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Disputa entre facções deixa mais de 10 mortos em Duque de Caxias

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HBPor Henrique Barros•26 de agosto de 2026•Fontes: G1 Rio

Uma disputa territorial entre facções rivais do tráfico de drogas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, já deixou mais de dez mortos desde o início de agosto, segundo apurou o g1. O confronto opõe traficantes que atuam nas comunidades do Pantanal e do Corte Oito e já envolveu o uso de drones para lançar granadas, além de execuções atribuídas ao chamado tribunal do tráfico.

A primeira morte da série foi registrada em 8 de agosto na comunidade do Pantanal, controlada pelo Terceiro Comando Puro. Desde então, 11 homens foram mortos, a maioria deles, segundo as investigações, ligados ao tráfico de drogas. O g1 apurou que sete ataques do Comando Vermelho contra o Pantanal resultaram em dez mortes de suspeitos de envolvimento com o tráfico rival. Uma décima primeira vítima teria sido executada pelos próprios aliados, acusada de repassar informações ao grupo inimigo.

No dia 17 de agosto, um morador foi atingido por um tiro na cabeça enquanto voltava da igreja com o filho, tornando-se vítima colateral da disputa. Casos anteriores também atingiram civis na região: em julho, uma idosa foi baleada nas costas na Rua Venâncio Adres, na Vila Leopoldina, área próxima ao território em disputa.

Drones e represália

No último domingo, dia 23 de agosto, granadas foram lançadas por drone na comunidade do Corte Oito, controlada por Jonatha Hyrval Cassiano da Silva, conhecido como Bochecha Rosa. Segundo testemunhas ouvidas pelo g1, o ataque foi uma represália às mortes registradas no lado rival. Jonatha, que está foragido, já havia sido filmado por uma equipe do programa Fantástico portando uma bazuca anti-drone no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, apontado como quartel-general do Comando Vermelho. Ele responde a investigações por roubo, homicídio, associação para o tráfico e organização criminosa.

O conflito também afetou a rotina de serviços públicos na região. Segundo a prefeitura de Duque de Caxias, quatro escolas públicas tiveram atividades impactadas pelos confrontos ou por operações policiais: uma creche precisou acionar o protocolo de segurança em três dias diferentes, e ao menos duas escolas suspenderam atividades em dois dias cada. A unidade de saúde do Pantanal fechou as portas em 18 de agosto e interrompeu atividades externas em três dias ao longo de uma semana.

Procuradas pelo g1, a Polícia Militar informou que o 15º BPM, responsável por Duque de Caxias, mantém policiamento ostensivo com equipes a pé, em viaturas e motopatrulhas, ajustado conforme a movimentação da chamada mancha criminal. Já a Polícia Civil disse que os homicídios são investigados pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e que a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense realiza diariamente ações de inteligência e prisões para reprimir a atuação das facções na região.

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