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Renan Santos defende bomba atômica para o Brasil e minimiza violações sob Bukele

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O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil desenvolva armas nucleares como forma de garantir soberania. Na mesma entrevista à TV Globo, ele minimizou as violações de direitos humanos no regime de exceção de El Salvador, segundo a Folha de S.Paulo. A sabatina foi conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, do Jornal Nacional.

"Se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas", disse o candidato, segundo o G1. Ele reconheceu que o país não tem condições de produzir a bomba nos próximos dez anos e falou em fabricação "no médio e longo prazo".

Renan afirmou que não precisa de estudos para sustentar a proposta. "Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por causa disso", declarou.

A proposta esbarra na legislação brasileira. O país é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear desde 1998, e a Constituição determina que a atividade nuclear em território nacional "somente será admitida para fins pacíficos". Renan defendeu deixar o tratado e citou a Coreia do Norte, único país a abandoná-lo, segundo o G1. "[A Coreia do Norte] por mais que seja um regime que eu considero opressivo e que eu não respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente. É uma forma de defender a sua própria soberania", afirmou.

O presidenciável negou que a medida comprometeria a relação com os Estados Unidos e disse que caberia a Washington sentar para negociar com o Brasil, segundo a Folha. Ele comparou a posição atual do país na política externa à de um "Zé Carioca do mundo", um destino de festas. "Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo, aceitamos nossa posição submissa. Agora, se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares", disse.

Segurança pública e modelo Bukele

Na segurança pública, Renan reafirmou a promessa de retomar em até um ano de governo os territórios dominados por facções criminosas. Questionado sobre o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, que custou R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos e terminou com o crime organizado mais forte no estado, ele disse que o país vive uma "guerra unilateral" e declarou ser favorável a uma "declaração de guerra contra o crime organizado". "Hoje quase 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob a influência do crime", afirmou.

O candidato citou como inspiração o modelo de segurança do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Confrontado com as violações de direitos cometidas sob o regime de exceção salvadorenho, Renan as minimizou, segundo a Folha. De acordo com o G1, o presidenciável também propõe investir R$ 6 bilhões na construção de presídios e defende regime de exceção em favelas.

A entrevista foi a terceira da série da Globo com os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, segundo o G1. Nesta quinta-feira (27) é a vez de Lula (PT). Flávio Bolsonaro (PL) fala na sexta (28), e Augusto Cury (Avante) encerra a série no sábado (29). O primeiro turno da eleição será em 4 de outubro.

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