o senador soma 48%, contra 38% do presidente; a margem do recorte é de cinco pontos, o que também configura empate no limite.
Redutos e movimentos desde 14 de agosto
Os movimentos entre as duas rodadas favoreceram o senador em parte do mapa demográfico. Entre os homens, um empate técnico virou vantagem de 47% a 39%. No grupo de 16 a 34 anos, o placar saiu de 41% para cada um e chegou a 48% a 35% para Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com ensino superior, a vantagem de 11 pontos do senador virou o empate técnico atual. No Centro-Oeste e no Norte, o empate virou vantagem numérica de 10 pontos, ainda no limite da margem.
Lula segue na frente nos grupos de menor renda e escolaridade, mas viu as diferenças caírem. Entre eleitores com ensino fundamental completo, a vantagem caiu de 21 para 14 pontos, agora em 49% a 35%. Entre quem ganha até 2 salários mínimos, o presidente tem 51% a 29%, e a vantagem caiu de 31 para 22 pontos. A maior folga de Lula está no Nordeste: 62% a 28%. Ele também lidera entre eleitores pretos (49% a 31%), entre os de 60 anos ou mais (49% a 32%) e entre católicos (48% a 35%).
Os maiores apoios de Flávio Bolsonaro estão entre evangélicos (53% a 30%), no Sul (52% a 31%) e entre eleitores brancos (48% a 34%); entre quem ganha mais de 5 salários mínimos, o senador abre 15 pontos. No cenário de segundo turno entre os dois, brancos, nulos e quem não vai votar somam 13%, e 4% dos entrevistados estão indecisos. O primeiro turno acontece em outubro; se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno no último domingo do mês. O Globo e o Estadão também divulgaram os números gerais da rodada.