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Frente fria deve derramar até 200 mm de chuva com granizo no Sul por três dias

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SMPor Sofia Menezes•30 de agosto de 2026•Fontes: MetSul Meteorologia, NSC Total, G1

Uma frente fria associada a um cavado deve trazer três dias seguidos de temporais ao Sul do Brasil, com acumulados que podem superar 200 milímetros de chuva no Planalto Sul e no Litoral Sul de Santa Catarina entre esta sexta-feira (28) e domingo (30). A previsão, da meteorologista Ana Maria Pereira Nunes, da Meteored, inclui ainda risco de granizo, raios e vendavais no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em parte do Paraná, segundo o índice de previsão extrema do modelo do Centro Europeu (ECMWF).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 518 cidades da região Sul sob alerta de perigo nesta sexta e sábado, com previsão de chuva entre 30 e 60 mm por hora, ventos de 60 a 100 km/h e queda de granizo. O aviso cobre áreas como a região serrana e o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, a região metropolitana de Porto Alegre e o Nordeste gaúcho, e o Centro-Sul, Sudoeste e Sudeste do Paraná. O órgão lista risco de corte de energia, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. Na Grande Florianópolis, no Grande Oeste e no Vale do Itajaí, a Defesa Civil de Santa Catarina prevê volumes entre 100 e 150 mm, com risco de alagamentos e enxurradas.

Rios sob risco de cheia

A MetSul Meteorologia reforçou nesta sexta um alerta especial de alto risco de enchente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, válido até segunda-feira (31). Segundo o boletim, os rios de maior risco no estado gaúcho são o Uruguai, o Jacuí, o Taquari e o Caí, porque a chuva mais forte deve cair nos Campos de Cima da Serra, onde essas bacias nascem. Em Porto Alegre, há alta probabilidade de o Guaíba superar a cota de alerta de 2,50 metros na semana que vem, com alagamentos nas ilhas e possíveis desligamentos de energia por segurança no bairro Arquipélago. A MetSul também alerta que uma massa de ar frio com vento Sul forte, prevista para os dias 4 e 5 de setembro, pode represar o Guaíba justamente quando o nível já estiver alto.

O episódio é alimentado por um rio atmosférico, um corredor que canaliza umidade da região amazônica para o Sul, o que explica a longa duração da instabilidade, segundo a MetSul. O Rio Grande do Sul ainda convive com as marcas das enchentes históricas de maio de 2024, que deixaram dezenas de mortos e cidades inteiras sob água, o que torna qualquer previsão de chuva excessiva motivo de atenção redobrada das autoridades. Nesta sexta, o Uruguai, país vizinho na mesma bacia, já registrou granizo de grande tamanho perto da fronteira, informou a MetSul.

Calor e ar seco no restante do país

Enquanto o Sul enfrenta temporais, o Sudeste e o Centro-Oeste entram em um período de calor e umidade baixa, segundo o g1. A Defesa Civil de São Paulo prevê calor intenso até segunda-feira, com máximas de até 40°C no interior e 36°C na capital paulista. O Inmet, porém, não classifica o período como onda de calor, porque o critério do órgão exige temperaturas ao menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos, e uma nova frente fria deve derrubar os termômetros a partir de terça-feira (1º).

No Centro-Oeste, Cuiabá deve registrar cerca de 40°C nesta sexta, com chance de chegar a 41°C nos próximos dias. A umidade do ar pode ficar entre 12% e 20% em Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e partes de Mato Grosso nas horas mais quentes, condição que favorece a propagação de queimadas, alerta a Climatempo. A Defesa Civil de Santa Catarina recomenda que a população evite se abrigar perto de árvores e postes durante vendavais, não atravesse ruas alagadas ou pontes submersas e busque locais protegidos longe de janelas durante os temporais.

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