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Diretor de escola é preso em Santarém suspeito de atrapalhar investigação de abuso de alunas

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HBPor Henrique Barros•24 de agosto de 2026•Fontes: G1

Um diretor de escola municipal foi preso nesta segunda-feira (24), em Santarém, no oeste do Pará, suspeito de interferir na investigação de um caso de abuso sexual contra crianças e adolescentes em uma comunidade da região do Tapajós. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, segundo o G1. O caso também foi noticiado pelo portal Gazeta Carajás.

A apuração começou depois que uma adolescente procurou a Delegacia da Criança e do Adolescente (DEACA) para registrar uma denúncia. Com o avanço dos trabalhos, outras vítimas foram identificadas: até o momento, a polícia contabiliza cerca de oito vítimas, com idades entre 8 e 14 anos. Um professor da mesma comunidade já havia sido preso anteriormente, suspeito de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Segundo a polícia, o diretor e o professor são parentes e integram um grupo familiar com influência sobre moradores da localidade.

De acordo com a delegada Milla Moura, o diretor já era alvo de medidas cautelares diversas da prisão, como afastamento das funções e proibição de contato com as vítimas e com pessoas ligadas ao caso, mas teria descumprido as determinações da Justiça. A Polícia Civil afirma que ele teria oferecido vantagens a familiares de vítimas para interferir nos depoimentos e no andamento das investigações. A delegada Márcia Rabelo disse que o suspeito também usaria poder financeiro para tentar impedir denúncias ou para que as vítimas mudassem seus relatos. Segundo as autoridades, algumas crianças e adolescentes chegaram a alterar depoimentos depois das supostas interferências, o que foi comunicado à Justiça e motivou o pedido de prisão preventiva.

O mandado foi cumprido em Santarém por equipes do Núcleo de Apoio às Investigações (NAI) e da Polícia Civil. Após a prisão, o suspeito seria encaminhado para exame de corpo de delito e, em seguida, para uma unidade prisional, onde ficará à disposição da Justiça. A polícia informou que as investigações continuam e que outras pessoas podem ser ouvidas, para identificar se há mais vítimas ou outros envolvidos.

A delegada Milla Moura fez um apelo para que possíveis vítimas ou familiares procurem as autoridades e afirmou que crianças e adolescentes não devem ter medo de denunciar, pois os relatos serão tratados de forma protegida por equipes especializadas. Em nota, a Prefeitura de Santarém informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que está "apurando as informações apresentadas pela Justiça, e colaborando com as investigações". Os investigados são considerados suspeitos até eventual condenação pela Justiça.

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