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Lula e Erdogan acertam cooperação em defesa; Brasil enviará comitiva a Ancara

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MRPor Marina Rocha•25 de agosto de 2026•Fontes: Congresso em Foco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone nesta segunda-feira (24) com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e os dois líderes acertaram o aprofundamento da cooperação bilateral em defesa. O Brasil vai enviar a Ancara uma comitiva formada por representantes dos ministérios da Defesa e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para começar a implementar o Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa, já ratificado pelos parlamentos dos dois países.

Segundo o Poder360, Lula afirmou que o Brasil pretende ampliar os investimentos no setor de defesa e quer estimular parcerias entre empresas brasileiras e turcas. Os dois governos também decidiram criar um conselho estratégico comandado pelos respectivos vice-presidentes, encarregado de elaborar um roteiro para o aprofundamento das relações bilaterais, conforme reportagem do Congresso em Foco.

Em nota, o governo turco informou que Erdogan disse acreditar que os dois países podem implementar "um modelo de cooperação econômica capaz de ampliar a prosperidade de seus povos diante de tendências protecionistas". O presidente turco também elogiou a política externa brasileira, que, na avaliação dele, "contribui para a paz mundial" ao priorizar a paz em questões regionais e globais.

Convite para a COP31

Durante a ligação, Erdogan formalizou o convite para Lula participar da COP31, a Conferência do Clima da ONU marcada de 9 a 20 de novembro em Antália, no litoral da Turquia, semanas depois do segundo turno das eleições no Brasil. Lula confirmou presença. Será a terceira conferência do clima com a participação dos dois líderes, que estiveram juntos na COP28, nos Emirados Árabes Unidos, e na COP29, no Azerbaijão.

Segundo nota do Planalto, os presidentes "lamentaram a persistência de conflitos ao redor do mundo e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio".

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