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Cury condiciona apoio a Flávio no 2º turno e descarta Lula "em hipótese alguma"

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MRPor Marina Rocha•11 de setembro de 2026•Fontes: O Globo, G1

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta quinta-feira (10), em São Paulo, que pode apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição, desde que ele prove que não houve corrupção no financiamento do filme "Dark Horse". Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi descartado: "Eu não apoiaria, em hipótese alguma, Lula. Nem 0,01%", declarou Cury, segundo o O Globo.

As condições para apoiar Flávio

As declarações foram dadas horas depois de a Polícia Federal deflagrar a Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). Flávio Bolsonaro não é alvo da ação, mas seu nome aparece em outra investigação, sobre a captação de recursos para o filme junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, conforme o G1. Vorcaro é suspeito, segundo o O Globo, de comandar um esquema de fraudes financeiras. O jornal registra ainda que o candidato do PL pediu R$ 134 milhões para a produção, dos quais cerca de R$ 69 milhões foram pagos a um fundo sem transparência nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que os repasses foram patrocínio privado.

Cury fixou três exigências para liberar o voto de seus eleitores: prova de que não houve corrupção, esclarecimento sobre o destino do dinheiro e assinatura pública do seu plano de governo. "Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do 'Dark Horse'. Ele tem que pegar o meu plano de governo e, num cartório, assinar que vai executá-lo. Se ele fizer isso, as pessoas que me seguem estão liberadas para votar nele", afirmou, segundo o G1. Ao O Globo, acrescentou: "Não ficaria neutro. Mas ele teria que provar que não é corrupto, teria que explicar o 'Dark Horse'".

"Ele [Vorcaro] estava com tornozeleira eletrônica e [Flávio] foi lá pedir uma parte do dinheiro que ainda devia. Essa promiscuidade com o Banco Master tem que ser resolvida doa a quem doer. Porque o Brasil não pertence a um grupo de pessoas, pertence a 210, a 213 milhões de brasileiros."

Lula, "nem 0,01%"

Em relação ao presidente Lula, Cury foi taxativo. "Eu não vou apoiar o Lula, claramente, no segundo turno. Eu creio que vou estar num segundo turno fortemente com meu time. E o pesadelo do Lula, com muito respeito, é a minha candidatura", declarou, durante agenda de campanha em São Paulo, segundo o G1. Em encontro com operadores do mercado financeiro organizado pelo banco Genial, o candidato completou, sob aplausos: "O Lula tem que se aposentar, o modelo do PT tem que aposentar", registrou o O Globo.

Na pesquisa Quaest divulgada esta semana, Cury aparece com 8% das intenções de voto, na terceira posição, atrás de Lula (36%) e Flávio Bolsonaro (29%). Nas simulações de segundo turno, os dois empatam numericamente em 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais. O Avante, presidido pelo deputado Luís Tibé (MG), tem coligações com o PT em quatro estados e com o PL em sete. "Se vocês encontrarem um partido que é um convento, me chamem que eu vou para lá", respondeu Cury, segundo o O Globo.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato alcançar a maioria dos votos válidos, os dois primeiros disputam o segundo turno em 25 de outubro, e a decisão de Cury, hoje terceiro nas pesquisas, pode pesar no resultado. O apoio segue condicionado às explicações de Flávio Bolsonaro sobre o "Dark Horse", enquanto a Polícia Federal e o STF prosseguem com as investigações sobre o financiamento do filme.

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