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Campanha de Flávio Bolsonaro age para adiar votação da PEC do fim da escala 6x1

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MRPor Marina Rocha•25 de agosto de 2026•Fontes: O Globo

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência mobilizou aliados no Senado para tentar adiar a votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, segundo reportagem de O Globo. O movimento começou depois que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que pode pautar a proposta, uma das bandeiras eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca aprová-la antes das eleições de outubro.

De acordo com O Globo, a articulação está concentrada no senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da candidatura de Flávio. Durante a primeira semana de esforço concentrado do Congresso, em agosto, Marinho tentou um acordo com Alcolumbre para que a PEC não fosse votada no período eleitoral. A estratégia sofreu um revés: na mesma semana, Alcolumbre se reuniu com Lula, comprometeu-se a destravar a proposta e a enviou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator será o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do Planalto.

Ainda segundo o jornal, o plano da oposição é usar pedidos de vista e emendas para ganhar tempo e impedir que o texto passe pela CCJ e pelo plenário na última semana de esforço concentrado, marcada para começar em 31 de agosto. Aliados do governo, como o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), e o próprio Aziz, admitem que o cenário é indefinido e que não há garantia de acordo para votar antes do pleito. Aziz afirma que apresentará o relatório na semana de votações, mas que a data caberá aos líderes das bancadas.

Aprovada pela Câmara em 27 de maio, a PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado, sem corte de salário, conforme a Agência Senado. A transição é progressiva: 60 dias após a promulgação, a jornada cai para 42 horas; após 12 meses, chega às 40 horas definitivas. Para virar emenda constitucional, o texto precisa de ao menos 49 votos no plenário do Senado, em dois turnos.

Marinho apresentou uma PEC alternativa, que permite ao empregado escolher entre o regime tradicional da CLT e um modelo baseado em horas efetivamente trabalhadas, com negociação individual ou coletiva. Alencar disse que não designará relator para essa proposta, mas admitiu que trechos dela podem ser incorporados ao texto principal se houver acordo. No discurso público, a campanha de Flávio evita atacar o mérito da medida e defende que o debate ocorra fora do período eleitoral. "Lula está desesperado, o seu governo foi um desastre", disse o deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa, que votou a favor da PEC na Câmara. Já Daniella Marques, da equipe econômica do candidato, classificou a discussão como "um debate populista" em evento empresarial na sexta-feira.

Do outro lado, o g1 informa que Lula se reúne nesta quarta-feira (26) com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para destravar pautas com potencial impacto eleitoral, entre elas a PEC do fim da 6x1, a PEC da Segurança Pública, o marco de minerais críticos e a medida provisória que derrubou a chamada "taxa das blusinhas".

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