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Desconfiança no STF chega a 48% e bate recorde da série Datafolha

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MRPor Marina Rocha•18 de setembro de 2026•Fontes: Folha de S.Paulo, G1

A desconfiança no STF (Supremo Tribunal Federal) chegou a 48% dos brasileiros, o maior número desde o início da série histórica, em 2012. O dado é de pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). O índice subiu cinco pontos percentuais desde março, quando estava em 43%.

É a primeira vez que o descrédito no Supremo supera, numericamente, o das outras instituições avaliadas pelo instituto. Não confiam na corte 48% dos entrevistados, contra 45% em relação ao Congresso Nacional, 45% aos partidos políticos e 42% à Presidência da República. Antes, o topo da lista já havia sido ocupado por partidos, Congresso e Presidência.

Só o STF piorou

Para a Folha de S.Paulo, o resultado é um ponto fora da curva. O descrédito nas outras sete instituições medidas, entre elas Presidência, Congresso, imprensa e Forças Armadas, ficou estável ou caiu em relação a março. A desconfiança nos partidos, por exemplo, recuou de 52% para 45%. No Supremo, o movimento foi inverso: a parcela que diz confiar muito caiu de 16% para 14%, e a que confia um pouco, de 38% para 35%.

A pesquisa foi feita em meio à crise na corte. Segundo o G1, o desgaste se intensificou depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Moraes e o ministro Gilmar Mendes criticaram a condução de Mendonça. Moraes o acusa de cometer irregularidades e de atropelar procedimentos aplicáveis a investigações de autoridades com foro. Gilmar afirma que houve motivação político-eleitoral. Mendonça nega as acusações.

O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça (15) e quinta (17), segundo a Folha, que encomendou o levantamento junto com a TV Globo. O G1 registrou 2.002 entrevistas, nos dias 15 e 16. Os dois veículos informam margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-04029/2026.

Na terça (15), a sessão extraordinária convocada pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, terminou sem decisão sobre o relatório da PF. O ministro Flávio Dino pediu vista e tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário. O prazo termina em dezembro, após as eleições. Se não o devolver, o caso fica automaticamente liberado para voltar à pauta.

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