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Haddad ataca Flávio Bolsonaro em ato com Lula e cobra contas do filme Dark Horse

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MRPor Marina Rocha•26 de setembro de 2026•Fontes: G1, CartaCapital

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, atacou neste sábado (26) o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Lula (PT) na corrida presidencial. O discurso aconteceu em caminhada de campanha ao lado do petista em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o G1, Haddad cobrou do senador explicações sobre a origem e o destino do dinheiro dado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse.

"Ele não presta conta do filme 'Dark Horse' porque ele não presta mesmo. Esse cara está enrolado com todos os escândalos de corrupção. Em todo escândalo ele tem algum amigo", disse o ex-ministro da Fazenda.

"No INSS ele tem esse tal de Willer [Tomaz] que apareceu. No Master ele tem o Vorcaro. Nas milícias ele tem o Adriano [da Nóbrega] e nas rachadinhas o Queiroz. Ele tá sempre enrolado com alguma coisa perigosa. E agora ele quer tomar a presidência da República. Desse pernambucano aqui, nós não vamos deixar."

Ao dizer "desse pernambucano aqui", Haddad se referia a Lula, que nasceu em Pernambuco. A lista citada no discurso conecta Flávio Bolsonaro a investigações distintas: o caso do INSS, o caso Master, apurações sobre milícias e o esquema das rachadinhas.

O filme Dark Horse, que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, está sob investigação no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público de São Paulo por suspeita de uso de recursos públicos. Segundo o G1, as apurações alcançam a produtora Karina da Gama, da Go UP Entertainment, e o Instituto Conhecer Brasil, do qual ela é dona única.

Tarcísio e o fim das bets

No mesmo discurso, Haddad mirou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição e adversário dele na disputa pelo governo paulista na eleição de 4 de outubro. "De 4 de outubro nós vamos reeleger o Lula e realizar o sonho do Tarcísio de ir pra casa, voltar para Brasília. Dia 4 é 13, Haddad e Márcio França, pra mandar o Tarcísio para Brasília ou para o Rio de Janeiro, onde ele preferir", afirmou. Caminhavam com eles o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Haddad também defendeu a proibição das bets e do "Jogo do Tigrinho", editada por Lula na sexta-feira (25), e disse que Flávio e Tarcísio "estão defendendo bet que o presidente Lula acabou". "Criamos [imposto] para 141 mil ricos que passaram a pagar imposto, para 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil deixarem de pagar imposto de renda. Nós não temos vergonha de fazer justiça tributária", declarou.

Vantagem no Ceará

Uma pesquisa Real Time Big Data divulgada no mesmo sábado mostra Lula com 63% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno no Ceará, segundo a CartaCapital. No cenário de primeiro turno no estado, o placar é de 60% a 26%. O instituto ouviu 1.600 eleitores cearenses entre 21 e 24 de setembro, por telefone e recrutamento digital, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-05316/2026. No plano nacional, a disputa segue apertada: simulação de Datafolha divulgada na quinta (24) aponta 47% para Lula e 45% para Flávio.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, a oito dias. As investigações sobre Dark Horse continuam em aberto no STF e no MP-SP.

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