O Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal (CRO-DF) decidiu, por unanimidade, cassar o exercício profissional do cirurgião-dentista Gustavo Chiovatto Najjar, acusado de estupro por pelo menos oito pacientes e já condenado em um dos casos. A decisão, tomada no início de agosto, ainda precisa ser confirmada pelo Conselho Federal de Odontologia para ter efeito definitivo, segundo o G1.
No documento da decisão, os conselheiros afirmam que a conduta de Najjar violou deveres de 'respeito, dignidade, boa-fé, lealdade, probidade e proteção da pessoa atendida', além de comprometer a confiança na relação entre dentista e paciente. Diante da 'excepcional gravidade das infrações éticas reconhecidas', o colegiado considerou a cassação uma medida adequada e proporcional.
Condenação e outras denúncias
Em 2024, Najjar foi condenado pela 3ª Vara Criminal de Brasília a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto, por um dos casos de estupro. Na época, a defesa informou que recorreria da sentença. Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima conheceu o dentista pelas redes sociais e foi ao consultório dele para uma avaliação relacionada a um procedimento estético.
A mulher relatou à polícia que, durante a consulta, Najjar passou a fazer perguntas sobre seu corpo e, em seguida, a violentou sexualmente. Exames do Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões compatíveis com abuso sexual, e um exame de DNA identificou material genético compatível com o do dentista a partir de espermatozoides encontrados no material biológico coletado da vítima. Após a primeira denúncia, outras sete mulheres procuraram a Polícia Civil relatando episódios semelhantes.
A reportagem do G1 afirma ter procurado a defesa de Najjar para comentar a cassação do registro profissional, mas não obteve resposta até a publicação da matéria original. O espaço permanece aberto para manifestação.