Uma série de pesquisas Quaest divulgadas nesta semana em 23 estados e no Distrito Federal mostra que a desaprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera a aprovação em 15 das 24 unidades federativas levantadas. Os números foram compilados pelo G1.
O Maranhão é o estado onde Lula tem a maior aprovação: 66%, contra 27% de desaprovação. No mesmo levantamento, o presidente registra 57% das intenções de voto no 1º turno no estado, contra 20% de Flávio Bolsonaro (PL). Na ponta oposta, Roraima e Santa Catarina apresentam os piores índices para o governo, com apenas 28% de aprovação em cada um. Em Roraima, a desaprovação chega a 66%; em Santa Catarina, a 69%.
Nordeste à frente, Sul e Sudeste abaixo
Segundo o G1, o Nordeste é a região onde Lula apresenta os melhores resultados. Além do Maranhão, o presidente tem aprovação acima de 50% em Pernambuco (62%), Paraíba (61%), Rio Grande do Norte (60%), Sergipe (60%), Bahia (59%) e Alagoas (52%). O eixo Sul-Sudeste forma um bloco de baixa aprovação: São Paulo registra 37% de aprovação e 58% de desaprovação; Minas Gerais, 41% e 52%; Rio de Janeiro, 40% e 51%; Paraná, 36% e 60%; Rio Grande do Sul, 38% e 55%; e Espírito Santo, 41% e 53%. No Distrito Federal, 39% aprovam e 55% desaprovam.
Nos demais estados pesquisados, a desaprovação também predomina. Goiás registra 33% de aprovação e 58% de desaprovação; Mato Grosso, 36% e 55%; Acre, 36% e 57%; Rondônia, 35% e 56%; e Mato Grosso do Sul, 39% e 55%. Exceções fora do Nordeste são Amazonas, com 54% de aprovação, e Tocantins, com 49% contra 44% de desaprovação. No Amapá, o índice está dividido: 46% aprovam e 47% desaprovam.
Os levantamentos estaduais têm margem de erro de três pontos percentuais, com exceção de São Paulo, onde a margem é de dois pontos, segundo o G1. Até o momento, a Quaest não realizou pesquisas no Ceará, no Pará e no Piauí.
Próxima pesquisa
A Quaest divulga na próxima quarta-feira (2) uma nova pesquisa nacional de intenção de voto para a eleição presidencial, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Serão entrevistadas 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais, segundo o registro no Tribunal Superior Eleitoral. O questionário inclui novamente a medição de aprovação e desaprovação do governo Lula. O 1º turno das eleições será em outubro.