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Presidenciáveis propõem cooperação de fronteira contra o crime organizado

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MRPor Marina Rocha•26 de agosto de 2026•Fontes: G1

Os seis candidatos à Presidência da República mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto defendem parcerias com países vizinhos e investimento em tecnologia para combater o crime organizado nas regiões de fronteira, segundo levantamento do G1 com base nos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) apresentaram propostas para a área ao registrar suas candidaturas.

A segurança pública figura entre as principais preocupações da população segundo pesquisas de opinião, e os candidatos ao Planalto defendem maior atuação das autoridades federais nas regiões de fronteira, em parceria com autoridades de outros países, como forma de tornar o combate ao crime organizado mais efetivo. O tema ganha relevância em meio a uma sequência de operações recentes: em julho, a Polícia Federal deflagrou uma ação contra suspeitos de tráfico de pessoas na fronteira entre Brasil e Guiana; em junho, outra operação da PF prendeu suspeitos de contrabando de combustível na fronteira com a Bolívia; e, também em junho, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 26 fuzis, 16 pistolas e milhares de munições no oeste do Paraná, próximo à fronteira com o Paraguai, em um caminhão que teria saído da Argentina com destino a Minas Gerais.

O que propõe cada candidato

Lula defende patrulhamento fluvial e aéreo pelas Forças Armadas, investimentos em radares, drones, sensores e imagens de satélite, além de cooperação internacional com países vizinhos. Flávio Bolsonaro propõe a criação de um Sistema Nacional de Fronteiras, reunindo Exército, Marinha e Aeronáutica, com investimento em inteligência e tecnologia para a atuação militar e ampliação da cooperação com países vizinhos contra crimes ambientais transfronteiriços. Ronaldo Caiado quer criar um Comando Nacional de Fronteiras, envolvendo Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais, com uso de inteligência artificial e aeronaves remotamente pilotadas.

Renan Santos apresenta a proposta mais ambiciosa do ponto de vista institucional: um 'Pacto Interamericano contra o Crime Organizado' liderado pelo Brasil, a criação de um Centro de Operações Central na América Latina e um tribunal internacional especializado em criminalidade transnacional. Romeu Zema defende coordenação com os Estados Unidos e países sul-americanos no combate a facções classificadas como terroristas, com compartilhamento de inteligência e ação conjunta contra redes financeiras e operacionais que atravessam fronteiras. Augusto Cury propõe fortalecer a cooperação com organismos internacionais e países vizinhos para combater tráfico internacional, crimes financeiros, terrorismo, lavagem de dinheiro e organizações criminosas transnacionais.

Apesar de convergirem na necessidade de parcerias externas e no uso de tecnologia, os planos variam em grau de detalhamento e ambição institucional, de reforços operacionais nas fronteiras existentes até a criação de novos comandos federais e mecanismos internacionais inéditos. O tema deve seguir em debate ao longo da campanha para as eleições de outubro, à medida que os candidatos detalham suas propostas para a área de segurança pública.

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