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Flávio Bolsonaro diz que manterá reajuste do Bolsa Família se eleito

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MRPor Marina Rocha•18 de setembro de 2026•Fontes: CNN Brasil, BBC News Brasil, G1 Política

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17) que manterá o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se for eleito. A declaração foi feita em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, no mesmo dia do anúncio do aumento. Segundo a CNN Brasil, o reajuste é de 15,04%.

Antes de prometer manter a medida, Flávio a criticou. Ele ligou o anúncio de Lula às pesquisas eleitorais, que, segundo a CNN Brasil, têm mostrado o petista atrás do candidato do PL no primeiro turno e em eventual segundo turno. "Você acha que vai comprar o voto do pobre? Dando 90 reais a mais pro pobre?", questionou.

Na sequência, garantiu o benefício aos eleitores. "Comigo tá garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, só que vou fazer muito mais do que isso. Vocês vão lembrar, os R$ 600 quem deu, foi quem? Foi o presidente Bolsonaro", disse. O candidato se referiu ao aumento de 50% concedido em 2022 pelo governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando o piso do então Auxílio Brasil saiu de R$ 400 para R$ 600, às vésperas da eleição daquele ano.

O aumento a 17 dias do voto

Lula anunciou o reajuste na quinta (17), a 17 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. É o primeiro aumento do programa em quatro anos. O piso sobe de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio pago às famílias passa de R$ 675 para R$ 777, segundo a BBC News Brasil.

O anúncio retoma a disputa sobre benefícios sociais em ano eleitoral. Em 2022, o governo Jair Bolsonaro alterou a Constituição, na chamada PEC Kamikaze, para elevar o Auxílio Brasil em 50%. O Supremo Tribunal Federal considerou a mudança inconstitucional em 2024. Lula, eleito naquele ano, manteve o valor de R$ 600 e devolveu ao programa o nome de Bolsa Família. Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, há uma diferença neste ano: o aumento é autorizado pela lei do programa, que permite a correção pela inflação. "O governo Lula é mais modesto nesse voluntarismo eleitoral, mas não deixa de ser um movimento voluntarista", avaliou.

O calendário da reta final

Outros presidenciáveis também criticaram a medida. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) falou, em entrevista à Gazeta do Povo nesta sexta (18), reproduzida pelo G1, em tentativa de "comprar voto por R$ 90". Entre os eleitores que recebem o Bolsa Família, pesquisa BTG Nexus divulgada em 14 de setembro aponta 73% de intenções de voto para Lula e 23% para Flávio em eventual segundo turno. O primeiro turno será no dia 4 de outubro, os novos valores entram em pagamento em 19 de outubro e um possível segundo turno está marcado para 25 de outubro.

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