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Chuvas de sete dias no Paraná afetam 22 mil pessoas e deixam 4 mortos e 2 desaparecidos

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SMPor Sofia Menezes•18 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, G1

Sete dias de chuvas intensas afetaram 22.176 pessoas no Paraná, deixaram quatro mortos e dois desaparecidos, segundo o boletim divulgado pela Defesa Civil do estado na manhã desta terça-feira (15). As chuvas começaram na quarta-feira (9) e provocaram estragos em 80 municípios, com cidades alagadas e trechos de rodovias interditados. O número de afetados inclui quem teve estragos em casa ou ficou sem energia elétrica, água ou comunicações.

O estado registrou 3.022 casas danificadas e 18 destruídas. Ao menos 2.587 pessoas deixaram as próprias casas: 2.182 ficaram desalojadas, em residências de parentes ou amigos, e 405 desabrigadas, em abrigos públicos. O maior contingente está em União da Vitória, cidade do sul do estado cortada pelo Rio Iguaçu. A prefeitura estima ao menos 1,8 mil pessoas desalojadas e 400 em abrigos. O rio, cujo nível normal é de 3,5 metros, chegou a 6,275 metros na tarde de segunda (14) e começou a baixar lentamente; às 8h desta terça estava em 6,267 metros, conforme o monitoramento da Copel, a companhia paranaense de energia.

Mortes e desaparecidos

Três das quatro vítimas moravam em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Segundo o g1, uma família foi soterrada enquanto dormia na manhã de quinta-feira (10), após um barranco desabar sobre a casa: Kauan da Silva Contador, de 21 anos, sua companheira Jaqueline Gabriela de Lima Andrade, de 20, e o filho dela, Vinícius Hendrick de Lima Machado, de 5. Os corpos foram encontrados na mesma cama, e o Corpo de Bombeiros aponta que uma parede e o telhado caíram com o impacto do desabamento.

A quarta vítima estava em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O corpo de um homem foi localizado na segunda (14) às margens do Rio Ribeira pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, com apoio de uma moto aquática de resgate e de um barco de rafting, informou a CNN Brasil. A suspeita é que ele tenha desaparecido ao tentar atravessar de carro uma ponte submersa; o veículo foi achado dentro do rio e um homem que estava com ele segue desaparecido. Em Tunas do Paraná, também na região metropolitana, um morador da comunidade das Pacas desapareceu no fim da tarde, depois de sair de casa para consertar canos de água de uma nascente. O caminho exigia a travessia de uma ponte tomada pela correnteza; a própria comunidade iniciou as buscas, com apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost).

Resposta do Estado e alerta climático

Desde sexta-feira (11), o Gabinete de Gestão Integrada do governo do Paraná funciona no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, em Curitiba, para centralizar informações e coordenar as equipes. O secretário da Segurança Pública, Hudson Teixeira, afirmou que "todos os esforços e recursos estão sendo empregados para mitigar os efeitos dos eventos climáticos que atingiram o Paraná nos últimos dias". Na rede rodoviária, seguia interditado principalmente o trecho entre Curitiba e Adrianópolis, no Vale do Ribeira, que liga o Paraná a São Paulo; a Polícia Rodoviária Federal mantém um mapa com as condições em tempo real.

O desastre ocorre em um setembro de chuvas acima da média em várias cidades do Paraná, conforme o g1, e enquanto órgãos federais alertam para um El Niño de intensidade muito forte. O Boletim nº 2 do Painel El Niño 2026-2027, elaborado pelo Inmet com parceiros como a ANA, o Cemaden e a Defesa Civil nacional, aponta 100% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até o início de 2027 e prevê chuvas acima da média, cheias de rios e deslizamentos na região Sul, onde o solo já está mais úmido que em episódios anteriores do fenômeno. O boletim não relaciona este episódio em particular ao El Niño. Mesmo assim, classifica o Sul como a região mais exposta aos impactos na primavera e no verão.

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