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Caiado e Zema pedem afastamento de Moraes; Flávio ataca Lula em dia de sessão no STF

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Os candidatos à Presidência reagiram nesta terça-feira (15) à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeo Zema (Novo) defenderam o afastamento imediato do ministro. Flávio Bolsonaro (PL) gravou vídeo para associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Moraes. Lula, candidato à reeleição, ignorou perguntas sobre o tema em agenda oficial.

É a primeira vez na história da Corte que os ministros se reúnem para decidir se um colega deve ser investigado. O julgamento examina um relatório da Polícia Federal que apontou 52 mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso em caso de fraudes bilionárias. Segundo o Metrópoles, o documento reúne mensagens de Vorcaro endereçadas ao ministro e não indica o que teria sido respondido. Antes da sessão, o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e Kassio Nunes Marques, impedido. "Na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar desse julgamento e afirmo o meu impedimento", disse Nunes Marques, segundo a BBC News Brasil.

Oposição concentra fogo em Moraes

Flávio Bolsonaro publicou um pronunciamento em vídeo minutos antes do início da sessão. "O atual presidente dividiu seu poder com Alexandre de Moraes", afirmou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, citada pelo Metrópoles, o senador disse que "o atual governo criou um desequilíbrio institucional" e "decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei". Para ele, o governo "faz parte desse sistema que está apodrecido". A Folha noticiou que o candidato manteve a associação entre o governo Lula e Moraes ao longo do dia.

Caiado usou as redes sociais durante a sessão. "A única atitude aceitável será a retirada imediata do ministro Alexandre de Moraes", escreveu o senador, que disse nunca ter visto "um escândalo dessa gravidade" atingir o Supremo e classificou o julgamento como histórico. Zema convocou um ato no gramado da Alameda dos Estados, em frente ao Congresso Nacional, para pressionar a Corte durante a sessão.

"Esta manifestação não é sobre direita ou esquerda. É a manifestação da indignação dos brasileiros contra os abusos que estamos vendo no Supremo, não apenas de Alexandre de Moraes, mas também de quase todos os ministros.", declarou Zema ao Metrópoles.

O candidato do Novo também afirmou que "o brasileiro está vendo tudo o que ele faz no STF e não aceita mais essa palhaçada". Em entrevista, disse esperar que o afastamento de Moraes "seja o primeiro de muitos", segundo o SBT News.

Lula evita o tema

O presidente Lula foi abordado por jornalistas e não comentou a sessão, segundo o Estadão. A campanha do petista trabalha para descolar a imagem do presidente da do ministro, conforme noticiou o Metrópoles. Lula tem defendido publicamente o fim do sigilo das investigações do Banco Master. O também candidato à Presidência Renan Santos avaliou, segundo a Tribuna do Norte, que a ausência de Nunes Marques pode favorecer Moraes na votação. O primeiro turno está a menos de três semanas, e a pesquisa Quaest divulgada na segunda (14) mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em eventual segundo turno, 42% a 40%, dentro da margem de erro.

A sessão foi suspensa no início da tarde e retomada às 14h. No retorno, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o plenário vai discutir questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que propõe suspender o julgamento, sortear nova relatoria e juntar o caso ao julgamento marcado para 23 de setembro. A Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade do procedimento que embasou o relatório da PF. O prazo para o ministro André Mendonça se manifestar sobre as acusações de parcialidade apresentadas por Moraes termina em 21 de setembro.

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