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Morte de veterinária atacada por cão do Senado é apurada como acidente de trabalho

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MRPor Marina Rocha•24 de agosto de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito para apurar a morte da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, 36, atacada por um cão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal. Segundo a Folha de S.Paulo, o caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia como acidente de trabalho.

Vitória foi mordida na terça-feira (18) enquanto fazia um atendimento no canil do Senado, em Brasília. De acordo com a Polícia Civil, ela estava no exercício de suas atividades profissionais quando, "por circunstâncias ainda a serem devidamente esclarecidas", foi atacada pelo animal. Ela sofreu lesões graves no pescoço e teve uma parada cardiorrespiratória antes de ser socorrida por colegas. Atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar, foi encaminhada ao Hospital de Base, passou por cirurgia e ficou em estado grave. O Senado confirmou a morte no sábado (22).

Resgate e linha de investigação

Segundo a coluna Na Mira, do portal Metrópoles, um colega que chegou ao canil após o ataque encontrou o cão ainda solto e conseguiu contê-lo dentro de uma caixa antes de localizar Vitória, caída no chão e com grande perda de sangue. Funcionários usaram o kit de atendimento pré-hospitalar do Senado para comprimir os ferimentos até que a brigada da Casa e, depois, o serviço de emergência assumissem o atendimento.

A ocorrência foi registrada como "omissão de cautela na guarda ou condução de animais", e o local passou por perícia. Policiais da 5ª DP fizeram diligências no canil e no hospital e ouviram testemunhas para esclarecer a dinâmica do ataque. À Folha, a Polícia Civil afirmou que, a depender da conclusão, o inquérito pode embasar a responsabilização de eventuais culpados e também um pedido de indenização da família.

Em nota, o Senado lamentou a morte e informou que Vitória atuava como tratadora dos cães: foi estagiária de medicina veterinária na Casa de 2022 a 2024 e depois voltou como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado aos animais. "Neste momento de dor, o Senado expressa sua solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades", diz o comunicado. A Folha procurou o Senado nesta segunda-feira (24) para comentar a apuração, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.

O cão que atacou a veterinária é um pastor-belga-malinois, raça de médio a grande porte usada em operações policiais e de guarda e que exige condutores experientes. De acordo com o Metrópoles, o animal foi treinado para atuar no Serviço de Cinotecnia da Polícia Legislativa, responsável pela segurança do Congresso. Segundo a Folha, o cão foi retirado das atividades após o ataque. A cinotecnia é a área dedicada ao treinamento e ao manejo de cães de trabalho.

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