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Fachin pede a Mendonça retirada de sigilo das investigações do caso Master

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HBPor Henrique Barros•11 de setembro de 2026•Fontes: InfoMoney, O Globo, Folha de S.Paulo, G1

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (10) ao ministro André Mendonça o levantamento do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte. O pedido alcança a Pet 15.556, que está na base da apuração, e todos os procedimentos dela derivados. Segundo o InfoMoney, deve permanecer em sigilo apenas o que puder comprometer diligências necessárias a futuras operações sobre o caso.

Como relator do caso, cabe a Mendonça decidir sobre o sigilo dos autos, e por isso o presidente do tribunal formulou um pedido, segundo o g1. Fachin também solicitou a remessa, em HD próprio, à Presidência e aos gabinetes dos ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556. A medida integra a organização da sessão extraordinária convocada para 15 de setembro, quando o plenário vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre o caso e o pedido de nulidade do documento feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

"Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida", diz Fachin em despacho citado pelo g1.

Linha do tempo do caso

O caso Master reúne no STF as apurações sobre o Banco Master, do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, e um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o g1, já havia divergências entre o gabinete de Mendonça e a direção da Polícia Federal sobre o andamento das investigações, e em agosto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a procurar o relator para tratar do tema. O estopim da crise foi um relatório da PF, elaborado a pedido de Mendonça, que apontou uma suposta relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes a partir de mensagens atribuídas ao banqueiro.

Na quarta-feira (9), Fachin tirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, que o ministro conduzia havia mais de sete anos, suspendeu decisões conflitantes de Mendonça e do ministro Flávio Dino sobre o comando da PF, mantendo Rodrigues no cargo, e convocou a sessão extraordinária de terça-feira (15). Nesta quinta, segundo o jornal O Globo, a Presidência do tribunal entregou aos gabinetes a íntegra do processo que reúne o relatório da PF, cujo sigilo já havia sido retirado por decisão de Mendonça.

As posições em disputa

Ministros criticaram a iniciativa de Mendonça de encomendar a investigação de um integrante da própria Corte sem submeter o tema antes ao plenário, e a PGR do procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório. Na sessão de terça, além da validade do documento, o plenário deve discutir os procedimentos para uma eventual investigação envolvendo Moraes, que ainda não é alvo de investigação aberta na Corte. O presidente Lula defendeu na quarta a quebra completa dos sigilos do caso e reclamou de "vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", em referência velada a informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro, noticiou a Folha de S.Paulo. As revelações têm animado o bolsonarismo na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.

Nos bastidores, Fachin passou a tarde de quinta em consultas internas e recebeu os ministros Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, além do procurador-geral Paulo Gonet. Segundo apuração do g1, seis votos são considerados mais consolidados: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin seriam pontos alinhados com Moraes, enquanto Mendonça contaria com Fux e Nunes Marques; os votos de Fachin e de Cármen Lúcia seguem incertos. O próximo passo é de Mendonça, que precisa decidir se atende ao pedido e levanta o sigilo. Depois vem a sessão extraordinária de terça-feira, 15 de setembro, que define a sorte do relatório da PF. Segundo O Globo, um pronunciamento de Moraes estava previsto para a segunda-feira (14), véspera do julgamento.

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