O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (25) a ampliação dos investimentos na defesa nacional durante cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado, no Quartel-General do Exército, em Brasília. Segundo o G1, Lula afirmou que o setor de defesa precisa de recursos para 'proteger o território e riquezas' do país.
A fala ocorreu ao lado do comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva, e do ministro da Defesa, José Múcio. De acordo com o R7, Lula disse que o investimento em defesa 'não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro' e defendeu que o país se prepare 'não para a guerra, para a paz', visando proteger o território, as riquezas nacionais e a população.
Um país com fronteira terrestre, marítima, reserva florestal, minerais críticos. E nem sabemos tudo o que temos, petróleo. A defesa não pode ser pra quando sobrar dinheiro, temos que preparar o país, não para a guerra, mas pra paz, e defender nosso território e riquezas, disse o presidente, segundo o G1.
O compromisso com o aumento de verbas militares não é novo. Segundo o R7, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, no interior de São Paulo, na semana anterior, Lula já havia prometido buscar recursos para concluir o primeiro submarino nuclear brasileiro e criticado a falta de continuidade no financiamento de projetos considerados estratégicos para a soberania nacional.
Acenos aos militares e questões não respondidas
Na cerimônia desta terça, Lula também destacou a participação inédita de mulheres soldados no desfile militar. São as primeiras recrutas do Exército que entraram este ano e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, declarou, segundo o R7. O G1 observa que a cerimônia aconteceu no Setor Militar Urbano de Brasília, área onde se concentraram os acampamentos golpistas após as eleições de 2022.
O presidente foi questionado por jornalistas presentes ao evento sobre apurações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Segundo o G1, Lula não respondeu às perguntas e deixou o local logo depois da fala sobre defesa. Em entrevista à TV Record no domingo (23), o presidente já havia afirmado que ninguém ficará impune 'se cometeu erro' e que Lulinha terá de 'provar inocência'.