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Diretoria da PF pressiona AGU contra Mendonça e gera impasse no caso Lulinha

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MRPor Marina Rocha•26 de agosto de 2026•Fontes: CNN Brasil, Metrópoles

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pressiona a Advocacia-Geral da União para interpor recurso judicial contra decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O pedido atinge a apuração sobre fraudes no INSS, que envolve Fábio Luís Lula da Silva. A cúpula da PF alega que o magistrado violou a autonomia investigativa ao determinar a entrega de dados brutos e ao proibir trocas na equipe policial sem aviso prévio.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, trava a medida e defende negociações de bastidor. Segundo a CNN Brasil, a Polícia Federal demorou mais de sete meses para repassar ao gabinete do relator as informações de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de alvos do inquérito. A retenção dos dados motivou a ordem de Mendonça para acesso direto aos arquivos brutos das investigações.

Analistas e juristas avaliam que a investida da PF contra o ministro do STF expõe a AGU a riscos jurídicos severos. Em análise publicada no portal Metrópoles, o colunista Mario Sabino destacou reportagem da jornalista Roseann Kennedy sobre os alertas internos no governo. Aliados do chefe da AGU argumentam que contestar judicialmente as ordens do relator colocaria o órgão na posição de obstaculizar os trabalhos do Judiciário.

A apuração do Metrópoles indicou preocupação direta com os desdobramentos sobre o Palácio do Planalto.

"Era uma armadilha. Não perceberam que aquela solicitação iria explodir no colo de Lula"

afirmou um interlocutor do gabinete da AGU citado por Kennedy. A relação direta entre o órgão de representação judicial e a Presidência da República amplia o desgaste político no caso do filho do presidente.

A tensão entre as instituições permanece alta. Segundo a CNN Brasil, a direção da Polícia Federal tentou redistribuir o inquérito para a presidência do STF, mas o sorteio manteve a relatoria com André Mendonça. O analista Caio Junqueira pontuou a ausência de conciliação no horizonte imediato.

"Não tem acerto possível porque um lado acha que o outro lado é vazador e bloqueador de investigação contra os seus grupos políticos"

afirmou Junqueira.

O caso aguarda definição do chefe da AGU sobre o protocolo formal do recurso. A Advocacia-Geral da União mantém as conversas reservadas com o Supremo Tribunal Federal para tentar evitar o confronto direto, enquanto a Polícia Federal aguarda o desdobramento para definir a entrega do material bruto exigido pelo relator.

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