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Flávio comemora fim de sigilo no 'Dark Horse' e cobra liberação de inquéritos de Lulinha

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MRPor Marina Rocha•12 de setembro de 2026•Fontes: Poder360, Folha de S.Paulo, G1

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, comemorou no dia 11 de setembro a retirada do sigilo das investigações sobre o filme "Dark Horse" e pediu a liberação dos inquéritos que apuram Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a Folha de S.Paulo, ele falou durante agenda de campanha em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e avaliou que o desigilo não terá impacto na disputa eleitoral.

"Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver."

A liberação dos documentos sobre o Banco Master e o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, revelou a abertura de investigação contra o próprio Flávio no inquérito do filme. A Polícia Federal apura possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos. A Folha reporta que a suspeita é de que parte dos recursos tenha bancado a estadia de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador e ex-deputado federal, nos Estados Unidos. Flávio minimizou o desdobramento. "Para minha surpresa, estou sendo investigado há dois meses e o que é que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade, é disso que eu precisava", disse, afirmando que queria a publicidade dos autos para "que o Lula não usasse mais essa narrativa".

O senador em seguida cobrou a abertura dos inquéritos sobre Lulinha. "Eu quero saber quanto de dinheiro foi roubado dos aposentados e foi parar na conta do filho do Lula, o Lulinha. Eu quero saber quais ministérios o Marcola, chefe de gabinete do Lula, abriu para o seu filho fazer negócios dentro do governo", declarou, citando o processo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a autarquia de previdência atingida por esquema de fraude.

Segundo o site Poder360, dois inquéritos sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), apuram possível tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger, o ex-chefe do gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e o ex-secretário do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que os casos sejam enviados à 1ª instância e afirma que não têm relação com as fraudes do INSS. O site apurou que a Procuradoria não encontrou elo entre o esquema do "Careca do INSS" e o filho do presidente. A defesa de Lulinha sustenta que os autos justificam o arquivamento.

Os próximos passos dependem de Mendonça. O ministro sinalizou que ainda não decidirá o pedido da PGR; se negar o envio à 1ª instância, os procuradores podem levar a questão à 2ª Turma do STF. No caso "Dark Horse", o desigilo determinado na sexta-feira (11) já permitiu o acesso aos documentos, que detalham R$ 20,9 milhões em gastos da produção no Brasil, segundo o G1. A eleição presidencial ocorre em 4 de outubro. A pesquisa Datafolha mais recente aponta Lula com 39% e Flávio com 35% das intenções de voto no primeiro turno.

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