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IBGE estima população do Brasil em 214,2 milhões em 2026, com crescimento menor

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O Brasil tinha 214,2 milhões de habitantes em 1º de julho de 2026, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O número não fica só no papel: ele define quanto dinheiro federal cada prefeitura vai receber, porque orienta o cálculo dos repasses do FPM, o Fundo de Participação dos Municípios.

O crescimento em relação a 2025, quando o país tinha 213,4 milhões de pessoas, foi de 0,37%. Isso significa que, para cada grupo de 1.000 brasileiros, menos de quatro pessoas se somaram ao total em um ano. Em 2025, a variação tinha sido um pouco maior, de 0,39%.

Em números absolutos, o país ganhou 790,9 mil habitantes em um ano, segundo o IBGE. É como se dez estádios do Maracanã lotados entrassem para a contagem, na comparação feita pela Folha de S.Paulo.

Entenda como a conta é feita

Como o Censo demográfico não é realizado todos os anos, o IBGE projeta a população de cada município usando sempre 1º de julho como data de referência. O TCU (Tribunal de Contas da União) usa essas estimativas para distribuir o FPM e o FPE, o fundo equivalente para estados e o Distrito Federal. Para municípios pequenos, esses repasses costumam ser a principal fonte de receita, então cada habitante a mais ou a menos muda o orçamento da cidade.

O país tem agora 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes, incluindo Brasília na contagem. Juntos, eles concentram 42,9 milhões de pessoas, ou 20% da população nacional. São Paulo segue como a maior cidade, com 11,9 milhões de moradores; apenas Guarulhos e Campinas, ambas no interior paulista, não são capitais estaduais.

No extremo oposto, Serra da Saudade (MG) é o menor município do Brasil, com apenas 857 moradores. Anhanguera (GO), Borá (SP) e Araguainha (MT) também têm menos de mil habitantes cada, segundo o IBGE.

Rumo a um crescimento cada vez menor

No início dos anos 2000, a população brasileira crescia mais de 1% ao ano, quase o triplo do ritmo atual, segundo as estimativas revisadas pelo IBGE em 2024. Pesquisadores do instituto apontam a queda do número de filhos por mulher e o envelhecimento acelerado como motores dessa desaceleração.

As projeções indicam que o país deve chegar ao pico populacional de 220,43 milhões de pessoas em 2041. A partir de 2042, a tendência é de queda, que deve se intensificar nas décadas seguintes.

Entre os estados, Mato Grosso do Sul viu sua população subir 0,74%, para 2.946.273 habitantes, o dobro do ritmo nacional, segundo o Campo Grande News.

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