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Gilmar Mendes ataca afastamento do diretor da PF: 'Tem que se algemar antes'

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MRPor Marina Rocha•15 de setembro de 2026•Fontes: G1 (ao vivo), BBC News Brasil, G1

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atacou nesta terça-feira (15) a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o G1, Gilmar classificou a medida como um "vexame" para a instituição e defendeu que ela jamais deveria ter sido adotada. As críticas ocorreram no plenário do STF, durante a sessão que discute os atos praticados na investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

Gilmar comparou o afastamento do chefe da PF a hipóteses que, na avaliação dele, nenhum gestor admitiria. A fala, registrada pelo G1, foi além.

"Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor-geral da Polícia. É como afastar o presidente da Nasa ou tirar o comandante do Exército."

Depois, endureceu o discurso. "Sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa. Quando ele tiver a tentação, tem que pedir que Deus interceda e não faça", afirmou. Gilmar disse ainda que já esperava que o afastamento provocasse reação dentro do tribunal e que submeter a corporação a essa situação é uma "gravidade que eu jamais vi", segundo o G1.

O afastamento em disputa

O afastamento de Andrei Rodrigues foi determinado por André Mendonça na apuração da produção de um relatório da PF sobre Alexandre de Moraes. O documento apontou 52 mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pivô do caso Banco Master, de acordo com o G1. Mendonça entendeu que a permanência do diretor-geral no cargo poderia comprometer os trabalhos. Dias depois, o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da decisão e devolveu Andrei ao comando da corporação, ao argumento de que a medida exigia fundamentos mais robustos. O presidente do STF, Edson Fachin, levou a controvérsia ao plenário. Antes da fala de Gilmar, Fachin afirmou que havia decisões divergentes de ministros e que a Presidência não poderia "se imobilizar".

Na sessão, o ministro Luiz Fux defendeu a avaliação da Segunda Turma, que considerou anômala a atuação da PF no episódio. "Criaram ali uma agência própria para se dedicar à arapongagem de ministros do Supremo", disse Fux, segundo o G1.

O que vem a seguir

O plenário suspendeu a sessão na parte da manhã e os ministros retornam às 14h. Segundo a BBC News Brasil, o julgamento decide se Moraes deverá ou não ser investigado por causa da relação com Vorcaro. É a primeira vez na história do STF que a Corte se reúne para decidir se um colega deve ser investigado, segundo o G1. Gilmar e o ministro Flávio Dino apresentaram uma questão de ordem para suspender o julgamento e retomar a análise na terça-feira (23). A proposta prevê juntar o caso de Moraes ao de André Mendonça, redistribuir as relatorias e fixar prazo para a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Fachin disse que o retorno da sessão será dedicado à discussão da proposta.

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