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Cury defende impeachment de ministros, revisar prisões do 8/1 e 'aposentar Lula'

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MRPor Marina Rocha•7 de setembro de 2026•Fontes: Estadão, VEJA, Gazeta do Povo, g1

O presidenciável Augusto Cury (Avante) defendeu nesta segunda-feira (7), feriado da Independência, que o Senado discuta pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sabatina na Jovem Pan, o candidato disse também que revisaria as prisões ligadas aos atos de 8 de Janeiro de 2023 e prometeu "aposentar" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno. Horas depois, fez ato na Praia de Copacabana, no Rio, e anunciou financiamento para 10 milhões de microempresas em comunidades e favelas.

Impeachment e prisões do 8 de Janeiro

"Tem que ter impeachment. O Senado Federal tem que discutir. Ele tem que discutir o impeachment. Como não? Ele tem que ter responsabilidade", declarou Cury, segundo o Estadão. "Ninguém deve ser protegido. Ninguém está acima da lei", acrescentou. O candidato classificou o Congresso como "muito frágil" diante do Supremo e repetiu a proposta de reduzir a Corte de 11 para 9 ministros, com base na composição da Suprema Corte dos Estados Unidos. "Eu me inspiro muito no que ocorre em alguns países. Por exemplo, a Corte norte-americana, que tem nove. Nós temos que enxugar quadros", afirmou.

Sobre os presos do 8 de Janeiro, Cury disse que pedirá, já na primeira semana de um eventual governo, um relatório completo sobre os processos e fará revisão caso a caso. "Na primeira semana que eu estiver no governo, se a sociedade brasileira me escolher, eu quero um relatório de tudo", afirmou. Na avaliação dele, "a grande maioria" dos que seguem presos ou sob medidas restritivas deveria estar fora da prisão. "Ninguém que foi injustiçado fica para trás", declarou. Ele citou o ex-ministro José Múcio entre analistas que avaliam que houve intenção de golpe nos atos, sem materialização.

Ato em Copacabana

Cerca de 1,4 mil pessoas participaram do ato em Copacabana, na zona sul do Rio, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a More in Common. Sob chuva, apoiadores caminharam 500 metros pela Avenida Atlântica, do Posto 6 ao Posto 5. No trio elétrico, Cury prometeu financiar 10 milhões de microempresas "em cada comunidade ou favela" e instalar em cada escola pública uma agência do Banco do Empreendedor e uma Escola do Empreendedor. Ele afirmou ainda que destinará o salário de presidente a financiar duas microempresas de alunos de escola pública por mês; a campanha confirmou ao g1 que ele pretende abrir mão dos vencimentos.

No fim do evento, o candidato voltou ao tema do STF, mandou "um abraço muito especial" ao ministro André Mendonça e demonstrou solidariedade ao presidente da Corte, Edson Fachin. "Eu quero que toda a investigação, doa a quem doer, seja realizada", afirmou, dizendo que o país "vai colapsar" se indícios de corrupção não forem apurados "até as últimas consequências".

"No STF, ninguém deve ser poupado, tem que ser investigado. E se não for provado nenhuma culpa, estão livres. Mas se tiver, tem que haver condenação."

Sobre Lula, Cury se disse o "pesadelo" do petista, segundo a Gazeta do Povo. No Rio, sem citar nomes, disse que "o Brasil não aguenta mais ser capturado apenas por 2 famílias" e acrescentou que respeita "milhões" de pessoas "notáveis à direita" e "espetaculares da esquerda". O candidato aparece em terceiro lugar na disputa: na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda, tem 8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Lula e 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL), com queda em relação aos 10% da semana anterior. O primeiro turno da eleição presidencial será em 4 de outubro.

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